Últimas atualizações no Twitter

Enquetes

Por meio de quais corretoras você faz seus investimentos em ações e Tesouro Direto?

View Results

Loading ... Loading ...

Curta nossa página no Facebook!

Itaú insere cláusula no regulamento do Pague Contas em que se concede o direito de suspender tal serviço *AINDA* que o cliente não o utilize de modo irregular

Os milheiros de plantão sabem que uma das formas mais práticas de acumular milhas a custo relativamente baixo, sem ter que passar pela via (às vezes penosa) das compras normais na função crédito do cartão, consiste na utilização do serviço de pagamento de contas a ser debitada na fatura do cartão de crédito, o popular “Pague Contas”. Tudo isso, é claro, desde que o regulamento do cartão permita o acúmulo de pontos pela utilização dessa modalidade de pagamentos.

Um dos bancos que possibilita esse acúmulo é o Itaú, que cobra juros proporcionais ao tempo de utilização do serviço, de (nada modestos) 2,99% a.m. + IOF. Uma facada, certamente.

Porém, como os leitores mais experientes no acúmulo de milhas já perceberam, é possível minimizar os custos da operação utilizando a técnica do pagamento avulso antecipado, que consiste, como o próprio nome diz, em quitar a conta logo depois (ou dias depois) de ela ter sido incluída na fatura do cartão. Por exemplo, você inclui o pagamento de uma conta de R$ 100, no dia 25 na fatura do cartão e, dois dias depois, no dia 27, quita antecipadamente esse valor, fazendo um pagamento avulso no valor exato da conta que foi incluída, ou seja, de R$ 100. Dessa maneira, você não irá pagar a integralidade dos juros (2,99% a.m.), mas sim juros (e IOF) proporcionais ao tempo de utilização dessa operação de crédito (2 dias de juros, no exemplo dado), mas com a vantagem de ganhar milhas integrais.

Ocorre que alguns correntistas, vislumbrando a possibilidade de ganhar muitas milhas a custo reduzidíssimo, passaram a abusar desse serviço, fazendo sucessivas antecipações de pagamento, mesmo com o limite do cartão tendo sido ultrapassado. Isso porque, ao antecipar o pagamento de uma conta, em teoria também se restaura o limite do cartão ao seu valor original, que poderia ser novamente utilizado para novas antecipações de pagamento, num looping teoricamente infinito.

Evidentemente, o banco percebeu essa brecha no sistema e passou a bloquear a restauração do limite original antes da data de fechamento da fatura. Ou seja, mesmo que o correntista faça antecipações de pagamento antes da data de fechamento da fatura, o limite total só é restabelecido quando a fatura fecha.

Mas o Itaú foi além.

Visando a dar respaldo contratual a suspensões do serviço de pagamento de contas sem ter que explicar as causas dessas suspensões, e mesmo fazendo-as incidir sobre clientes que não infrinjam nenhuma cláusula contratual, o regulamento do Pague Contas foi alterado recentemente, passando a prever, na cláusula 8ª, o seguinte dispositivo contratual:

e) ATENÇÃO! O Pagamento de Contas poderá ser suspenso a qualquer momento a critério do Emissor, hipótese em que serão disponibilizados comunicados sobre a suspensão da funcionalidade nos canais de contratação.

Fonte: Condições Gerais do Pagamento de Contas

Do modo como a cláusula foi redigida, a suspensão do serviço não está vinculada à sua utilização irregular.

Ou seja: fica ao exclusivo arbítrio do Itaú o cancelamento do serviço, que não precisa fundamentar seus motivos, nem dizer quais critérios que utilizou para cancelá-lo. Como está dito na cláusula, o serviço pode ser suspenso “a critério do emissor”, o que abre margem para o cancelamento sem nenhum tipo de utilização irregular por parte do cliente.

A partir de agora, o banco passou a ter, na prática, amplos poderes discricionários para decidir quais clientes podem e quais clientes não podem utilizar o serviço de pagamento de contas. Vale dizer, a escolha dos clientes que ficarão com o serviço de pague contas suspenso fica sujeito a critérios exclusivos de conveniência e oportunidade do banco. Em outras palavras: mesmo que você, cliente do Itaú, utilize de modo absolutamente lícito o serviço, pode ainda assim ter o serviço suspenso, sem justa causa.

Se por um lado essa modificação contratual dá legitimidade ao banco para repudiar atos de clientes que estavam abusando do serviço de pague contas, autorizando a rescisão unilateral dos contratos por utilização abusiva, por outro lado, não deixa de criar um sentimento de insegurança jurídica para com aqueles clientes que sempre utilizaram o serviço de acordo com as regras contratuais, os quais podem igualmente ter o serviço suspenso, sem maiores explicações.

É óbvio que esse tipo de postura torna cada vez mais difícil acumular milhas via pagamento de contas no cartão de crédito, e espero sinceramente que os demais bancos não utilizem de tais estratégias para inibir a atuação de clientes que estavam abusando do serviço de pague contas. Afinal, existem outros meios menos gravosos de buscar um equilíbrio na relação contratual, identificando e punindo clientes com comportamentos ilícitos, sim; mas sem jamais penalizar aqueles que honestamente se servem dos serviços do banco para acumularem suas milhas explicitamente de acordo com as regras contratuais…

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

[Guest post] Vale a pena trocar o investimento direto em imóveis por aplicações em Fundos de Investimentos Imobiliários?

Iniciamos os posts convidados de 2012 com um excelente artigo da Dra. Ana Carolina Almeida Ribeiro, acerca das possibilidades de investimentos em fundos imobiliários no lugar de imóveis. Nesse texto, a autora faz uma didática explicação sobre essa nova modalidade de investimentos, abordando seus principais pontos. Agradeço à Ana Carolina pelo envio do texto, e principalmente porque se trata do primeiro post feminino aqui no Valores Reais! :D Quem sabe isso não anima nossas estimadas leitoras, e não venhamos a ter mais posts escritos por mulheres aqui no blog!? (já que a audiência feminina do site tem bombado de uns tempos pra cá :D ) Boa leitura!

——————————

A possibilidade de tornar-se proprietário de um shopping, uma universidade ou um edifício comercial vem atraindo cada vez mais a atenção dos investidores de todos os portes. E, refletindo tal movimento, é crescente o número de operações envolvendo os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII´s). Até o mês de dezembro de 2011, a quantidade de fundos imobiliários com negociação na BM&F Bovespa chegou a 66, superior aos 48 negociados ao final de 2010 e muito acima dos 25 registrados em 2008.

Muito embora não se trate de uma opção recente, é fato que, diante de um cenário econômico internacional de crise e da volatilidade do mercado de ações, a estabilidade do mercado imobiliário fez com que crescesse o número de investidores que aportam seus capitais em FII’s.

O FII é formado por grupos de investidores com o objetivo comum de aplicar seus recursos em negócios imobiliários. Tais Fundos são necessariamente geridos por um administrador, podendo ser uma instituição financeira ou uma corretora de valores, que por sua vez são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Fundo pode estar atrelado a um empreendimento desde sua concepção ou então adquirir imóveis já disponíveis no mercado, e a locação de tais imóveis é a sua fonte de rendimentos.

A lei prevê distribuição semestral de resultados, mas é cada vez mais usual a distribuição mensal. Verifica-se ainda que os imóveis de propriedade dos Fundos são hoje utilizados nos mais diversos segmentos da economia, como de edifícios comerciais, hospitais, shoppings centers, centros de distribuição, universidades, hotéis e outros.

Entre as vantagens dos investimentos em FII’s destaca-se a isenção tributária sobre os rendimentos, a gestão especializada e a liquidez do investimento.

Para o investidor pessoa física, que detenha menos de 10% das cotas de um FII que possua no mínimo 50 investidores e que tenha suas cotas negociadas em bolsa de valores, há isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos distribuídos.

As cotas podem ser negociadas no mercado secundário, à semelhança do que acontece com as ações de empresas de capital aberto. A maioria dos Fundos possui negociação diária, tendo, portanto, liquidez superior a investimento direto em imóveis.

O investidor pode negociar parte de suas cotas, sem que haja necessidade de liquidação de todo o patrimônio investido, ou seja, é uma opção que não existiria caso o capital houvesse sido utilizado diretamente na aquisição de um imóvel.

Além disso, trata-se de um mercado muito mais acessível se comparado ao mercado de imóveis, pois a partir de R$ 1.000 é possível adquirir lote mínimo de cotas de Fundos em lançamento.

Nota pessoal: hoje, é possível encontrar cotas sendo negociadas na Bolsa por valores menores que R$ 1.000, como, por exemplo, as cotas dos fundos HCRI11B e NSLU11B, na faixa dos R$ 140 a R$ 180, e até cotas sendo negociadas na faixa de R$ 1 a R$ 2. Lembre-se, no entanto, que o rendimento dos aluguéis é sempre proporcional ao valor da cota – p.ex., uma cota negociada a R$ 1.000 que distribua um yield de 0,8% a.m. irá pagar R$ 8 mensais de aluguel por cota, ao passo que uma cota negociada a R$ 100 que distribua igualmente um yield de 0,8% a.m. irá pagar R$ 0,80 de aluguel por cota. Além disso, quanto menor for o valor investido, maior será o impacto das taxas de corretagem na composição final do investimento.

Ainda que a estrutura dos FII’s traga um cenário de vantagens se comparado com o investimento direto em imóveis, a variável mais importante a ser considerada é o negócio em que o FII concentra suas atividades, razão pela qual aqueles que se interessem por tal modalidade de investimento devem analisar atentamente os prospectos de divulgação bem como todas as informações que estiverem a seu alcance.

Nota pessoal: esse é um ponto muito bem observado. Estudar as características do investimento-alvo é essencial para ter êxito nesse ramo imobiliário, ao lado, é claro, da diversificação, ou seja, de fazer investimentos em diversos fundos imobiliários. Parafraseando meu amigo Henrique Carvalho, sugiro, como regra de bolso, ter pelo menos 5 ativos de FIIs na carteira. Os recentes exemplos do HCRI11B e NSLU11B, cujos respectivos inquilinos obtiveram liminares na Justiça para pagar um valor reduzido de aluguéis, e que detonaram uma derrocada nas cotações das respectivas cotas, bem demonstram a importância da diversificação, a fim de diluir os riscos do investimento.

——————————————-

Ana Carolina Almeida Ribeiro é advogada do Marins Bertoldi Advogados Associados de Curitiba.

Print Friendly

Dicas dos leitores: algumas lojas no exterior (Nova York, Miami, Orlando etc.) já estão oferecendo a possibilidade de pagar as compras em reais (R$)!

No post BB, Bradesco, Itaú e Santander: qual banco oferece a melhor cotação para saque internacional no cartão de débito?, o leitor Renato forneceu, na caixa de comentários, uma dica inédita: possibilidade de pagar as compras em moeda brasileira, em algumas lojas localizadas no exterior. Segue o comentário:

“Outra dica para o uso da função débito e/ou crédito: alguns estabelecimentos já estão oferecendo a opção de pagar em reais. Sim: em reais, não importa a moeda de origem, principalmente em outlets e freeshops que possuem um grande número de turistas.

Já paguei em reais em outlets em Orlando e Miami.

Freeshops já pagos em reais: Nova York JFK, Frankfurt e Beijing. Em ambos, tinha a opção de pagar débito e/ou crédito, mas sempre optei pelo crédito, por ter programa de milhagens atrelado ao cartão.

A cotação do dólar na conversão é a do estabelecimento, mas você faz uma conta prévia (cotação+IOF) e em todas valeu a pena, pois, na maioria das vezes, eles utilizavam um dólar próximo (inferior) ao turismo.

Como a compra é em real, não existe cobrança de IOF de forma separada na fatura (obviamente o estabelecimento embutiu a IOF na cotação de câmbio deles)”.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

E o leitor Igor complementou:

“Aconteceu comigo também em Nova York, alguns lugares me ofereciam a opção de pagar em reais. O problema é que se for no Itaú, acontece o mesmo do Paypal: reconversão pra dólar, e em real novamente.

No México em alguns lugares eu tinha opção de pagar em peso ou dólar”.

E você? Já conseguiu pagar as compras no exterior usando a moeda brasileira? A cotação do câmbio foi mais favorável do que a do dólar turismo? Em quais cidades e em quais lojas você conseguiu pagar as compras em reais? Participe na caixa de comentários!

Obrigado ao Renato e ao Igor pela postagem dessa dica!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

 

 

Print Friendly

Resumão: os 21 artigos mais populares do Valores Reais em 2011!

2011 foi um ano excelente para o blog Valores Reais. Embora eu não goste muito de ficar falando de números do site, vou abrir uma exceção. Vamos lá: fechamos 2011 com + de 2,200 assinantes de nossa newsletter, + de 550 seguidores no Twitter e + de 220 fãs no Facebook. Finalizamos 2011 com uma média de + de 1,500 visitantes únicos diários (unique visitors), que visualizaram uma média de + de 2 mil páginas diárias. São números bastante expressivos, ainda mais considerando as dificuldades de divulgar, por meio de um trabalho totalmente voluntário, a educação financeira num país tão carente da própria educação básica (que dirá da financeira).

1 milhão de acessos completados agora em 14.01.212! \o/

Como 2012 já começou a todo vapor, com muitos leitores nos visitando oriundos de ferramentas como o Twitter, Facebook, Google e outras mídias sociais, resolvi postar aqui um “resumão”, com os 21 artigos mais populares do blog em 2011, baseado exclusivamente nas estatísticas do site. Vale lembrar que essa não é uma compilação dos meus 21 artigos prediletos ou coisa parecida. Simplesmente peguei as stats do blog, vi os 21 top posts de 2011, e os empacotei de forma bem sistematizada e organizada nesse post. Vamos lá!? :-D

1. BB, Bradesco, Itaú e Santander: qual banco oferece a melhor cotação para saque internacional no cartão de débito? O campeão de 2011! Apesar de ter sido publicado somente no começo de abril, esse artigo conseguiu ganhar com folga dois dos títulos mais expressivos do blog: o de post mais visitado de todos os tempos, e também o de post mais comentado de todos os tempos (+ de 225 comentários, e crescendo), e isso apesar de contar com apenas pouco mais de 9 meses de vida. E, pela riqueza dos comentários fornecidos pelos leitores, não só confirmando as dicas contidas no conteúdo do texto, como também acrescentando muitas novas dicas que estão ajudando outros leitores viajantes (principalmente para quem vai para a Europa e América do Sul), esse post tem tudo para se manter entre os mais acessados também nos próximos anos, devido justamente ao tesouro enterrado na caixa de comentários, que vão atualizando as informações do texto de modo vivo e dinâmico, a cada dia que passa, e a cada nova viagem e experiência trazida pelos nossos leitores viajantes.

2. 7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito Coincidentemente, esse texto foi publicado imediatamente antes do texto acima (para ser mais preciso, na semana anterior), e, pela riqueza das informações ali contidas, levou com folga a medalha de prata, apesar de, tal qual o post acima, ter pouco mais de 9 meses de vida. Dicas eminentemente práticas descritas no corpo do texto principal e também na caixa de comentários estão ajudando leitores do Brasil inteiro a economizar pequenas “grandes” fortunas com anuidades de seus cartões de crédito.

3. O que é “variação” na poupança do BB – Banco do Brasil? Esse texto, escrito no segundo mês de vida do blog (!!!), completou o pódio graças à curiosidade dos leitores em saber o que significam os números da variação da poupança no BB. Vale lembrar que, na enquete que recentemente concluímos, de cada 100 leitores que a responderam, 41 afirmaram serem correntistas desse banco, o que ajuda a explicar a popularidade do post, cujas informações continuam perfeitamente atuais e válidas.

4. Dica para não pagar os 6,38% de IOF sobre compras internacionais na Internet com cartão de crédito: Paypal Com o aumento repentino do IOF sobre compras no exterior, foi necessário recorrer a estratégias alternativas (e lícitas) para evitar o pagamento desse imposto, e o Paypal surgiu como alternativa. O problema é que não existe tratamento uniforme dos bancos emissores de cartão, a respeito da tributação das compras via PayPal, conforme podemos ler na caixa de comentários respectiva.

5. 8 maneiras de você acumular milhas/pontos sem uso de cartão de crédito ou pagamento de contas na fatura do cartão Interessante observar a recorrência do tema no blog: apesar de esse não ser dedicado ou concentrado no assunto, 3 dos 5 artigos mais acessados em 2011 se referem ao tema “cartão de crédito”.

6. O que é LCI: Letra de Crédito Imobiliário? A trajetória de alta na SELIC durante o primeiro semestre do ano de 2011, combinada com a aversão ao risco que fez a Bolsa paulatinamente desabar ao longo do ano passado, fez os leitores procurarem alternativas para fazerem seu dinheiro render mais na renda fixa. A isenção de imposto de renda e de taxas de administração fizeram da LCI um dos investimentos mais atrativos na renda fixa em 2011, e a popularidade desse post ajuda a explicar o fenômeno.

7. Banco do Brasil (BB) – Crédito Pessoal Todo Seu ou… Dívida Pessoal Toda Sua!? Ok, esse também não é um blog sobre o Banco do Brasil… mas não deixa de ser curioso observar que, dos 7 artigos mais acessados em 2011, dois se refiram a serviços do BB (três, se formos contar o post campeão). Aliás, observem que, desses “top seven”, nada mais nada menos do que 5 contém a palavra “crédito” no título do post (sendo 3 referentes a cartão de crédito, 1 referente a crédito pessoal, e 1 referente a “crédito” como investimento – letra de “crédito” imobiliário). Curioso, não!?

8. Vale a pena investir em CDB do Banco Sofisa Direto? Denominada a “inovação em renda fixa pela Exame.com”, o Sofisa Direto veio para dar uma chacoalhada no mercado brasileiro de RF, principalmente aquele que tem como público-alvo o pequeno investidor. Contribuiu para a popularidade desse post a participação do próprio Sofisa Direto na caixa de comentários, esclarecendo as dúvidas dos leitores e contribuindo para a melhoria das informações apresentadas ao público.

9. Poupança rende, no mínimo, 0,5% ao mês, logo, 6% ao ano, certo? Errado. Pequeno truque matemático está embutido na forma de cálculo de rentabilidade desse investimento. Leiam e confiram! :D

10. Comunicado importante vindo do próprio Paypal: economizar IOF utilizando o Paypal não procede Não, eu não vou falar que esse *não* é um blog sobre Paypal (pronto, falei). A popularidade desse artigo se explica, claro, pelo grande interesse dos leitores em economizar com o IOF, mas também pela intervenção, adivinhem… do próprio PayPal, que, como bom leitor do blog, nos enviou um comunicado alertando do erro (erro?) da dica contida no artigo #4.

11. Liberados os créditos da Nota Fiscal Paulista Imposto realmente é um tema que “pega” – não sem razão, afinal, o brasileiro é um dos cidadãos que mais paga impostos no planeta. Todo e qualquer mecanismo de ressarcimento de imposto é bem-vindo, como é o caso da Nota Fiscal Paulista em relação ao ICMS.

12. A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que… O Tesouro Direto brilhou em 2011, conforme, aliás, bem lembrado pelo amigo Fábio Portela em excelente artigo no blog O Pequeno Investidor. E tenho certeza que continuarão, nos próximos 800 anos, ganhando “de lavada” dos fundos de investimentos dos bancos de varejo, como, aliás, demonstrado na Parte 2 desse artigo. Só não irá ver quem não quiser.

13. Aplic Aut Mais: investimento do Itaú (em CDBs) para não deixar o dinheiro parado na conta-corrente Para comprovar que esse não é, em matéria de serviços bancários, um blog “mono-BB-temático”, taí o post sobre essa aplicaçãozinha do Itaú figurando no top #13 do blog em 2011. :)

14. Aprenda com meus erros de investimentos #1: CDB a 85% do CDI!? Uauuu… Mais um post sobre CDB (minha nossa, já é o 3º entre os top 14…), mas esse texto, no qual falo sobre minha experiência pessoal sobre tal tipo de investimento, é sem dúvida a mais didática e mais engraçada. Leiam, confiram e… aprendam (caso você ainda não entenda nada de CDB, CDI e outras sopas de letrinhas).

15. Easy Calc: calculadoras online gratuitas! Isto é incrível: esse post foi escrito no primeiro dia de existência do blog (24 de maio de 2009), e, apesar disso, continua figurando entre os mais lidos de todos os tempos. Para vocês verem que, desde que nasceu, literalmente desde que foi dada luz ao site, o blog já surgiu contendo informações úteis a vocês, leitores. :wink:

16. Cartões de crédito Bradesco aceitando pagamento de contas a partir de 15.04.2011!? Êêêêêê Bradescão…ficaria muito feio se no top 16 você não fizesse companhia ao BB e o Itaú, não é mesmo (o post #1 não conta)!!? Mas o que realmente lamentamos é a função de pagamento de contas não ter sido implementada no sistema do banco, ficando apenas como uma promessa descrita na tabela geral de tarifas. Bom, pelo menos o Bradesco decidiu reformular por completo seu Internet Banking, e acabar de uma vez por todas com aquela aparência pra lá de tosca do home banking antigo (e bota antigo nisso!).

17. A lista de afazeres domésticos para a empregada/diarista Não me pergunte porque esse artigo está entre os mais lidos de 2011. Aliás, se quiser matar a curiosidade, é só clicar no link respectivo, e ler o que eu escrevi…

18. Minha experiência com fundos de investimento imobiliários (FII): Shopping Parque Dom Pedro – PQDP11 A minha sorte (e a dos demais cotistas também) é que, ao que tudo indica, esse fundo imobiliário terá condições de “andar com as próprias pernas” assim que o prazo da renda mínima garantida expirar. Trocando em miúdos: o fundo está conseguindo obter, com certa frequência, receitas locatícias suficientes para dispensar a “ajuda” para complementar os R$ 8,30 mensais pagos a título de aluguel. Só espero que os inquilinos dos imóveis subjacentes a esse fundo não preguem uma surpresa para o locador, nos moldes do que ocorreu com o NSLU11B, ou ainda com o HCRI11B, esse ainda mais recentemente.

19. Resenha: A semente da vitória, de Nuno Cobra Dos mais de 40 livros que já passaram pela nossa seção de resenhas (e são resenhas mesmo, e não meras reproduções de sinopses da editora), esse foi o texto mais acessado em 2011. Aliás, não deixa de ser curioso que, em um blog destinado precipuamente ao tema de investimentos e educação financeira, a resenha mais lida tenha sido de um livro que não tem nada a ver com finanças, mas sim com qualidade de vida. Pensando bem, qualidade de vida é um dos temas principais do blog, então… não é tão curioso assim esse fato. :wink: (em tempo, o livro que mais me marcou em 2011 foi a biografia de Warren Buffett, sobre a qual fizemos uma mega resenha em quatro cinco partes: Parte I: Introdução, Família e Precocidade, Parte II: A lenda, Parte III: Filantropia e atualidades, Parte IV: 8 lições extraídas da leitura da vida de Warren Buffett e Bônus! A frugalidade de Warren Buffett).

20. Athina Onassis: (mais uma) milionária de hábitos frugais. Ela também é bilionária, assim como Warren Buffett, e ela também é frugal, assim como Warren Buffett. Se você acha que eles são exceções, você errou: eles, os milionários frugais, fazem parte do time da regra, conforme constatamos na resenha do livro O milionário mora ao lado, de Thomas Stanley e William Danko.

21. O que é frugalidade? Um dos meus artigos prediletos para fechar com chaves de ouro essa seleção dos 21 textos mais populares do blog em 2011!

Percebeu alguma uma ausência!?

Pois eu percebi: não há nenhum artigo sobre o tema ações ou Bolsa de Valores relacionado entre os top 21 de 2011. Num ano em que a Bolsa teve um de seus melhores desempenhos (para quem estava com intenção de comprar, claro), fechando o ano com queda de 18%, e num período em que produzimos diversos textos sobre essa temática, particularmente no segundo semestre, sobretudo em agosto, quando a Bolsa entrou em liquidação dos 30% OFF, o que a maioria dos leitores quis mesmo foi saber mais sobre investimentos em renda fixa. As estatísticas do site provam isso, com artigos sobre Tesouro Direto, CDBs, letras de crédito imobiliário, cadernetas de poupança e fundos imobiliários ocupando o topo do ranking dos artigos mais acessados no ano passado.

Vasculhando as estatísticas, percebi que o artigo, sobre ações, mais bem posicionado no ranking de acessos de 2011 foi esse [INI] Tenho 10 mil reais e quero investir em ações. Aplico tudo de uma só vez ou invisto mil reais todo mês?, que figura apenas na posição #33. Será que em 2012 esse cenário muda? Eu aposto que sim.

Diga-me os artigos que mais lê, e direi quem tu és

De um modo geral, pelos artigos mais populares de 2011, é possível intuir algumas características do leitor típico do blog. Ele é um sujeito que pratica a frugalidade, ainda que inconscientemente, afinal, os dois artigos que ocupam o topo do ranking tratam exatamente dessa temática, com dicas sobre como economizar mais, seja com tarifas bancárias, seja com compras. Ademais, ele é um leitor que está antenado com os investimentos, é ávido por novidades, mas não fica bitolado com números, balanços e afins, afinal, apesar dos inúmeros livros sobre investimentos aqui resenhados, a resenha mais acessada em 2011 foi, conforme dissemos acima, de um livro que não tem nada a ver com finanças, e tem tudo a ver com qualidade de vida, como alimentação, sono e atividade física, temas centrais da obra “A semente da vitória”.

Além disso, apesar da preocupação em fazer seu dinheiro render mais, com controle de risco, ele é um leitor que, embora pratique a frugalidade, também sabe aproveitar as coisas boas da vida, como consumir, mas consumir com inteligência, utilizando estratégias para minimizar o impacto tributário sobre bens e serviços que compra, bem como estratégias para acumular milhas no cartão de crédito sem oneração de seu orçamento doméstico.

Outro dado importante a ser ressaltado, como fruto dessa pesquisa, é que esse mesmo leitor típico é um leitor eclético, pois adora tanto ler blogs de primeira linha sobre investimentos, como o HC Investimentos e O Pequeno Investidor, mas também não perde uma postagem dos maravilhosos Aquela Passagem ou Viaje na Viagem, pois ele sabe que o lazer é tão importante quanto fazer aplicações financeiras, sendo as viagens um excelente investimento em sua saúde física e principalmente mental. É esse leitor eclético e ultraqualificado que movimenta as caixas de comentários do blog (algumas concorridíssimas), com depoimentos, dicas, macetes e truques muitas vezes mais ricos de conteúdo do que o próprio corpo do texto principal (tanto é que alguns comentários acabaram depois virando artigos, como esse), fazendo que essas caixas de comentários se tornassem uma espécie de “blog paralelo” dentro do próprio blog Valores Reais, que conseguem manter vivos e atuais muitos artigos e assuntos que, de outra maneira, ficariam ao relento. É por essas e outras que assino os feeds RSS dos comentários, e sugiro que você o faça também.

Que nesse ano de 2012 continuemos a produzir mais conhecimento, levando inteligência não só na hora de investir seus ativos, mas também na hora de consumir, bem como aproveitar as outras coisas boas que a vida tem a nos oferecer! :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

[Contagem regressiva] Blog a caminho do primeiro milhão…

Um post comemorativo está sendo preparado, quando o blog atingir o seu primeiro milhão de acessos! :D :D :D

Divulguem o blog para seus amigos, e vamos juntos conquistar mais essa marca! :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

Mapeie suas 10 maiores despesas anuais – e trate de reduzi-las!

Dando sequência ao texto publicado na semana passada, Controlar as despesas é preciso, viver… não é preciso, chegamos à conclusão de que um dos maiores benefícios de se realizar um controle detalhado de suas despesas domésticas, por meio de uma efetiva classificação por categorias, bem como uma minuciosa descrição de cada item de consumo, é verificar quais são os itens (ou grupos de itens) são os responsáveis pelo maior consumo de seu dinheiro. E isso por uma razão muito simples: embora toda economia de dinheiro valha a pena de ser realizada (pois isso significa mais dinheiro no seu bolso), é analisando os grandes itens de consumo – aqueles em que você efetivamente gasta mais dinheiro – que você terá condições de fazer uma enorme economia em seu orçamento doméstico.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

É claro que economizar nos pequenos gastos, como um pacote de arroz mais barato, um remédio genérico, ou uma marca de roupas mais simples, também pode lhe ajudar a ter mais folga no orçamento. Mas a melhor forma de otimizar dinheiro em sua carteira é não cedendo às grandes tentações de consumo: imóveis, carros, eletrodomésticos, eletrônicos e móveis. Nesses grandes grupos de itens se encontra a chave para fazer uma verdadeira revolução na arte de sobrar grandes quantias de dinheiro.

Isso pode parecer um tanto quanto óbvio, mas você sabe realmente em quais itens de seu orçamento doméstico você está gastando mais? Um tanto quanto elementar à primeira vista, observo que muitas pessoas têm dificuldade de fazer um bom gerenciamento de seu orçamento doméstico porque simplesmente não fazem registro das despesas. E, sem registro de despesas, fica impossível identificar quais itens são os grandes “ralos de dinheiro” de seu orçamento doméstico…

Outro fator importante a ser observado, como, aliás, comentado no post anterior, é realizar um levantamento de despesas em termos anualizados. É preciso pensar e executar um plano anual, e não apenas mensal, de despesas. Por quê? Simples: porque determinadas despesas não ocorrem mensalmente, ocorrendo uma única vez no ano, como as despesas de alguns impostos (IPTU, IPVA) e seguros (carro), ou em períodos sazonais, como os presentes de datas comemorativas (Natal, casamentos de amigos, Dia dos Pais, Dia das Mães), tornando-se necessário pensar em termos anuais para verificar o efetivo impacto de cada despesa em sua renda líquida anual.

Assim, detalharei abaixo 10 das maiores despesas que podem impactar seu orçamento doméstico, bem como mostrarei meios e dicas para reduzi-las e, assim, dar mais folga ao seu orçamento doméstico. Antes, porém, é preciso dar uma palavrinha sobre os dois casos clássicos de despesas que podem ser os maiores consumidores de dinheiro de muitas famílias brasileiras: prestações de financiamento de casa e do carro.

Prestações de financiamento de casa e de carro. O senso comum diz que não se tratam de boas escolhas financeiras, sob o argumento de que, ao entrar num financiamento, você estará pagando, dependendo do prazo do financiamento, de 2 a 3 vezes (ou mais, ou menos) o valor do bem à vista. Assim, do ponto de vista estritamente financeiro, haveria “perda” de dinheiro. No entanto, é preciso atentar que muitas famílias brasileiras não têm condições de comprar tais bens à vista, e, por uma variedade de razões, são obrigadas a aderir a uma “prestação” – pense, por exemplo, no caso do taxista que usa o veículo como instrumento de trabalho e não têm condições de pagar à vista. Assim, deixando de lado razões puramente financeiras, às vezes torna-se mesmo impraticável a compra de tais bens à vista, de modo que um financiamento acaba sendo a única saída. Seriam eles más escolhas financeiras? No caso do financiamento do carro, a resposta seria quase sempre “sim”, no caso da prestação da casa própria, “depende”. Ademais, como bem afirmado no Blog do Investidor, ambos acabam entrando no patrimônio do investidor, podendo ser revendidos (ainda que com largo prejuízo em relação ao preço da compra, no caso do carro), sendo que, no caso da casa própria, é possível ocorrer a valorização do investimento. De qualquer forma, fica a dica: se não houver outra alternativa, busque dar a maior entrada possível, a fim de diminuir o impacto dos juros no valor total a ser pago.

Top 10 Despesas

1. Condomínio. O problema às vezes nem é o valor do financiamento da casa própria, mas o valor do condomínio. E esse valor atinge tanto os que têm casa própria quanto os que moram de aluguel. No segundo caso, a solução mais simples para diminuir essa despesa é óbvia (e também mais fácil do que quem tem a propriedade do imóvel): mudar para outro prédio/casa. Já no primeiro caso, essa é uma despesa mais problemática, pois, para reduzi-la, a solução teria que passar necessariamente pela venda do imóvel e compra de outro. Mas existe uma solução intermediária para tentar baixar o condomínio sem essas medidas drásticas: é tomar ciência da situação das despesas do prédio, e propor alternativas para baratear seu custo, nas (quase sempre vazias e que rotineiramente pouco frequentadas) reuniões de condomínio.

2. Provisão para a compra do futuro carro. A melhor alternativa para a troca de carro sem impactar demasiadamente seu orçamento doméstico em determinado ano (se for comprá-lo à vista), e simultaneamente sem entrar num financiamento é, sem dúvida, fazer desde já provisões mensais numa determinada aplicação financeira destinadas a tal compra, lançando esse investimento como “despesa” em seu orçamento doméstico. Sobre isso, já discorremos nos artigos [M. Halfeld - CBN] O ouvinte poupou R$ 40 por dia, e conseguiu ter dinheiro para comprar o carro à vista. E ainda sobraram R$ 9 mil e Estabelecendo um plano plurianual para a troca do carro – 2 alternativas de investimentos. Há ainda uma terceira alternativa, que consiste simplesmente em alugar um carro, e sobre isso temos um excelente guest post do leitor Jean, [Guest post] Vale a pena, para o dia-a-dia, alugar um carro, ao invés de comprá-lo? A experiência de um leitor… na prática!

3. Mensalidades educacionais (escolares, universitárias, pós-graduação…). Evidentemente, esse não é um gasto de conotação negativa, pois se trata de um verdadeiro investimento no seu melhor ativo: o capital intelectual. Afinal, se você parar de aprender, você irá parar no tempo. Como a educação custa, muitas vezes, caro, e representa uma considerável “fatia na pizza orçamentária doméstica” de milhões de famílias brasileiras, torna-se necessário buscar meios de, ao menos, reduzir o impacto delas, e uma delas é, sem dúvida, pagar à vista as mensalidades educacionais, ou seja, pagar uma anuidade, desde que, evidentemente, haja desconto, e esse desconto seja interessante e viável economicamente. Como muitas vezes as escolas, cursos e faculdades não apresentam essa opção, será necessário que você tome a iniciativa e faça o questionamento.

4. Mercados. Despesas com compras em supermercados ocupam os primeiros lugares de qualquer orçamento doméstico, e não é à toa, afinal, precisamos abastecer regularmente nossas casas para mantê-las limpas, organizadas, e ainda fazer as refeições do dia-a-dia, dentre outros motivos. A dica básica para ao menos controlar essa despesa continua sendo elaborar uma lista de compras antes de ir ao mercado, até para racionalizar o ato de consumo dentro dos supermercados. Adicionalmente, sugiro estabelecer um limite mensal de compras, um teto, para que você não exagere nas compras, principalmente de supérfluos. Aliás, o hábito de fazer listas pode te ajudar a ser organizado em muitas outras áreas, como mostrado nesse post do blog O Dinheiro é Meu.

5. Eletro-eletrônicos (gadgets e afins). Compre uma TV de LED aqui, outro monitor para seu computador ali, um notebook que estava na promoção acolá, adicione um smartphone a essa lista, complemente com um tablet, ou um aparelho de som, ou um Player Blu-Ray… ufa! Você tem noção de quanto gastou, só em equipamentos eletrônicos, no ano passado? Pois faça as contas. E isso porque não estou contando eletrodomésticos (geladeira, fogão, microondas, máquina de lavar, secadora etc.), nem eventuais novas mobílias para casa (sofás, cadeiras, tapetes, mesas etc.). Para quem gosta de gadgets e afins, essa categoria de gastos representa fácil fácil de 5% a 10% do orçamento anual. Para economizar com esses itens nesse ano de 2012, a dica básica, mas que funciona, é valorizar aquilo que você já tem. Extraia o máximo de seus atuais equipamentos eletrônicos, gastando-os até o último byte. Resista às tentações de troca prematura, ainda mais se os que você já tem ainda estão dentro do prazo de garantia, ou, não estando dentro dele, ainda estão em perfeito estado de funcionamento. Outra dica adicional é comprar equipamentos eletrônicos de segunda mão, desde que se certifique da origem do equipamento, de seu estado de conservação e da confiabilidade do vendedor. Compras de usados podem render boas economias, e você poderá fazer verdadeiros negócios da China, comprando bem e barato.

6. Restaurantes. Ano vem, ano vai, e a história é sempre a mesma: gastos com restaurantes ocupando o “topo das paradas” quando o assunto é itens que mais consomem seu orçamento doméstico. A situação se agrava na medida em que as contas dos restaurantes vão ficando, a cada ano que passa, cada vez mais salgadas. Parece que a inflação chega primeiro nas refeições fora de casa, seja naquele buffet de comida a quilo, seja na lanchonete ou na feirinha mais próxima. Sobre isso já comentamos anteriormente, Um item que desequilibra qualquer orçamento doméstico: o excesso de refeições fora de casa, Controlar esse item de seu orçamento doméstico exige basicamente as mesmas habilidades em relação aos demais itens acima listados, quais sejam: estabelecer um teto mensal para tal despesa, e procurar fazer mais refeições dentro de casa. Quando a saída for inevitável, procure, ao menos, verificar se há algum cupom de sites de compras coletivas que realmente valha a pena.

7. Presentes. Não, não estou enganado. Contabilize os gastos que você teve com presentes de aniversário de parentes, os presentes de aniversário de amigos próximos, os presentes de aniversário do pessoal do trabalho, os “n” amigos secretos de que participa, os presentes de Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, aniversário de casamento, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal, os presentes de casamentos em que você é convidado, as “lembrancinhas” de viagens, as cotas nas quais você participa para ajudar nos presentes especiais de colegas de escritório/trabalho, os chás de bebê e despedidas de solteiro, as caixinhas de final de ano, os presentes que você se dá a você mesmo por alguma ocasião especial… ufa! Faltou alguém ou alguma data!? Se você contabilizar direitinho todos esses “gifts”, verá que eles representam uma considerável parcela de seu orçamento anual, de 5% a 10%. Ser mão de vaca total também não dá, e pode inclusive representar um perigo nos relacionamentos. Tampouco diminuir os relacionamentos. A solução é buscar um meio termo, isto é, ser criativo nos presentes, e, claro, buscar fazer as compras em épocas de liquidações, promoções e saldões. Compras de Natal, por exemplo, devem ser feitas até setembro, e os presentes das datas fixas (Dia das Mães, Dia dos Pais etc.), devem ser feitas fora de época. Uma ideia que pode ser útil é dar como presentes coisas e objetos usados, que você já não usa mais. Isso pode ser particularmente interessante para produtos que ainda estão em bom estado de conservação. Por exemplo, você pode dar de presente para seu sobrinho (que adora eletrônicos) aquele smartphone ou mp3player que você já não usa mais, desde que, evidentemente, você ainda tenha condições de dá-lo embrulhado na caixa original. Mas veja se isso não poderá desagradar o presenteado. Tenha bom senso e equilíbrio na hora de presentear.

8. “Kit” carro (seguro + IPVA + taxas do Detran). Engana-se quem pensa que as despesas com carro se limitam ao valor de sua compra. Elas vão muito além,  exigindo o dispêndio com seguros, IPVA e taxas do Detran, itens esses que normalmente vêm cobrados de uma única vez, normalmente no começo do ano (a exceção é o seguro, cujo vencimento varia conforme a época de contratação). Vamos ficar somente com esse “kit”, porque sabemos que o carro ainda exige outras despesas (mamma mia!), como combustível, estacionamento, lavagens, substituição de peças, revisões anuais etc. Anualizada, o “kit” carro costuma ser outro grande “rasgo”  no orçamento doméstico de milhões de famílias brasileiras. Como demonstrei no texto Faça as despesas anuais (IPVA, IPTU, anuidades de órgão de classe etc.) entrarem no planejamento mensal… e se livre do sufoco do começo de ano!, a solução para amenizar o impacto delas no orçamento mensal é justamente “mensalizá-las”, ou seja, reservar a cada mês uma pequena quantia numa aplicação financeira, lançando-a como despesa, e, dessa forma, quando chegar a hora de pagá-las, quitá-las de uma só vez, à vista (normalmente, com desconto).

9. Vestuário (roupas e acessórios). Essa categoria de gastos entra fácil fácil no “topo das paradas” dos orçamentos domésticos de milhares de lares brasileiros. Aqui, valem as mesmas dicas descritas acima, ou seja, estabelecer um teto para os gastos mensais com esse item, e fazer as compras fora de época. Em lojas de rua, onde o poder de negociação costuma ser maior do que numa Renner ou C&A da vida, fazer compras depois do dia 25, quando a loja precisa “fechar as contas do mês no azul”, também ajuda a conseguir melhores preços. Atenção, mulheres! :D Como comprar roupas e (principalmente) sapatos (rsrsrs) sem culpa? Aproveite e siga o roteiro descrito nesse artigo: Como consumir sem culpa: um roteiro com 9 dicas práticas!

10. “Combo” telecomunicações (TV + Internet + telefone fixo + celular + 3G). Sob essa denominação, temos os gastos relativos a tudo que se refere à conectividade, com exceção da TV (mas que não deixa de ser um meio de comunicação, embora totalmente passiva). Coloque na ponta do lápis todos os gastos que você tem (ou teve em 2011) com mensalidades de TV por assinatura, contas de telefone fixo, recargas com os dois chips pré-pago que você mantém só para aproveitar as promoções de R$ 0,25 e R$ 0,50, os pacotes de Internet 3G que você assina… ufa! Uma dica diferente para te ajudar nessa categoria escrevi nesse artigo: Dica de economia doméstica: transforme despesas fixas – contas pós-pagas – em despesas variáveis – serviços pré-pagos, sobretudo se você não usa com frequência determinados serviços, principalmente de celular e Internet 3G. Negociar descontos com as operadoras de telecomunicações, principalmente se você for um cliente pós-pago antigo, com todas as mensalidades pagas em dia, podem te ajudar a diminuir a conta. Toda economia de dinheiro é bem-vinda. Nesse aspecto, negociações entabuladas e demonstradas nos artigos Abatendo três anuidades de cartões de crédito. E embolsando R$ 928,98 a mais na carteira. \o/ (e mostrando que você pode fazer isso também) e 7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito podem ser de grande valia para diminuir seu custo de vida, sem ter que necessariamente diminuir sua qualidade de vida.

Conclusão

Um lembrete final se faz oportuno: embora economizar seja importante – e mais ainda quando se trata do mapeamento das grandes despesas anuais – você não se pode economizar como se estivesse prendendo a respiração debaixo d’água. Não invista como se fosse viver só no futuro. Quando a economia de dinheiro acaba significando uma economia em qualidade de vida, uma luz amarela deve se acender sobre sua cabeça, uma vez que o dinheiro somente é útil na medida em que pode ser gasto em coisas – bens e serviços – que aumentem sua felicidade. Afinal, dinheiro pode comprar felicidade, e não há sentido algum em poupar para o futuro se isso significar abrir mão de viver o presente. Também evite fazer comparações erradas de gastos, para não ficar se auto-flagelando sem necessidade.

Ademais, não inclui gastos com lazer – viagens, passeios, pacotes turísticos, passagens de avião, hotéis, ingressos para cinemas, peças de teatro, shows, baladinhas, academia etc. – como um item acima propositadamente. Gastos com lazer devem ser feitos, claro, dentro dos limites de seu orçamento doméstico, mas não podem ser negligenciados, e muito menos suprimidos. Uma boa viagem de férias é um “investimento” em sua saúde mental, e, afinal, você já economizou no ano inteiro, pra quê ser turrão até nos momentos de descanso? Eu incentivo a todos a ter uma um dinheiro todo mês reservado para a diversão, afinal, a vida não se resume a somente poupar, poupar e poupar: um pouco de “consumir” também se fazer necessário, e se divertir, “chutando o pau da barraca”, deve entrar no seu planejamento mensal, desde que, repito, seja feito dentro dos limites de seu orçamento doméstico. :wink:

Faça esse teste: ataque suas 10 maiores despesas anuais, procure meios e modos de reduzi-las, e verá que, no final desse ano, lhe sobrará mais dinheiro do que pensava inicialmente. Não há mágica aqui: pois é cortando grandes gastos que se conseguem grandes economias. O seu bolso agradece. :)

Agora é com você!

A lista das 10 maiores despesas listadas acima é apenas um modelo, um referencial, um ponto de partida. Talvez no seu “top ten” existam outras categorias de despesas que funcionam como os grandes consumidores de dinheiro do seu orçamento doméstico, tais como “remédios”, “equipamentos esportivos”, “livros”, “filmes” etc. Que tal compartilhá-las com os demais membros de nossa comunidade!? Participe e descreva suas experiências na caixa de comentários! Isso pode ajudar outros leitores que ainda não façam um planejamento anual, a prestarem atenção justamente nesses itens – ou categorias de itens – que passaram despercebido pelo post. Conte também as estratégias e dicas que você utilizou para dar “um basta” e reduzir tais despesas!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

Servidores públicos já podem escolher o banco de sua preferência para receber salário

Uma boa notícia caso você seja servidor público (federal, estadual, distrital ou municipal): desde segunda-feira, você já pode solicitar a portabilidade de salário, que nada mais é do que o exercício do direito de escolher em qual banco irá receber o salário. Na verdade, o que ocorre é uma transferência automática dos créditos de salário, do banco onde você atualmente recebe o valor do contra-cheque (denominado “banco pagador”), para o banco de sua preferência. Esse direito está regulamentado pelas Resoluções 3.402 e 3.424, do Conselho Monetário Nacional, sendo que os empregados da iniciativa privada já possuíam esse direito desde 2009. Segue notícia extraída do portal Terra:

“Os servidores públicos que recebem pagamento em conta-salário poderão, a partir desta segunda-feira, pedir a transferência automática do dinheiro para o banco que escolher. Esses trabalhadores foram os últimos a ter acesso ao benefício, uma vez que os da iniciativa privada têm esse direito desde 2009. Com o prazo maior para a entrada em vigor do benefício ao funcionalismo público, os Estados e Municípios puderam oferecer por mais tempo o atrativo dos pagamentos aos servidores na hora de leiloar as folhas às instituições financeiras.

De acordo com as regras estabelecidas pelo governo, para transferir o salário para outra conta diferente da aberta pelo empregador, é preciso que a indicação seja feita por escrito à instituição financeira. O banco é obrigado a aceitar a ordem no prazo de até cinco dias úteis e os recursos devem ser transferidos para o banco escolhido pelo empregado no mesmo dia do crédito do salário, até as 12h. [...] No site do Banco Central (BC), há uma série de perguntas e respostas sobre a conta-salário.”

Essa notícia é boa sobretudo para quem tem conta em dois ou mais bancos, mas praticamente é obrigado a manter conta num determinado banco (geralmente BB ou CEF) só por conta do recebimento do salário, mas que realiza toda sua movimentação financeira por outro banco (geralmente privado).

A portabilidade de salário é um direito cujo exercício não depende de aceitação do banco onde você tem conta, ou seja, uma vez manifestada a vontade de transferir o crédito do salário para outro banco, o (gerente do) banco atual em que você recebe salário nada pode fazer: ele é obrigado a acatar a ordem, sob pena de responder a sanções perante o Banco Central do Brasil.

Como alguém disse na Internet: “É o fim do cativeiro!!!!” rsrsrs

Créditos da imagem: Free Digital Photos

Mini FAQ

A data de pagamento do meu salário sofrerá alteração com a portabilidade de salário?

Não. Você continuará recebendo o salário na mesma data em que está acostumado, respeitando os horários previstos pelos normativos do Conselho Monetário Nacional. Se recebe todo dia 2, continuará recebendo todo dia 2. Se recebe dia 21, continuará recebendo todo dia 21. Se recebe todo dia 28, continuará recebendo todo dia 28.

Solicitada a portabilidade, preciso fazer todo mês a renovação do pedido?

Não. Você faz a solicitação uma única vez para o atual banco pagador, que fica obrigado a fazer a transferência do crédito do salário para o banco de sua escolha, de forma automática, e sem custo, todos os meses.

Posso encerrar minha conta-corrente no atual banco pagador do salário?

Entendo que não, uma vez que o pedido de portabilidade é realizado junto ao atual banco, e não junto à secretaria de recursos humanos do órgão público em que você trabalha. Pelo mecanismo da portabilidade, o crédito do salário continua sendo originariamente depositado no banco pagador, o qual, entretanto, transfere automaticamente o crédito do salário para o banco de sua escolha, sem que você tenha que fazê-lo manualmente, gastando tempo e dinheiro com tarifas (DOC ou TED). [resposta sujeita à revisão. Caso eu esteja equivocado, favor postar a observação na caixa de comentários].

Já que não posso encerrar minha conta no banco pagador, o que devo fazer para evitar a cobrança de tarifas bancárias no atual banco pagador?

Peça para mudar seu atual pacote de serviços para uma Conta de Serviços Essenciais, que é gratuita, e lhe dá direito a alguns serviços sem cobrança de tarifas. Uma outra alternativa, caso você tenha conta no BB, é solicitar a migração para um pacote de Conta Digital, que permite utilizar o Banco do Brasil sem pagar tarifas em todas as transações realizadas por meios eletrônicos ( Internet , Terminal de Autoatendimento e Celular). E procure movimentar sua conta no banco pagador pelo menos 1 vez por mês (nem que seja realizando um saque de R$ 10 em caixa eletrônico), pois o banco pode lhe cobrar tarifa por inatividade.

Bancos já começam a se posicionar para conquistar a conta-salário dos servidores públicos

Alguns leitores, na prática, já realizam uma transferência de salário para outro banco, de sua preferência, só que de forma manual. O que eles fazem é, assim que o crédito do salário cai na conta, realizar um TED ou DOC para outro banco em que fazem toda a movimentação financeira principal. A vantagem prática da portabilidade de salário é eliminar esse passo manual, uma vez que tudo é feito automaticamente no sistema interbancário, e tem como consequência imediata dois efeitos de grande repercussão, um de natureza psíquica, uma vez que elimina a necessidade de você fazer esse processo manualmente, liberando mais tempo para outras atividades, e outra de natureza financeira, na medida em que faz você economizar com o custo do TED ou DOC que pagaria caso realizasse a transferência de forma manual.

A portabilidade deve estimular a competitividade entre os bancos, e quem ganha com isso é o consumidor, que terá mais opções na hora de escolher o banco mais adequado ao seu perfil de uso e às suas necessidades. Afinal, receber salário do funcionalismo público significa, para os bancos, receber dinheiro certo todo mês, possibilitando às instituições financeiras o oferecimento de seus produtos e serviços. A reportagem do InfoMoney retratou bem essa situação:

“Santander

Com o início da portabilidade dos salários, o Santander decidiu disponibilizar uma oferta especial para os servidores públicos que optarem receber seus salários pelo banco: “é o salário livre Santander, que disponibiliza a conta Free, sem tarifa mensal no pacote de serviços da conta corrente já a partir da abertura”, explica o banco.

A oferta do Santander inclui o cartão Santander Free, livre de anuidade e tarifas, desde que o cliente use o cartão uma vez por mês no crédito, sem limite mínimo de compras. Analisando a possibilidade de portabilidade, o vice-presidente Comercial do Santander, Pedro Coutinho, acredita que é algo positivo, pois permitirá aproximar mais os bancos e seus clientes, além de dar mais competitividade e transparência ao mercado, com ganhos para todos os envolvidos.

O Santander também faz modificações para clientes de alta renda, que estão no seu segmento Van Gogh. Os clientes que optarem pela portabilidade terão 50% de desconto no pacote de serviços da conta-corrente.

Banrisul e Banco do Brasil
Os possíveis clientes do Banrisul também terão tarifas mais atrativas. O banco afirmou que pretende lançar condições diferenciadas em alguns produtos direcionados aos servidores públicos que optarem por receber seus salários no banco. Serão novas condições de crédito imobiliário, cartões de crédito e débito, CDC veículos, 13° salários e outros.

Atualmente o Banrisul tem uma base de 500 mil funcionários públicos, detendo as folhas de pagamento do governo estadual e de 85% das 496 prefeituras do Rio Grande do Sul. O diretor comercial do banco, Jone Pfeiff, afirmou que “a portabilidade preocupa, mas temos produtos e serviços diferenciados para os servidores”.

O Banco do Brasil, por sua vez, é a instituição financeira que processa o maior número de folhas de pagamento de servidores públicos no País. De acordo com o banco, são 1,516 milhão de servidores federais, 3,104 milhões de servidores estaduais e 2,058 milhões de municipais.

De acordo com a assessoria de imprensa do banco, serão feitas algumas alterações para reter e mesmo atrair novos clientes, por conta da portabilidade, porém, o banco não pretende divulgar abertamente sua estratégia.

Avaliando a portabilidade, o BB não acredita que vá perder clientes, já que há tempos vem fazendo investimentos para atrair e reter clientes. “Desde 2009 o BB está investindo na ampliação da rede de atendimento, contratação de funcionários, modernização de equipamentos de autoatendimento e de processos que permitem ofertas aos clientes produtos e serviços customizados”, explica o BB em nota.

Itaú Unibanco e Caixa
O Itaú Unibanco também mostra-se a favor da portabilidade e “entende que é um legítimo direito do trabalhador”, explica a Superintendência de Comunicação Corporativa. O banco já avisou que está preparado para atender os novos clientes e “está empenhado em levar os melhores produtos e serviços e em ser o banco líder em satisfação de seus clientes”.

Por fim, a Caixa também se posicionou frente à portabilidade, avaliando-a como uma grande oportunidade para o servidor público. “Os servidores que optarem por receber seu salário na Caixa contarão com benefícios especiais que incluem o crédito imobiliário com as melhores taxas do mercado, limites pré-aprovados em operações de crédito comercial como cheque especial, CDC e cartão de crédito e condições especiais para crédito consignado, dentre outros”, afirmou a assessoria de imprensa do banco.

Além disso, os servidores contarão com isenção de tarifas da Cesta de Serviços por um ano, e condições atrativas para produtos de seguradoras, com destaque para a previdência privada”.

Resta saber se os dois grandes potenciais candidatos a perda de receitas com a perda de (salários dos) clientes, quais sejam, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, realmente oferecerão atrativos para fazer a retenção desses mesmos clientes. Se você for servidor público e estiver descontente com o tratamento oferecido pelo seu atual banco pagador, não vacile: procure desde já um banco que ofereça um tratamento decente e que seja compatível com seu perfil de uso e suas necessidades. Utilize a conta-salário como “barganha” em negociações com instituições financeiras privadas, principalmente no que tange às famigeradas tarifas de cestas de serviços bancários (que custam de R$ 10 a R$ 55 mensais): pergunte quais vantagens você teria se fizesse a transferência automática de salário para o banco “A” ou banco “B”, no que tange a seguros, financiamentos, investimentos (taxas de CDB DI, p.ex.), previdência, DOCs/TEDs gratuitos, cartões de crédito, cartões de débito etc. Na Internet, um dos melhores portais sobre serviços bancários é o blog Bank Review, mantido pelo meu amigo Fernando Rosa. Pode ser um excelente ponto de partida.

Como solicitar a portabilidade de salário

Baseado no modelo de  Termo de Transferência Automática de Salário disponível na página do Banco Santander, fiz as adaptações necessárias e salvei o arquivo .pdf respectivo aqui no blog. Ele pode ser baixando clicando no link a seguir: Solicitação de transferência de salário.

Se você decidir realizar a portabilidade do salário, salve o arquivo em seu computador, imprima duas vias e preencha-o com seus dados pessoais. Entregue uma das vias ao gerente da sua agência bancária, e fique com a outra, após ser carimbada e devidamente protocolada, com a data e assinatura de quem recebeu. Caso o banco se recuse a aceitar o documento, sob o argumento de que “não poderia carimbar e assinar documentos levados pelo cliente”, peça então que lhe tragam um termo-padrão de transferência de salário que eles próprios devem possuir. Caso ainda assim eles insistam em negar o pedido, acione o SAC do Banco, e paralelamente, por medida de precaução, acione o Banco Central do Brasil, registrando sua reclamação na própria página do BACEN.

Por último, vale lembrar que as cooperativas de crédito também estão habilitadas a receber a conta-salário dos servidores públicos, conforme matéria publicada no jornal Valor Econômico – grato ao leitor Ricardo pelo envio do link!

Agora já são seis as modalidades de portabilidade disponíveis

Ah, sim, e não esqueça que a transferência de salário é apenas um dentre os benefícios oferecidos pela portabilidade. Na verdade, conforme escrevi no artigo Aproveite os benefícios da portabilidade (em cinco áreas), você também pode solicitar a portabilidade dos seguintes serviços:

1. Portabilidade do número da linha telefônica.

2. Portabilidade de planos de previdência privada.

3. Portabilidade de dívidas (crédito)

4. “Portabilidade” de ações e títulos do Tesouro Direto.

5. Portabilidade de planos de saúde, e agora…

6. Portabilidade de salário.

Termino esse artigo com a mesma conclusão estampada naquele texto:

Pare de perder dinheiro. Saia do comodismo. Se a sua atual empresa na qual você tem conta de telefone, planos de previdência privada ou de saúde, dívida, salário ou ações e títulos públicos, cobra caro pelos serviços que presta, faça já a portabilidade, e comece a ter mais dinheiro no bolso, e mais qualidade nos serviços prestados.

Faça valer esse direito tão precioso e, às vezes, tão desconhecido. Tomara que a portabilidade continue se expandido, e tenhamos outros serviços em que possamos fazer a transferência de prestador de serviços. Todos só tem a ganhar: as boas empresas, que ganham maior participação no mercado por méritos próprios, e os consumidores, que se livram do joio, e vão para onde está acontecendo a colheita do trigo. :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

Controlar as despesas é preciso, viver… não é preciso

Já estamos no segundo dia de 2012, sendo esse o primeiro dia útil do ano. Maaasss… você já parou para pensar nos gastos que já teve nesse ano? Já contabilizou em seu orçamento doméstico aqueles R$ 2,50 da água de côco ou sorvete da praia que tomou enquanto assistia a queima de fogos no Reveillon, ou então aqueles R$ 10 da revista que você comprou na banca no domingo de manhã bem cedinho, ou ainda aqueles R$ 40 da refeição que fez naquele restaurante às 2 da tarde? Onde estão registrados os gastos que você já realizou nas primeiras horas dessse ano de 2012!?

Créditos da imagem: Free Digital Photos

Como eu disse no título desse texto, controlar os gastos pessoais é preciso, pois só assim você saberá se gasta mais ou menos do que você ganha. Não se iluda tentando adiar uma tarefa que é simplesmente inadiável: se você não controlar seu dinheiro, é o dinheiro quem acabará controlando você. E o primeiro e mais importante passo para assumir o controle de sua vida financeira é realizar um registro preciso (e que, com o passar do tempo, se tornará precioso) de cada ato de consumo que você realizar. Rastreie seus gastos nos centavos, e então saberá para onde estará indo seu suado dinheiro, ganho com tanto esforço.

Como eu já tive oportunidade de escrever em outra ocasião, Por que as pessoas não gostam de fazer um orçamento doméstico, controlar as receitas e despesas?, muitas pessoas não gostam de fazer um orçamento doméstico porque a realidade que vivem não coincide com a realidade que gostariam de viver. Em uma palavra: elas têm medo. Medo de se defrontarem com uma realidade que não é nem um pouco confortável. Você sabe que gasta muito, vale dizer, em excesso, com coisas que não estão te trazendo felicidade em excesso, mas sim problemas em excesso, e essa é a questão: muitos gastos com roupas, muitos gastos com eletrônicos, muitos gastos com comida fora de casa, muitos gastos com bebidas, muitos gastos com tarifas bancárias, muitos gastos com trocentas compras parceladas (putz, mal começou janeiro e você já deve R$ 735 em 18 compras parceladas!?), muitos gastos com financiamentos infelizes contratados em momentos só aparentemente felizes… é preciso encarar a realidade de frente, meu caro(a). Mas só se encara a realidade de frente na medida em que ela, a realidade, for devidamente identificada, e a melhor maneira de identificar a realidade de seu orçamento doméstico é saber em que tipo de coisas seu dinheiro está sendo gasto.

Um dos artigos mais recorrentes no último mês do ano passado foi [via Fabiano Calil] Planilha de orçamento doméstico, o que é um ótimo sinal, aliás, um excelente sinal, pois é um forte indício de que mais pessoas estão assumindo o compromisso de tomarem as rédeas de sua própria vida financeira, decidindo controlar seus gastos de uma vez por todas, seja por meio de utilização de planilhas Excel, seja por meio de outras ferramentas de controle financeiro, algumas inclusive disponíveis gratuitamente na Internet.

Seja qual for o instrumento que você utilizará para registrar seus gastos, é importante que o faça sem delongas. Não procrastine, não adie, não retarde. Anote. Registre. Detalhe. Se tiver dificuldades em fazer as coisas acontecerem, a dica de produtividade pessoal consistente na regra dos dois minutos [GTD] pode lhe ser bastante útil. O importante é começar. Não amanhã. Hoje. Agora.

Mas registrar é apenas o primeiro passo. É preciso ir além, e fazer uma reflexão crítica sobre os gastos que você realizou e devidamente registrou em seu orçamento doméstico. E isso por uma razão bastante simples: tudo o que é medido é melhor controlado.

Reflexões críticas são tanto melhor conduzidas quanto mais organizadas foram suas planilhas de gastos. E uma das melhores formas de organizar seus gastos é classificar e agrupar suas despesas em categorias, tais como habitação, transporte, vestuário etc. Assim, você terá uma noção mais refinada e, portanto, mais precisa, de quanto de seu orçamento doméstico é reservado para cada grupo de itens. Por exemplo, é perfeitamente aceitável enquadrar seus gastos do mês com Internet fixa, Internet 3G, conta de telefone fixo, e celular dentro do grupo ou categoria “Conectividade”. Você mantém um registro individualizado de cada item, ou seja, marca quanto gastou com cada uma dessas despesas individuais, mas também tem a exata noção de quanto gasto nessa categoria, ao englobar todos esses gastos numa categoria própria.

Da mesma forma, é importante anotar quanto você gastou em cada ida a diferentes restaurantes durante o mês – até para o efeito de saber em qual deles se localiza a melhor relação custo x benefício, ou se os preços em determinado restaurante estão aumentando com o decorrer do tempo – mas tão importante quanto isso é saber quanto você gastou na categoria “restaurantes” ou “refeições fora de casa”.

Dessa forma, ao manter um registro preciso de cada despesa, e de cada grupo de despesas (categorias), você poderá perceber a evolução mensal de seus gastos pessoais, e concluir em qual mês gastou mais ou menos do que o “permitido”. É importante você estabelecer igualmente um teto, ou seja, um limite que seja razoável, de gastos dentro de cada categoria, e viver de acordo com esses limites, baseados em sua estimativa média de gastos nos meses anteriores. Por exemplo, suponha que você gaste R$ 40 mensais com telefone celular. Estabeleça um teto de R$ 50 como limite máximo a ser gasto com esse item, e faça o registro minucioso, mensalmente, de quanto você desembolsou com telefone celular, a fim de verificar se essa quantia está adequada ou não com sua faixa de renda ou seu perfil de consumo.

Outro detalhe muito importante – mas geralmente negligenciado pela grande maioria das pessoas – é pensar as despesas em termos anualizados. Isso porque há despesas que, por serem debitadas mensalmente, podem parecer insignificantes, mas que, se tomadas em seu valor anualizado, podem representar um item de grande dispêndio em seu orçamento doméstico.

Exemplo: suponha que você gaste R$ 40 mensais com uma mensalidade de cesta de serviços bancários, e que gaste também cerca de R$ 500 mensais em compras no supermercado. Ora, será que gastar esses R$ 40 mensais realmente valem a pena? Será que não seria melhor aderir a um pacote de serviços essenciais, que tem custo zero, e economizar essas 40 pilas?

Sim, porque R$ 40 mensais podem parecer insignificantes à primeira vista, mas, pensados em termos anualizados, representam um gasto anual de R$ 480. É um mês de compras no mercado gasto numa despesa totalmente inútil, que poderia muito bem ser melhor consumida numa despesa totalmente útil, que é a despesa de mercado. Um mês de mercado está indo pelo ralo em tarifas bancárias. Isso realmente vale a pena?

Finalmente, ao começarmos ao fazer um detalhado registro de nossas despesas, é comum querermos economizar até o talo. Isso é normal e faz parte mesmo do processo de educação financeira. Porém, é preciso estabelecer limites para o corte de despesas no orçamento doméstico, a fim de que você não economize como se estivesse prendendo a respiração debaixo d’água. Trocando em miúdos: encontrar um ponto de equilíbrio é fundamental.

A elaboração de um orçamento doméstico deve ser não um instrumento limitador de sua qualidade de vida (embora isso pareça à primeira vista). Pelo contrário: ele deve estar associado à demarcação de metas, isto é, de sonhos, que você pretenda conquistar por meio do dinheiro. Para esse fim, ter uma visão criativa e diferente de um orçamento baseado em metas, pode funcionar como um elemento de motivação para que você consiga trabalhar seu orçamento doméstico da melhor forma possível, a fim de que ele seja uma ferramenta que te auxilie na conquista de seus sonhos e metas não financeiras. :-D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

,

Print Friendly

O meu *MUITO OBRIGADO* a todos os leitores desse blog, durante esse ano de 2011! E um FELIZ e EXCELENTE 2012!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

Nesse final de ano de 2011, eu quero registrar meu agradecimento a todos os leitores do blog, pela participação construtiva verificada não só nos comentários, como também nos emails e tweets a mim enviados. As sugestões, elogios, críticas e proposições de vocês todos me ajudaram a construir um blog melhor, e a trazer sempre conteúdo de qualidade, e que pudesse, de alguma forma, importar para a vida dos leitores que aqui chegam todos os dias.

Enfim, meu muito obrigado a todos os leitores que fazem do Valores Reais um espaço sadio para debate de idéias em torno de educação financeira, investimentos e assuntos correlatos, com o objetivo último de fazer famílias felizes! :D

Aproveito para desejar a todos um Feliz 2012, cheio de realizações, prosperidade, saúde, amor, paz, harmonia, e felicidade! Que 2012 seja um ano inesquecível na vida de todos!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

7 lições financeiras que aprendi em 2011

2011 está terminando e, com ele, vem uma série de reflexões que costumamos fazer sempre que um ano termina. Sob o ponto-de-vista financeiro, esse ano legou lições indeléveis em minha memória, as quais passo a compartilhar com todos vocês. Afinal, erros devem ser evitados, e acertos devem ser repetidos! :D

1. É preciso ter sangue frio para remar contra a maré. Os fracos que me perdoem, mas, para os investidores que aplicam na Bolsa com visão de longo prazo, 2011 foi o segundo melhor ano dos últimos 9 anos para investir em ações, só perdendo para 2008 (podendo ainda esse ano de 2011 ser o segundo melhor dos últimos 15, se fechar com quedas acima de 16,98%, que foi o percentual de baixa de 2002). Como afirmei no texto Funcionário do mês!, agosto, por exemplo, abriu ótimas oportunidades de compra para quem tivesse sangue frio para aguentar as baixas, iniciadas – ou melhor, “disparadas” – naquela grande queima de estoque do dia 08.08.2011.

Para mim, particularmente, no que se referente aos investimentos em Bolsa de Valores, 2011 foi o “primeiro ano do resto de minha vida”….rsrsr….. quero dizer, o primeiro ano “Full HD”, ou melhor, “Full ETF”, em que finalmente consegui pôr em prática algo que acalentava desde que absorvi os ensinamentos dos grandes mestres John Bogle, William Bernstein, Henrique Carvalho e Richard Ferri, dentre tantos outros: o investimento em Bolsa 100% focado em fundos de índice passivo [ETFs], de baixo custo, cuja escolha, naturalmente, recaiu sobre o PIBB, e sua frugal taxa de administração de 0,059% a.a. No final de 2010, abandonei em definitivo o investimento em ações individuais, me livrando de uns restos de PETR4 que até então mantinha em carteira (fala sério, há algum investidor que nunca tenha comprado ou vendido PETR4!!?? rsrs).

Com isso, não só o controle dos investimentos em Bolsa ficou enormemente facilitado, haja vista que, agora, basta saber a cotação do PIBB11 para saber se estou ganhando ou perdendo, como também me permite ter mais recursos, muito mais recursos de um bem cuja escassez é notória nos dias de hoje: o tempo. Tempo esse que eu perdia fazendo análise de empresas, lendo balanços, relatórios trimestrais, opiniões (muitas vezes furadas) de analistas, fazendo trades, swing trades e outras “cositas más”, agora esse mesmo tempo é utilizado para atividades mais proveitosas, bem mais proveitosas, como investir em saúde (corridas), aprender idiomas e, claro, dar sequência ao meu hábito de leituras. Deixei de me importar com coisas que nada importavam em minha vida, e passei a fazer uso mais útil do tempo. Afinal, o que eu – e por tabela você também – quer realmente não é bater o mercado…

2. Quanto mais preciso for seu controle orçamentário, mais sábios serão seus gastos. Mas o dinheiro não é feito só para investir: devemos também prestar atenção no modo como o consumimos, e a melhor forma de fazer isso, sem culpa, é ter um controle dos registros das despesas, muito embora a maioria das pessoas não gostem de fazer um orçamento doméstico. Rastreie seus gastos nos centavos, classifique suas despesas de acordo com as respectivas categorias, faça reflexões críticas sobre eles, e veja se é necessário modificar alguma coisa no modo como você lida com o gasto do seu dinheiro. Ao fazer esse controle orçamentário mensal, descobri que determinadas categorias de gastos subiam um pouco além da conta em determinados meses, como restaurantes e mercados. A solução sempre foi a de remanejar recursos, no caso, fazendo mais refeições em casa e elaborando listas de compras antes de ir ao mercado. Descobri também que gastos com a categoria “conectividade” estavam um pouco elevados. O que eu fiz? Diminui o uso dos planos de dados, me cadastrei em promoções mais condizentes com meu perfil, e negociei redução de mensalidades com as operadores de telecomunicação. São medidas simples, triviais até, mas que produzem considerável efeito positivo sobre o orçamento doméstico. Afinal, são as pequenas coisas, feitas de modo constante, que criam maior impacto.

3. Banco não te dá nada de graça. É preciso correr atrás e lutar pelos seus direitos. Atire o primeiro real quem nunca teve: (i) tarifa debitada indevidamente na conta-corrente; (ii) substituição de gerente de conta sem ser informado previamente a respeito disso; ou (iii) espera de mais de meia hora no call center para ser atendido. Fala sério, num país onde a imensa maioria da população é ignorante financeiramente, e onde boa parte dos que têm um grau mínimo de informação financeira prefere a preguiça de não tentar corrigir uma injustiça no uso de serviços financeiros, sob o argumento de que “dá muito trabalho”, os poucos que restam e que ainda lutam por seus direitos devem ser considerados verdadeiros heróis, pois é patente que nessa relação entre banco e consumidor, a posição de vulnerabilidade desse último dificulta muito o exercício dos direitos.

Por tudo isso, uma coisa que aprendi nesse ano foi a necessidade de agir quando alguma coisa errada acontece na relação com as instituições financeiras, sendo que normalmente essa “coisa errada” acaba resultando em prejuízo para o consumidor/cliente. Como bem demonstrado no [Guest post surpreendente] Confissões de um gerente de banco…,  devemos sempre partir da premissa de que os gerentes são apenas vendedores de produtos e serviços de seu patrão, o banco, e que não devemos ser levados pelas emoções ao utilizar qualquer produto ou serviço financeiro. Saber agir com cautela e prudência, sempre pesquisando as alternativas, pode render bons frutos, como demonstrei nesses artigos:

- 7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito,

- Abatendo três anuidades de cartões de crédito. E embolsando R$ 928,98 a mais na carteira. \o/ (e mostrando que você pode fazer isso também).

- BB, Bradesco, Itaú e Santander: qual banco oferece a melhor cotação para saque internacional no cartão de débito?

- Leitor consegue o estorno de um seguro de vida não contratado… com juros e correção monetária.

- Informações (sobretudo as bancárias) valem DINHEIRO

Dá um trabalho enorme, em termos de tempo e energia, exigir que as coisas se façam conforme a lei e conforme os contratos, mas esse é, infelizmente, o preço que se paga se quisermos ser tratados com algum nível de decência, até porque nosso relacionamento com as instituições financeiras é um relacionamento de longo prazo, tendo em vista que os recursos que custearão nossa aposentadoria financeira estarão necessariamente custodiados em algum banco ou corretora de valores.

4. Quando o barco estiver afundando, não reze. Caia fora. Lição duramente aprendida com o fundo imobiliário NSLU11B. Lembram-se do artigo Promessa #1 p/ 2011: diversificar meus investimentos em fundos imobiliários. A não ser que…? Não, eu não diversifiquei acrescentando somente o NSLU11B na carteira. Na verdade, foram adicionados quase uma dezena de novos fundos imobiliários ao portfólio (por questões éticas, prefiro não mencioná-los, ainda mais considerando a pouca liquidez da maioria desses fundos).

O problema é que, dentro dessa carteira, o NSLU11B acabou ocupando uma porção, digamos, “generosa” do bolo de FIIs, confiando demais no histórico de bons pagamentos desse fundo imobiliário (a Lei de Murphi pegou pesado comigo…rsrs) – eu acho inclusive que isso daria uma boa história para aquela série Aprenda com meus erros de investimentos (realmente, está faltando uma boa estória com um fundo imobiliário…hehehe).

Mas aprendi uma lição amarga aqui: o mercado não perdoa quem não sabe o que faz. O mercado simplesmente DETONA quem não sabe o que faz. Essa lição, embora particular minha, talvez possa se aplicar a você, caso você tenha vendido tarde demais um ativo de sua carteira que concentrava boa parte de suas aplicações financeiras.

Que fique bem claro aqui que não estou fazendo uma crítica de mérito à administração desse FII (pode ser inclusive que ele retome o prumo normal daqui por diante), mas apenas ilustrando uma situação corriqueira vivida pelo pequeno investidor, qual seja, a de não diversificar adequadamente sua carteira de ativos “intra classe”, dando exagerada preferência por determinado tipo específico de ativo (uma situação que é muito comum é o pequeno investidor ter posições concentradas em PETR4 e VALE5 em carteira, o que é tremendamente arriscado).

Da próxima vez, vou seguir as dicas do mestre Henrique Carvalho, ou seja, tentar alocar de maneira a mais igualitária possível a participação de cada fundo imobiliário na carteira. Esse negócio de fazer “apostas” em determinados tipos de ativos “intra classe” não dá certo…

5. Valeu a pena ser frugal em 2011. E continuará valendo a pena em 2012 – e também nos anos seguintes (isso se o mundo não acabar ano que vem…rsrsr). Praticar a frugalidade é uma arte que, reconheço, é bem difícil de ser praticada na nossa sociedade de consumo, onde, por exemplo, os gadgets são renovados a cada semana, e novidades em roupas, carros, utensílios domésticos e eletrônicos surgem a toda hora, a todo instante. Mas a frugalidade é uma coisa que vale a pena ser praticada, pois você passa a dar mais valor a aquilo que já tem, e procura extrair o máximo de utilidade de cada objeto que já possui. As tentações do comércio são grandes…mas maior deve ser sua força de vontade de ignorá-las e não ceder aos apelos do consumo fácil e ao alcance de um cartão de crédito!

A frugalidade se manifesta, por exemplo, na compra de aparelhos eletrônicos de segunda mão, desde que se saiba fazer o negócio certo, ou seja, testar o produto usado previamente, e estabelecer negociações justas de preço com o vendedor. Trata-se de um método um tanto quanto prosaico, esse do escambo ou da compra de segunda mão, mas que pode perfeitamente se encaixar em suas necessidades de consumo.

6. “Mensalizar” as despesas anuais é o que há. De nada adianta fazer um controle das despesas mensais presentes se você não se programar para as despesas anuais futuras que impactam de modo considerável determinado mês do ano. Sobre esse assunto, discorremos nos artigos:

- Faça as despesas anuais (IPVA, IPTU, anuidades de órgão de classe etc.) entrarem no planejamento mensal… e se livre do sufoco do começo de ano! e

- Estabelecendo um plano plurianual para a troca do carro – 2 alternativas de investimentos.

Pois bem, resolvi colocar em prática as ideias contidas nesses textos que eu próprio escrevi….rsrsrs….e conclui que o resultado valeu muito a pena: o orçamento mensal, apesar de ter ficado um pouco sobrecarregado com esse novo item de despesa “mensalizada”, ficou bem mais fácil de ser gerenciado e, sobretudo, ficou equilibrado nos denominados “meses difíceis”, ou seja, naqueles que vêm com essas famigeradas contas e impostos. Vou continuar “mensalizando” essas despesas anuais no ano que vem, pois isso, além de tudo, evita o sufoco no orçamento que costuma ocorrer nos primeiros meses do ano.

7. Jogue os custos dos investimentos no chão. O que isso significa? Muitas coisas: investir na Bolsa de Valores (ações e fundos imobiliários) por meio de uma corretora barata, que cobre de preferência R$ 10 ou menos de taxa de corretagem, não cobre taxa de custódia nem cobre tarifas de saque, nem exija depósito mínimo inicial, investir no Tesouro Direto, ou seja, em renda fixa, por intermédio de uma corretora que não cobre taxa de administração (ou custódia), investir em CDBs pós-fixados com liquidez diária que ofereçam uma rentabilidade de pelo menos 97% do CDI, ou em fundos de investimento (de renda fixa ou referenciados DI) que cobrem baixas taxas de administração (menos que 0,7% a.a.) e preferencialmente tenham cotização de resgate em D+0 (isso se elas servirem simultaneamente como colchão de segurança), e, se possível, também tenham um serviço de resgate automático de conta-corrente. Esse foi o ano de fazer tudo isso: jogar os custos no chão. Embora a briga no âmbito das corretoras, para o ganho de clientes, esteja acirrada, uma vez que as corretoras que cobram mais caro alegam que o que importaria seria a “qualidade dos serviços”, e não somente os preços, pra mim esse papo simplesmente não cola: o que me interessa de verdade é baixíssimo custo na hora de investir. Trata-se, realmente, de um paradoxo do sistema financeiro, com o qual temos que conviver: quanto mais se paga, menos se recebe.

Felizmente, esse ano foi excelente para quem tinha também semelhantes objetivos: a ICAP isentou a taxa de custódia, a Mirae estreou no mercado brasileiro com a impressionante corretagem de R$ 2,90 (e com uma promoção mais incrível ainda, de 99 centavos por ordem para os que se cadastrassem logo, alguém aí aproveitou essa boquinha!? rsrs), a Socopa diminuiu a corretagem de R$ 10 para R$ 7, e até a quantidade de corretoras que não cobram taxa de custódia para operar no Tesouro Direto aumentou de 3 para 7.

De minha parte, esse foi o ano de abandonar em definitivo os fundos de investimentos em renda fixa/referenciados DI (adeus taxas de administração, adeus taxas de saída, bye-bye taxas de performance, tchau impostos come-cotas, au revoir cotizações de resgate em tudo que não seja D+0, vão em paz fundos cujos regulamentos permitem aplicação em derivativos e títulos de crédito do tipo “junk bonds” etc. etc. etc.). Fiz um teste com Letra de Crédito Imobiliário, mas descobri que esse não é o produto mais adequado para meu perfil de investidor, haja vista a falta de liquidez do produto (de investimentos que exijam uma “carência” para resgate, já me bastam os fundos imobiliários e as ações).

Decidi simplificar ao máximo minha carteira de renda fixa, e acabei optando apenas por CDBs pós-fixados com liquidez diária na composição da reserva de emergência, além, é claro, de realizar investimentos no Tesouro Direto por uma das corretoras que oferecem taxa zero para investir em títulos públicos. Aliás, por falar em Tesouro Direto, a tendência para 2012 é reforçar os investimentos em títulos públicos, aproveitando as boas novidades prometidas pelo Tesouro Nacional.

No campo do investimento em ações, os custos também foram espancados alçados ao chão, com aportes no fundo de ações com a menor taxa de administração do mundo (PIBB11), por meio das corretoras que cobram as menores taxas de corretagem do mercado brasileiro, e não cobram tarifas de saque, nem tarifas de custódia. Optei também por fazer um downgrade num relacionamento bancário, aderindo a uma Conta de Serviços Essenciais, e deixando de pagar quase R$ 40 mensais – o que dá cerca de R$ 500 anuais! – em cestas de serviços.

Como vocês podem perceber, eu levo muito a sério a advertência de John Bogle, acerca da  tirania dos custos compostos, fato esse que foi reforçado pela entrevista em vídeo que ele deu para a Forbes.

Conclusão

2011 irá deixar um legado de muitas e importantes lições práticas na minha vida financeira. É interessante notar como o próprio blog me ajudou a ter melhor controle do orçamento doméstico, bem como a ter uma visão mais rigorosa acerca da importância do gerenciamento dos custos dos investimentos, do gerenciamento de risco por meio de uma estratégia (ainda que simplificada) de alocação de ativos, e de melhores reflexões acerca, em geral, do papel que os atos de investimento, atos de consumo, atos de trabalho e de educação desempenham em minha vida diária.

Não basta aprender o que ler, tem que colocar em prática. Mais do que isso até, em alguns momentos é preciso ter audácia e coragem para colocar em prática aquilo que se debate, enfrentando “cara feia” de gerentes de banco, vendedores de loja, atendentes de call center de prestadoras de serviços ou administradoras de cartão de crédito, e funcionários de corretoras. Que 2012 continuemos nesse processo sólido e contínuo de educação financeira, aprendendo mais sobre o dinheiro como uma ferramenta para o aperfeiçoamento contínuo de nossa qualidade de vida.

E você!? Que lições financeiras positivas e negativas extraiu desse ano de 2011? Deixe sua opinião na caixa de comentários ou um link para o depoimento que você escreveu em seu blog!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly
Página 1 de 6812345...102030...Última »