O peso dos tributos no preço dos combustíveis

Achei bem interessante a campanha Dia da Liberdade de Impostos, realizada no dia de hoje, 25 de maio de 2009, na qual foram oferecidas, em postos credenciados, a gasolina pelo preço de R$ 1,462, livre de tributos, enquanto o preço médio normal é de R$ 2,399.

O objetivo da campanha, de acordo com a reportagem do Estadão, foi esclarecer o consumidor acerca dos impactos dos tributos no preço dos bens e serviços. No caso da gasolina, os tributos compõem quase 50% do preço final do litro do combustível.

De fato, a carga tributária elevada onera muito o custo de vida do brasileiro, e isso não se reflete só nos preços dos bens e serviços que consumimos, mas também nos salários e investimentos. Por isso, uma estratégia tributária inteligente e eficiente é um dos pilares para manter as finanças pessoais saudáveis e equilibradas. E isso não vale apenas para os tributos que o Governo cobra sobre nossos rendimentos, mas também para as tarifas que instituições financeiras cobram pelos produtos e serviços que oferecem no mercado. Saber escolher um fundo com baixa taxa de administração, um banco que cobre menos tarifas bancárias, e uma corretora que cobre uma taxa de corretagem baixa, são apenas alguns exemplos de atitudes que devem fazer parte de nossos hábitos financeiros, pois o real tem que valer necessariamente mais na nossa mão do que na mão dos outros.

É isto aí!

Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

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6 Responses to O peso dos tributos no preço dos combustíveis

  1. Investidor de Risco 24 de maio de 2012 at 21:12 #

    E este post continua atual… mas veja que interessante… a gasolina subiu em 3 anos, 15%… abaixo da inflação registrada no periodo…. sinal de que o governo vem regulando fortemente os preços dos combustíveis… pena que este subsídio é feito com o caixa da petrobrás…

    • Guilherme 27 de maio de 2012 at 9:15 #

      Boa observação, IR! De fato, o combustível tem seu preço fortemente regulado pelo Governo.

  2. Rosana 26 de julho de 2013 at 11:38 #

    Infelizmente nesses 4 anos nada mudou (até piorou) em relação a carga tributária, que a cada ano bate recordes de arrecadação sem melhorias em contrapartida.
    Pelo menos em relação as tarifas a situação melhorou um pouco pois agora existe a conta essencial e alguns prestadores de serviços oferecem descontos para não perder os clientes para a concorrência.

    • Guilherme 26 de julho de 2013 at 12:49 #

      Oi Rosana, concordo integralmente com você, a carga tributária elevadíssima infelizmente não resulta em benefícios concretos para o povo (pelo contrário, os tributos continuam sendo mal aplicados).

      Em relação às tarifas, pelo menos, a situação está melhor, graças aos diversos tipos de contas gratuitas, e à concorrência entre os bancos na captação de clientes.

      Abç!

  3. Rosana 29 de julho de 2013 at 17:47 #

    Ontem eu fui em um hipermercado e vi que no preço dos produtos nas prateleiras agora consta a porcentagem de impostos.
    Fiquei surpresa ao ver que um suco que eu gosto muito tem absurdos 36% de impostos.
    Eu também precisava comprar uma caneta para escrever em cd. Uma custava 5 reais e a outra 3 reais. Mas quando vi os impostos… A mais cara era taxada em 26% de impostos e a outra (de boa qualidade também) em 9%.
    Nem preciso qual eu comprei, né?

    Todos sabemos que a carga tributária é altíssima, mas acredito que essa informação será muito útil na mudança de hábitos de compras. Pelo menos para mim já surtiu efeito pois procurarei alternativas com menos impostos para o suco e as outras mudanças virão na sequência.
    Em uma compra de 36 reais, mais de 10,00 foram impostos. Absurdo, não?

    Abraços,
    Rosana

    • Guilherme 29 de julho de 2013 at 21:08 #

      Oi Rosana,

      Que bacana seu depoimento!

      E realmente é lamentável a carga tributária que incide sobre os bens de consumo. Eu também passei a perceber essa informação, que também vem impressa nas notas fiscais.

      A carga tributária no Brasil é desproporcional aos benefícios que recebemos pela arrecadação dos tributos.

      Também penso que essa informação tem poder para modificar, aos poucos, o hábito das pessoas no Brasil.

      Abç!

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