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Arquivo de outubro, 2009

Algumas lições de economia doméstica – ou seria pão-durismo? – by Warren Buffet (extraído da “Bola de neve”)

30, outubro, 2009 Guilherme 5 comentários

Warren Buffett é considerado um dos maiores investidores em ações, de todos os tempos – senão o maior. O seu talento de avaliar empresas, somada à sua capacidade de analisar dados e informações múltiplas, lhe deram o posto de figurar sempre entre as pessoas mais ricas do mundo. Ainda pretendo falar bastante dele aqui no blog, sobretudo pelos valores éticos que inspira.

Atualmente, tenho lido a biografia dele – “A bola de neve” – e resolvi registrar aqui algumas dicas de economia doméstica – ou seria pão-durismo? :lol: – que ele utilizava na década de 50. A seguinte passagem foi extraída da página 201 do livro:

Susie [falecida esposa de Warren] compreendeu isso bem até demais. Mesmo dentro de seu prédio residencial, Warren logo conquistou a fama de pão-duro e excêntrico. Somente depois de passar vergonha por conta do estado das suas camisas no trabalho – pois Susie só passava o colarinho, o bolso da frente e os punhos -, ele permitiu que ela as mandasse para uma lavanderia. Além disso, fez um acordo com uma banca de jornal do bairro para comprar revistas da semana anterior com desconto quando estivessem para ser jogadas fora. Não tinha carro e, quando pegava o de um vizinho emprestado, nunca enchia o tanque. Quando finalmente comprou um carro, ele o lavava apenas se estivesse chovendo, para que a chuva fizesse o trabalho braçal de enxaguá-lo.

Vale lembrar que isso era realmente um contraste (com sua crescente fortuna), mas as pessoas o admiravam exatamente por causa disso – vide trecho da página 351:

As pessoas achavam reconfortante o contraste entre os gostos caseiros de Buffett e sua fortuna cada vez maior. Suas maneiras cordiais, seu humor autodepreciativo e seu jeito tranquilo deixavam os outros à vontade.

Um ótimo feriado a todos!

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

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Investcamp – conversa sobre investimentos. Local: São Paulo, dia 24 sábado

20, outubro, 2009 Guilherme 3 comentários

O Conrado Navarro, que publica o excelente blog Dinheirama, juntamente com os parceiros Link Trade e a Polvora! Comunicação, organizará o primeiro InvestCamp, uma reunião de conhecedores, interessados, e pessoas que trabalham e se interessam pelo mercado financeiro.

De acordo com a notícia publicada no blog do Conrado:

Será um evento repleto de oficinas e bate-papos sobre economia, finanças pessoais, fatores de sucesso em investimentos, educação financeira e o uso da internet para disseminar conhecimento sobre tudo isso.

Teremos a presença de autores best sellers e dos principais especialistas do cenário online nacional, responsáveis por análises, informações e opiniões sobre finanças pessoais e investimentos. Falaremos sobre planejamento financeiro, negócios e investimentos através da internet, bolsa de valores, análise técnica, análise fundamentalista, economia, entre outros assuntos, com o objetivo de promover a interação entre os principais meios de comunicação, seus leitores, e potenciais clientes.

Para participar:

O primeiro InvestCamp vai acontecer no dia 24 de outubro. O local escolhido é The Hub, que fica próximo à região da Av. Paulista. O endereço é R. Bela Cintra, 409 – São Paulo. Nossa programação vai até 17hs e esperamos que ela siga para um happy hour logo depois. Contamos com você lá! Faça sua inscrição!

As inscrições são feitas lá na página indicada acima. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas aqui. Já estão confirmadas as presenças de Gustavo Cerbasi e Christian Barbosa.

Fica aí a sugestão de um ótimo programa para o seu próximo sábado. Eu gostaria de ir mas, devido a outros compromissos já marcados, não poderei comparecer, embora quisesse bastante. Fica aqui, entretanto, o convite para que todos que puderem compareçam ao evento. As inscrições são gratuitas, mas limitadas.

Trata-se de uma ótima oportunidade para aprender mais sobre finanças pessoais, com pessoal interessado em torno dos mesmos assuntos que você.

Bons investimentos a todos!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

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Bovespa subindo com força aos 67 mil pontos

19, outubro, 2009 Guilherme Sem comentários

Pois é, caros amigos, hoje o IBOV subiu com força e chegou ao novo patamar de 67 mil pontos. O volume negociado hoje passou dos R$ 10 bilhões, número esse inflado pelo vencimento de opções sobre ações. Segundo o portal InfoMoney, foi o maior volume diário do ano.

A pergunta que não quer calar é: será que os 73k serão atingidos ainda esse ano? Pelo andar da carruagem, parece que sim.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

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Banif permite operar no Tesouro Direto via home broker

14, outubro, 2009 Guilherme 7 comentários

Considerei a notícia bem interessante: a Banif acaba de anunciar a possibilidade de operar no Tesouro Direto via home broker. Segundo consta no site da corretora:

O BanifInvest é o primeiro a permitir que os clientes invistam em títulos do Tesouro Nacional diretamente do home broker.

Através desta funcionalidade não é necessário a utilização do site do Tesouro para operar, o que torna o processo mais prático e ágil, pois é feito diretamente de nosso portal.

Lembrando que a Banif é uma das poucas corretoras que não cobram taxa de administração para operar no TD.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

Um IPPON da IPO do Santander no 1º dia (ou: SANB11 fazendo o investidor “sambar”)

8, outubro, 2009 Guilherme 2 comentários

Semana passada eu havia alertado os leitores por meio de um post cujo título brincava com a palavra IPO: É IPO aqui, IPO ali, IPO acolá… cuidado pra não levar um IPPON da Bolsa! Nesse post, eu recomendava cautela na compra de ações oriundas de ofertas públicas primárias e secundárias, pois nem sempre há garantia de lucro na venda no dia de lançamento das ações, e o investidor poderia sair no prejuízo caso vendesse suas ações no primeiro dia de negociações na Bovespa (ou seja, levar um Ippon, golpe máximo do judô).

Bingo!

Hoje, dia de lançamento das ações do Santander – na verdade, elas já estavam sendo negociadas em Bolsa – apesar da captação recorde, o desempenho foi pífio. Muita gente querendo vender, pouca gente querendo comprar. Resultado: queda de quase 4%, com um volume de negócios extremamente forte: giro de quase R$ 2 bilhões nesse primeiro dia.

Naquele post eu disse o seguinte:

Vale lembrar que nem todas as empresas terminam o primeiro dia de negociações na Bolsa com alta, sendo que muitas delas entram na Bovespa com o preço inicial inflado, que vai sendo corrigido – leia-se “diminuído” – pelo mercado aos poucos, ainda que nos primeiros dias venha a ocorrer alguma valorização.

Portanto, pessoal, escolham bem as ações em que vão investir. Sejam cautelosos e prudentes.

Bons investimentos!

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

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IPO Santander capta mais de R$ 14 bilhões

7, outubro, 2009 Guilherme Sem comentários

Impressionante…

A oferta de ações do Banco Santander atingiu R$ 14,1 bilhões, de acordo com informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa obteve o preço de R$ 23,50 por cada papel, no centro da faixa indicativa – que variava entre R$ 22,00 e 25,00. O valor acabou saindo abaixo do esperado pelo mercado, que estimava que o preço saísse próximo ao teto indicado.

Fonte: Portal Exame

Quero só ver quanto é que vai sair de rateio para cada investidor pessoa física…Cool

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

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Tesouro Direto – ranking dos agentes de custódia

6, outubro, 2009 Guilherme 14 comentários

Dando sequência ao nosso papo sobre o Tesouro Direto, hoje apresento para vocês um ranking, elaborado pelo próprio Tesouro Nacional, contendo os agentes de custódia, classificados segundo o valor que cobram a título de taxa de custódia – o legal é que o ranking é atualizado mensalmente:

TD - Rank 1

TD - Rank 2

Observem vocês que três agentes não cobram nada a título de taxa de custódia, ficando para o investidor o pagamento apenas da taxa de custódia da BMF&Bovespa. Sobre a política de tarifação adotada, vale a pena destacar o comunicado oficial:

Em linha com o objetivo de aprimorar continuamente o Tesouro Direto, a BM&FBOVESPA reduziu os custos do Tesouro Direto, tornando-os mais competitivos para o investidor de longo prazo e mais flexível para o investidor que precisar vender seus títulos em prazos inferiores a um ano.

Dessa forma, as compras de títulos feitas a partir do dia 06/04/2009 estão sujeitas ao novo modelo de pagamento de taxas referentes aos serviços prestados, descrito a seguir:

- No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação.
- Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.

Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente acordadas com os investidores. As taxas cobradas pelas instituições estão disponíveis para consulta no site do Tesouro Direto. O investidor deve confirmá-las no momento da contratação.

Assim, no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais 0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA (0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2).

Vejam que a soma da taxa de custódia + taxa de administração do agente financeiro dificilmente ultrapassará o montante de 0,8% a.a., na grande maioria dos casos, com exceção da TOV e do Itaú. Para investimentos de valores pequenos, descobrir o Tesouro Direto é como descobrir o mapa da mina. Afinal, qual grande fundo de renda fixa hoje oferece taxa de administração inferior a 0,8% a.a. para aplicações de R$ 150?

No site do Tesouro, também existe um interessante ranking dos agentes de custódia por volume de operação:

TD - Ranking I

O BB provavelmente é lider devido à grande base de clientes que tem. É curioso observar que o investidor brasileiro está aos poucos sabendo escolher bem a instituição que vai gerir (ou custodiar, nesse caso) seu dinheiro, já que, no meio dos grandes bancos, aparecem duas corretoras – Banif e Socopa – que não cobram absolutamente nada a título de taxa de custódia, ficando apenas a cobrança dos 0,3% a.a. da BMF&Bovespa.

O leitor J perguntou acerca da confiabilidade das corretoras que não cobram nada. Em reforço ao que eu disse lá no post, posso afirmar que não existe risco de perda dos títulos se eventualmente alguma corretora “quebrar”, pois os títulos públicos não são depositados na conta da corretora, mas na conta do cliente junto ao Tesouro Nacional. Se você ficar insatisfeito com uma corretora, basta pedir a transferência de custódia dos títulos para outra corretora e pronto, está resolvida a situação.

Educação financeira tem como um de seus reflexos a diminuiçaõ dos impactos da tributação e das tarifas sobre os bens e serviços consumidos, e quando eu digo bens e serviços, não estou me referindo apenas aos produtos de consumo – passivos – mas também aos produtos de investimentos – ativos. Com um esforço de pesquisa e de seletividade, é possível pagar menos taxas de administração e menos tarifas e, por conseguinte, ter mais dinheiro sobrando no final dos investimentos.

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

Novo simulador do Tesouro Direto – interface amigável

5, outubro, 2009 Guilherme Sem comentários

Ontem publicamos um artigo sobre o Tesouro Direto, e prometemos falar sobre o novo simulador que o Tesouro colocou em seu site. Pois bem, hoje é o dia. :D

Visando a facilitar o entendimento dessa ótima modalidade de investimento, o Tesouro Nacional inseriu em seu site um simulador com uma interface bastante amigável. Para torná-lo mais compreensível para a pessoa física, buscou-se aliar o investimento ao cumprimento de metas não-financeiras, como a garantia de uma aposentadoria, uma viagem de férias, a compra de uma casa própria, que são objetivos  comuns da maioria dos brasileiros. Todas essas metas não-financeiras estão reunidas num local chamado praça dos sonhos.

Tesouro Direto - Simulador

Nesse sentido, o Tesouro acertou em cheio, pois um objetivo financeiro só faz sentido se compatibilizado e alinhado com o cumprimento de objetivos não-financeiros.

Ao entrar no simulador, é preciso preencher um pequeno cadastro, com criação de login (email) e senha. Pelo que eu entendi, uma das finalidades da criação do cadastro é a possibilidade de armazenar resultados de simulações feitas anteriormente, permitindo a comparação entre diferentes simulações.

Para testar o programa, resolvi fazer uma simulação de investimento necessário para uma viagem de férias específica – assistir as Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro. Estipulei os seguintes dados:

- Prazo de investimento: considerando os Jogos daqui a 7 anos, tinha que escolher, obviamente, um título com prazo de vencimento inferior a esse período. Optei por uma NTNB Principal com vencimento em 2015, título vinculado a índice de inflação, IPCA.

- Aporte inicial: R$ 250.

- Investimento total: estimei um gasto total de R$ 20 mil – na verdade, não faço idéia de quanto custaria assistir os Jogos Olímpicos daqui a 7 anos, então, chutei um valor bem alto, que, em tese, cobriria despesas com diárias de hotel, passagens aéreas, alimentação, ingressos para os Jogos, compra de brindes, presentes e passeios, para duas pessoas. Provavelmente deve sobrar algum dinheiro desses 20k depois da viagem. Ou não? :D

- Taxa do agente de custódia: 0,20% a.a., que é o valor que algumas corretoras cobram no mercado.

O resultado é apresentado numa outra tela:

Tesouro Direto - Simulador - Resultado final

O legal dessa gráfico é comprar o resultado do Tesouro Direto com a poupança. Observem que, para juntar os mesmos R$ 20 mil na caderneta, eu teria que desembolsar R$ 20 a mais por mês. Logo, o Tesouro Direto é mais eficiente, pois posso atingir o mesmo valor aplicando uma quantia menor.

É possível, ainda, consultar os detalhes da aplicação:

Tesouro Direto - Simulador - Resultado - Detalhes

É preciso fazer algumas observações. Por se tratar de um simulador, os resultados são apenas projeções de expectativas, que dependem de uma série de variáveis para se concretizar, tais como: valor do título no momento da compra – que pode sofrer volatilidade em períodos de crise -, taxa de juros pactuada, taxa do agente de custódia, variação da inflação no período – para títulos atrelados ao índice de preços – etc.

No caso específico dessa simulação, por exemplo, a NTNB Principal 2015 estava custando, no momento em que este artigo estava sendo escrito, R$ 1.305,19. A menor fração que se pode comprar desse título é 0,2, o que corresponde a R$ 261,03, valor maior, portanto, que o simulado.

Entretanto, a despeito de eventuais desvantagens e imprecisões típicas de um simulador – aliás, que são inerentes a qualquer simulador – não deixa de ser extremamente interessante essa nova ferramenta colocada  no site, principalmente pela linguagem e pela forma como é apresentada. Parabéns ao Tesouro Nacional por mais essa iniciativa, de aproximar o investimento em títulos públicos ao investidor pessoa física!

Link para o simulador: aqui.

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

Tesouro Direto – ótimo investimento em renda fixa

4, outubro, 2009 Guilherme 26 comentários

Um dos melhores investimentos em renda fixa é o Tesouro Direto. É uma modalidade de investimento que proporciona ótima rentabilidade (dentro dos padrões da renda fixa), diversas opções de produtos (títulos), facilidade de aplicação (tudo é feito via Internet, de sua casa), baixo custo (desde que se saiba escolher bem o agente de custódia) e segurança (já que o investimento não está vinculado à situação financeira de nenhum banco, e sim do Governo Federal), dentre outras vantagens.

Traduzindo em termos bem simples, o investimento em Tesouro Direto se aproxima da idéia de um empréstimo: você empresta seu dinheiro ao Governo Federal e, depois de um certo tempo, o Governo Federal lhe devolve o valor aplicado acrescido dos juros (= rendimentos do título), descontados os valores dos impostos e taxas de administração. É como um CDB: no CDB, você empresta o seu dinheiro a um banco, que, depois de um certo período, lhe devolve o dinheiro acrescido de juros, também descontandos os custos da transação. A vantagem do Tesouro Direto é a possibilidade de emprestar valores pequenos (a partir de R$ 150, R$ 200), e conseguir ótimas rentabilidades, pela baixa incidência de custos de transação.

A página oficial do Tesouro Direto na Internet contém excelentes informações e tudo o que o investidor precisa saber para começar a operar com essa nova modalidade de investimento. Por isso, vamos nos basear nela para o aprendizado do nosso público leitor.

O que é o Tesouro Direto?

De acordo com a descrição contida no site:

Se você quer segurança e tranqüilidade em seus investimentos, você precisa conhecer o Tesouro Direto. O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos a pessoas físicas desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC.

É simples e você não precisa de muito dinheiro para investir. Com apenas R$ 100,00 você já pode iniciar uma aplicação. E o melhor: não precisa nem sair de casa, pois as transações podem ser feitas pela Internet.

No Tesouro Direto, você mesmo gerencia seus investimentos, que podem ser de curto, médio ou longo prazo. É uma ótima opção para quem quer investir com baixo custo, alta rentabilidade e liquidez quase imediata. Sempre que você precisar, poderá resgatar os títulos antes do vencimento pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras. Caso não queira gerenciar seus investimentos, você pode autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar no Tesouro Direto (Agentes de Custódia) para efetuar compras e vendas dos títulos públicos.

As vantagens não param por aí. O rendimento da aplicação em títulos públicos é bastante competitivo se comparado com as outras aplicações financeiras de renda fixa existentes no mercado. As taxas de administração e de custódia são baixas e o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título (quanto aos títulos que pagam cupom de juros, também é descontado Imposto de Renda no pagamento do cupom).

Uma observação: de acordo com os títulos disponíveis hoje, o investimento inicial não é exatamente de R$ 100, mas sim de aproximadamente R$ 150, que corresponde a 0,2 título da NTNB Principal 2024. O investimento mínimo corresponde a compra de uma fração de 0,2 de qualquer título. Como o título com o preço “mais baixo” é o da NTNB Principal 2024 – R$ 749,74 – pela cotação atualmente posta no site no momento em que esse artigo está sendo escrito, então 0,2 de R$ 749,74 corresponde a R$ 149,94.

O que são títulos públicos?

Direto da fonte:

Os títulos públicos são ativos de renda fixa que se constituem em boa opção de investimento para a sociedade. Os títulos públicos possuem a finalidade primordial de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura.

Anteriormente, sem muitos recursos, você só podia comprar títulos públicos indiretamente pela aquisição de cotas de fundos de investimento. Neste tipo de investimento, as instituições financeiras funcionam como intermediários ao adquirirem os títulos públicos, que compõem as carteiras dos fundos, com os recursos oriundos de suas aplicações. No caso do Tesouro Direto, você pode comprar diretamente os títulos que desejar, com redução do custo de intermediação.

Isso ocorre porque você monta a sua própria carteira de investimentos, ao escolher os prazos e os indexadores dos títulos conforme seu interesse. Esse programa permite que o pequeno investidor administre diretamente suas aplicações.

Se preferir também, poderá autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar o Tesouro Direto (Agentes de Custódia) em seu nome, realizando as compras e as vendas de seus títulos públicos.

Essa nova alternativa de aplicação dos recursos permite investimentos a partir de R$ 100,00, com rentabilidade e segurança. Uma vez comprados os seus títulos, você pode aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em sua conta. Ou, caso seja do seu interesse, você também poderá vendê-los antecipadamente ao Tesouro Nacional nas recompras semanais, às quartas-feiras, pelo preço vigente no mercado.

Observação: hoje, o mercado de investimentos está bem mais acessível ao pequeno investidor pessoa física do que anos atrás. Além do investimento direto em títulos públicos, é possível também adquirir títulos privados, como debêntures, que algumas empresas fornecem de vez em quando ao mercado. Sobre os títulos privados, que podem ser tão atraentes quanto os títulos públicos, falaremos em outro post, caso seja interesse do leitor.

Vantagens do investimento no Tesouro Direto

Eu concordo com o que está escrito na respectiva página do site:

Ao investir no Tesouro Direto você está, ao mesmo tempo, garantindo seu futuro e fortalecendo a economia do País. Com isso, todos saem ganhando.

Entenda por que você ganha:

O Tesouro Direto é uma excelente opção em termos de rentabilidade;
As taxas de administração são muito baixas;
Você tem a possibilidade de diversificar seus investimentos, obtendo variadas rentabilidades, como pós-fixadas (pela taxa básica da economia), prefixadas e indexadas a índices de preços;
Você pode se garantir realizando poupança de longo prazo ao optar por títulos indexados a índices de preços, e ainda obtém rentabilidade real significativa;
Você pode gerenciar seus investimentos com comodidade, segurança e tranqüilidade;
Você investe com objetivos definidos e levando em conta fatores como: valor a investir, prazo, taxa de juros e riscos;
A liquidez é garantida pelo Tesouro Nacional;
Você tem maior poder de tomada de decisão e controle do seu patrimônio;
Os títulos públicos são considerados de baixíssimo risco pelo mercado financeiro.

Entenda por que o Brasil ganha:

Agora todos podem ter acesso ao mercado de investimentos em títulos, que antes era restrito às instituições financeiras;
Assim, haverá um aumento considerável na formação de poupanças de longo prazo;

Como me cadastrar?

Eis as informações do site:

O primeiro passo para adquirir títulos é ser cadastrado em algum dos Bancos ou Corretoras habilitados no Tesouro Direto (Agentes de Custódia).

Para se cadastrar, você deve entrar em contato com a Instituição escolhida, fornecer as informações solicitadas e enviar a documentação exigida.

Em seguida, você irá receber sua senha no endereço eletrônico informado em seu cadastro, sendo integralmente responsável pelo seu uso e manutenção do seu sigilo.

Títulos Custodiados na CBLC

Quem possui ações e outros títulos custodiados na CBLC poderá utilizar a mesma conta para custodiar seus títulos públicos. Tudo o que você precisa fazer é solicitar ao seu Agente de Custódia o envio da senha provisória para acesso ao Tesouro Direto.

Alterações Cadastrais

Caso queira alterar suas informações cadastrais, você deverá efetuar a solicitação de alteração ao seu Agente de Custódia e apresentar a documentação solicitada.

As alterações de endereço eletrônico e senha poderão ser realizadas por você mesmo, diretamente na área de acesso exclusivo do Tesouro Direto.

Área Exclusiva do Tesouro Direto

Para acessar a área exclusiva do Tesouro Direto, você deverá informar seu CPF e senha na página do Tesouro Direto.

Um dos maiores divulgadores do Tesouro Direto como bom investimento é o Mauro Halfeld, que sempre faz questão de frisar que o pequeno investidor pessoa física sempre encontrará barreiras e dificuldades para se cadastrar no Tesouro se for procurar informações em seu banco, pois o Tesouro Direto é um concorrente direto dos produtos de renda fixa da instituição financeira. Desse modo, recomendo a leitura atenta da lista de instituições disponíveis para atuarem como agentes de custódia no Tesouro.

O site do Mauro Halfeld contém um guia de corretoras habilitadas a operar tanto no home broker quanto no Tesouro Direto, oferecendo dados como taxa de administração cobrada.

Dica pessoal: procure se cadastrar numa corretora que não cobre mais do que 0,5% a.a. de taxa de administração. Com isso, o investimento nos títulos públicos será tão competitivo quanto nos melhores investimentos de renda fixa oferecidos por instituições privadas.

Um curso amigável

Uma coisas legais recentemente implantada no site oficial do Tesouro Direto é o curso virtual, bastante amigável, que facilita o entendimento do Tesouro pelas pessoas físicas interessadas nessa nova modalidade de investimento.

Tesouro Direto - Curso

O link para o curso virtual está aqui. Existe também um novo simulador no site, mas dele falaremos em outra oportunidade.

Conclusão

Conhecimento é poder. E isso é verdade quando estamos falando de Tesouro Direto. O legal dessa forma de investimento é que ela desenvolve uma habilidade que também é necessária para quem quer ser investidor no mercado de ações via home broker, que é o envolvimento direto do investidor com o investimento. A independência financeira não quer dizer apenas a possibilidade de viver apenas dos rendimentos de suas aplicações, mas também a capacidade de autonomia e de gerenciamento próprio de seu portólio pessoal.

Lembre-se sempre disso: quanto mais você souber gerenciar seu dinheiro, mais retorno ele trará para você. Não delegue pura e simplesmente a tarefa de lidar com seu dinheiro a terceira pessoa, precisamente porque o dinheiro não é de outra pessoa, mas seu. A independência financeira passa necessariamente pela eliminação de muitas dependências, dentre elas a dependência de outros para gerenciar seus investimentos. O Tesouro Direto prova que é possível extrair o máximo de seu dinheiro não apenas na renda variável (ações), mas também na renda fixa. Um pequeno valor bem investido hoje trará enormes benefícios no futuro. Seja ativo na gestão de seus investimentos. O esforço valerá a pena. Wink

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

Parcelamento não é promoção!

3, outubro, 2009 Guilherme 4 comentários

Quem é consumidor de passagens aéreas – e lê rotineiramente o blog Aquela Passagem (o melhor sobre o assunto no Brasil) – deve ter notado que, dentre as últimas promoções anunciadas pelas cias. aéreas, muitas delas se referem a coisas como “promoção: parcele sua viagem em até 10 vezes sem juros“.

Pois bem, o que quero destacar aqui é que o parcelamento de passagens aéreas, aliás, não só de passagens aéreas, mas também de outras compras em geral, não é, na minha opinião, “promoção” no sentido verdadeiro e genuíno do termo. Vou transcrever aqui o comentário que postei lá no blog do Rodrigo:

Um comentário pessoal: parcelamento em 10x, 12x, não é, na minha opinião, não é “promoção” no verdadeiro sentido do termo, como alardeiam as cias. aéreas, mas sim, visto de um certo ângulo, endividamento, criação de obrigações futuras em que, cada mês, será necessário desembolsar por uma viagem realizada meses atrás.

As verdadeiras promoções são aquelas que concedem descontos no preço total de uma passagem – considerando a soma dos preços de ida + volta – sobre o preço normalmente praticado, porque aí, sim, o consumidor estará pagando menos do que normalmente pagaria. Nos parcelamentos, o consumidor deixa de desembolsar uma grande quantia no começo, mas compromete seu fluxo de caixa futuro. E por um serviço consumido no passado.

É isso aí!
Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

E é isso mesmo. Quero aqui desenvolver dois conceitos distintos.

Primeiro, o parcelamento.

O parcelamento, em si mesmo considerado, não é algo bom nem ruim. Mas a forma como ele é utilizado é que pode ser boa ou ruim. O parcelamento em excesso é uma coisa ruim, pois a pessoa não consegue se livrar das dívidas, mês após mês. Como disse o Mauro Halfeld em um de seus comentários matutinos na CBN, há dívidas que são boas, porque trazem retornos futuros sobre o patrimônio e a vida pessoal da pessoa, e que, por isso, podem e valem a pena serem contraídas. Por exemplo: um financiamento para aquisição de imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação, o financiamento estudantil para pagar a faculdade etc.

Parcelar uma compra de um bem ou serviço é uma oportunidade para gerar um fluxo de caixa, isto é, a pessoa não tem dinheiro para quitar à vista, então, compra o produto em prestações. Por exemplo: a pessoa hoje só tem disponível R$ 650, e quer uma TV de R$ 1 mil, podendo comprá-la em 4 parcelas de R$ 250.  Então ela desembolsa hoje somente R$ 250 dos R$ 650, liberando R$ 400 para outras coisas.

Se por um lado isso é bom, por outro é ruim, porque ela compromete o seu fluxo de caixa futuro. Isso é, nos próximos meses, a cada mês, ela terá R$ 250 já comprometidos com o pagamento da dita cuja. O perigo é isso virar uma rotina e, lá pelo quarto mês, ela encontrar outro bem que não dê para pagar à vista, por exemplo, uma passagem aérea, que custe também R$ 650, e aí, como ela só disporá de R$ 400 – pois os R$ 250 estarão comprometidos com a TV – ela resolve iniciar outro parcelamento – dessa vez aproveitando a “promoção” de parcelamento em 10 vezes. Pronto! Está criada a ciranda financeira do perigo, e será preciso muito “sangue frio” – além de paciência – para quitar todas as dívidas.

O parcelamento é uma opção de pagamento que, como qualquer outra, deve ser usada com cautela, prudência e inteligência, e, acima de tudo, equilíbrio, conforme destaquei em outro artigo.  Em alguns casos, ele pode ajudar. Já em outros, pode levar a pessoa à bancarrota financeira.

Agora, a promoção.

Para mim, promoção, no sentido genuíno do termo e que, acima de tudo, interesse diretamente a todo e qualquer consumidor – é aquilo que oferta um produto – bem ou serviço – por um valor menor que o normalmente praticado. E é precisamente aí que reside a minha crítica às “promoções de parcelamento”, pois o parcelamento não diminui o valor da passagem, mas sim apenas prolonga o seu prazo de pagamento.

Outra coisa que eu também não gosto são as promoções que oferecem a possibilidade de concorrer a sorteios para ganhar brindes, sem oferecer vantagem intrínseca pela simples aquisição do bem. Por exemplo: “adquira um pacote de torpedos e concorra a sorteios semanais de não sei quantos reais por mês”; “compre sua passagem aérea aqui e concorra a uma viagem-prêmio para Paris com acompanhante”; “invista no fundo tal e concorra a sorteios mensais de não sei quantos reais por mês”. Nos respectivos exemplos, eu preferiria muito mais “adquirir um pacote de torpedos por um preço bacana”, “comprar a passagem aérea por um preço menor” e “investir no fundo desde que oferecesse a menor taxa de administração”.

Tá certo que muitas dessas ditas “promoções” não passam de jogadas de marketing para chamar a atenção da empresa para seus produtos. Ou seja, a promoção, aqui, tem o sentido de “promover” o produto da empresa, e não o sentido de promover uma facilidade para o consumidor no sentido de adquiri-la a um preço mais baixo. Os sorteios, prazos alongados, prêmios etc., sem dúvida são um chamariz para atrair o consumidor, mas não resolvem o problema principal, que é a existência de uma efetiva vantagem para todo e qualquer consumidor que vai comprá-lo – lembremo-nos que, no exemplo do investimento do fundo, só vai levar o brinde quem tiver a sorte grande de ganhar o sorteio. Todos os demais consumidores – eu disse todos – não auferirão os benefícios da dita promoção.

Assim funcionam também todas as demais formas de promoção por sorteios. Somente é premiado quem tirar a sorte grande. Ao contrário, nas promoções que envolvem descontos e facilidades na venda de produtos – por exemplo, desconto de 10% na compra de livros numa loja virtual até a próxima terça – todos os que comprarem os livros até a próxima terça se beneficiarão da promoção. Eu disse todos, e não um ou outro sortudo. Percebeu a diferença? Wink

Com o passar do tempo, nossas mentes tornam-se mais críticas e seletivas nas promoções, e somente aproveitamos as que realmente valham a pena e possam fazer diferença para nosso bolso – afinal, o real tem que valer mais no nosso bolso do que no do vendedor.

Portanto, aproveite as promoções, faça boas compras, mas saiba diferenciar aquilo que é só marketing daquilo que pode fazer real diferença positiva para o seu bolso.

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

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