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Tesouro Direto – ótimo investimento em renda fixa

Um dos melhores investimentos em renda fixa é o Tesouro Direto. É uma modalidade de investimento que proporciona ótima rentabilidade (dentro dos padrões da renda fixa), diversas opções de produtos (títulos), facilidade de aplicação (tudo é feito via Internet, de sua casa), baixo custo (desde que se saiba escolher bem o agente de custódia) e segurança (já que o investimento não está vinculado à situação financeira de nenhum banco, e sim do Governo Federal), dentre outras vantagens.

Traduzindo em termos bem simples, o investimento em Tesouro Direto se aproxima da idéia de um empréstimo: você empresta seu dinheiro ao Governo Federal e, depois de um certo tempo, o Governo Federal lhe devolve o valor aplicado acrescido dos juros (= rendimentos do título), descontados os valores dos impostos e taxas de administração. É como um CDB: no CDB, você empresta o seu dinheiro a um banco, que, depois de um certo período, lhe devolve o dinheiro acrescido de juros, também descontandos os custos da transação. A vantagem do Tesouro Direto é a possibilidade de emprestar valores pequenos (a partir de R$ 150, R$ 200), e conseguir ótimas rentabilidades, pela baixa incidência de custos de transação.

A página oficial do Tesouro Direto na Internet contém excelentes informações e tudo o que o investidor precisa saber para começar a operar com essa nova modalidade de investimento. Por isso, vamos nos basear nela para o aprendizado do nosso público leitor.

O que é o Tesouro Direto?

De acordo com a descrição contida no site:

Se você quer segurança e tranqüilidade em seus investimentos, você precisa conhecer o Tesouro Direto. O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos a pessoas físicas desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC.

É simples e você não precisa de muito dinheiro para investir. Com apenas R$ 100,00 você já pode iniciar uma aplicação. E o melhor: não precisa nem sair de casa, pois as transações podem ser feitas pela Internet.

No Tesouro Direto, você mesmo gerencia seus investimentos, que podem ser de curto, médio ou longo prazo. É uma ótima opção para quem quer investir com baixo custo, alta rentabilidade e liquidez quase imediata. Sempre que você precisar, poderá resgatar os títulos antes do vencimento pelo seu valor de mercado, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra de seu título todas as quartas-feiras. Caso não queira gerenciar seus investimentos, você pode autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar no Tesouro Direto (Agentes de Custódia) para efetuar compras e vendas dos títulos públicos.

As vantagens não param por aí. O rendimento da aplicação em títulos públicos é bastante competitivo se comparado com as outras aplicações financeiras de renda fixa existentes no mercado. As taxas de administração e de custódia são baixas e o Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título (quanto aos títulos que pagam cupom de juros, também é descontado Imposto de Renda no pagamento do cupom).

Uma observação: de acordo com os títulos disponíveis hoje, o investimento inicial não é exatamente de R$ 100, mas sim de aproximadamente R$ 150, que corresponde a 0,2 título da NTNB Principal 2024. O investimento mínimo corresponde a compra de uma fração de 0,2 de qualquer título. Como o título com o preço “mais baixo” é o da NTNB Principal 2024 – R$ 749,74 – pela cotação atualmente posta no site no momento em que esse artigo está sendo escrito, então 0,2 de R$ 749,74 corresponde a R$ 149,94.

O que são títulos públicos?

Direto da fonte:

Os títulos públicos são ativos de renda fixa que se constituem em boa opção de investimento para a sociedade. Os títulos públicos possuem a finalidade primordial de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura.

Anteriormente, sem muitos recursos, você só podia comprar títulos públicos indiretamente pela aquisição de cotas de fundos de investimento. Neste tipo de investimento, as instituições financeiras funcionam como intermediários ao adquirirem os títulos públicos, que compõem as carteiras dos fundos, com os recursos oriundos de suas aplicações. No caso do Tesouro Direto, você pode comprar diretamente os títulos que desejar, com redução do custo de intermediação.

Isso ocorre porque você monta a sua própria carteira de investimentos, ao escolher os prazos e os indexadores dos títulos conforme seu interesse. Esse programa permite que o pequeno investidor administre diretamente suas aplicações.

Se preferir também, poderá autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar o Tesouro Direto (Agentes de Custódia) em seu nome, realizando as compras e as vendas de seus títulos públicos.

Essa nova alternativa de aplicação dos recursos permite investimentos a partir de R$ 100,00, com rentabilidade e segurança. Uma vez comprados os seus títulos, você pode aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em sua conta. Ou, caso seja do seu interesse, você também poderá vendê-los antecipadamente ao Tesouro Nacional nas recompras semanais, às quartas-feiras, pelo preço vigente no mercado.

Observação: hoje, o mercado de investimentos está bem mais acessível ao pequeno investidor pessoa física do que anos atrás. Além do investimento direto em títulos públicos, é possível também adquirir títulos privados, como debêntures, que algumas empresas fornecem de vez em quando ao mercado. Sobre os títulos privados, que podem ser tão atraentes quanto os títulos públicos, falaremos em outro post, caso seja interesse do leitor.

Vantagens do investimento no Tesouro Direto

Eu concordo com o que está escrito na respectiva página do site:

Ao investir no Tesouro Direto você está, ao mesmo tempo, garantindo seu futuro e fortalecendo a economia do País. Com isso, todos saem ganhando.

Entenda por que você ganha:

O Tesouro Direto é uma excelente opção em termos de rentabilidade;
As taxas de administração são muito baixas;
Você tem a possibilidade de diversificar seus investimentos, obtendo variadas rentabilidades, como pós-fixadas (pela taxa básica da economia), prefixadas e indexadas a índices de preços;
Você pode se garantir realizando poupança de longo prazo ao optar por títulos indexados a índices de preços, e ainda obtém rentabilidade real significativa;
Você pode gerenciar seus investimentos com comodidade, segurança e tranqüilidade;
Você investe com objetivos definidos e levando em conta fatores como: valor a investir, prazo, taxa de juros e riscos;
A liquidez é garantida pelo Tesouro Nacional;
Você tem maior poder de tomada de decisão e controle do seu patrimônio;
Os títulos públicos são considerados de baixíssimo risco pelo mercado financeiro.

Entenda por que o Brasil ganha:

Agora todos podem ter acesso ao mercado de investimentos em títulos, que antes era restrito às instituições financeiras;
Assim, haverá um aumento considerável na formação de poupanças de longo prazo;

Como me cadastrar?

Eis as informações do site:

O primeiro passo para adquirir títulos é ser cadastrado em algum dos Bancos ou Corretoras habilitados no Tesouro Direto (Agentes de Custódia).

Para se cadastrar, você deve entrar em contato com a Instituição escolhida, fornecer as informações solicitadas e enviar a documentação exigida.

Em seguida, você irá receber sua senha no endereço eletrônico informado em seu cadastro, sendo integralmente responsável pelo seu uso e manutenção do seu sigilo.

Títulos Custodiados na CBLC

Quem possui ações e outros títulos custodiados na CBLC poderá utilizar a mesma conta para custodiar seus títulos públicos. Tudo o que você precisa fazer é solicitar ao seu Agente de Custódia o envio da senha provisória para acesso ao Tesouro Direto.

Alterações Cadastrais

Caso queira alterar suas informações cadastrais, você deverá efetuar a solicitação de alteração ao seu Agente de Custódia e apresentar a documentação solicitada.

As alterações de endereço eletrônico e senha poderão ser realizadas por você mesmo, diretamente na área de acesso exclusivo do Tesouro Direto.

Área Exclusiva do Tesouro Direto

Para acessar a área exclusiva do Tesouro Direto, você deverá informar seu CPF e senha na página do Tesouro Direto.

Um dos maiores divulgadores do Tesouro Direto como bom investimento é o Mauro Halfeld, que sempre faz questão de frisar que o pequeno investidor pessoa física sempre encontrará barreiras e dificuldades para se cadastrar no Tesouro se for procurar informações em seu banco, pois o Tesouro Direto é um concorrente direto dos produtos de renda fixa da instituição financeira. Desse modo, recomendo a leitura atenta da lista de instituições disponíveis para atuarem como agentes de custódia no Tesouro.

O site do Mauro Halfeld contém um guia de corretoras habilitadas a operar tanto no home broker quanto no Tesouro Direto, oferecendo dados como taxa de administração cobrada.

Dica pessoal: procure se cadastrar numa corretora que não cobre mais do que 0,5% a.a. de taxa de administração. Com isso, o investimento nos títulos públicos será tão competitivo quanto nos melhores investimentos de renda fixa oferecidos por instituições privadas.

Um curso amigável

Uma coisas legais recentemente implantada no site oficial do Tesouro Direto é o curso virtual, bastante amigável, que facilita o entendimento do Tesouro pelas pessoas físicas interessadas nessa nova modalidade de investimento.

Tesouro Direto - Curso

O link para o curso virtual está aqui. Existe também um novo simulador no site, mas dele falaremos em outra oportunidade.

Conclusão

Conhecimento é poder. E isso é verdade quando estamos falando de Tesouro Direto. O legal dessa forma de investimento é que ela desenvolve uma habilidade que também é necessária para quem quer ser investidor no mercado de ações via home broker, que é o envolvimento direto do investidor com o investimento. A independência financeira não quer dizer apenas a possibilidade de viver apenas dos rendimentos de suas aplicações, mas também a capacidade de autonomia e de gerenciamento próprio de seu portólio pessoal.

Lembre-se sempre disso: quanto mais você souber gerenciar seu dinheiro, mais retorno ele trará para você. Não delegue pura e simplesmente a tarefa de lidar com seu dinheiro a terceira pessoa, precisamente porque o dinheiro não é de outra pessoa, mas seu. A independência financeira passa necessariamente pela eliminação de muitas dependências, dentre elas a dependência de outros para gerenciar seus investimentos. O Tesouro Direto prova que é possível extrair o máximo de seu dinheiro não apenas na renda variável (ações), mas também na renda fixa. Um pequeno valor bem investido hoje trará enormes benefícios no futuro. Seja ativo na gestão de seus investimentos. O esforço valerá a pena. Wink

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

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  1. J
    5, outubro, 2009 em 15:07 | #1

    Na lista do Mauro existem diversas corretoras, mas todos os bancos cobram a “custódia”. As outras corretoras (que não são bancos) praticamente não cobram a “custódia”, mas como confiar nelas? Existe um ranking?

  2. 5, outubro, 2009 em 21:39 | #2

    J, as corretoras, para poderem participar do sistema do Tesouro Direto, precisam passar por um processo de credenciamento, em que são analisados diversos aspectos da instituição solicitante. Tudo isso com o intuito de garantir segurança às transações para o consumidor.

    O sistema é seguro, sim, ainda mais levando-se em conta que as corretoras não ficam com os títulos em poder delas. Os títulos ficam depositados na CBLC. Assim, caso vc não queira mais uma corretora, basta solicitar a ela a mudança dos títulos para outra corretora.

    Eu, que antigamente operava no Tesouro Direto via banco, passei a operar por corretoras independentes, e o processo é extremamente seguro, simples e confiável, até porque toda a movimentação é feita na página da Internet do Tesouro Direto, e não na página da corretora.

    É isso aí!
    Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

  3. 6, outubro, 2009 em 09:32 | #3

    Prezado Hotmar, no primeiro lugar, queria agradecer o fabuloso esforço de educação financeira que você está fazendo através do seu blog. É muito importante poder receber informações de alguém que conhece o tema e em cuja independência acreditamos (sou amigo e parceiro do Rodrigo do Aquela Passagem! e também conheço seu trabalho no blog dele).

    As corretoras que não cobram nada, lucram com quê? Trazendo outros negócios para a firma? É um tipo de investimento na imagem da marca?

    Muito obrigado!

  4. 7, outubro, 2009 em 21:09 | #4

    Tony, inicialmente muito obrigado pelas palavras de incentivo! Fico feliz em saber que nosso trabalho está sendo bem recepcionado pelo público de leitores. :D

    Exatamente isso que vc falou, as corretoras que não cobram nada lucram pela atração dos clientes para outros produtos dela, geralmente os de renda variável. Muitas vezes a corretora trabalha com taxa zero no Tesouro Direto como estratégia de marketing para atrair o público para o seu home broker. É como se fosse uma propaganda: “venha operar no nosso home broker, que oferece tais e quais vantagens, e ainda ganhe como benefício extra a taxa zero para operar no Tesouro Direto”.

    É isso. O lucro das corretoras vem das corretagens e comissões sobre as operações realizadas na Bolsa. O TD é apenas um complemento, de muito fácil atratividade e praticamente isento de custos para a corretora, já que a operação de compra e venda de títulos nem é feita pelo home broker ou site da corretora, mas sim pela própria página do Tesouro Direto. Ou seja, nem custos com manutenção de um site de segurança para operar no TD elas têm, já q as operações são estruturadas a partir de home pages do site oficial do Tesouro Direto.

    No TD em si, as corretoras com taxa zero no TD não ganhma nada no TD, mas ganham aoa verem seus clientes cadastrados operarem no home broker.

    É isso aí!
    Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

  5. 8, outubro, 2009 em 08:09 | #5

    Hotmar, muito obrigado pela sua atenciosa resposta. Suas explicacões sobre o Tesouro Direto são muito interessantes. Como você falou, banco não vai te dar esses esclarecimentos, não interesa para eles (ou quando interesa, a corretagem é absurda).

    Di uma olhada no cadastro no site da Banif. É possível se cadastrar unicamente para operar no TD? Chegam um momento no cadastro que é preciso escolher operar entre Bovespa e Bovespa / BM&F. E se eu não estiver interessado em operar em Bolsa?

    Abraço!

  6. 8, outubro, 2009 em 12:54 | #6

    Realmente, Tony, os bancos ficam escondendo a possibilidade de conseguir cadastro no TD. O jeito é buscar uma corretora.

    Quanto à Banif, acredito que seja, sim, possível, se cadastrar somente para operar no Tesouro Direto. Considero prudente vc ligar pra lá – 4003-2643 | 0800-703-2643 – pra tirar essa dúvida se deve não marcar nada nos campos de Bovespa e BM&F, ou se deve marcar algum campo.

    Caso não seja possível, pergunte se eles vão cobrar alguma tarifa mensal de manutenção de conta na Banif – muito provavelmente não irão cobrar, até porque vc tem interesse apenas no TD, e não nas ações.

    Meu palpite: eu acho (não tenho certeza), de q vc teria q marcar uma das opções. Por quê? Simples: porque, ao se cadastrar em uma corretora, ela vai ter que abrir uma conta para vc. Essa conta, chamada conta-corrente, ou conta-depósito, é para onde vc deve transferir os recursos (dinheiro) para investimentos nos produtos da corretora.

    Meu caso: na corretora onde tenho conta, se em um mês eu compro R$ 150 de um título do Tesouro Direto, esses R$ 150 são debitados, ou descontados, do saldo encontrado na minha conta-depósito (normalmente, tiram primeiro da conta-investimento, que era uma conta criada para movimentar a grana sem pagar CPMF, hoje, sem CPMF, perdeu um pouco a razão de ser dessa conta-investimento).

    Mas não se preocupe que vc, por não comprar nem manter ações, não será tarifado com nenhuma cobrança de tarifa de custódia de ações.

    É isso aí!
    Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

    É isso aí!
    Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!

  7. Rosa
    21, outubro, 2009 em 16:50 | #7

    Hotmar, como eu disse em outro post, eu só tenho uma aplicação em poupança (pouco risco para quem pouco entende), mas gostaria de diversificar e me interessei por essa modalidade, sou cliente do BB. Eu queria ter uma noção melhor, tipo um comparativo entre poupança e tesouro direto. Eu vi no gráfico que o tesouro tem melhor rendimento comparado à poupança, mas é tão seguro quanto a poupança? Ou envolve algum risco? O cargo de gerente no BB não é exatamente um escritório especializado em aplicações, deu para entender? Abraços,

  8. 21, outubro, 2009 em 20:19 | #8

    Rosa, seu questionamento é muito importante, porque o fator “segurança” deve ser um dos principais itens que o investidor deve avaliar antes de fazer qualquer tipo de aplicação.

    O Tesouro Direto é tão seguro quanto a poupança, e bem mais seguro que qualquer investimento em renda fixa em qualquer banco, aí incluídos o Bradesco e Itaú, a título de comparação. Isso ocorre porque no Tesouro Direto vc empresta dinheiro para o Governo Federal, que fica com a obrigação de, ao final do prazo de um título (01.01.2010, p.ex.), lhe devolver o dinheiro acrescido de juros.

    Os riscos existentes dizem respeito à rentabilidade de um mês para outro, que pode variar negativamente se houver uma crise no mercado. Exemplificando: no pico da crise do ano passado, em outubro de 2008, quem tinha títulos do TD viu a rentabilidade de um mês para outro diminuir. Isso não quer dizer que o investidor perderá dinheiro, ele só sofrerá prejuízo se, nesse momento de crise, resolver resgatar o investimento antes do prazo.

    É preciso ficar bem claro: se vc, amanhã, compra um título que remunere 10% a.a., ao final de um ano, vc terá a rentabilidade de 10% brutos – aí precisam ser descontados os custos de IR e taxas. Mas vc terá uma rentabilidade positiva, e boa, se ficar com o título até o seu vencimento.

    No vencimento do título, não é preciso fazer nada. Automaticamente, quando se vence um papel, o dinheiro, que antes estava vinculado ao título, é creditado em sua conta-corrente, já líquido de impostos e taxas. E o TD lhe manda um email avisando que o título venceu e q o dinheiro estará disponível na sua conta após as 13:00 do dia x. Simples assim. Normalmente, os rendimentos são ótimos, quando comparados com a maioria dos fundos de renda fixa, e tb ganham da poupança na maioria dos casos – e por isso a atratividade do TD para diversificação, para obtenção de melhores rentabilidades sem riscos e para o aperfeiçoamento pessoal no ramo dos investimentos.

    Como vc é cliente do BB, pode fazer um test drive no próprio BB. Foi assim q comecei a operar no Tesouro Direto: foi pedindo a senha pra operar junto ao meu gerente. Ele provavelmente irá resistir, mas recomendo q vc insista, insista e insista. Caso ele se negue, procure uma corretora com a qual tenha facilidade de comunicação, e vá em frente.

    A taxa q o BB cobra não é cara (0,5% a.a.), e a vantagem inicial é q vc movimenta seu investimento com o dinheiro de sua conta-corrente no BB. Mas tb há sempre a alternativa de buscar logo uma corretora, se quiser eliminar de cara esses 0,5%. :D

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus lhes abençoe!

  9. Rosa
    22, outubro, 2009 em 08:56 | #9

    Bom dia Hotmar! Obrigada mais uma vez. Super didático e esclarecedor.
    Você não gostaria de se arriscar como corretor? Eu sou a 1ª da fila…
    Abraços!!!

  10. 6, fevereiro, 2010 em 15:27 | #10

    Hehehe, eu é q agradeço, Rosa!

    Quem sabe um dia no futuro eu pense em investir na carreira de corretor. :D

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. José P
    13, fevereiro, 2010 em 14:06 | #11

    Prezado Hotmar, estou interessado em começar a investir no TD mas tenho uma dúvida.
    Quando efetuo a compra de uma Letra ou Nota ela tem data de vencimento pré-estabelecida, assim caso eu decida por investir regularmente (aplicando um determinado valor por mês), em sua opinião, essa seria a melhor opção?

  12. 13, fevereiro, 2010 em 16:55 | #12

    José, obrigado pelo comentário. Bom, todos os títulos do Tesouro Direto têm prazo de vencimento, de modo que o método de investimento depende muito de seu perfil de investidor: vc tanto pode comprar regularmente, de modo periódico, ou de uma só vez. Só atente para o fato de que, comprando regularmente, as compras efetuadas em datas mais próximas à do vencimento estarão sujeitas ao pagamento de uma maior alíquota de IR. P.ex., se investir num título a 3 meses de sua data de vencimento, vc pagará 22,5% de IR sobre a rentabilidade. Investindo num título há mais de 2 anos da data de vencimento, e esperando o vencimento, vc pagará apenas 15% de IR, pela alíquota regressiva.

    Se vc quiser investir no TD com uma grana q já tem em mãos, o melhor, pelo menos pra fugir do IR mais alto, é aplicar o quanto antes, ao invés de investir regularmente num determinado título. Outra idéia é vc diversificar, escolhendo, para os próximos meses, aplicar em títulos q tenham datas de vencimento mais distantes.

    De qqer forma, boa sorte em sua tomada de decisão. :D

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  13. Carlos
    7, março, 2010 em 11:41 | #13

    Caro Hotmar,
    Em primeiro lugar obrigado por suas explicações que são muito esclarecedoras.
    No entanto fico com uma dúvida a respeito das corretoras que não cobram nenhuma taxa para custodiar os TTD. As corretoras não são instituições de caridade, portanto estão lá para ganhar dinheiro. Se eu abrir uma conta, p.e. no BANIF, posso comprar e vender TTD pagando somente a taxa de negociação de 0,10% e a taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30%. Sou correntista do BB e se esta mesma operação fosse efetuada no BB eu teria que pagar a taxa do agente de custódia que no caso e de 0,5%.
    Como o risco, com relação aos agentes de custódia, é o mesmo, ou seja, nenhum. A lógica me faz optar por uma corretora que não cobra taxa de custódia. Então fica a pergunta: O que ganha o BANIF para custodiar os meus títulos?

    Muito obrigado!

  14. 7, março, 2010 em 11:46 | #14

    Carlos, obrigado por sua participação.

    Sua dúvida é comum a de muitos investidores, e aqui está a resposta: as corretoras que não cobram nada lucram pela atração dos clientes para outros produtos dela, geralmente os de renda variável. Muitas vezes a corretora trabalha com taxa zero no Tesouro Direto como estratégia de marketing para atrair o público para o seu home broker. É como se fosse uma propaganda: “venha operar no nosso home broker, que oferece tais e quais vantagens, e ainda ganhe como benefício extra a taxa zero para operar no Tesouro Direto”.

    É isso. O lucro das corretoras vem das corretagens e comissões sobre as operações realizadas na Bolsa. O TD é apenas um complemento, de muito fácil atratividade e praticamente isento de custos para a corretora, já que a operação de compra e venda de títulos nem é feita pelo home broker ou site da corretora, mas sim pela própria página do Tesouro Direto (algumas já estão permitindo operar no TD pelo HB). Ou seja, nem custos com manutenção de um site de segurança para operar no TD elas têm, já q as operações são estruturadas a partir de home pages do site oficial do Tesouro Direto.

    No TD em si, as corretoras com taxa zero no TD não ganham nada no TD, mas ganham aoa verem seus clientes cadastrados operarem no home broker, pois isso funciona como um estímulo para operarem no home broker, e, assim, ganharem com corretagens.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Flávio
    28, março, 2010 em 00:05 | #15

    Existe uma famosa frase do Economista prêmio Nobel Milton Friedman: “There is no free lunch”. Quem disse que as corretoras não estão ganhando… Pois bem, vamos aos fatos: “São 3 as taxas cobradas no Tesouro Direto. No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação. Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.”
    Portanto, a BOVESPA está ganhando 0,30%aa mais um fee de 0,10% para fazer muito pouco. Ela não faz gestão, só o serviço de guarda dos títulos. Quem eram e ainda são(possuem uma pequena parte)os donos da BOVESPA? Acertou quem falou as corretoras. Portanto, indiretamente elas estão beneficiando-se das aplicações no TESOURO DIRETO. Deve haver uma compensação interna e/ou redução de custo para as corretoras que destacarem-se na venda do TESOURO DIRETO, assim como acontece na venda de ações em ofertas públicas. Há muito tempo eu me perguntava sobre o motivo do Cartão de Crédito presentear-me com milhas para viajar. Muito parecido com aquela história da torradeira, não é hotmar… Em tempo, isso não tira o brilho do TESOURO DIRETO. A medida que o volume crescer a taxa deve cair. Os grandes bancos cobram mais porque tem produtos mais caros para vender.

  16. 28, março, 2010 em 09:47 | #16

    Flávio, seu raciocínio faz muito sentido! :)

    Como a Bovespa é constituída por uma reunião das corretoras, então é consequência desse raciocínio que elas ganhem também com a custódia dos títulos do TD (aquela taxa de 0,3% a.a.).

    Não tinha me atentado para esse pequeno detalhe (que faz toda a diferença…)

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  17. Isabel
    31, março, 2010 em 15:49 | #17

    Boa tarde, Hotmar
    Venho acompanhando seu blog e outros sobre investimento há algum tempo e tenho aprendido muito por aqui, e como conseqüência gostaria de aplicar melhor meu dinheiro.
    Tenho algumas aplicações divididas entre: fundo referenciado DI, fundo multimercado, small cap e previdência VGBL, tudo do mesmo banco. Estou querendo melhorar os rendimentos e principalmente reduzir as perdas com as taxas.Tenho a intenção de comprar um apartamento daqui a 3 anos , por esse motivo não posso me arriscar muito.
    Me interessei pelo TD. Mas vejo que são oferecidos poucos títulos com vencimentos antes de 2013, quando pretendo comprar meu ap. O que acontece se eu vender os títulos antes do vencimento, estou arriscada a perder muito? Quais os riscos? E o que você acha do PIBB11, vale a pena por curto prazo? Falam que não tem boa liquidez, isso significa o que em termos de tempo? Desculpe tanta pergunta mas é que estou com muitas dúvidas.
    Muito obrigada!
    Isabel

  18. 31, março, 2010 em 17:54 | #18

    Olá, Isabel, obrigado pelos comentários! :D

    Bem, vamos lá:

    1) A venda dos títulos antes do vencimento pode ou não resultar em prejuízo. Resultará em prejuízo se vc vendê-los em uma época de forte crise, e os tiver comprado num momento de “bonança” do mercado. Os riscos são representados, basicamente, pelas bruscas oscilações no mercado, e atingem com maior magnitude títulos públicos de prazo mais longo, como as NTNBs 2024, 2035 e 2045. Os títulos de prazo menor tendem a sofrer menos com a oscilação. E dentre esses, as Letras Financeiras do Tesouro – LFTs – são as que sofrem menos, justamente porque seu valor tende a se manter positivo com o decorrer do tempo.

    2) O PIBB11 é um fundo de ações, seu alvo é preferencialmente para o longo prazo. Como no seu caso, a meta é de médio prazo – 3 anos – é melhor escolher um investimento mais conservador, como um fundo referenciado DI, Tesouro Direto – LFT me parece uma ótima opção nesse caso, porque oscila menos – ou fundo multimercado sem renda variável e sem alavancagem, que fique concentrado, portanto, em renda fixa.

    Olhando os títulos do TD próximos de 2013, vejo dois com prazo ali: a LTN 010113, com rentabilidade de 12,21%, e a LFT 070313, pagando atualmente algo em torno de 8,75% brutos, que é a taxa SELIC – lembre-se de descontar IR e taxas de administração e custódia desse cálculo.

    À primeira vista, portanto, a LTN seria mais interessante, certo? Seria, não fosse o fato de que a taxa é prefixada, ou seja, mesmo que a SELIC dê um salto pra 14% a.a. em 2011 e permaneça nesse patamar até 2013 – vamos exagerar na hipótese porque tudo pode acontecer – a LFT nesse caso seria mais vantajosa, porque, nesses casos, como esse título é pós-fixado, acompanhando a SELIC, a rentabilidade seria superior.

    Ou seja: investindo numa LTN, vc está apostando que a SELIC não suba. Se investir numa LFT, é porque acredita que a tendência dos juros é subir?

    Qual é a estratégia melhor?

    Não há uma resposta única. A resposta depende de seu perfil de investimento, de seu grau de aversão ao risco, e de seu conhecimento do mercado. Uma estratégia mista talvez seria ainda uma terceira possibilidade – metade em título prefixado e a outra metade em pós-fixado atrelado ao CDI.

    A melhor resposta realmente cabe a vc decidir.

    Lembre-se também de escolher uma corretora barata pra operar no TD.

    Bons investimentos!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  19. Isabel
    1, abril, 2010 em 15:00 | #19

    Hotmar, muitíssimo obrigada pela resposta, você é muito generoso!
    Dei mais uma olhada no site do TD e reparei que há uma diferença muito grande entre os valores dos títulos LTN (aprox. 800 reais)e LTF ( aprox. 4 mil reais). Isso também deve influir na minha escolha? É melhor eu comprar o mais barato ou nesse caso não importa? Há uma procura maior pelo LTF?
    Obrigada!

  20. 1, abril, 2010 em 19:22 | #20

    Isabel, às ordens! :D

    Bem, isso q vc apontou é um dado interessante: a variação dos preços dos títulos. Alguns são mais fáceis de comprar, exemplo clássico: NTNBP-2024, a qual, com pouco mais de R$ 160, já dá pra adquirir um “pedaço” – 0,2.

    Já o pedaço mais “barato” (barato no sentido de comprar com menos dinheiro) de uma LFT é em torno de R$ 800 (0,2 de um título inteiro).

    Para o seu caso específico, não faz diferença comprar uma quanto outra, a menos q vc tenha menos dinheiro pra investir (uns R$ 200). O que eu quero dizer é que o preço do título não pode ser o critério principal a orientar a compra de um título ou outro, mas sim a natureza do titulo q vc está comprando. Se tiver tiver em mãos R$ 2000, pode muito bem investir toda essa grana numa LFT, ou adotar uma estratégia híbrida: parte em LFT, parte em LTN, por exemplo, até para vc “sentir” seu comportamento em relação a possíveis oscilações nas rentabilidades mês-a-mês, e poder gradualmente tomar a decisão de se no futuro investe mais em uma ou em outra.

    Normalmente, a demanda dos títulos reflete o cenário econômico: em cenário de pressão inflacionária, tendem a ter maior procura os títulos vinculados a índices de preços, como as NTNBs, e as LFTs, que acompanham a SELIC, que, por sua vez, tem seu índice puxado pra cima normalmente pra conter a inflação.

    Já em épocas em tendência de queda dos juros, movimento q vimos ao longo do ano passado, a procura é maior pelos prefixados, como as LTNs e NTNFs. Basta ver a rentabilidade bruta dos últimos 12 meses desses títulos: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp a maioria dos prefixados rendeu mais de 10%, e todos os indexados ao IPCA renderam acima de 11%.

    No seu caso específico, como vc tem um destino certo para o seu dinheiro – compra de apto – bem como um horizonte de tempo marcado pra acontecer – 2013 – que está relativamente próximo, vc faz bem em direcionar seus investimentos para opções de renda fixa. Desse modo, seu dinheiro, além de trazer a preservação de capital embutida (o q é essencial), ainda lhe trará um retorno extra proporcionado pelos juros embutidos nos títulos, q ainda estão dentre os mais altos do mundo.

    Posso exemplificar com a minha própria situação pessoal: pretendo comprar alguns móveis para a casa, e, nesse caso, estou tratando de deixar o dinheiro em renda fixa, justamente porque o dinheiro tem prazo certo para ser consumido.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  21. andre
    16, junho, 2010 em 16:34 | #21

    Bom Dia. Tenho vinte mil reais para investir no longo prazo pensando em uma aposentadoria daqui a 20 anos. Qual título do tesouro adquirir? É mais interessante investir em mais de um título para diversificar?

  22. 20, junho, 2010 em 17:47 | #22

    André, é bom uma cesta diversificada de títulos. Para o longo prazo, vc poderia optar por metade em NTN-Bs, que asseguram proteção contra inflação, e outra metade em LFTs, que acompanham o crescimento (ou descida) da SELIC.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  23. ROBERTO J
    3, julho, 2010 em 17:44 | #23

    Olá, parabéns pelo Site.

    Estou interesseado em entrar neste Mercado de Títulos Públicos (Tesouro Direto).

    1) Verifiquei que a BaniFinvest nada cobra em investimento de Títulos Públicos (Tesouro Direto), mas se a BanifInvest quebrar, levo algum prejuízo na operação???
    2)tenho R$ 500.000,00 para investir (meio milhão) e não preciso do dinheiro pelo prazo de 3 anos. Por favor, o que recomenda em termos de títulos públicos????
    3) Para quem não precisa do capital por 3 anos, e considerando-se o valor acima (R$ 500.000,00), o Tesouro Direto, atualmente, apresenta a melhor rentabilidade dentre os investimentos em RENDA FIXA no Brasil???
    4) Investindo em títulos públicos prefixado, pelo prazo de acima de 2 e até 3 anos (sem mexer no investimento), e considerando o capital mencionado (meio milhão), qual o máximo de rentabilidade que eu consigo (Descontando-se imposto de renda e taxas cobradas), aplicando-se através da Banifinvest ou de outra que tenha taxa zero ?
    5) O Ideal seria aplicar 50% do capital acima sugerido (R$ 250.000,00) em títulos prefixados e outra metade (R$ 250.000) em títulos pósfixados. 6.2) O que sugere? (OBS.: Esse capital é reservado apenas para Renda Fixa)
    6) Considerando que fosse vc que tivesse disponível o capital acima mencionado (meio milhão), e que não precisasse dele pelo prazo de até 3 anos, em que títulos públicos aplicaria? (OBS.: Esse capital é reservado exclusivamente para Renda Fixa)
    MUITO OBRIGADO SE PUDER RESPONDER TODAS ESSAS PERGUNTAS

  24. 4, julho, 2010 em 15:56 | #24

    Vamos lá:

    1) Não, os títulos são custodiados na CBLC, a Banif é apenas agente de intermediação.

    2) Com um prazo de 3 anos, você poderia investir metade em LTN com prazo igual, ou seja, de 3 anos, e outra metade em LFT, que vença numa data próxima a essa de 3 anos.

    3) Sim, desde que escolhida uma corretora que cobre uma pequena taxa de administração – não mais do que 0,2% a.a.

    4) Uns 10% a.a. Faça uma simulação no site do TD, usando a calculadora disponível: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/calculadora/calculadora.aspx

    5) LTN 010113 e LFT 070313.

    6) LTN 010113 e LFT 070313.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  25. Flávio
    18, agosto, 2010 em 22:42 | #25

    As taxas de juros nominais e reais voltaram a cair no mercado. As NTN-B de longo prazo estão caminhando para juros reais abaixo de 6,00%. Parabéns aos detentores de NTN-B Principal, NTN-B e NTN-F de longo prazo. A rentabilidade no ano supera com muita folga o índice de referência de curto prazo (CDI).

  26. 22, agosto, 2010 em 15:03 | #26

    Flávio, vc tem toda a razão. Com as quedas das taxas de juros, esses títulos de longo prazo, que já chegaram, no auge da crise, a garantirem 8% a.a. + inflação, estão rendendo que é uma beleza.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  1. 5, outubro, 2009 em 07:14 | #1
  2. 6, outubro, 2009 em 08:11 | #2
  3. 8, fevereiro, 2010 em 08:47 | #3
  4. 24, junho, 2010 em 00:16 | #4
  5. 21, julho, 2010 em 00:13 | #5
  6. 4, agosto, 2010 em 00:14 | #6