Arquivo

Arquivo de 6, outubro, 2009

Tesouro Direto – ranking dos agentes de custódia

6, outubro, 2009 Guilherme 14 comentários

Dando sequência ao nosso papo sobre o Tesouro Direto, hoje apresento para vocês um ranking, elaborado pelo próprio Tesouro Nacional, contendo os agentes de custódia, classificados segundo o valor que cobram a título de taxa de custódia – o legal é que o ranking é atualizado mensalmente:

TD - Rank 1

TD - Rank 2

Observem vocês que três agentes não cobram nada a título de taxa de custódia, ficando para o investidor o pagamento apenas da taxa de custódia da BMF&Bovespa. Sobre a política de tarifação adotada, vale a pena destacar o comunicado oficial:

Em linha com o objetivo de aprimorar continuamente o Tesouro Direto, a BM&FBOVESPA reduziu os custos do Tesouro Direto, tornando-os mais competitivos para o investidor de longo prazo e mais flexível para o investidor que precisar vender seus títulos em prazos inferiores a um ano.

Dessa forma, as compras de títulos feitas a partir do dia 06/04/2009 estão sujeitas ao novo modelo de pagamento de taxas referentes aos serviços prestados, descrito a seguir:

- No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação.
- Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.

Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente acordadas com os investidores. As taxas cobradas pelas instituições estão disponíveis para consulta no site do Tesouro Direto. O investidor deve confirmá-las no momento da contratação.

Assim, no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais 0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA (0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2).

Vejam que a soma da taxa de custódia + taxa de administração do agente financeiro dificilmente ultrapassará o montante de 0,8% a.a., na grande maioria dos casos, com exceção da TOV e do Itaú. Para investimentos de valores pequenos, descobrir o Tesouro Direto é como descobrir o mapa da mina. Afinal, qual grande fundo de renda fixa hoje oferece taxa de administração inferior a 0,8% a.a. para aplicações de R$ 150?

No site do Tesouro, também existe um interessante ranking dos agentes de custódia por volume de operação:

TD - Ranking I

O BB provavelmente é lider devido à grande base de clientes que tem. É curioso observar que o investidor brasileiro está aos poucos sabendo escolher bem a instituição que vai gerir (ou custodiar, nesse caso) seu dinheiro, já que, no meio dos grandes bancos, aparecem duas corretoras – Banif e Socopa – que não cobram absolutamente nada a título de taxa de custódia, ficando apenas a cobrança dos 0,3% a.a. da BMF&Bovespa.

O leitor J perguntou acerca da confiabilidade das corretoras que não cobram nada. Em reforço ao que eu disse lá no post, posso afirmar que não existe risco de perda dos títulos se eventualmente alguma corretora “quebrar”, pois os títulos públicos não são depositados na conta da corretora, mas na conta do cliente junto ao Tesouro Nacional. Se você ficar insatisfeito com uma corretora, basta pedir a transferência de custódia dos títulos para outra corretora e pronto, está resolvida a situação.

Educação financeira tem como um de seus reflexos a diminuiçaõ dos impactos da tributação e das tarifas sobre os bens e serviços consumidos, e quando eu digo bens e serviços, não estou me referindo apenas aos produtos de consumo – passivos – mas também aos produtos de investimentos – ativos. Com um esforço de pesquisa e de seletividade, é possível pagar menos taxas de administração e menos tarifas e, por conseguinte, ter mais dinheiro sobrando no final dos investimentos.

É isso aí!

Um grande abraço e que Deus lhes abençoe!