Últimas atualizações no Twitter

Enquetes

Por meio de quais corretoras você faz seus investimentos em ações e Tesouro Direto?

View Results

Loading ... Loading ...

Curta nossa página no Facebook!

A relação com os filhos como fonte de energia positiva de impulso

Certo sábado eu tinha acabado de acordar quando me deparei com uma cena impagável: no prédio vizinho, na área do estacionamento – que não é coberta – um pai, aparentemente em traje de trabalho, embalava o bebê próximo ao carro enquanto aguardava a outra filha pequena chegar. Essa cena realmente não é muito trivial hoje em dia, haja vista que o pai tem se afastado cada vez mais das atividades de cuidar da criança, em prol da dedicação ao trabalho.

Sem dúvida aquela cena também me proporcionou uma fonte energética altamente positiva para vivenciar as atividades marcadas para aquele sábado, haja vista que, como já deixei explicado aqui, considero os relacionamentos familiares uma excelente fonte para ganho de energia positiva no desempenho das demais áreas da vida, e, sinceramente, aquela é uma visão de um futuro que eu quero presenciar não como expectador, mas sim como autor.

O que me impressionou na cena foi o cuidado e a alegria do pai ao ficar embalando o bebê, enquanto a filha não chegava. Toda a atenção concentrada que ele estava dedicando sem dúvida despertarão naquele ser embalado sensações altamente positivas de segurança e auto-estima.

Uma das áreas mais críticas em qualquer relacionamento familiar é o propósito de educação e desenvolvimento dos filhos. Com demandas cada vez maiores no trabalho, e diante de uma complexidade de fatos e ameaças na sociedade, tais como violência, drogas etc., cuidar para que os filhos tenham um desenvolvimento e crescimento saudável é uma atividade que inspira desafios para qualquer pai que se preze.

Que pai ou mãe você gostaria de ser?

Há pais que gostam de dar presente. Há pais que gostam de estar presente. Existe uma diferença fundamental de relação quando o assunto é gratificação aos filhos. Muito embora bens materiais satisfaçam desejos momentâneos dos filhos, nada substitui o ato de o próprio pai se doar ao filho, doar a sua atenção. Há aí nesse ato uma dupla vantagem: uma vantagem inegavelmente econômica, que se explica por si própria, mas também a vantagem de participar ativamente da educação dos filhos, de acompanhá-los e monitorá-los em seu desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual, podendo corrigir desvios de percurso, enquanto houver essa possibilidade de correção em sua formação.

Há pais que investem para os filhos. Há pais que investem nos filhos. O ato de criação não deve ser terceirizado. Muito embora planos de saúde, planos de previdência privada, formação em escolas particulares etc., sejam medidas que contribuam para garantir o melhor desenvolvimento dos filhos, existe um componente que jamais pode ser negligenciado nessa tarefa, que é o comportamento presente e ativo dos pais nessas áreas. Não adianta garantir um investir dinheiro numa boa escola particular, se não houver acompanhamento das provas, das tarefas escolares, do boletim. Não adianta ter plano de saúde se você não se atenta para os sinais de febre que o pimpolho acusa. Não adianta investir na previdência privada se o futuro dele, em termos de acompanhamento no desempenho escolar, por exemplo, fica totalmente relegado a segundo plano. Os dividendos gerados pelo investimento nos filhos proporcionam os mais altos índices de satisfação e bem-estar que nenhuma crise econômica poderá apagar, simplesmente porque eles ficam impregnados no patrimônio intangível do filho, e não no tangível.

Há pais que investem dinheiro nos filhos. Há pais que investem tempo e energia nos filhos. Trabalhar com a intenção de garantir segurança e conforto aos filhos é uma atitude nobre, mas ainda assim incompleta nessa equação de criação e sustento dos filhos, se não houver comprometimento dos pais em dedicarem grande parcela de sua atenção, de seu tempo e de seus esforços, no desenvolvimento dos filhos. É uma atitude sacrificante, pois você sacrificará as horas livres que antes dispunham para você mesmo: as horas que você dedicava à Internet, à leitura, à saída com os amigos, ao shopping, às viagens, passam a ser dedicadas a brincar com os filhos, a levá-los para passeios, a monitorar seus passos em casa, a acompanhá-los em diversas outras atividades. Mas esse tipo de sacrifício e “desconforto” inicial é altamente recompensado pelos resultados de verem os filhos bem crescidos, bem formados e com valores altamente enraizados em suas vidas. E, terminada essa fase, você terá restaurado todo tempo do mundo para as atividades que você antes realizava, mais maduro e, quem sabe até, com a independência financeira já garantida. :D

Há pais que deixam de herança valores em reais. Há pais que deixam de herança valores reais. É inegável que garantir um patrimônio financeiro representará algumas vantagens para os filhos na hora de cada um seguir o curso de suas próprias vidas, mas, mais importante do que isso é legar aos filhos valores que o dinheiro não compra, tais como honra, ética, lealdade, respeito com as pessoas, integridade, caráter, solidariedade, dentre tantos outros.

É preciso deixar bem claro aqui que um tipo de atitude evidentemente não exclui a outra. Os pais devem fazer as duas coisas bem feitas, ou seja, eles devem tanto, por exemplo, investir para os filhos, quanto investir nos filhos. Ambas as coisas são importantes, e isso deve ficar ressaltado ainda mais num blog que se propõe a tratar de finanças pessoais. Porém, o que quero deixar para reflexão aqui é o foco errado que muitos pais estão dando na hora de educar seus filhos, erro esse que se consubstancia em negligenciar normalmente o lado mais importante e duradouro da equação, como se uma coisa pudesse compensar a outra – o que não é verdade, pois não é possível compensar coisas que são diferentes pela própria natureza (como compensar a falta de tempo com uma eventual “sobra” de dinheiro). Pense comigo por um instante: de que adianta deixar uma farta herança monetária para seus filhos se eles tiverem crescido num ambiente de rebeldia, falta de limites, egoísmo, depressão e baixa auto-estima? Algum pai que se preze gostaria de deixar essa forma de herança intangível? É claro que não.

Ou ainda: que pai gostaria, ao final da vida, ficar com sentimento de remorso por não ter tido mais tempo para os filhos quando eles eram jovens, adolescentes, crianças, bebês…?

É por isso que a cena que testemunhei acima me chamou tanta atenção. Ao centralizar seu interesse no bem-estar do seu filho, aquele pai estava revelando, em última análise, um comportamento que, sem dúvida, lhe proporcionará benefícios não só para o filho em questão, caso continue praticando o mesmo tipo de atitude, como também para ele próprio, o pai, na medida em que sua fonte de renovação energética estará sempre ali, pronto a lhe motivar e a lhe impulsionar em todas as áreas de sua vida, a fim de construir um patrimônio confortável tanto sob o aspecto financeiro quanto sob a perspectiva não financeira.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Artigos relacionados:

Print Friendly

9 comments to A relação com os filhos como fonte de energia positiva de impulso

Leave a Reply

  

  

  

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>