Link: Pôster eletrônico interativo do Ibovespa desde 1963, da Enfoque

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A Enfoque, uma empresa que produz ferramentas e conteúdo para investidores financeiros, disponibiliza gratuitamente em seu site um interessante e interativo pôster eletrônico com o histórico do IBovespa indexado ao dólar, desde 1963 até os dias atuais.

Créditos da imagem: Enfoque

Clique na imagem, que é apenas uma screenshot, para ir direto ao pôster interativo

Além do gráfico, que percorre quase 50 anos do mercado de ações, várias outras informações são apresentadas quando você passeia pelo pôster com o mouse. Essas informações abrangem, por exemplo, eventos históricos – relacionados ou não com a economia – presidentes e ministros brasileiros, principais tendências – de alta e de baixa – etc.

O gráfico – em formato flash (.swf) – também está disponível para download, e é útil para consultas do dia-a-dia, aulas e apresentações.

Achei muito interessante o gráfico (com candlesticks), não só porque você consegue ter uma visualização completa do mercado acionário brasileiro em uma única tela – são quase 50 anos do mercado de ações, ideal para investidores de longo prazo – como também porque você consegue ter acesso a diversas informações acessíveis quando se passeia com o mouse sobre o pôster.

Observa-se, com clareza, que, apesar as inúmeras crises pelas quais o Brasil atravessou ao longo das últimas 5 décadas, há um evidente canal de alta do IBov ao longo do tempo, o que, de certa forma, confirma os estudos de Jeremy Siegel, de que a Bolsa é o melhor investimento quando se pensa no longo prazo. Você pode observar isso clicando na opção “Canal de alta”, no topo do quadro.

Isso tem uma explicação lógica: se a economia brasileira cresce, o valor de mercado das empresas listadas na Bolsa também tende a acompanhar esse crescimento, empurrando o preço das ações para cima. É a lógica do sistema capitalista. Veja que não estão falando de uma ou outra empresa em particular, mas sim do mercado como um todo. E o mercado, no caso das ações, está representado no gráfico pelo Índice Bovespa.

Verifica-se, também, a existência de 4 tendências de alta, e 3 tendências de baixa, todas intercaladas, ou seja, uma tendência de alta era sucedida por uma tendência de baixa. O problema: a última tendência focalizada pelo quadro foi uma tendência de alta, de outubro de 2002 até maio de 2008, que totalizou uma valorização de impressionantes 2.051% para o Índice (indexado ao dólar, repita-se). A pergunta é: será que estamos começando a viver uma nova tendência de baixa? Ou ainda estamos numa maré de alta?

A última tendência de baixa, de acordo com o gráfico da Enfoque, ocorreu entre julho de 1997 a outubro de 2002, e, nesse período, o Ibovespa recuou, em dólares, 84%. Foram necessários 8 anos e 2 meses para que o Índice voltasse ao topo de 1997. É bom lembrar que o gráfico foi indexado ao dólar, já que a moeda brasileira foi trocada sucessivas vezes desde 1963 – e o gráfico também contém essa explicação, na barra inferior.

Mais assustador que o último período de baixa foi a tendência verificada entre 1971 e 1983, já que, nesse caso, o mercado levou 14 anos para voltar ao topo de 1971.

Vale lembrar que Copa, Olimpíadas, pré-sal etc., não são, por si sós, fatores que levarão a Bolsa a subir. Aliás, é bom repetirmos que o crescimento da economia – PIB – tem correlação *NEGATIVA* com o retorno no mercado de ações, o que foi confirmado por estudos realizados por Henrique Carvalho, na caixa de comentários ao referido artigo.

No gráfico, há bons exemplos da correção dessa afirmação: em 2008, o PIB cresceu 5%, e a Bolsa, vocês sabem como se comportou… Em 1986, o PIB cresceu 7,5%, mas a Bolsa iniciou sua trajetória de queda. Em 1971, o PIB cresceu 11% – a la China – mas a Bolsa também iniciou sua trajetória de queda. O crescimento do PIB aparece na barra superior do pôster.

Enfim, não se sabe se estamos ainda na tendência de alta, ou se já mergulhamos na tendência de baixa. Para o investidor de longo prazo, com uma eficiente estratégia de alocação de ativos, o importante mesmo é saber que, décadas a frente, é muito provável a Bolsa apresentar rentabilidade superior. Além disso, as oscilações negativas são devem ser vistas como oportunidades para comprar mais ações, a preços menores, de forma gradual e com paciência.

Link para o pôster: clique aqui.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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6 Responses to Link: Pôster eletrônico interativo do Ibovespa desde 1963, da Enfoque

  1. Gustavo 21 de maio de 2010 at 12:59 #

    Hotmar, eu tenho um gráfico destes em papel que ganhei numa expomoney, acho que foi a de 2008. Estou pensando em emoldurar e pendurar na parede do escritório aqui em casa.

  2. Gustavo 21 de maio de 2010 at 13:02 #

    ah outra coisa, a bovespa, na prática, só passou a existir mesmo a partir de 2002, não acha? porque por exemplo de 1971 a 1983 nenhum mortal comum aqui no brasil chegou sequer a ouvir falar nela. Investimento era só caderneta de poupança!

  3. Guilherme 21 de maio de 2010 at 19:11 #

    Sob o aspecto de “existência” como sinônimo de “popularização”, de certa forma, uma vez que a quantidade de investidores “explodiu” desde 2002, alimentada, em parte, pela facilitação do acesso, mediante a criação de plataformas de negociação via Internet.

    Agora, é importante lembrar que investidores pessoas físicas já investiam na Bolsa nos anos 70. Alias, vale destacar que ela viveu um boom muito grande no começo dos anos 70, com muitas empresas (boa parte de qualidade duvidosa) fizeram suas IPOs aproveitando o embalo daqueles momentos – qualquer semelhança com 2007/2008 *não* é mera coincidência.

    Naquele começo dos anos 70, O Lírio Parisotto, por exemplo, que, naquela época, era um estudante recém-chegado em Brasília, conta que investiu o valor equivalente a um Fusca, vendeu as ações, e ficou em caixa com o valor equivalente a um jantar. o crash daquela época foi bastante expressivo.

    Existem também outros casos relatados de pessoas que investiam desde aquela época. A revista Você S.A., por exemplo, contou o caso de um engenheiro da Petrobras que, paralelamente à contribuição que fazia no fundo de pensão Petros, resolveu investir mensalmente mil reais. Durante mais de 30 anos, fez aplicações regulares, e conseguiu se aposentar com as rendas dos dividendos, tendo recebido até, segundo a revista, no ano de 2006, mais de $ 1 milhão, só em dividendos. Esse é o poder dos juros compostos, quando se alia o ingrediente do tempo – afinal, 30 anos é um baita tempo, e da disciplina – aportes mensais de mil reais (ou o equivalente a mil reais).

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  4. Vanessa 18 de setembro de 2010 at 1:01 #

    Olá estou fazendo um artigo para a conclusão da minha pós graduação, e as informações que obtive nesse site foi de grande ajuda, no entanto gostaria de informar que pesquisando em outros locais, verifiquei que a data do mandato de João Goulart está sendo muito contraditória, mas na maior parte e no site wikipédia está dizendo que a data correta é 07/09/1961 a 01/04/1964. Outra informação que senti falta foi a passagem de Ranieri Mazzilli em 02/04/1964 a 15/04/1964, eleito de forma indireta antes da posse do presidente Castelo Branco. Espero ter colaborado com algo.
    Grata

  5. Flávio 18 de setembro de 2010 at 12:27 #

    Um aspecto interessante neste gráfico, que permite realizar uma melhor comparação dos momentos de alta e de queda da bolsa, é que o intervalo da escala da pontuação do IBOVESPA em dólar seque a variação percentual e não a variação em nível, ou seja, a distância do número 50 para 100 é a mesma do que este último para 200, porque a variação percentual é a mesma, ou seja, 100%, o que ficaria diferente se o intervalo estivesse em nível. Portanto, podemos verificar que: embora a crise de 2008 tenha sido a maior perda em pontos da história do IBOVESPA em dólar, não foi a maior (em se trantando de perda porcentual) do que o período de 2002 e do Plano Cruzado. Gráficos com este formato são melhores para avaliar variações em períodos muito longos. Abraços.

  6. Guilherme 18 de setembro de 2010 at 19:09 #

    Vanessa, ótimas observações! E considero muito legal o site estar lhe auxiliando nas pesquisas de pós-graduação.

    Flávio, você captou muito bem os dados do gráfico. Por isso que entender os percentuais é muito importante para “relativizar” os números, colocando-os em contexto adequado.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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