Resenha: A descoberta do fluxo, de Mihaly Csikszentmihalyi

O que um livro de finanças pessoais, outro de literatura brasileira, outro ainda de produtividade pessoal, e mais um de psicologia positiva, têm em comum?

Em Dinheiro pode comprar felicidade, MP Dunleavey escreve (p. 103):

“O que tornou o doutor Csikszentmihalyi tão famoso é o seu trabalho pioneiro sobre o fenômeno denominado ‘fluxo’. Fluxo é o estado de total absorção numa determinada atividade, que, embora possa ser exigente ou até mesmo estressante enquanto você a está realizando, oferece posteriormente um profundo senso de satisfação”.

Luzia de Maria, no maravilhoso Clube do Livro, comenta (p. 143):

“O psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, com base em um estudo abrangente, que envolveu milhares de pessoas, chegou à conclusão de que, para se alcançar a excelência da vida, uma pessoa deve descobrir o que ele chamou de fluxo e se oferecer a essa experiência, já que ela permite uma vida melhor.

Por sua vez, Jim Loehr e Tony Schwartz, em Envolvimento total, gerenciando energia, e não o tempo, abordam (p. 64):

“Podemos sentir prazer sem qualquer investimento de energia psíquica, mas o deleite só ocorre em consequência de investimentos extraordinários de atenção”, escreve o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, autor de Flow. “Em geral, os melhores momentos (de nossa vida) ocorrem quando o corpo ou a mente de uma pessoa são exigidos até o seu limite, num esforço voluntário para realizar algo difícil e de grande valor”.

Martin Seligman, no excepcional Felicidade autêntica, diz (p. l80):

“A extraordinária contribuição de Mike [Mihaly Csikszentmihalyi] para a psicologia é o conceito de flow. Para você, quando é que o tempo para? Quando é que você se encontra fazendo exatamente o que quer, desejando que não acabe nunca? É quando pinta, faz amor, joga voleibol, fala diante de um grupo, escala uma montanha, ou quando ouve com simpatia os problemas alheios?”

Nenhum outro livro conseguiu a façanha de ser citado com tanta frequência em diferentes obras aqui já resenhadas, de distintos ramos do conhecimento, quanto o “Fluxo”, de Mihaly Csikszentmihalyi.

O trabalho de Mihaly Csikszentmihalyi destina-se a descobrir os elementos-chave das atividades que levam o ser humano a encontrar a excelência em sua vida cotidiana. Trata-se de uma obra de inegável valor científico, apoiada em pesquisas realizadas com milhares de pessoas no mundo inteiro, obra essa que foi condensada no inovador trabalho denominado “Fluxo”. Tal obra, apesar de seu caráter técnico, foi escrita de modo bastante acessível ao público leigo.

Vale destacar, ainda, que os conceitos desenvolvidos por Mihaly Csikszentmihalyi ainda aparecem nas obras, também resenhadas aqui, de Carol Dweck e Leo Babauta.

Ou seja, ele é, de longe, o livro mais citado pelos livros já resenhados aqui no blog. Diante de tanta repercussão, o site Valores Reais não poderia se furtar a esse compromisso, que na verdade é uma satisfação, de “beber direto da fonte”. Senhoras e senhores, ei-lo aqui: vamos descobrir, afinal, o que é o fluxo, por Mihaly Csikszentmihalyi. 😀

Informações técnicas

Título: A descoberta do fluxo – a psicologia do envolvimento na vida cotidiana

Autor: Mihaly Csikszentmihalyi

Editora: Rocco

Número de páginas: 168

Preço médio: R$ 25

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Capítulo 1 – As estruturas da vida cotidiana

Para a vida adquirir significado, precisamos prestar atenção ao que ocorre em nossa volta, e buscar ajuda em fontes confiáveis. Mihaly Csikszentmihalyi, que vamos apelidar de Mike, apenas para fins de facilitar a leitura (já que o nome dele é bastante difícil de ler…rs), dá destaque ao papel da ciência como espelho confiável da realidade, em que podemos nos basear no momento presente, de acordo com as informações que ela nos fornece.

A primeira pesquisa apresentada é sobre o uso do nosso tempo, que é dividido em três partes: atividades produtivas (trabalho, estudo etc.), atividades de manutenção (cuidados com a casa, alimentação, cuidados pessoais, transporte), e atividades de lazer (consumo de mídia, hobbies, conversas, repouso). São essas três atividades que absorvem nossa energia psíquica, e sobre as quais mantemos nossa atenção. Mike aproveita para fazer duras críticas à televisão (corrente ao qual me filio), que atualmente ocupa a maior quantidade de energia psíquica de todos os atos de lazer.

Capítulo 2 – O conteúdo da experiência

Nesse capítulo é desenvolvido o conceito-chave do fluxo. Para adquirir controle sobre a vida psíquica, que é o combustível básico do pensamento, a pessoa precisa aprender a se concentrar. Concentrar a atenção é, assim, o fundamento para executar operações mentais com algum tipo de profundidade.

Para uma pessoa passar por experiências de “fluxo”, ela precisa enfrentar desafios, consubstanciados em um conjunto claro de metas, límpidas e compatíveis, que forneçam feedback imediato, ou seja, que deixem claro o seu desempenho. Além disso, as suas habilidades devem estar envolvidas na superação de um desafio que está no limite de sua capacidade de controle. Nessas condições, a atenção se ordena e recebe total investimento, de modo que a pessoa fica completamente concentrada, uma vez que sua energia psíquica está sendo exigida ao máximo. O seguinte trecho resume a essência da tese do autor (p. 39):

“É o envolvimento pleno do fluxo, em vez da felicidade, que gera a excelência na vida. Quando estamos no fluxo, não estamos felizes, porque para experimentar a felicidade precisamos focalizar nossos estados interiores, e isso retiraria nossa atenção da tarefa que estamos realizando. Só depois de completada a tarefa é que temos tempo para olhar para trás e ver o que aconteceu, e então somos inundados com a gratidão pela excelência da experiência – desse modo, retrospectivamente, somos felizes”.

Exemplos de fluxo: o alpinista que enfrenta o desafio de escalar uma montanha, o estudante que está envolvido numa trabalhosa pesquisa acadêmica, o cozinheiro que está diante do preparo de um prato que lhe exige total atenção, o atleta que percorre uma maratona, o vendedor que se encontra diante da missão de realizar uma etapa de vendas, e assim por diante.

E por quê as pessoas relatam ter tão poucas experiências de fluxo, em seu dia-a-dia?

Simples: porque para alcançar tal nível de experiência, é preciso um investimento inicial de energia psíquica, e esse tipo de energia é geralmente o que mais falta às pessoas. Ao invés de chegarem em casa, do trabalho, dispostas a realizarem atividades capazes de gerarem fluxo – como prática de exercícios físicos, estudos, desenvolvimento de novas habilidades culinárias, participação em projetos sociais – elas preferem receber um estímulo já pronto vindo da televisão, ou do jogo, ou ainda de qualquer outra forma de vício, que as façam “relaxar” (bebidas, cigarros etc.). Em outros termos, falta energia às pessoas. Esse ponto será retomado adiante, no capítulo 3, com uma conclusão um tanto quanto interessante…

Capítulo 3 – Como nos sentimos quando fazemos coisas diferentes

São feitos comentários sobre os níveis de felicidade, motivação, concentração e fluxo nas diferentes atividades que ocupam o cotidiano de uma pessoa: atividades produtivas, de manutenção e de lazer, com foco principalmente nesse último.

É que há dois tipos de lazer: o ativo (hobbies, esporte, socialização) e o passivo (consumo de mídia, principalmente TV), sendo que o lazer passivo produz pouco fluxo, ao contrário do lazer ativo. O paradoxo, descoberto nas pesquisas, é que as pessoas gastam mais tempo com o lazer passivo do que com o ativo. Assim, o primeiro passo para tornar a vida mais enriquecedora é ordenar as atividades de modo que elas produzam as experiências mais positivas.

Um dado importante é prestar atenção ao que realizamos todo dia e notar como nos sentimos diante de diferentes atividades, lugares e com diferentes companhias, priorizando aquelas que nos proporcionam maiores retornos em termos de satisfação. O vital é descobrir o que funciona melhor no nosso caso.

Capítulo 4 – O paradoxo do trabalho

As pesquisas concluíram que as pessoas, enquanto trabalham, prefeririam fazer outra coisa. Todavia, é no trabalho, e não no lazer, que são encontradas as maiores fontes de fluxo. Isso ocorre porque é no trabalho que geralmente se encontram todos os elementos do fluxo: são atividades que apresentam metas factíveis, exigem o investimento ordenado de energia psíquica e concentração, fornecem feedback imediato, e cujas tarefas exigem habilidades que estão no limiar de nosso controle.

Mais um vez, enfatiza-se que as experiências de fluxo são menos ditadas por condições externas, e mais influenciadas pelo modo com que o indivíduo trabalha.

Capítulo 5 – Os riscos e as oportunidades do lazer

As descobertas das pesquisas conduzidas por Mike são surpreendentes: o indivíduo médio não está preparado para o ócio. As pessoas em geral não sabem aproveitar o tempo livre. Ou melhor, isso não é tão surpreendente assim. Seja sincero: você se prepara para o seu fim de semana? Você planeja o que fazer no domingo (à exceção de ler nossas resenhas dominicais…aham)? Você se prepara para ocupar suas férias? Quando você está lá pelo meio, ou mais para o fim de suas férias, já não vê a hora de voltar para o trabalho?

Se você não tiver metas claras sobre a ocupação de seu tempo de livre, naturalmente perderá a concentração. Perdendo a concentração, você perde também a motivação. Ficando desmotivado, começam a surgir sinais de ansiedade em você, divagando em problemas insolúveis. Para velar esses problemas, mesmo sem estar consciente disso, você procura estímulos externos para ocupar sua mente e aniquilar a ansiedade. É aqui que entram a televisão, o envolvimento em sexualidade promíscua, bebidas, cigarros e toda sorte de drogas. Todas essas atividades não produzem alegria duradoura, mas pelo menos evitam o descontrole. Aparentemente, muitos consideram válida essa barganha.

O segredo para um lazer mais significativo é redimensioná-lo, de forma a ocupar as horas livres com mais atividades de lazer ativo, como hobbies, esportes, socialização, pois são essas as atividades que mais tendem a produzir fluxo. O problema é que nossa sociedade está produzindo uma geração de pessoas viciadas em entretenimento passivo, consumida em atividades que as mantém na inércia, como assistir televisão, por exemplo.

Martin Seligman explica, no livro Felicidade Autêntica, com absoluta clareza, esse drama da sociedade atual: buscam-se “atalhos” para a felicidade, em coisas que levam somente a prazeres (televisão, jogos eletrônicos, bebidas), em detrimento das gratificações, que são as emoções positivas justamente ligadas ao desenvolvimento de nossas forças e virtudes.

Capítulo 6 – Relacionamentos e qualidade de vida

Nesse capítulo, Mike discorre sobre como os relacionamentos – com a família, com os amigos, com a comunidade local – podem produzir experiências de fluxo, e, assim, elevar os níveis de qualidade de vida das pessoas.

Capítulo 7 – Como mudar os padrões de vida

Para ter uma vida mais enriquecedora, é preciso investir energia psíquica em atividades com maior probabilidade de produzir fluxo. A partir dessa mensagem central, Mike formula orientações sobre como melhorar a experiência no trabalho, nas relações familiares e com os amigos.

Um dado curioso, captado desse capítulo, é a intersecção constatada com as ideias concebidas por David Allen, que, dentro da metodologia GTD, destaca a importância de gerenciamento de listas. Mike também dá ênfase a esse aspecto particular da rotina de trabalho, esclarecendo que as listas são essenciais para criar ordem no trabalho, e, assim, concentrar a atenção nas atividades que requerem foco e, ao mesmo tempo, controlar o estresse.

Outro dado interessante é a intersecção com as ideias de Stephen Kanitz, que, no livro Família acima de tudo, realça o papel ativo que os pais devem ter na criação dos filhos. Ora, esse é um dos pontos centrais defendidos por Mike, que sustenta que o investimento contínuo de energia não é necessário só no ambiente profissional, mas também a construção de relacionamentos familiares. O problema é que muita gente acha que esses relacionamentos seriam “naturais”, e exigiriam, portanto, pouco esforço mental.

Capítulo 8 – A personalidade autotélica

Esse é o meu capítulo predileto, um dos melhores capítulos que já li em toda minha vida, particularmente o trecho que vai da página 119 até a 127. Indivíduos com personalidade autotélica são aqueles que fazem as coisas por si mesmas, tendo a experiência como meta principal, em vez de serem motivados por recompensas externas. Pessoas autotélicas não dependem de metas externas para se satisfazerem, uma vez que encontram gratificação nas tarefas por si mesmas.

O “ser autotélico” está relacionado sobretudo ao que a pessoa faz com seu tempo, em particular com seu tempo livre. O exercício de habilidades só é possível em atividades que tendem a produzir fluxo, como o trabalho intelectual e o lazer ativo, ao invés do entretenimento e lazer passivos.

Para ter uma personalidade autotélica, é preciso investir energia psíquica no que ocorre ao seu redor, e se dedicar a atividades por elas mesmas, sem esperar uma resposta imediata. Preocupando-se menos consigo mesmas, elas possuem mais energia psíquica para experimentar a vida. É muito importante controlar nossa atenção, e dirigi-las para atividades que explorem nossas habilidades, nossas forças e virtudes. O mundo está cheio de coisas interessantes para fazer, e não há desculpas para ficar entendiado.

Ao invés de nos preocuparmos tão somente com o futuro, deveríamos é investir nossa vontade e nosso tempo em atividades que nos façam apreciar a vida aqui e agora.

Capítulo 9 – O amor ao destino

As pessoas com personalidade autotélicas produzem atividades de fluxo que não beneficiam apenas elas, mas sim a todas as outras pessoas. Ou seja, elas contribuem para a melhora do mundo. Não é possível que uma pessoa leve uma vida excelente se ela não se sentir pertencente a algo maior que ela mesma.

O desafio, portanto, é usar essa fonte de energia psíquica que concentra a atenção e motiva a ação, ou seja, o fluxo, para finalidades construtivas, que direcionem e contribuem para a melhora da sociedade como um todo. Isso porque as consequências do que fazemos não atingem somente a nós: elas têm impacto sobre o restante do universo. Cada pessoa é única, e participa de um contexto (físico, social, cultural) que ninguém mais compartilha.

Saber canalizar nossa energia psíquica para a produção do bem é um dos desafios que pertence a todos e a cada um de nós.

Conclusão

Sem dúvida, “A descoberta do fluxo” é um dos melhores livros que já li. E não só isso: é um dos que tive a melhor satisfação em resenhar. Não só porque é a fonte para a construção de ideias defendidas em vários outros livros por aqui também já resenhados, como também pela ideias originais ali contidas.

A leitura do livro proporcionou uma séria de novas perspectivas a respeito de temas “clássicos” que envolvem a sociedade atual, temas esses que não se limitam a aspectos práticos das atividades do dia-a-dia, mas que sugerem também reflexões mais amplas a respeito do papel que cada um de nós desempenha dentro do quadro geral da humanidade.

Voltarei a debater, no futuro, com os leitores, diversos tópicos suscitados pela leitura do livro.

O melhor é que o fluxo descreve um tipo de experiência que está ao alcance de qualquer um. Um dos grandes méritos de Mike é possibilitar ao leitor a oportunidade de refletir sobre suas próprias atividades cotidianas, e moldá-las de forma a tornar sua vida mais enriquecedora, não só no aspecto individual, mas também no contexto mais amplo de sua inserção na sociedade em que vive.

Enfim, um livro que tem tudo a ver com Valores Reais. Aliás, devo dizer que a elaboração dessa resenha provocou uma experiência de fluxo em seu autor. Espero que a leitura dessa resenha também tenha produzido o mesmo efeito em você, leitor. 😉

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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46 Responses to Resenha: A descoberta do fluxo, de Mihaly Csikszentmihalyi

  1. Willy Fog 26 de novembro de 2010 at 17:03 #

    Boa resenha Guilherme!
    .
    Nunca tinha ouvido falar deste autor. O livro deve ser mesmo interessante, já que foi citado por autores de diferentes áreas do conhecimento. Pena que está indisponível pelo submarino.
    .
    Abcs

  2. Guilherme 28 de novembro de 2010 at 15:12 #

    Valeu, Willy!

    Você pode tentar pegar o livro na Estante Virtual, pois o livro já é de uma edição um pouco mais antiga.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  3. Andreia 2 de maio de 2011 at 23:24 #

    Menino, tô louca com esse Mike! Adorei, quero devorar esse livro logo que tiver oportunidade. Adoro temas como esse que nos dão a chance de ver um brilho, uma luz no nosso cotidiano e faz com q enriqueçamos muito mais as nossas vidas.

    Abraço, fique com Deus!

  4. Luis Otávio 3 de maio de 2011 at 10:46 #

    Pô Guilherme, parabéns! Parabéns mesmo pela resenha e com isso nos proporcionar o conhecimento mais afundo desse livro. Um grande abraço.

  5. Guilherme 3 de maio de 2011 at 21:00 #

    Andreia, obrigado! Esse livro é o que há!

    Luís, obrigado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. Eduardo F 8 de janeiro de 2012 at 20:55 #

    Incrível… varias situações da minha vida em que eu, sem explicação nenhuma, estava à vontade e com tudo dando certo podem ser explicadas por esse tal fluxo… muito legal!

  7. Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:27 #

    Legal, Eduardo!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Carla 8 de fevereiro de 2012 at 20:35 #

    O livro “A Descoberta do Fluxo” está esgotado para venda. Agradeço se alguem informar o título em inglês ou souber onde ainda há exemplar em portugues a venda.

  9. Francisco de Souza 19 de janeiro de 2013 at 21:35 #

    OLá guilherme!
    Adorei a matéria. Estou a procura deste livro, mas não acho mais o livro em lugar nem um, nem mesmo em sebos. Você tem alguma dica onde posso encontrar?
    um grande abraço.

  10. Flavio 22 de janeiro de 2013 at 10:50 #

    Muito interessante! Qual o título em inglês? Edições em português estão esgotadas, nem no Estante Virtual se acha.

  11. Flavio 22 de janeiro de 2013 at 10:54 #

    Fiz a pergunta e já descobri a resposta: o título original é Finding Flow

  12. Aline 11 de abril de 2013 at 15:58 #

    Se alguém encontrar onde comprar o livro, por favor avise aqui. Obrigada.

  13. Vanadio 16 de abril de 2013 at 6:30 #

    Antes das três ultimas linhas me toquei q estava em fluxo pois o texto foi um deleite, logo em seguida as palavras finais do texto confirmaram o q eu tava conversando comigo mesmo, tipo uma metalinguagem.

  14. Alan 21 de agosto de 2013 at 0:09 #

    Muito boa a resenha, aprofundarei minhas pesquisas neste tema. Conto com sua ajuda para melhorarmos este mundo.

  15. Fábio 2 de janeiro de 2014 at 6:46 #

    Guilherme acabei de ler a sua ótima resenha e estou muito interessado nos estudos de Mihaly Csikszentmihalyi “Mike” a respeito da teoria dos fluxos. Quero muito ler o livro A Descoberta do Fluxo, mas não encontro em nenhum local para vender (lojas, sebos, até mandei e-mail para a editora Rocco). Como você teve acesso ao livro? Ainda tem alguma cópia do livro com você?
    Obrigado.

    • Guilherme 5 de janeiro de 2014 at 8:26 #

      Oi Fábio, eu comprei o livro num sebo online.

      Eu recomendo que você, caso queira ler o original, vá numa biblioteca de faculdade mais próxima, e procure pelo livro.

      Caso não ache, sugiro entrar em contato com professores do curso de psicologia dessa mesma faculdade, que certamente terão um exemplar da obra, ou indicação de alguém que tenha.

      Abç!

  16. Rosana 13 de abril de 2014 at 14:19 #

    Guilherme,

    Gostei muito da sua resenha! Infelizmente o livro continua indisponível, boa dica a de procurar em sebos.

    Interessante a relação trabalho x fluxo e do uso racional e programado do lazer. Acho que a maioria de nós, por entender lazer como algo livre de regras e tempo, acaba não dando atenção ao que o autor disse.
    Eu não sabia que existia a personalidade autotélica. Deve ser muito bom chegar em um ponto no qual o que interessa não é apenas a chegada, mas também a viagem em si.

    “É que há dois tipos de lazer: o ativo (hobbies, esporte, socialização) e o passivo (consumo de mídia, principalmente TV), sendo que o lazer passivo produz pouco fluxo, ao contrário do lazer ativo.”
    Em qual deles podemos classificar a leitura de bons livros?

    O autor coloca alimentação entre as atividades de manutenção. Eu discordo um pouco, pois a maioria das pessoas usa a alimentação para encontrar-se com outras pessoas, sejam encontros com amigos, almoços de negócios etc.

    Abraços!

    • Guilherme 13 de abril de 2014 at 17:23 #

      Olá Rosana, obrigado!

      Outra alternativa para encontrar o livro é procurá-lo em bibliotecas públicas ou de faculdade particular.

      Sobre a leitura de bons livros, acho que podemos classificá-lo no lazer ativo, já que envolve concentração, e uma atitude de ativar o estado mental para receber novas ideias e novas histórias!

      Sim, também não tinha pensado sob esse ângulo, a questão da alimentação. Acaba sendo uma ponte para realizar atividades sociais também.

      Bem interessante, me parece que você também entrou num estado de fluxo ao ler a resenha, parabéns! :-)

      Abç

  17. Arão 14 de abril de 2014 at 22:07 #

    Sou um aprendiz, onde novas mudanças em minha vida acontece, porque tenho uma banda larga boa.

  18. Thales Magalhães 22 de abril de 2014 at 13:38 #

    Olá, excelente resenha, vou ler o livro. Gostaria de saber mais a respeito da sensação de fluxo: como é essa sensação? Pessoas que a tiveram, como descreveram? Existem graus? Está ligado ao inconsciente?

    Na descrição da resenha parece algo apenas ligado a uma concentração maior que o normal que permite fazer melhor algo, mas pessoas como Ayrton Senna descreveram como algo muito mais profundo, tanto quanto um estado de transe… Gostaria de saber mais sobre esse estado.
    Grato.

    • Guilherme 22 de abril de 2014 at 18:50 #

      Olá Thales, obrigado!

      Bem, o estado de fluxo consiste numa sensação de “não ver o tempo passar”, ou seja, você está tão imerso, “mergulhado”, numa atividade, que fica completamente absorvido pela experiência.

      Abç!

  19. Amauri Andrade Silveira da Silva 21 de junho de 2014 at 11:35 #

    Não consigo descobrir esse livro em lugar algum, nem nas fontes que você indicou na resenha. Tem alguma idéia de onde posso conseguir um exemplar?

  20. Amauri Andrade Silveira da Silva 21 de junho de 2014 at 11:36 #

    Não consigo encontrar esse livro em lugar algum, nem mesmo nas fontes que você indicou. Tem alguma idéia nova para me indicar?

    • Guilherme 21 de junho de 2014 at 17:43 #

      Eu recomendo que você, caso queira ler o original, vá numa biblioteca de faculdade mais próxima, e procure pelo livro.

      Caso não ache, sugiro entrar em contato com professores do curso de psicologia dessa mesma faculdade, que certamente terão um exemplar da obra, ou indicação de alguém que tenha.

      Abç!

  21. Adilson Luiz 30 de julho de 2014 at 23:07 #

    Resenha fantástica, dá uma boa noção e facilita para quer vai ler o livro.

  22. angela 10 de dezembro de 2014 at 11:33 #

    Eu simplesmente adorei o que você escreveu nesse artigo.
    Li o livro e achei de uma criatividade imensa. O autor descobriu algo muito sutil que acontece com todos nós – incrível mesmo!
    Só tenho um comentário a fazer: quando ele fala sobre o perfil de personalidades autotélicas, onde costumam fazer certas coisas por si mesmo e não por incentivos, eu afirmo que só não podemos generalizar essa característica para todas as áreas e atividades de nossa vida. As coisas não funcionam assim. Seria maravilhoso se pudéssemos encontrar personalidades inteiramente autotélicas, mas isso não corresponde a realidade dos fatos. É mais viável entender que as vezes estamos motivados para o estudo ou certa atividade de lazer e não para o trabalho, como queira. Impossível aceitar a ideia de encontrar um indivíduo que realize suas atividades tão somente pelo interesse, envolvimento e principalmente pelo prazer de fazer tal coisa. A realidade do comportamento humano não funciona dessa forma. Disso tenho certeza.
    abraços e parabéns.
    Angela!

    • Guilherme 10 de dezembro de 2014 at 14:44 #

      Excelente comentários, Angela, e obrigado pelas palavras!

      Abç

  23. Vanessa 1 de janeiro de 2015 at 9:31 #

    Guilherme,
    Muitíssimo obrigada pela resenha.
    Agora é manhã de 1º de janeiro e estou começando o dia/o ano com a leitura desta excelente resenha.
    Com esta leitura, tive alguns felizes insights sobre a minha vida, coisas que preciso ajustar na minha rota.
    Um abraço agradecido,

    • Guilherme 1 de janeiro de 2015 at 14:17 #

      Olá Vanessa!

      Fico muito feliz que tenha iniciado 2015 com a leitura de meus artigos!

      Que bom que eles estejam lhe ajudando na rota de sua vida!

      Abç!

  24. Carlos Manoel Marques 7 de maio de 2015 at 19:50 #

    Guilherme,

    Já havia lido esta sua resenha 1 vez. Depois li uma segunda vez. E agora a terceira. Fiquei totalmente “travado” ao ler as duas primeiras vezes por pura epifania. Sabe quando você lê, ou se depara-se com algo, e diz a você mesmo… “É isso! É isso!”…
    Trouxe-me aqui para esta terceira leitura, um livro que estou lendo, muito tardiamente, e que chama-se: “A Arte Da Felicidade – Um Manual Para A Vida”. Assinado por: “Sua Santidade, O Dalai Lama e Howard C. Cutler (pequena resenha aqui: http://tinyurl.com/nbdwaot ).Tem complementaridade com este tema mas em uma visão espiritualista, pelo Dalai Lama, e pela visão do Howard C. Cutler, um psiquiatra americano. O livro em “mobi” e ePUB você encontra aqui: http://tinyurl.com/m65a2bm (aconselho que depois, ou antes, dê uma olhada no “sobre nós” do site – pode ser que não concorde com os responsáveis).
    Agora aqui vai uma experiência de fluxo que não é minha mas é muito bacana.

    Em 2001 um amigo indicou-me um médico especializado em “Clinica Geral” (ele era também, anestesiologista, pediatra e geriatra). Marquei uma consulta com ele (começava a atender as 15 horas em todos dias úteis da semana) e a secretária dele disse que ele poderia atender-me no mesmo dia. Logo de começo fiquei um tanto curioso em conhecê-lo pois a consulta custava apenas R$ 60,00 em uma época que a média já era de 150 a 200 reais. Cheguei no consultório, uma casa bem antiga, e a sala de espera estava cheia de pais com crianças, adultos, e pessoas de meia idade a idade avançada. Perguntei a Dna Lurdes, secretária dele, se poderia voltar outro dia, visto que era uma consulta de rotina. Ela disse-me: “Se o Sr. quiser, pode ir para casa e eu lhe ligo quando ele estiver atendendo a última consulta”. Caramba! Fiquei surpreso pela oferta! (eu morava em Jacareí-SP, a 5 minutos do consultório dele). Fui para casa e fiquei aguardando o telefonema da Dna Lurdes e cada vez mais curioso para conhecer o Dr. Celso (hoje, falecido). Quando eram 20:40 hs, ainda não tinha recebido a ligação da Dna Lurdes e pensei: “Ela esqueceu-se de mim”. Em virtude disso, liguei para o consultório, até achando que este já estivesse fechado. No entanto, tive resposta e a Dna Lurdes disse-me que não tinha esquecido de mim e que só não havia ainda me ligado pois ainda haviam 2 pessoas a serem atendidas e uma em final de atendimento. Desliguei o telefone e esperei ela ligar-me, desta vez mais tranquilo. Por volta de 22:45 hs ela ligou-me pedindo para dirigir-me ao consultório. E lá fui eu. Cheguei lá, e ainda esperei uns 15 minutos para ser atendido. Entrei no consultório e deparei-me com um Sr. de meia idade, de 70 anos acima. Ele perguntou-me porque eu estava lá e eu disse que era uma consulta de rotina, ou seja, queria fazer um pequeno check-up. E aí começou… O homem perguntou-me o que eu conhecia de histórico médico de meus pais, avós e tios! E depois por mim! Tudo o que tinha me ocorrido, sobre o ponto de vista médico, desde que a primeira lembrança que eu tivesse. Não satisfeito, ainda fez-me muitas outras perguntas. Em paralelo, eu, semi-despido, ele fez-me todos exames de apalpação, ascultação, etc… preconizados em um exame clínico adequado. Eu estava muito surpreso pois nunca em minha vida tinha passado por uma anamnese tão completa! Mais… Deitado na maca dele, perguntei a ele, já com grande admiração, a quanto tempo ele clinicava. Respondeu-me com uma pergunta: “Qual ano que você nasceu”? Eu disse: 1953. E aí ele retrucou: “Pois é… você tinha 3 anos quando comecei a clinicar. E aqui mesmo nesta casa”. Ainda perguntei-lhe, admirado, porque ele cobrava tão pouco. Resposta: “Acho um valor justo pelos meus serviços. Há muitos colegas querendo ganhar dinheiro, eu apenas quero prestar um bom serviço”. Mais uma pergunta que fiz a ele nessa primeira consulta: “O Sr. atende todas as idades”? Ele respondeu-me que sim e que pessoas que foram os primeiros clientes dele em 1956, tiveram filhos e netos que ele agora atendia! Perguntei ainda: O Sr. não tem hora para terminar o dia? Ele disse-me: “Na grande maioria das vezes atendo até o último cliente. Mas a Lurdes sabe que não devo ficar além das 2 horas da manhã. E atendo primeiramente os que chegam com febre (com prioridade às crianças e depois idosos) e depois os que estão sem febre, na ordem crianças, idosos e adultos”. Soube ainda que, ele estava todo dia as 7 horas da manhã em um hospital local para atuar com anestesiologista. Sabe qual era o lazer dele? Sábados e Domingos em um chácara pegando no cabo da enxada, literalmente. Ele disse-me que era uma higiene mental. Capinar a horta dele e o quintal da chácara. E cuidar também das flores e pés de árvores frutíferas. Ah sim… Da casa para o consultório e deste para casa, ia sempre a pé. Meia hora de caminhada. Sabe que horas saí do consultório dele? 00:50 hs! Uma hora e meia de consulta! E sabendo ter uma hernia inguinal bilateral (que posterguei uns 4 anos para operar). Enfim e para encurtar o resumo de outras consultas que tive com ele, esta também foi memorável. Numa delas descobriu que eu tinha um nódulo na tireóide. Indicou-me um papa da cirurgia de “cabeça e pescoço”, da região. Aliás, não foi uma indicação e sim uma intimação! Disse-me: Este é o único cirurgião da região em quem confio: você vai nele, entendeu? E insistiu no tema por duas ou três vezes! rsrs. Claro que eu fui, né? :-) Tenho muitas gratas histórias sobre ele. Pena que foi-se desta vida no ano de 2011. Uma grande perda para mim e outros clientes dele. Um profissional e “ser humano” que pensava “fora da caixinha”. Uma pessoa que vivenciou o fluxo e da qual nunca me esquecerei…

    • Guilherme 10 de maio de 2015 at 10:24 #

      Carlos, espetacular história!!! 😀

      É incrível o modo como esse médico conduziu a vida dele, tratando de forma extremamente cuidadosa cada paciente que entrava em seu consultório. Ele certamente viveu décadas de vida trabalhando sob intenso estado de fluxo, e não poderia haver reconhecimento maior do que seu consultório sempre lotado, com vidas mais sadias e curadas. :-)

      Gostei bastante desse depoimento, agrega muito valor e enriquece sobremaneira o conteúdo da resenha.

      Obrigado! :-)

  25. Rosana 22 de fevereiro de 2016 at 13:47 #

    Guilherme,

    Você conhece o livro “Você Sabe Estudar?” – Claudio de Moura Castro?
    Parece interessante pelas opiniões que vi na net.
    Ainda não comprei, mas fica a dica.

    Abraços,
    Rosana

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