Diferenças de mentalidade entre norte-americanos e brasileiros (ou: porque os EUA são um país rico, e o Brasil, um país pobre)

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No post Colhendo os Dividendos de Valores Reais: 8 de janeiro, a leitora Gisely Chessed fez os seguites comentários:

“Realmente a noção de mês para uma criança equivale à eternidade. Meu filho de 12 anos recebe uma mesada atrelada à lavagem da louça (1 por dia, geralmente do café da manhã) e de seu comportamento, mensalmente, e está ok pra ele, mas o meu de 4 anos (que só recebe brinquedos se recolhê-los) pensa que sábado é a 15 minutos da loja rsrsrs.… pena que para os brasileiros lavar a louça ou lavar o carro são tarefas de pessoas despreparadas. Admiro muito isso nos americanos e penso que isso é a base do empreendedorismo! (destaque por minha conta)”.

Esse lúcido comentário me fez relembrar quais são os motivos que fazem os EUA serem um país rico – e que continuará sendo rico (a despeito da última crise financeira) – e o Brasil ser um país pobre – e que continuará sendo pobre (por favor, não me venham com manifestações de complexo tupiniquim: comentários ofensivos não serão publicados, conforme os termos de uso do site), a menos, é claro, que haja uma verdadeira transformação de mentalidade e cultura, que geralmente (e infelizmente) leva décadas para ocorrer…

Certamente, esses motivos não explicam toda a diferença entre um país e outro, mas explicam um punhado de coisas. E isso porque eles deitam raízes na mentalidade, e a mentalidade, como sabemos, é a base para os comportamentos, ou seja, para as ações no mundo prático.

Trabalho e empreendedorismo

No Brasil, o trabalho, via de regra, é visto como algo penoso. Tá, isso também pode ser verdade em outros países. Mas é como a Gisely disse acima: “pena que para os brasileiros lavar a louça ou lavar o carro são tarefas de pessoas despreparadas. Admiro muito isso nos americanos e penso que isso é a base do empreendedorismo!” Não tenho como concordar mais com essa frase.

Será que Warren Buffett teria, no Brasil, algum êxito, caso, na mais tenra infância, quisesse trabalhar como entregador de jornais, como ele fez nos Estados Unidos (e está magnificamente registrado na biografia “Bola de Neve”)? Dificilmente. Engraçado que as lotéricas brasileiras vivem cheias de filas em épocas de Mega Sena acumulada. Agora, preocupar-se em educar-se financeiramente, ah, para isso nunca existe fila! Na verdade, as pessoas têm até vergonha, receio, medo e preconceito de falar de dinheiro. As pessoas brasileiras. É duro dizer isso, mas é a realidade. Se tiver ainda alguma dúvida, confiram nesse post: Na Internet, é uma beleza! Mas, na vida real… ah, na vida real, como é difícil conversar sobre finanças com as pessoas… É como o Jônatas afirmou, num ótimo post no blog Efetividade, sobre a tão propalada e emergente “classe C brasileira”:

“O que a classe C precisa, e cabe ao governo tal incentivo, é gastar mais em educação. O aumento de renda deve ser gasto para aumentar a base cultural da família e proporcionar constantes e sustentáveis aumentos da renda. Afinal, ganha mais quem conhece mais.

Eu nunca vi alguém dizendo que com o aumento da renda pôde adquirir mais livros, realizar cursos e participar de seminários. Também nunca vi alguém falando em investir parte da renda adicional, em economizar hoje pensando no amanhã”.

Eis aí um dos motivos pelos quais ser empreendedor no Brasil é tão difícil. Porque falta base, falta educação de qualidade dirigida aos negócios, falta maior debate sobre troca de experiências, porque falta um cultura onde se valorize o empreendedorismo, ao invés de penalizá-lo, com tributos escorchantes e falta de incentivos vinda de todos os lados (a começar pelo seu vizinho, amigo ou parente mais próximo). Será que o brasileiro Eduardo Saverin teria alguma chance se tivesse estudado no Brasil? Com todo respeito que merecem as melhores universidades brasileiras, no way (obs.: Eduardo Saverin foi um dos co-fundadores da rede social Facebook, criada, aliás, no quarto de um estudante de Harvard). Mas a culpa disso, como vocês já devem ter sacado, não é das universidades brasileiras. É da mentalidade (infelizmente) (e ainda) reinante no Brasil.

Doações

Esse talvez seja o ponto mais crítico e mais distintivo entre as duas culturas, a americana e a brasileira. Enquanto nos Estados Unidos se valoriza uma prática onde as doações desempenham papel fundamental na construção de riqueza, e onde os ricos e milionários se orgulham de fazer doações de quantias astronômicas, no Brasil, as doações são relegadas a segundo plano (quando não são vistas com preconceito e motivo de chacota).

Quer ver um sintoma disso?

Existe um famoso escritor brasileiro de finanças pessoais (não vou citar nomes), que chega ao absurdo de dizer que você, caro leitor, não deve, sob hipótese alguma, fazer doações durante sua vida. As doações só devem ter como fonte os rendimentos obtidos de sua renda passiva, ou seja, de seus investimentos. E ele fala isso sob o argumento de que as doações de parte do salário prejudicarão seu plano de independência financeira e construção de riqueza.

Se fôssemos levar esse pensamento às últimas consequências, não eram só as igrejas que não teriam sobrevivido, mas também importantes hospitais que fazem tratamento de pessoas com câncer, orfanatos e creches que recebem crianças e bebês abandonadas pelos pais, instituições filantrópicas que cuidam de pessoas portadoras de necessidades especiais, asilos que recebem pessoas de terceira idade abandonadas pelas suas respectivas famílias, instituições de caridade que mantêm programas de tratamento e reabilitação de pacientes que não têm condições de arcar com os custos de sua recuperação de saúde, como APAES, AACDs…

E aí, caro leitor, é dessa forma que você quer encarar seu dinheiro? É seguindo esse conselho do tipo egoísta dado por esses especialistas? E se for o seu filho/mãe/irmão justamente a precisar dos serviços de um desses estabelecimentos que só sobrevivem graças à ajuda de doações de parte de salário? Como é que fica?

Lembre-se: quem fecha a mão para as doações é pessoa controlada pelo dinheiro. É um escravo do dinheiro. Aquilo que te liberta é também o que te aprisiona. Pessoas que entendem o valor das doações sabem perfeitamente a função do dinheiro. Elas o controlam, ao invés de se deixarem ser controladas por ele. Conhecem a lei da reciprocidade? Tudo o que você faz retorna para você. Ser mão fechada com o dinheiro tem um custo, e ele será cobrado de você nos momentos mais inapropriados. É a lei do retorno. É por acaso sendo egoísta, no plano individual, que se constrói, no plano coletivo, o valor da solidariedade? Normalmente, só compreendemos o valor da solidariedade quando precisamos dela, e não quando ela precisa de nós, e nós, tendo condições, simplesmente ignoramo-as. Aproveite enquanto é tempo, antes que o egoísmo venha até você cobrar seu preço.

Nesse controverso assunto, eu sou mais adepto da opinião compartilhada por outro especialista, educador financeiro no sentido exato do termo, de “educar”, e não ‘deseducar”, financeiramente as pessoas, e que costuma aparece no programa Elas & Lucros, o Mauro Calil. O Mauro é a favor das doações, é a favor dos dízimos, é a favor das contribuições voluntárias, de parte do salário. Eu estou com ele. Dinheiro vai e vem, mas as consequências do que se faz com ele permanecem para sempre, e aparecem concretamente na vida das pessoas.

No Brasil, com raras e honrosas exceções, os ricos e milionários não aparecem por causa de suas doações e causas nobres, mas por causa da ostentação de seus bens de consumo de luxo. Já nos Estados Unidos, por exemplo, o que faz Warren Buffett ser “o” cara… é outra coisa. Completamente diferente.

Longo prazo e comodismo

O filho brasileiro completou 18 anos? Ótimo, tome um carro (financiado), na garagem, pro rapaz. O filho norte-americano completou 18 anos? Beleza também, tome… tome uma carteira de ações para começar (ou reforçar, quem sabe) seu plano de aposentadoria.

A meta financeira principal do norte-americano é construir uma aposentadoria confortável. A meta financeira principal do brasileiro é garantir a casa própria.

O brasileiro médio preocupa-se mais com a casa própria do que com a aposentadoria porque acha que o INSS, o governo, a empresa ou a família irá lhe garantir o sustento no futuro. Não existe nada mais completamente errado. O maior responsável pelo seu futuro tem que ser você mesmo. Até quem é funcionário público está sentindo na pele que as mudanças estão sendo – e continuarão sendo – para pior. Primeiro, vieram com o fim da aposentadoria integral. Depois, resolveram tributar os inativos. O que virá a seguir? Existem vários projetos, esperando só o aval dos políticos para virarem lei (e não custa nada repetir que nosso time de políticos recebeu o reforço do Tiririca…). Coisas como estabelecer o teto do INSS para os benefícios do funcionalismo público, instituir contas individuais de previdência para os servidores públicos (como existe no Chile), onde o benefício é proporcional à contribuição individual, adiar a idade mínima da aposentadoria, aumentar o tempo de contribuição para 40 anos (homens) e 35 anos (mulheres), aumentar as alíquotas de contribuição para o PSS, são apenas algumas das medidas. E não, não acreditem nessa história de direito adquirido (vide a “taxação” dos inativos). Como, aliás, não devem acreditar em Papai Noel, Saci Pererê e Lobo Mau.

Enfim, sair da zona de conforto não é obrigação para ninguém. Trata-se apenas e tão somente de mera questão de escolha. Mas lembre-se: você é livre para escolher, mas não é livre das consequências de suas escolhas.

Conclusão: só se muda uma nação…

… quando se muda a mentalidade. Cabe a cada um fazer a sua parte. Eu estou fazendo a minha, alertando os leitores para que tenham um pensamento crítico a respeito do que se escreve e do que se faz por aí.

Quer mais um exemplo? Dizem que a abertura de capital das empresas na Bolsa de Valores está promovendo o crescimento econômico no Brasil, pois as empresas não precisam mais recorrer a empréstimos em bancos para financiar suas atividades. Mas até que ponto as tais IPOs trouxeram benefícios concretos a você, caro consumidor/cliente dessas mesmas empresas? Por acaso o banco que fez IPO na Bovespa, e do qual você tem conta, baixou as tarifas bancárias e as taxas de administração de seus fundos? Ou, ao contrário, resolveu aumentá-las? Por acaso a empresa da qual você tem plano de saúde/odontológico/seguro de vida, que abriu capital na Bolsa, diminuiu o valor da mensalidade de seu plano de saúde ou de seguro? A cia. aérea/programa de fidelidade que estreou ações na Bolsa está facilitando o resgato de pontos ou o barateamento das viagens? Ficam as reflexões…

As empresas que abrem capital na Bolsa se deparam com um dilema, pois, para mostrar resultados para os acionistas, muitas vezes, são obrigadas a tomar atitudes que prejudicam seus clientes. A começar pela própria Bovespa, que resolveu instituir um monte de tarifas (custódia mensal, custódia anual etc.), que simplesmente não existiam enquanto era uma associação civil sem fins lucrativos…

Temos que mirar nos bons exemplos, naquilo que funciona e que agrega valor às nossas vidas. Por isso que, a despeito de todas as dificuldades, eu prezo, por exemplo, por trazer resenhas de livros norte-americanos de finanças pessoais e investimentos, ao invés de ficar na mesmice de muitas publicações brasileiras (algumas que nem deveriam estar na lista de best sellers, mas, enfim, como “em terra de cego quem tem um olho é rei”, as pessoas se aproveitam da desinformação e ignorância dos outros e o resultado está aí, lamentável…).

Que tenhamos disposição para sermos agentes de mudança, e não expectadores passivos da manutenção das coisas como elas se encontram. :wink:

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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35 Responses to Diferenças de mentalidade entre norte-americanos e brasileiros (ou: porque os EUA são um país rico, e o Brasil, um país pobre)

  1. Gisely Chessed 10 de janeiro de 2011 at 1:03 #

    Incrível reflexão! Eu crio meu filhos para estudarem fora e serem independentes. As escolas formam empregados aos montes e poucas formam líderes, ver através do veu é uma dádiva. Quando eu leio biografias de grandes empresários sempre percebo que alguém começou com alguns contatos, um objetivo e uma força inabalável e isso é tudo comportamental. Meu filho esse ano abre sua primeira empresa, pelo aprendizado e pra quebrar o inconsciente coletivo de que é preciso estudar e procurar emprego. Se vai dar certo? O que importa? Experiência de vida é o que conta. Obrigada pela citação!

  2. Francisco - Águas de Merom 10 de janeiro de 2011 at 3:41 #

    Caramba…não precisamos dizer mais nada, concordo plenamente, inclusive com a sua veemencia. Excelente.

  3. Reverson Lima 10 de janeiro de 2011 at 9:03 #

    Guilherme, mais uma vez parabéns pela fantástica reflexão ora nos trazida.
    Não é a toa que o blog valoresreais.com é, a um ano, meu sítio de finanças pessoais favorito.
    Sua sensatez e clareza, além dos posts sobre a relação pessoal do investidor com o dinheiro, são um diferencial que poucos (pra não dizer ninguém) trazem à baila. Obrigado por dedicar seu (precioso) tempo para compartilhar reflexões tão ricas.

  4. Naelyan 10 de janeiro de 2011 at 9:04 #

    Guilherme,
    Parabéns pelo artigo! Este é um daqueles textos para ler, reler e manter sempre em mente.
    Foi uma boa surpresa começar minha segunda-feira lendo estas reflexões!

  5. Lauro Valente 10 de janeiro de 2011 at 9:08 #

    Olá,

    Dizer que um país é rico por isso isso e aquilo e outro é pobre por motivo de não ter tais qualidades é uma análise muito simplista.

    Vejamos: se eu entrasse no seu blog hoje e lesse um comentário assim eu poderia pensar (dentre váris) assim:
    Caramba, que visão simplista da realidade! Não vou mais ler o blog
    Mmm, essa opinião é diferente da minha, mas deixa eu ler os outros posts

    Caso pensasse de acordo com a primeira perderia diversos posts elucidativos sobre educação financeira. Da outra forma, teria acesso a bons textos.

    Onde quero chegar? Que se eu olho para um ponto somente, posso estar perdendo muitas coisas positivas que os outros pontos possuam.

    Não, não estou dizendo que o Brasil não é pobre pelos motivos mencionados, nem que os EUA não são ricos pelo que foi dito.
    Estou dizendo que concluir algo baseado em algo tão pontual acredito não ser uma boa escolha.
    Vejo que o Brasil tem muitas coisas excelentes que deixam, muitas vezes, os EUA no chinelo. Mas perde em diversos outros assuntos. E aí? Em que devo acreditar ou pensar?

    Prefiro o equilíbrio. Pesando bem as duas coisas e tirando o máximo possível de ambas.

    Afinal de contas, o que será que é melhor?
    Não sei, mas é fato: o Brasil possui um índice de felicidade duas vezes superior do que o dos EUA, se colocando em 9 no ranking mundial, enquanto que os EUA estão em 114.

    Não estou fazendo o comentário: somos pobres mais somos felizes.

    Estou comentando que tudo tem mais, muito mais, do que dois lados.

  6. Flavio 10 de janeiro de 2011 at 9:50 #

    Guilherme: parabéns pelo ótimo artigo. Assim como o Lauro, não acredito que as diferenças entre Brasil e EUA sejam só por conta disso, mas acredito que essa seja um dos fatores que contribuem para nos deixam para trás.

    Lauro: o brasileiro é um dos povos que mais toma banho. Somos pobres mas somos limpinhos, hehehe… ;)

  7. Eder 10 de janeiro de 2011 at 10:18 #

    VR gostaria de fazer alguns comentários… Sinceramente acho que você foi um pouco infeliz nesse post. Espero que compreenda os motivos pelos quais estou falando isso.

    Primeiro: Achar que lavar louça ou lavar carro não é para pessoas despreparadas é a base do empreendedorismo dos EUA ??? Que isso gente… Vamos fazer uma análise nem tanto complexa mas pelo menos um pouco mais inteligente. E com certeza nós conseguimos fazer isso.
    Acho que 90% dos brasileiros devem lavar seus carros em casa. Até pq infelizmente ainda vivemos num país pobre, muito desigual e que a maioria da populaçao não tem R$ 50,00 pra lavar o carro.
    Outra coisa o que você vê nos EUA são imigrantes que são contratados pra fazer justamente o que você está falando que os americanos adoram fazer (tarefas de pessoas “despreparadas”). Intaum acho que esse fator foi equivocado.

    Segundo: Vamos falar um pouco sobre o motivo dos EUA ser um país rico. Eu acho de muita falta de bom senso fazer comparações simplistas de países. Como que podemos comparar um país que tem mais de 200 anos de democracia com um país que tem 20?
    Será que os EUA é um país rico pq é a maior indústria armamentista do mundo? Será que é pq eles supõem que um país tem arma química e invadem para roubar o petróleo desse país? Ou será que é também pelo fato de ter uma democracia de 200 anos e uma instituição e empresas muito mais sólidas?? Sim, sim, sim.

    Terceiro: Empreendedorismo dos EUA. Um pouquinho de história. Será que mandar um homem pra Lua tem alguma coisa a ver com isso? Fazer uma fábrica de parafuso na costa leste e a de porca na costa oeste? Criar um tal de Vale do Silício na década de 50 para desenvolver a indústria armamentista (aquela que matam pessoas) e aeroespacial pode ser um dos motivos dos EUA ser empreendedor? Descontar uma duplicata nos EUA custar 1% a.a. e no Brasil eu conseguir por 6% ao mês??? Será que isso não influência a cabeça de um jovem pra empreender???

    Não vou me alongar mais… Mas VR gosto muito do seu site, etc etc etc mas sinceramente quem está com o complexo de tupiniquim é você. Acho saudável a discussão sobre a diferença de culturas entre EUA e Brasil, principalmente nessa área de finanças. Os EUA tem mesmo uma cultura muito mais desenvolvida nessa área do que nós brasileiros. Mas as análises tem que ser feitas com critérios e não sem o menor embasamento histórico, cultural e de renda.

    Abraços

  8. Muito bom! Disse tudo!!
    Eduardo

  9. thiago 10 de janeiro de 2011 at 10:33 #

    Parabéns Guilherme, ótimo artigo para refletir, ainda mais neste começo de ano.

  10. Camila 10 de janeiro de 2011 at 13:07 #

    Oi Guilherme,

    Essa frase do seu post me chamou atencao:
    “Se tiver ainda alguma dúvida, confiram nesse post: Na Internet, é uma beleza! Mas, na vida real… ah, na vida real, como é difícil conversar sobre finanças com as pessoas… ”

    Eu ja tentei conversar com as pessoas sobre dinheiro… e nossa, como ‘e dificil! Para a maioria das pessoas, ‘e como se vc estivesse se intrometendo na vida delas, o assunto ‘e praticamente um tabu! Uma amiga minha ate vira a cara se eu tento falar alguma coisa (quando eu disse para ela que ter comecado uma previdencia privada com apenas R$ 500,00 foi um erro por causa das taxas de administracao e carregamento altissimas) ela ficou super ofendida!

    Beijos

  11. Igor Leal 10 de janeiro de 2011 at 15:46 #

    Guilherme,

    Não poderia concordar mais com o que você escreveu!

    Também concordo com o Lauro Valente, pois uma coisa tão complexa não pode ser analisada apenas por um aspecto, mas mesmo assim seu texto representa muito do que eu penso…

    Ainda temos muito o que aprender, não necessariamente com os americanos, mas que temos que mudar nossa mentalidade em tudo o que se relaciona com dinheiro/finanças/investimentos, isso é fato!

    Quem consegue tratar desses assuntos com a família de forma tranquila e madura? Não conheço ninguém…

  12. João Macedo 10 de janeiro de 2011 at 15:54 #

    Um dos piores posts com certeza.

    Adivinha quem lava o carro dos americanos? Não precisa responder né?

    E na boa.. doações? Se não tivessemos o governo corrupto que temos, doações seriam desnecessarias. Exceto pela Igreja que continuaria precisando e pleiteando 10% da sua renda mensal.
    O autor deixou claro o ponto de vista dele.. e o seu?

  13. Lauro Valente 10 de janeiro de 2011 at 16:34 #

    Estou com o Igor Leal, temos muito o que aprender. E o que mais me conforta é ver que ano após ano tudo melhora.

    Mas vai demorar! Mentalidade não se muda em alguns anos, talvez somente em algumas décadas.

  14. Jônatas 10 de janeiro de 2011 at 19:11 #

    Guilherme, parabéns pela reflexão, obrigado pela citação do Efetividade blog.

    Acho que a transformação citada por você está acontecendo, aos poucos e lentamente, mas vivemos momentos de mudanças.
    O Brasil sempre foi visto como o país do jeitinho, já o EUA como o país do trabalho. Mudar essa cultura leva-se anos. O Brasil sempre empreendeu por necessidade; era o cara que perdia o emprego, pegava o FGTS e indenizações e montava um negócio. Sem entender nada de nada, montava um negócio. Esse cenário ainda não mudou, mas melhorou um pouco. Existem mais cursos técnicos e o SEBRAE tem ajudado bastante em fazer as pessoas entenderem o que é um plano de negócio.
    Nossa filosofia é muito gastona mesmo, muito provável herança do tempo de inflação galopante, onde gastar ao receber era o correto. Muitos, a maioria, ainda não entendeu que planejar os gastos é o mínimo necessário para não se endividar.
    O que precisamos no Brasil é pesado investimento em educação. Educação de verdade e não muitas coisas inúteis que aprendemos em aula. Até hoje me pergunto por que aprender equação de segundo grau com duas variáveis? Educar é ensinar o cidadão a pensar. Aqui o aluno vai à escola e cumpre tabela. Na faculdade a mesma coisa, ele estuda para tirar nota e não para aprender. Isso precisa mudar, precisamos realmente querer a aprender, querer fazer a diferença e não apenas seguir a maré.
    Já escrevi muito…

    Abraço!

  15. contribuinte 10 de janeiro de 2011 at 21:01 #

    http://www.meuartigo.brasilescola.com/brasil/sobre-brasileiros-norteamericanos.htm
    Existe muito mais entre o céu e a terra…

  16. Francisco - Águas de Merom 10 de janeiro de 2011 at 22:30 #

    Escrever verdades incomoda, uns aprovam outros não. Coragem nunca foi sinônimo de maioria, independente de aprovações isso nos levou a refletir sobre a questão. Parabéns!!

  17. Willy Fog 10 de janeiro de 2011 at 22:50 #

    Muito bom Guilherme!
    .
    Você comentou sobre um educador financeiro que é contra doações. Sei que não dá pra revelar o nome dele aqui na net, mas será que não dá pra me mandar uma MP a respeito, pois não quero correr o risco de gastar meu dinheiro comprando livro desse sujeito. Ou será que já comprei?? Será que é quem estou pensando, e agora?
    .
    Abcs

  18. Gamemaster 11 de janeiro de 2011 at 0:03 #

    Guilherme

    parabéns pelo post
    este é mais um assunto polêmico
    e você com muita propriedade, expressa
    sua opinião

    acompanho as suas postagens
    desde o site aquelapassagem
    sobre cartões de crédito
    e passei a acompanhar a sua página
    li alguns dos ótimos livros que você recomendou

    você é uma pessoa especial, pois
    dissemina o conhecimento de forma
    gratuita
    e propicia a evolução como pessoa dos leitores de
    sua página não apenas na área de
    finanças pessoais, mas em diversas áreas
    do conhecimento!
    muito obrigado!

  19. marcelo 11 de janeiro de 2011 at 0:03 #

    Ola!

    Acho que comparar Brasil e EUA não faz muito sentido. Historias e culturas diferentes. Eles estão em uma LTB e nós em uma LTA. hehe
    Abraços

  20. Guilherme 11 de janeiro de 2011 at 23:54 #

    Pessoal, excelentes comentários!!!

    Sem dúvida, e pelo teor dos comentários, esse foi o texto que mais provocou reflexões nos leitores. E é por aí mesmo! Temos que sair de nossas zonas de “conforto intelectual”, sermos provocados, ainda que num plano puramente de ideias, para desenvolvermos o debate e a troca de ideias!

    Esse é um debate onde todos ganhamos e crescemos. Muitos links bons foram postados, argumentos coerentes e visões novas foram acrescidas, enfim, esse foi justamente o propósito do artigo: provocar reflexões!

    E é como o Francisco disse: não importa se você concorda ou discorda, o importante é que você refletiu sobre as questões! “Penso, logo existo”…..rsrs…..

    Parabéns a todos pelo debate!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  21. Finanças Inteligentes 12 de janeiro de 2011 at 12:53 #

    Acho que os americanos também tem uma visão muito limitada da política e economia e são bastante consumistas. A diferença é qua lá a educação está anos luz a nossa frente.

    Abcs,

  22. ana 14 de janeiro de 2011 at 19:33 #

    Muito interessante, mas realmente a analise, foi superficial… Volto a repetir ,muito superficial! E para começo de conversa americano não são RICOS, São ENDIVIDADOS! Já nascem devendo, morrem deixando como heranças DÍVIDAS! Acho que confundiu economia RICA por indivíduos RICOS. Nos EUA existe a mentalidade de ganhar dinheiro todo o tempo. Porém, também como gastar mais do que se GANHA! Mas isso parece não ser problemas, não importa se americanos serem endividados, porque o resto do mundo PAGA por ISSO!
    Aqui, desde que tornamos uma sociedade vivemos numa economia débil, uma sociedade a sobreviver a todas as inflações e desmandos de governos, sim a mentalidade no Brasil, trabalho é algo penoso, mas como também a idéia trabalho não se remunera! E as pessoas por muito tempo só pensam em sobreviver a uma economia anárquica, inflacionária, com regras econômicas mudando sempre!
    Mas Dinheiro é um problema no mundo inteiro. A “mentalidade” sobre dinheiro como algo “nocivo “ é quase em todas culturas do mundo. E pensar sobre isso não apenas idéia econômica e sobre diferentes mentalidades. Devíamos pensar filosoficamente, e masi profundamente . Defendo que é as pessoas deviam pensar mais profundamente sobre dinheiro ,trabalho , finanças. Porque no fundo são relações de trocas humanas e idéias de valor! Não apenas sobre garantias de lucros! Acho que no futuro próximo, as relações com dinheiro e finanças mudarão. Não apenas no Brasil,mas no mundo! Pena , que alguns só podem “correlacionar” o Brasil com os EUA. Deviam perceber o que vem aí: novas relações com dinheiro no mundo inteiro!

  23. ana 14 de janeiro de 2011 at 20:06 #

    ‘O brasileiro médio preocupa-se mais com a casa própria do que com a aposentadoria porque acha que o INSS, o governo, a empresa ou a família irá lhe garantir o sustento no futuro.”
    —————–
    Como?

    TEM CERTEZA QUE CONHECE OS AMERICANOS?
    Eles endividam ate CACHORRO para terem CASAS!!

  24. Juarez Lima 3 de novembro de 2011 at 23:19 #

    Muito bom post.
    Moro no Canada em Montreal. E aqui é como vc falou. A boa aposentadoria é o objetivo. E concordo 100% em relação a mentalidade. E eu entendi oq vc falou sobre o trabalho. É esta certo, aqui td trabalho é considerado digno e educação, 67% dos canadenses fazem trabalhos voluntários ou doações. Bom….sao coisas q só qdo vc esta inserido em uma sociedade avançada que entendemos melhor.
    Parabéns e q Deus continue te dando graça e sabedoria.
    Abrcs

  25. Guilherme 4 de novembro de 2011 at 9:42 #

    Juarez, obrigado (e que honra ter leitores oriundos do Canadá)!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  26. Érika Silva 28 de maio de 2012 at 18:14 #

    Concordo plenamente, principalmente com a parte que diz sobre a mentalidade.
    Ontem ao sair de carro, dei passagem para outros carros em um cruzamento.
    Os poucos segundos de redução da minha velocidade foram suficientes para o ‘moleque’ que estava atrás de mim, com o carro que com certeza foi o pai que deu, começar a buzinar.
    Por essas e outras que afirmo não ter orgulho algum de ser brasileira, infelizmente.

  27. Investidor de Risco 28 de maio de 2012 at 19:41 #

    Uma outra diferença cultural… nos EUA é comum jovens da classe média procurar empregos temporários nas férias escolares… seja balconista de loja, barman, recepcionista, etc… um brasileiro de classe média costuma ter vergonha e preconceito em relação a este tipo de tarefa…

    • Renato C 28 de maio de 2012 at 19:50 #

      Sim, investidor de risco !

      Aqui no Brasil, servir aos outros é ser capacho, onde já se viu isto?! O jovem classe média nasceu para ser servido, nunca para servir !

      rs

      Falow, Renato C

  28. Guilherme 2 de junho de 2012 at 13:10 #

    Olá Érika, grato pelos comentários! Pois é, triste vivez num País com pirralhos como esse com quem você se deparou…. :(

    IR, exatamente! É como o Renato C bem sintetizou: “O jovem classe média nasceu para ser servido, nunca para servir !”

    Sorte de W. Buffett ter começado a vender suas caixas de chicletes (aos 6 anos de idade) nos EUA…. a pessoa certa no país certo…

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  29. Mari 4 de outubro de 2012 at 1:28 #

    Falar de dinheiro é complicado mesmo.
    Mas concordo em tudo o que você falou Guilherme. Estou fazendo faculdade nos EUA agora, e a maioria deles investem a longo prazo mesmo, diferente do brasileiro que quando entra no aperto sempre da um jeitinho ao invés de tentar evitar uma divida.
    Os estudos são levados a serio, não economizam pra pagar uma boa escola para os filhos.
    Sinto que a educação podia ser valorizada assim também no Brasil. Quem sabe assim a mentalidade do povo começa a ser a longo prazo também não é?
    Eu concordo com o Lauro também. Os brasileiros sabem se divertir bem mais do que os americanos, hahaha. Por isso que somos mais felizes! Pena que às vezes esquecemos de pensar um pouco nos outros que não nasceram nas mesmas condições que nós, o que talvez tenha sido um dos motivos de tanta violência no país. Haja desigualdade.

    Bem enfim, sempre bom refletir um pouco sobre isso.

    • Guilherme 6 de outubro de 2012 at 8:27 #

      Olá Mari, obrigado pela sua participação, que acaba confirmando o que se disse no post principal.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  30. Priscila Reis 10 de outubro de 2012 at 11:09 #

    Guilherme,

    Uma outra diferença que me impressiona entre americanos ricos e brasileiros ricos e que o essas pessoas privilegiadas fazem quando crescem. Os americanos por mais ricos que sejam, fazem questão de ingressar na melhores universidades, estagiarem nas maiores
    empresas e por fim trabalham criando e desenvolvendo coisas fantásticos das quais o mundo inteiro tira aproveito! Já os brasileiro ricos são o sinônimo da improdutividade. E o que mais dói e que eles sim são os que tem acesso as melhores escolas. Os brasileiros ricos gastam todo investimento dado pelos pais comprando carros de luxo, rasgando dinheiro em boates, badalando em ilhas, navegando em barcos de luxo e etc… A maioria deles fala mal e porcamente inglês, alguns completaram ,sabe Deus como, ensino superior e assim vai…

    • Guilherme 13 de outubro de 2012 at 16:23 #

      Bela comparação, Priscila! Concordo com tudo o que você disse.

  31. Priscila Reis 10 de outubro de 2012 at 11:12 #

    ” e o que”
    “fantásticas”

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