Resenha: The power of passive investing, de Richard Ferri

Nos últimos anos, graças aos avanços da tecnologia, bem como da evolução dos meios de transporte e de comunicação, foi possível diminuir o gap, o buraco, a distância, entre o conhecimento científico produzido em terras estrangeiras e sua respectiva divulgação em países como o Brasil. Tecnologias representadas por aparelhos como o Kindle, e o aprimoramento de ferramentas como a própria Internet, permitem aos brasileiros desfrutar de acesso quase simultâneo ao público norte-americano, em relação às mais recentes novidades no mercado editorial – no mercado editorial de qualidade, ressalte-se.

Veja os casos dos fundos de índice de baixo custo. Criados por obra da genialidade de Bogle, apesar de terem sido criados em meados dos anos 70, nos EUA, eles só “pegaram” a partir do começo dos anos 80. No Brasil, fundo de índice barato de verdade só começamos a ver em 2004, quando o BNDES começou a emissão de PIBBs.

O mesmo se diga de obras de investimentos e finanças pessoais. Como no Brasil não temos nenhum título que trate de modo mais aprofundado de assuntos como asset allocation, sou obrigado a resenhar obras estrangeiras no original. Mas não considero isso ruim (pelo menos tão ruim), uma vez que acabo aperfeiçoando o estudo do inglês nessa área. Mas isso dificulta o acesso do leitor/investidor brasileiro a fontes fidedignas de conhecimento, que deveriam há muito tempo estar presentes no mercado editorial brasileiro. Bom, quem sabe até 2020 não teremos pelo menos meia dúzia de livros sobre esse tema em terras tropicais…

O livro que estou tendo a grande satisfação de resenhar no dia de hoje tem, dentre outros atributos, a notável qualidade de estar extremamente atualizado. Também, pudera: um livro que foi lançado, para os próprios norte-americanos, no final de 2010 (com prefácio de John Bogle, datado de setembro de 2010), está igualmente sendo “degustado”, digamos assim, pelo público brasileiro, quase que simultaneamente. Vale dizer que comprei o livro em pré-venda, e, na época, ainda não existia uma versão para o Kindle. Trata-se, portanto, de informação atualíssima, que irá reforçar em você o gosto pelo passive investing.

Essa estratégia de investimentos tem uma virtude que considero imbatível: é a que melhor apresenta a relação custo/benefício para o investidor pessoa física que não quer gastar muito tempo com seus investimentos, e ainda assim quer obter retornos acima dos obtidos pela maioria dos profissionais do mercado financeiro. Ou seja, a obtenção do maior benefício pelo menor custo possível. Um apelo quase irresistível. Vamos, então, destrinchar essa excelente obra? 😀

Informações técnicas

Título: The Power of Passive Investing: More Wealth with Less Work

Autor: Richard Ferri

Páginas: 264

Preço: US$ 19,14

Part I – The active versus passive debate

1 | Framing the debate

Do que trata exatamente o investimento passivo? O passive investing trata do investimento em fundos de índice passivo de baixo custo e em ETFs que capturem o retorno dos mercados financeiros menos uma pequena fração de despesas. Essa estratégia deixa sua carteira muito mais próxima dos retornos de mercado do que fundos de gestão ativa, e lhe assegura que você ganhará sua porção justa daqueles retornos.

Só que os fundos passivos só começaram a surgir em meados dos anos 70, a partir da criação do Vanguard Index S&P 500. Até então, os fundos de gestão ativa eram uma ótima ideia. Aliás, quando eles surgiram, nos anos 20, eles eram uma boa ideia. Por quê? Porque era muito custoso investir diretamente em ações individuais – os custos chegavam a 11% do capital investido. Só que numerosos estudos começaram a surgir, nos anos 60 e 70, comprovando que eles não ganhavam de seus índices de referência, além de serem muito caros. Com a criação da Vanguard, aos poucos os fundos de índice começaram a se popularizar, pois ofereciam bons retornos a preços baixos.

2 | Early performance studies

Esse capítulo mostra, por meio de estudos feitos por gente da tarimba de Bogle, Markowitz, Fama, Sharpe, Treynor e Jensen, dentre outros, que, antes dos custos, os gestores ativos não adicionam muito valor sobre os benchmarks de mercado, e, após os custos, não adicionam valor algum, além do fato de que os poucos que vencem o mercado não compensam de forma adequada os riscos assumidos. Durante décadas, percebeu-se que os fundos de gestão ativa vencem seus pares de gestão ativa na proporção de 2/3. Isto é, enquanto 1/3 dos fundos ativos conseguem ganhar dos índices de mercado, 2/3 dos fundos perdem.

3 | The birth of index funds

Capítulo que dedica especial atenção ao estudo do desempenho do pioneiro fundo de índice do Vanguard 500, no período de 25 anos – 1984-2009 – e que confirma a relação 1:2, isto é, um terço dos fundos tiveram desempenho acima do índice, e 2/3 tiveram desempenho abaixo do índice. Mas pera lá. E aquela história de que 90% dos fundos de gestão ativa não conseguem ganhar do mercado? Não há contradição aí?

Não, não há. E isso porque o estudo levou em conta apenas os fundos de gestão ativa que sobreviveram de 1984 até 2009. É o chamado “viés de sobrevivência” (survivorship bias). Sem esse viés, comparando com todos os fundos do período examinado, incluindo aqueles que “morreram no meio do caminho”, o Vanguard 500 não se situaria no 34º percentil, mas sim no 15º percentil.

Mas não é só isso. Antes que você se anime a começar a investir em fundos de gestão ativa, saiba que os 1/3 que superaram o índice, o fizeram por uma média de 0.96% acima do desempenho do índice. Fala sério, investir em fundo ativo para ganhar um excesso que corresponde a uma “miséria” de menos de um por cento?

Mas espera que tem mais. Esses resultados não consideram despesas com taxas de carregamento (coisas dos EUA), risco maior assumido por alguns desses fundos vencedores (p.ex., muitos deles investem em small caps, que notoriamente apresentam um risco muito maior), e os impostos. Incluindo todas essas informações na conta, não espere que mais do que 10% dos fundos ativos ganhem do mercado. Exatamente como o estudo do JP Morgan revelou.

4 | Advances in fund analysis

Com o avanço da tecnologia de computação de dados, muitos, mas muitos estudos mesmo, têm sido realizados tentando descobrir o tal do alfa, que seria a habilidade, o talento, dos gestores de fundos, aquilo que faria um fundo gerenciado por esse talento ter um desempenho estelar. Mas o tal do alfa parece não existir. O que os fundos vencedores têm se deve muito mais a uma questão de sorte, do que de habilidade. E, nesse sentido, o investidor estará mais bem servido com um cardápio de fundos e ETFs de baixo custo e amplamente diversificados.

5 | Passive choices expand

O mundo dos investimentos passivos não se restringe apenas aos fundos de índice do mercado de ações – bem, pelo menos nos EUA… Lá existem fundos de índice passivo nos mercados de renda fixa, ações internacionais, REITs etc. Nos EUA, Ferri critica a “sanha” de Wall Street por tentar desvirtuar a natureza de alguns produtos. Ele está falando dos ETFs de gestão ativa (!!!???), que estão vindo com tudo nos EUA. É claro que esses ETFs não são os ETFs “puro sangue”, pois, além de seguirem índices um tanto quanto estranhos, ainda apresentam altas taxas de administração e baixo grau de transparência. Já pensou se essa praga chega no Brasil?

6 | Portfolio of mutual funds

Quanto mais fundos de gestão ativa você tiver em sua carteira, e quanto mais você os mantiver durante o passar dos anos, menor será a probabilidade deles alcançarem retornos superiores aos de mercado. A questão não é saber se o mercado é eficiente: a questão é saber se os seus investimentos são eficientes. É para isso que você está investindo: para criar e manter um portfólio que tenha a maior probabilidade de sucesso. O resto é besteira, conforme expliquei aqui: O que você quer realmente não é bater o mercado….

Part II – Chasing alpha and changing behavior

7 | The futility of seeking alpha

De novo, a velha ladainha de sempre: “os melhores fundos de investimento de 2010”, “as 10 empresas que irão bombar em 2011”, “as top picks do mês”, “esse fundo teve desempenho de 350% acima do Ibovespa nos últimos 3 meses”…muitos estudos expostos nesse capítulo comprovam o que o leitor do blog Valores Reais já sabe faz tempo: a probabilidade de encontrar fundos ativos vencedores é baixa, o prêmio por encontrá-los é baixo comparado com o risco assumido, e a performance superior não dura muito tempo (no máximo 12 meses). Não perca seu tempo tentando encontrar talento onde ele não existe. Tenha uma estratégia de investimento passivo e seja feliz. Essa é a mensagem de Ferri, sintetizada em poucas palavras.

8 | Active and passive asset allocation

O melhor capítulo do livro, o crème de la crème de uma obra que já pode ser considerada uma bela cereja no bolo, ou melhor, da estante, de todo passive investor que se preze. Ferri explica as diferenças entre uma estratégia de alocação de ativos tática, e uma estratégia de alocação de ativos estratégica. Resumindo de maneira bem simples, na tática você faz market timing; na estratégica, você estabelece percentuais-alvo de cada ativo, e segue um rebalanceamento fixo, sem fazer market timing.

Estudos feitos por analistas apontam fortes evidências em favor da estratégia mais passiva, ou seja, da alocação estratégica. Existe um timing gap, um buraco no desempenho, enorme, em desfavor de quem pratica alocação tática, conforme, inclusive, comentamos em outro artigo.

9 | Changing investor behavior

Como eu não canso de repetir, existe muita besteira sendo divulgada na mídia que faz o investidor acreditar que é só batendo o mercado que se consegue sucesso no mercado financeiro. Isso não tem nada a ver. O que você realmente quer é ter sua fatia justa, sua porção justa, do retorno oferecido pelos mercados. Esse capítulo é especialmente voltado para as finanças comportamentais, mas Ferri não fica repetindo conceitos já bem explanados em outras obras, inclusive nas dele mesmo. O foco dele, nesse capítulo, é mostrar as razões pelas quais é melhor investir de modo passivo, provando, por A + B, que investir seu dinheiro é um negócio sério, e que você deve ter tanta seriedade no gerenciamento de sua carteira de investimentos quanto tem no gerenciamento de sua carreira, de seu trabalho. Educar-se e informar-se é o caminho, porque o passive investing funciona, quer queiramos, quer não. Contra fatos, não há argumentos.

Part III – The case for passive investing

Confesso que essa última parte é a mais chata do livro, pois nela o autor discute políticas de investimento passivo para 4 diferentes grupos de investidores: investidores individuais pessoas físicas e suas famílias, fundos de caridade e contas privadas; fundos de pensão, e, finalmente, consultores financeiros.

10 | The passive management process

O processo de gerenciamento passivo envolve cinco passos: 1) determinar o objetivo da carteira, pela compreensão das necessidades de renda do investidor, horizonte de tempo, situação fiscal, tolerância ao risco e outros fatores subjetivos e únicos; 2) examinar as várias classes de ativos para estimar sua relação risco/retorno no longo prazo, correlação com outras classes etc., 3) criar uma apropriada alocação estratégica de ativos que reflita os objetivos do investimento; 4) escolher os títulos que melhor representem cada classe de ativos; 5) implementar o plano e mantê-lo por meio de rebalanceamentos periódicos que controlem o risco e proporcionem ganhos extras.

11 | The passive case for individual investors

Cuidar do dinheiro é importante, e ter uma estratégia que proporcione a maior probabilidade de alcançar nossos objetivos no longo prazo, com o mínimo de custos, é fundamental para maximizar o valor do dinheiro no tempo. O investimento passivo é *a* solução, pois os retornos do portfólio só devem crescer, quando erros de market timing são eliminados e os custos operacionais são reduzidos.

É importante destacar também que, ao lado dos ativos no mercado financeiro, nós temos também “ativos paralelos”, tais como: capital humano (nossa habilidade para ganhar dinheiro), imóveis, aposentadorias e pensões do INSS/sistema previdenciário público e heranças. Devemos conservá-las porque são importantes para a provisão de segurança e conforto no futuro.

12 | The passive case for charities and personal trusts

Considerações gerais sobre como investir carteiras de investimentos de fundações de caridade, associações sem fins lucrativos e contas privadas, demonstrando-se as vantagens dos investimento passivo, de baixo custo, e ampla diversificação.

13 | The passive case for pension funds

Gerir fundos de pensão é uma enorme responsabilidade nos EUA, e a lei exige que eles diversifiquem para minimizar os riscos de grandes perdas, uma vez que há fluxos constantes de saída de dinheiro (que são sacadas pelos beneficiários).

14 | The passive case for advisors

Finalmente, dicas sobre como os consultores financeiros podem explorar melhor essa filosofia de investimentos para seus clientes. Nos EUA, o curioso é que muitos consultores fogem do passive investing, preferindo recomendar estratégias ativas de gestão de carteira, e isso ocorre precisamente porque é isso que seus clientes querem: bater o mercado (duh!). Nesse capítulo, então, Ferri tenta persuadir os consultores que usam métodos de gestão ativa a mudarem sua metodologia de trabalho, que passa necessariamente pela educação de seus clientes e honestidade total quanto às decisões de investimento.

Conclusão

Com muitas novidades, trazidas especialmente pelas pesquisas realizadas nos últimos anos, colhendo dados pós-crise 2008, e muitas das quais estendem a análise de dados até 2010, The Power of Passive Investing: More Wealth with Less Work é um excelente livro. A obra procura demonstrar, com argumentos sólidos e cientificamente comprovados, tanto do ponto de vista estritamente matemático-financeiro, quanto sob o ângulo psicológico, as vantagens e os benefícios proporcionados por uma estratégia baseada em investimento passivo, focada em fundos de índice passivo e ETFs amplamente diversificados, e de baixo custo.

Um destaque especial vai para o exame do timing gap e da necessidade de focar a gestão da carteira naquilo que realmente interessa, evitando distrações como discussões em torno de “mercados eficientes”, “bater o mercado” e similares.

Tirando os capítulos que integram a última parte, a obra apresenta explicações claras e convincentes que conduzem o leitor a refletir melhor sobre o gerenciamento de sua carteira.

Outra coisa boa do livro é que o autor não repete aquilo que é abordado tantas vezes por outros livros de alocação de ativos, tais como “história das ações e dos títulos nos EUA” ou “aspectos das finanças comportamentais revelados nos últimos tempos”, ou ainda, “proporções de ativos em cada classe que um investidor deve seguir”. Para tais temas, já existe literatura farta e de alta qualidade, como já revelamos em inúmeros livros já resenhados no site, alguns inclusive do próprio Ferri.

Depois de ler tantos livros sobre análise técnica, e, em seguida, ler tantos livros sobre análise fundamentalista, e, depois, ler alguns outros tantos livros sobre investimento passivo, e, mais do que isso, depois de aplicar cada um dessas estratégias de investimento à minha própria carteira de investimentos, não tenho dúvidas de dizer que o investimento passivo é o menos estressante, o que consome menos tempo e, ainda por cima, o que proporciona mais retornos líquidos finais.

Pode até ser que, no curto prazo, não seja a estratégia mais vencedora. Porém, como o que interessa é ver os juros compostos funcionarem no longo prazo, e como o que interessa de verdade é gastar nosso precioso tempo menos no home broker e mais em aproveitar a vida, não tenho dúvidas de que, para a maioria dos leitores/investidores, o passive investing é a única solução acertada. Mais riqueza com menos trabalho: é isso que o investimento passivo prega. E é isso o que ele entrega. E não é isso o que justamente você deseja?

Trata-se de uma obra pequena no tamanho, mas grande no conteúdo. Por isso, leva mais um selo de fortemente recomendado do blog Valores Reais. 😀

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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20 Responses to Resenha: The power of passive investing, de Richard Ferri

  1. Henrique Carvalho 27 de fevereiro de 2011 at 21:53 #

    Excelente Resenha Guilherme!

    Vou comprar este livro. Admiro bastante o trabalho do Ferri, autor que me abriu os olhos para a alocação de ativos através do All About Asset Allocation.

    Esta obra aparenta ser um ótimo complemento, reforçando conceitos anteriores e indo além nos estudos.

    Parabéns pelo texto. Muito organizado, claro e objetivo.

    Grande Abraço!

  2. Jônatas 27 de fevereiro de 2011 at 22:38 #

    Fala Guilherme,

    Parabéns, mais uma excelente resenha que vem reforçar a posição de que investir de forma passiva é a melhor estratégia no longo prazo.

    Abraço!

  3. Evertonric 28 de fevereiro de 2011 at 11:07 #

    Olá Guilherme.
    Preciso comprar este livro tbem, porém tenho um pequena lista de livros que quero ler antes deste, pois já tenho minha estratégia formada: Sou passive investor.
    Investindo passivamente e diversificando adequadamente é a solução. Afinal para que estress se cada um de nós já sabemos que papel comprar no próximo mês.
    Eu tenho poucos ETFs em minha carteira, pretendo aumentar com o tempo.
    Sempre focando o longo prazo.
    Forte abraço e boa semana.

  4. http://investindo-todo-mes.blogspot.com/ 28 de fevereiro de 2011 at 15:18 #

    Parabéns ,
    A resenha ficou muito boa!

    Abços
    ITM

  5. Rodrigo Biolchini 28 de fevereiro de 2011 at 22:35 #

    Ainda não invisto mas sempre acompanho os posts do seu blog.

    Com esse artigo estou mais do que convencido que investimento passivo é a chave para render bons frutos e ganhar em qualidade de vida.

    Não me aventurei em ler livros de investimento em inglês mas os livros de boa qualidade estão nesse idioma e preciso me adaptar.

    Meus parabéns e muito obrigado por se disponibilizar a oferecer informação de alta qualidade!

  6. Willy Fog 6 de março de 2011 at 9:59 #

    Guilherme meu caro,
    .
    Parabéns por mais uma excelente esta resenha! Gostei muito da seguinte frase:
    .
    “Tenha uma estratégia de investimento passivo e seja feliz.”
    .
    E também espero que esta bomba de fundos ATIVOS de ETFs não chegue no Brasil.
    .
    Abcs

  7. Rulio 7 de março de 2011 at 11:42 #

    Guilherme, parabéns! Não conheço nenhum outro site que oeferça resenhas tão completas e sensatas como temos a oportunidade de ver aqui. Espero acompanhar seu blog por muitos anos!

  8. HEAVY METAL 12 de março de 2011 at 11:46 #

    Aprendi na pele o poder destrutivo da alta rotatividade de ativos na carteira, sem avaliar metas de ganhos ou prazo de investimento. O lucro de verdade passou a vir com a disciplina e paciência no investir, além de se escolher bem onde colocar meu dinheiro (que exige estudo e pesquisa).

    Frase velha, mas sempre “em dia”: “Passarinho que pula de galho em galho quer é levar chumbo na asa”. Viver para investir nem sempre retorna em bons investimentos para se viver. Viva a passividade! – que não significa ser negligente ou relaxado com o próprio dinheiro, mas ser mais tranquilo. CIEL3 caindo como faca e eu fiz PM (entrei nos 13,00), comprei até nos 11,50. Ontem, fechou a 14,14. Se realizar lucro agora, ganho 13% em menos de 2 meses. Tempos atrás já teria saído com 5% de lucro, mas vejo que o ativo pode ir além disso.

    • Helio 21 de abril de 2011 at 16:10 #

      HEAVY METAL, vc é hipócrita? Acho que vc nao entendeu nada que o Guilherme escreveu. Vive fazendo trade, operando opção, critica quem investe em carteira de dividendos, e ainda se diz investidor passivo? Fico doido quando vejo trade dizer que é investidor passivo. Isto pode confundir os iniciantes. Tenha mais cuidado com o que escreve. Investimento Ativo é uma coisa e Investimento passivo é outra coisa. Abraços.

      • HEAVYMETAL 11 de maio de 2011 at 21:49 #

        Caro favelado Helio,

        Eu por acaso te conheço de alguma obra de caridade onde passei??? Vc tá muito revoltado, fiooooooo de Deus!!! Fumou OXY?????? Ou você foi abusado quando era criança? (isso se vc tiver mais que 13 anos de idade…). Pelo visto, não lê o que eu escrevo, nunca viu meu Blog e deve ser BURRO que só sua mãe te batendo para aprender que 2 + 2 não são 22.
        – Não faço day trade, seu energúmeno. Já fiz e não faço mais.
        – Para não vomitar calúnias, estude antes o que significa VENDA COBERTA DE OPÇÕES. Detesto ensinar a gente estúpida.
        – Onde foi que eu critiquei quem investe em dividendos? Realmente, vc deve ser muitxxxxxxxo LOKOOOÔ!!!!! Se puder provar, coisa que vc não pode, coloque aqui o link para que todos vejam.
        – Tenha mais respeito antes de se dirigir a quem vc não conhece. Se eu te encotrasse pessoalmente, dúvido que seria tão macho quanto é atrás de um computador.

        Uma pena que pessoas tão pobres de espírito escrevam aqui também. Aos que conhecem meu Blog sabem que nada do que vc acusou aqui é verdade. Vc me mandou um abraço, eu quero que vc se F..a!

      • HEAVY METAL 11 de maio de 2011 at 21:57 #

        Sim, sou hipócrita. Ando com pessoas como vc, que acusam as pessoas que não conhecem de coisas de que elas não fazem ou não disseram. Nossa mãe, como vai?

  9. Gisely Chessed 13 de março de 2011 at 0:16 #

    Mais um livro pra listinha! Muito bom

  10. Guilherme 22 de março de 2011 at 12:35 #

    Finalmente atualizando os comentários!!!

    Obrigado a todos pelas palavras!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. HEAVY METAL 11 de maio de 2011 at 21:54 #

    Caro Guilherme,

    Gostaria de mais respeito e se possível que comentários agressivos fossem banidos. Não foi de sua parte, mas a pior doença é a calúnia. Este pseudo investidor Helio me acusou
    de coisas infundadas. Exceto que vc concorde com ele, gostaria de ler sua opinião a respeito do modo como o mesmo se dirigiu a mim.

  12. HEAVY METAL 11 de maio de 2011 at 22:01 #

    Em tempo:

    Investir de forma passiva não impede a ninguém que equilibre sua carteira de ativos com a venda de alguns que estão supervalorizados pela compra de outros subvalorizados (vendi EURO11 comprado por 164,00 nos 198,00 depois de quase 1 ano e comprei CIEL3 nos 12,XX entre outros). Mas, se algum analfabeto financeiro considera isto “trade”… paciência!

  13. Guilherme 12 de maio de 2011 at 12:58 #

    Heavy Metal, obrigado pelo aviso, irei analisar o teor dos comentários para evitar discussões que escapem dos propósitos do blog.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  14. Davi 1 de outubro de 2013 at 14:18 #

    Uma das coisas que me preocupa quanto aos ETFs é:

    (1) Empresas que estão no índice, mas são, reconhecidamente maus investimentos (sem boas perspectivas de médio e longo prazo);

    (2) Indices baseados no Ibovespa tem um grande peso em commodities (e pior, com forte interferência estatal). O que é bem diferente dos mercados desenvolvidos.

    Isso gera um pouco de incerteza, se os livros, e comentários/estratégias (inclusive do próprio Buffett) se aplicam ao nosso contexto brasileiro.

    Enfim, penso que talvez nossa situação seja um tanto atípica. Será?

    • Guilherme 2 de outubro de 2013 at 19:50 #

      Oi Davi, de fato suas preocupações têm fundamentos, sim. O fato de o Índice estar amparado em grupos de commodities faz com que, naturalmente, a Bolsa sofra interferências não verificadas em outros mercados.

      De maneira geral, ainda penso ser válido o investimento no Índice, uma vez que ainda existe uma diversificação bastante razoável entre diferentes empresas de diferentes setores da economia.

      Abç!

      • Davi 3 de outubro de 2013 at 13:19 #

        Obrigado!

        Sugestão: ficaria muito feliz em voltar a ver comentários semanais (‘Resumão da Semana’).

        Grande abraço!

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