Se você tiver chegado até aqui vindo do Google, Twitter ou Facebook, em busca de mais informações sobre como tornar sua viagem ao exterior mais econômica, seja bem-vindo!
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Última atualização do texto principal: 14 de abril de 2013.
Com o aumento do IOF para compras no exterior usando o cartão de crédito, conforme anunciamos aqui semana passada, uma alternativa bastante atraente, e que deve ser seriamente considerada pelo leitor-viajante, que se preocupa mais em ter dinheiro no bolso do que com acúmulos eventuais milhas aéreas, é o uso do cartão de débito para realizar saque em moeda estrangeira usando ATMs locais. Por quê? Porque saques internacionais usando o cartão de débito de seu banco, para começo de conversa, pagam um IOF ridiculamente menor: 0,38%, em contraposição aos famigerados 6,38% cobrados pelas compras utilizando o cartão de crédito.
Aproveitando uma viagem que fiz semana passada para os Estados Unidos, resolvi criar mais esse serviço de utilidade pública para nossos leitores: utilizei cartões de débito de 4 bancos diferentes, no mesmo dia, e no mesmo caixa eletrônico, e vi diferenças substanciais na cotação utilizada em cada um deles para a conversão do dólar para a moeda brasileira. Vamos aos resultados (por ordem alfabética)? Vale lembrar que os dados abaixo não são hipotéticos: foram exemplos reais, práticos, utilizados “sacrificando”, digamos assim, minha conta bancária….rsrsr….em prol do interesse público em saber qual é o banco que oferece a melhor cotação para saque no exterior utilizando o cartão de débito.
Cotação de referência
Em primeiro lugar, é preciso atentar que todos os saques foram realizados no dia 30.03.2011, quando a cotação do dólar comercial ptax, para venda, iniciou em R$ 1,641 e fechou o dia cotado a R$ 1,6360, conforme dados disponibilizados na página do Banco Centra do Brasil.
1. Banco do Brasil
Utilizando um cartão múltiplo Ourocard, na função débito, US$ 100 foram sacados ao preço de R$ 175,54. Ou seja, houve um exorbitante ágio de cerca de R$ 0,12, uma vez que a cotação utilizada pelo BB considerou o dólar cotado a R$ 1,75 (em contraposição aos R$ 1,63 fechados no dia).
Mas não é só isso.
O BB ainda cobra, para cada saque no exterior utilizando o cartão de débito, segundo a tabela de tarifas disponível na Internet (vide página 5), e confirmada integralmente nesse estudo de utilidade pública, uma tarifa de US$ 2,50 + 2,5% do valor da operação. Traduzindo em miúdos: aos 100 dólares acima foram acrescentados mais US$ 2,50 de tarifa fixa + US$ 2,50 proporcionais ao valor da operação. Ou seja, + 5 dólares só de tarifa de saque. E isso sem considerar o IOF de 0,38%, que não sei se veio “incorporado” no momento do saque ou se é debitado da conta-corrente posteriormente (atualizarei o post assim que souber, mas tenho quase certeza que será lançado a débito posteriormente, embora isso esteja demorando para acontecer, afinal, o saque foi realizado na quarta-feira, e já estamos no domingo).
ATUALIZAÇÃO em 07.07.2012: a tarifa de saque no exterior usando a função débito do cartão múltiplo Ourocard passou a ter valor fixo de R$ 12 por operação, conforme Nova Tabela de Tarifas divulgada pelo banco (vide página 1).
Total da conta: US$ 105, ou R$ 184,22.
Quem for utilizar o cartão múltiplo do BB no exterior, tomem cuidado para não escolher a opção “Fast cash”, mas sim a opção “withdrawal” e, em seguida, a opção “from checking”. Isso evitará que se saque dinheiro do limite do cartão de crédito, e, portanto, dos juros exorbitantes cobrados por esse tipo de serviço.
2. Bradesco
Utillizar o cartão de débito do Bradesco é tão triste quanto utilizar um cartão de débito do BB. Isso porque US$ 100 foram sacados ao preço de R$ 172, ou seja, cotação de R$ 1,72 (comprovado no próprio extrato bancário) , em contraposição aos R$ 1,63 de fechamento do dia, portanto, num dia em que a cotação do dólar comercial navegou 12 centavos abaixo desse valor…
Vamos às tarifas.
O Bradesco, de acordo com a tabela de tarifas (vide página 6), US$ 2,50 + 2,42% do valor da operação. Ou seja, pelos 100 dólares sacados no exterior, foram cobrados US$ 4,92.
ATUALIZAÇÃO em 07.07.2012: a tarifa de saque no exterior usando a função débito do cartão vinculado à conta-corrente passou a ter valor fixo de R$ 7,90 por operação, conforme Nova Tabela de Tarifas divulgada pelo banco (vide página 6).
Total da conta: US$ 104,92, ou R$ 180,46.
Tal como no caso do BB, ainda não sei se o IOF foi “incorporado” no instante do saque, ou se será debitado posteriormente. Qualquer novidade, vou atualizando esse post.
De qualquer modo, utilizar o cartão de débito do Bradesco parece ser mais vantajoso que usar o do BB, não só pelo valor proporcional à operação ser menor (0,08% menor), mas também por utilizar uma cotação do dólar mais vantajosa, embora ainda alta.
Vale lembrar que, nos cartões de crédito (“crédito”, e não “débito), o Bradesco é o banco brasileiro que oferece as piores cotações para a conversão, para efeitos de milhas, utilizando um câmbio bem próximo do dólar turismo. Se utilizar cartão de crédito no exterior ficou ruim com o aumento do IOF, ficou pior ainda para quem usa cartões Bradesco no exterior (a exceção são os cartões Visa Infinite e Mastercard Black, devido ao fator multiplicador mais alto, conforme explicaremos em um post futuro).
3. Itaú
Atualmente, o Itaú tem oferecido péssimas cotações de dólar nos cartões Itaucard, bem próximas do dólar turismo. E o pior é que essa tendência também ocorre em relação à cotação utilizada no cartão de débito, para saque no exterior.
100 dólares sacados no exterior custaram a bagatela de R$ 168,66, ou seja, com a cotação de R$ 1,68, num dia de dólar comercial ptax fechado a R$ 1,63.
Felizmente (ou infelizmente, dependendo do ponto-de-vista), o IOF foi debitado já no dia seguinte, o que elimina qualquer dúvida a respeito de um possível “embute” do IOF no momento do saque.
De acordo com a tabela de tarifas disponível na Internet, cada saque no exterior na função débito tem um custo de R$ 9,00, independentemente do valor.
Total da conta: US$ 100 (= R$ 168,66) + R$ 9 + R$ 0,64 = R$ 178,30.
4. Santander
Coincidentemente, à medida que avançamos na ordem alfabética, vimos uma tendência à melhoria na cotação. O curioso é que essa tendência acabou se confirmando com o uso do cartão múltiplo Santander, na função débito. Para minha surpresa, esse banco apresentou a melhor cotação para saque internacional de conta corrente.
Resumindo: 100 dólares foram sacados ao preço do fechamento do dólar comercial ptax do dia: exatos R$ 163,60. No dia seguinte, houve, inclusive, e até de modo surpreendente, um ajuste a crédito na conta-corrente, de modo que o valor debitado da conta espelhasse fielmente o valor do fechamento do câmbio comercial do dia anterior.
Maaaassss……
Sempre há um “mas”, “porém”, “todavia”, nessa história toda, não é mesmo? Pois vamos ao “porém”: o saque internacional na função débito apresenta uma nada modesta tarifa de R$ 13,50 por saque realizado, de acordo com a tabela de tarifas disponível na Internet.
E tem mais: se você for sacar em outra moeda, que não o dólar (por exemplo, está na Europa e vai sacar em euro), prepare-se para um adicional: uma taxa de conversão de outras moedas para dólar americano no importe de 2,5% do valor da operação. Atualizado: com a nova regulamentação dos cartões de crédito, essa tarifa de conversão deixou de ser cobrada.
Total da conta nos EUA: US$ 100 (R$ 163,60) + R$ 13,50 = R$ 177.
Vale lembrar que clientes do segmento Van Gogh tem direito a 2 saques internacionais isentos dessa famigerada tarifa de R$ 13,50. Porém (rsrsrs, sempre tem um “porém”), para ser cliente com esse “status”, é preciso pagar uma nada modesta tarifa mensal de R$ 55 ou R$ 45, a menos que você tenha R$ 100k aplicados em investimentos no banco (que, pela minha análise, são, em sua maioria, fracos, caros e pouco rentáveis, como, aliás, são, em geral, os fundos de investimentos de bancos, como já alertei nesse artigo: A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que…).
5. HSBC e CEF
Uma palavrinha final sobre o HSBC: dizem (veja bem, “dizem”, eu não tenho como comprovar na prática), que a cotação do dólar utilizado por esse banco se aproxima bastante do fechamento ptax do dólar comercial, ou seja, ele seria tão bom quanto o Santander, com a diferença prática – e super importante (essa sim comprovada) – que clientes do segmento Premier não sofrem cobrança de tarifa para saque realizado em ATMs do próprio banco localizados no exterior. Atualizado: alguns leitores clientes do HSBC têm constatado que as cotações de saque no cartão de débito, infelizmente, têm sido bem próximas da do dólar turismo.
A CEF não oferece essa opção de saque no exterior na função débito. Sorry.
Dicas que valem dinheiro
1. Para usar o cartão de débito no exterior, geralmente é preciso autorização do gerente e/ou da central de atendimento do cartão. Às vezes, é possível você mesmo liberar o uso do cartão no exterior, via Internet Banking. Na dúvida, utilize os 3 canais de atendimento, ou seja, faça a solicitação no Internet Banking, converse com o gerente, e telefone para o 0800.
2. Atenção para o ATM que você irá utilizar no exterior: o banco dono do ATM pode cobrar mais uma tarifa sobre o saque, que pode chegar a até US$ 5 por saque realizado. No meu caso, vi que o Bank of America cobra US$ 3 por saque, independentemente do volume. Já o Chase não cobra tarifa alguma. Conclusão: se você estiver viajando para os EUA, utilize os ATMs do Chase, uma vez que ele não cobra tarifa de saque. O “porém” é que, pelo menos no meu caso específico, só vieram notas de US$ 20. Atualizado: de acordo com o relato de diversos leitores, o Chase, infelizmente, passou a cobrar tarifa de saque.
3. Há limites estreitos para saques no exterior, mais estreitos geralmente que os para saques nacionais – geralmente eles ficam limitados a US$ 500, por dia. Verifique se os limites que você tem são condizentes com sua viagem para o exterior e, se não forem, peça para aumentar. Atualizado: diversos leitores reportaram que os limites são por dia e por cartão, dependendo do banco. Dessa maneira, se você tiver dois cartões de débito do mesmo banco (um da bandeira Cirrus/Visa, e outro da bandeira Maestro/Master), leve ambos. Isso irá duplicar seus limites.
Afinal, não vale mais a pena comprar com o cartão de crédito?
Alguém já deve ter feito o raciocínio mental: “pera lá: US$ 100 em compras com o cartão de crédito no exterior, com o acréscimo de US$ 6,38 – devido ao IOF de 6,38% – daria US$ 106,38, o que, considerando o câmbio a R$ 1,6360, resultaria num valor final de R$ 174,03, logo, um valor mais baixo que todos os valores acima apresentados. Ôba, vou usar o cartão de crédito!”
O raciocínio não está totalmente correto, por três motivos.
Primeiro, porque ninguém vai ao exterior para gastar apenas US$ 100.
Segundo, porque, por razões que a própria razão humana desconhece, os bancos apresentam valores diferentes de cotação para fechamento da fatura do cartão de crédito e para saque no exterior na função débito. Eles ora favorecem a cotação do cartão de crédito – caso do Banco do Brasil, que, apesar da horrorosa taxa de câmbio para saque no exterior, fornece uma cotação para fechamento de fatura bem próxima do dólar comercial ptax (geralmente de R$ 0,02 a R$ 0,03 acima apenas) – ora favorecem a cotação do cartão de débito - caso do Santander, que, apesar da excelente taxa de câmbio para saque internacional na função débito, apresenta um ágio de R$ 0,03 a R$ 0,06 na cotação do dólar para efeitos de fechamento da fatura do cartão de crédito.
E terceiro, e mais importante, porque o valor de IOF é proporcional ao valor da compra (6,38% da compra, e não R$ 6,38 fixos, ou ainda US$ 6,38 fixos), e não uma tarifa fixa. Ou seja, quanto mais você gastar no cartão de crédito, mais dinheiro desnecessário e inútil (IOF) estará gastando. Aí eu pergunto: você gosta de gastar dinheiro à toa?
Mesmo assim, por conta da alta cotação utilizada pelos cartões de débito do BB e Bradesco, ainda pode valer a pena usar cartões de crédito de alguns bancos, inclusive do próprio BB, se você não tiver um cartão de débito que ofereça uma taxa de câmbio competitiva. Para resumir e ilustrar a controvérsia, abaixo está uma tabela comparativa de compras equivalentes a US$ 1.000 com cartões de débito e diferentes cotações de cartões de crédito.
Vale lembrar que, para que a tabela ficasse o mais próximo possível da realidade, simulei 4 saques no cartão de débito, de US$ 250 cada, uma vez que se mostra pouco distante da realidade da maioria das pessoas alguém conseguir sacar mil dólares de uma só vez em caixa eletrônico…
Outra variável importante é, caso você utilize o cartão de crédito, “torcer” para que, na data de fechamento da fatura do cartão de crédito, o valor do dólar comercial não aumente, pois isso fará com que você pague mais caro do que tivesse pago com dinheiro sacado da conta corrente no exterior.
Não incluímos na tabela o saque com cartão de débito do HSBC, embora leitores tenham reportado que esse banco oferece uma taxa de câmbio competitiva para saque em moeda local no exterior. Se assim for, sua situação se assemelharia à do Santander, e ficaria na frente inclusive do banco Itaú. Atualizado: vários leitores reclamaram que a cotação utilizada pelo HSBC, nos saques com cartão de débito, tem sido próxima à do dólar turismo, mais cara.
Também é importante relembrar, como, ademais, exposto na tabela, que alguns bancos podem cobrar tarifas extras sobre compras no exterior usando o cartão de crédito. É o caso dos cartões Ourocard do Banco do Brasil: conforme tabela já linkada aqui, página 5, compras no exterior são tarifadas em 2,5% sobre o valor da transação, + a paulada do IOF de 6,38%. Portanto, façam as contas antes de sacar o cartão de crédito na carteira! Atualizado: em virtude da nova regulamentação dos cartões de crédito, essa tarifa extra sobre compras no exterior foi abolida. Contudo, o famigerado IOF de 6,38% continua ativo!
Conclusões
Diante do estudo acima apresentado, e das surpreendentes constatações acerca de alguns cartões, já podemos tirar importantes conclusões.
Os dois fatores que mais impactam o valor final de suas compras no exterior são a cotação do dólar utilizada pelo seu banco + tarifa de IOF incidente sobre a operação. No caso da cotação do dólar, evite, sempre que possível, utilizar meios de pagamento que utilizem o dólar turismo como referência, como é o caso de compra de moeda estrangeira no Brasil, cartões de débito pré-pagos (os chamados Visa Travel Money – VTMs e similares que estão sendo lançados no mercado, da Mastercard e da Amex) e cartões de crédito que utilizem, na data de fechamento da fatura, o dólar turismo como parâmetro para conversão das milhas, como é o caso dos cartões Bradesco, incluindo aí os cartões American Express, que são administrados por esse banco. Atualizado: embora o cartão de débito pré-pago utilize de fato uma cotação próxima da do dólar turismo, ele apresenta a vantagem de você prefixar, “travar” uma cotação do dólar já no momento da compra ou recarga do cartão, o que evita o risco cambial. Além disso, ele pode ser uma tremenda mão na roda na hora de fazer o controle das despesas no exterior.
No caso do IOF, fuja, sempre que possível, do cartão de crédito, devido ao exorbitante valor incidente sobre as operações: 6,38%. Como demonstrado acima, se você está a fim de gastar dinheiro à toa, use cartões Bradesco ou Amex, pois, nesse caso, você estará no pior dos dois mundos: cotação de dólar turismo para fechamento da fatura (o pior câmbio) + IOF de 6,38% (a pior alíquota de IOF).
O melhor mesmo, se você quiser maximizar o valor do seu dinheiro nas viagens, é usar a melhor combinação, que consiste numa cotação do dólar o mais próximo possível do câmbio comercial + IOF de 0,38%. Nesse caso, o uso dos cartões de débito, para saque em ATMs locais, do Santander e Itaú e (possivelmente) HSBC se mostra imbatível, desde que respeitadas certas premissas, quais sejam: saque de grandes quantias, a fim de que o valor pago a título de tarifa de saque seja proporcionalmente o menor possível, escolha de uma caixa eletrônico que preferencialmente não cobre tarifa de saque (o Chase é um deles, se alguém aqui souber de outro poste na caixa de comentários), e, obviamente, a escolha da opção “cash from bank account” ou “withdrawal from checking” (saque da conta bancária) e não “cash from credit card” ou “fast cash” (onde haverá incidência de juros, pois o dinheiro estaria sendo debitado do limite do cartão de crédito).
Enfim, como bem lembrando pelo EvertonRIC, na caixa de comentários a esse artigo, a melhor maneira de economizar dinheiro em compras no exterior é usando o cartão de débito para fazer saque em moeda local, desde que a taxa de câmbio de seu banco seja próxima do dólar comercial.
Uma palavrinha final sobre outras modalidades de uso de moeda estrangeira
Sobre traveller´s check, esqueça. Eles eram úteis e importantes antes da popularização dos cartões de crédito/débito. Fora que quase ninguém hoje trabalha com eles, além de exigirem uma tarifa de emissão de R$ 50. ATUALIZADO: alguns leitores têm experimentado uma boa aceitação no uso de cheques de viagem no exterior. Não tenho mais informações a respeito. Se alguém quiser, sinta-se à vontade para postar sua experiência com o uso dos cheques de viagem, na caixa de comentários.
Sobre cartões de débito bancário na função compras (Visa Eletron e Mastercard Maestro), é tão atrativo quanto saque internacional na função débito, pois o IOF incidente continua sendo de 0,38%. Mas são 2 os problemas: muitas lojas no exterior não aceitam o pagamento na função “debit card” (não consegui fazer a compra numa loja da Apple e numa loja de aeroporto), alguns bancos cobram tarifa extra sobre compras com a função débito (caso do BB, que cobra 2,50% sobre o valor da operação), e o limite para compras costuma ser tão ou mais restrito que o limite para saque no exterior (portanto, para compras de valores altos, que justamente onde teria mais serventia a situação, como despesas de hotel e compras de eletrônicos/gadgets, a compra não será validada).
Sobre cartões de débito pré-pagos, como bem lembrado pelo Rafael (obrigado!), também constituem uma alternativa atraente, uma vez que evita que você tenha que circular com muito dinheiro em espécie, e “trava” um valor de câmbio que pode ser útil em caso de variação cambial negativa, além de pagar IOF de apenas 0,38%. Os pontos negativos são: cotação de compra de dólar turismo, e tarifa fixa de saque em ATM local de U$ 2,50 ou EUR 2,50. Para usar, funciona como cartão de crédito normal – embora seja de difícil (ou quase impossível) utilização para compras na Internet.
Diversifique!
Ha ha ha, quem diria que, assim como nos investimentos, para compras no exterior a palavra mágica também seria a mesma: nada como diversificar, assim como recomenda o Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem:
“Uma quantia fixa em dinheiro vivo para emergências, saques no caixa automático para o dinheiro do dia a dia, cartão de crédito para gastos maiores e cartão de débito como plano B”.
Levar dinheiro vivo continua sendo importante, uma vez que alguns países exigem que, no ato da entrada no país, você leve consigo uma certa quantia em espécie para comprovar que terá condições de se manter no país por conta própria.
Comente!
E você, usa qual estratégia para fazer compras no exterior? Eu duvido que o brasileiro vá gastar menos no exterior por conta dessa medida, uma vez que o aumento do IOF serviu para compensar, em parte, o ajuste nas faixas de isenção do Imposto de Renda (vale lembrar que no mesmo dia saíram os dois atos normativos, um para o IOF, e outro para o IR). No entanto, é importante saber que há alternativas para tornar sua viagem financeiramente mais econômica, desde que se adotem estratégias inteligentes para compras no exterior.
Links para saber mais
- Blog Diário de Consumo: foi esse artigo que me motivou a usar o cartão de débito para saque no exterior. Obrigado pela economia, Fernanda!
- Blog Viaje na Viagem: boas reflexões do Ricardo Freire sobre esse tema tão sensível para nossos bolsos!
- Blog Sundaycooks: reflexões igualmente boas de Fred Marvila sobre o assunto.
- Post atualizado Dinheiro no exterior: dólar ou euro x débito x crédito x VTM, do blog Viaje na Viagem: excelente atualização de dicas sobre a matéria, do Ricardo Freire.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Pessoal, não sei se interessa ou se já foi postado aqui, mas pra quem tem cartão e quiser sacar dinheiro no exterior sem ficar procurando às cegas um caixa eletrônico, sugiro o acesso a dois sites “ATM locator”.
Da VISA:
http://www.visa.com/atmlocator/index.jsp#(page:home)
Do Mastercard:
http://www.mastercard.com/br/cartoes_pessoais/pt/servicos/caixas_automaticos/index.html
André,
Em um post de 18/01/2012, na página 4, relato minha experiência com o Santander em terras peruanas. Dê uma olhada.
Diego, suas informações estāo sendo preciosas para mim. Faz tempo que procuro um comentário tāo específico na internet. parabéns e obrigado! Todavia, vou aproveitar para abusar da sua boa vontade.. gostaria que voce me tirasse as seguintes dúvidas:
1) tem caixas disponiveis para saque ja no aeroporto de Lima? Pergunto porque chegarei sem qualquer novo sol no bolso e sei que a cotaçāo das casas de cambio do aeroporto de Lima sāo as piores possíveis.
2) aqueles valores em soles que voce sacou foi a maior quantidade liberada ou foi por opçāo mesmo? Voce sabe o limite por saque? Seria o mesmo limite que tenho no Brasil? A dúvida se dá porque quanto mais soles eu conseguir sacar, mais baixa será a ctaçāo final.
3) naqueles valores em reais indicados como débito de sua conta, estāo incluídos a taxa do próprio Banco Santander, que hoje está em R$ 15,00 por saque?
1) eu desembarquei em Arequipa, e saquei no aeroporto. Certamente tem em Lima, mas não custa confirmar nos sites dos bancos de lá, como BCP e ScotiaBank, ou mesmo nos sites de “atm Finder” da visa e da master. Tem o link em alguns comentários por aí, ou no Google.
2) se bem me lembro, a máxima era 700 soles no ScotiaBank e 500 no BCP, ou o contrário, algo assim. De toda forma, eu não sacaria mais que isso mesmo: uma das coisas que me agradam em sacar no exterior é, justamente, não precisar andar com muita grana na carteira, para o caso de furto ou perda.
3) ali está incluída a tarifa do ATM, a do Santander não, vem discriminada no extrato. Não sei dizer exatamente qual ATM tem a menor tarifa, porque nem todos informavam isso no momento do saque, mas pelas cotações “finais” dos saques dá pra perceber que essa tarifa é virtualmente irrelevante. Se vc for Van Gogh, tem 2 saques gratuitos por mês e depois é 10 reais, “normal” é 15 mesmo.
Apenas relembrando duas coisas essenciais: leve um cartão SÓ DE DÉBITO e avise da viagem na superlinha. Me ferrei em BsAs esses tempos por não ter avisado, não consegui fazer nenhum saque e só me toquei qual era o problema, falta de aviso, quando voltei para o Brasil
Se tiver mais dúvidas, às ordens
Valeu, Diegāo!
Scan,
Assim que voltei de viagem, solicitei à minha gerente um cartão de débito. Ele chegou é a bandeira é maestro, como no link acima. Vou testar agora em abril quando for aos EUA, mas acho difícil não funcionar, caso não funcione utilizo o meu cartão múltiplo pra saque que eu sempre uso por lá.
Na Europa é complicado, em alguns bancos vc pode ou não conseguir sacar da conta corrente com o cartão múltiplo. A gerente disse que temos que saber com quais bancos o Santander tem parceria, mas até agora ela não me disse como ter essa informação.
Pra evitar qualquer surpresa, o ideal é solicitar um cartão de débito maestro, se vc não conseguir sacar possível que o Banco não seja parceiro do Santander.
Abs
Alguém sabe quais os melhores bancos para saque na Flórida? Ano passado usei muito o Chase, mas não sei se é a melhor opção. O ideal é um banco com uma pequena taxa e um alto limite por saque.
Cris, saquei uma vez no ATM do Bank Of America, de Miami, e, salvo engano, foi cobrada uma taxa de USD 2,50 por saque. Saquei em torno de 200 ou 300 dólares.
Abç, e boa viagem!
Obrigada Guilherme!
De nada!
COMENTÁRIO EDITADO POR VIOLAÇÃO DAS REGRAS DO BLOG: “é vedada qualquer forma de spam ou mensagem que caracterize propaganda comercial”.
O que significa esse ATM?
ATM = caixa eletrônico.
Parabens otimo post
na europa eu cheguei com o visa travel money o valor era altíssimo, decidi então usar o meu cartao do santander meu dinheiro rendeu bem mais só que a minha taxa por saque nao era de 13 e sim de 10,00 não sei se muda de acordo com o local, mas tenho certeza que pagava 10 nos meus saques.
Oi Laura, que bom que medidas simples renderam um dinheiro a mais na sua conta.
Parabéns pelo post! Alguém viajou recentemente utilizando um cartão de débito/saque do Itaú? Pelo que vi o cambio deles não é muito favorável, bem próximo ao turismo, só queria saber ao certo o quanto na prática. Não consegui confirmação deles através dos canais de atendimento… Desde já agradeço!
Coloca aí uns 10 centavos acima do dólar comercial.
Ou seja, praticamente o equivalente a cotação turismo… =/
Alguém sabe certinho a regra quando é em outra moeda? No meu caso seriam Libras ou Euros… Eles convertem entre a moeda e o dolar como cotação comercial e aí na hora de converter os dólares em reais que vem o cambio pior, ou perderia duplicado? Porque se for perder em ambas as conversões pode chegar a ser pior do que um VTM…
Valeu pela ajuda!
Acho que não tem um regra. A diferença flutua sem correlação com a cotação oficial.
Mês passado fui a Europa e usei o débito do Itau para testar a cotação e deu 10 centavos acima do euro comercial.
A última vez que usei em dólar foi ha mais de 1 ano, então não sei dizer como está exatamente.
Legal, Igor! Valeu pelas dicas. Vou experimentar e depois repasso minha experiência aqui. =)
Ola,
Eu gostaria de salientar que eu moro nos Estados Unidos e, recentemente pedi o cartão (múltiplo) do Itaú, mas fiz a opção de debito apenas. Minha experiência não esta sendo das melhores. Tenho sacado com frequência durante fevereiro, marco e abril de 2013. Realmente a taxa de cambio varia ate no mesmo dia. Tem variado mais ou menos assim: se o oficial fecha (dólar/real) em 1.98, as vezes eles descontam uns 2.04. A cada saque no ATM (automatic teller machine) ou caixa eletrônico do Maestro/ CIrrus me custa na minha conta corrente o IOF (0.38%) além de um fixo de R$ 9 por saque. Todos os ATM que experimentei, só deixam sacar US$ 400.00.
O meu problema maior e esse tal de “CHIP” e “TARJA ELETRONICA”… não sei onde vou me deparar e as vezes passo vergonha — isso porque o limite diário de saque varia muito . Entre R$ 2.600 pra R$ 500 e não sei a diferença em termos de onde estou comprando….
Uma dica que eu já fiz varias vezes e que tem me evitado gastar os R9 reais que o Itaú cobra por saque. Vários locais nos Estados Unidos nos dão a opção de “CASH BACK”, sem cobrança de taxa. Por exemplo, eu posso ir ao meu supermercado, comprar um café a US$2 e pedir US$60 de troco. Isso e sacado diretamente da minha conta e não gasto os R$ 9. Depende do local. Por exemplo, a cadeia WALMART paga ate US$100 por compra. Assim eu vou nessa loja e faço , por exemplo quatro compras pequenas em separado: como frutas, e peço US$ 100 de troco e assim por diante.
No fim, eu saco e não gasto os R9 por saque. A outra vantagem de fazer isso é que, no meu caso, meu limite diário de débito nos EUA é duas vezes maior do que no caixa eletrônico e o limite semanal 3 vezes maior, o que me proporciona mais valores sacados.
O único problema é que quando vou fazer isso com CHIP/ TARJA às vezes eles rejeitam a compra, pois um deles tem o limite menor de uso (ainda não sei qual e gostaria de saber para não passar vergonha).
No final, o dinheiro é nosso e nós deveríamos pagar menos taxas/impostos por usar nosso próprio dinheiro…
Boa sorte a todos.
Oi Naly, muito legal seu depoimento, principalmente pela dica do cash back!
Compartilhando minha experiência com o Santander agora recentemente:
Débito em Barcelona não funciona. Aliás, débito só funciona bem mesmo nos Estados Unidos e ainda sim em máquinas específicas. Descobri isso quando fui fazer compras. As máquinas centrais passam, mas as maquinetas (tipo Cielo e Redecard) não funcionam também.
Saque funciona muito bem. Achei a conversão um pouco pior do que de hábito na Tailândia, mas isso pode ser do Baht pro dólar, pelo próprio caixa. Mas ficou mais cara do que a cotação do dólar comercial.
Em Bali saquei dinheiro tranquilamente, no limite do caixa eletrônico e com conversão próxima do dólar comercial.
Nos EUA já saquei 800 USD tranquilo. Mais que isso, barraram.
Na Suíça, cheguei a sacar mais de Fr. 1000, que davam, na época, 2200 dilmas. Na França o débito não funciona e o saque também foi meio complicado. Não era qualquer ATM que funcionava. Na Alemanha, até no metrô ele rolou. Itália funciona saque e débito.
Em Singapura não funciona a função débito. Saque em ATMs normais e rápidos.
México também funciona o saque, mas não o débito. As cotações são boas.
Ou seja, esse papo de limite do banco é furada.
O Santander, apesar de anunciar nas tabela de tarifas que cobraria R$ 15 por saque, me cobrou só R$ 10. Viajei em abril/2013.
Minha conclusão é a de que o saque em conta é tranquilo, mas o cartão de débito RARAMENTE funciona. Não conte com ele.
Mas ainda vale mais a pena pagar 10 dilmas por saque do que o extorsivo IOF de 6,38%. Pelo menos no Santander.
Os VTMS são caros. Prá levar um cartão de débito, prefiro levar dinheiro vivo. Não vejo sentido em converter o dinheiro aqui (a taxas de turismo) para ter que contar com questões tecnológicas fora do país. Os ATMS Plus e Maestro são facilmente encontrados, mas cobram tarifa. O saque no VTM custa mais caro do que sacar da conta bancária. Para usar VTM eu abriria uma conta básica no Santander e habilitaria o cartão.
Abraços!
Sensacional depoimento, Leandro!
Pelas minhas contas, são 10 países em praticamente todos os continentes do mundo!
Parabéns pelo rico e detalhado relato!
p.s.: não consegui abrir seu site.
Pessoal, será que vcs podem me ajudar a entender isso?
É a segunda vez que acontece, e sempre fico com medo de não corrigirem e eu ter a maior dor de cabeça pra conseguir meu dinheiro de volta.
Uso o cartão Santander pra fazer saques (funciona mto bem em Montevideo e Buenos Aires, e a taxa cobrada tem sido R$ 10,00 e não R$ 15,00).
Olha isso:
14/05/2013 SAQUE INTERNACIONAL 14/05 13:30 AV. 18 DE JUL 302974 -329,09
15/05/2013 SAQUE INTERNACIONAL 15/05 302974 -327,90
Este saque do dia 15 nunca ocorreu. Reparem que o número da transação é o mesmo “302974″, e tiraram mais R$ 327,90 da minha conta sem dó. Nessa segunda operação não aparece a hora nem o local do saque, ao contrário de todas as outras vezes.
O valor do primeiro saque também tampouco foi estornado nem nada.
Lembro que ano passado ocorreu algo muito parecido, e alguns dias depois o valor indevido foi estornado (tentei ligar para o santander, mas não consegui, e nem ser atendida pelo chat). Ia deixar pra resolver quando voltasse para o Brasil, mas felizmente foi automaticamente solucionado.
Dessa vez, exatamente 1 ano depois, a mesma coisa acontece, só que até agora nada de estornarem um desses valores.
Gostaria de saber que diabos é isso, se isso é comum de acontecer com vcs… Pois isso me dá receio de continuar fazendo saques, pois quando sacar valores mais altos, imagina se eles debitam em dobro da minha conta? Vou ficar no exterior e sem dinheiro algum… Por favor, quem souber de algo e puder me informar eu agradeço imensamente!
Já aconteceu comigo no Santanter e no HSBC se não me engano, mas em compras e não em saques.
Nas duas ocasiões, tentei pagar a compra com débito e o pagamento foi recusado. Quando voltei ao Brasil, fui conferir os extratos e percebi que essas compras que foram recusadas haviam sido debitadas, mas os valores foram estornados automaticamente depois de alguns dias.