Quanto vale sua força de trabalho? Pensando no seu capital humano como um título de renda fixa

Você já parou para pensar quanto vale sua força de trabalho? Imagine-se como um grande título de renda fixa, um grande ativo, vá lá, uma NTN-B Principal ambulante, que renda juros de 6% ao ano acima da inflação, o que dá algo em torno de 0,5% ao mês. Quanto vale seu trabalho, nessas condições!? Não a “porção de juros” que você tira do seu capital humano, R$ 2 mil mensais, p.ex., mas sim o valor do “título” que faz gerar esse fluxo de caixa mensal de 2k. Quanto vale?

Supondo que você tenha uma renda estável de 2 mil reais líquidos por mês, sua força de trabalho valeria algo em torno de R$ 400 mil. Se você tem um contra-cheque de 5 mil reais, sua força de trabalho valeria cerca de 1 milhão de reais. Se seu salário mensal é de R$ 10k (líquido, sempre líquido, ou seja, aquilo que cai efetivamente em sua conta-corrente bancária), seu capital intelectual valeria R$ 2 milhões, e assim por diante. Pois é, faça as contas e verá que seu trabalho vale muito mais do que o valor que efetivamente você recebe todo mês…

O desafio, o grande desafio, é “levar” essas rendas mensais, construídas a partir de seu capital intelectual, para a sua aposentadoria. Se você quiser se aposentar, de maneira totalmente independente do governo, com uma receita líquida mensal de 5 mil reais, terá que construir um patrimônio financeiro de aproximadamente 1 milhão de reais, e isso considerando que consiga, nos seus anos dourados de pós-trabalho, um mix de aplicações financeiras que rendam juros de 6% ao ano acima da inflação. Isso porque R$ 5 mil comprarão no futuro bem menos bens e serviços do que compram hoje, assim como 5 mil reais há 10 anos compravam mais bens do que compram hoje.

Tá, mas aí você poderá estar pensando: mas quando eu me aposentar, vou continuar ganhando o mesmo “salário” que eu ganho hoje, devido à aposentadoria integral do serviço público ou da empresa/INSS. São dois os erros dessa forma de pensar: primeiro, pela crença de que haverá manutenção das regras atuais de cálculo de proventos de aposentadoria, uma vez que nossos tribunais já sedimentaram o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico, de forma que não existe garantia alguma de que, quando você se aposentar, serão mantidas as regras atuais para aposentação. O segundo erro, e esse é o mais grave, deriva da exclusiva dependência do governo para se aposentar, o que gera em grande parte das pessoas um comportamento “movido”, digamos assim, pela inércia e passividade. A preocupação dessas pessoas não consiste na criação de ativos financeiros capazes de sustentar um padrão de vida independente de fontes estatais. Pelo contrário: a preocupação delas reside mais em contar as horas, os dias, os meses e os anos que faltam para “completar a idade”  para se aposentar.

Muitas dessas pessoas não construíram, ao longo de sua vida, um patrimônio financeiro que lhes permitissem agir de forma indiferente e independente de fontes exclusivamente estatais para seu sustento. Conclusão: vão ter que “comprar” sua aposentadoria gastando seu precioso tempo e sua preciosa energia em anos e mais anos, talvez até décadas e mais décadas, “batendo ponto”, realizando serviços burocráticos que muitas vezes não lhe agradam, apenas contando no relógio o tempo faltante para a sonhada aposentadoria. É claro que nem todos agem assim, mas uma parcela substancial de trabalhadores (infelizmente) ainda age dessa forma.

Porém, existe um outro grupo de pessoas que vê, não só no trabalho, mas também nos investimentos e sobretudo na frugalidade, uma forma diferente de acelerar o processo de aposentadoria. Elas gastarão seu tempo e sua energia no trabalho sim, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente, pois usarão seu valioso capital humano para construir patrimônio que lhes permitirá agir de forma muito mais autônoma à medida que se aproximar o período de aposentadoria. Em outras palavras, elas “comprarão” – ou terão a opção de comprar – sua aposentadoria com dinheiro. Resultado? Terão muito mais liberdade e opções de escolha quanto ao prazo para atingir a independência financeira.

O que você prefere: comprar sua aposentadoria gastando tempo + energia, ou comprá-la com investimento de dinheiro?

Evidentemente, não se está aqui a desconsiderar a importância dos benefícios previdenciários oriundos do setor público (INSS/regimes próprios) – aliás, é bastante razoável  e até aconselhável assegurar também esses benefícios (justamente pela diversificação de fontes de renda, que diminui o risco de falta de renda no futuro) -, mas sim a realçar a relevância de se buscar o foco correto para construção de aposentadoria: ela é muito mais ligada a comportamentos ativos das pessoas, do que a dependência de fontes estatais de custeio.

Considerando que não existe patrimônio financeiro se não existir investimentos, e levando-se em conta que não há investimentos se você não gastar menos do que ganha, e partindo-se ainda do pressuposto de que, quanto mais você ganhar em seu trabalho e mais educado financeiramente for, mais dinheiro sobrará para abastecer seus planos de investimentos, a conclusão lógica que se chega não pode ser outra senão a de que o seu trabalho é a sua maior fonte de riqueza, que é, alias, conforme preconizado por Harry Browne, a primeira regra de ouro da segurança financeira, como já mencionamos em outro artigo. Sem desprezar a importância de obter boas rentabilidades com seus investimentos, é principalmente com a massa de aportes que você construirá patrimônio financeiro (afinal, é muito mais tranquilo ter 0,5% a.m. sobre um patrimônio de R$ 500 mil, do que ficar desperdiçando a vida buscando rentabilidades surreais de 3% ao mês sobre um capital de ……R$ 10 mil). Você tem um baixo grau de controle sobre os riscos de sua carteira de investimentos, e menor ainda é o seu grau de controle sobre a rentabilidade de seus ativos financeiros, mas você tem total controle sobre sua habilidade de gerar patrimônio, de gerar aporte, a partir do desenvolvimento de seu capital intelectual, de seu capital humano.

Você escolhe sua profissão. Você escolhe onde quer trabalhar. Você decide se quer trabalhar hoje ou se quer ficar em casa hoje (e sabe muito bem das consequências positivas e negativas de cada uma dessas escolhas). Você sabe muito bem das repercussões futuras de ficar em casa à noite, todas as noites, assistindo televisão ou ficar em casa estudando visando a uma qualificação profissional, que permitirá um aumento, uma promoção ou um bônus salarial, ou ficar em casa à noite estudando visando a uma aprovação num concurso público para um cargo melhor. Você sabe muito bem dos efeitos, sobre o bem-estar seu e de sua família, de você ficar se lamentando mimimi mimimi ou correr em busca de novas oportunidades de trabalho que gerarão mais renda e, portanto, mais sobras  e mais massa para aportes em investimentos – afinal, você sabe o valor de aproveitar as oportunidades enquanto elas ainda estiverem disponíveis. Você sabe muito bem o o preço do comodismo, e como é chato ver pessoas que suaram a camisa, apanharam, mas venceram e hoje estão numa situação melhor, e você, que tinha todas as possibilidades do mundo para estar numa situação semelhante, preferiu ficar em sua zona de conforto. A pergunta que eu faço é: você acha realmente que sua força de trabalho vale isso que estão te pagando, ou vale muito mais? Se vale mais, por quê não ir à luta em busca de ter um salário que esteja à altura de seus esforços? Você merece o salário que te pagam, ele é justo, ou você vale mais que isso? Se vale mais, por quê não correr atrás?

Não, a questão não é ser um viciado em trabalho, um cara que “só pensa em dinheiro”. A questão é mais profunda e tem a ver com justiça: você deve ser remunerado de acordo com o preço de seu capital humano. E isso – quanto vale seu capital humano – quem decide é você. Quando você ganha R$ 1,5 mil por mês e acha que seu trabalho vale mais, digamos, R$ 4 mil, o que você está buscando não é apenas um emprego melhor. Você está buscando comprar também, digamos assim, um título de renda fixa de 800 mil reais. E assim por diante. As possibilidades de ganho são ilimitadas. Nunca vá atrás de nada menos do que você é capaz de realizar.

É certo que a comparação de sua força de trabalho com um título de renda fixa está sujeita a críticas e imperfeições, mas talvez essa seja uma das únicas formas de fazê-lo enxergar a importância de você investir, antes e acima de tudo, no seu trabalho. As coisas não se conquistam da noite para o dia. Exigem esforço, trabalho duro e muita, mas muita, mas muita mesmo, perseverança. Sem trabalho não há dinheiro, e sem dinheiro não há investimentos. Se você não trabalhar pelo dinheiro antes, será impossível o dinheiro trabalhar para você depois.

Volto a insistir: a questão não é abandonar valores como família, saúde e tempo em prol de um trabalho melhor. É justamente o contrário: aproveite que você está no auge de sua capacidade produtiva, e trate de fazer valer sua força de trabalho para gerar renda, pois é muito melhor tratar de ganhar dinheiro hoje, quando você tem saúde, energia de sobra, tempo à vontade, e disposição, do que ganhar dinheiro amanhã, quando você pode estar todo quebrado, fadigado, sem tempo e com disposição igualmente faltando.

Quer queiramos, quer não, o nosso mundo vive sob um regime capitalista, onde muitas das coisas boas dependem de dinheiro. Ter segurança financeira é essencial nos dias de hoje. Por isso, quando estiver em dúvida para que lado agir, erre para o lado da segurança, que também é uma das 16 regras de ouro da segurança financeira, preconizadas por Harry Browne, consultor financeiro norte-americano já falecido, mas cujas lições se perpetuaram, no livro Fail-Safe Investing: Lifelong Financial Security in 30 Minutes. No caso que estamos abordando hoje, erre para o lado que proporcione segurança financeira, e uma das maneiras legítimas de conquistar segurança financeira é buscando rendas ativas melhores, que sejam compatíveis com suas capacidades e sua força de trabalho. As pessoas vão te criticar dizendo que você está agindo só “pensando em dinheiro”. Não ligue para elas: isso é inveja. Ademais, as mesmas pessoas que te criticam são as mesmas que vivem numa eterna pindaíba, enroladas com dívidas no cartão, tendo na garagem carros financiados em 72 prestações, com garagem (e respectiva casa) adquiridos em financiamentos de 25 anos etc. Os “eternos reclamões” sempre existirão: trate, portanto, de apenas tolerá-los. Mas evite a convivência com eles. Afinal, como já escrevi antes, na Internet, é uma beleza! Mas, na vida real… ah, na vida real, como é difícil conversar sobre finanças com as pessoas….

Infelizmente, aqui no Brasil são escassos os textos de educação financeira abordando a importância dos investimentos no seu capital humano. A maioria dos assim denominados “gurus financeiros” abordam, nos seus respectivos “best sellers”, somente a mágica dos juros compostos e de como conseguiram ficar milionários comprando ações na baixa e vendendo na alta (sorte ou talento!?). Montam simulações e planilhas maravilhosas de como R$ 100 podem se transformar em R$ 1 milhão em poucas décadas. Dizem que, se você tivesse investido nas empresas XYZ e ASDFG 15 anos atrás, teriam hoje, fabulosos milhões em sua conta. Afirmam que, escolhendo as melhores ações das melhores empresas que pagam os melhores dividendos e apresentam os melhores múltiplos fundamentalistas do Índice Bovespa, utilizando técnicas gráficas ou fundamentalistas de escolha de ações, é possível ficar decamilionário daqui a algumas décadas, projetando uma rentabilidade anual de 15% a.a. blá blá blá, blá blá blá…

Cá entre nós, mas vamos cair na realidade: quem pode se dar ao luxo de construir uma máquina do tempo dirigida ao passado, voltar atrás, comprar no fundo e vender no topo. Ou então, construir outra máquina do tempo, avançar rumo ao futuro, selecionar só as melhores ações e ter retorno “garantido”. Outra: quem tem tempo e paciência de ficar no home broker analisando bandas de Bollinger, médias móveis de 555 dias, ondas de Elliot, ou então analisar balancetes, resultados trimestrais, condições macroeconômicas, enquanto a vida vai passando e as … oportunidades também? Será que todo mundo é igual? Será que todo mundo tem tempo de ficar analisando mercado? De repente todos os aplicadores no mercado financeiro precisam virar especialistas desse mesmo mercado, e gastar seu tempo com coisas que nada lhe importam, como escrevi nesse artigo: As coisas com as quais você se importa IMPORTAM para você? Não é preciso “bater o mercado” para ter rentabilidade nos investimentos e ter a certeza de que você está fazendo a coisa certa. Aliás, o que você quer realmente não é bater o mercado…. O que importa de verdade é o seu tempo presente, e ele deve ser focado, antes e acima de tudo, naquilo que você tem de mais precioso: no aprimoramento de suas habilidades transferíveis, no aumento de seu conhecimento técnico específico, na solidificação de suas redes de contatos, no aperfeiçoamento de sua fluência em idiomas estrangeiros, no desenvolvimento de seu talento para a escrita, na sua inteligência para resolver problemas em sua área, na sua capacidade de inovar e de entregar soluções que melhorem a vida dos outros. Ou seja, resumindo tudo em apenas duas palavras: no seu capital intelectual.

Sobre os supostos ganhos “extraordinários” apenas com a rentabilidade de investimentos, duas “duchas de água fria”: um link para um post do amigo Viver de Renda, onde os leitores estão chegando à conclusão de que é mais seguro construir patrimônio com aportes altos do que com rentabilidades altas – o que, no fundo, é a mesma conclusão desse artigo (= seu trabalho deve ser sua maior fonte de riqueza); e outro link para um post do amigo Zé da Silva, onde ele conta como ganhar muito dinheiro na Bolsa, cuja uma das possíveis premissas básicas que o levam à conclusão de seu texto é a mesma premissa que adoto nesse texto (= seu trabalho deve ser sua maior fonte de riqueza). Ter uma carteira de investimentos que, além de preservar capital, proporcione ótima rentabilidade, é ótimo, é maravilhoso, mas melhor ainda é ter condições de abastecer, alimentar, essa carteira, e a melhor forma de fazer isso é investindo seu dinheiro, seu tempo, e sua energia, no aprimoramento de seu capital humano. Invista primeiro em seu capital humano, e então terá condições de investir em seu capital financeiro, pois a construção desse último capital depende necessariamente da existência de reservas daquele primeiro capital (salvo, é claro, situações excepcionais, como dinheiro proveniente de herança, loteria etc.).

Está certo Robert Brokamp, do aclamado Motley Fool,  ao dizer (texto em inglês) que uma grande carreira irá proporcionar uma grande aposentadoria.  Ter capacidade de converter conhecimento em contra-cheque, bem intangível em bem tangível, força de trabalho em números em sua conta-corrente, te proporcionará excelentes condições de ter não só um futuro mais digno, mas também um presente com muito mais conforto e muito mais segurança. Trabalhar de forma inteligente, ganhar mais, e poupar horrores são ingredientes fundamentais dessa receita do bolo para ter uma vida mais saudável, e isso sob todos os aspectos, e não apenas no financeiro. O mesmo R. Brokamp publicou um ótimo artigo (texto em inglês) no Get Rich Slowly, ano passado, com 11 maneiras para turbinar sua habilidade de produzir renda.

Portanto, aja de forma a fazer crescer cada vez mais seu capital humano, pois é ele que proporcionará condições a você de ter capital financeiro suficiente para garantir uma aposentadoria tranquila, próspera e confortável.  Estudar sobre investimentos é importante, aliás, é extremamente importante, uma vez que, quanto mais você estudar sobre investimentos, mais capital terá para assegurar um fluxo de renda estável na aposentadoria, aumentando sua autonomia em relação a terceiros. Em outras palavras, estudar investimentos é vital para assegurar a preservação do capital acumulado com trabalho duro na sua fase produtiva.

Entretanto, isso não pode ser feito, isso jamais pode ser feito, em detrimento, em prejuízo, do estudo dirigido à melhoria de sua capacidade de gerar renda através de seu trabalho. Crises vão, crises vêm, mas seu arsenal de conhecimentos  na área em que você atua ninguém tira de você. Aproveite que você está no auge de sua capacidade produtiva e não desperdice as oportunidades que aparecerem. Enquanto você tiver vigor físico e intelectual, use-os como instrumentos para alavancar sua capacidade de construir riqueza. O maior pecado é não saber ou não querer explorá-los, seja por inércia, seja por mero comodismo.

Finalmente, devo esclarecer que esse não é um post para aqueles que ganham “x” reais por mês e, sabendo que podem ir além, se dão por satisfeitos. Esse é um post dedicado para aqueles que não têm medo de mudanças. Que sabem que têm condições de ir além. Que sabem que, com trabalho duro, esforço e dedicação extrema, podem fazer seu “título de renda fixa”, sua “NTN-B Principal”, não a que você tem no Tesouro Direto, mas a que você tem em seu cérebro, ter um valor de face muito maior. Não se acomode. Não se acovarde. Não quer espinhos em sua vida? Então não tente colher flores! Faça valer sua capacidade de gerar ativos, pois, se as prioridades mudam com o decorrer do tempo, não deixe para priorizar amanhã o que você DEVE priorizar hoje. Amanhã você não sabe se vai estar inteiro. Hoje você ESTÁ inteiro. Como disse Steve Jobs, “em vez de pensar a respeito do que aconteceu ontem, VAMOS INVENTAR O AMANHÔ. A gente se fala.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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25 Responses to Quanto vale sua força de trabalho? Pensando no seu capital humano como um título de renda fixa

  1. Henrique Carvalho 28 de agosto de 2011 at 22:25 #

    Excelente texto Guilherme!

    Mais uma quote do magnífico Jobs: (não consegui me conter! hehe)

    ““Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure – these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.”

    Amanhã é meu último dia de vida…

    …Novamente! 😉

    Abraços amigo!

    • Heavy Metal 29 de agosto de 2011 at 1:49 #

      É, HC, uma pena o Jobs estar dando adeus ao nosso planeta. Sua saúde parece ter se esvaído pela foto que vi hoje na Veja. Só mesmo um milagre pode ajudá-lo.

  2. pobretão de vida ruim 28 de agosto de 2011 at 23:20 #

    Mto bom HC.

    É valores reais, eu meio que comecei o agito sobre aporte e a galera acordou mesmo e o Viver de renda com os posts nos fizeram acordar pra realidade que o que importa é o aporte. É só não fazer besteira em gastos e investimentos pois é o aporte que fará toda a diferença.

    Pra aumentar aporte é só mesmo via carreira, abrir empresa, vender coisas no ML.

    Eu já me cansei de sofrer com artigos de frugalidade, cortar despesas e mais despesas, ler e ler sobre ações, FII, renda fixa, cansei mesmo, é sempre a mesma ladainha, mas quando vejo minhas contas e evolução financeira, tá lá o limite do aporte me impedindo de ver o bolo monetário crescer mais rápido por mais que eu leia sobre ações, asset allocation e blá blá blá.

    Aporte is the law. Sua carreira is the law. Suas idéias de negócio are the law.

  3. Heavy Metal 29 de agosto de 2011 at 1:47 #

    Caro VR,

    Sem me conhecer, você descreveu minha vida. Investi (e ainda invisto) em mim, cheguei onde estou. E como disse um sujeito outro dia: “O HM tem mais de 50 mil por mês para investir, mesmo dando errado nas escolhas futuramente ele terá mais dinheiro que agora”. Claro que não se deve levar ao pé da letra e aplicar em micos ou outros investimentos malucos. Mas o recado que recebi é claro: meu maior ativo sou EU. O que faço hoje é estudar para proteger meu dinheiro de mim mesmo (das más escolhas, como quando eu comprei tudo em PETR4 e estou até hoje patinando nela).

    O resto, vem com o tempo. Não existem fórmulas mirabolantes… existem as menos piores! Leia o novo post do Investidor Defensivo sobre o macaco (de um russo) que bateu 94% dos fundos russos de investimentos, fazendo uma escolha aleatória de ações… KKKKKKKKKKK,
    quero virar macaco também!!!

  4. Heavy Metal 29 de agosto de 2011 at 1:52 #

    Em tempo: parabéns pela clareza de idéias e pela alta qualidade do texto que você escreveu. Digno de um dos Blogs da Veja, falo isso de coração. E de ler a Veja, eu entendo.

  5. Jônatas R. Silva 29 de agosto de 2011 at 10:18 #

    Parabéns meu amigo. Falou tudo e mais um pouco. Boa semana.
    Abraço.

  6. Antonio Gonçalves 29 de agosto de 2011 at 12:47 #

    Parabéns pelo excelente texto, obrigado por compartilhar com tanta clareza esta quantidade imensa de informações. Se possível, me esclareça porque multiplica o rendimento líquido por 200 para obter o capital intelectual.

    • Pedro 29 de agosto de 2011 at 16:08 #

      Basta considerar que se você fosse um título público, baseado na rentabilidade de 0.5% a.m., para ter um rendimento líquido de X reais por mês, tem um valor 200X ou 100%.

  7. Pedro 29 de agosto de 2011 at 15:11 #

    Muito bacana o texto… Sou funcionário público e dou (vendo) aulas 2 vezes por semana à noite em uma universidade privada, atividade esta que compõe 25% da minha remuneração mensal. Entretanto, essa tem sido uma tarefa árdua e volta e meia penso em abdicar dessa renda para ganhar em qualidade de vida… Esse texto, porém, me levou a repensar essa possibilidade, enquanto eu tenho plenas condições de exercer essa atividade… Contudo ainda paira aquela dúvida, no caso da atividade de professor, que exige até mesmo uma vocação além do normal. Será que vale a pena trabalhar somente por dinheiro?

    • Dr. Money 29 de agosto de 2011 at 22:53 #

      Pedro, não pude deixar de me emocionar com o seu caso. Dei aulas durante muito tempo, em um MBA bastante conhecido. Sempre foi uma atividade enriquecedora, pois aprendia muito preparando as aulas e com os próprios alunos. Além do curriculum e do dinheiro, é claro. E, também importante, ajudava a criar uma “carreira paralela”, caso o meu emprego principal deixasse de existir por algum motivo. Hoje, depois de mais de 10 anos, parei de dar aulas. O dinheiro já não valia a pena, parei de aprender coisas novas, a linha no curriculum já estava lá e notei que poderia retomar a “carreira paralela” mais tarde, se isso fosse realmente necessário. Além, é claro, da idade, que vai pesando na energia necessária para levar duas atividades paralelas. Resolvi trocar as aulas por um blog, hehe.
      O que eu quero dizer com tudo isso? Que você deve ponderar os prós e contras dessa sua opção, considerando as várias dimensões (só aqui eu citei 5 diferentes), e não só o dinheiro.
      Boa sorte e felicidades na sua escolha!

      • Jônatas R. Silva 30 de agosto de 2011 at 20:09 #

        Pedro e Dr. Money,

        A vida de docente paralela a atividade principal me fascina. Assim como vc Pedro leciono duas vezes na semana. Gosto muito.
        Dr. Money, acrescentei o blog às minhas atividades, hoje levo todas elas juntas. O prazer compensa o cansaço.

        Abraço

  8. MJC 29 de agosto de 2011 at 16:21 #

    Pedro, eu acho que em certos casos não vale a pena.
    Eu também sou servidor público e tinha um cargo comissionado no valor de 10% do meu salário. Há muito tempo larguei o cargo, pois ele enchia muito meu saco. Isso fez com que eu tivesse mais tempo pra mim e pra fazer as coisas que gosto. Obviamente eu não teria largado se precisasse do dinheiro. Apenas o fiz pq, mesmo sem ele, ainda vivo com cerca de 1/2 do meu salário.

  9. diego 29 de agosto de 2011 at 17:21 #

    Excelente artigo … parabenss .. aprendo cada dia mais lendo os posts sobre finanças de todos voces blogueiros de financas..

    um grande abraco!!

  10. Franco 29 de agosto de 2011 at 21:57 #

    Achei legal a pegada do texto!
    Direto na veia!
    A gente só pode contar com aquilo que depende da gente, né mesmo?
    Mas aí, bateu uma dúvida…
    De onde vem a nossa vontade, a nossa força?
    Ela vem só da gente? Qdo tudo tá vira uma droga dá pra parar e dizer “peraí que eu vou buscar um pouco mais de vontade e já volto”? hihihihihi
    Acho que as coisas tb dependem das circunstâncias.
    Essas a gente não escolhe.
    Gostei muito do espírito do texto. Mas só eu sei como é difícil sair da MINHA zona de conforto. Por enquanto, ela é ainda é mais forte que a minha pobre vontade.
    Mas tenho me esforçado.

    abraços

  11. Dr. Money 29 de agosto de 2011 at 22:43 #

    Excelente texto! A idéia de considerar o seu trabalho profissional como o seu maior ativo é fundamental. Acaba com a ilusão de que se pode ficar rico no mercado financeiro. A não ser que você seja um profissional bem-sucedido do próprio mercado financeiro. Mas aí é o seu trabalho profissional, não é?
    Abraço!

  12. Willy Fog 30 de agosto de 2011 at 10:48 #

    Este texto é digno de entrar na lista dos melhores textos já escritos neste blog.
    .
    Como Kiyosaki sempre destacou: é importante focar no fluxo de caixa. E acima de tudo, gostar do que faz, porque quem trabalha apenas pelo dinheiro, ganhe o quanto ganhar, sempre será mal pago.
    .
    Profissionais focam em risco, amadores focam em rentabilidade.
    .
    Excelente texto meu amigo!
    .
    Abcs

  13. Sergio 30 de agosto de 2011 at 23:14 #

    Texto extraordinário. Vou divulgá-lo para todos os amigos, parabéns Guilherme!

  14. Adib 31 de agosto de 2011 at 8:34 #

    Texto Sensacional, não tenho palavras!

  15. Guilherme 31 de agosto de 2011 at 10:54 #

    Henrique, ótima citação! Complementa muito bem o artigo!

    Pobretão, construir carreiras sólidas é um passo fundamental, como você bem abordou!

    HM, vc é um vencedor, cara! Não ligue para as bobagens que se escrevem na Internet. Continue focado no aprimoramento de suas habilidades, que o resto virá como consequência. E muito obrigado pelas palavras tb!

    Jônatas, Antônio, Pedro, Adib, Sérgio, Willy, Dr. Money, Franco, Diego, MJC, thanks!

    Pedro, equacionar o dilema trabalho x qualidade de vida é uma das coisas mais difíceis de se lidar qdo estamos no ápice de nossa capacidade produtiva. O que eu acho que deve prevalecer é o bom senso, o equilíbrio, ver se vale a pena, ponderando os ônus e benefícios. Todos temos um limite. As respostas do Dr. Money e do Jônatas foram ótimas nesse sentido, com as quais concordo.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  16. Ortega 31 de agosto de 2011 at 19:20 #

    Boa Noite!

    Venho agradecer,o “conselho” de pai, que voce me transmitiu. Este mes, estava realizando uma retrospectiva em minha vida, afinal este ANO VOU COMPLETAR 40 ANOS. Analizando as vitorias em algumas partes da vida e outras “liçoes amargas”, que obtive.
    Necessitava dessa motivação, de ver que a minha visão esta alinhada com este seu pensamento. E que ainda temos muita enegia para gastar. Basta ter ATITUDE!!!!

    Um abraço,
    Que DEUS abençõe atodos nós!

  17. Guilherme 1 de setembro de 2011 at 12:37 #

    Ortega, eu é quem agradeço! E você está certo quando diz: “ainda temos muita enegia para gastar. Basta ter ATITUDE!!!!” Não poderia concordar mais com essa frase! A idade só pesa para aqueles que já desistiram: temos pessoas com mais de 70 anos com mais disposição e energia que muita gente na faixa dos vinte. O importante, como você mesmo disse, é estar continuamente motivado!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  18. Everton 1 de setembro de 2011 at 13:51 #

    Ótimo artigo, porem acho que os estudos de analise técnica foram depreciados incorretamente.

    Acredito que com bons aportes, e bom conhecimento de analise técnica(nada de cursinho de um sábado, ou apostilas genéricas, falo de 5 ou mais anos de estudos) o céu é o limite, com rentabilidades constantes de 4% ou mais ao mês

  19. Guilherme 2 de setembro de 2011 at 18:04 #

    Everton, obrigado!

    Entretanto, a rentabilidade constante de 4% não é bem assim. C/ R$ 10 mil iniciais, e uma rentabilidade dessas, obter-se-iam, ao final de 5 anos, R$ 2,5 milhões, e, ao final de 10 anos, R$ 28 milhões.

  20. Rafael 6 de maio de 2013 at 16:13 #

    excelente artigo,
    estava estudando sobre o capital humano
    como ele é percebido/mensurado e aplicado na pratica. Uma coisa é certa, o empregador sempre vai jogar o seu preço para baixo, e tentará tirar o máximo no menor espaço de tempo possível.
    Cabe a nós nos valorizarmos ” Nunca vá atrás de nada menos do que você é capaz de realizar.” Então quem determina o valor é vc mesmo e não o outro.
    Eu tinha achando uma equação que determina a sua produtividade em razão do tempo, e que proporcionalmente sua remuneração irá cair ao longo do tempo em virtude do valor percebido pelo outro. Valor percebido pelo outro é diferente do valor realizado. Então remuneração é diferente do capital intelectual, chegou um ponto que um trabalhador sem estudos, se bem relacionado poderá atingir uma renda varias vezes superior do que um trabalhador instruído na medida que a instrução formal vira uma “commoditie” , frase minha, algo inspirado no livro de Michael Ellsberg, A Educação dos futuros milionários. abraços seu site é excelente continue assim, o problema de muitos é colocar o capital intelectual p funcionar na medida que saímos da “maldita” zona de conforto.

    • Guilherme 8 de maio de 2013 at 14:48 #

      Olá Rafael, ótimos comentários!

      Devemos sempre prezar pela valorização de nossa capacidade de produzir renda, o que implica, como você bem disse, em sair da zona de conforto.

      Abç!

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