A Bolsa quer atingir 5 milhões de investidores até 2018. Mas por quê não estabelecer uma meta de atingir 5 milhões de investidores até 2018 também no Tesouro Direto?
No texto publicado em dezembro do ano passado, A matemática não mente: Tesouro Direto está dando um banho nos fundos dos bancos de varejo. Desde que…, mostramos, com números, a nítida superioridade do investimento em LFTs sobre o investimento em fundos referenciados DI dos grandes bancos de varejo, que nada mais têm, em sua composição, que as próprias LFTs, acrescidas, evidentemente, das nada módicas taxas de administração cobradas por essas instituições financeiras. Ora, para quê investir nas LFTs por meio de um intermediário (pagando caro por isso), se você pode pode investir nelas de forma direta, e melhor, tendo uma rentabilidade líquida ainda por cima superior?
Mas não é só nos títulos pós-fixados à SELIC que o Tesouro Direto é superior e mostra todo seu brilho. Na renda fixa, o investimento direto em títulos públicos federais (NTN-Bs, LTNs e NTN-Fs) também se mostra claramente mais vantajoso para o pequeno investidor, quando comparado com os fundos de renda fixa ofertados nos grandes bancos de varejo.Vamos, então, nesse post, mostrar, novamente com números, as razões pelas quais o investimento em títulos públicos está dando “uma lavada” nos fundos dos grandes bancos de varejo.
Rentabilidade do Tesouro Direto
Faço aqui as mesmas considerações que escrevi por ocasião do artigo anterior: essa tabela de rentabilidade não considera as despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos Agentes de Custódia (que variam de isenção total até 1% a.a.) e da CBLC (taxa obrigatória de 0,3% a.a., acrescida de mais 0,1% sobre o valor da operação, no momento da compra do título, resultando em 0,4%. Lembrando, como bem alertado pelo leitor MJC, que a partir do 2º ano, incide somente a taxa obrigatória de 0,3% a.a. Grato ao MJC pela correção!).
Vamos considerar, então, que o investidor faça seus investimentos numa corretora que cobre 0,2% a.a. de taxa de custódia. Com os 0,4% da CBLC, teríamos, portanto, cerca de 0,6% a.a. sendo subtraídos do capital investido nos títulos públicos. Considerando a rentabilidade nos últimos 12 meses, o investimento em um mix de LTNs e NTN-Fs não teria rendido menos do que 11,5% a.a., em termos brutos pré-impostos, mas já descontadas as taxas de custódia. Já um investimento em NTN-Bs não teria rendido menos do que 14,5% a.a., no mesmo período, e isso considerando que o investidor tivesse aplicado no título com a pior rentabilidade dentre eles, que é a NTN-B com vencimento em 2012. Numa perspectiva mais realista, considerando que boa parte dos investidores compram títulos de vencimento mais longo (principalmente na faixa que vai de 2015 a 2035), podemos esperar uma rentabilidade média de cerca de 17% nos últimos 12 meses.
Já um investidor que alocasse parte em prefixados e parte em pós-fixados atrelados à inflação, com uma pequena quantidade em LFT, teve uma rentabilidade média entre 12% a 16% nos últimos 12 meses.
Isso, repito, supondo que: (a) a taxa de custódia da CBLC não esteja descontada da tabela de rentabilidade; e (b) a taxa de custódia da corretora fique em 0,2% (há corretoras que não cobram essa taxa, o que faria com que a rentabilidade do Tesouro Direto ficasse ainda maior).
Será que os fundos de bancos conseguem oferecer alguma coisa melhor? Vamos descobrir abaixo.
Obs.: as tabelas abaixo já são líquidas das respectivas taxas de administração (mas não de impostos).
Obs.2: os dados foram coletados no dia 05.09.2011.
Banco do Brasil Estilo (BB)
O Tesouro Direto é imbatível, mesmo considerando os dois melhores fundos do BB, o BB RF Pré LP Estilo (composto de prefixados) e o BB RF LP Índice Estilo (composto de NTN-Bs). Aliás, esse último só chegaria perto de um investimento no Tesouro Direto de mesmo perfil de risco caso o aplicador tivesse escolhido, como afirmamos acima, o título de prazo mais curto e tivesse alocado nele a totalidade de seus investimentos (uma hipótese um tanto quanto fora da realidade, pois quanto menor o vencimento, mais imposto de renda o investidor irá pagar). Uma diversificação mínima (p.ex., 80% em NTN-B com vencimento em 2012 e 20% na NTN-B 2015) já seria mais do que suficiente para deixar o RF LP Índice Estilo “comendo poeira”.
Outra coisa: para aplicar nesses dois fundos do BB, o “ticket de entrada” (aplicação mínima) é de nada modestos R$ 50 mil, ao passo que, no Tesouro Direto, como você bem sabe, e já afirmamos isso aqui antes, com mil reais (ou até menos) é possível aplicar em títulos de renda fixa. E ainda por cima obter uma rentabilidade superior (desde que, evidentemente, se escolha uma corretora barata).
Bradesco Prime
Fonte: Bradesco
O Tesouro Direto continua imbatível. Esse Renda Fixa Plus é o melhorzinho, mas exige uma montanha de dinheiro (R$ 80 mil) para poder entrar. E, mesmo assim, a rentabilidade dos títulos do Tesouro ainda é superior. Aliás, a rentabilidade de qualquer título público prefixado ou indexado à inflação é superior aos fundos de renda fixa desse banco.
Itaú Personnalité
Fonte: Itaú
No way. O Super Premium apanha de qualquer prefixado (LTN ou NTN-F) do Tesouro Direto, com a agravante de exigir “ticket de entrada” de R$ 250k. Já o Itaú Índice de Preço Renda Fixa, cuja carteira tem em sua composição 97% de NTN-Bs, consegue a proeza de apanhar de qualquer NTN-B. ![]()
EDITADO. Não se impressionem com a alta rentabilidade do mês de agosto dos títulos indexados ao IPCA
O leitor Ricardo fez uma observação muito importante na caixa de comentários:
“Uma coisa que acho que deveria destacar é que títulos de mais longo prazo 5 , 10 anos ou mais , exceto as LFTS, podem apresentar um risco mais elevado se for precisar sacar o dinheiro antes do vencimento. Da mesma forma que pode ocorrer como exemplo um rendimento de 10% em um mês na NTNB de 2035 pode ocorrer o inverso também, ou seja, em um único mês , ou até em menos tempo, o valor de um título de longo prazo ter um rendimento de -10%. Quem aplica no tesouro direto deve ter este conhecimento básico do efeito da alteração da taxa de juros no preço do título e que títulos de longo prazo podem ter estas grandes variações de preço.
Os banco são em geral bem mais conservadores e não aplicam em títulos de mais longo prazo e dificilmente tem meses com rendimento negativo (destaquei)”.
Essa observação é muito importante, no sentido de que o caminho mais seguro para se assegurar de que você terá um bom rendimento com o Tesouro Direto é carregando o papel até o vencimento. Se você resolver especular com o Tesouro Direto, vendendo os títulos antes da data de vencimento, pode apresentar até prejuízo. Essa é uma possibilidade, que existe, para quem resolver, por exemplo, resgatar o título em momentos de incerteza ou volatilidade, sob determinadas condições.
Deixo aqui registrado, para os que quiserem se aprofundar no tema, um excelente texto publicado pelo nosso amigo Dr. Money, Você sabe porque pode perder dinheiro aplicando em renda fixa? Então entenda..
Outro texto, sugerido pelo MJC, é esse: por que, quando os juros sobem, o valor dos títulos cai? publicado no Informativo INI de maio de 2008.
Conclusões
Repito aqui o que disse por ocasião da primeira parte desse artigo: isso quer dizer que investir em banco será sempre ruim? Não necessariamente. Isso porque uma das funções do dinheiro é prover liquidez. Você deve ter uma reserva de emergências em caso de situações excepcionais, vide o artigo 5 razões para ter uma boa reserva em renda fixa (colchão de segurança). Nessas hipóteses, ter dinheiro alocado em banco cumpre seu papel, e essa alocação não precisa ser necessariamente em fundos de investimento (os quais, aliás, sequer contam com a proteção do FGC: Fundo Garantidor de Créditos). Pode ser em CDBs e poupança, por exemplo, desde que, preferencialmente, o dinheiro possa ser sacado/transferido no mesmo dia do resgate da aplicação, o famoso D+0 (a liquidez precisa ser diária).
Agora, se você já tem seu colchão financeiro formado, e quer uma opinião sincera sobre o melhor investimento para renda fixa, a minha dica é: fuja desses fundos caros. Você estará pagando por um serviço que te renderá menos retorno líquido de volta para sua conta. Esqueça nomes de grife (!!!), gerente amiguinho (ou não tão amiguinho assim), e outros fatores emocionais que nada tem a ver com gerenciamento correto das finanças pessoais. Seja amoroso com as pessoas, mas frio com seu dinheiro. E invista em coisa boa e barata.
Então, ao ler esses dois artigos, se você se convenceu de que o Tesouro Direto é um ótimo investimento em renda fixa, tendo feito, inclusive, simulações de investimento no site oficial do Tesouro, faça-me o favor de escolher uma corretora barata: na minha opinião, 0,2% de taxa de custódia da corretora é o limite aceitável (para que o custo total com taxas de custódia, incluindo os 0,4% da CBLC, não fique superior a 0,6% a.a.). Mais sobre esse assunto você encontra lendo esse artigo: Tesouro Direto – ranking dos agentes de custódia.
Os títulos do Tesouro Direto não têm o mesmo grau de liquidez oferecido pelos fundos dos bancos, e a liquidez nos investimentos é um critério que deve sempre ser considerado. Maaasss… pera lá: quantas vezes, nos últimos 10 anos, você precisou sacar, da noite para o dia, 100% de seus investimentos depositados no banco? Será que liquidez é tão necessária assim? Repito: se você já tem seu colchão de emergências formado e forrado, não pague o preço da conveniência de investir o dinheiro exclusivamente em produto de banco. Busque alternativas que façam seu dinheiro render mais. E é óbvio que ele renderá mais nessas alternativas menos glamourosas, como títulos públicos (cujos nomes parecem até nome de remédio..rsrs) – desde que se escolha uma corretora barata; e você também não tenha que arcar com outros custos operacionais, como TEDs/DOCs, tarifas de saque etc.
Bom, com esse artigo eu “fecho” a conta (literalmente
) sobre os comparativos entre Tesouro Direto e fundos de investimentos de bancos de varejo. A matemática é muito simples, como eu já havia realçado no artigo A mágica dos juros compostos você já conhece. Mas… e a tirania dos custos compostos?
Em termos bastante simplificados, a matemática dos custos significa que, no mercado financeiro, é não pagando que se recebe mais. ![]()
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!




A Spinelli cobra taxa de saque.
Que eu saiba apenas a Socopa não cobra taxa alguma.
Resta saber sobre a Título e a Concórdia.
Assim, e a Easyinvest também não cobra nada, segundo informação acima.
Abs.
Gouvea, a Banif também não cobra a taxa de saque, segundo a informação postada pelo Renato C.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Oi, Guilherme
Entrei em contato com a Concórdia e os primeiros e-mails responderam rapidamente.
O último, que é exatamente sobre as taxas se eu operar somente Tesouro Direto está demorando…
Não é nada interessante para uma corretora que não cobra taxa do cliente, então acho que por isso a demora, eu sou o tipo de cliente que eles menos querem! Mudei 2 vezes de corretora para ações e gostei da que estou agora.
O último contato que recebi foi:
“Informamos que o Assessor da área de Ações envio um retorno direto no seu e-mail”
De qualquer forma, estou aguardando a resposta deles.
Eu uso a Octo e é uma boa corretora. Para mim tem que ser uma que trabalhe com Bradesco e aceite transferência entre contas pois não tenho Doc/Ted gratuito e pelos cálculos que fiz não compensa pagar mais essa taxa no lugar dos 0,30% cobrados pela corretora.
Abraços e parabéns pelo blog!
Rosana, estranho o fato de a Concórdia não ter respondido imediatamente ao seu questionamento. Porém, como vc bem afirmou, talvez isso se deva ao interesse no Tesouro Direto. De qualquer forma, vamos aguardar uma resposta deles!
De fato, ter uma corretora que trabalhe com o mesmo banco em que você é correntista proporciona os benefícios de isenção de custos com TEDs/DOCs. Com uma taxa razoável, pode sim valer a pena, como é o seu caso!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Olá Guilherme
Vou resgatar,em 01/01/12,o vr.de uma aplic.que pagará 94% do cdi. Estou na dúvida entre aplicar em LCI (o bva oferece 97% do cdi) ou em um mix do TD. Posso dispor do vr. por 3 ou 4 anos. Se voce achar que TD é mais interessante poderia dar sugestão de alguns títulos ?
Olá, Jaime, obrigado!
Para esse prazo de aplicação, o Tesouro Direto é super recomendável. Um mix interessante de títulos:
- LFT: de qualquer prazo. Se você escolher uma boa corretora, que não cobre mais do que 0,2% a.a. de taxa de administração, já estará ganhando, logo de cara, cerca de 97% da remuneração bruta do CDI. No mínimo 50% de sua aplicação em LFT, e seja feliz! Se você acrescentar outros títulos pre e pós-fixados, é quase que certo que você ganhará, nesses 3 a 4 anos, mais do que 100% do CDI. Para isso, as outras opções são:
- NTN-B Principal com prazo de vencimento até 2015: por quê até 2015? Porque esse é um prazo compatível com seu investimento, e também porque os títulos de prazo mais curto oscilam menos. Ademais, a opção pela Principal não foi feita à toa: é que os juros ficam “presos” no título, só sendo pagos ao investidor ao final do investimento, maximizando a rentabilidade do título. Com as NTN-Bs você marca duplo: garante um rendimento real acima da inflação, e certamente baterá também acima dos 100% do CDI. Quase todas as NTN-Bs voltaram a pagar acimmde 5,5% a.a. + inflação, o que demonstra a preocupação do mercado com uma possível alta da inflação ano que vem. Até 30% da carteira de renda fixa em NTN-B seria uma ótima pedida.
- LTNs e NTN-Fs: são títulos prefixados. Uma pequena porção – digamos, uns 5 a 15% do total – é interessante aplicar nesses títulos. Se a inflação cair e a SELIC idem, você “trava” um belo rendimento no futuro.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Guilherme,
Gostei da resposta que deu ao Jayme e gostaria de fazer-te outra pergunta:
“No mínimo 50% de sua aplicação em LFT, e seja feliz!”
Com a tendência de queda de juros, isso não seria um mal negócio e as NTNB Prin. melhores?
“NTN-B Principal com prazo de vencimento até 2015: por quê até 2015? Porque esse é um prazo compatível com seu investimento, e também porque os títulos de prazo mais curto oscilam menos.”
Essa segunda parte, a da oscilação, você acredita ser mais arriscado investir em NTNBP com vencimentos para 24 e 35?
Atualmente eu considero esse o melhor investimento do TD então sempre coloco mensalmente um pouquinho nessas 2 de prazo mais longo (0,2 geralmente), para uma “poupança” de longo prazo e também porque os preços são menores. Será que é um bom negócio o que tenho feito ou melhor investir tudo na que vence em 15?
Desejo a você um excelente 2012, e muito, muito sucesso ao seu blog!
Abraços e mais uma vez agradeço por sua atenção.
Olá Rosana!
1) Realmente seria mais vantajoso a alocação em NTN-Bs, no que se refere à proteção quanto à inflação. Adicionalmente, como o leitor informou que poderia dispor do dinheiro a médio prazo, cerca de 3 a 4 anos, alocar uma fatia um tanto quanto “generosa” em LFTs também poderia ser uma opção atrativa, haja vista que as LFTs, de certa forma, não deixam de ser uma proteção contra a inflação no tempo presente.
2) O maior risco se refere às oscilações de curto prazo. No entanto, vejo que você tem uma estratégia muito bem definida nos aportes nas NTN-Bs de prazo maior, qual seja, formação de reservas para aposentadoria, de modo que esse risco praticamente desaparece. Além disso, você faz um ótimo negócio ao investir nesses títulos de prazo maior, uma vez que provavelmente não teremos as atuais taxas de juros quando chegarmos lá. Como o leitor disse que poderia dispor do dinheiro a médio prazo, considerei oportuno alocar nessas NTN-Bs de prazo menor, fazendo “casar” o prazo do papel com o prazo do investimento.
Resumindo: continue com sua estratégia, que considero excelente! Você terá retornos muito bons ao ter a disciplina e a visão de longo prazo nos investimentos no Tesouro Direto!
Retribuo os votos de boas festas, lhe desejando também um EXCELENTE 2012!!!!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Oi, Guilherme
Agradeço muito por sua resposta e fiquei feliz em saber que considera excelente a minha estratégia.
“Ouvir” algo assim de um expert no assunto é um grande elogio!
Abraços,
Oi Guilherme
Muito obrigado pelas suas orientações.
Um excelente 2012 a você e a todos os internautas que conheci através da Valores Reais e que Deus continue lhe abençoando.
Rosana, obrigado, você tem tido uma excelente evolução como investidora consciente!
Jayme, obrigado!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Guilherme, boa tarde
Há uma aplicação no Santander ( CDB Recompensa ) que, se aplicado no prazo de 36 meses dá a rentabilidade de 102% do CDI.Ao meu ver é uma taxa interessante, visto que requer uma aplicação não muito alta (10k).
Qual a sua opinião?
abs,
Fred, vejo com mais positividade os CDBs, justamente por não terem taxa de administração e não terem, portanto, gestão ativa. O difícil é conseguir bons percentuais do CDI. Nesse caso parece ser uma opção interessante, mas é preciso se planejar para manter o investimento até o vencimento.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Ola Guilherme,
Hoje estava navegando na Internet pesquizando sobre uma estratégia para investimento em TD e achei o teu site que me agradou muito, pois voce explica as questões com fundamentos.
Tenho uma duvida quanto aplicações em TD que gostaria que pudesse me esclarecer.
Tenho observado que as NTNBs Principal tem apresentado boa rentabilidade, mas a de vencimento em 2015 menor.
Tinha um valor aplicado neste vencimento mas mudei para a de vencimento em 2035 que tem apresentado um rendimento melhor. Em principio não prentendo carregar até o vencimento.
As minhas questòes são:
1- Os titulos a medida que se aproxima o vencimento ficam menos atrativos para o mercado?
2- Os rendimentos para estes titulos serão menores?
3- Estamos passando uma fase de bons rendimentos para as NTNBs Principal, ao ponto de termos rendimentos mensais de mais de 5%, chegando até a 30% aa. Quando chegar proximo ao vencimento estes rendimentos poderão ser negativos para se chegar ao valor contratado?
4- Tenho tambem observado que as taxas de compra para as NTNBs com vencimento em 2015 são as mais baixas. Isto reflete um desestimulo do governo para venda destes titulos que estòa mais proximos do vencimento?
Desculpe tantas perguntas, mas existem algumas duvidas em minha cabeça quanto a este tipo de investimento e a melhor estrategia para tirar o melhor proveito deste tipo de aplicação.
Agradeço desde já e que Deus esteja contigo, e Jesus te dando a paz que so ele tem.
Um abraço.
Jose Americo
Olá, José, obrigado pelas palavras!
Vamos lá:
1) Não é que fiquem exatamente menos atrativos, é que as taxas ficam mais “previsíveis”. Como a inflação tem sido alta, isso joga as taxas de juros lá em baixo, para igualar com a SELIC atual.
2) Os rendimentos tendem a ser mais próximos da SELIC atual, mas não quer isso dizer que sejam necessariamente menores. Porém, por conta da maior alíquota do imposto de renda, eles tendem a ter um rendimento mais baixo, porém, mais “estável”.
3) Não, não vão ser negativos à medida que se aproximar a data de vencimento. Haverá apenas o ajuste normal de mercado.
4) Na verdade, as taxas mais baixas dos títulos de prazo mais curto refletem o menor risco que eles embutem. Pode observar que, quanto mais longe a data de vencimento, maior é a taxa pactuada, e isso vale inclusive para os prefixados. Isso ocorre porque os investidores que compram esses papéis precisam de um “prêmio de risco”, pela maior exposição a oscilações e maior possibilidade de perda caso a SELIC suba no futuro.
Obrigado e qualquer dúvida, é só perguntar!
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Guilherme,
Muito obrigado pelos esclarecimentos.
Mais uma questão: O valor do titulo no vencimento é exatamente o valor contratado ou no minimo o valor contratado?
Acho que vou agora fazer mais alguns exercicios com a matematica do TD para monitorar minha aplicação na NTNB principal 35.
Mais uma vez obrigado.
Um abraço e que Deus esteja abençoando seus passos.
Jose Americo
Olá José!
O valor do título no vencimento é o valor contratado.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Oi Guilherme,
Acho teus artigos excelentes. Tenho uma dúvida em relação ao Tesouro Direto: alguns titulos apresentam uma rentabilidade bem maior que a taxa inicialmente pactuada. Por exemplo, 51,18% (12 meses) para o NTNB-Principal com vencimento em 2035. Então por que levar o titulo até o vencimento quando se pode vende-lo a uma taixa bem superior. Nao faz muito sentido.
Um grande abraco,
Mauricio
Olá Maurício.
De fato, se vender antes pode aproveitar essa rentabilidade boa. Só que devem ser observados alguns fatores: dessa rentabilidade bruta, devem ser descontadas as taxas de custódia + as alíquotas do imposto de renda, que são tanto mais altas quanto menor for o prazo do investimento. Ademais, carregando o título até o vencimento, é possível levar pra casa uma quantidade maior de dinheiro, em termos absolutos, pois a rentabilidade incidirá durante vários e vários anos, fazendo a “massa do investimento” aumentar de tamanho ao longo do tempo, com menos incidência de taxas, e menos incidência proporcional de imposto de renda.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Existem vantagens práticas para uma empresa tomar recurso em um FIDC (onde as operações não tem incidência de IOF) ao invés de uma instituição financeira (com IOF) considerando que as taxas finais sejam as mesmas? (por exemplo, 1,90%am.)
Fábio, essa pergunta infelizmente vou ficar devendo a resposta. Solicito que verifique junto a um economista sobre a viabilidade prática dessa operação.
Oi Guilherme,
Estou no meu primeiro emprego, e gostaria de uma dica sua de como “poupar/investir dinheiro” em um curto prazo (mais ou menos 2 anos). É o seguinte gostaria de começar investindo/poupando algo enre R$ 1.500,00 por mes. Com o objeticvo de compar um carro. Esse meu primeiro investimente ira servir mas como um teste, para ver se esse é mesmo o meu perfil, e de quebra, no final destes 2 anos, eu compraria meu primeiro carro zero. Andei lendo muita coisa sobre o Tesouro direto, seria a melhor opçao no meu caso?
Olá Leonel!
O Tesouro Direto seria sem dúvida uma excelente opção, talvez mesmo a melhor. Uma sugestão seria bipartir esses R$ 1,5k, colocando metade numa LFT e outra metade num título indexado à inflação com vencimento daqui a dois anos.
Bom dia Guilherme.
Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pelos seus artigos. Você consegue explicar as questões com muita clareza.
Uma dúvida.
Existe algum fundamento em fazer análise gráfica com os mesmos conceitos que se faz com ações da bolsa, para títulos do tesouro que apresentam grande volatilidade, como por exemplo NTN-B Princ. 150824?
Um abraço
Olá, Rubens, obrigado pelas palavras!
Bom, ao meu ver, não existe, uma vez que se tratam de ativos que apresentam características bem distintas, não podendo os conceitos da análise técnica das ações serem aproveitados para os títulos públicos de maior volatilidade.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Bom dia Guilherme,
Sou investidor de primeira viagem, gostaria de um conselho pra investir 500.000 reais com prazo de 2-3 anos em renda fixa do TD e como fazer eventualmante para ter acesso a este tipo de investimento.
Muito obrigado
Un abraço
Oi, klaus.
Recomendo destinar uma parte em LFTs, outra parte em NTN-Bs e outra em prefixados. Para ter acesso a esse tipo de investimento, basta se cadastrar numa corretora de valores, desde que ela não cobre uma taxa de custódia cara (no máximo, 0,2% a.a.).
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Olá Guilherme,
Parabéns pelos seus artigos, vc é muito didático.
Sou iniciante em TD e tenho uma duvida: pelo que entendi, os titulos em NTN-B Principal para 2024 e 2035 rendem o IPCA mais uma taxa que não passa atualmente de 5%aa. Como é possível então que esses títulos estejam rendendo até mais de 40% em 12 meses, se o IPCA + Juros contratado é bem inferior a isso?
Um grande abraço.
Oi Carlos.
A alta rentabilidade dos títulos públicos nos últimos 12 meses se explica pela “marcação a mercado”, ou seja, são títulos que tiveram grande procura nos últimos meses, fazendo com que seu valor de mercado acompanhasse essa tendência e aumentasse também.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Oi Guilherme,
Só mais uma dúvida…. isso significa que até 2024 ou 2035 esses títulos podem render bem mais que o IPCA + Juros contratado? Eu pensei que no vencimento desses títulos NTN-B eu teria obrigatoriamente como rendimento o IPCA + juros contratado do período todo…
Obrigado e fique com Deus.
Carlos
Oi Carlos,
Sim, em tese, é possível render mais do que o contratado, se, durante a fase de maturação, houver uma forte oscilação no mercado – o inverso pode ocorrer também, ou seja, haver eventualmente juro negativo, rentabilidade negativa. No entanto, à medida que se aproxima a data de vencimento, o preço do título vai se reajustando de modo a refletir a taxa de juros + IPCA contratado.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!
Carlos tudo bom?
Consegue nos dizer porque o fundo de letras do tesouro do Bradesco está dando -0,6 negativo em novembro até agora??????
Marcelo, isso se deve às oscilações do mercado, que provocam uma alteração no valor dos títulos, o qual, por sua vez, acaba se refletindo na rentabilidade momentânea dos fundos que investem em tais títulos. Nesses casos, é sempre bom “aguentar firme” e não tirar o dinheiro nesses momentos de crise, pois podem ocorrer perdas.
É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!