Resenha: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida [biografia], de Alice Schroeder. Parte I: Introdução, Família e Precocidade

O blog Valores Reais tem o orgulho de apresentar a resenha de uma das pessoas mais marcantes de nosso tempo, de uma pessoa que simboliza a encarnação do sonho americano, um verdadeiro self made man, que construiu, a partir de pequenos negócios nascidos durante a Grande Depressão, uma das maiores riquezas da história do capitalismo, a partir de suas habilidades, talentos e virtudes. Warren Buffett é essa pessoa, e ler sua biografia é como viajar no tempo, captando as qualidades (e os defeitos) que fizeram dele uma personalidade complexa e até mesmo paradoxal. Afinal, por quê, mesmo sendo um dos homens mais ricos do planeta, ele detesta o materialismo e a posse de bens materiais? Por quê, tendo dinheiro suficiente para comprar qualquer coisa que o dinheiro pode comprar, ele resolveu fazer a doação da maior parte de seu patrimônio pessoal, tornando-se, desse modo, também um dos maiores nomes da filantropia de todos os tempos? Por quê, mesmo podendo comer nos melhores restaurantes e tomar os melhores vinhos, ele prefere se esbaldar com hambúrgueres, batatas fritas e latas de Coca-Cola? Por quê ele não investe em imóveis e resolveu concentrar todos seus investimentos em ações? Por quê ele valoriza tanto a lealdade, a simplicidade e a honestidade num mundo em que Wall Street é conhecida por ser um celeiro de corrupção e ostentação? Que lições são possíveis de extrair a partir da leitura de sua vida? Por que Warren Buffett não se aposenta?

Quebrando um costume tradicional que sempre faço (= fazer as conclusões sempre ao final da resenha), dessa vez vou começar pelo fim: concluo dizendo que se trata de uma obra excelente. Não só é a primeira vez que publico uma resenha de uma biografia, como também é a primeira vez que li uma biografia. E, sinceramente, não poderia ter começo melhor. Boas biografias devem ser escritas por pessoas capazes de desenvolver as narrativas cativantes das obras de ficção para dar moldura a uma história verdadeira (sem mentir, claro). Dizendo melhor em outras palavras: é preciso ter o talento dos autores dos livros de ficção, capazes de transportar o leitor para aspectos da vida do biografado. Não se trata, evidentemente, de mentir e afirmar como existentes fatos inexistentes, mas sim de contar histórias envolventes.

E a autora conseguiu fazer isso de um modo surpreendente, fazendo a conexão de cada ponto da vida do Oráculo de Omaha de modo a elaborar uma história com sentido. O livro demorou 5 anos para ser concluído, e a autora se dedicou exclusivamente para isso, abandonando seu trabalho como analista financeira de Wall Street, seguindo os conselhos do próprio do próprio Buffett: “seja perfeccionista e não ceda a prazos. Entregue quando estiver pronto“. Ademais, recomendou para ela o seguinte: “sempre que a versão de outra pessoa for diferente da minha, use a menos lisonjeira“.

O livro é do tamanho da vida do biografado: somando a história em si, com as notas e observações de rodapé (colocadas todas ao final do texto, para não atrapalhar a dinâmica da leitura), chegamos a um total de quase mil páginas, que percorrem os quase 80 anos da vida do autor, e se confundem com a própria história da afirmação dos Estados Unidos como superpotência econômica mundial do século XX (aliás, a própria vida de Buffett corresponde a quase um terço da história da própria nação norte-americana enquanto país independente). Não se trata de uma leitura fácil, e que tampouco deve ser lida com pressa, para não perder a intensidade dos detalhes que fizeram de Buffett ser o que ele é. Uma boa sugestão de leitura é fazê-la num ritmo médio de cerca de 30 páginas por dia: assim, consegue-se finalizar a leitura da obra em aproximadamente um mês.

Trata-se, também, do livro mais extenso que já passou pela nossa seção de resenhas e, justamente para não cansar nossos leitores, a resenha está dividida em uma série de 4 textos. Nesse primeiro texto, analisaremos aspectos de sua vida pessoal: sua família e sua precocidade para o mundo dos negócios. Na parte II, examinaremos sua vida profissional: seus negócios, seus parceiros de negócios (alguns com histórias tão ou mais surpreendentes que as do próprio Buffett), e as ações que comprou ao longo de mais de 5 décadas à frente de suas sociedades e, em particular, à frente da Berkshire Hathaway, que é a sociedade que forma seu conglomerado de empresas. Na parte III, discorreremos sobre sua filantropia, o legado que ele pretende deixar, bem como sua atuação nos últimos 10 anos, período em que fez observações sobre a economia mundial, que vieram a se confirmar. E, finalmente, na parte IV, extrairemos 8 lições da vida de Warren Buffett aplicável a qualquer um de nós. Vamos topar o desafio!? 😀

Informações técnicas

Título: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida

Autora: Alice Schroeder

Número de páginas: 959

Editora: Sextante

Preço médio: R$ 59,90

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Família

Warren Buffett nasceu em 1930 (um ano após o grande crash de 29) na cidade Omaha, estado do Nebraska, que fica no meio-oeste dos EUA, sendo o segundo de três filhos e único filho homem de Howard Buffett com Leila Stahl (as duas irmãs de Warren são Doris e Bertie). Seu pai teve a audácia de criar uma pequena corretora de valores justamente durante a Grande Depressão da década de 30, sendo eleito para o Congresso Americano por 4 mandatos, tendo seu avô sido dono de uma loja de produtos alimentícios na então pacata cidade de Omaha. Buffett nasceu de uma família de comerciantes e afirma ter sido grato por ter sido criado numa família de princípios éticos e morais, não obstante todas as dificuldades financeiras enfrentadas durante aqueles anos difíceis:

Quando eu era criança, tive toda sorte de privilégios. Tive a vantagem de viver numa casa em que as pessoas falavam sobre coisas interessantes, tive pais inteligentes e frequentei boas escolas. Duvido que pudesse ter sido criado por pais melhores que os meus. Isso foi de uma importância enorme. Meus pais não me deram dinheiro, e sinceramente eu não queria nenhum. Mas nasci no lugar e na hora certos. Tirei a sorte grande na Loteria do Ovário” (p. 55).

Seu pai foi um congressista que tinha muita firmeza em suas convicções, apesar de isso muitas vezes ter lhe causado isolamento dentro do Partido Republicano, a ponto de inclusive ter chegado a perder uma eleição. Warren teve uma relação bastante difícil com sua mãe, a qual também era áspera com as duas irmãs de Buffett, Bertie e Doris, e isso é constantemente citado na obra. Apesar de a mãe de Warren ter vivido até 1996, ou seja, até os 92 anos, ela praticamente só foi citada no começo da obra. Principalmente depois que Warren se casou, desapareceram as menções à Leila, sua mãe, o que demonstra a existência de problemas de relacionamento com seu filho Buffett.

Buffett casou-se com Susan Thompson em 1952 (aos 22 anos, portanto), e tiveram três filhos: “Susie”, “Howie” e Peter. Logo depois de concluir os estudos e de se casar, Buffett viveu um curto período de tempo em Nova York, numa casa alugada, trabalhando com compra e venda de ações numa firma de corretagem, mas decidiu voltar para Omaha assim que teve uma oportunidade. Dois aspectos aqui chamam a atenção: o fato de “quebrar as regras”, ao decidir fazer a vida fora de Wall Street, trabalhando em casa, literalmente, até conseguir montar um escritório, e também o fato de adiar o sonho da casa própria (que só veio depois de 5 anos de casado), mesmo morando em Omaha, sua cidade natal. Se essas coisas já soam incomum nos dias de hoje, imaginem nos Estados Unidos da década de 50:

“Naquela época, nenhum investidor sério dos Estados Unidos trabalhava fora de Nova York. Deixar tudo isso para trás, sozinho, e pensar em ficar rico em algum lugar fora do alcance de um passeio de limusine era um golpe realmente ousado – e perigoso. De fato, para um recém-formado, trabalhar por conta própria, em casa, sozinho, era algo gritantemente incomum nos anos 1950. Até mesmo a decisão de alugar uma casa fugia do convencional. A casa própria era a essência das aspirações da maioria dos jovens americanos em meados dos anos 1950. Mas Warren tinha outros planos para o seu capital e, por isso, preferiu alugar” (p. 218-219, destaquei).

É oportuno observar que tanta dedicação aos negócios cobrou um alto preço: a separação de sua esposa. Susan não achava correto Warren se preocupar somente com o dinheiro, deixando a família em segundo plano. Embora seus filhos fossem educados segundo os mesmos princípios com que ele próprio tinha sido educado, e ainda que o casal Buffett participasse ativamente das atividades sociais de Omaha, gradativamente a relação foi se desgastando, de modo que o casal passou a viver separado a partir de 1977, quando Susan decidiu ir morar em São Francisco (costa oeste dos EUA), e continuaram assim até 2004 (ano de morte de Susan), embora ainda aparecessem publicamente, em eventos sociais, como se casados fossem.

Em meados dos anos 70, Astrid Menks, que trabalhava no escritório de Buffett, passou a desenvolver uma relação amorosa com ele, com até um certo “incentivo” de Susan, preocupada que ela estava com a situação de Buffett, que sequer sabia escolher as melhores roupas para se vestir. Formou-se, então, um triângulo amoroso, um tanto quanto esquisito, considerando-se que estávamos nos anos 70: Susan era a esposa “oficial”, com quem Warren compartilhava as aparições nos círculos sociais e eventos. Mas, dentro de casa, em Omaha, era Astrid quem de fato cuidava de Buffett. A separação e posterior morte de Susan (em 2004, de derrame, mas em consequência de um câncer oral cujo tratamento estava sendo bastante doloroso), provocou em Buffett uma eclosão de sentimentos, uma vez que ele dependia dos cuidados de Susan, que era, afinal, a mulher que lhe fornecia todo o suporte emocional. Buffett considera a separação o maior erro de sua vida:

Foi algo que podia ter sido evitado. Não deveria ter acontecido. Foi meu maior erro. Essencialmente, qualquer coisa que eu tenha feito com relação à partida de Susie terá sido o meu maior erro. Com certeza, 95% foram culpa minha – não se discute. Talvez minha culpa tenha sido até 99%. Eu simplesmente não estava sintonizado o bastante, e ela sempre estivera perfeitamente sintonizada em mim. Sempre fez tudo para mim, praticamente tudo. Mas, você sabe, meu trabalho estava ficando mais e mais interessante com o passar do tempo. Mas ela cuidou de mim por muitos e muitos anos e contribuiu com a educação das crianças em 90%. Ela me amava e ainda ama. Nós temos um relacionamento incrível. Ainda assim… não deveria ter acontecido. E foi tudo culpa minha” (p. 471).

E agora eu pergunto, caro leitor: até que ponto vale a pena trocar um casamento pelo sucesso profissional? A vida de Buffett foi um estrondoso sucesso profissional, aliás, não só isso: foi a mais bem sucedida carreira no mercado de ações de todos os tempos. Mas tudo tem um preço, e, no caso dele, ele pagou com o próprio casamento. Ficam as reflexões…

Precocidade

Antes de tudo, o que mais chama a atenção é a precocidade de Buffett para os negócios. Nascido apenas um ano após o crash da Bolsa de Nova York, e tendo vivido toda sua infância nos anos da Grande Depressão, é qualquer coisa de fenomenal a trajetória precoce do pequeno Buffett no mundo dos negócios. Confira:

Warren Buffett iniciou suas atividades empreendedoras com apenas 6 anos de idade, vendendo caixas de chicletes, e tirando um lucro de dois centavos de cada embalagem (agora imaginem a felicidade do garotinho sentindo o peso de suas primeiras moedas, os primeiros flocos da incrível bola de neve que iria formar…). Já naquela época, ele demonstrava uma postura de negociador durão com os clientes, algo que viria a ser parte de seu estilo de investir e negociar, mais tarde:

Lembro-me de uma mulher chamada Virginia Macoubrie dizendo: ‘vou levar só um chiclete de tutti frutti’. Eu disse: ‘Não abrimos as embalagens de cinco’. Ora, e os meus princípios? Até hoje me lembro da Sra. Macoubrie dizendo que queria um chiclete só. ‘Não’, eu dizia, ‘eles são vendidos apenas em embalagens de cinco unidades’. Custavam 5 centavos, e ela só queria gastar 1 centavo comigo!” (p. 71).

Buffett também tinha uma sede insaciável pelo aprendizado, e pediu ao Papai Noel, aos 7 anos, como presente especial de Natal, seu livro favorito sobre títulos de renda fixa, “Bonds salesmanship”, de Townsend. Essa informação consta na página 144 da biografia. Eu não acreditaria que uma criança de 7 anos tivesse pedido de presente de Natal um livro sobre títulos de renda fixa… exceto se essa criança fosse Warren Buffett! Agora me digam se ele tinha ou não sido programado geneticamente para alocar ativos!? 😀

Tudo isso não significava, evidentemente, que ele não tinha os divertimentos típicos de uma criança. Buffett também gostava de brinquedos, passeios e brincadeiras com outras crianças de sua idade. Ocorre que seus pais, principalmente sua mãe, eram bastante econômicos quando a questão era dar presentes. Por exemplo, ele tinha uma ferrovia oval de brinquedo, muito simples, mas queria um modelo mais caro, cheio de locomotivas, paisagens, luzes e efeitos sonoros, daquele que tinha visto quando passou em frente a uma vitrine de uma loja de departamentos. Mas o mais perto que conseguiu disso foi comprar um catálogo que descrevia o brinquedo:

Se você fosse um menininho com uma pequena ferrovia oval de brinquedo, olhar para aquele negócio seria a coisa mais inacreditável. Paguei com o maior prazer os 10 centavos pelo catálogo de trens em miniatura e ficava simplesmente olhando para ele, fascinado” (p. 63).

Aos 8 anos, para aprimorar suas habilidades em se relacionar com as pessoas, uma vez que ele era um garoto tímido que não se dava muito bem com as garotas (embora gostasse de se relacionar com amigos mais velhos, sempre), Buffett leu um livro cujo título lhe tinha seduzido: Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Aos 8 anos. Oito. O-I-T-O. Não percam a conta!

Como seu pai tinha uma pequena corretora de valores, Buffett gostava de ficar no escritório do pai, lendo, aos 9 anos de idade, a coluna “The Trader“, da revista Barron´s, e todos os livros da estante. Eu disse todos. T-O-D-O-S. Aos 9 anos. NOVE!

Aos 10 anos, seu pai o levou para visitar Wall Street, tendo então se deparado com o sócio majoritário do Goldman Sachs, um dos figurões da Bolsa de Nova York:

Quando eu estava saindo, ele colocou a mão no meu ombro, e perguntou: ‘de que tipo de ação você gosta, Warren? Ele deve ter esquecido isso no dia seguinte, mas eu me lembrei para sempre” (p. 75).

A visita a Wall Street tinha deixado Buffett impressionado, pois já naquela época – início dos anos 40 – havia pompa, ostentação e luxo nos hábitos daqueles homens de negócio. Isso o motivou ainda mais a perseguir o sonho da independência financeira. Isso com 10 anos. DEZ anos.

Sua primeira incursão no mercado de ações foi com 11 anos de idade, quando comprou três ações da Cities Services por US$ 38 cada uma, para ele e Doris, sua irmã mais velha, Doris. Buffett achou que, até então, tinha desperdiçado sua vida (rsrss). O problema é que logo em seguida as ações caíram para US$ 27. Apesar disso, ele manteve as ações em carteira, porém, assim que elas atingiram US$ 40, as vendeu rapidamente. Isso acabou se revelando um mal negócio, pois, logo em seguida, as ações da Cities Service dispararam para US$ 200 (!!!). Já na infância Buffett tivera uma de suas mais preciosas lições: Bolsa é para investidor de longo prazo.

Com 12 anos, Buffett começou a trabalhar como entregador de jornais, usando sua velha bicicleta:

No primeiro ano, as casas eram muito distantes umas das outras, e eu não gostava muito disso. Tinha que fazer as entregas todos os dias, até no feriado natalino. Na manhã de Natal, minha família tinha de esperar até eu terminar a entrega. Quando eu ficava doente, minha mãe entregava os jornais, mas eu continuava encarregado do dinheiro. Tinha uns jarros cheios de moedas de 50 e 25 centavos no meu quarto” (p. 94-95).

Com 14 anos, ele entregou sua primeira declaração de imposto de renda, tendo pago apenas 7 dólares. Como já tinha uma vasta experiência com questões fiscais, colocou seu relógio de pulso e sua bicicleta como despesas operacionais, deduzindo-as do valor a ser pago.

Finalmente, aos 16 anos, na formatura do ensino médio, ele determinou o seu próprio futuro, ao escrever “futuro corretor de valores” como legenda da sua fotografia no livro do ano…

No próximo artigo da série: como Buffett prosperou com as ações? Quem foram seus parceiros de negócios? Como ele conseguiu atravessar mais de 5 décadas na Bolsa tendo um retorno composto anual de mais de 20%, o que resultou em um desempenho acumulado de mais de 490.000% (quatrocentos e noventa mil por cento) desde a fundação de sua sociedade!?  Não percam!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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21 Responses to Resenha: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida [biografia], de Alice Schroeder. Parte I: Introdução, Família e Precocidade

  1. Investidor Defensivo 1 de outubro de 2011 at 19:42 #

    Caramba. Ele começou muito cedo! Não sabia disso! Com certeza ele tem um Q.I a mais, por ter começado sozinho.
    Outra coisa. Me lembrou os filhos dos corredores, que hoje começam com uns 6 anos no Kart… Isso realmente colabora para um futuro vencedor.
    abs!

  2. MJC 2 de outubro de 2011 at 7:16 #

    Boa resenha. Tão boa que eu leria as 4 partes de uma única vez! Parabéns.

    ID, o QI é único, não tem como ter um QI a mais. Mas é possível ter um QI mais elevado.

  3. Max Scardua 2 de outubro de 2011 at 10:24 #

    Muito bom vc trazer este post. Li o livro e fiquei muito impressionado com ele, sua complexidade e principalmente sua humanidade. As relações com a familia, os sonhos, desejos e principalmente a coragem de tomar as ações que o levaram a ser o que se tornou. Me impressiona é como ele superou sua timidez e sua relação com a mãe…o alinhamento e firmeza de próposito que se estabeleceu desde pequeno!!! Acho que essa foi a diferença que fez a diferença…ele sempre esteve focado e principalmente alinhado com seu próposito seja fisicamente, mentalmente e espiritualmente…arrisco-me a dizer que sua vida beira a transcendência (por favor não tome pelo lado mistico…) pois como explicar o desapego a bens materiais???? O objetivo dele não era o dinheiro…isso com certeza. Só lendo o livro para extrair isso!!!!

    Abs;

  4. Diogo Costa 2 de outubro de 2011 at 10:59 #

    Muito bom trazer comentários desse livro sobre Warren. Na minha opinião o livro é cansativo porque conta muitos detalhes da família de Warren também, eu achei que foi dado muita ênfase na doença da mulher de Warren mostrando todo o sofrimento do tratamento e na sua luta contra o câncer. Porém, reconheço que do lado do investidor foi demonstrado muitos investimentos interessantes feitos pelo Warren, gostei do momento em que ele vai de encontro ao seu Guru Benjamin Graham que comprava os recibos de cacau da empresa de Jay Pritzker (outro grande investidor), porém Jay Pritzker estava comprando as ações em troca desses recibos e Warren percebeu que se o controlador da empresa estava comprando é porque o LUCro seria maior! Bom é um ótimo livro porque mostra também como Warren conseguiu amealhar sua fortuna em várias empresas desconhecidas, mas sabendo enxergar o valor intrínseco delas e contando com excelentes parceiros na busca por essas empresas de nomes estranhos e em situações difíceis como foi o caso da Berkshire Hathaway. Abraço.

  5. Rosana 2 de outubro de 2011 at 14:08 #

    Gostei muito da resenha do livro, que foi um dos melhores que já li.
    Aprendi muito com a história de Warren Buffet.
    Apesar das mais de 900 páginas, é uma leitura muito agradável.
    Eu comprei em uma super promoção do Submarino, por indicação de um amigo e paguei 9,90 no ano passado e valeu muito a pena!!!
    Abraços e sucesso,

  6. Moacir Lima 2 de outubro de 2011 at 14:30 #

    Gostei muito de conhecer esta parte da vida de Warren Buffett, fantástico. Também gostei muito de sua análise, parabéns, estou virando seu fã, rsrs.
    Também um grande abraço e que Deus te abençoe.

  7. Diogo Costa 2 de outubro de 2011 at 14:58 #

    Interessante observar nesses investidores são sua austeridade e um controle absoluto com os gastos, até parecem que não são milionários ou bilionários! A disciplina é algo vital para ter sucesso e outro ponto também é a independência, cada um tinha a sua metodologia, Warren, Walter Schloss, Charlie Munger, Anderson, Tom Knapp, Bill Ruane, Rick Guerin entre outros compravam e vendiam de forma independente, não seguiam conselhos. Faziam suas próprias análises e pesquisas! Desse livro eu tirei muitos aprendizados, entre eles conhecer os seus limites o famoso círculo de competência, eu mesmo só busco investir naquilo que eu consigo entender toda a lógica ou tese de investimentos. Conhecendo os fatores de risco, fica mais fácil pra mim entender porque estou perdendo dinheiro. Muito bom o livro, também indico os livros de Peter Lynch (O jeito Peter Lynch de Investir) e Philip Fisher (Ações Comuns, lucros extraordinários). Abraço.

  8. Rony Melo 2 de outubro de 2011 at 17:20 #

    Muito bom o livro, não somente como um livro de investimentos ou para investidores, e sim com um Livro! Quando o li entendi o porquê dele ser o maior investidor, pensar olhando unicamente para o futuro e com juros compostos não é para qualquer um.

  9. Dr. Money 2 de outubro de 2011 at 18:34 #

    Obrigado Guilherme, fiquei com vontade de ler o livro!

  10. Guilherme 2 de outubro de 2011 at 19:03 #

    ID, e bota cedo nisso!

    MJC, obrigado! Pois é, a vida de Buffett é fascinante, e aposto que muitos outros leitores também não se importariam em ler todas as quatro partes dessa mega resenha de uma só vez!

    Max, exatamente! Não conheço pessoa mais frugal que ele. E olha que ironia: sendo ele a pessoa mais rica do mundo…..rsrsrs….ele nasceu no tempo certo e no lugar certo. Mas isso por si só não é suficiente… pois é preciso também fazer as coisas certas. Ele se arriscou no mundo dos negócios, desafiou a incerteza com coragem, audácia e uma energia de fazer inveja ao mais destemido dos investidores de Wall Street. Uma verdadeira máquina de aprendizagem! Na verdade, tudo o que ele conseguiu foi fruto de muita determinação, empenho, preparação e vontade de vencer, qualidades essas que estão ao alcance de qualquer um de nós. Ele usou a melhor ferramenta de que poderia dispor: o próprio cérebro. A leitura de uma biografia desse quilate muda a vida de muita gente, daí a importância de trazê-la em detalhes para todos os leitores.

    Diogo, obrigado! Concordo que a autora se atém a detalhes que muitos de nós consideraríamos irrelevantes, ou, ao menos, maçantes. Do meu ponto-de-vista, por exemplo, foi um pouco cansativo ler o episódio do Salomon Brothers (contado na segunda parte dessa resenha), mas entendo que isso se justificaria até certo ponto, uma vez que a autora da biografia trabalhava como analista de Wall Street, e nada mais natural do que uma pessoa narrar com mais detalhes aquilo que ela vivenciou com mais intensidade. Porém, no balanço geral, o livro apresenta um conteúdo bastante equilibrado – no balanço geral. Alguns pontos poderiam ser melhor explorados, outros nem tanto, mas, enfim, isso faz parte de qualquer biografia que se preze. A leitura desse livro é cativante, e daria um ótimo filme.

    Rosana, sem dúvida, leitura super agradável e envolvente!

    Moacir, obrigado!

    Diogo, perfeito seu comentário! Um dos sucessos de Warren foi se cercar de pessoas extremamente competentes, que formaram um time brilhante na segunda metade do século XX.

    Rony, é verdade, esse livro traz muito mais lições de vida do que se supõe à primeira vista. É altamente motivante e nos faz refletir uma série de coisas em nossas próprias vidas.

    Dr. Money, vale a pena ler o livro. E o melhor ainda está por vir: aguarde as próximas resenhas dessa série, elas estão melhores ainda!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. Victor 2 de outubro de 2011 at 23:18 #

    Parabéns Guilherme pela resenha, estou ansioso para ler as próximas !

    até mais…

    um forte abraço

  12. Jônatas 3 de outubro de 2011 at 9:19 #

    Guilherme, parabéns, resenhar uma obra deste calibre não é fácil.
    Este livro é bom demais, talvez não como dicas de investimento, mas como história de vida de um ser humano fantástico e assim como qualquer outro com muitos defeitos e qualidades.

    Eu li este livro em ritmo lento, levei quase 2 meses, intercalava com outras leituras. Em geral faço isto, leio 3 ou 4 livros simultaneamente. O melhor foi o preço que paguei, 10 reais. Deveria ter comprado uns 5 livros para doar para os amigos.

    Abraço.

  13. Willy Fog 3 de outubro de 2011 at 11:45 #

    Valeu pela resenha aí Guilherme!
    .
    Este livro é de uma riqueza impressionante, contem lições de vida fantásticas do Buffett, apesar de apenas 1/3 do livro tratar sobre a vida pessoal dele.
    .
    Comprei por 9,90 no submarino. Levei um tempão pra ler o livro inteiro, fui intercalando com outras leituras.
    .
    Você captou as principais informações do livro nesta primeira parte da resenha. Um dia ainda quero resenhar livros tão bem como você faz.
    .
    Só achei que o livro poderia ter mais sub-capítulos, para facilitar a leitura.
    .
    Achei também que as fotos poderiam aparecer na ordem em que são descritas no livro. Tipo depois de 200 páginas onde fulano foi mencionado é que aparece a foto do sujeito, aí vc já nem lembra quem é.
    .
    Também achei um pouco cansativo o episódio sobre a Salomom Brothers, parecia que não tinha mais fim.
    .
    Enfim, tirando esses pequeno detalhes, o livro é um dos melhores que já li.
    .
    Abcs

  14. May 6 de outubro de 2011 at 9:44 #

    Oi Guilherme,

    Excelente resenha! Estou ansiosa para ler as outras partes! Penso nisso há dias! hehehe Na verdade, acho que vou mesmo comprar o livro, pois essa é, sem dúvidas, uma história de vida inspiradora!

    Abs.,
    May

  15. Pablo 7 de outubro de 2011 at 19:47 #

    Realmente eu li o livro e ele é muito bom. aos que gostam de documentários, na Management Tv passa com frequencia um documentário sobre a vida do Buffett de cerca de 1h que é bem legal e tem muitas passagens relacionadas com o livro. Claro que o livro é imbatível.

  16. Diogo Costa 7 de outubro de 2011 at 21:13 #

    Vou sugerir outro documentário do Biography Channel, que está no Terra na parte de documentários. Eu assisti a do Management TV, mas achei essa mais completa. Segue a url:

    http://terratv.terra.com.br/videos/Diversao/Documentarios/Biography-Channel/4691-365774/Biografia-Warren-Buffett.htm

  17. Guilherme 8 de outubro de 2011 at 12:14 #

    Atualizando os comentários da semana (e foram muitos!):

    Victor, obrigado!

    Jônatas, concordo!

    Willy, obrigado pelos elogios! De fato, o livro deveria ter mais sub-capítulos e fotos melhor posicionadas. Mas, no balanço geral, o saldo é bastante positivo!

    May, obrigado! E o livro vale a pena sim!

    Pablo e Diogo, grato pelas dicas e pelos links!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  18. Zeca 5 de novembro de 2011 at 9:14 #

    Parabéns pela ótima resenha Guilherme. Aos que ainda não leram o livro, vale a pena esperar a promoção relâmpago do Submarino por $9,90 e comprar vários. O natal está chegando e vale a pena presentear um amigo com essa magnífica obra.

  19. Guilherme 12 de novembro de 2011 at 14:24 #

    Obrigado, Zeca!

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