Resenha: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida [biografia], de Alice Schroeder. Bônus! A frugalidade de Warren Buffett

O melhor fica para o final. 😀

Nessa resenha composta de uma série de 5 artigos, fizemos uma análise detalhada da biografia de Warren Buffett, conforme vocês podem conferir nas quatro partes dessa super resenha:

Parte I: Introdução, Família e Precocidade

Parte II: A lenda

Parte III: Filantropia e atualidades

Parte IV: 8 lições extraídas da leitura da vida de Warren Buffett

Porém, quase nada mencionamos a respeito da vida frugal do Sábio de Omaha, apesar de já termos escrito alguma coisa sobre isso aqui no blog, no artigo Algumas lições de economia doméstica – ou seria pão-durismo? – by Warren Buffet (extraído da “Bola de neve”). Pois agora iremos abordar esse interessante e peculiar aspecto da personalidade de Warren: a frugalidade dele é mito ou verdade? Quais bens materiais ele de fato apreciava, uma vez que, como um dos homens mais ricos do mundo, ele podia comprar (quase) qualquer coisa? É o que trataremos nesse artigo. Acompanhe-nos! 😀

Carros

O carro é a paixão de muitas pessoas, e a mídia dá combustível para essa paixão ao associá-lo como símbolo de riqueza, status e poder. Isso fica ainda mais evidente quanto mais alto for o nível de riqueza de uma pessoa. Boa parte de empresários, celebridades, esportistas, altos executivos, profissionais liberais bem sucedidos (como médicos e advogados) e até escritores famosos de finanças pessoais gostam de se exibir nas ruas mostrando seus veículos… exceto Warren Buffet. Percorri as quase mil páginas do livro em busca de alguma pista de uma possível-provável paixão de Warren por carros, mas não encontrei nenhuma. Ele não liga para carros.

Iates

Não há uma única referência sobre aquisição de veículos náuticos por parte de Buffett, sejam eles iates, sejam eles submarinos, ou qualquer outro veículo ou equipamento náutico.

Aviões particulares

É sabido que Warren é dono de uma empresa de jatos particulares, a NetJets. Entretanto, ele demorou muito a comprar um avião particular – foi aos 56 anos, depois de já ter centenas de milhões de dólares em sua conta pessoal, e motivado basicamente para economizar tempo nos aeroportos e ter, portanto, mais tempo para os negócios (sim, ele também usa o dinheiro para comprar tempo). E fez a compra – de um modelo usado – cercado de constrangimentos, pois isso contradizia seus hábitos de pessoa simples:

“Ainda assim, aquilo o incomodava – o jato contradizia demais a maneira como fora criado e a imagem que tinha de si mesmo. Ele explicou – com muita gravidade e obviamente constrangido – a Clyde Reighard, seu ex-colega de quarto na Penn, usando uma argumentação angustiada, que o avião o faria economizar dinheiro ao locomovê-lo com mais rapidez. Em seguida, começou a debochar de si mesmo para os acionistas, dizendo: ‘trabalho por uma ninharia e viajo caro‘” (p. 353).

Obras de arte

Muitos bilionários gostam de torrar grande parte de suas fortunas com vastas coleções de quadros, pinturas, esculturas e outros adornos para enfeitar suas coberturas triplex, mansões, fazendas, palácios, castelos e outras propriedades particulares. Muitos – menos Warren Buffett. Ele até teve a chance de adquirir, em meados dos anos 90, uma coleção de objetos artísticos que lhe estava sendo oferecida, mas recusou a compra. E, quando estava passando um final de semana numa mansão de um alto membro da sociedade aristocrática, ao passear pelos salões de uma ala residencial repleta de quadros de pintores famosos, disse que ficaria mais satisfeito se nas paredes houvesse uma coleção de capas de Playboy antigas. 😆

Imóveis

Como já afirmado anteriormente, Warren mora na mesma casa há mais de 50 anos, e não gosta de investimento em imóveis, pois isso está fora de seu círculo de competências. Entretanto, isso não o impediu de fazer compras de residências para sua esposa, Suzie, de quem já havia se separado, bem como ajudado os filhos, depois de muita insistência desses, a comprar fazendas e casas. Contudo, deve-se frisar que todas essas compras partiram da iniciativa de outras pessoas da família, e não de Warren. Aliás, já afirmamos, na primeira parte da resenha, que, no início de sua carreira, Warren preferiu alugar um imóvel para morar, pois ele tinha outros planos para o capital acumulado, o que se chocava com a ideia reinante nos anos 50, onde o sonho de todo americano jovem era já conquistar sua casa própria.

Restaurantes

Buffett não dava a mínima para restaurantes sofisticados e comidas caras. O que ele gostava mesmo era de hambúrgueres, batatas fritas, sorvetes de morango com calda de chocolate quente, pipocas e Cherry Coke (que substituiu as Pepsis, depois que ele se tornou um dos principais acionistas da Coca-Cola). Nada de caviar, lagostas, vinhos caros e outras comidas sofisticadas. Deve-se reconhecer que ele não tinha uma dieta saudável, como está escrito no livro:

“Ele desprezava tudo o que fosse verde desde que nascera, exceto dinheiro” (p. 89).

Esses hábitos alimentares um tanto quanto simples garantem algumas das passagens mais cômicas da biografia, como, por exemplo, quando participava de jantares organizados por Katharine (Kay) Graham, dona do Washington Post, e que organizava festas exclusivas para a elite do poder, na capital dos Estados Unidos, nos anos 70:

Ela [Kay] sempre falava com o cozinheiro em francês, apenas em francês. Então eu escutava ‘hambúrguer’ entre as palavras em francês e implicava com ela: ‘não, não é assim que se pronuncia’. Depois dizia: ‘poderia me servir um hamburguê’, e o que saía da cozinha era muito bem-feito. O chef de Kay (Katharine Graham) se esforçava bastante para preparar hambúgueres e batatas fritas – e eu comia, mas não eram nem de longe tão bons quanto os do McDonald´s ou da Wendy´s. As batatas ficavam sempre molengas. Mas ele queria muito agradar” (p. 442).

Quando se reuniu, em Nova York, nos anos 80, para um jantar com Akio Morita, célebre fundador da Sony, Buffett passou um dos maiores vexames de sua vida, pois ele não tocou em nenhum dos 15 pratos de comida japonesa que lhe foram oferecidos, apesar de o casal Morita ter sido extremamente educado com a recusa dele em comer no jantar – Buffett só pensava em hambúrgueres:

“Depois de 15 pratos, ele ainda não havia comido nem um bocado. Os Morita não podiam ter sido mais educados, o que aumentava a sua humilhação. Ele estava desesperado para fugir de volta ao apartamento de Kay, onde pipoca, amendoins e sorvete de morango o esperavam” (p. 578).

Já nos anos 90, na viagem de retorno aos EUA, depois de uma temporada fazendo turismo na China, junto com Bill Gates, durante uma pausa em Hong Kong, ele o arrastou, para o McDonald´s, no meio da noite, para comprar hambúrgueres.

Roupas

Buffett se vestia mal, e por isso teve que contar com a ajuda de mulheres em diversas fases de sua vida, que o conseguiam colocar “na linha”. Isso era tanto mais necessário à medida em que Buffett participava cada vez mais das festas organizadas em Washington por sua amiga Katharine Graham, que se esforçava ao máximo para fazer com que Buffett se vestisse de modo decente. Não há uma única menção em todo o livro a respeito de gosto de Warren por roupas de grife, sapatos e relógios de marca.

Gadgets

Warren Buffett não gostava de tecnologia nem na vida profissional – ficou bem afastado das empresas do setor durante toda a sua vida, pois não entendia seu modelo de negócios – quanto em sua vida pessoal. Não há referência alguma durante todo o livro a um suposto gosto de Buffett por aparelhos eletrônicos, como televisores de última geração, celulares ou equipamentos de home theather. Computador ele só passou a usar nos anos 90, e isso após uma insistência muito grande de Bill Gates. No entanto, ele gostou do aparelho, e passou a usar a Internet para jogar partidas de bridge online com seus amigos, ler notícias e jogar games de helicóptero (kkkk, tá no livro). Atualmente, ele ainda se atrapalha no uso do celular, que prefere deixar desligado.

Por quê Warren Buffett não deixou de lado seus hábitos frugais à medida que acumulava cada vez mais dinheiro?

Taí uma pergunta interessante. Warren não reprovava a maneira como as pessoas ricas (todas menos ricas que ele, afinal, hahaha) gastavam seu dinheiro. Era uma maneira legítima de elas se sentirem felizes, pensava ele. Mas por quê ele também não se dava o luxo de ter pequenos mimos? Um conjunto de fatores explica a vida frugal de Warren Buffett.

Em primeiro lugar, o fato de ele ter crescido numa época em que o dinheiro era escasso fez incutir nele fortes princípios no sentido de que esse mesmo dinheiro, ganho com tanto esforço, não poderia ser desperdiçado com coisas frívolas. Ter crescido durante a Grande Depressão, a fase mais avassaladora para a economia dos EUA, fez com que Buffett se contentasse com o suficiente, e tais hábitos simples se perpetuariam por toda a sua vida, como quem diz às pessoas que o importante não é como você gasta o dinheiro, mas sim como você guarda (investe) o dinheiro.

Além disso – e aqui vem um ponto crucial – a frugalidade criou as oportunidades para que Buffett se mantivesse concentrado no processo de investimento. Gastar o dinheiro com bens materiais e coisas frívolas exigiria atenção, tempo e energia de Buffett, que preferia empregar essa mesma atenção, esse mesmo tempo e essa mesma energia para a construção e solidificação de seus negócios.

Em outros termos, a frugalidade permitiu a Warren Buffett manter o foco apropriado naquilo que era mais importante: desenvolver habilidades direcionadas à construção de seus ativos.

Ademais, como o próprio Buffett já havia afirmado outrora, uma vasta coleção de posses acaba possuindo seu proprietário, e ele tampouco desejava isso para si próprio.

Esse comportamento frugal de Warren Buffett, ao contrário do que se imagina, é mais comum do que se supõe. Conforme analisamos ao realizar a resenha do livro O milionário mora ao lado, de Thomas Stanley e William Danko, a grande maioria dos milionários norte-americanos pratica uma vida de frugalidade, do qual Warren é, sem dúvida, o maior expoente (embora, evidentemente, ele seja mais do que “apenas” milionário…rsrsr).

Mais importante e mais significativo do que isso tudo, a frugalidade permitiu a Warren Buffett demonstrar ao mundo que a verdadeira riqueza de uma pessoa não reside na quantidade e variedade de bens materiais ou no tamanho da conta bancária que ela possui em decorrência de uma vida de trabalho, mas sim no exemplo de vida que ela edifica em decorrência de uma vida dedicada ao trabalho.

Triste é aquela pessoa que será lembrada mais pelos bens que comprou do que pela reputação que construiu. Buffett será sempre lembrado como o bilionário que fez de tudo para que suas posses materiais não ficassem à frente de suas ideias, seu trabalho e sua dedicação à causa da filantropia. E assim será lembrado no futuro. E você? Como gostaria de ser lembrado no futuro?

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Print Friendly

, ,

16 Responses to Resenha: A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida [biografia], de Alice Schroeder. Bônus! A frugalidade de Warren Buffett

  1. Renato C 14 de novembro de 2011 at 0:46 #

    Esta explicação da dedicação e do foco ao seu trabalho, e não a outras coisas, é perfeita !

    Aliás, este tipo de dedicação e devoção que faz, se você trabalha numa área que verdadeiramente gosta, você encarar o trabalho não como trabalho, mas como uma paixão.

    Abraços e parabéns pela resenha,

    Renato C

  2. Jônatas R. Silva 14 de novembro de 2011 at 7:31 #

    Guilherme,
    Realmente, o Sr. Buffett viveu o extremo da frugalidade. O que mais admiro nele são seus princípios, ele não os quebra. Quem gostar dele tem que gostar da maneira que ele é e pronto.
    Mais um belo texto para refletirmos. Quando li o livro também fiquei impressionado com a vida simples que o cara mais rico do mundo leva.

    Grande abraço e boa semana.

  3. Investidor Defensivo 14 de novembro de 2011 at 8:43 #

    Aprecio a frugalidade do Buffett. Mas acredito que ele foi ao extremo. Vide os bilhões de sobra que ele tem. Prefiro uma vida de equilibrio.
    Acho que ele ficou tão bitolado em frugalidade que não consegue aproveitar tudo que tem. Ele realmente precisa economizar tanto hoje em dia???
    E ele deu sorte de estar vivo até hoje. Imagina se ele morresse aos 40…50 anos.
    Pelo menos li em algum lugar que ele irá doar uns 80% da riqueza dele.

  4. Marcos 14 de novembro de 2011 at 16:58 #

    ID,

    Se ele morresse aos 40 ou 50, tenho certeza que morreria feliz. A felicidade esta nas pequenas coisas, como seguir o próprio estilo de vida. 😉
    Abraços,
    Marcos

  5. Diogo Costa 14 de novembro de 2011 at 17:47 #

    Hoje foi divulgado as aquisições da Berkshire Hathaway na IBM algo próximo de 5,5%. Isso quebra um paradigma de Buffett, que não gostava de investir em empresas do setor de tecnologia, pois não conseguia compreender muito bem o setor e a dinâmica de negócios das empresas. É importante analisar que, essas aquisições só são possíveis pela baixa alavancagem da Berkshire e claro de Warren Buffett, isso mostra que apesar de seguir uma vida simples, austera, quando se trata de investir o caixa de sua empresa ele tem condições de montar excelentes posições nas empresas e com ótimas garantias de rentabilidade! Abraços.

  6. Diogo Costa 15 de novembro de 2011 at 0:15 #

    Buffet investe US$ 200 milhões em ações da Intel
    Por Valor, com agências internacionais

    SÃO PAULO – Além da IBM, o investidor americano Warren Buffet também adquiriu ações na fabricante de chips Intel. A participação chegou a um total de aproximadamente US$ 200 milhões, ou 9,3 milhões de ações – cerca de um quinto dos papéis em circulação da companhia.

    Nos últimos meses, Buffet vem compando ações em diversas empresas, entre elas IBM, Intel, DirecTV, Visa e General Dynamics, fabricante dos jatos Gulfstream. “AS empresas americanas estão muito baratas comparadas a outras alternativas de investimento”, disse o investidor em entrevisat à rede de TV americana CNBC. A empresa de investimento de Buffet, a Berkshire Hathaway, investiu US$ 23,9 bilhões.

    (Valor, com agências internacionais)

    Só pra constar mais essas aquisições do óraculo de Omaha, sempre vale a pena acompanhar os seus investimentos! Abraços.

  7. SergioF 15 de novembro de 2011 at 9:10 #

    Li a bio do WB. A 1a lição que temos a aprender com WB são os seus conceitos e métodos fundamentalistas, desenvolvidos através de uma vida de intensa dedicação que o levou a se tornar o superinvestidor que é.

    No entanto, não acho que seus valores PESSOAIS sejam um bom exemplo para ninguém. O que transparece no livro é uma personalidade imatura e extremamente obssessiva, onde é possível suspeitar inclusive da presença de traços de doença mental (fortemente presente em sua familia, como narra a autora. Seus familiares devem ter sofrido muito e seu casamento foi um desastre que só a generosiadade de sua esposa, mulher muito inteligente que assumiu um papel quase maternal nessa relação, fez com que durasse muitos anos. Nesse sentido, penso que a frugalidade de WB era muito mais um total desinteresse de qualquer coisa fora do seu foco(o mercado de capitais). Digo mais, também me parece que a formidável atividade filantrópica de Bufett tem mais a ver com não saber o que fazer com tanto dinheiro do que com generosidade ou ideologia, o que, é claro, não faz a menor diferença do ponto de vista de quem é beneficiado !

    Mas a 2a coisa que podemos a aprender com esse livro é ver o tanto de dedicação é necessário para ser um grande fundamentalista, um homem que dedicou cada minuto da sua vida de forma quase doentia a um único objetivo. E tem gente que ainda acha que lendo dois ou três livros é capaz de analisar balanços e descobrir aquela empresa incrível que deixá-lo milionário !!! abç

  8. Guilherme 15 de novembro de 2011 at 13:40 #

    Renato C, Jônatas, obrigado!

    ID, acredito que ele tenha vivido a vida dele com equilíbrio, só que o conceito de “equilíbrio” dele seria um pouco diferente. 😉 Aliás, nesse sentido é o comentário do Marcos.

    Diogo, perfeito, quebra um grande paradigma mesmo. Sinal dos novos tempos? Quem sabe…

    Sergio, muito interessante seu comentário. Uma vida de total dedicação ao trabalho produziu ótimos resultados, mas deixou sequelas (como a separação da mulher), do qual ele se arrependeu profundamente.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Henrique Carvalho 17 de novembro de 2011 at 16:06 #

    Realmente, o melhor ficou para o final!

    Todas as partes anteriores da resenha foram ótimas, mas esta última foi sensacional!

    Como dizem: fechou com chave de ouro.

    Abração!

  10. Guilherme 18 de novembro de 2011 at 7:10 #

    Valeu, amigo!

    E, em se tratando de W. Buffett, chaves de ouro de 24 mil quilates…..rsrsrs =))

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. João Ximenes 25 de novembro de 2011 at 19:25 #

    Em relação a carro, ele tem um carro comprado em liquidação há 10 anos. Detalhe: A liquidação era de carros que foram atingidos por uma tempestade de granizo.

    Acho que o grande “segredo” do WB é que ele faz o que ama. Ele não fez o fez com o objetivo de ficar bilionário, simplesmente o grande prazer dele era vasculhar os melhores investimentos possíveis. E fazer o q ama (seja lá o q for, pd ser até comprar carros caros) é o q faz qualquer um feliz.

    Sorte dele e dos milhares que acreditaram nele e ficaram ricos juntos.

  12. Guilherme 27 de novembro de 2011 at 13:38 #

    João, ótimos comentários! Não sabia desse detalhe da compra do carro…..rsrs

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  13. Luciano 29 de novembro de 2011 at 0:46 #

    Parabéns Guilherme! Mais uma excelente resenha. Todas nota 10!
    O comentário do João Ximenes que o carro de WB é de uma liquidação de carros que foram atingidos por uma tempestade de granizo é pra desconcertar qualquer milionário materialista…kkk
    Muito bom! Parabéns!

  14. Guilherme 30 de novembro de 2011 at 21:55 #

    Luciano, obrigado! Realmente, essa da liquidação do carro é pra lascar qualquer milionário ou bilionário materialista….rsrsrs

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Diego Bianco dos Santos 22 de fevereiro de 2012 at 21:06 #

    A Bola de Neve, biografia de Warren Buffett é uma das melhores biografias que já li, o livro é longo mas é fácil manter o foco e as análises dos passos de Buffett são didáticas. A partir dessa biografia eu cheguei até livros de Benjamin Graham.

    • Guilherme 1 de junho de 2013 at 14:19 #

      Concordo integralmente com suas palavras, Diego! Abç!

Deixe uma resposta

Powered by WordPress. Designed by Woo Themes