Mapeie suas 10 maiores despesas anuais – e trate de reduzi-las!

Dando sequência ao texto publicado na semana passada, Controlar as despesas é preciso, viver… não é preciso, chegamos à conclusão de que um dos maiores benefícios de se realizar um controle detalhado de suas despesas domésticas, por meio de uma efetiva classificação por categorias, bem como uma minuciosa descrição de cada item de consumo, é verificar quais são os itens (ou grupos de itens) são os responsáveis pelo maior consumo de seu dinheiro. E isso por uma razão muito simples: embora toda economia de dinheiro valha a pena de ser realizada (pois isso significa mais dinheiro no seu bolso), é analisando os grandes itens de consumo – aqueles em que você efetivamente gasta mais dinheiro – que você terá condições de fazer uma enorme economia em seu orçamento doméstico.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

É claro que economizar nos pequenos gastos, como um pacote de arroz mais barato, um remédio genérico, ou uma marca de roupas mais simples, também pode lhe ajudar a ter mais folga no orçamento. Mas a melhor forma de otimizar dinheiro em sua carteira é não cedendo às grandes tentações de consumo: imóveis, carros, eletrodomésticos, eletrônicos e móveis. Nesses grandes grupos de itens se encontra a chave para fazer uma verdadeira revolução na arte de sobrar grandes quantias de dinheiro.

Isso pode parecer um tanto quanto óbvio, mas você sabe realmente em quais itens de seu orçamento doméstico você está gastando mais? Um tanto quanto elementar à primeira vista, observo que muitas pessoas têm dificuldade de fazer um bom gerenciamento de seu orçamento doméstico porque simplesmente não fazem registro das despesas. E, sem registro de despesas, fica impossível identificar quais itens são os grandes “ralos de dinheiro” de seu orçamento doméstico…

Outro fator importante a ser observado, como, aliás, comentado no post anterior, é realizar um levantamento de despesas em termos anualizados. É preciso pensar e executar um plano anual, e não apenas mensal, de despesas. Por quê? Simples: porque determinadas despesas não ocorrem mensalmente, ocorrendo uma única vez no ano, como as despesas de alguns impostos (IPTU, IPVA) e seguros (carro), ou em períodos sazonais, como os presentes de datas comemorativas (Natal, casamentos de amigos, Dia dos Pais, Dia das Mães), tornando-se necessário pensar em termos anuais para verificar o efetivo impacto de cada despesa em sua renda líquida anual.

Assim, detalharei abaixo 10 das maiores despesas que podem impactar seu orçamento doméstico, bem como mostrarei meios e dicas para reduzi-las e, assim, dar mais folga ao seu orçamento doméstico. Antes, porém, é preciso dar uma palavrinha sobre os dois casos clássicos de despesas que podem ser os maiores consumidores de dinheiro de muitas famílias brasileiras: prestações de financiamento de casa e do carro.

Prestações de financiamento de casa e de carro. O senso comum diz que não se tratam de boas escolhas financeiras, sob o argumento de que, ao entrar num financiamento, você estará pagando, dependendo do prazo do financiamento, de 2 a 3 vezes (ou mais, ou menos) o valor do bem à vista. Assim, do ponto de vista estritamente financeiro, haveria “perda” de dinheiro. No entanto, é preciso atentar que muitas famílias brasileiras não têm condições de comprar tais bens à vista, e, por uma variedade de razões, são obrigadas a aderir a uma “prestação” – pense, por exemplo, no caso do taxista que usa o veículo como instrumento de trabalho e não têm condições de pagar à vista. Assim, deixando de lado razões puramente financeiras, às vezes torna-se mesmo impraticável a compra de tais bens à vista, de modo que um financiamento acaba sendo a única saída. Seriam eles más escolhas financeiras? No caso do financiamento do carro, a resposta seria quase sempre “sim”, no caso da prestação da casa própria, “depende”. Ademais, como bem afirmado no Blog do Investidor, ambos acabam entrando no patrimônio do investidor, podendo ser revendidos (ainda que com largo prejuízo em relação ao preço da compra, no caso do carro), sendo que, no caso da casa própria, é possível ocorrer a valorização do investimento. De qualquer forma, fica a dica: se não houver outra alternativa, busque dar a maior entrada possível, a fim de diminuir o impacto dos juros no valor total a ser pago.

Top 10 Despesas

1. Condomínio. O problema às vezes nem é o valor do financiamento da casa própria, mas o valor do condomínio. E esse valor atinge tanto os que têm casa própria quanto os que moram de aluguel. No segundo caso, a solução mais simples para diminuir essa despesa é óbvia (e também mais fácil do que quem tem a propriedade do imóvel): mudar para outro prédio/casa. Já no primeiro caso, essa é uma despesa mais problemática, pois, para reduzi-la, a solução teria que passar necessariamente pela venda do imóvel e compra de outro. Mas existe uma solução intermediária para tentar baixar o condomínio sem essas medidas drásticas: é tomar ciência da situação das despesas do prédio, e propor alternativas para baratear seu custo, nas (quase sempre vazias e que rotineiramente pouco frequentadas) reuniões de condomínio.

2. Provisão para a compra do futuro carro. A melhor alternativa para a troca de carro sem impactar demasiadamente seu orçamento doméstico em determinado ano (se for comprá-lo à vista), e simultaneamente sem entrar num financiamento é, sem dúvida, fazer desde já provisões mensais numa determinada aplicação financeira destinadas a tal compra, lançando esse investimento como “despesa” em seu orçamento doméstico. Sobre isso, já discorremos nos artigos [M. Halfeld – CBN] O ouvinte poupou R$ 40 por dia, e conseguiu ter dinheiro para comprar o carro à vista. E ainda sobraram R$ 9 mil e Estabelecendo um plano plurianual para a troca do carro – 2 alternativas de investimentos. Há ainda uma terceira alternativa, que consiste simplesmente em alugar um carro, e sobre isso temos um excelente guest post do leitor Jean, [Guest post] Vale a pena, para o dia-a-dia, alugar um carro, ao invés de comprá-lo? A experiência de um leitor… na prática!

3. Mensalidades educacionais (escolares, universitárias, pós-graduação…). Evidentemente, esse não é um gasto de conotação negativa, pois se trata de um verdadeiro investimento no seu melhor ativo: o capital intelectual. Afinal, se você parar de aprender, você irá parar no tempo. Como a educação custa, muitas vezes, caro, e representa uma considerável “fatia na pizza orçamentária doméstica” de milhões de famílias brasileiras, torna-se necessário buscar meios de, ao menos, reduzir o impacto delas, e uma delas é, sem dúvida, pagar à vista as mensalidades educacionais, ou seja, pagar uma anuidade, desde que, evidentemente, haja desconto, e esse desconto seja interessante e viável economicamente. Como muitas vezes as escolas, cursos e faculdades não apresentam essa opção, será necessário que você tome a iniciativa e faça o questionamento.

4. Mercados. Despesas com compras em supermercados ocupam os primeiros lugares de qualquer orçamento doméstico, e não é à toa, afinal, precisamos abastecer regularmente nossas casas para mantê-las limpas, organizadas, e ainda fazer as refeições do dia-a-dia, dentre outros motivos. A dica básica para ao menos controlar essa despesa continua sendo elaborar uma lista de compras antes de ir ao mercado, até para racionalizar o ato de consumo dentro dos supermercados. Adicionalmente, sugiro estabelecer um limite mensal de compras, um teto, para que você não exagere nas compras, principalmente de supérfluos. Aliás, o hábito de fazer listas pode te ajudar a ser organizado em muitas outras áreas, como mostrado nesse post do blog O Dinheiro é Meu.

5. Eletro-eletrônicos (gadgets e afins). Compre uma TV de LED aqui, outro monitor para seu computador ali, um notebook que estava na promoção acolá, adicione um smartphone a essa lista, complemente com um tablet, ou um aparelho de som, ou um Player Blu-Ray… ufa! Você tem noção de quanto gastou, só em equipamentos eletrônicos, no ano passado? Pois faça as contas. E isso porque não estou contando eletrodomésticos (geladeira, fogão, microondas, máquina de lavar, secadora etc.), nem eventuais novas mobílias para casa (sofás, cadeiras, tapetes, mesas etc.). Para quem gosta de gadgets e afins, essa categoria de gastos representa fácil fácil de 5% a 10% do orçamento anual. Para economizar com esses itens nesse ano de 2012, a dica básica, mas que funciona, é valorizar aquilo que você já tem. Extraia o máximo de seus atuais equipamentos eletrônicos, gastando-os até o último byte. Resista às tentações de troca prematura, ainda mais se os que você já tem ainda estão dentro do prazo de garantia, ou, não estando dentro dele, ainda estão em perfeito estado de funcionamento. Outra dica adicional é comprar equipamentos eletrônicos de segunda mão, desde que se certifique da origem do equipamento, de seu estado de conservação e da confiabilidade do vendedor. Compras de usados podem render boas economias, e você poderá fazer verdadeiros negócios da China, comprando bem e barato.

6. Restaurantes. Ano vem, ano vai, e a história é sempre a mesma: gastos com restaurantes ocupando o “topo das paradas” quando o assunto é itens que mais consomem seu orçamento doméstico. A situação se agrava na medida em que as contas dos restaurantes vão ficando, a cada ano que passa, cada vez mais salgadas. Parece que a inflação chega primeiro nas refeições fora de casa, seja naquele buffet de comida a quilo, seja na lanchonete ou na feirinha mais próxima. Sobre isso já comentamos anteriormente, Um item que desequilibra qualquer orçamento doméstico: o excesso de refeições fora de casa, Controlar esse item de seu orçamento doméstico exige basicamente as mesmas habilidades em relação aos demais itens acima listados, quais sejam: estabelecer um teto mensal para tal despesa, e procurar fazer mais refeições dentro de casa. Quando a saída for inevitável, procure, ao menos, verificar se há algum cupom de sites de compras coletivas que realmente valha a pena.

7. Presentes. Não, não estou enganado. Contabilize os gastos que você teve com presentes de aniversário de parentes, os presentes de aniversário de amigos próximos, os presentes de aniversário do pessoal do trabalho, os “n” amigos secretos de que participa, os presentes de Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, aniversário de casamento, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal, os presentes de casamentos em que você é convidado, as “lembrancinhas” de viagens, as cotas nas quais você participa para ajudar nos presentes especiais de colegas de escritório/trabalho, os chás de bebê e despedidas de solteiro, as caixinhas de final de ano, os presentes que você se dá a você mesmo por alguma ocasião especial… ufa! Faltou alguém ou alguma data!? Se você contabilizar direitinho todos esses “gifts”, verá que eles representam uma considerável parcela de seu orçamento anual, de 5% a 10%. Ser mão de vaca total também não dá, e pode inclusive representar um perigo nos relacionamentos. Tampouco diminuir os relacionamentos. A solução é buscar um meio termo, isto é, ser criativo nos presentes, e, claro, buscar fazer as compras em épocas de liquidações, promoções e saldões. Compras de Natal, por exemplo, devem ser feitas até setembro, e os presentes das datas fixas (Dia das Mães, Dia dos Pais etc.), devem ser feitas fora de época. Uma ideia que pode ser útil é dar como presentes coisas e objetos usados, que você já não usa mais. Isso pode ser particularmente interessante para produtos que ainda estão em bom estado de conservação. Por exemplo, você pode dar de presente para seu sobrinho (que adora eletrônicos) aquele smartphone ou mp3player que você já não usa mais, desde que, evidentemente, você ainda tenha condições de dá-lo embrulhado na caixa original. Mas veja se isso não poderá desagradar o presenteado. Tenha bom senso e equilíbrio na hora de presentear.

8. “Kit” carro (seguro + IPVA + taxas do Detran). Engana-se quem pensa que as despesas com carro se limitam ao valor de sua compra. Elas vão muito além,  exigindo o dispêndio com seguros, IPVA e taxas do Detran, itens esses que normalmente vêm cobrados de uma única vez, normalmente no começo do ano (a exceção é o seguro, cujo vencimento varia conforme a época de contratação). Vamos ficar somente com esse “kit”, porque sabemos que o carro ainda exige outras despesas (mamma mia!), como combustível, estacionamento, lavagens, substituição de peças, revisões anuais etc. Anualizada, o “kit” carro costuma ser outro grande “rasgo”  no orçamento doméstico de milhões de famílias brasileiras. Como demonstrei no texto Faça as despesas anuais (IPVA, IPTU, anuidades de órgão de classe etc.) entrarem no planejamento mensal… e se livre do sufoco do começo de ano!, a solução para amenizar o impacto delas no orçamento mensal é justamente “mensalizá-las”, ou seja, reservar a cada mês uma pequena quantia numa aplicação financeira, lançando-a como despesa, e, dessa forma, quando chegar a hora de pagá-las, quitá-las de uma só vez, à vista (normalmente, com desconto).

9. Vestuário (roupas e acessórios). Essa categoria de gastos entra fácil fácil no “topo das paradas” dos orçamentos domésticos de milhares de lares brasileiros. Aqui, valem as mesmas dicas descritas acima, ou seja, estabelecer um teto para os gastos mensais com esse item, e fazer as compras fora de época. Em lojas de rua, onde o poder de negociação costuma ser maior do que numa Renner ou C&A da vida, fazer compras depois do dia 25, quando a loja precisa “fechar as contas do mês no azul”, também ajuda a conseguir melhores preços. Atenção, mulheres! 😀 Como comprar roupas e (principalmente) sapatos (rsrsrs) sem culpa? Aproveite e siga o roteiro descrito nesse artigo: Como consumir sem culpa: um roteiro com 9 dicas práticas!

10. “Combo” telecomunicações (TV + Internet + telefone fixo + celular + 3G). Sob essa denominação, temos os gastos relativos a tudo que se refere à conectividade, com exceção da TV (mas que não deixa de ser um meio de comunicação, embora totalmente passiva). Coloque na ponta do lápis todos os gastos que você tem (ou teve em 2011) com mensalidades de TV por assinatura, contas de telefone fixo, recargas com os dois chips pré-pago que você mantém só para aproveitar as promoções de R$ 0,25 e R$ 0,50, os pacotes de Internet 3G que você assina… ufa! Uma dica diferente para te ajudar nessa categoria escrevi nesse artigo: Dica de economia doméstica: transforme despesas fixas – contas pós-pagas – em despesas variáveis – serviços pré-pagos, sobretudo se você não usa com frequência determinados serviços, principalmente de celular e Internet 3G. Negociar descontos com as operadoras de telecomunicações, principalmente se você for um cliente pós-pago antigo, com todas as mensalidades pagas em dia, podem te ajudar a diminuir a conta. Toda economia de dinheiro é bem-vinda. Nesse aspecto, negociações entabuladas e demonstradas nos artigos Abatendo três anuidades de cartões de crédito. E embolsando R$ 928,98 a mais na carteira. \o/ (e mostrando que você pode fazer isso também) e 7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito podem ser de grande valia para diminuir seu custo de vida, sem ter que necessariamente diminuir sua qualidade de vida.

Conclusão

Um lembrete final se faz oportuno: embora economizar seja importante – e mais ainda quando se trata do mapeamento das grandes despesas anuais – você não se pode economizar como se estivesse prendendo a respiração debaixo d’água. Não invista como se fosse viver só no futuro. Quando a economia de dinheiro acaba significando uma economia em qualidade de vida, uma luz amarela deve se acender sobre sua cabeça, uma vez que o dinheiro somente é útil na medida em que pode ser gasto em coisas – bens e serviços – que aumentem sua felicidade. Afinal, dinheiro pode comprar felicidade, e não há sentido algum em poupar para o futuro se isso significar abrir mão de viver o presente. Também evite fazer comparações erradas de gastos, para não ficar se auto-flagelando sem necessidade.

Ademais, não inclui gastos com lazer – viagens, passeios, pacotes turísticos, passagens de avião, hotéis, ingressos para cinemas, peças de teatro, shows, baladinhas, academia etc. – como um item acima propositadamente. Gastos com lazer devem ser feitos, claro, dentro dos limites de seu orçamento doméstico, mas não podem ser negligenciados, e muito menos suprimidos. Uma boa viagem de férias é um “investimento” em sua saúde mental, e, afinal, você já economizou no ano inteiro, pra quê ser turrão até nos momentos de descanso? Eu incentivo a todos a ter uma um dinheiro todo mês reservado para a diversão, afinal, a vida não se resume a somente poupar, poupar e poupar: um pouco de “consumir” também se fazer necessário, e se divertir, “chutando o pau da barraca”, deve entrar no seu planejamento mensal, desde que, repito, seja feito dentro dos limites de seu orçamento doméstico. 😉

Faça esse teste: ataque suas 10 maiores despesas anuais, procure meios e modos de reduzi-las, e verá que, no final desse ano, lhe sobrará mais dinheiro do que pensava inicialmente. Não há mágica aqui: pois é cortando grandes gastos que se conseguem grandes economias. O seu bolso agradece. :)

Agora é com você!

A lista das 10 maiores despesas listadas acima é apenas um modelo, um referencial, um ponto de partida. Talvez no seu “top ten” existam outras categorias de despesas que funcionam como os grandes consumidores de dinheiro do seu orçamento doméstico, tais como “remédios”, “equipamentos esportivos”, “livros”, “filmes” etc. Que tal compartilhá-las com os demais membros de nossa comunidade!? Participe e descreva suas experiências na caixa de comentários! Isso pode ajudar outros leitores que ainda não façam um planejamento anual, a prestarem atenção justamente nesses itens – ou categorias de itens – que passaram despercebido pelo post. Conte também as estratégias e dicas que você utilizou para dar “um basta” e reduzir tais despesas!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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29 Responses to Mapeie suas 10 maiores despesas anuais – e trate de reduzi-las!

  1. Renato C 9 de janeiro de 2012 at 1:07 #

    Ótimo post !

    O grande lance de economizar (em qualquer categoria) é OTIMIZAR os gastos, isto é, poder cortar excessos que são dispensáveis, que não trazem um benefício adicional interessante, frente ao seu custo.

    Esta medida é pessoal e deve ser o grande foco para não se ver “respirando debaixo d’água”.

    Uma das minhas metas para este ano é aprender a cozinhar, e desafogar um custo pesado que é o da alimentação.

    O que eu percebo, de um modo geral, é algo que é próprio da cultura capitalista: o “gostar de gastar”. Tem gente que simplesmente adora gastar, torrar dinheiro. E quando digo isto não é simplesmente adquirindo bens (consumismo), é queimando dinheiro mesmo, no sentido de não pesquisar antes de uma compra, pagar por supérfluos, não olhar o preço do que tá comprando, etc. Existe claramente uma válvula de escape no “torrar dinheiro”, como alguém que bebe mais alcool do que deveria e se utiliza dele como uma droga, etc.

    Abraços, Renato C

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:30 #

      Jóia seu depoimento, Renato C! Essa cultura é um dos maiores impeditivos de uma vida financeiramente mais equilibrada e sustentável!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  2. Gouvea 9 de janeiro de 2012 at 2:46 #

    Aí vai umas dicas:

    1- A internet pode ser plano condominio, ou seja, é pago com a taxa de condominio e todos que aderirem vão usufruir de internet e tv a cabo e terão apenas que pagar a taxa de condominio, pois o preço da assinatura individual é maior que a assinatura coletiva.

    2- No próprio condominio pode ter academia, piscina, sala de jogos, logo economiza-se nesses itens.

    3- Telefonia, pode-se usar VOIP, pagando apenas R$ 30 reais(anual) com ligações ilimitadas para fixo e R$ 0,6 centavos/minuto para celular.

    4- Quanto a refeições fora de casa, as vezes compensa se for almoço ou jantar, mas tem que ser em restaurante a kilo e barato, pois vc gasta em casa com empregada doméstica, encargos trabalhistas(caso assine a carteira), transporte, refeição, comidas, temperos, utensilios de cozinha, detergente, fósforo( alguém sabe como economizar com fósforos, será que um isqueiro gasta menos hehe ?) e outros..

    5- Baixar livros e mandar imprimir(eu levo para imprimir na faculdade e pago 0,15 centavos por folha e sem ter trabalho de ficar imprimindo em casa)

    6 – Usar todos descontos e parcerias do seu emprego, sindicato, plano de saúde e outros – falando nisso convoco todos a trocarmos intercambio de convênios -)ex: sou associado da Pro Teste e tenho vários descontos. http://www.proteste.org.br/vantagens-p179111.htm

    7 – Podemos nos juntar e fazer uma cota para comprarmos coisas que sejam em comum para todos, exemplo, queremos um livro digital sobre Educação financeira, então fazemos uma cota e compramos e depois repassamos para aqueles que contribuiram..

    8 – Podemos fazer grupos de estudos, exemplo, tem um site com dicas excelentes sobre investimento e outros, mas o site tem 20 páginas, então nós dividimos uma equipe para ler tantas páginas e depois cada um anota o que leu…

    Algumas idéias que tive.

    Abraços.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:31 #

      Excelentes dicas! Obrigado, Gouvea!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  3. Aposentando com Estilo 9 de janeiro de 2012 at 11:18 #

    Parabéns pelo post e pelo blog Guilherme! Te acompanho a tempos!

    Segue novo blog para dar uma olhada!

    aposentando-com.blogspot.com

    Abraço!

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:32 #

      Obrigado, AcE!

      E parabéns pelo blog!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  4. Henrique Carvalho 9 de janeiro de 2012 at 14:59 #

    Muito bom Guilherme!

    Parabéns pelo artigo detalhado.

    Grande Abraço!

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:32 #

      Valeu, Henrique!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  5. Pablo 9 de janeiro de 2012 at 22:28 #

    Gostei muito do post. Faz dois anos que elaboro uma planilha orçamentária, lançando receitas, despesas, investimentos etc. Porém, na despesa eu lanço o elemento “cartão de crédito”. Ao fazer isso, eu perco a noção do balanço anual de despesas com vestuário, alimentação, combustível, feira, etc.. De todo modo, é sempre bom conhecer quais são os principais elementos de despesa e tentar reduzi-los.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:34 #

      Olá, Pablo, parabéns pela disciplina!

      O artigo lhe dá uma motivação extra para aprimorar ainda mais seu controle orçamentário. Que tal “azeitá-lo” ainda mais, classificando as despesas por categorias? Fica a sugestão!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  6. Camilla 10 de janeiro de 2012 at 9:18 #

    Guilherme, bem legal o post, mas fiquei com uma dúvida…
    Eu faço este provisionamento para a troca do carro, com o objetivo de fazê-lo a vista a cada 3 anos. Mas lanço na minha planilha como investimento. Assim, se me proponho a “investir” 30% do que eu ganho, esta provisão do carro coloco dentro desta porcentagem…
    Sei que na compra do carro posso perder dinheiro, mas não deixa de ser um bem q vai aumentar meu patrimônio, não vai?!
    Obrigada!!!! :-)

    • Igor 10 de janeiro de 2012 at 10:14 #

      Camila, o problema é que dessa forma você não sabe o real custo do carro no seu orçamento, já que está misturando investimento com provisão. O ideal é colocar uma linha na planilha separada com o valor que esta sendo guardado para a troca carro e no final do ano voce vai saber que manter o carro te custa ipva + seguro + manutencao + combustivel + … + depreciação ou essa parcela que você esta reservando para a troca.
      Claro que pode chegar daqui a 3 anos e você decidir usar essa provisão pra outra coisa, mas estamos falando de mapear despesas.

      • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:36 #

        Camilla, concordo com a observação do Igor. É melhor lançar esse valor na coluna das despesas, uma vez que é uma despesa que tem “data certa para ser gasta”, digamos assim.

        Aliás, Fabiano Calil também sugere fazer do mesmo modo, ou seja, lançar essa provisão como efetivo gasto, apesar de ser alocado o valor respectivo num investimento.

        É isso aí!
        Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  7. Camilla 10 de janeiro de 2012 at 10:21 #

    Obrigada, Igor!
    Eu vou fazer este ajuste na planilha e começar a acompanhar as despesas do carro com este “incremento”.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:36 #

      Legal, Camilla!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Igor 10 de janeiro de 2012 at 11:18 #

    Com relação ao combo, tenho um plano de telefone e internet que apenas com uma ligação para a operadora consegui uma redução de 50 reais na mensalidade e ainda com uma melhora no pacote. São 600 reais que serão bem gastos em outra coisa.

    Operadoras de celular também costumam dar bons descontos para evitar a portabilidade.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:38 #

      Excelente, Igor! Negociar é preciso!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Jason 10 de janeiro de 2012 at 11:56 #

    Uma dica para quem quiser controlar as despesas é usar um gerenciador financeiro.

    Esse ano comecei a usar o gnucash que é gratuito e estou achando excelente. (www.gnucash.org)

    É recomendado alguma noção de contabilidade, pois esse programa usa um esquema de contas (ativos, passivos, despesas e receitas).

    Pablo, usando um gerenciador você cadastra uma conta para o cartão de crédito como um passivo (cartão de crédito é dívida) e faz as transferencias dessa conta-cartão para as contas de despesas (vestuário, alimentação, …) na data em que foi feita a compra e quando pagar a fatura você trasfere da conta corrente para a conta cartão.

  10. Thiago Dias Quintino 10 de janeiro de 2012 at 17:28 #

    Ola Guilherme. Artigo fantástico viu. É uma boa reflexão para o início do ano.

    Abração amigo.

    • Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:40 #

      Obrigado Thiago!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  11. Jônatas R. Silva 11 de janeiro de 2012 at 7:19 #

    Muito bom Guilherme,
    Provisionar gastos é fundamental para o bom controle financeiro.

    Abraço.

  12. Guilherme 11 de janeiro de 2012 at 7:40 #

    Isso mesmo, Jônatas! Provisionar é planejar! 😀

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  13. Fernando H Rosa 15 de janeiro de 2012 at 14:33 #

    Fantástico artigo Guilherme! Muito em boa hora por sinal, já que todo mundo deveria começar o ano fazendo este tipo de reflexão. Uma dica é tentar questionar todos os gastos “fixos” que você tem mensalmente, ou que parecem que não podem ser mexidos. O do condomínio é um deles, que você muito bem apontou. Outro é a conta de luz. Muita gente deixa passar como algo inevitável, por causa da não trivialidade de se mensurar diretamente quanto se gasta com cada equipamento mas se você dedicar um pouco de tempo para investigar quanto cada item da sua casa contribui para a sua conta de luz você pode ter boas surpresas. Trocar o chuveiro por um menos potente, trocar a geladeira por um modelo mais econômico, são atitudes que podem te representar uma redução de gastos considerável!

  14. Guilherme 17 de janeiro de 2012 at 20:13 #

    Obrigado, Fernando, e excelentes dicas as suas!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Rafael Pereira 23 de fevereiro de 2012 at 19:07 #

    A questão do condomínio vai ser a mais difícil de mudar ( meu síndico é casca grossa -/- )
    São dicas muito boas,ajudam muito quem quer fazer economia!\o/

  16. locacao de computador notebook 24 de março de 2012 at 19:26 #

    Ola,

    Adorei este artigo parabens!
    Quero recomendar a todos este artigo: http://www.universocosmico.com.br/artigos/10-dicas-para-sua-casa-estar-sempre-em-equilibrio-e-harmonia/

    Beijos

  17. Guilherme 27 de março de 2012 at 9:51 #

    Rafael e LCN, obrigado!

    Grato pelo link!

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