16 vantagens de pagar as compras à vista – Parte I: Introdução, e Vantagens 1 a 4

As vantagens de fazer o pagamento de compras à vista não se limitam ao desconto que normalmente você ganha utilizando esse método de pagamento. Elas vão muito além, envolvendo ganhos também nos planos psicológico, de tempo e de organização financeira pessoal.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

E aqui eu tenho, como editor desse blog, que fazer uma espécie de mea culpa. Se você é realmente influenciado por aquilo a que se expõe, conforme expliquei em outro artigo, e for igualmente um leitor ou assinante já há algum tempo do site, é possível (para não dizer provável) que tenha aumentando o uso de seu cartão de crédito – ou até pedido um (ou alguns) a mais. Com efeito, com tantos artigos sobre cartões de crédito publicados aqui no site, tais como esses enumerados abaixo:

Você aproveita as promoções do banco emissor do seu cartão de crédito?

Você aproveita as promoções da rede de parceiros dos programas de fidelidade associado à sua cia. aérea?

7 estratégias para não pagar anuidade do cartão de crédito

Lançando as despesas com cartão de crédito no orçamento do mês: o meu método particular (e minoritário) de fazê-lo

8 maneiras de você acumular milhas/pontos sem uso de cartão de crédito ou pagamento de contas na fatura do cartão

Aproveite melhor o empréstimo de tempo que seu cartão de crédito oferece utilizando a estratégia de compras dentro das “zonas de pagamento”

Não é incomum que você, mesmo que possua um elevado grau de instrução financeira, tenha sido incentivado a elevar a frequência de uso desse meio de pagamento. Até aqui não há nenhum problema – desde que se pague o valor da fatura integralmente até a data do vencimento.

Ocorre que precisamos voltar às origens, e recapitular qual é a função básica de um cartão de crédito. Isso se mostra tanto mais verdadeiro na medida em que essa modalidade vai se tornando cada vez mais popular, e também – na mesma proporção – cada vez mais cara.

Ademais, esse blog precisa exercer uma espécie de papel “contramajoritário”, no sentido de fazer uma análise crítica das funções dos cartões de crédito, pois o que mais se lê por aí, seja na Internet, seja na mídia escrita, é a propagação maciça das vantagens e dos benefícios dos cartões de crédito, enquanto que as desvantagens e os perigos são relegados a segundo plano e, muitas vezes, simplesmente ignorados, como se o cartão de crédito fosse só alegria. Ele não é.

Como o post original ficou enorme, resolvi, para facilitar a leitura, dividi-lo em 3 partes, que serão publicadas ao longo desse mês.

Cartão de crédito: um meio de pagamento, como outro qualquer

Primeiramente, cabe esclarecer que o termo “cartão de crédito” poderia ser classificado, tomando emprestado a terminologia usada nas aulas de língua inglesa, como uma espécie de “falso cognato”, porque não é “cartão”, e tampouco é “de crédito”. Não é cartão porque o tamanho dele é minúsculo: está mais para uma “cartinha” do que um verdadeiro “cartão”. E também não é “de crédito”, porque com ele você cria dívidas, que precisam ser honradas (= pagas) na data de vencimento. Por ele você não recebe valores, mas sim é obrigado a pagá-los (pelos bens e serviços que compra com sua utilização). Portanto, cartão de crédito não passa de uma cartinha de dívidas, ou de um cartão de dívidas (a depender do tamanho de suas dívidas…rsrs). Mas esse nome ia ficar feio, então, preferiram optar pelo nome mais bonito e mais atraente (e igualmente mais falso) de “cartão de crédito”.

Feitas essas considerações iniciais, não há como negar que, quanto à sua natureza, o cartão de crédito não passa de um simples meio de pagamento. Assim como o cartão de débito, o cheque, e o próprio dinheiro em espécie, através dele você realiza pagamentos pelos bens e serviços que consome. Só que tem um “porém”. Você paga tarifa para usar cartão de débito? Você paga tarifa para usar cheque? Você paga tarifa para usar o dinheiro em espécie? Então por que você pagaria tarifa – na forma de anuidade – para usar essa outra modalidade de pagamento?

Aí os defensores do uso do cartão de crédito vão rebater, dizendo que o cartão proporcionaria “benefícios adicionais”, como prazo mais longo para pagar suas compras, milhas aéreas etc. etc. etc. Tudo bem, não há dúvidas de que esses benefícios e esses outros fins do cartão de crédito existem, e até podem ser úteis em algumas ocasiões, e para algumas pessoas. Mas você usa o cartão como meio de pagar compras, ou como um fim em si mesmo? E se você, ao comprar em uma loja, recebesse um desconto de 10% para pagar à vista no débito? Ou, numa loja online, recebesse um desconto de 15% para pagar no boleto? Continuaria usando o cartão, para ganhar umas esmolas de milhas, ou pagaria no débito, ganhando automaticamente mais dinheiro no bolso?

Infelizmente, existe pouco material na Internet que discorra sobre os benefícios do pagamento à vista em relação ao pagamento parcelado, e, os poucos que comparam o pagamento à vista com o pagamento parcelado, ainda se inclinam a favorecer essa última forma de pagamento, como se pagar em prestações fosse a melhor coisa do mundo. Não é. E vou provar para vocês. Abaixo vão 16 vantagens indiscutíveis de fazer o pagamento das compras à vista.

1. Você ganha dinheiro. Se o produto que você comprar estiver com desconto para pagamento à vista – que é o que ocorre na maioria das vezes – o dinheiro não pago pelo valor integral (sem desconto) significa mais dinheiro no bolso para você. E, quanto maior for o desconto, mais dinheiro você ganhará. Duvida? Sugiro que faça o seguinte: monte uma planilha no Excel, ou uma tabelinha no caderno, e vá anotando todas as compras em que você obteve desconto pelo pagamento à vista. Na 1ª coluna, anote o valor integral; na 2ª coluna, anote o valor pago com o desconto; e, finalmente, na 3ª coluna, anote o valor do desconto, que é a diferença entre a 1ª e a 2ª coluna. Com o passar do tempo, você verá que ganhou muito dinheiro com os descontos obtidos com o pagamento à vista.

2. Você valoriza seu dinheiro. Como? Comprando o produto mais barato. É a outra faceta da 1ª vantagem, acima descrita: enquanto o benefício acima é obtido analisando-se a compra à vista sob a ótica do seu bolso, essa segunda vantagem é obtida analisando-se a situação sob a perspectiva do produto em si. Lembre-se sempre de que o dinheiro deve valer mais no seu bolso, do que no bolso do vendedor, e a melhor forma de fazê-lo valer mais desse modo é negociando preços mais baixos para pagamento à vista, com desconto.

3. Você começa o mês seguinte (ou os meses seguintes) com o salário “mais líquido”. Nada de “vaporizar” seu salário líquido. Pagar uma TV LED 32 polegadas de R$ 1.199,00 em 10 vezes “sem juros” de R$ 119,90 seria até interessante pela possibilidade de prorrogar o pagamento de um bem de alto valor por quase 1 ano… seria, se a loja em questão não estivesse oferecendo um desconto de 10% para pagamento à vista. Por quê? Porque, nesse caso, além de você ganhar R$ 119,90 (valor do desconto), ainda não ficaria com seu salário comprometido pelos próximos e longos 10 meses. E, quanto mais parcelas você tiver no cartão de crédito, menos opções de compra você terá com seu salário líquido no futuro. Não é nada bom começar o mês já devendo R$ 753,80 em 16 compras parceladas, não é mesmo? Ainda mais sabendo que você poderia ter não só obtido uma grana extra com o desconto pelo pagamento à vista, como também se livrado da maioria (senão de todas) essas 16 compras parceladas nos próximos 12 meses…

4. Você simplifica a organização de sua vida financeira. Há um argumento matematicamente interessante em favor do parcelamento, mas que só existe quando não se consegue o desconto à vista. Ele consiste em depositar o valor à vista num investimento (p.ex., caderneta de poupança), e, à medida que as parcelas forem vencendo, você quitaria o valor delas resgatando do investimento o valor correspondente à parcela. Assim, no final do parcelamento, o valor que sobraria na caderneta de poupança seria o “desconto” obtido por você. A tese é interessante e pretendo desenvolvê-la em um artigo futuro – se você quiser saber mais sobre o tema, recomendo a leitura de um ótimo artigo publicado no blog da Bolsa Financeira.

Só que 2 são os problemas dessa estratégia de compras: 1º) na maioria das vezes, consegue-se pagar à vista com desconto, tornando a estratégia do parcelamento mais onerosa, e, portanto, mais desvantajosa; e 2º) é uma tática que exige um gasto de tempo adicional lidando com as finanças pessoais, pela necessidade de gerenciar, de forma integrada e conjunta, o orçamento “de despesas”, e o orçamento “de investimentos”. E, convenhamos, nem todos têm paciência de ficar gastando tempo com essa complexa engenharia financeira de investimentos para compras, até porque na maioria das vezes as pessoas possuem mais de 1 compra parcelada – já vi casos de pessoas que parcelavam mais de 20 compras no cartão (!!!) – e tenho certeza que a maioria absoluta delas não adotam esse sistema de guardar o dinheiro que seria reservado para a compra à vista num investimento, com saques mensais desse investimento para pagamento das parcelas que vão vencendo.

A maioria esmagadora das pessoas compra parcelado porque não tem dinheiro mesmo para comprar à vista, e não tem dinheiro para comprar à vista porque… têm dívidas anteriores para pagar… e têm dívidas anteriores para pagar porque… não tiveram educação financeira suficiente para escapar das armadilhas psicológicas do consumo inconsciente e (apenas) aparentemente facilitado pelo pagamento fatiado em “suaves” prestações mensais sucessivas (e por quê não dizer também) sufocantes.

O negócio é dar um passo de cada vez: se você quiser consertar sua vida financeira, dê uma pausa nas compras parceladas, e só volte a realizá-las quando puder “respirar” novamente, ou seja, quando tiver “zerado” todas as compras 2/7, 5/6, 1/4, 8/12, 3/5 do seu cartão de crédito.

Reconheço que, para algumas pessoas, extremamente disciplinadas e que gostam de gastar seu tempo gerenciando “n” contas e “m” compras, talvez o parcelamento seja uma opção a se pensar, somente, repito, caso não se consiga a compra do bem à vista com desconto.

Porém, para a maioria das pessoas, interessadas em ter mais tempo livre para fazerem o que gostam, o melhor mesmo acaba sendo a simplificação da vida financeira, que fica infinitamente mais fácil de ser organizada com compras à vista.

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No próximo artigo dessa série estaremos analisando as vantagens 5 a 10 de se fazer o pagamento das compras à vista. Não percam! 😀

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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46 Responses to 16 vantagens de pagar as compras à vista – Parte I: Introdução, e Vantagens 1 a 4

  1. Nélio Ferreira de Oliveira 2 de abril de 2012 at 7:20 #

    Bom dia.

    Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao(s) autor(es) deste blog, que é um dos pouquíssimos que trazem informações relevantes e úteis para nós, leitores.

    Mas no que tange a este post, o autor parte de uma premissa equivocadíssima, que é a de que descontos para pagamentos à vista podem ser obtidos na “grande maioria” dos casos. Essa premissa é inclusive reiterada várias vezes no artigo (“desconto que normalmente você ganha utilizando esse método de pagamento”, “Se o produto que você comprar estiver com desconto para pagamento à vista – que é o que ocorre na maioria das vezes –”, “na maioria das vezes, consegue-se pagar à vista com desconto,”.

    Oras, será que o autor consegue pagar jantares, almoços, compras de supermercado, combustível e vários outros itens como esses, que compõem gastos do dia-a-dia (onde o cartão se mostra mais útil) COM DESCONTO POR PAGAR À VISTA? Se sim, por gentileza decline o nome dos restaurantes, supermercados e postos de gasolina que assim procedem…

    Essa premissa errada compromete toda a “tese” do post. Oras, se, num exemplo pessoal recente, se a CVC não me oferece desconto NENHUM no pagamento à vista de um pacote de viagens, por que diabos eu iria mobilizar quase 5K pra pagar o pacote à vista e não dividi-lo em 10 vezes?

    • Guilherme 2 de abril de 2012 at 8:48 #

      Olá Nélio, grato pelos comentários!

      Vamos aos seus argumentos. Você disse que minha premissa seria “equivocadíssima”, sob o fundamento de que não se consegue pagar “vários itens à vista com desconto”. Cita, inclusive, alguns desses itens, como jantares, almoços, combustível etc. Pois bem.

      E você consegue pagar jantares parcelado em 3 vezes sem juros no cartão? Você consegue pagar almoços parcelado? Você consegue pagar combustível parcelado? Rebato seu argumento com a própria lógica que está na raiz suas afirmações: se sim, por gentileza decline o nome dos restaurantes, supermercados e postos de gasolina que assim procedem… 😉

      Essa premissa errada compromete toda a “tese” do seu comentário. Ora, se não existe a possibilidade de pagar parcelado, por que razão eu iria pagar, justamente, de forma parcelada? 😛 Vou ser prejudicado por pagar à vista se (desculpe a obviedade) *não existe* desconto para essa forma de pagamento? Mas eu tenho outra opção? 😀

      Você utiliza uma anedota pessoal para refutar os argumentos do post, e, com isso, só confirma um fato que eu já havia constatado em outro artigo: as pessoas se sentem incomodadas quando leem algo que vão contra a aquilo que praticam. Por favor, meu caro, não se irrite tanto por tão pouco. Se você é feliz com seu método pessoal de gerenciar suas contas, quem sou eu para obrigá-lo a fazer o que quer que seja? Só estou mostrando no artigo algumas opções e vantagens que talvez possam ser úteis a algumas pessoas. Se elas não se aplicarem a você, “it doesn´t matter”. Siga em frente e seja feliz! 😀

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

      obs.: a opção do pagamento parcelado do seu exemplo com a CVC mostra que, assim como existem vantagens para pagar à vista, podem igualmente existir desvantagensdesde que não haja desconto para pagamento à vista, e desde que obedecidos alguns outros requisitos. Essa é uma matéria que pretendo desenvolver num futuro post. :-)

      • MJC 2 de abril de 2012 at 13:38 #

        É comum em grandes redes de varejo (estilo C&A) eles darem a opção de pagar parcelado no cartão de crédito e não darem desconto para pagamento à vista.

        Muitos sites de compra na Internet não dão desconto para pagamento à vista. Já outro, estilo o ponto frio, dão desconto para pagamento em boleto.

        Meu método é o seguinte: Se tem desconto, pago a vista, na modalidade que me dá mais desconto (boleto, dinheiro vivo etc). Se não tem, vai no cartão pra acumular milha.

        Se optar pra ir pro cartão, o mais vantajoso é parcelar, pois aí você pode ganhar um jurinho por um tempo. No entanto, mesmo sabendo disso, opto por pagar em uma parcela, pra não descontrolar os gastos. A não ser que seja uma compra de alto valor, caso em que o jurinho pode dar um bom dinheirinho.

  2. Jônatas R. Silva 2 de abril de 2012 at 8:49 #

    Gui, aí você sacaneou a gente,
    Falou em não parcelar, mas o artigo virá parcelado. Não é justo, kkkk.

    Excelentes pontos observados…
    Tenho comprado sempre no boleto pelo desconto de 5 ou 10% no pagamento por este meio.

    Pagar anuidade de cartão é algo que não faço, eles que deveriam me pagar por eu fazer uso dele. Garanto que eles lucram muito mais com isto do que eu.

    Abraço e boa semana.

    • Cristiano 2 de abril de 2012 at 9:40 #

      Sempre que tem desconto também compro pelo boleto… e pago este boleto no pro-rata do Itaú liquidando no dia seguinte. 😀

      • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:30 #

        Esse Cristiano é mestre na arte de acumular milhas (boas e baratas)! :)

        É isso aí!
        Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  3. Guilherme 2 de abril de 2012 at 8:58 #

    Kkkkk…. é que, nesse caso, as vantagens do parcelamento superariam o artigo à vista, que teria que ser publicado de forma “descontada”…..rsrsr

    Parabéns pelas atitudes! Eu também prefiro sempre o pagamento à vista com desconto.

    E quanto ao uso do cartão, bem observado: “eles que deveriam me pagar por eu fazer uso dele”.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  4. Daniela 2 de abril de 2012 at 9:25 #

    Como sempre, excelente post.
    E o primeiro questionamento foi respondido com maestria!

    Parabéns Guilherme, seu blog realmente é bem diferenciado

    • Guilherme 2 de abril de 2012 at 11:11 #

      Daniela, muitíssimo obrigado pelos comentários!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Julia 4 de novembro de 2015 at 7:27 #

      Exatamente

  5. Nélio Ferreira de Oliveira 2 de abril de 2012 at 10:03 #

    Guilherme,

    Obrigado pela resposta tão rápida.

    Sem querer entrar num “jogo de retórica”, é JUSTAMENTE por não ser possível pagar jantares e almoços parceladamente (compras de supermercado e combustível muitas vezes é, mas neste último caso, especificamente, é algo completamente inócuo) é que a premissa-chave do artigo (que volto a exemplificar, destacando palavras-chave: “desconto que NORMALMENTE você ganha utilizando esse método de pagamento”, “Se o produto que você comprar estiver com desconto para pagamento à vista – que é O QUE OCORRE NA MAIORIA DAS VEZES –”, “NA MAIORIA DAS VEZES, consegue-se pagar à vista com desconto,”) é equivocada.

    Quando você me pergunta “E você consegue pagar jantares parcelado em 3 vezes sem juros no cartão? Você consegue pagar almoços parcelado?” você está tão-somente REFORÇANDO meu argumento. Eu NÃO CONSIGO, por isso os utilizei como exemplo, já que a larga maioria das compras que eu – e, acredito, boa parte dos usuários de cartão – fazem com eles concentra-se em almoços/jantares/lazer/supermercado/combustível. Mas se, SEGUNDO VOCÊ, “na maioria das vezes, consegue-se pagar à vista com desconto”, salta aos olhos uma certa falta de coerência, cujo lastro está na experiência de consumo “de per si”.

    Exemplificando: você vai à Leroy Merlin e compra uma furadeira. Pode parcelar em até três vezes sem juros, mas não há desconto para pagamento à vista. OBVIAMENTE é melhor pagar parcelado.

    Na verdade, ao contrário do que você escreveu, eu fico muito à vontade pra dizer que infelizmente a IMENSA MINORIA das nossas compras de produtos e serviços nos proporciona adquiri-los à vista com desconto. De cabeça me lembro dos sites que oferecem desconto para pagamento à vista, de lojas de roupas e acessórios que por vezes também agem assim (mas quero crer que você, ” na maioria das vezes” que compra alguma coisa, não compre roupas e acessórios) e, destarte, da comercialização de bens de alto valor, como imóveis, jóias e automóveis (idem ibidem 😉 ).

  6. Guilherme 2 de abril de 2012 at 11:10 #

    Ok, Nélio, entendo seus argumentos. É justamente para isso que existe a caixa de comentários: para que as opiniões dos leitores possam enriquecer os temas em discussão. :-)

    O propósito central do artigo é expor as vantagens das compras à vista, em relação às compras parceladas, e, dentro dessa linha de raciocínio, fica evidente que essa relação comparativa somente fica restrita nas compras de maior valor, como você bem mesmo afirmou – sites, algumas lojas de roupas e acessórios – que justamente *não* são as que ocorrem com maior frequência no dia-a-dia.

    Você talvez tenha se utilizado de um método interpretativo mais literal do conteúdo do texto, visualizando-o sob a perspectiva do orçamento doméstico como um todo, interpretação essa que leva – ou tende a levar – em conta todas as “micro-compras” e “micro-despesas” que realizamos no dia-a-dia (que são indubitavelmente as de maior frequência no dia-a-dia, e em relação às quais é praticamente impossível obter desconto). Nesse sentido, presto reverência ao seu argumento, cujo teor encerra uma lógica difícil (para não dizer impossível) de superar. :-)

    Mas o texto foi pensando e produzido a partir de uma interpretação sistemática, relacional e sobretudo teleológica, relativa aos fins e vantagens do método de comprar à vista em relação ao método de comprar parcelado, e tentando demonstrar as vantagens de comprar à vista nas compras de valor maior (onde é mais frequente a possibilidade de conseguir desconto), as quais compras, embora sejam numericamente bem menos frequente no dia-a-dia, são as que produzem – ou tendem a produzir – maior impacto no orçamento doméstico. A prova dessa abordagem mais sistemática do texto pode ser encontrada analisando-se o início do artigo, em que teci comentários sobre a função do cartão de crédito. É a partir desse contexto que lanço mão dos argumentos subsequentes, em que exponho que, na maioria dos casos desses tipos de compras, pode-se conseguir uma negociação para comprar à vista com desconto.

    Dentro dessa linha de pensamento, talvez a falta de coerência não esteja dentro do texto em si, mas sim localizada no entrechoque de interpretações: daquela dentro do qual o texto foi produzido em confronto com a interpretação dele feita pelo leitor. 😉

    Embora o “jogo de retórica” de fato não adicione valor à discussão, e acredito que você tenha feito muito bem, ao não querer entrar nesse game ;-), penso que a dialética resultante da exposição de argumentos e contra-argumentos, como os explicitados por você, possam contribuir para uma melhor amplitude do entendimento da questão. :-)

    Finalizo concluindo que o texto, ao menos do meu ponto-de-vista, não apresenta incoerências. Ele pode ter deixado de abordar todas as variáveis, ou ter sido produzido privilegiando-se certos espectros da matéria, deixando de lado outros. Se ele lhe causou essa impressão, peço desculpas antecipadamente. Tento escrever da forma mais clara e direta possível, sem induzir a erro os leitores. Se o faço, pode ter a certeza de que não é por má fé, dolo ou intenção, mas sim por minha incapacidade de fazer a leitura adequada de todos os lados da questão posta “sub examinem” (de que pode resultar um texto incoerente, como ressaltado por você). Porém, tento corrigir essa incapacidade da melhor forma possível, através de observações e ajudas dos leitores, como a sua, que são úteis e pertinentes para que o processo de reflexão sobre os temas postos em discussão seja cada vez mais refinado e aprimorado. 😉

    No mais, sinta-se à vontade para continuar comentando no site, com seus comentários, a casa é sua! 😀

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

    • Nélio Ferreira de Oliveira 2 de abril de 2012 at 11:49 #

      Guilherme,

      Novamente agradeço a presteza. Nesse mar de serviços mal prestados em TODA PARTE, em sua imensa maioria pagos, me sinto quase constrangido por obter tamanha atenção assim “de graça”… rs…

      De fato o mérito do artigo é indiscutível. Só encasquetei com a “maioria”…

      Pessoalmente, se há desconto à vista, SEMPRE compro à vista. E mesmo nas compras parceladas (SEM JUROS, claro), eu costumo fazer assim: em janeiro eu me permito comprar em até dez vezes sem juros (pra começar em fevereiro e acabar em novembro, porque janeiro e dezembro são meses “pesados” por motivos diametralmente opostos, quais sejam presentes de Natal e impostos), em fevereiro eu me permito comprar em até nove vezes sem juros, em março, oito, e assim sucessivamente até outubro, quando não parcelo mais nada na fatura que vencerá em novembro. O tal pacote da CVC, por exemplo, comecei a pagar em fevereiro.

      Abraços,

      Nélio

      • Igor 2 de abril de 2012 at 15:16 #

        Mesmo no caso do desconto a vista, temos que analisar o percentual de desconto e o numero de parcelas sem juros.
        Agora ,se quiser economizar mesmo, a dica eh na proxima viagem, ir por conta propria em vez de pacote da CVC. Caberia ate um topico sobre esse assunto.

        • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:31 #

          Igor, sugestão anotada!

          É isso aí!
          Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

        • Marcos 21 de abril de 2012 at 20:10 #

          Igor, grato pela dica.
          Eu estava planejando minhas férias quando li seu comentário.
          Já tinha até pesquisado os preços do pacote da CVC para Maceió.
          Resolvi então calcular a ida por conta própria e montei uma planilha.
          Resultado: por conta própria economizarei R$ 380,00 ficando 3 (três) dias a mais.
          Guilherme, vale a pena escrever um artigo a respeito.
          Saúde e prosperidade para vocês.

          • Igor 22 de abril de 2012 at 4:14 #

            Muito bom, aproveitar mais e gastar menos é o que todos nós queremos. Até pelo fato de não haver nenhum mistério em Maceió. É comprar a passagem, reservar um hotel e pronto. Ano passado fiz uma viagem de 20 dias entre Cancun e NY e ao retornar, fiz a contabilidade da minha viagem e comparei com os pacotes oferecidos. Somando as passagens, hospedagens e passeios mal pagava o pacote pra NY.

          • Guilherme 22 de abril de 2012 at 9:37 #

            Olá Marcos, de fato, “casar” temas como finanças e viagens, no que tange à questão do custo/benefício dos famosos pacotes, é uma boa pedida, como bem disse o Igor. 😀

            É isso aí!
            Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  7. Guilherme 2 de abril de 2012 at 13:03 #

    Que isso, Nélio, não se sinta constrangido não, eu é que retribuo os elevados níveis do debate aqui realizado.. 😉

    Veja que sua “encasquetação” produziu um efeito positivo, uma vez que irei, assim que tiver tempo, editar o artigo para que o conteúdo dele fique mais claro.

    E seu método de compras parceladas é deveras interessante! Vou até acrescentá-lo no meu futuro artigo sobre as compras parceladas, pois é estrategicamente bem articulado de acordo com os períodos “mais pesados” do ano (fim e começo de ano). 😀

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  8. Thiago Dias Quintino 2 de abril de 2012 at 15:26 #

    Grande Guilherme. Parabéns pelo execelente post amigo. Gostei muito das discussões até o presente momento.

    Acho que é interessante “planejar” seus gastos, antes de ir as “compras”.

    O fato é que muitas pessoas acabam indo na onda do marketing das grandes lojas. Ficam vislumbradas com a quantidadde de produtos ofericidos que nem pensam nas parcelas futuras.

    Acho que o erro esta aí, na falta de planejar o que você vai fazer com o dinheiro que ganhou.

    A falta de um bom planejamento, seja na vida pessoal, profissional ou familiar ou até mesmo financeira, nos leva muitas vezes ao fundo do poço “o endividamento”.

    Eu diria que é necessário atentar para as opções de compras à vista, pois ela permite ao consumidor maior poder de compra, isso quando ela é utilizada na maneira correta. No mais eu diria que o segredo pra se ter sucesso é manter uma vida equilibrada de acordo com a sua atual situação financeira.

    Gostei muito do seu post amigo. Vou colocado em minha biblioteca pessoal.

    Abraços…

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:35 #

      Grande Thiago, obrigado pelos comentários!

      Você tocou num ponto fundamental: planejamento. O ato de planejar permite racionalizar as compras, tornando-as muito mais proveitosas e úteis para o nosso dia-a-dia. Perfeitas as suas colocações.

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  9. Taciano 2 de abril de 2012 at 15:45 #

    O assunto é interessante e intrigante. Por quê? Pelo simples fato de que temos relações. Guardar dinheiro é muito difícil devido aos imprevistos não só sua como também da família, o que seria interessante é guardar um pouco do lucro liquido para uma emergência.

    Possuímos dinheiro guardado mas quando acontece alguma coisa com a sua família você é o primeiro a ajudar e se você tem e não ajuda, você não tem afeto com sua família.

    Imagine a seguinte situação: Acontece um incidente com um membro de sua família e você não puder ajudar devido que você está guardando dinheiro para comprar uma tv! O que você faria?

    • Renato C 2 de abril de 2012 at 15:53 #

      Olá Taciano,

      Casos de acidente em família são quase consenso na ajuda.

      Contudo, o que acontece é algo além e mais complexo… como aquele irmão/primo/whoever que gasta dinheiro inconsequentemente, ignora os seus conselhos e, de repente, se vê completamente afundado em dívidas. E aí, vai ajudá-lo?

      Renato C

  10. Luis Fernando 2 de abril de 2012 at 17:22 #

    Boa tarde!
    Excelente texto

  11. Daiana Travassos 2 de abril de 2012 at 18:31 #

    Olá Guilherme,
    gostei muito do artigo, a reflexão que você propõe é muito interessante, a discussão com o Nélio acrescentou ainda mais ao post, haja vista que podemos vislumbrar dois pontos de vista conflitantes muito bem defendidos, aliás parabéns aos dois pela forma construtiva que conduziram a discussão. Podemos assim refletir melhor acerca do assunto e assumir as estratégias que mais interessarem para a nossa realidade financeira.
    Particularmente vejo mais vantagens em pagar sempre a vista, uso cartão em último caso e sempre parcelo em uma única vez e no máximo três vezes sem juros, prefiro não me endividar por meses a fio.
    Muito obrigada pelo post.
    Abraço, e que Deus o abençoe.

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:40 #

      Olá Daina, obrigado pelas palavras!

      Você segue uma estratégia bem disciplina e resolvida quanto às compras à vista e parceladas, parabéns!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  12. Max 2 de abril de 2012 at 19:28 #

    Excelente post. Estou no aguardo das outras vantagens!

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:41 #

      Valeu Max! Não perca os próximos capítulos dessa “saga”! :)

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  13. Taciano 2 de abril de 2012 at 20:36 #

    Olá Renato C,

    Não faça perguntas retóricas. O que eu quis dizer é a importância para uma emergência e não um membro que só faz coisas erradas. É muito relativo.

  14. Gouvea 3 de abril de 2012 at 11:44 #

    Olá pessoal, mais um ótimo post sobre formas de pagamento, à vista ou parcelado: acredito que pagar parcelado vale à pena apenas para aqueles que investem em ações, pois na maioria das vezes, o valor do desconto é superior ao rendimento da renda fixa; logo o rendimento em ações é superior ao desconto oferecido pelo lojista e de quebra você ainda ganha milhas no cartão.

    Abraços a todos.

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:43 #

      Olá Gouvea, obrigado!

      Quanto ao investimento em ações, há de se ter cuidado para os riscos inerentes a esse tipo de investimento, sobretudo a volatilidade de curto prazo. 😉

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  15. Antonio 3 de abril de 2012 at 23:35 #

    @Renato C
    Vc disse:
    “Contudo, o que acontece é algo além e mais complexo… como aquele irmão/primo/whoever que gasta dinheiro inconsequentemente, ignora os seus conselhos e, de repente, se vê completamente afundado em dívidas. E aí, vai ajudá-lo?”

    Bom, qto a isso, talvez me achem insensível, mas julgo que aqui é uma boa hora de se aplicar o tal do darwinismo social! Se a pessoa é estúpida o suficiente pra fazer algo assim, devemos deixá-la sofrer as consequências de tal ato pra ver se aprende!!

    Claro q não falo de largar o infeliz morando na rua e passando fome, se é um familiar podemos abrigá-lo em nossa casa e dividir nossa comida, isso não nos deixará pobres e muito pelo contrário, larga-lo ao Deus dará é uma atitude desumana!

    Mas resolver o problema da dívida em si, ai sou contra, pq vc passará a msg de q ele não precisa se educar/disciplinar financeiramente, pois sempre terá um otário, ops digo, um parente bonzinho, pra socorrê-lo…

  16. Antonio 3 de abril de 2012 at 23:37 #

    A propósito, prezado Guilherme, talvez não tenha sido sua intenção, mas pra mim, sua primeira resposta ao Nélio, lá no início dos comentários soou excessivamente (e desnecessariamente) agressiva…

    Felizmente a sua segunda resposta a ele não passou essa impressão de modo algum! :)

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:45 #

      Olá Antonio, obrigado pelos comentários!

      Peço desculpas também pelo tom do início dos comentários. Mas logo depois conseguimos superar esse pequeno problema e seguir em frente com discussões bem abalizadas. :)

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  17. ITM 4 de abril de 2012 at 10:16 #

    Grande Guilherme,, parabéns pelo post!

    Estou fazendo minhas atualizações em um blog alternativo, pois estou com problemas para gerenciar o meu blog principal.

    http://investindotodomes2-itm.blogspot.com.br/

    Abços

    ITM

    • Guilherme 5 de abril de 2012 at 19:46 #

      Olá ITM, thanks, desejo sucesso em seu novo blog! 😀

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  18. Ivan Lee 5 de abril de 2012 at 23:02 #

    Pessoal, ultimamente varias lojas vem oferecendo descontos para pagamento a vista (débito), boleto bancário (acho um saco ter que digitar todos aqueles numeros no internet banking) e Cartão de credito A VISTA, isto é, sem ser parcelado.
    Eu fiz as minhas ultimas compras assim, tudo a vista no cartão de crédito, que pra mim é o melhor dos dois mundos…ganho um tempo pra pagar e ainda acumulo milhas.
    Agora, desconto só a vista, acho muito difícil hoje em dia onde os pagamentos com cartão dominam, e mesmo assim, algumas lojas só oferecem o tal desconto com pagamento em dinheiro! o que eu acho perigoso e pouco prático (ter que ir no caixa sacar e ainda correr risco de ser assaltado)

    Eu pretendo me mudar em alguns meses e vou comprar eletrodomésticos novos, acho que os gastos vão variar de uns 15 a 20mil reais. E eu tenho certeza que vou conseguir o mesmo desconto para pagamento a vista pagando “a vista” no cartão de crédito.
    valeu!

  19. Guilherme 5 de abril de 2012 at 23:37 #

    Ivan, ótimos comentários!

    Algumas lojas realmente têm a opção de pagar à vista no cartão, em parcela única, com um desconto. Nesse caso, há algumas vantagens adicionais, como você bem citou.

    O que tenho percebido é um aumento de lojas que oferecem o desconto tirando o cartão de crédito da jogada. :)

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  20. Pablo 7 de abril de 2012 at 21:46 #

    Parabéns pelo post. Estava faltando alguém explorar com mais detalhes a questão do pagamento à vista. Acredito que boa parte da utilização da metodologia do pagamento à vista passa pela intrução do consumidor nos seguintes aspectos: a) compreender a sistemática dos juros; b) formar um fundo para custeio de bens e serviços. Logicamente que o consumidor terá que investir em educação financeira. Nesse sentido, o que faço é justamente uma “poupança de custeio” para atender à aquisição de bens ou serviços, através de aportes mensais. Logo, a poupança de custeio não integra o investimento, mas apenas visa fazer face a uma despesa futura. No mais, basta pesquisar bastante no mercado o bem a ser adquirido e, se for o caso, comprar à vista com desconto. De todo modo, considero relevante TER PACIÊNCIA, pois o preço do bem, mesmo com desconto à vista, pode não ser vantajoso, quer por questões circunstanciais (natal, dia das mães etc), quer por outros fatores de mercado. Sendo assim, eu utilizo a seguinte estratéria: quando quero muito um bem, eu monitoro o seu valor por 60 (sessenta) dias a fim de aguardar a MELHOR OPORTUNIDADE de aquisição. Isso tem funcionado muito bem. No mais, parabéns mais uma vez pelo post.

    • Guilherme 15 de abril de 2012 at 9:12 #

      Obrigado, Pablo! E parabéns pela estratégia eficiente de compras, sem dúvida, um belo fruto de um processo bem trabalhado de educação financeira!

      É isso aí!
      Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  21. maria carolina marques martins 4 de julho de 2013 at 11:35 #

    quero tirar uma passagem aerea e pagar a vista, como faço

    • Guilherme 4 de julho de 2013 at 12:59 #

      Oi Maria, é possível pagar com cartão de crédito em uma parcela, cartão de débito (dependendo se há convênio entre o banco e a cia. aérea) e boleto bancário.

  22. Daniela 30 de julho de 2017 at 0:09 #

    Sempre fazia dívidas em picado, é igual ímã, vai juntando juntando até ficar enorme.

    Hoje, compro tudo à vista, pois sempre ganho desconto, pois eu tinha um cartão, e toda vez pagava anuidade, que, dependendo no ano, dava uma parcela…

    Comecei a ver q à vista é bem melhor, fico mais tranquila, pois não sei, ok, pode me acontecer durante esse tempo q parcelei no cartão, se eu sair do emprego, vou ter contas pra pagar durante meses, e à vista paguei, e acabou.

    Amei o post. Parabéns.

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