Carro: taí um item que não faz parte de meus sonhos de consumo. Ele faz parte dos seus?

Todo mundo tem seus denominados sonhos de consumo, coisas nas quais gosta de gastar, com prazer, seu valioso dinheiro e seu precioso tempo.

Tem gente que gosta de gastar dinheiro com roupas, sapatos, relógios e bolsas. Outros são viciados em gadgets e equipamentos eletrônicos de última geração – smartphones, tablets, TVs, notebooks e as últimas novidades do mundo digital.

Há ainda a turma dos que gostam de gastar em restaurantes. Sim, são os “foodies”, pessoas que gastam até 60% do salário em restaurantes. Eles até foram matéria da Folha de S. Paulo há alguns anos.

No Brasil, acredite se quiser, há pessoas que gostam de torrar dinheiro com tarifas bancárias, para ter “status” em contas do tipo “Personnalité”, “Prime”, “Select”, “Estilo”, “Van Gogh”, impressos em seus talões de cheques e cartões de crédito. Para isso, gastam de R$ 95 a R$ 1.200 mensais com anuidades de cartões, pacotes de serviços, juros do cheque especial, títulos de capitalização… Gastam dinheiro nisso não tanto por necessidade, mas sim por prazer. Sim, isto é Brasil.

Cada um gasta quanto quer, e no que quer, e tem gente disposta a gastar dinheiro onde menos se espera.

Carro

Mas há um item em especial que faz parte dos sonhos de consumo de milhões de brasileiros, e que alimenta uma das indústrias mais importantes da economia nacional: carros. Há até uma propaganda de uma rede de postos de combustível (Ipiranga), que diz que “brasileiro é apaixonado por carro”.

Não há problema alguma em ser apaixonado por determinados itens de consumo desde que essa paixão não dilapide as suas finanças pessoais.

E é aí que mora o problema: milhões de brasileiros não administram bem essa paixão por carros. O resultado financeiro disso tudo muitas vezes, como você deve já imaginar, é desastroso: compras financiadas de carros zero quilômetro em mais de 36 prestações mensais; escolhas erradas de veículos, isto é, que não são compatíveis com o perfil de uso da pessoa; má escolha dos seguros; falta de cuidados com manutenção preventiva; trocas periódicas de veículos ocorrendo em períodos muito curtos (a cada 18 meses ou menos); comprometimento do orçamento mensal em mais de 50% só com o veículo; dois carros na família, quando um já seria suficiente, e aí por diante.

O carro costuma ser o segundo item patrimonial mais caro dentro das finanças de uma família, perdendo apenas para a compra do imóvel.

Dentre os passivos que compõem o patrimônio familiar, o carro é, quase sempre, o passivo mais caro. E se esse for o sonho de consumo da pessoa, ele pode se tornar ainda mais caro do que o esperado, pois muitas vezes, no ato da compra, a emoção acaba falando mais que a razão, e a tentação de comprar um veículo apenas com o objetivo de impressionar pessoas desconhecidas acaba sendo muito grande.

Minha experiência pessoal

Felizmente, nunca tive esse apego por carros como muitas pessoas têm. Ele definitivamente é um item que não faz parte de meus sonhos de consumo.

E eu acho que uma das maiores provas disso está no próprio blog: afinal, dos mais de 850 artigos que já escrevi, uma minoria foi sobre carros, sendo que a maioria deles foram guest posts (e, diga-se de passagem, excelentes guest posts):

[Guest post] As duas melhores dicas de finanças que já recebi

R$ 700 por mês: pago a prestação de um financiamento de carro ou um curso de inglês? A sensacional história do leitor Camilo;

[Guest post] Vale a pena, para o dia-a-dia, alugar um carro, ao invés de comprá-lo? A experiência de um leitor… na prática!

Estabelecendo um plano plurianual para a troca do carro – 2 alternativas de investimentos

[M. Halfeld – CBN] O ouvinte poupou R$ 40 por dia, e conseguiu ter dinheiro para comprar o carro à vista. E ainda sobraram R$ 9 mil

[via Blog Elas & Lucros] Mara Luquet: “Meu carro tem 10 anos de uso”

Posso mudar de ideia no futuro? Sim, afinal, as prioridades mudam com o decorrer do tempo e as coisas mudam de significado de acordo com os contextos. Porém, no contexto atual, de 2015, minha prioridade é gastar dinheiro e tempo com outros itens de consumo (esportes e livros estão me ocupando atualmente).

Em relação ao carro, preparei-me durante anos para comprar à vista meu primeiro veículo – da categoria intermediária, com quatro portas, motor 1.5, e alguns itens de segurança e conforto que considerava – e ainda considero – essenciais (freios ABS, ar-condicionado, vidros e travas elétricas etc.) – e estou com ele até hoje, passados bons 5 anos de uso, e não pretendo trocá-lo tão cedo.

Trata-se de um veículo que foi escolhido após muitos test drives com veículos de outras montadoras, avaliações de amigos e parentes que tinham carros da mesma marca, e informações obtidas com profissionais que trabalham no setor automobilístico. Foi uma escolha consciente e equilibrada, e a que apresentava a melhor relação custo vs. benefício na época, que se provou acertada, tanto é que o carro até hoje me satisfaz.

A ideia inicial, inclusive, era trocá-lo daqui a 2 anos, em 2017, mas agora pretendo substitui-lo somente, talvez, em 2020.

O curioso é que, quando fui comprá-lo na concessionária, houve um esforço por parte dos vendedores para tentarem me empurrar uma compra financiada. A quantidade de prestações até que não era muita grande – 12 vezes – mas impressionou a dificuldade que se criou quando eu, comprador, tentei adquirir o bem à vista.

Por conta disso, por eu não ter esse vício em carros que muitas pessoas têm, eu acabo economizando uma bela quantia em dinheiro, já que o carro no Brasil custa muito caro, quando comparado ao seu custo efetivo em vários outros países, tanto em função da alta carga tributária, quanto em função das margens de lucros que as montadoras obtêm na venda dos veículos.

Se o carro for seu sonho de consumo…

… então planeje-se! Planeje-se não só para fazer uma compra consciente, mas principalmente para acumular uma boa quantia de dinheiro em renda fixa, pois carro no Brasil, como eu disse acima, custa muito caro, independentemente da categoria de carro que você planeja consumir.

No Brasil, inclusive, é comum ver pessoas gastarem mais dinheiro com veículos do que com a própria moradia.

E quando eu falo em “custo”, não estou me referindo apenas ao preço da aquisição, mas também – e, na verdade, principalmente – ao seu custo de manutenção. Tenha em mente que, todo ano, você terá que incluir em seu orçamento doméstico algumas despesas de caráter obrigatório ao se ter um veículo, tais como:

– Gastos com seguro de veículo: quanto maior o valor do veículo, maior será o valor do seguro;

– Gastos com IPVA e outras taxas do Detran: quanto maior o valor do veículo, maior o valor dos impostos;

– Custo com manutenção preventiva e revisões periódicas;

– Despesas com combustível: quanto mais você rodar com seu carro, mas dinheiro gastará nesse item;

– Gastos com lavagem e limpeza interna e externa;

– Despesas com estacionamento;

– Custo de depreciação anual no valor do veículo, quando for revendê-lo na aquisição de outro.

O tema envolvendo “carro e dinheiro” é por demais sensível a determinados bolsos, e deixo aqui o link, sem qualquer interesse pessoal de cunho comercial, para um serviço de consultoria de meu amigo de longa data Leandro Mattera, que tem inclusive um livro que orienta o leitor a escolher o carro com o melhor custo-benefício.

Conclusão

Muitas vezes, nossos sonhos de consumo não passam de sonhos que foram colocados em nossa mente pela sociedade. Ou seja, sonhos que não são propriamente nossos, mas de outras pessoas.

Saiba avaliar bem quais são suas prioridades, e, principalmente, fazer uma distinção entre aquilo que é “necessidade” daquilo que é “desejo”, a fim de não fazer dívidas desnecessárias na compra de bens que vão além de sua capacidade de consumo.

Hoje, na era do excesso de informação e do excesso de exibição, é muito fácil ceder aos apelos do marketing barato e inescrupuloso da indústria automobilística, que diz que você só será feliz se tiver o carro X ou Y. Mesmo que carros sejam seu sonho de consumo pessoal, faça compras conscientes, de modo a que eles não se tornem objeto de um “pesadelo” em suas finanças pessoais.

E você? Também é um “apaixonado” por carros, ou é mais parecido comigo, ou seja, é indiferente a esse “oba oba” que gira em torno da indústria automobilística? Seu carro atual tem quantos anos de uso? E o anterior, durou quanto tempo com você? Compartilhe suas experiências na caixa de comentários e participe!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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89 Responses to Carro: taí um item que não faz parte de meus sonhos de consumo. Ele faz parte dos seus?

  1. César 4 de maio de 2015 at 1:39 #

    Guilherme,

    Na minha humilde opinião, dizer que “brasileiro é apaixonado por carro” é uma grande falácia. Acho que, de um modo geral, o brasileiro gosta de TER carro, seja para fugir do transporte público precário, seja pra exibir para os vizinhos ou para demonstrar status e ascensão social.

    Nosso mercado automobilístico tem várias peculiaridades, fatos e mitos: alto preço, pouca variedade de modelos, modelos defasados que duram décadas em produção, tem gente que compra carro já pensando em vender: “a cor xxx vende mais fácil”, “o modelo yyy vende mais fácil”, “carro importado tem que ser automático”, e por aí vai. Há quem chegue ao extremo de não tirar os plásticos dos bancos, ou seja, cuidam do carro para o próximo dono…

    Sem contar nossa crônica falta de educação e despreparo geral: a falta de qualificação da maior parte de mecânicos e de oficinas acaba por condenar excelentes carros que aportam por aqui – o famoso “mico”.

    Adicione a isso modismos, a meu ver, irracionais, como essa nova onda de SUV (grandes, beberrões, e de comportamento dinâmico inferior), que matou as peruas, muito mais versáteis e de comportamento dinâmico semelhante ao sedan de que se originaram.

    Encerrando o capítulo “paixão por carros”, basta ver o estado de decadência em que se encontra nosso automobilismo de competição, dono de 8 campeonatos mundiais de Fórmula 1. Diria que nossos vizinhos argentinos são muito mais entusiastas, além de ter uma oferta mais interessante de modelos à venda.

    Agora, falando do ponto de vista financeiro: o carro nunca deve ser encarado como investimento e sim, representa uma grande despesa mensal, que deve ser bem medida no momento da compra, para não resultar surpresas e sustos que podem culminar com a negligência na manutenção.

    Pessoalmente, prefiro comprar carros usados, primeiro por considerar alto o preço de um zero-quilômetro, segundo por não sofrer a depreciação do valor no primeiro ano, terceiro por poder adquirir um carro um pouco melhor pelo mesmo valor. Claro que comprar um usado é mais trabalhoso e, às vezes, um exercício de sorte, mas para mim funcionou até agora. Gostaria de deixar essa dica de leitura: http://autoentusiastas.com.br/2012/09/carro-usado-na-pratica-vale/

    Demorei a ter carro, meu primeiro veio aos 28 anos, comprado à vista. Tinha 4 anos de uso (2004/2004) e somente 7.400 Km rodados quando comprei. Fiquei 3 anos e meio com ele. Como precisava de um carro mais espaçoso, troquei por outro, também usado, à época com 1 ano e meio de uso (2010/2011). Paguei novamente à vista. Estou com esse há 3 anos e meio. Detalhe: comprei de uma locadora de veículos, por um preço 10% abaixo do preço de mercado para o modelo. Pretendo ficar com ele por mais uns 5 anos, talvez, acho que ele aguenta, pois sou bem atento à manutenção preventiva.

    Sobre o sonho de consumo: sempre gostei muito de carros e de dirigir, e gostaria muito de ter um modelo alemão mas, infelizmente, no Brasil, essa é uma brincadeira muito cara…

    Quanto às despesas, além do combustível, reservo um valor mensal para a manutenção e mensalmente, 1/12 do IPVA, licenciamento, DPVAT e seguro. Ainda não computo a depreciação e o custo de oportunidade.

    Bem, acho que já falei demais, vou ficando por aqui.

    Abraço!

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 13:51 #

      César, excelente comentário!

      Realmente, analisando melhor agora, acho que esse negócio de “paixão” por carro tem mais a ver com marketing dos interessados nesse jargão (postos de combustível) do que qualquer outra motivação de cunho mais racional.

      Abç!

  2. Madruga 4 de maio de 2015 at 9:06 #

    Fala, Guilherme! Parabéns pelas ponderações, como sempre muito sóbrias.

    Estou virando trintão e até hoje nunca tive um carro.

    O primeiro motivo é simples: não consigo me imaginar gastando milhares de reais em passivo. Definitivamente não julgo quem consegue, só estou dizendo que eu particularmente não me sinto bem com essa ideia.

    O segundo motivo também é simples: moro perto do trabalho e dos lugares que frequento. Faço tudo andando, de bicicleta, de ônibus ou de táxi. Para a grande maioria dos lugares que tenho que ir, não me sinto mal servido por linhas de ônibus, muito pelo contrário.

    Sei que quem lê isso automaticamente pensa que moro em uma cidade de dez mil habitantes, por isso faço questão de frisar que vivo em uma caótica capital do sudeste.

    Por mais que os publicitários e a sociedade como um todo digam o contrário, é plenamente possível viver uma vida boa sem carro (como tudo na vida, basta planejamento).

    Por isso concordo plenamente com seu post, é preciso avaliar bem o que é necessidade e o que é desejo.

    Também é preciso muita, mas muita reflexão e honestidade consigo mesmo ao definir o que de fato é uma necessidade (fiz questão de frisar a honestidade consigo mesmo pois lembrei de uma amiga que todo mês “precisa” de uma calça jeans diferente).

    Um abraço, meu caro, e mais uma vez agradeço por mais uma boa reflexão.

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 13:53 #

      Olá, Madruga, você é uma raridade (por não ter carro com quase 30 anos), e pode ter certeza de que isso está te livrando de um pesado custo anual em seu orçamento doméstico!

      Grato pelas palavras!

      Abç!

  3. Gil 4 de maio de 2015 at 9:07 #

    O carro no Brasil é muito caro porque o brasileiro aceita pagar caro e por outros motivos também, como, por exemplo, o fato de que quando vou comprar um carro, o vendedor quer que eu financie o carro. Ou seja, agora para comprar carro, o banco também quer sua parte. ABSURDO.
    Nunca financiei. Só compro a vista.
    Se o brasileiro fosse obrigado a comprar carro a vista, o preço cairia, visto que não haveria prestação que caberia no bolso.
    Não tenho carro como sonho de consumo. Já tive quando tinha meus 16 anos. Hoje, com 40, só uso como meio de transporte no fim de semana. Vou para o trabalho a pé.

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 13:53 #

      Oi Gil, de fato, a pressão por financiamento do carro chega a ser absurda.

      Abç!

      • César 4 de maio de 2015 at 14:47 #

        Guilherme e Gil,

        Hoje em dia, e cada vez mais, todo mundo quer vender dinheiro e não os produtos. O produto em si não deve ter tanta margem de lucro para o revendedor, que busca então aumentar as margens por meio dos agregados financeiros…

        Basta ver a empurroterapia da Garantia Estendida praticada no comércio.

        • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:02 #

          Bem lembrado, César.

          Essa prática da garantia estendida é uma xaropice sem tamanho. 😛

          Abç!

  4. RAFAEL 4 de maio de 2015 at 11:06 #

    Bom dia!!
    Meu carro está ficando velho e aí vem o dilema, trocar ou não? Pegar um bom ou não?
    Aí paro para pensar nos custos acabo decidindo dar uma geral no meu velhinho mesmo e segurar mais uns 2 anos!!!
    Pergunta por favor?

    sei que pode varia de pessoa para pessoa, mas se arriscaria a fala em um % do patrimônio total de uma pessoa que seria “JUSTO” estar alocado em um carro já que muitas vezes este bem é necessário…??

    abraço!!

    tks

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 13:58 #

      Oi Rafael, você fez bem em segurar o carro atual por mais 2 anos, se ele ainda atende suas necessidades.

      Sobre o valor “justo”, é difícil ponderar, pois para quem compra um carro quando está nos seus cinco primeiros anos de emprego, certamente o carro vai ultrapassar 30% do patrimônio total da pessoa.

      Por ser um passivo, acho que não deve passar dos 5% a 20% do patrimônio financeiro da pessoa, dependendo da fase da vida em que ela se encontrar: quanto maior a idade, menor deve ser o valor percentual.

      Abç!

  5. Investidor Por Acaso 4 de maio de 2015 at 11:42 #

    Minha experiência na compra de um carro de R$ 65.000,00:

    Financiamento – R$ 35.000,00 de entrada + 48 x 846,00 = R$ 75.608 – (Aproximadamente R$ 3.500,00 de desconto por antecipações) = R$ 72.108,00.

    R$ 72.108,00 + R$ 16.183,00 (IPVA + SEGURO E MANUTENÇÃO BÁSICA) = R$ 88.291,00

    Atualmente o carro está avaliado em R$ 52.420,00 na tabela FIPE, valor que nem sempre é conseguido na venda.

    Gastei R$ 88.291,00, e teria hoje em mãos R$ 52.420,00. Prejuízo de R$ 35.871,00 !!! Em apenas 03 anos (sem considerar o seguro 2015).

    Depois de tudo considerado, acabei vendendo o carro pois os gastos com seguro e IPVA estavam muito altos.
    Hoje utilizo um carro bem mais antigo que não paga IPVA e não precisa de seguro.

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 13:59 #

      Excelente opção, IA!

      Muitas pessoas não fazem esses cálculos, e acabam pagando mais por bens que poderiam custar bem menos, e atender aos mesmos propósitos.

      Abç!

    • César 4 de maio de 2015 at 14:45 #

      Investidor Por Acaso,

      Sobre o “não precisa de seguro”, mesmo que o seu carro não seja visado para roubo, considere que você precisa se prevenir contra eventuais danos que possa causar a terceiros, caso seja responsável por um acidente, por exemplo.

      • Leonardo 4 de maio de 2015 at 22:19 #

        Oportuna observação, César! O que tem de caboclo que bate nos outros e depois não quer pagar… É bom ter o seguro para terceiros.

        • César 5 de maio de 2015 at 10:53 #

          Leonardo, é bem por aí.

          Já fui vítima de 4 pequenos acidentes de trânsito, pelos quais não tive responsabilidade, fui atingido mesmo. Somente em um deles, o responsável tinha seguro, então, foi só levar o carro pra vistoria, ofcina e pronto!

          Em outros 2, os responsáveis não tinham seguro, mas assumiram o conserto. Mesmo assim, foi um saco, pela negociação e pelo transtorno de ficar indo a várias oficinas pra fazer orçamento.

          Em 1 deles, tive que assumir o prejuízo, infelizmente.

          • Douglas 5 de maio de 2015 at 22:25 #

            Acho IMPORTANTÍSSIMO observar aqui qualquer seguro é proteção do seu patrimônio. Vida, carro, residência, transporte. Qualquer seguro protege o seu bolso e não o bem. O seguro de vida não te impede de morrer, o seguro do carro não o impede de ser roubado ou batido.

            Então, pelo amor de deus, ao fazer um seguro, pense na proteção do seu bolso e não do bem. Não pense que você é bom motorista ou que o veículo não é visado por ladrões. Se um acidente ocorrer e você for culpado, na justiça meu amigo, o juiz te arranca até as calças. Já vi gente perder todo o patrimônio porque um motoqueiro entrou na frente dele e acabou sendo atropelado.

            Se você atropelar alguém sem intenção alguma, as contas do hospital podem corroer tudo o que você construiu em toda sua vida. Se você tem um patrimônio de 500 mil reais, faça seguro do seu carro de danos corporais de 500 mil reais. Pense nisso. O valor da cobertura de 50 mil para 500 mil não dá nem 200 reais. Não faça economia porca.

            • César 6 de maio de 2015 at 11:21 #

              Douglas,

              Excelente intervenção!

              Realmente, a extensão de todas as coberturas do seguro costumam ser negligenciadas, o que pode ser um problemão…

              Eu também tenho esse cuidado, de elevar um pouco as coberturas, justamente para me resguardar numa eventualidade. E, de fato, a diferença no prêmio não é significativa.

            • Investidor Por Acaso 6 de maio de 2015 at 12:42 #

              A ideia aqui é abaixar os custos operacionais.

              Seguindo a mesma lógica, caso eu resolva andar de ônibus, devo fazer seguro de vida, seguro saúde e seguro celular. Posso morrer, sofrer um acidente, ser assaltado…

              Estamos pensando em possibilidades.

              Acho bastante válido o argumento de ter um seguro, fiz seguro para todos os carros que tive e que custavam acima de R$ 20 mil. Garante muita tranquilidade.

              • César 6 de maio de 2015 at 17:35 #

                Investidor por Acaso,

                Entendi perfeitamente seu ponto de vista, desde seu primeiro comentário, até porque para carros mais antigos, ou as seguradoras não aceitam fazer, ou o valor do prêmio fica inviável quando comparado ao valor do carro.

                O contraponto apresentado aqui foi que não ter seguro também significa assumir o risco de ter que indenizar alguém, caso você seja o responsável por algum dano causado.

                Abraço!

  6. Natália Borba 4 de maio de 2015 at 11:45 #

    Demais esse texto!!
    Faz quase 1 ano meio que comprei meu primeiro carro! Depois de muitas pesquisas, duas coisas saltaram aos meus olhos para fazer a compra: segurança (ABS e airbag) e economia de combustível! Achei um carro nesse moldes 0 km e mais barato que um usado que estava quase comprando! Para mim, o meu carro é um investimento: investimento em lazer, pois me permite fazer várias viagens e ir para vários lugares que antes não conseguia ir; ascensão profissional, pois hoje posso fazer meu mestrado em outra cidade em horários que, de ônibus, tornam-se impossíveis; conforto, para mim e minha família! Não penso em trocá-lo tão cedo, quero aproveitá-lo muito ainda. Seu artigo nos faz repensar até onde vale a pena ir para conquistar essas “vontades”! E se vale a pena mesmo…
    Obrigada mais uma vez por compartilhar tudo isso!

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 14:00 #

      Ótimo depoimento, Natália!

      Abç

    • César 4 de maio de 2015 at 14:52 #

      Natália, não abordei isso no meu primeiro comentário, mas concordo totalmente com você no que se refere à liberdade que o carro permite: maior flexibilidade de horários, liberdade de ir e de voltar, maior comodidade para viagens e passeios, principalmente aqueles que surgem repentinamente. Tudo isso sem contar o fato de que sai muito mais barata uma viagem de carro.

      Bom ver nos comentários, até o momento, que o pessoal tá fazendo as coisas gastarem!

      • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:03 #

        Bem lembrado, César, fazer as coisas gastarem é o que há em matéria de dinheiro e carro!

        Abç!

  7. Daniel Pires 4 de maio de 2015 at 15:49 #

    Endosso em grande parte o comentário do César. Análise perfeita.

    Gosto muito de carros, desde criança, mas essa falácia que brasileiro é apaixonado por carro é apenas isso, falácia. O que acontece é uma obsessão do brasileiro em comprar o que não precisa, com o dinheiro que não tem, pra impressionar quem não conhece. Não há lógica alguma em comprar uma picape de 5m de comprimento e 2 toneladas pra andar no trânsito urbano sozinho. E muitos o fazem. Ou como o César comentou, esses SUVs que são mais caros, mais dispendiosos e menos seguros dinamicamente do que carros normais.

    Outro fator impressionante aqui no Brasil é que as pessoas comprar carros “normais”achando que são carros de luxo, e as fabricantes sabendo disso metem a faca cobrando caro. Dar 100mil reais num Corolla ou 160 mil reais numa picape cabine dupla, a meu ver, não tem sentido sob qualquer ótica.

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:04 #

      Perfeito, Daniel!

      “O que acontece é uma obsessão do brasileiro em comprar o que não precisa, com o dinheiro que não tem, pra impressionar quem não conhece.”

  8. Dedé 4 de maio de 2015 at 16:12 #

    Carro não é meu sonho de consumo, mas sim uma necessidade.
    Trabalho longe de casa. Se a cidade em que moro fornecesse um serviço de transporte digno eu não teria carro, poderia alugar nos finais de semana prolongados e nas férias.
    O que eu acho desnecessário e jogar dinheiro fora é comprar carro 0 km. Paga-se muito caro só para tirar o carro da concessionária.
    Com menos de 30 mil dá para se comprar um bom carro com 1 ou 2 anos de uso e em excelente estado de conservação, parecendo novo.

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:03 #

      Exato, Dedé! Mesmo com relativamente “pouco” dinheiro, dá para comprar ótimos carros usados.

  9. Murilo 4 de maio de 2015 at 17:40 #

    Ola Guilherme!
    Logo após aquele meu post de 09/2013 eu troquei o Palio por um modelo japonês automático a vista com um bom desconto!!
    Como dirijo muito cansei de passar marcha! Rs! Foi o mais barato da marca e considero um carro “intermediário”. Meu plano e troca-lo em 5 ou 6 anos. Notei uma diferença substancial nos custos, mas vale pela segurança e dirigibilidade! Compra e venda consciente!!

    • Guilherme 4 de maio de 2015 at 20:05 #

      Oi Murilo!

      Excelente compra! Consciente e equilibrada! Agora, é “fazer o carro gastar”, como bem lembrou o César no comentário acima!

  10. Anna Monteiro 4 de maio de 2015 at 20:31 #

    Eu li tudo e fiquei relembrando um assunto que eu sempre pensava, há anos atrás: fator psicológico , relacionado ao sexo masculino. Existe essa teoria , ou estou viajando quando penso em notar que homens, geral e inconscientemente “precisam” de um carro para se auto firmar, pra provar sua masculinidade? Da mesma forma que , mulheres quando viram adultas “precisam ter filhos e serem casadas”. Não estou dizendo que são verdades, mas sim, algo dentro do inconsciente coletivo: ninguém te fala, mas fica no ar, algo imposto pelo meio onde vivemos. Percebo que a grande maioria das conversas sobre carros sempre acontecem entre homens, assim como constituir família geralmente é assunto de mulheres. Estou desatualizada? =)

    • Wellington 5 de maio de 2015 at 8:44 #

      Olá Ana, isso que acabou de dizer é algo cultural.

      Olhe para um menino, o primeiro presente que ele ganha é um carrinho para ficar brincando por aí. Já uma menina ganha bonecas, casinhas, qualquer brinquedo relacionado à atividade doméstica.
      Por isso quando essas crianças tornam-se adultas há um forte desejo do home adquirir um veículo e a mulher constituir uma família.

      • Guilherme 5 de maio de 2015 at 15:20 #

        Oi Anna e Wellington,

        Sim, há fatores psicológicos e culturais por trás do gosto por carros.

        Abç!

  11. JRW 4 de maio de 2015 at 21:53 #

    Este artigo veio em excelente hora. Estou pensando seriamente em desfazer do meu carro. Estou acostumando a andar menos sem carro, mudei de local de trabalho e agora vou sempre apé. Percebi que faz muita pouca falta o carro quando não se usa para trabalhar/ir ao trabalho.

    Fiz as comparações de custo do carro (com todos os custos – IPVA, SEGURO, Gasolina, Depreciação, etc) por custo fixo de taxi (somente supermercado fixo) e adicionei 4 usos eventuais mensais, uma vez que não saio muito e sempre tem algum amigo com carro (com os quais posso dividir gasolina) e ainda somei 2 alugueis de carro 10 dias por ano, vou economizar cerca de 4 a 5 mil reais por ano, isto sem considerar multa ou sinistro (ambos ocorreram comigo ano passado =/)

    E ainda tem o custo de oportunidade, uma vez que ao vender o carro posso pegar o valor – em torno de R$ 25.000,00 e aproveitar a alta dos juros!

    • Guilherme 5 de maio de 2015 at 15:21 #

      Contas muito bem lembradas, JRW!

      Aliás, foi esse custo amplamente favorável aos carros um dos motivos pelos quais prolonguei ao máximo a possibilidade de ficar sem um.

      Abç!

  12. Mônica 4 de maio de 2015 at 22:24 #

    Olá, Guilherme!!!!
    Que dilema! Rs! Estou justamente pensando em trocar meu carro e vc me vem com esse post! Rs!!
    Carro não é meu sonho de consumo, embora fico meio ‘tentada” com tantas ofertas de modelos que são apresentadas.
    Estou com o mesmo carro há 5 anos, e realmente não estou vendo motivo real para trocá-lo.
    Depois dos comentários que li aqui, e do seu ponto de vista, mais uma vez me questiono se não estou seguindo essa ” onda ” consumista!
    Bjo

    • Guilherme 5 de maio de 2015 at 15:22 #

      Oi Mônica!

      Realmente, você está na mesma situação que a minha: carro com 5 anos de uso, sem problemas e rodando bem.

      O negócio é fazer esse carro gastar ao máximo! 🙂

      Abç!

    • Leonardo 5 de maio de 2015 at 23:45 #

      Meu carro já tem 4 anos. Quando comprei pensei em trocá-lo com 3 anos, mas ainda hoje o carro está novo e muito bom. Não pretendo vendê-lo tão cedo e espero que ele continue se comportando bem. Na venda do carro você sempre tem um deságio em relação ao que pretendia como preço. Por melhor que o carro esteja, sempre vão arranjar um defeito para desvalorizar.

      Se o atual está bom e te atendendo, fique com ele. Pois ter o “último modelo” é coisa que não dura muito tempo. Pura competição de egos.

      • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:06 #

        Exato, Leonardo, um dos pontos mais difíceis nessa questão dos carros é separar bem emoção da razão, a fim de que compras não sejam realizadas com gasto excessivo de dinheiro.

        Abç!

  13. Danilo Muniz 5 de maio de 2015 at 18:41 #

    Muito bom post! Eu sou bem parecido com você, para mim o importante é a segurança e o custo-benefício. Comprei meu primeiro carro em 2013 e eu pretendo ficar com ele até quando não der mais, talvez uns 10 anos. Na época eu entrei em um consórcio pois tinha cerca de 30% do valor do carro, mas o “juro” (despesa administrativa) era de R$ 3000,00 no TOTAL e a parcela ficou em R$ 390,00 então foi um “bom negócio” pois na época precisava comprar e tinha pouquíssimo conhecimento sobre economia.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:07 #

      Olá Danilo, ótimo depoimento.

      Realmente, dois itens fundamentais na escolha de um veículo são segurança e custo-benefício.

      Abç

  14. Douglas 5 de maio de 2015 at 22:41 #

    Como já me conhece Guilherme, acho complicado tudo que diz: “Sim, isto é Brasil.” ou “Só mesmo no Brasil”. etc. Acho que todo lugar do mundo as pessoas se preocupam com status. Até porque cartões de crédito platinum, black, não foram inventados no Brasil. Simplesmente trouxeram de fora. Os bancos também segmentam a carteira de clientes em todo o mundo. Claro que anuidade absurda, isso só aqui mesmo.

    Eu acho que o carro é um dos maiores custo para a maioria das pessoas que fazem as contas. O meu carro me custou o ano passado 500 reais mensais. Tudo: imposto, gasolina, seguro, produtos para lavagem, manutenção etc. Tenho orgulho de dizer que meu carro em 2 anos desvalorizou 2 mil reais apenas (tirei zero na css). Não é pouco, mas a maioria tem gravado na mente que carro sai da css já perde 10% do valor, que não compensa, etc.

    Acho importante tentar ao máximo sempre fazer uma decisão racional. O mais racional possível. Eu tinha apenas 1 único critério ao comprar o carro: ser câmbio automático (ou automatizado). Passar marcha pra mim é como dirigir moto de capacete, perde toda a graça. E foi assim que comprei, pasmem, um FIAT 500. Sim, o FIAT 500, comparado com VW Gol e com HB20 e Palio é o melhor custo/benefício. Ninguém acredito, mas eu tenho uma planilha do excel comprovando.

    No entanto, já tentei de toda forma excluir o carro da minha vida e é muito difícil. A liberdade que o carro dá é quase sem preço. Claro que ajuda muito o fato do carro não ser financiado e o fato e eu não ter carro como sonho de consumo, portanto ficarei com ele por anos e anos sem problemas.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:10 #

      Olá Douglas, ótima compra.

      Quanto aos gastos com tarifas bancárias, me refiro à excessiva busca de status que algumas pessoas buscam à custa de seus próprio bolsos.

      Isso não é exclusividade do Brasil, como você bem disse, mas no Brasil o problema se acentua, em função da elevada taxa de analfabetização financeira, inclusive das pessoas que, em tese, teriam mais condições de não pagar para ter esse tipo de serviço.

      O critério de ser câmbio automático é utilizado por uma grande quantidade de pessoas. Torna o ato de dirigir bem mais cômodo.

      Abç!

  15. Fernando 6 de maio de 2015 at 8:00 #

    Vou discordar um pouco do texto e da maioria.
    Prefiro comprar um carro novo a vista. Um carro usado, mesmo seminovo, vc tem chances maiores de adquirir com algum tipo de problema. Não que os novos não tenham esse perigo tbm, mas é mais difícil.
    Lógico comprando a vista e com um descontão. Quando comprei meu carro, o vendedor até ficou com raiva de mim. Até mesmo a documentação, eu fiz por fora rs. E se a pessoa busca algum status, beleza ou conforto. Não vejo nada demais, desde que tenha condições financeiras satisfatórias, para realizar esse desejo.
    E carro tbm pode ser uma ferramenta extremamente útil para facilitar e dar mais qualidade de vida. Minha família tem gente idosa e com problemas de locomoção. Com o carro o deslocamento desses é muito mais fácil. Tbm temos propriedade no interior. A cidade mais próxima está à 24 km.
    Imagina vc ficar isolado no meio do nada, e só poder se deslocar a pé, à cavalo ou depender de carona. Nesse aspecto ter um carro à sua disposição é muito melhor, mais que isso. Muito útil. Vai que necessite de alguma urgência. Mas tenho a impressão que tvz 90% das pessoas que compram carro nesse país, o fazem financiado. E muitas vezes é até mesmo gente de renda total fica comprometida e que não tem grandes necessidades para ter um carro.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:11 #

      Olá Fernando, ótimo comentário!

      Dependendo do contexto da vida da pessoa, um carro acaba sendo uma necessidade, como você bem exemplificou.

      Abç

  16. Maria 6 de maio de 2015 at 8:23 #

    Meu marido e eu já passamos dos 30 anos e nunca tivemos carro. Realmente, acumulamos um bom dinheiro por conta desta decisão. Isso nos deu uma vida muito confortável, sem stress financeiro. Quando morávamos numa capital, era fácil se locomover com transporte público e táxi. Além disso, é algo ecologicamente correto. Porém, morando no interior, a coisa muda de figura… O transporte público é horrível no interior e estamos começando a pensar em comprar um carro. Mas, para nós, carro é um meio de transporte e apenas isso. Tão necessário quanto uma geladeira. Ou seja, não nos impressiona os apelos publicitários, nem o status que se costuma a atrelar a um meio de transporte. 😉

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:12 #

      Olá Maria, ótimo depoimento.

      A utilidade do carro tem a ver de fato com a disponibilidade de outros meios de transporte.

      Abç

  17. Ana Paula 6 de maio de 2015 at 11:27 #

    Olá Guilherme, não tem muito a ver com o post mas…
    https://caminhoalternativo.wordpress.com/2015/04/03/o-fmi-propoe-o-confisco-global-da-riqueza-a-apropriacao-da-poupanca-das-familias/

    Sabe se realmente isso procede? Fez ou faz investimentos em ouro ou prata?

    Abraço!

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:13 #

      Oi Ana!

      Penso que se trata mais de um boato do que uma informação com bases concretas.

      Atualmente, não tenho – e também nunca fiz – investimentos em ouro ou prata.

      Abç

  18. SARA 6 de maio de 2015 at 17:57 #

    Olá, tenho 29 anos e ainda não adquiri meu primeiro carro.
    Moro em uma cidade de cerca de quase 600.000 habitantes. Porém minha rotina atual permite que resolva minhas coisas com relativa facilidade à pé ou de ônibus.
    Só pretendo adquirir meu carro quando tiver condições financeiras de manter um veículo sem me privar de outras coisas que hoje são prioridade para mim e quando for realmente necessário.
    É claro que em muitas situações é muito mais cômodo ter seu próprio carro, e há dias que tudo que eu queria é isso. Mas quando peso os prós e os contras vejo que o momento ainda não chegou.
    Nosso país entende carro como fonte de status e o crédito é extremamente facilitado. Vejo sempre pessoas que se afundaram e dívidas por essa ilusão.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:15 #

      Oi Sara, ótimo depoimento.

      Se você consegue manter uma vida tranquila sem esse passivo, então continue nesse compasso. 🙂

      E você tem razão: muitas famílias estão endividadas por conta de gastos excessivos com carros.

      Abç

  19. Kiu 6 de maio de 2015 at 20:23 #

    Dias atrás estava pensando em comprar um carro zero, e buscando sobre o assunto acabei encontrando essa publicação, http://seusaber.com.br/diversos/economia/porque-comprar-carro-e-um-dos-piores-investimentos.html e só depois de sentar e fazer as contas, concluir que era um absurdo fazer aquela compra.

    E como você diz na publicação, fiz uma reflexão em relação a respeito do que era realmente necessário, visto que vou com ônibus da empresa para o trabalho, e só usaria o carro nos finais de semana.

    Em resumo, acabei não comprando o carro e apliquei o valor da entrada e quando vou viajar alugo um carro, e nos finais de semana quando preciso pego taxi. 🙂

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:15 #

      Excelente atitude, Kiu!

      Abç

    • Poucos Centavos 11 de maio de 2015 at 23:06 #

      Penso que, não sendo uma necessidade, comprar carro é, realmente, um absurdo.

      Eu estou indo na contra-mão, vendendo o meu carro para voltar a andar a pé. Vou testar o modelo nos próximos dias, vamos ver o que vai acontecer.

  20. Vania Lacerda 6 de maio de 2015 at 20:59 #

    Troco de carro a cada 5 ou 6 anos. Compro sempre à vista, e sempre um carro mediano, e zero km. Sei que financeiramente pode ser vantajoso comprar um carro com um ou dois anos de uso, mas não é vantajoso pra mim, pessoalmente. Não sei avaliar se um carro usado tem algum problema ou não, e não tenho um mecânico de confiança. Então, pra mim, é mais interessante comprar o carro zero e evitar problemas.
    Houve tempo em que carro era indispensável em minha vida. Durante vários anos trabalhei longe, em outra cidade, e tinha horários irregulares. Teria sido mto complicado sem carro. Quado tinha filha pequena tbem seria mto complicado ficar sem carro.
    Hoje minha filha tem 18 anos, eu trabalho em casa, e penso muitas vezes em não ter mais carro. Até por questões ecológicas, de respeito ao meio ambiente. Moro perto de tudo, e poderia perfeitamente fazer minhas atividades diárias a pé. Para o lazer, táxis resolveriam.
    Mas ainda não me animei a dar esse passo. Fico pensando nos dias de chuva, naquele encontro entre amigos em que ficamos até 2 da manhã, nos lugares que não ficam na linha do metrô… Infelizmente, não estou pronta pra abrir mão da liberdade que um carro proporciona.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:17 #

      Oi Vânia, bem legal seu depoimento.

      Creio que a utilidade do carro vai variando conforme o contexto e as necessidades, como você bem exemplificou. Em determinadas fases da vida, ele pode ser indispensável. Em outras, pode ser dispensável.

      Há sempre prós e contras na decisão, e é preciso decidir com equilíbrio e prudência para ver quais opções são as mais satisfatórias.

      Abç

  21. Fred - BH 7 de maio de 2015 at 17:18 #

    A questão de ter o conforto do carro é bem interessante.Não tenho dúvida que alugar um carro todo fim de semana seria muito mais em conta do que as despesas que um carro proporciona ao longo do ano. Pela minha condição financeira e além do fato de sempre viajar para o interior com o intuito de visitar meus familiares, optei por um perfil de carro que pretendo utilizar a cada 5 anos: Marca Honda ou Toyota, valor em torno de 40.000,00 usado, com itens de segurança, automático, até 70.000 KM, único dono, carro de garagem, nunca batido. Acho que dificilmente haverá uma decepção com a compra de um carro neste perfil.

    • Guilherme 7 de maio de 2015 at 18:18 #

      Ótima decisão, Fred.

      Carros de origem nipônica têm essa qualidade: excelente durabilidade e confiabilidade.

      Abç

  22. Andrea 8 de maio de 2015 at 11:21 #

    Olá! Também estou praticamente nos 30 e não tenho carro. Na verdade, vou um pouco mais longe: nem tenho carteira de motorista! Sempre adiei tirar, até porque não tinha muitas condições de pagar, mas acho que tudo se resume a: não penso que seria uma boa motorista. Tenho medo de trânsito; dirigir me dá meio que um pavor.

    Por enquanto, me viro com transporte público (meio caótico, como em muitos lugares), mas concordo que ter transporte próprio às vezes faz falta, como levar parentes pra consultas médicas, dias de chuva, saídas à noite… Aliás, deixo de fazer várias coisas porque não tenho como voltar pra casa, dependendo do horário.

    Um carro, pra mim, seria útil, mas também seria um gasto (tanto financeiro quanto mental) que não possuo no momento. =/

    • Guilherme 10 de maio de 2015 at 10:28 #

      Olá Andrea, ótimo depoimento. Para sua situação específica, de fato não compensa ter um carro.

    • César 10 de maio de 2015 at 23:52 #

      Andrea,

      Para o seu caso, existem centros especializados para ajudar pessoas a perder o medo de dirigir. A princípio, seria para quem já é habilitado, mas não custa dar uma olhada para ver se também atuam como auto-escolas.

      Boa sorte!

  23. Douglas Fernandes 9 de maio de 2015 at 13:36 #

    Não é um sonho de consumo pra mim, é um bem que sou obrigado até devido ao péssimo serviço de transporte coletivo de BSB.

  24. Vercetti 10 de maio de 2015 at 9:38 #

    Receita pra quem não quer abrir mão de ter carro e quer economizar:

    -Carro 1.0
    -15 anos de uso (Taxa mínima de IPVA – Varia de acordo com estado)
    -Injeção eletrônica multiponto
    -Sem GNV
    -Bom estado avaliado por mecânico de confiança

    Espere pagar R$ 10.000 aproximadamente.

    Ou seja, Corsa, Palio, Gol, Ka. Fim dos anos 90 ou início de 2000. Esqueça a vaidade. Tenho um desses ainda com ar condicionado, já rodei 1000km em um dia, mais de 6h com motor ligado sem parar, vendo Ecosports novos pifados na estrada. Manutenção, amigos, tem que fazer, tem que gastar com o que for necessário. Não adianta ter a mentalidade de que 2000 reais em manutenção podem ser “investidos” em um carro mais novo, pois o antigo dono de um carro menos velho certamente estará se desfazendo justamente por ter esses detalhes à fazer.

    Um carro da mesma época com GNV porém motorização maior pode ser igualmente econômico do ponto de vista de consumo, mas a manutenção será mais cara.

    Carro não é igual computador que você usa sem saber o que as peças estão fazendo. Se você não se dá o trabalho de olhar óleo, água, não se atenta a um freio perdendo eficiência ou motor falhando em uma determinada rotação, melhor comprar uma bicicleta. Velho ou novo, uma hora uma pane irá morder sua bunda.

    • Guilherme 10 de maio de 2015 at 10:28 #

      Ótimas dicas, Vercetti!

      Manutenção é uma peça-chave para prolongar bem a durabilidade de um carro.

      Abç

  25. Anna Monteiro 10 de maio de 2015 at 14:54 #

    Pessoal, vcs TEM que ver esse vídeo,sobre CARROS.! Ele tem apenas 6 minutos, mas é de fazer suspirar o maior dos cinéfalos =D
    Veio da página do Flávio Augusto da Silva, um grande empreendedor,quer comprou um time dos EUA.
    É sentar e chorar! rss

    https://www.facebook.com/CanalGeracaodeValor?fref=nf

    E olha que eu que nem me interesso tanto assim por carro… mas esse video conseguiu atiçar minha vontade em pensar em ter um.

    Abraços!

    • Guilherme 10 de maio de 2015 at 16:12 #

      Obrigado pela dica do vídeo, Anna!

      Abç!

    • wellington 10 de maio de 2015 at 16:22 #

      Muito bacana o vídeo…
      Exemplo de que qualquer um pode vencer na vida!

  26. Poucos Centavos 11 de maio de 2015 at 23:02 #

    Valores Reais,

    Depois de praticamente 3 anos com um carro que comprei por necessidade, acabei percebendo que poderia voltar a viver sem ele e decidi compartilhar a experiência com os demais amigos do mundo virtual.

    Nos próximos 30 dias meu carro ficará na garagem e, depois desse período, tomarei a decisão se irei vende-lo ou não. Para quem interessar, irei compartilhar a minha experiência no: http://poucoscentavos.blogspot.com.br

    Abs

    • Guilherme 12 de maio de 2015 at 21:28 #

      Ótimo depoimento, PC!

      É muito importante documentar esse tipo de experiência, que pode ajudar outros leitores a tomarem suas próprias decisões a respeito desse tema.

      E muito legal seu blog também! Sucesso!

      • Poucos Centavos 13 de maio de 2015 at 10:31 #

        Guilherme,

        estou começando nesse mundo no qual você já é veterano. Vamos ver o que vem pela frente.

        Com relação ao carro, estou bastante otimista.

        Abs

  27. Vinicius 20 de maio de 2015 at 13:33 #

    Aqui tem um site bem simples para ver quanto seu site consome ao longo do tempo. Claro que a conta é aproximada, mas não deixa de ser assustador:

    http://www.carromonstro.com.br/

    • Guilherme 20 de maio de 2015 at 20:21 #

      Excelente site, Vinícius!

      Essa ferramenta online é ótima porque nos permite ter uma ideia aproximada do custo de um carro ao longo do tempo.

      Abç!

  28. Alex 5 de junho de 2015 at 12:38 #

    Trocava de carro a cada dois anos até que consegui comprar um zero em promoção a preço de usado, um sedan de luxo, fiquei 5 anos com ele e não tive nenhuma lâmpada queimada, o carro não deu um problema e viajei muito com ele, depois de 5 anos resolvi trocar por um melhor mas na mesma categoria, fiz a jogada do consórcio para realizar a troca e hoje estou com um modelo sedan premium com muito conforto e segurança, faz um ano e meio que estou com ele, já fiz 4 viagens e até agora nenhum problema apresentado, é mais econômico que muito carro mais simples por aí, pretendo ficar 5 anos novamente com este e já penso sim na troca, por um igual ou substituto desse. Agora penso assim, compro um carro melhor pra ficar 5 anos com ele pelo menos.
    Só pra resumir, hoje tenho um alemão kkkkkk

    • Guilherme 5 de junho de 2015 at 22:41 #

      Parabéns Alex, com um excelente planejamento como o seu, é possível extrair o máximo possível de utilidade do carro. Você é um grande exemplo de que faz a coisa gastar. 😀

  29. Mara 14 de junho de 2015 at 17:51 #

    Olá Guilherme! Parabéns pelo blog! Estou aprendendo muito por aqui!!!
    Estou fazendo MBA em Gestão de Projetos e um de meus professores presta consultoria para uma grande montadora. Dois pontos que ele citou em aula:
    1 – Ao finalizar o projeto para venda de um novo veículo, ele perguntou por que o preço estava tão alto, se um valor muito mais baixo cobriria o custo de produção, impostos e daria quase 100% de lucro. Sabe qual foi a resposta do diretor do projeto? “Porque brasileiro paga! Temos fila de espera mesmo por esse preço…”
    2 – Trabalhando nessa montadora ele também ficou a par de que os executivos dela e os políticos a serem eleitos, independente de partido, fazem acordos para que o transporte público seja melhorado o menos possível, ou seja, para que nós, brasileiros “otários”, continuemos cultivar o sonho de ter um automóvel…

    • Guilherme 15 de junho de 2015 at 14:39 #

      Olá, Mara, obrigado!

      Nossa, fiquei pasmo com esse segundo ponto que seu professor citou!

      No Brasil, parece que, para alguns, o lema mais condizente é o tal do “quanto pior, melhor”…

      Abç!

    • Douglas 15 de junho de 2015 at 23:27 #

      Não duvido nada. Uma vez que a maioria das coisas são assim, não apenas o automóvel. Porque a Apple montou uma fábrica no Brasil e ao invés de baixar o preço dos produtos aumentou? Porque tem mercado. Porque McDonalds no Brasil é considerado lanche de rico sendo que nos EUA e maioria dos países é o lanche barato de estudante? Porque tem demanda. E assim vai.

      Não existe argumento nenhum para baixar o preço do automóvel. A regra é simples, oferta vs demanda. As montadoras estão custando a atender o mercado de peças avulsas. Não vão deixar de montar automóveis para vender peças avulsas, porque tem demanda.

      Hyundai fez o primeiro carro nacional dela, HB20. Já nos primeiros meses fila de 3 meses para comprar o carro. Hoje é um dos carros com alto preço de seguro. Porque? Porque rouba muito. E porque rouba muito? Porque falta peça nas oficinas para consertar o carro, porque a Hyundai não dá conta de vender tanta peça avulsa, então rouba pra vender peça no mercado paralelo. Oferta e demanda.

      Não tá satisfeito com o preço, não compre!

      Veja o nível que chega algumas pessoas: http://noticias.terra.com.br/iphone-6-applemaniaco-viaja-917-km-por-modelo-mais-caro,5bccfdabbaea9410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

      Não é brasileiro, é ser humano. Tem gente assim em todo o mundo. Mas aqui a infraestrutura é precária, a concorrência é baixa e portanto o preço é alto. Em países como os EUA onde as pessoas também compram feito louco, o preço é baixo pois existe muita concorrência, muita mesmo.

      Nada disso vai mudar se as pessoas não mudarem seus valores.

      • Guilherme 16 de junho de 2015 at 20:13 #

        Douglas, ótimo comentário!

        Não sabia dessa característica específica do HB20, para ter um seguro tão caro.

        As particularidades do Brasil, muito bem lembradas por você, tornam as coisas ainda mais caras.

        É preciso mudar os valores, como você bem destacou.

        Abç!

        • Douglas 17 de junho de 2015 at 21:21 #

          Só uma ressalva, não é uma característica específica do HB20. Vários veículos estão na mesma situação, mas não todos. A maioria das montadoras tem dificuldade em produzir o suficiente para atender a demanda.

          Hoje de manhã ouvi que as montadores estão com dificuldade de vender os carros, que a situação está difícil e o governo para incentivar as vendas irá diminuir novamente o IPI. É uma piada, não? Eles não tem dificuldade de vender, além do mais, quando eu tenho dificuldade de vender no meu negócio o governo não baixa meus impostos ou da subsídio para minha mercadoria ficar mais barata. Se eu quiser vender EU tenho que baixar o preço.

          Se a montadora tem mais de 100% de lucro porque ela mesma não baixa o preço? Mas o corte tem que vir do governo. Se fazem de vítima para ganhar ainda mais.

          Devem realmente estar com muita dificuldade em vender pois a concessionária da FIAT na minha cidade acabou de construir uma concessionária da JEEP, que vende carros para pessoas em crise, bem pobres mesmo. Além de eu ter feito somente hoje dois endossos para veículos 0 KM de clientes meus.

          Óbvio, isso é minha minúscula realidade, mas pode ser de alguma valia para mostrar que eles não estão tão ruins assim como o resto dos trabalhadores.

          P.S.: Não posso deixar de lembrar (desculpe um pouco fora do assunto) que o Banco do Brasil teve este primeiro trimestre o maior lucro da história dos bancos. O banco tem lucro na casa dos bilhões e ativos na casa dos trilhões.

          A crise não está no governo, não está nas empresas, está no rendimento da família.

          • Guilherme 17 de junho de 2015 at 21:40 #

            Douglas, excelente o seu comentário, realmente, é uma piada esse jogo de cena que o governo faz com as montadoras, e o pior é que a grande mídia “abraça” esse jogo de cena, dizendo coisas como “agora sim ficou mais barato comprar o carro’…. como se só o governo fosse responsável pelos altos custos.

            Por falar em carro, tá aqui uma matéria que mostra que algumas montadoras estão crescendo nessa época de crise, com carros com fila de espera para compra de mais de 3 meses: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2015/04/porque-toyota-e-honda-vencem-na-crise.html

            Abç

  30. Eder 20 de junho de 2015 at 7:37 #

    Guilherme.

    Excelente post. Esta é a primeira vez que escrevo uma mensagem em seu blog, mas já li dezenas de outras. E sempre que o faço sinto um alívio em ver que não sou o único a”remar contra a maré”. Fico impressionado em ver como as pessoas se deixam levar pela mídia, principalmente a da TV. Tenho um veículo ano 2005 que só irei trocar nesta final de ano, apenas porque ficou pequeno para a necessidade da família e o custo de manutenção, que ficou altíssimo; mesmo assim em hipótese nenhuma irei entrar em financiamento para pagar o tão “sonhado” (não para mim!!) carro zero. Há anos estou tentando sair da “lama financeira” que se tornou minha vida, mas, entre erros e acertos, acho que estou no caminho certo. Algum dia espero postar no seu blog um post explicando como consegui me livrar das dívidas, seguindo, é claro, suas dicas, como já venho fazendo.

    Continue assim, amigo, pois espero que você saiba o bem que está fazendo a muitas pessoas.

    Grande abraço!

    • Guilherme 20 de junho de 2015 at 13:26 #

      Olá Eder!

      Obrigado por acompanhar o post há tanto tempo, e parabéns, também, por ter conseguido virar o jogo e ter o controle de sua vida financeira! 😀

      Sobre o uso de seu carro, certamente você é um daqueles que sabem fazer “as coisas gastarem”. 10 anos com um único veículo não é pra qualquer um, parabéns!

      Abç!

  31. José 20 de julho de 2015 at 22:15 #

    Tenho 26 anos de idade, não tenho carro por não ter condições mesmo de comprar um (quero distância de dívidas e gastos desnecessários), e honestamente, o julgamento em cima de quem não tem CNH, principalmente nesta faixa etária, é assustador.

    Infelizmente, aqui no Brasil (não sei como funciona no exterior) criou-se uma relação direta entre o carro e a masculinidade do sujeito; de forma que muitos, ao completar 18 anos, correm pras auto-escolas, e depois afundam-se em gastos e mais gastos pra manter o veículo, tudo em nome do “status”, pois a grande maioria não vê o carro como meio de transporte, mas sim de ostentação, de diferenciação entre ele e a “ralé” que depende do transporte público. Pagamos neste país R$ 30 mil, no mínimo, em carros feios, sem itens de segurança, mas o que vale é o “status”, é o julgamento alheio.

    Da mesma forma, já partindo pro lado social, existe a pressão de familiares e amigos. Mulheres, então, estas costumam julgar o valor do homem justamente pelo carro que o ele dirige. Se este não possuir um automóvel, seja pela razão que for, elas nem olham na cara do sujeito, desprezam mesmo, não importa se o cara tem caráter, se não dirige, é fracassado, é vagabundo, é pobre, enfim, não vale nada nessa sociedade imunda em que vivemos.

    Enfim, desculpe pelo desabafo…

    • Douglas 21 de julho de 2015 at 18:19 #

      O que você falou é real. Mas é claro que existem muitas pessoas que não tem nada dessa frescura de status, ostentação etc. E deve existir em algum lugar do planeta alguma mulher que olhe um homem com carro e outro sem da mesma forma.

      Mas mesmo tirando tudo isso, tem uma coisa que não tem como mudar: carro dá independência. É muito limitado viver sem carro. Se você conseguiu adaptar o transporte público a sua rotina com certeza ainda é um incômodo fazer qualquer coisa fora da rotina sem o carro.

  32. César 23 de agosto de 2015 at 22:26 #

    Guilherme.
    Primeiramente esclareço que sou outro César, não aquele que já comentou no seu blog.
    Muito bom o assunto. Acho que é complicado falar em “apaixonado por carro” aqui no Brasil. Não sei se você já viajou à Europa (o que, aliás, era um sonho meu, já realizado e que com certeza valeu muito mais a pena do que investir numa troca de carro). Chama a atenção que aqui no Brasil, onde os carros fabricados, acredite, são os piores e mais ultrapassados possíveis, a estrutura voltada à cultura do carro é muito mais expressiva (rede de postos de combustível, oficinas mecânicas, lojas de peças e acessórios, estabelecimentos de lavagem e embelezamento automotivo…), enquanto na Europa é exatamente o oposto: enquanto eles têm as mais avançadas opções em termos de automóvel, os estabelecimentos dedicados ao automóvel são muito escassos e localizados nas periferias. Por isso me parece que existe uma grande diferença entre ser apaixonado por carro e almejar ter um carro. Seja porque aqui no Brasil o transporte público é ainda mais caótico que na Europa (seguramente não existe nação no mundo que use transporte público porque goste – usa-se por falta de opção).
    Eu fui praticamente criado dentro de uma loja de carros (meu pai tinha uma, que fechou no dia em que eu fui chamado para uma vaga de concurso público que conquistei após muita luta, e disse ao meu velho que não iria nunca mais trabalhar nesse ramo) o que fez que, com o passar do tempo, “esfriasse” definitivamente a antiga paixão. Cheguei a comprar carro velho só pelo prazer de ter coisas para consertar. Hoje nem carro tenho mais. Quando preciso, uso o popular 1.0 totalmente sem graça da minha mãe. Mas fui convencido por um colega de trabalho das vantagens da motocicleta, coisa que num passado não muito distante, nem cogitava em ter. Hoje sou feliz a bordo de duas rodas: apesar de todos os riscos, a liberdade proporcionada por este tipo de veículo é irrepreensível… Abraço.

    • Guilherme 27 de agosto de 2015 at 22:22 #

      Excelente depoimento, César!

      Realmente, no Brasil, a cultura em torno do carro é muito exagerada.

      Você fez uma ótima troca com a moto!

      Abraços!

  33. Alexandre 23 de setembro de 2015 at 17:17 #

    Pois é, estava totalmente satisfeito com o meu 1.0, sem ar condicionado..kkk
    Muito bem conservado e pronto(revisado) para qualquer parada, fica satisfeito em pagar as prestações em dia uma a uma, um sonho antigo e que eu necessitava muito em ter, pois tenho pequeno problema físico nas penas. olhava os ouros carangas”melhorzinhos” nas ruas, mas me contentava com o que me levava para onde fosse, essa paixão de carros não é saudável, acaba com a sua economia e destrói as suas atividades financeiras em 60 meses, pois é tudo tem seu preço, que no “Brasil” se estende a piorar não é.
    Hoje me vejo na situação de ter de novo meu 1.0, pois conseguiram me achar numa curva acentuada e nao teve como escapar. Perca total, vamos juntar $$ de novo. Ai vem a pergunta, ” Tinha seguro” respondo sim. ” Ha então ta tranquilo. Será.
    Tipo nas prestações que faltavam e com a quitação sobra praticamente o que consegui dar de entrada no mesmo, bem tá bom né, vamos financia de novo com os juros que cá estão com esperança consigo a mesma parcela. É o que sobra para o pobre quer precisa” não sonha, em ter seu carango”. Mando notícias…

  34. Anderson 8 de maio de 2016 at 14:43 #

    Estou há algum tempo pensando em trocar de carro, na verdade, anos pensando, tenho 37 anos, comprei meu primeiro carro aos 30 anos porque tive meu primeiro filho, só andava de moto e sem dinheiro.

    Comprei um Monza 1990, carro bonito e bem cuidado, revisado, acabamento ótimo, com manual e nota fiscal.

    Esse carro vai para qualquer lugar do Brasil, porém, é antigo, para muitos, é feio, para a maioria, é carro de idoso, mas só uso nos finais de semana, racionalmente, não há motivos para trocar, mas, como sou professor, a sociedade “pede” que eu tenha um carro novo, e sempre tenho esse dilema dentro de mim: troco para agradar os outros, ou continuo dando as costas para o consumismo?

    Meu carro não paga imposto em nem seguro, minha despesa com manutenção é uns 250 reias por ano, pra quê comprar um caro para perder dinheiro?

    Tenho 35 mil no banco que sempre “coço” a mão para comprar outro carro, um com 3 ou 4 anos de uso, carro grande, porque quem tem Monza não anda com popular… kkk

    Eu ia comprar um Fiat Línea, 2012, carro incrível, mas agora, lendo sua matéria, desisti.

    Vou continuar com o Monza, colocar placa preta nele, e daqui a 4 anos vou ter gasto 1000 reias com o Monza, e meus 35 mil vão ter se transformado em uns 40 mil com outras economias.

    Já o Línea 2012 vai estar valendo 20 mil, e vou ter gasto nele uns 15 mil de manutenção, impostos e seguro, ou seja, perdido 30 mil reais.

    Abraço!!!!

  35. George Bueno 9 de dezembro de 2016 at 18:33 #

    Realmente os automóveis são muito importantes por aqui… Outro dia em um encontro com amigos e falando sobre um outro amigo ausente…..

    __ E o Ivan? como ele está?
    __ Ah! vai indo. Comprou um Fox zero pra Patricia (mulher dele) e tá lá com o Cobalt dele.

    Veja só! uma simples pergunta de como a pessoa está, é entendida como uma questão sobre as finanças da pessoa ou talvez que se ela está comprando carros ela está bem ou feliz….

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