[Guest post] 3 passos para você se aposentar milionário

Você se planeja para o futuro? Ou vive hoje “como se não houvesse amanhã”, gastando tudo o que pode (e até o que não pode)?

Como anda o seu plano de investimentos a longo prazo? Ou você sequer tem plano?

Planejamento financeiro para a aposentadoria é um assunto que deveria estar no topo das prioridades de qualquer pessoa que pensa no amanhã, mas, infelizmente, esse é um assunto com o qual raramente as pessoas se preocupam.

No excelente guest post de hoje, Matheus Lange, autor do blog Economizar e Investir, apresenta 3 estratégias altamente práticas para você começar a “botar a mão na massa”, e começar a construir o futuro em que você deseja estar. Boa leitura!

…………………………..

Normalmente não nos importamos com nosso futuro. Escutamos diariamente de colegas de trabalho “menos um dia para minha aposentadoria”. Como uma pessoa que mal vê a hora de se aposentar não se preocupa com o futuro? Se depender somente do INSS, esse futuro aposentado vai querer muito voltar ao mercado de trabalho.

O sistema previdenciário no Brasil é triste. E quando digo triste, é realmente algo muito triste.

A previdência está fadada a não dar certo. Com diversos rombos nas contas públicas, entre outros aspectos políticos que não vem ao caso discutir, o INSS nunca consegue pagar o que promete para os aposentados.

Tenho certeza que você já ouviu alguma história de algum aposentado, que pagava sempre o teto do INSS todo mês, com a esperança de receber 10 salários mínimos (somente um caso hipotético) e quando chegou a hora de se aposentar, recebeu a notícia que receberia 3 salários mínimos.

Isso não é exagero não. De 10 para 3 salários é algo comum.

O fato é que você não pode contar exclusivamente com a ajuda mensal de custos que o INSS proporciona.

Do outro lado, a pergunta é: o que você está fazendo para se preparar para a aposentadoria, sendo que você não pode contar com o INSS?

Eu mesmo conheço milhares de pessoas que dizem “prefiro viver o agora e gastar agora, no futuro eu me viro”. Aposto que você também conhece milhares de pessoas assim. Talvez, você mesmo seja uma dessas pessoas!

Porém, viver o agora e se preparar para a aposentadoria é algo totalmente possível e necessário.

Sempre digo que os extremos são errados: o de não poupar nada, sem pensar no futuro, e o de poupar demais, sem aproveitar o agora.

Para aqueles que não pensam no amanhã, estão planejando continuar trabalhando até os 80 anos, com total e certeza absoluta.

Agora se você não pensa no seu futuro e quer se aposentar como a grande maioria, você está fazendo isso errado.

Vale a pena ressaltar o seguinte: da forma que a previdência está sendo tratada no Brasil, quanto menos tempo faltar para a aposentadoria, mais devemos nos preocupar!

Isso significa que se você tiver 20 anos, quando chegar a sua hora de se aposentar, daqui a uns 35-40 anos, provavelmente o INSS já terá quebrado se continuar da forma que está.

Isso serve para você enxergar que a sua aposentadoria depende exclusivamente de você.

Ah, não podemos nos esquecer que um investimento que normalmente nos é oferecido não vai realmente ajudar você. São os planos de previdência privada. Não pense em contar com isso.

Os planos de previdência são ótimos na sua razão de ser: ajudar as pessoas a pouparem dinheiro pensando na aposentadoria.

Isso é ótimo. Mas, infelizmente, os bancos inserem taxas e mais taxas nos planos de previdência.

Para que você possa realmente se aposentar com tranquilidade, informarei 3 passos para você seguir e chegar na 3ª idade confortável.

#1 Comece a se preparar para a aposentadoria o mais cedo possível

Qualquer pessoa no mundo pode ficar rica, se tiver bastante tempo.

Poucas são as pessoas que enxergam isso. Se você soubesse o poder que R$ 50 por mês tem, se você o alimentar com tempo e juros compostos, você enxergaria a importância de começar cedo.

E vou fazer você saber a importância de R$ 50 por mês.

Normalmente gastamos R$ 50 em coisas fúteis e gastos que nem lembramos, somando pequenos valores durante o mês.

Mas e se eu disser que se você economizar R$ 50 todo mês, durante 20 anos rentabilizados a uma taxa de 0,5% a.m. você terá R$ 23.102. Está bom, poupando somente R$ 50.

Se você economizar durante 40 anos, você terá R$ 99.574. Ficou mais interessante, não é?

E 60 anos? O montante de R$ 352.714.

Acha que vai conseguir viver até os 100 anos, e vai começar a investir com 20? Daqui a 80 anos, você terá incríveis R$ 1.190.658.

Tudo isso, poupando somente R$ 50 por mês.

E claro, considerando uma rentabilidade mensal da poupança, de 0,5% ao mês.

Para quem já está fora da poupança, segue uma lista de quanto você teria, investindo os mesmo R$ 50/mês.

Tabela 1

Eu sei, parece mentira.

Confesso que a primeira vez que fiz esse cálculo fiquei refazendo-o umas 15 vezes, até descobrir o meu erro.

Mas não há erro. Estes valores são reais.

Veja o poder que o tempo, e uma diferença pequena na sua rentabilidade têm diante do seu dinheiro. Por isso que no começo deste artigo afirmei que qualquer um pode ficar rico, basta ter bastante tempo.

Tudo bem que conseguir 2% todo santo mês durante 80 anos é pouquíssimo provável. Mas receber em troca R$ 450 bilhões não seria nada mal.

Repare bem que não estou falando para você guardar R$ 1.000 todo mês, são apenas R$ 50.

Esse exemplo foi para deixar bem claro para você que quanto antes você começar a poupar dinheiro e investi-lo, maior será o seu retorno. Muito maior!

#2 Desenvolver o Hábito de Consumir com Qualidade

Trata-se basicamente de você planejar suas contas de forma que sempre seja destinada uma determinada quantia para seu futuro.

É simples, rápido, e para muitas pessoas, impossível.

Guardar dinheiro para sua aposentadoria é algo que entra em qualquer planejamento financeiro.

O percentual do salário destinado à aposentadoria pode variar de pessoa para pessoa. Depende do objetivo de cada um.

Há muitas pessoas que querem se aposentar com 45 anos, começando a investir assim que entrar no mercado de trabalho.

Vamos exemplificar.

Digamos que Maria quer se aposentar com 45 anos.

Hoje, Maria tem 20 anos e já está no mercado de trabalho.

Ela quer se aposentar ganhando entre R$ 7.000 e R$ 8.000 por mês acima da inflação.

É importante falar sobre a inflação para quem quer se preparar para a aposentadoria.

Daqui a 25 anos, a inflação terá aumentado o preço de todos os produtos, então o que hoje vale R$ 8.000 por mês, daqui a 25 anos valerá muito mais.

Então, Maria quer ganhar os R$ 7.000 + o valor da inflação no período.

Fiz uma tabela abaixo, para você entender o passo-a-passo para chegar ao valor mensal que Maria deve poupar.

Levei em consideração o valor de 7,11% ao ano acima da inflação, considerando o valor aproximado do Tesouro Direto IPCA.

Tabela 2

Veja que poupando R$ 1.175,48 é possível chegar a renda almejada de R$ 7.200/mês que Maria quer.

Claro, que todo esse valor é considerado somente o valor acima da inflação!

Vamos ver quanto realmente a Maria tem em sua conta, e quanto é o valor que ele receberá mensalmente daqui a 25 anos, economizando os mesmo R$ 1.175,48.

Considerei uma inflação aproximadamente de 7% a.a. Uma previsão bem otimista, visto que neste ano a previsão é para chegar perto dos 9%.

Tabela 3

Daqui a 25 anos, na verdade, o valor mensal que Maria ganhará é de R$ 17.820,53 e terá um valor total de patrimônio de R$ 1.980.059,40!

A diferença dos R$ 10.620,53 é apenas para pagar o valor da inflação.

Esse é o perigo de não considerar a inflação quando planejamos o longo prazo.

Agora o desafio da Maria, assim como o de muitos de nós, é conseguir poupar os R$ 1.175,48.

Se a nossa protagonista conseguir guardar somente R$ 1.200 por mês, ela terá que destinar todo seu dinheiro para a sua aposentadoria. É aqui que entra a definição de prioridades na vida da Maria.

Digamos que ela, ainda com essa ideia de se aposentar aos 45 anos, queria também fazer um intercâmbio daqui a 5 anos.

Já são 2 objetivos, sendo que a aposentadoria dela já consome todo o valor que ele consegue poupar.

Aqui, Maria definirá qual sua prioridade: aposentar-se cedo ou fazer o intercâmbio.

Se ele quiser muito o intercâmbio, terá que adiar um pouco mais sua aposentadoria, talvez, aposentar-se com 50 anos.

Assim, ela precisará de menos dinheiro poupado e conseguirá fazer uma poupança separada para o intercâmbio.

Veja que com planejamento, força de vontade e muito esforço é possíveis atingirmos nossos objetivos. Basta você aprender a planejar e cortar gastos!

#3 Poupe a Cada Recebimento

Cada vez que você receber um valor na sua conta, você deve poupar uma parte.

Se você recebe um salário fixo mensal, todo mês você destinará um determinado valor para seus investimentos. Sem mistérios.

DICA: existe no mercado transferência automática de bancos para corretoras sem a cobrança de tarifa. Além disso, algumas corretoras também já trabalham com o sistema de transferência automática para o investimento de sua escolha.

Então se você conseguir automatizar o seu investimento, perfeito! Porque assim não tem a desculpa da preguiça ou do não tive tempo.

Agora, quem não está acostumado a receber um salário mensal, como autônomos, empresários, entre outros, deve alocar o valor poupado assim que entrar na conta.

Muitos destes autônomos e empresários deixam somente para o final do mês para guardar dinheiro. Como o recebimento é ao longo do mês, quando chega ao final, não sobra nada.

É fundamental que cada vez que você receba dinheiro na sua conta, destine uma parte para seus investimentos, de acordo com o seus objetivos.

Fique atento somente nas taxas! Não fique pagando taxa a cada transferência que você fizer para cada recebimento. Isso é algo fora de questão.

Se você recebe o seu “salário” picado no mês, vá depositando numa conta poupança (ou em alguma outra conta SEPARADA da conta corrente que não cobre tarifa de nada) para depois então, fazer o depósito/transferência para uma corretora e investi-lo.

Lembre-se: este deverá sempre ser o primeiro e mais importante gasto que você tem na sua vida!

O principal fator para construir a sua riqueza e se aposentar com tranquilidade é o valor que você consegue poupar todo mês.

Claro que, no longo prazo, a rentabilidade fará uma grande diferença. Porém, o principal e o que você deve se focar, é o valor que você poupará.

Tenha uma certeza: quando você começa a investir em ativos financeiros de verdade, fugindo do convencional CDB ou poupança, você ganha um estímulo gigantesco!

Posso falar por experiência própria, de quando comecei a investir, e de quando meus clientes fazem seu primeiro investimento.

O ânimo para poupar mais e investir mais é enorme! Para você que nunca consegue fazer o esforço de poupar mensalmente, utilize esse estimulante. Faça um primeiro investimento que dará forças para você continuar querendo mais e mais.

Conclusão

Economizar

Para você que se preocupa com sua aposentadoria e leu este artigo até o final, entendeu da importância de separar um valor para o futuro.

Entendeu também que o fator tempo é algo indiscutivelmente importante.

Por isso, não perca mais tempo. Comece hoje mesmo a garantir sua aposentadoria. Hoje você tem mais gás do que terá depois dos 65-70.

Você viu que se aposentar milionário é totalmente possível. A simulação que eu fiz foi apenas com R$ 50. Imagine agora com R$ 200, R$ 500, R$ 1.000 ou até mais.

Basta você ter um planejamento financeiro e o seguir corretamente.

Aproveite agora para poder assegurar-se de que seu futuro será somente para aproveitar a vida!

…………………………………

Sobre o autorMatheus Lange é editor do site Economizar e Investir. Pós-graduado em finanças pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Administração. É também Consultor Financeiro Pessoal, ajudando diversas pessoas a melhorar sua vida financeira, além de ser estudante e atuante no mercado financeiro desde 2010.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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29 Responses to [Guest post] 3 passos para você se aposentar milionário

  1. Rosana 9 de novembro de 2015 at 8:43 #

    Excelente post!
    Considerando que a previdência social está cada dia pior em relação a receitas e despesas, melhor mesmo procurar outras opções para complementar essa renda que será cada vez menor.
    Acho muito injusto todos terem que contribuir obrigatoriamente com 11% do salário mensal, sendo que esse dinheiro poderia ser muito melhor investido pela própria pessoa. Deveria haver opção de pagar menos e investir por conta própria.

    Outra coisa que acho absurda é você pagar imposto sobre o capital no caso de previdência privada. Esse imposto deveria ser sobre o rendimento, pois sobre o capital dá a impressão de que o único objetivo aqui é a arrecadação de impostos e não proporcionar uma melhor qualidade financeira aos participantes do fundo.

    Abraços e boa semana!

    • Cristiano 9 de novembro de 2015 at 13:02 #

      Rosana, você só paga IR sobre o capital nos planos PGBL. Nos VGBL, só incide sobre o rendimento. Por quê? Porque nos PGBL você tem a opção de abater os aportes na declaração anual do IR, pegando de volta o imposto que você pagou ao longo do ano. Então, na verdade, você só está adiando a real dedução do IR quando coloca dinheiro no PGBL, trantando-se, portanto, de opção bem vantajosa para quem faz a declaração no modelo completo e só vai resgatar o dinheiro depois de 10 anos, quando o imposto fica em 10% (cuidando, é claro, de escolher um plano sem taxas extorsivas de carregamento e administração).
      Espero ter esclarecido mais do que confundido! 🙂

      • Rosana 10 de novembro de 2015 at 12:22 #

        Cristiano,

        Agradeço por suas explicações. O assunto é bem complexo, acho que não entendi muito bem.

        O plano que tenho é empresarial, com participação da empresa em torno de 30% dos aportes mensais, IR progressivo (que não dá para mudar).

        Perguntei à eles em caso de resgate e a resposta foi:
        “O desconto de imposto de renda na tabela progressiva para o valor de
        resgate acima de R$ 4.664,68 é de 27,5%.
        No ato do pagamento do resgate há a retenção de 15% e o repasse para receita federal. Na próxima Declaração Anual de Imposto de Renda poderá haver a retenção de mais 12,5% sobre o valor resgatado.”

        Se eu preferir deixar o valor lá até eu me aposentar, então se eu for receber 2 mil por mês não pagarei IR de 27,5% sobre o capital, mas 7,5%. É isso?

        Obrigada novamente,
        Rosana

        • Cristiano 10 de novembro de 2015 at 20:53 #

          Oi Rosana,

          sim, é isso. Mas você não informou se o seu plano é PGBL ou VGBL. Se PGBL, incide sobre todo o capital; se VGBL, apenas sobre os rendimentos.

          O link abaixo é um pouco mais claro sobre esse assunto:

          http://seudinheiro.ig.com.br/index.php/2010/02/24/entenda-a-tributacao-nos-vgbl-e-pgbl/

          []s
          Cristiano

          • Rosana 13 de novembro de 2015 at 7:14 #

            Cristiano,

            Agradeço pelo link enviado.
            O meu é previdência fechada, Fapi, IR progressivo.

            Por isso tenho dúvidas: caso eu prefira deixar o valor lá até eu me aposentar, se eu receber 2 mil por mês não pagarei IR de 27,5% sobre o capital, mas 7,5%. É isso?

            Obrigada novamente,
            Rosana

            • Cristiano 13 de novembro de 2015 at 11:03 #

              Rosana,

              Quanto ao Fapi, não sabia muito bem como funcionava. Mas, aparentemente, isso não é um plano de previdência privada (apesar de ser dedutível no IR) – você resgata todo o valor acumulado ao final e decide o que fazer com o dinheiro (inclusive colocar tudo numa previdência privada de verdade e assim garantir uma renda mensal), ele não te dá uma renda mensal automática.

              Vou colar aqui uma explicação que vi no site do BB.

              “O FAPI (Fundo de Aposentadoria Programada Individual) é um Fundo de Investimento Financeiro (FIF) que tem como objetivo a poupança de longo prazo, sem garantia de rendimento mínimo. Não é um fundo de previdência privada, embora possa servir para formar uma poupança que vire previdência privada no futuro. É por isso que o FAPI tem benefícios fiscais sobre as contribuições como os planos PGBL. As contribuições feitas para o FAPI podem ser deduzidas da renda bruta, no limite de até 12% do total, para fins de redução do imposto de renda.
              Todo plano de previdência privada tem duas fases distintas. A primeira é de acumulação. A segunda é de pagamento de benefícios. A empresa gestora neste caso precisa cuidar para ter um bom rendimento nos fundos e também administrar o pagamento dos benefícios. No caso do FAPI, o gestor apenas cuida do rendimento na fase de acumulação. No final do período, o poupador retira todo seu capital de uma só vez e faz o investimento que for mais conveniente. Pode inclusive comprar à vista um plano de previdência para garantir benefícios mensais (renda complementar à aposentadoria), ou comprar uma casa ou gastar o dinheiro como quiser.
              O participante pode resgatar o dinheiro aplicado a qualquer momento, sem carências. Como não garante rendimento mínimo, este fundo repassa todo o ganho financeiro para os cotistas, excluída a taxa de administração. Resgates antes de um ano de investimento pagam Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 5%.
              O FAPI pode receber pagamentos bem esporádicos, à medida das possibilidades do contribuinte.
              Os FAPIs não cobram taxa de carregamento sobre as contribuições, mas também são mais um plano de poupança do que de previdência privada, uma vez que no final não pagam benefícios. Por outro lado, cobram taxa de administração como qualquer fundo de investimento.”

              []s
              Cristiano

              • Rosana 18 de novembro de 2015 at 8:27 #

                Cristiano,

                Agradeço por sua resposta.
                O plano que tenho proporciona rendimentos mensais de aposentadoria, acho então que devem existir várias categorias de Fapi.
                Em relação a taxa de adm, o meu também tem….

                Abraços,
                Rosana

    • Pedro 9 de novembro de 2015 at 15:56 #

      O problema é que, os 11% que a gente paga atualmente não vai pro nosso fundo de aposentadoria e sim é usado para pagar as aposentadorias ATUAIS, pois o INSS já está quebrado faz tempo.

      • Guilherme 9 de novembro de 2015 at 18:19 #

        Olá pessoal!

        Obrigado, Rosana! De fato, o sistema está quebrado, e a melhor solução seria a que você bem disse, dar ao contribuinte a opção de pagar menos e investir por conta própria.

        Cristiano, bem lembrado esse detalhe. Em termos de planejamento tributário, para quem faz a declaração pelo modelo completo e conseguir esperar os 10 anos, pode ser bastante interessante a economia de IR no longo prazo.

        Pedro, é bem isso mesmo, esses 11% é para custear a aposentadoria de quem já está aposentado.

        Abraços!

      • Rosana 10 de novembro de 2015 at 12:25 #

        Pedro,

        Esse é o maior problema: pagamos IR, pagamos impostos absolutamente todos os produtos que compramos e ainda pagamos 11% do salário para custear as aposentadorias atuais. Especialistas afirmam que esse sistema é insustentável à longo prazo, mas se o governo não fez nada na época de estabilidade econômica e crescimento do país, imagine agora com a recessão e com os políticos usando seu tempo de serviço para defenderem-se de processos de corrupção….

  2. Fry 9 de novembro de 2015 at 8:47 #

    Essa conta da Maria não está errada ?

    Ela junta 800K rendendo 6% ao ano já livre de imposto/inflação. Isso dá 48K ou 4K/mês.

    • Guilherme 9 de novembro de 2015 at 18:19 #

      Olá, Fry, vou repassar sua dúvida para o Matheus!

      Abraços!

    • Matheus Lange 9 de novembro de 2015 at 18:47 #

      Olá Fry!

      Entendi a sua dúvida.

      Na verdade utilizo os 6% ao ano livre de IR/inflação apenas para a acumulação do patrimônio ao longo dos 25 anos. Após conseguir acumular os 800K, a renda mensal que é possível conseguirmos hoje livre de IR é 0,9%/mês, que sobre os 800K resultaria nos 7,2k/mês.

      Conseguimos a quantia de 0,9% livre de IR tranquilamente nos fundos de investimentos imobiliários. Se você ainda não conhece, recomendo a leitura deste artigo: http://www.economizareinvestir.com/como-investir-em-imoveis-com-poucos-recursos-e-da-maneira-certa/

      Um grande abraço!

  3. Roberto 9 de novembro de 2015 at 21:08 #

    Eu tenho 37 anos, comecei um pouco tarde a pensar em minha aposentadoria, e hoje destino mensalmente reservas ao tesouro direto. Ocorre que não faço idéia de como calcular ao menos uma média, no futuro, do quanto poderei tirar do “bolo” para aferir minha renda de “aposentadoria” de forma vitalícia. Seus exemplos nas tabelas são estimulantes, mas poderia tb indicar a fórmula utilizada, para que eu mesmo possa fazer tambem os meus proprios calculos, de forma personalizada? Isso me estimularia.

    • Matheus Lange 10 de novembro de 2015 at 21:18 #

      Olá Roberto!

      Antes tarde do que nunca, não é? 🙂

      Há duas formas de fazermos o cálculo. A primeira é utilizando uma calculadora HP12c. A outra mais simples é utilizando o bom e velho Excel. Para o cálculo do exemplo, utilizei a fórmula =PGTO( onde é necessário informar a quantidade de meses, a taxa mensal, o valor inicial e o valor final para descobrir o valor mensal depositado.

      Existe outras fórmulas no Excel para chegarmos ao que pretendemos. Digamos que você queira saber quanto tempo terá no final de um período se você investir R$ 1.000 / mês, durante 5 anos rendendo 1% a. m. você precisa utilizar a fórmula =VF(.

      Tenho uma planilha que poderá lhe ajudar. Chama-se “Calculadora dos Sonhos” e você pode baixá-la neste link: http://www.economizareinvestir.com/planilhas/

      Qualquer dúvida só entrar em contato.

      Um grande abraço!

  4. Augusto 10 de novembro de 2015 at 10:33 #

    Nos cálculos, para se chegar à renda estipulada, o valor do aporte será sempre de R$ 1.175,48 ou haverá correção da inflação?

    • Matheus Lange 10 de novembro de 2015 at 21:23 #

      Olá Augusto!

      Nos cálculos o valor sempre permanece de R$ 1.175,48 mesmo. O aumento da inflação é somente na rentabilidade. Com certeza se você for aumentando os aporte com o passar do tempo você poderá chegar mais rápido ao objetivo.

      Um grande abraço!

    • Matheus Lange 25 de novembro de 2015 at 22:47 #

      Olá Augusto!

      O valor considerado foi sempre o de R$ 1.175,48. A correção da inflação foi somente na rentabilidade.

      Grande abraço!

  5. denise 12 de novembro de 2015 at 15:16 #

    Uma duvida sobre a diversificacao dos titulos de TD:
    (sinto muito, o computador que estou usando no momento nao possui acentos)
    Eu havia comecado dividindo meus investimentos igualmente entre todos os titulos (e todos os vencimentos) SEM juros semestrais. Sendo assim, considerando que ja estou investindo em LFT e LTN, teria alguma utilidade continuar investindo nos 3 vencimentos de NTNB ou seria melhor investir apenas no NTNB de vencimento mais distante (ja que eh recomendado para longo prazo) e manter os investimentos de vencimento proximo apenas para LFT e LTN?

  6. Gustavo 13 de novembro de 2015 at 11:42 #

    Boa tarde,

    No exemplo do artigo este investimento a longo prazo seria com qual tipo de título do tesouro direto? Ou seria por outro tipo de investimento?

    • Matheus Lange 25 de novembro de 2015 at 22:49 #

      Olá Gustavo!

      Foi utilizado no exemplo somente o Tesouro IPCA, que considera a rentabilidaed da inflação mais uma rentabilidade real.

      Grande Abraço!

  7. Zé da Silva 13 de novembro de 2015 at 12:46 #

    O desabamento do teto da aposentadoria é um papo complicado …

    Alguns alegarão que isso só aconteceu por causa da valorização do salário mínimo … Outros dirão, que “ok, subiu, mas o teto precisava subir num ritmo mais próximo do apresentado pelo mínimo” …

    O aumento nos gastos com a aposentadoria são enormes, sendo que a maioria acha que “quando for mais velho, gastarei menos … meus filhos terão saído de casa”, sendo que saída dos filhos se dá num momento (bem) anterior à aposentadoria.

    Falei sobre uma parte destes gastos no post: Você está REALMENTE preparado para o futuro ? http://www.clubedopairico.com.br/voce-esta-realmente-preparado-para-o-futuro/6010

    É uma pena que são poucos que realmente se preocupam (de verdade) com o dia de amanhã. 🙁

    Abraços !

    • Zé da Silva 13 de novembro de 2015 at 12:48 #

      *O aumento nos gastos com a aposentadoria É ENORME … =)

      • Guilherme 14 de novembro de 2015 at 10:39 #

        Oi Zé!!!!

        De fato, são raras as pessoas preocupadas e que adotam comportamentos destinados a ter um fundo financeiro razoável para financiar a aposentadoria no futuro.

        Os gastos são enormes, principalmente na área de planos de saúde.

        Aliás, ótimo o artigo que você indicou! 🙂

        Abraços!

  8. samantha 23 de novembro de 2015 at 9:52 #

    Oi Matheus,
    Tenho uma dúvida: eu aplico em média mil reais todo mês no CDB DI ou CDB Recompensa do Santander. Como o retorno depende não só do tempo em que eu deixo aplicado mas também no valor, minha dúvida é se vale a pena resgatar todos os valores “picados” nos últimos meses e re-aplicar como um montante só. Lembrando que não pago taxas por resgatar/aplicar.
    Obrigada!

    • Matheus Lange 25 de novembro de 2015 at 22:55 #

      Olá Samantha!

      Não conheço muito bem este CDB do Santander. Pelo que entendi, há um CDB com aplicação mínima de por exemplo 1.000 e um outro de aplicação mínima de 10.000 que renderá mais, e você quer saber se vale a pena sacar o saldo de 10.000 do primeiro para aplicar no segundo, seria isto?

      Algumas coisas para ficar atenta são: prazo de carência e IR. As vezes sacar e depositar novamente pode acabar prejudicando alguma dessas características.

      No mais, recomendaria que você deixasse de investir com bancos e procurasse por corretoras. Mais barato e mais rentável.

      Grande abraço!

  9. Anderson Chaves 23 de novembro de 2015 at 11:07 #

    Excelentes dicas, caro amigo.
    Eu faço um pouco diferente.

    Antes de gastar, eu já separo a grana pros investimentos assim que recebo. Parece loucura, mas como tenho uma planilha de orçamento, já sei mais ou menos quanto irei gastar durante o mês e transfiro uma parcela pro TD e FIIS. Ao chegar o fim do mes, quando eu já tiver gasto tudo que tinha pra gastar, eu transfiro novamente para os investimentos o que sobrou.

    No TD tenho uma reserva de emergência e um gatilho para a compra de ativos com muito desconto (SELIC)
    e uma parcela em tesouro ipca 2019 e 2024 pensando na aposentadoria.

    Como você disse, quanto mais cedo pensarmos na nossa aposentadoria, melhor. O inss se vier, será a cereja do bolo, mas não conto com ele no meu planejamento.
    O nosso ativo mais valioso é o tempo. Espero que o Brasil ainda melhore mt na educação financeira.

    Recomendo mt o TD aos iniciantes planejarem a sua aposentadoria.

    abçs e sucesso

    • Guilherme 23 de novembro de 2015 at 19:23 #

      Excelente estratégia, Anderson!

      Disciplina e foco são ingredientes fundamentais no caminho para a construção da riqueza.

      Abraços!

    • Matheus Lange 25 de novembro de 2015 at 22:59 #

      Olá Anderson!

      Perfeita preparação! Já pensou também nos títulos pré-fixados do TD? São opções bem atraentes na economia de hoje. Eu sempre diversifico nas 3 modalidades do TD.

      Grande Abraço!

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