[Guest post] A experiência positiva de uma leitora que cancelou os planos de saúde e passou a utilizar, quando viável, a rede pública

“Plano de saúde” é quase sempre um item que pesa no orçamento doméstico, e sobre o qual ainda existe bastante polêmica, seja pelas normalmente precárias condições dos serviços públicos de saúde – que praticamente nos obrigam a contratar um plano particular – seja pelo atendimento não tão bom assim dos próprios planos particulares de saúde – como, por exemplo, as dificuldades na hora de marcação das consultas, e da falta de profissionais em determinadas especialidades capazes de fornecer um tratamento com a devida atenção (quantas vezes já não fizemos consultas com médicos que atendem pelo plano onde a consulta não durou mais do que 15 minutos, para um caso que exigia muito mais tempo e dedicação?).

Polêmicas à parte, o tema “planos de saúde” é ainda controvertido em razão do alto custo de manutenção: quase sempre ele está entre as 10 maiores despesas mensais de qualquer orçamento doméstico – e bem sabemos da importância de focar nas “grandes despesas” quando o assunto é elaborar um orçamento doméstico que caiba na nossa renda.

No texto A crise apertou? 17 dicas antipáticas (mas eficazes) de economizar dinheiro,  a dica #16 para economizar dinheiro sugeriu exatamente mudanças no plano de saúde. Confiram:

16. Faça mudanças em seu plano de saúde: de um particular para um coletivo, ou de um top para um médio. Se você tem um plano de saúde particular, e está pagando caro por ele, verifique se seu sindicato ou órgão de classe (OAB, CREA, CREF etc.) têm convênio médico-hospitalar com planos empresariais mais em conta. Geralmente têm, e essa é uma ótima oportunidade para baixar o custo com serviços médicos. Agora, se você já tem um plano coletivo, ou mesmo individual, é hora de reavaliar suas reais necessidades em relação a esse plano, o que pode implicar na conclusão de que valeria a pena, ao menos temporariamente, fazer um mudança, de um plano com mais benefícios, para um plano com menos benefícios, mas em contrapartida mais barato também. Existe ainda uma terceira alternativa: se você é daqueles que faz uso raríssimo dos planos de saúde, ou seja, se é daqueles que só fazem 2 ou 3 consultas anuais preventivas e nunca ficam doentes, daqueles que fazem checkup todo ano, e todo ano a avaliação é excelente, avalie a possibilidade de cancelar o plano, pagando apenas as consultas particulares e os exames laboratoriais.

Essa dica gerou bons debates na caixa de comentários, pois muitas pessoas foram contra a ideia de cancelar o plano de saúde, por razões bastante claras: o péssimo atendimento em geral na rede pública de saúde.

Pois o excelente guest post de hoje nos faz um convite à reflexão sobre tão importante tema. A leitora Rute compartilha conosco a atitude dela que consistiu no cancelamento do plano de saúde. O dinheiro que ia para as mensalidades do plano agora abastece um vigoroso plano de investimentos. E quando ela precisa de atendimento médico? Nesses casos, ou ela paga consultas particulares, retirando o dinheiro exatamente dessa reserva financeira, ou ela utiliza a rede pública de saúde – com resultados bastante satisfatórios, diga-se de passagem. Ou seja: ela só gasta dinheiro quando estritamente necessário, e não todo mês.

Saúde Pública Dinheiro

Muitas vezes, por conta do efeito de nossa mera exposição à mídia e às notícias ruins vindas do atendimento na rede pública, nem nos damos ao trabalho de investigar por conta própria se a realidade que existe na rede pública que fica ao nosso redor corresponde de fato às imagens catastróficas que vemos diariamente na televisão, na Internet e na mídia impressa.

Confiram essa interessante experiência da Rute (os destaques no texto ficaram por minha conta)! 😀

…………………………………

Como decidimos cancelar o plano de saúde, investir o dinheiro correspondente, e, quando viável, usar a rede pública de saúde

“Há alguns anos atrás, assim que minha empresa começou a me dar condições de ter uma renda melhor, aderi a um plano de saúde. Fui pagando ele ao longo dos anos, mas percebi que o utilizava muito pouco: apenas uma vez por ano, e olhe lá.

Engravidei, fiz os exames de rotina, as consultas médicas, mas decidi, junto com meu marido, fazer o parto numa maternidade pública, muito bem recomendada para parto humanizado, que era o que queríamos, sem analgesias e outras interferências. Fui muito bem atendida e ocorreu tudo bem.

Fiz o plano de saúde também para minha filha, porém, no dia do teste do pezinho, que tem que ser feito no Posto de Saúde, já me foi oferecida a possibilidade de marcar a primeira consulta com a pediatra do posto. Amigas já haviam me alertado que, pelo plano de saúde, os pediatras estavam com agendas completamente lotadas, e levaria em torno de 3 meses para conseguir agendar uma consulta.

Conclusão: Fizemos todas as consultas até os 12 meses dela pelo Posto de Saúde. Fomos muito bem atendidos, e fazemos valer todos os tributos que pagamos.

Diante dessas experiências positivas envolvendo a minha filha, desde o parto humanizado até as consultas com o pediatra, meu esposo e eu começamos então a nos questionar se estava valendo mesmo a pena pagar por um plano de saúde.

Adicione a tudo isso uma experiência negativa que tive com plano de saúde. Em outubro de 2014, fizemos uma viagem para Barbados, e voltei com uma coceira na pele, um bicho geográfico. Liguei para todos os dermatologistas do plano de saúde, e a resposta foi que haveriam vagas somente para o ANO SEGUINTE!!! (sim, fiz as ligações em outubro, e não havia vagas em outubro, novembro e dezembro…)

Ousei questionar, em uma das ligações, se, caso fosse particular, para quando teria vaga. E a resposta foi: uma pessoa desistiu, e temos uma vaga para hoje de manhã!

Comentário pessoal: eu também já passei por isso. Ano passado, precisei de um atendimento médico. Liguei para vários médicos que atendiam pelo plano de saúde, procurando agendamento de consulta. O resultado? O mesmo da Rute. Ou seja, consultas, pelo plano, só para os meses seguintes. Se fosse particular, já teria para o dia seguinte. Quem nunca?

Conclusão: além da pagar pelo plano de saúde (mensalidade de mais de R$ 500), tive que pagar mais R$ 280,00 pela consulta particular, já que estava impossível marcar a consulta pelo plano de saúde. E a médica da consulta particular, muito atenciosa, ficou uma hora conversando comigo na consulta, quando, pelo plano de saúde, a conversa toda teria durado, no máximo, uns 15 minutos.

Saúde

Entendo a posição dos médicos, pois sei que, pelo plano, ela receberia menos de R$ 50,00 para me atender.

Neste caso específico, não procurei a saúde pública, pois sei que, para conseguir especialistas, é necessário ir no posto bem cedo e pegar fila, pegar um clínico geral, que irá recomendar um especialista, cuja consulta será agendada meses ou anos adiante, e isso quando tiver vaga pelo município.

Diante de toda essa experiência acumulada de anos utilizando os planos de saúde, e, paralelamente, anos utilizando a rede pública, já estava quase decidido: iríamos cancelar o plano de saúde, e investir o dinheiro, das mensalidades, na construção de nosso patrimônio financeiro familiar.

Eu sei que surgirão dúvidas na mente dos leitores, em face dessa decisão: e se acontecer algo grave, que necessite de internação, e ainda não tivermos todo o dinheiro necessário para pagar as despesas? Mesmo se levarmos uma vida saudável e praticarmos esportes, sabemos que ninguém está imune a acidentes, doenças ou imprevistos.

Foi aí que tive a ideia: durante alguns meses do ano passado, fiz algumas visitas voluntárias em um dos hospitais públicos da cidade (moro no Estado de Santa Catarina) com outra moça da igreja que frequento. Sempre perguntávamos para as pessoas e os acompanhantes se eles estavam sendo bem atendidos no hospital, e para minha surpresa, 99% dos pacientes respondiam que estavam sendo muito bem tratados e acompanhados. O ambiente era limpo e organizado.

Foi então que decidimos: vamos cancelar o plano de saúde. Vamos guardar o dinheiro da mensalidade (R$ 535,00 mensais para mim, meu esposo e minha filhinha), e sempre que for viável, vamos utilizar os serviços públicos, já que pagamos tributos por eles.

Observação pessoal: R$ 535,00 aplicados mensalmente num investimento em renda fixa, conservador, que renda líquidos 0,8% ao mês gera, ao final de um ano, aproximadamente R$ 6.763,83.

Plano cancelado, fiz um agendamento automático para aplicar os R$ 535,00 todo mês. Hoje em dia, já temos mais de R$ 5 mil investidos, e, sempre que precisamos pagar alguma consulta particular, retiramos desta reserva financeira. Em outras situações, utilizamos a rede pública, e ainda por cima economizamos dinheiro, claro! Vamos a alguns exemplos práticos?

Exemplo 1: consulta particular. Minha filhinha estava com febre, e eu precisava levá-la no pronto socorro. Liguei para o hospital público, perguntando quantas pessoas haviam na frente dela. A resposta: havia bastante gente na frente. Como tínhamos um casamento para ir logo em seguida, liguei para um médico particular, e havia também muitas crianças na frente. Liguei para o segundo médico particular, e tinha apenas uma criança na frente.

Conclusão: paguei R$ 260,00, fomos atendidos super bem e rápido, e naquele mês ainda sobrou R$ 275,00 para aplicar no investimento financeiro.

Exemplo 2: consulta pública. Estou grávida novamente, e resolvi testar como será o pré-natal pelo atendimento público. Já fiz a primeira consulta, os primeiros exames, e fui super bem atendida.

Portanto, há casos em que vale a pena utilizar a rede pública, e há casos em que vale a pena utilizar consultas particulares. Em todos os casos, com atendimento de qualidade. E tudo isso sem passar pela obrigação de pagar mensalmente um plano de saúde. 🙂

Conclusão

Saúde Cifrão

É claro que, quando se trata de cancelar o plano de saúde para utilizar, sempre que viável, a rede pública, é preciso vencer algumas barreiras interiores nossas, do tipo: “se algum amigo me ver aqui no SUS vai pensar que estou com problemas financeiros”, ou “que sou pão dura”; ou ainda: “eu tenho dinheiro, eu não precisava estar aqui nesse hospital público” etc. etc. etc.

Mas vamos vencendo as barreiras mentais aos poucos.

O que eu quero dizer, em outros termos, é o seguinte: sobre o atendimento na rede pública de saúde, com certeza nem tudo são flores. A rede pública tem seus problemas e limitações. Mas a maior limitação está em nossa mente, que já vai condicionada a reclamar.

Digo isso porque tenho uma amiga que trabalha em um posto de saúde da cidade, e frequentemente, relata que são feitas muitas ações de melhorias no posto, porém, as pessoas continuam reclamando e murmurando.

p.s.: pago plano de saúde para os meus pais, por uma questão de honra, e por eles não terem tido a oportunidade de guardar o dinheiro como eu estou tendo. Minha mãe já teve câncer de mama, e foi muito importante a cobertura do plano na época.

Abraços.”

Sobre a autora: Rute Pogan Marquardt é gestora da JBC Escritórios Virtuais e Cafeteria Catalã, graduada em Ciências Contábeis. Paixões: Deus, família, trabalhar, corridas, academia, natureza, viajar pelo mundo e aprender. Sobre o dinheiro, ela e o esposo compartilham da ideia de que o dinheiro deve nos servir, e não nós servirmos a ele. Devemos gastar com responsabilidade, não fazer dívidas, poupar e ajudar o necessitado.

……………………………………….

Parabéns à Rute por pensar (e agir) “fora da caixa”, ou seja, pela iniciativa inédita (ao menos para mim) de, tendo condições financeiras de pagar um plano de saúde, optar deliberadamente e conscientemente por cancelá-lo, investir o dinheiro correspondente numa aplicação financeira, utilizar os serviços públicos de saúde, quando viável; e, quando inviável, utilizar consultas particulares, retirando o dinheiro da reserva financeira, que, aliás, está sendo construída com o dinheiro que seria gasto com as mensalidades do plano.

O testemunho da Rute prova que é plenamente possível aplicar a dica #16 do post A crise apertou? 17 dicas antipáticas (mas eficazes) de economizar dinheiro, desde que se tome um conjunto de comportamentos para viabilizar esse tipo de atitude.

Primeiro, aplicar o dinheiro que ia para o plano para uma reserva financeira, para cobrir gastos nessa área. Segundo, conhecer e testar o atendimento na rede pública da sua cidade, para ver se essa ideia é viável para a sua realidade. Terceiro, claro, ter a saúde em dia, a fim de minimizar os riscos de ter que ir frequentemente ao médico. E, quarto, saber quando é o caso de utilizar consultas particulares, e quando é o caso de utilizar a rede pública, como nos exemplos tão bem demonstrados pela Rute.

Se todas essas medidas preventivas e proativas forem tomadas, você estará dando a melhor destinação possível ao seu dinheiro, que é o que todos deveriam fazer. Às vezes, ter plano de saúde só porque todo mundo tem não é a melhor opção. Eu disse: às vezes.

Em muitas situações, como aquelas vivenciadas pela leitora Rute, é mais vantajoso, do ponto-de-vista financeiro, abandonar o plano de saúde em prol de um atendimento mais qualificado, seja na rede pública, seja na rede particular. Não se trata, aqui, de dizer que plano de saúde não é bom e não vale a pena.

Pelo contrário: ele pode e deve ser utilizado a depender do perfil e das necessidades da pessoa que fará uso dele.

Em conclusão, tudo se resume a dar a melhor destinação possível ao seu dinheiro, ou seja, otimizar o uso do dinheiro nessa área.

O blog, aliás, está recheado de histórias incríveis, de leitores que decidiram, de modo inteligente, optar por escolhas que fizeram a diferença para ter sucesso na vida financeira e pessoal. Foi  o caso do leitor Jean que, no dia-a-dia, optou por alugar um carro, ao invés de comprá-lo; do leitor Camilo, que preferiu gastar R$ 700 por mês na mensalidade de um curso de inglês, em vez de gastar esse dinheiro na prestação de financiamento de um carro; e do leitor Vandir, que decidiu vencer as dívidas, aniquilando-as por completo no decorrer do ano de 2014, dentre tantas outras histórias.

Independentemente de sua posição pessoal sobre o tema dos planos de saúde, o importante, como eu disse no começo do post, é o convite à reflexão que o texto da Rute nos proporciona. Em muitas áreas de nossas vidas, precisamos desmistificar certos preconceitos ou pré-conceitos, e averiguar a realidade tal como ela se nos apresenta e, se possível, testá-la na prática, a fim de tirarmos nossas próprias conclusões. 😉

Créditos das imagens: Free Digital Photos

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53 Responses to [Guest post] A experiência positiva de uma leitora que cancelou os planos de saúde e passou a utilizar, quando viável, a rede pública

  1. MJC 29 de fevereiro de 2016 at 7:16 #

    Interessante o relato, mas queria saber qual a cidade dela. Provavelmente é uma das que o SUS funciona relativamente bem. Não sei se isso se aplica a maioria das cidades brasileiras (principalmente alguns grandes centros).

    • Nilton Benfatti 29 de fevereiro de 2016 at 7:46 #

      Moro no interior de São Paulo e também não tenho plano de saúde. Quando precisamos de especialistas, alguns são feitos por médicos contratados pela prefeitura. Quando a especialidade que precisamos não está disponível pela prefeitura somos encaminhados as AMES. O atendimento é feito com hora marcada e com médicos formados pela UNICAMP (1a linha). O tempo de espera para consulta é até 30 dias. Os exames de laboratório também são gratuitos.
      Em alguns casos é possível obter medicamentos (costumeiramente os + baratos).

    • Douglas 29 de fevereiro de 2016 at 9:28 #

      Exato. A cidade faz toda a diferença. Ela disse que é de Santa Catarina. Eu já morei em Florianópolis e realmente não há do que reclamar no serviço público de saúde. Na verdade tem sim, muitas coisas, mas dá para ser usado.

      Agora onde moro atualmente em Minas Gerais eu não faria isso. Já tive experiência de ir num posto de saúde público e fui atendido rápido no entanto o médico era horrível. Além de que demorou 2 meses para marcar os exames. Acabei fazendo os exames de forma particular pois estava precisando muito deles. Ao todo, se fosse tudo particular seria 550 reais de exames de sangue mais 250 reais de consulta.

    • Guilherme 1 de março de 2016 at 6:08 #

      MJC, acho que é Joinville.

  2. Leonardo 29 de fevereiro de 2016 at 7:56 #

    Eu sempre quis fazer algo igual, só que nem precisei fazer as contas pra saber de uma coisa: O valor acumulado em um ano só paga 1,5 diária numa UTI.

    O único problema nessa decisão é isso. Caso a pessoa precise de um tratamento mais caro dificilmente o valor será suficiente pra cobrir o tratamento. Aqui onde eu moro existe uma das menores quantidades de leito de UTI por habitante do Brasil (cujo valor médio já não é bom também), outros exemplos incluem as próteses ou orteses que são caríssimas, cirurgias etc. Quando a saúde pública melhorar por aqui ou dependendo da região do Brasil talvez seja algo viável. Aqui onde eu moro ainda não é.

    • Douglas 29 de fevereiro de 2016 at 9:29 #

      Também penso dessa forma. Vejo o plano de saúde como um seguro. É segurança para despesas altas e não para despesas pequenas.

      • José 29 de fevereiro de 2016 at 11:34 #

        De fato, em alguns lugares é comum a expressão “seguro de saúde”. E qual o critério para contratar ou não um seguro qualquer? É só calcular quanto você gastaria na pior das hipóteses sem o seguro, e analisar o tamanho do impacto. Se o impacto financeiro dessa pior hipótese, na ausência do seguro, for tolerável, então não contrate o seguro!

        Vale para seguro de carros: imagine uma empresa grande, que tem uma frota enorme. Se contratar seguro para toda a frota, vai gastar com seguro mais do que o equivalente à perda total de vários veículos. Neste caso, não contrate seguro!

        E nas famílias, em quais condições se poderia assimilar “tranquilamente” o tranco financeiro (só financeiro!) de pagar uma internação em UTI particular? Penso que isso seria só para as famílias MUITO abastadas, para as quais poderia compensar não ter o plano de saúde, investir o que seria gasto com mensalidade, e eventualmente usar medicina particular.

        Famílias da classe média, melhor ter um plano, para estar “seguro” na eventualidade de um gasto exorbitante com saúde.

        Já as famílias mais pobres… São as que mais necessitariam de um plano, e as que menos podem ter.

        Moral da história: como todos nós pagamos, via impostos, pela saúde pública, é imprescindível cobrar melhorias das autoridades. O direito a um bom atendimento de saúde, com acesso aos recursos já desenvolvidos pela Medicina para o tratamento de cada caso, está atrelado à dignidade humana, e não ao tamanho do bolso de cada um. Neste aspecto da saúde pública, o melhor modelo que existe é sem dúvida o escandinavo, com altos impostos, e o atendimento nos serviços públicos quiçá o melhor do mundo.

    • Irineu 3 de março de 2016 at 10:12 #

      Sim, o que a pessoa está esquecendo é exatamente o custo de uma UTI, o que inclusive, até onde sei, é um dos grandes pontos fracos da nossa saúde pública.

      Se você tiver que ficar alguns poucos dias na UTI, o valor facilmente passará de 15 mil reais para menos de uma semana ( o que para casos graves pode ser até pouco tempo).
      Então é algo que tem que se pesar bem, pois doenças das mais bestas sempre podem em casos isolados virarem uma septcemia, é aí é UTI e torcer.

  3. Rafael 29 de fevereiro de 2016 at 7:58 #

    Bom dia, como médico que trabalha no sus e com planos de saúde afirmo que é uma atitude inteligente financeiramente mas conhecendo o sistema digo que é um grande risco. Comparo essa atitude à mesma de não fazer um seguro de carro ou fazer apenas contra terceiros. O retorno pode ser ótimo mas a insegurança bate forte. Se você tem condições durma tranquilamente e pague seu seguro e plano de saúde, agora se a crise aportou apoio total à economia! Ótimo texto

  4. Thiago 29 de fevereiro de 2016 at 8:14 #

    Ótimo! Acompanhando comentários…

  5. Aldemir 29 de fevereiro de 2016 at 8:15 #

    Otimo texto. Acho que em termos de saude publica, nos temos que mudar a ideia que so temos direitos. Tambem temos deveres e um deles e o de fiscalizar o uso e o funcionamento desses serviços. Nao raro vemos nos jornais casos de medicos que recebem e nao vao tabalhar, medicamentos perdidos. Nao da pra ficar de braços cruzados esperando que um dias as coisas melhorem.

  6. Gil 29 de fevereiro de 2016 at 10:12 #

    Eu pago plano de saúde para usar em casos graves.
    Não pago plano para consulta médica. Isso eu pago particular, se for preciso.
    Mas, como se pagar UTI e cirurgias sem plano de saúde? O custo eh super elevado. Minha tia teve que operar o pâncreas. Conta: 45.000,00. Fora a UTI.
    Enfim, pago para não usar. É como um seguro de carro ou residência (pago ambos). Prefiro nunca usar, mas pago.
    Abraço!

    • Maria Lucia 6 de novembro de 2017 at 6:01 #

      isso mesmo.

  7. Dema 29 de fevereiro de 2016 at 10:56 #

    O artigo usou apenas exemplos com uma consulta mês, nada de mais grave. Agora imagine uma cirurgia, internação, etc. O custo vai ser maior que muitos anos de pagamento de um plano. Ou mesmo duas consultas mensais acrescidas de exames (ressonancia, laboratório) já ultrapassa o custo mensal do plano em meses.
    Então é um risco muito alto em não ter um plano de saude.

  8. Rodrigo 29 de fevereiro de 2016 at 12:51 #

    Quanto a isso não tenho preocupação, minha empresa tem como benefício plano de saúde. Mas não é perfeito. Teve um colega que teve um problema cardíaco raro e necessitava de um equipamento importado de R$ 150.000,00. O plano de saúde se recusou a pagar mas a empresa reembolsou.

    Eu, particularmente, se não tivesse plano de saúde de empresa pagaria um particular. Como os colegas acima disseram, nunca se sabe quando precisará de uma cirurgia ou internamente. É igual ao seguro de um carro. Você pode ser super cuidado, não ter batido nunca na vida. Nada disso impede que ocorra um acidente amanhã. Como dizem: “é melhor ter e não precisar, do que precisar e não ter”.

  9. fox 29 de fevereiro de 2016 at 13:11 #

    Nunca tive plano de saúde pago por mim (só quando pequeno, pago por meus pais). Faço como Rute, e nunca me arrependi. Atendimento com médico “particular” é outro nível… Pior: conheço várias pessoas que têm plano de saúde e usam o SUS para casos mais complexos porque o plano não cobre!

  10. Dedé 29 de fevereiro de 2016 at 15:13 #

    Eu pago caro pelo plano de saúde: Eu, minha mãe e minha esposa, R$ 1.450. Pago somente pelo medo de precisar de uma internação e ter que depender do SUS.

    Em 2011 minha mãe precisou passar por uma cirurgia. O plano era com internação em enfermaria. Já foi bastante desconfortável. Ela ficou internada com 2 pessoas dentro do quarto e eu não pude ficar como acompanhante por ser homem. Teve que minha esposa ficar um dia e nos outros dias tivemos que pagar uma pessoa para ela não ficar sozinha.

    Depois disso eu mudei o plano para internação em apartamento.

    Fico imaginando as pessoas que dependem do SUS, terem que ficar em quartos coletivos com dezenas de pessoas desconhecidas com as mais variadas doenças.

    Do ano passado para cá eu mudei minha postura em relação ao uso do plano. Resolvi que iria fazer uma bateria de exames todos os anos. Não é só usar por usar, mas já que eu pago, vou aproveitar para me cuidar. Fui no clínico, cardiologista e dermatologista, fiz vários exames e graças a Deus está tudo bem.

    Já tinha decidido que este ano assim que passasse o carnaval iria fazer o mesmo.

  11. solano 29 de fevereiro de 2016 at 16:17 #

    Ótimo texto. Mas como disse o Rafael acima é muito arriscado. As consultas do dia a dia, você consegue fazer, mas se por acaso acontece um fato mais grave que demande tempo e dinheiro para tratamento? E quando lidamos com a vida, ninguém mede mais nada. Em uma situação dessa a pessoa perde tudo que conquistou um dia. Já ouvi histórias de famílias tendo que vender tudo para custear tratamentos que não conseguiam que fossem feitos pelos SUS. Assim, os planos de saúde são péssimos e caros, mas infelizmente não dá para abrir mão caso possa ser pago.

  12. Fernando 1 de março de 2016 at 8:31 #

    Interessante o texto, estou Nordeste e aqui, ficar sem plano é comportamento de risco. Tudo quebrado e sucateado. Pode ser que para uma consulta com alguém com febre o público resolva, mas para algo mais “hard” seria uma via crucis. Por hora não vale a pena. P.S: Em nenhum local foi lembrado que as despesas médicas são deduzidas no Imposto de Renda.

  13. Low cost life 1 de março de 2016 at 11:27 #

    Em geral o SUS funciona muito bem para emergências em zonas ricas ou de classe média no Brasil (não ficam sobrecarregado porque a população local a maioria têm convenio) ou em cidades de primeiro mundo do interior de São Paulo ou do sul. No interior de São Paulo não é imprescindível ter convenio não. Tenho parentes em varias cidades que fazem como o amigo da região de Campinas acima. Eu moro em Santo André que é uma cidade rica da região metropolitana de São Paulo meus pais e avós sempre tiveram atendimento adequado na rede publica inclusive cirurgias de emergência e conseguem marcar exames de rotinas em hospitais de referencia como o hospital Mario Covas com demora não muito diferente de um convenio coisa de 1 mês.
    Mas por outro lado na vizinha zona leste da capital por exemplo o SUS é catastrófico e muitos dias não existe se quer médicos nos postos de saúde para atendimento básico. É normal gente de Santo André ou São Caetano por exemplo emprestar endereço para amigos ou parentes da zona leste terem mais facilidade em usar o SUS daqui. Eu inclusive fiz isso pra uma namorada.

  14. Taís Cristina 1 de março de 2016 at 15:48 #

    Foi muito corajoso da parte dela. Não discordo da opinião dela, porém no meu caso não se aplica. Vivo em uma cidade que tem problemas sérios de saúde pública, como falta de médicos, consultas-relâmpagos de 1 minuto (!!!), médicos falsos e muitas mortes investigadas. Por enquanto vou ter que cortar outras despesas e manter o plano.
    Já meus sogros moram em uma cidade pequena, utilizam a saúde pública e são muito bem atendidos.
    Cada caso é um caso mesmo!

  15. Pensador 1 de março de 2016 at 18:35 #

    Julgo o cancelamento de um plano de saúde uma atitude IRRESPONSÁVEL caso não seja muito bem analisada. Afirmo até ser uma loteria caso ela seja definitiva… Como já falaram, o grande X dos planos de saúde é o valor da UTI. E, como também afirmado por outros leitores, o plano funcionaria como um seguro. Sim, um seguro bem caro, que talvez você não use e que, com toda a alegria do mundo, você deveria se sentir feliz em ter pago e não ter usado.

    Nem todos vão ter uma doença grave. Há faixas etárias, condições genéticas, estados de saúde e momentos de vida pessoal e profissional que, certamente, se pode dispensar planos de saúdes para acúmulo de capital. Dependerá muito da fase de cada um e do objetivo.

    Há, no entanto, inúmeros casos pessoais e de conhecidos que relatam os custos de tratamento de uma doença grave. Experiência pessoal: meu parente fez tratamento de câncer que custava quase R$20mil a sessão. Calculo que tudo chegou a custar mais de R$100 mil. Houve duas cirurgias, sendo uma no AC Camargo (mediante ação judicial, pois o plano de saúde não queria custear hospital fora da cidade do paciente, apesar de ser um plano nacional; atualmente há ganho de causa, inclusive no Tribunal, com danos morais no valor de R$30 mil pela negativa de atendimento, a espera somente da decisão de admissibilidade recurso do plano de saúde no STJ, que foi negado pelo TJSP).

    Também se pode ajuizar ações contra o Estado para ele custear tratamento de saúde. Sendo o caso, não é difícil o juiz conceder liminar, mas outra coisa é o Estado cumpri-la. Dois casos concretos de meu conhecimento: em um o Estado demorou meses para fornecer medicamentos deferidos em sede e antecipação de tutela (a parte teve que pagar e pedir reembolso); no outro, houve demora de mais de 1 ano para realização de cirurgia que resultou na cegueira do paciente.

    Enfim… boa sorte a todos.

    • Guilherme 1 de março de 2016 at 19:01 #

      Pensador, discordo. Tudo é uma questão de analisar os custos vs. benefícios. e, sobretudo, conhecer a realidade do meio em que se vive.

  16. Marcio 1 de março de 2016 at 20:51 #

    Relato sensacional!
    Algumas pessoas fazem algo parecido com relação a seguro de carros também, por exemplo.
    É uma forma de administrar o risco, com iniciativa, inteligência e busca por informações.
    Dificílimo, confesso que ainda não consigo me organizar nesse nível.
    Abraço

  17. Joel 2 de março de 2016 at 14:31 #

    Apenas a título de informação, o plano de saúde é obrigado a te fornecer um médico disponível, talvez não exatamente aquele que você queira, mas um conveniado vai ter que atender no prazo estipulado pela ANS. Isso é lei, mas a maioria das pessoas desconhece.

    Aconteceu comigo, precisava de uma consulta no mês de janeiro (período que a maioria dos médicos esta de férias), e os que atendem, preferem dizer que não tem vaga pra você pagar particular. Entrei em contato com a central de atendimento do meu plano de saúde e informei o ocorrido, que liguei pra todos médicos conveniados na minha cidade e nenhum te atendeu pois não tem vaga. Me autorizaram realizar a consulta particular, peguei o recibo, e dentro de 15 dias recebi integralmente o valor pago do plano de saúde em forma de reembolso.

  18. Izabel 2 de março de 2016 at 16:56 #

    Também estou no Nordeste e não posso ficar sem plano de saúde, nem meus filhos! Aqui o SUS é péssimo e com essa crise está pior ainda… tenho muita pena quando vejo na TV as pessoas sofrendo em UPAS e Hospitais públicos por falta de atendimento e por falta de medicamentos (até para quem tem câncer)…
    Sou do time que prefere pagar e nunca usar!
    Quanto a dedução no IR se for em um medico particular, geralmente aqui na região o médico diz que a consulta custa 250,00 SEM RECIBO ou 400,00 COM RECIBO. Então as pessoas pagam mas nao declaram no IR…

    • Leonardo 4 de março de 2016 at 21:12 #

      Denuncie ao Ministério Público de sua região. Médico fazer isso e propor assim na cara de pau não é prática nacional não. Pilantragem isso, sendo muito bem remunerados e querendo sonegar.

  19. Nerso 2 de março de 2016 at 18:35 #

    Cancelar o plano de saúde é muito riscoso…rss

    • Lurdes 29 de maio de 2017 at 18:37 #

      No meu Caso não tem como eu deixar de ter plano de saúde, porque tenho uma filha pequena e enfrentar SUS e muito Ruim, Acompanhando !

  20. leandro 3 de março de 2016 at 9:29 #

    a principal causa de falencia de pessoa fisica nos eua e com despesas medicas. consultas, exames laboratoriais e de imagens sao custos isignificantes. o custo pesa mesmo e com internacoes, cirurgias, uti e quimioterapias. contas hospitalares estouram um ou dois milhoes de reais com uma facilidade incrivel. talvez “economizar” R$ 500 por mes nao seja suficiente….o mais inteligente a ser feito e passar a maior parte do custo ambulatorial para voce o custo hospitalar para a seguradora / plano, para baratear o custo mensal e cobrir suas eventuais necessidades.

  21. Rosa 3 de março de 2016 at 9:59 #

    Experiência em Brasília: Minha filha está grávida, tem plano de saúde Geap. Todo o pré-natal está sendo feito em clínica particular. Pelo plano Geap não consegue marcar consulta, quando consegue depois de um longo tempo, o médico não faz o parto pelo convênio (tem que fazer o pagamento por fora), não dão atenção devida.
    Resultado: minha filha vai usar o plano para hospital e pagar o parto para o médico que está acompanhando. No serviço público, ela já está no 7º mês de gestação, estamos aguardando consulta. Talvez em tempo para a próxima gestação.
    As vacinas também particulares, no Sabin. Na rede pública estão em falta.
    Nossa realidade está um pouco mais difícil, plano de saúde + reserva para particular.
    Os serviços públicos na capital estão destruídos. Estamos desassistidos em educação, saúde e segurança. Com algumas raras exceções.

  22. Rafael Cruz 3 de março de 2016 at 11:45 #

    Achei interessante o relato do Guest post e tendo em vista o que foi exposto da realidade da autora, foi uma decisão corajosa e bem pensada, embora tenha o fator imprevisível de acontecer algo que o SUS não cubra.

    E complementando o que a Rosa falou aí em cima, moro no Entorno de Brasília e aqui, assim como o DF, é um pesadelo, principalmente se você precisa de um atendimento de emergência ou mais complexo. Infelizmente, não dá pra abrir mão de um plano de saúde por aqui.

  23. Samuel 3 de março de 2016 at 15:50 #

    Jamais abriria mão de meu plano de saúde.
    Não sou hipocondríaco, mas uso sem dó. Vou em vários médicos, faço todos os exames necessários. Não há bem mais valioso que nossa saúde.
    Só as RMNs que fiz pagam 2 anos de plano.

  24. Elani 4 de março de 2016 at 14:46 #

    É uma questao complexa, o problema de nao ter plano é ser atropelado e ficar 30 dias numa uti , imagina 1500x 30 = 45mil, essa reserva nao daria nem pra entrada

  25. Frugal 6 de março de 2016 at 10:56 #

    Plano de saúde só serve pra duas coisas: Cirurgia e UTI.
    Ela só falou de consultas em urgência e ambulatório blz.
    Mas se precisar fazer uma cirurgia de coluna? R$ 150 mil. no SUS eh praticamente impossível ou demorado, e se for uma neurocirurgia + UTI?
    E se sofrer um trauma (facada, tiro, colisão automobilsitica e precisar de UTI?)

    Bem, saúde é o bem mais precioso da vida, soh tenho plano por causa de cirurgia e UTI, o resto dá pra se virar. Vc pode ateh economizar com mensalidade mas no dia da doença de verdade vai pagar 100000x mais caro.

    Já vi gente morrer pq nao tem leito de UTI, jah vi gente morrer em “uti” do sus que era um verdadeiro abatedouro, vi morrer pq a cirurgia demorou demais ou nunca ocorreu. enfim.
    trabalho na área da saúde e a situação do SUS é caótica.

  26. Lucas 6 de março de 2016 at 13:45 #

    Olá Guilherme, tenho 8.000 reais na poupança e estou vendo que está rendendo muito pouco nesses 3 últimos meses. Tenho um perfil conservador: eu prefiro ganhar pouco ou nada a poder perder ou ganhar muito. Sou fã do Warren devido ele “gastar” seus bens até o final, algo que também faço. Gostaria de investir uns 1000 reais em alguma modalidade nova conservadora que não seja poupança (vou fazer isso pela primeira vez). Gostaria de um conselho sobre em qual investir. Obrigado!

    • Guilherme 7 de março de 2016 at 8:23 #

      Olá Lucas!

      Que bom que está querendo sair da zona de conforto!

      Eu sugiro Tesouro Direto, mais especificamente Tesouro SELIC.

      Abraços!

  27. Hudson 7 de março de 2016 at 9:14 #

    Rapaz, tudo depende do municipio e estado em questão, quando morava em no litoral de São Paulo, mesmo não sendo um serviço dos melhores era perfeitamente possivel usar o sus, tanto que meus familiares que moram lá utilizam até hoje, mas depois que mudei a trabalho para o interior da Bahia, e vi o atendimento local do sus, n teve jeito tive que contratar o seguro saúde, aqui vejo uma diferença astronômica, que simplesmente me impede de abrir mão do seguro mesmo sendo o gasto mais alto de minhas despesas mensais

  28. Guilherme 22 de março de 2016 at 15:42 #

    Alguém sabe dizer se o plano de saúde cobre os exames pedidos em consultas particulares?

  29. Davi 22 de março de 2016 at 16:31 #

    Rute, parabéns pela sua coragem e espero que tudo ocorra como planejou.

    Mas, do seu relato, quero chamar atenção para dois pontos:

    1 – O contrato entre o médico e a operadora de saúde suplementar geralmente proíbe que ele dê prioridade a uma ou outra categoria de pacientes. Então quando uma clínica diz que não tem vaga para atendimento pelo plano de saúde e tem para particular deve ser denunciada.

    2 – O contrato entre o médico e a operadora de saúde suplementar também proíbe que ele cobre qualquer valor de um associado da operadora para fazer qualquer procedimento coberto pelo plano de saúde. Essa é uma situação que também deveria ser denunciada.

    Além disso, como já citado nos comentários, atualmente a ANS determina prazo máximo para que uma operadora encontre um médico na especialidade procurada (em geral 10 dias, mas depende da especialidade) e, caso não encontre no município de residência do associado, deverá arcar com os custos do transporte até o local de atendimento.

    É sempre bom ficar a par das mudanças na legislação.

  30. Felipe 26 de março de 2016 at 13:17 #

    Boa Tarde.
    Eu trabalho em uma empresa de plano de saúde há 8 anos.
    O que eu posso dizer é o seguinte:
    Ótimo texto, dicas excelentes. Mas isso varia muito de pessoa para pessoa e principalmente os imprevistos.
    Mesmo eu tendo plano de saúde, quis fazer exames em outra cidade e paguei particular, simples procedimentos laboratoriais de sangue me custaram R$300,00 aprox, que no meu caso já cobririam uma mensalidade que conforme minha faixa etária seria quase esse valor.
    No período de 2010 – 2012 estive internado 2x e, minhas contas nas 2 ocasiões passaram de 5.000,00 reais por “apenas” uma pneumonia.

    Outra experiência, minha namorada teve que ficar internada 20 dias + 3 dias de UTI e a conta dela ultrapassou os 20.000,00 reais (na época ela tinha 17 anos e era dependente do plano fazia 1 ano), ou seja, em nossos casos o custo x beneficio foi muito vantajoso.

    Mesmo eu trabalhando no meio de saúde particular, também acho extremamente caro e inacessível para a maioria da população (inclusive pra mim, só tenho a oportunidade de ter pelo fato da empresa me conceder), pelo contrário teria q recorrer outros meios.

    Conclusão: Posso dizer pra vocês que… Se tiverem a oportunidade e condições de ter um plano de saúde, tenham. Para reduzir essa desvantagem (citadas por muitos, “mas só vou usar pra poucas consultas no ano”) usem bastante seus planos, façam exames periódicos, é claro que ninguém gosta de passar em médicos, mas é sempre bom cuidar da saúde.
    Mas ai é critério de cada um, só queria abrir mais um ponto de vista pra todos, Deus Abençoe

  31. Keloane 8 de abril de 2016 at 13:23 #

    Eu uso muito o plano de saúde, faço exames e me consulto com bastante frequência, por isso sei que vale a pena. Mas de qualquer forma, esse texto foi ótimo pra mim, pude refletir bastante sobre algo que sempre achei que fosse necessidade absoluta. Mesmo tendo plano, já fui algumas vezes a postos de saúde públicos em que fui bem tratada. Acho que se a família não vai com frequência ao médico, o investimento do dinheiro é uma ótima decisão.

  32. Alex 16 de abril de 2016 at 22:22 #

    Meu irmão sofreu um acidente sério e precisou usar a rede publica. Ele estava na enfermaria entre a vida e a morte. A enfermeira disse para minha mãe que o caso dele era gravíssimo e ele necessitava de um leito de UTI, entretanto, naquele momento não havia nenhuma vaga.

    Minha mãe saiu desesperada do hospital, pois sabia que aquilo era uma sentença de morte.
    As 19:00 minha mãe recebeu uma ligação do hospital dizendo que vagou um leito de UTI e meu irmão seria transferido imediatamente.

    Foram 60 dias de hospital público sem custo algum… tudo foi feito dentro dos padrões mais rígidos da medicina, superando a nossa expectativa.

    No final tudo deu certo.. mas a pergunta que fica é: e se o leito da UTI tivesse demorado mais 12 horas para vagar?

    Você tem ideia do que é ter quase certeza que teu filho morrerá simplesmente porque naquele dia não havia um leito vago na UTI?

    Para quem tem certeza que a situação que eu citei acima nunca acontecerá contigo… não gaste dinheiro com plano de saúde.
    Mas se você não quiser enterrar um filho sem ter a certeza que tudo que podia ser feito por ele, de fato foi feito… pague um plano de saúde.

    • Ana 9 de julho de 2017 at 2:13 #

      Plano de saúde nem cobre doença e acidente sério. Você é muito romântico com o atendimento brasileiro.

    • Denis 16 de julho de 2017 at 10:03 #

      Verdade meu camarada a vida é o bem mais precioso ser rico é ter saúde

  33. Kat 20 de agosto de 2016 at 21:35 #

    O problema do sus é o atendimento primario e a necessidade de passar no clínico geral antes do especialista. Convênio so funciona para uti e exames. Uti e exame pesam mto no bolso. Num hospital top um dia de internacao pode chegar a 20 mil reais. Nem para tratamento serve, pois dificilmente o médico da continuidade no convênio. Raros são os médicos que atendem via convênio e se atendem tratam de empurrar o conveniado pro fundo da fila, pois a prioridade é para os que pagam a consulta.
    Estive recentemente pesquisando bons médicos em sp e demorei umas 10 páginas para ver o nome de algum que atende via convênio. É quase impossível de achar. Só atendem via particular ou com reembolso de seguro saúde. Estou me formando em enfermagem e o que recomendo as pessoas é que cuidem de sua saúde, é o mínimo que podemos fazer para evitar moléstias e internação. Em 2013 resolvi fazer um plano individual, pagava uns 200 reais mensais e que atendimento podre. Resolvi procurar um dermatologista para fazer tratamento de acne e era o maior relaxo. Passei num mes com uma medica e no outro a medica já tinha saído do plano. Detalhe que o exame de sangue eu teria que ter entregado a primeira medica. A segunda ignorou o exame! Me senti mto maltratada. Cancelei o plano e só utilizo o sus. Sei que o atendimento primário deixa a mto a desejar, mas vc é atendida, tratada de forma humana. Minha mãe se tratou no sus e ela teve câncer. Nunca ficou esperando em filas, nunca foi maltratada por médicos ou enfermeiros e teve opção de se tratar perto de casa. Depois de 4 anos ela ainda realiza exames no mesmo hospital e com a mesma médica oncologista. tb vou no particular, fui ao psiquiatra e lá na clínica não atendem convênio. É popular e os médicos mto atenciosos. O q pesa um pouco são exames de sangue, mas hj a mts laboratórios populares que os fazem por um preço acessível. Para quem não quer usar o sus mesmo, façam seguro de saude. Funciona e mts médicos tops atendem por seguro!

  34. Armando 21 de setembro de 2016 at 2:02 #

    Já usei o particular. Fui num hospital em bairro nobre, o PS estava lotado. Como disse que seria particular, logo após a maquininha cuspir o comprovante, pulei todo mundo. Não quero me gabar, só atestar como funciona. Gastei R$ 500 num ortopedista+chapa. De uns anos pra cá, algo aconteceu nos planos de saúde, não era tão ruim assim.

    Curioso o relato da Rute abordar o parto humanizado. A indústria da cesariana é uma das coisas mais controversas de todo o setor de saúde. Eles mentem, enganam, amedrontam, fazem o diabo para forçar a cesariana. Todos sabem que é lucrativo e incentivado. É claro que existem casos e casos, mas somos os campeões mundiais de cesariana. Quem vive no Brasil já deve saber que ser o campeão mundial em alguma coisa não deve ser coisa boa.

  35. rfsilveira 22 de abril de 2017 at 19:21 #

    1° A ANS estabelece regras para os planos de saúde onde as consultas devem ser marcadas em ate 15 dias no máximo. Então, ao menos que o plano dela seja muito ruim ou ninguem tenha comunicado a situação para a ANS, eu desconfio do relato (que pode não ser mentira, mas pode está exagerado ou a cliente queria um profissional específico)

    2° O SUS funciona muito bem em várias situações, pelo que pude experimentar.

    Ao final de tudo, o fator principal para uma pessoa que TEM CONDIÇÕES de manter um plano de saúde é o fator “e se…”, enquanto você estiver utilizando apenas a rotina basica (check-up anual e afins) ter um plano de saúde não faz sentido. Mas quando algo serio ocorrer e você precisar passar por uma cirurgia ou algo do tipo e todas as suas economias forem para o ralo rapidamente em um hospital particular você verá que deveria ter pago um plano de saúde.

    E em situações mais graves o SUS funciona se tu der sorte, tiver um bom santo ou um bom padrinho, pq se não é esperar leito no corredor se a morte não chegar primeiro.

  36. Ana 9 de julho de 2017 at 2:02 #

    Eu tenho plano de saúde, mas é extremamente simples. Meu pai tinha um convênio topssimo de um antigo emprego, onde ele colocava suas filhas como beneficiárias. Minha irmã teve um câncer no ovário com 12 anos e o plano de saúde simplesmente recusou tratar a doença dela. Só faziam exames simples (esses que ajudaram também, pois reduziram muito a fila do SUS) mas não cobriram a cirurgia de retirada do tumor nem a quimioterapia. Brochei com convenio. Não é status de classe média ter um, visto que qualquer emprego com salário mínimo o oferece. Se fizeram essa negativa com uma criança, imagina com um idoso que adoece com muito mais frequência. Eu não quero plano de saúde para ir ao nutricionista quando tenho vontade de perder 3 kg ou pro médico quando tiver um resfriado para ele me dar atestado por falta de trabalho. Quero que ele cubra eventuais doenças. Na verdade não ”quero”, DEVERIAM por obrigação cobrir doenças. Em relação a minha irmã, hoje ela é uma mulher adulta e passa bem.

    • João Alberico Monteiro 3 de dezembro de 2017 at 12:58 #

      Muito estranho essa estória.

  37. Denis 16 de julho de 2017 at 10:04 #

    Ser rico é ter saúde o resto é conversa

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