Não use receitas extraordinárias para aumentar os gastos fixos

No próximo mês de julho, muitos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público receberão a primeira parcela do décimo terceiro salário.

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Nessa época de profunda recessão econômica pela qual atravessa o país, o mais sensato, para a maioria desses trabalhadores, seria utilizar esse fluxo de caixa extra para quitar dívidas, aumentar a reserva de emergências ou incrementar o fundo para a aposentadoria.

Porém, sabemos que, na prática, não é isso que acontece. Sabemos que muitas pessoas, diante de uma renda extra, proveniente de um décimo terceiro salário, de uma indenização trabalhista, de um bônus salarial qualquer, resolvem aumentar os gastos, principalmente os gastos fixos. E é exatamente aqui que mora o problema.

Imagine, por exemplo, o caso de um sujeito que receba, digamos, uma verba salarial extra de R$ 10 mil e resolva, com esse dinheiro, comprar um carro. Bem, a palavra correta não seria exatamente “comprar”, mas sim “financiar”, porque ficou sabendo, ao visitar a concessionária, que a entrada do Hyundai Tucson custaria R$ 8 mil. Aí ele pensa: “oba, a parcela (R$ 8k) cabe dentro do extra (R$ 10k) que vou receber!”

Tá, mas e quanto às 36 parcelas fixas de R$ 2 mil? Ele vai pagar como? O décimo terceiro salário vai também pingar todo mês na conta?

Esse singelo exemplo nos mostra como os apelos quase irresistíveis do consumo impulsivo são mais presentes em nosso cotidiano do que “supõe nossa vã filosofia”, e a mensagem central do texto de hoje é clara: não use receitas extraordinárias para aumentar os gastos fixos. Em outras palavras, não use receitas não recorrentes para adicionar gastos recorrentes. Financeiramente falando, não adicione à sua vida camadas que você não é capaz de suportar.

Mas por quê isso ocorre? Por quê as pessoas, ao receberem um dinheiro extra qualquer, têm essa necessidade quase incontrolável de gastar, como se as compras fossem um desejo oculto reprimido?

Existem basicamente 2 fatores que motivam o ser humano a querer gastar mais, e a prejudicar o orçamento mensal fixo, ao se deparar com uma verba salarial extra de cunho esporádico.

1. Necessidade de gratificação instantânea.

O primeiro motivo que faz o ser humano ter esse desejo quase inato de querer gastar mais se deve a razões de natureza evolucionária: existe uma parte de nosso cérebro que ainda conserva traços primitivos, e que é responsável, por exemplo, por comportamentos que tomamos diante de situações do tipo “luta ou fuga”. Por exemplo, quando vemos um animal perigoso se aproximando rapidamente, nossa principal reação não é a de ficar parado ali calculando as probabilidades de ele nos atacar. Simplesmente fugimos e pronto.

Da mesma forma ocorre com as compras derivadas de ações impulsivas: se não tivermos um bom córtex pré-frontal habilitado a responder diante de situações como as do recebimento de uma verba salarial extra, a tendência é que os mil e tanto reais do décimo terceiro logo se evaporem em questão de dias ou mesmo horas, com produtos e serviços que, além de não serem necessários, podem implicar na adição de gastos fixos ao já apertado orçamento doméstico.

É mais ou menos parecido com a situação de estarmos com fome e, num impulso instintivo, apelarmos para uma boa comida cheia de gordura ou banhada em quilos de açúcar. Em vez de raciocinarmos sobre as consequências a longo prazo de decisões de curto prazo tomadas para satisfazer desejos momentâneos, preferimos agir de modo inconsequente, gastando desnecessariamente, quando o momento era de economizar.

2. Compensação de problemas emocionais.

É o famoso “comprar para compensar, e não para recompensar”, que já foi objeto inclusive de um artigo específico a respeito. Compras baseadas em emoções negativas, para tentar superar problemas nos planos emocional e espiritual, quase sempre são más compras, pois funcionam como válvulas de escape defeituosas, as quais, além de não curarem o vazio deixado na alma, ainda podem comprometer o orçamento doméstico dos meses subsequentes.

Vale destacar, aqui, o que eu disse naquele artigo:

As compras que compensam frustrações emocionais não duram muito tempo. São más compras, principalmente porque são realizadas no momento em que a pessoa não é levada a agir com razão, mas sim com emoção – e emoções negativas, diga-se de passagem, como raiva, stress, sentimento de derrota etc.

Já as compras que recompensam vitórias e conquistas duram muito mais tempo. São ótimas compras porque são realizadas no momento em que a pessoa é levada a agir não com emoção, mas sim com razão. Há uma escolha racional decorrente de uma emoção positiva, e isso faz toda a diferença na hora de valorizar as boas compras.

Quem faz escolhas conscientes na hora das compras também não fica prejudicando a si mesmo comprometendo o orçamento doméstico dos meses seguintes com parcelas que não cabem nesses meses subsequentes.

Como aproveitar melhor, então, as receitas extraordinárias?

A solução, para otimizar as verbas salariais extras, é quase que o inverso do título desse post. Consiste em usar receitas ordinárias para diminuir os gastos extraordinários variáveis. Complicou?

Calma. Eu explico. 🙂

Primeiro, deixe-me fazer duas perguntas: 1) o que você faria, pensando sob a perspectiva do consumo, se recebesse uma grana extra? Veja bem, eu perguntei “sob a perspectiva do consumo”…

Todos nós temos sonhos de consumo, que gostaríamos de realizar caso tivéssemos um dinheiro extra na conta. Afinal, uma das funções do dinheiro é proporcionar gratificação e realização pessoal, e, de certa forma, comprar algum tipo de felicidade. Nesse “pacote de momentos de felicidade” (gostei da definição da leitora Vânia, aplicada num contexto semelhante, que envolvia gastos com cafezinhos) se incluem, por exemplo, a realização de uma baita viagem de lazer, ou a compra de um novo gadget. Ou pode ser mesmo a compra da Tucson do exemplo inicial desse artigo.

Agora, a segunda pergunta: 2) o que você faria se tivesse que pagar R$ 1.500 para substituir uma peça do carro que danificou? Ou melhor, de onde você tiraria esse dinheiro? De sua reserva de emergências? De outro empréstimo consignado (OUTRO?)? Ou você teria a mesma vergonha secreta da classe média americana? Será que você ficaria feliz se, logo que recebesse a receita extraordinária, tivesse que utilizá-la, total ou parcialmente, para cobrir uma despesa igualmente extraordinária?

A essa altura do campeonato, ou melhor, do texto, eu acho que você, caro(a) leitor(a), já deve ter adivinhado onde eu quero chegar, ainda mais se você estiver acompanhando com especial atenção os textos publicados no blog nesses últimos 4 meses.

Siiiiiiiimmmmmm, caro leitor, para aproveitar melhor as receitas extraordinárias, você precisa utilizar muito bem as receitas de que você já dispõem, ordinariamente, todos os meses de sua vida financeira.

Siiiiiiimmmm, caro leitor, e isso tem tudo a ver com o princípio nº 2 da filosofia YNAB: guarde para um dia chuvoso (ou: abrace suas verdadeiras despesas). Vamos recordar o que dissemos há algumas semanas:

O segundo princípio da filosofia YNAB foca nas despesas infrequentes, mas que têm impacto às vezes colossal num determinado mês do ano, tais como os gastos de viagens de férias, seguro e IPVA do carro, matrícula dos filhos na escola, gastos extras de Natal etc.

Para esse grupo de despesas infrequentes, mas impactantes, a ideia é antecipar-se à despesa fatiando-a em porções mensais menores.

Suponha que seu seguro do carro custe R$ 1.500,00 e vença todo mês de setembro de cada ano. Se você não for uma pessoa disciplinada, e se não provisionar antes o dinheiro para essa despesa certa que ocorrerá no futuro, quando chegar setembro, você fatalmente vai querer “empurrar a despesa pra frente”, ou seja, pagar o seguro de forma parcelada, na maior quantidade possível de prestações mensais, e torcer pra ter dinheiro para quitar essa dívida todo mês.

Agora, se você agir de acordo com esse princípio, guardando, digamos, R$ 250 por mês para pagar o seguro, quando chegar setembro, você não só estará tranquilo, porque já terá todo dinheiro para pagar o seguro, como também poderá negociar um valor ainda melhor para pagá-lo à vista, economizando ainda mais dinheiro.

Ou seja, enquanto o sujeito acima, que não se planejou, vai ter que viver “ainda mais no sufoco”, adicionando uma prestação mensal ao seu já apertadíssimo orçamento doméstico, você ficará tranquilo, e terá ainda mais dinheiro no bolso, exatamente pelo fato de ter “guardado para um dia chuvoso”.

Essa técnica de se antecipar às grandes despesas eu já tinha abordado em artigos anteriores aqui no blog – vide os textos Estabelecendo um plano plurianual para a troca do carro – 2 alternativas de investimentos e Faça as despesas anuais (IPVA, IPTU, anuidades de órgão de classe etc.) entrarem no planejamento mensal… e se livre do sufoco do começo de ano! – mas a vantagem do YNAB é que tal técnica é “encaixada” dentro de uma filosofia maior de controle do orçamento doméstico.

Uma das grandes vantagens da aplicação prática desse princípio é que ele te obriga a pensar em termos anuais, coisa, aliás, que eu também já havia abordado aqui no blog antes, no artigo Mapeie suas 10 maiores despesas anuais – e trate de reduzi-las!

É isso mesmo. Quando você usa receitas ordinárias para bancar os gastos extraordinários variáveis, que tanto podem ser a realização de um sonho de consumo, quanto a provisão completa para uma despesa de emergência, você se dá o incrível privilégio de se conceder a si mesmo um extraordinário e amplíssimo leque de opções para a grana extra que recebe.

Dependendo do valor e do tamanho dessas receitas extraordinárias, você pode antecipar em muito tempo a conquista de um objetivo não financeiro, por exemplo, a compra de um bem material. Você pode comprar mais fundos imobiliários, mais ações, mais títulos do Tesouro Direto, e, assim, dar uma turbinada no seu plano de aposentadoria financeira através da geração de renda passiva, e, consequentemente, ampliar o raio de sua segurança financeira. As possibilidades aumentam.

Conclusão

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A grande conclusão desse artigo é a de que, se você pretende aumentar os gastos fixos, eles devem ser projetados e executados tendo como parâmetro suas receitas ordinárias recorrentes. Trata-se de um princípio elementar de responsabilidade na gestão fiscal, só que dessa vez aplicada aos orçamentos domésticos familiares.

Tudo o que envolve aumento de gastos fixos – reajustes de mensalidades escolares, planos de saúde, compras em supermercado, combustível, upgrade de eletroeletrônicos, troca de carro etc. – deve ser avaliado dentro da perspectiva das receitas ordinárias recorrentes. Isto é, deve haver “sobras” no seu orçamento mensal capazes de acomodar o aumento nos gastos mensais fixos.

Quanto às receitas extraordinárias, elas devem ser utilizadas prioritariamente ou para reforçar sua segurança financeira, aumentando a reserva de emergências ou a massa de investimentos para planos de médio e longo prazos, ou, se for para gastar, então que seja materializar sonhos de consumo que não impliquem aumento de gastos fixos e que “se esgotem” na renda extra, ou seja, que a renda extra seja capaz de bancar 100% dos igualmente gastos extras.

Respeitadas essas premissas, você estará evitando a tão perigosa “inflação no estilo de vida”, que é uma das principais causas de endividamento de milhões de famílias brasileiras. Afinal, se muitas dessas famílias não resistem a gastar um dinheiro que não têm – tais como empréstimos consignados, cheque especial, CDC etc. – imagina então quando se deparam com um dinheiro que têm, como é o caso do décimo terceiro.

Controlar sua vida financeira requer a incorporação de habilidades que passam, necessariamente, em ver utilidade no dinheiro que não é gasto e sim preservado. Procure fazer um planejamento financeiro que acomode a adição de gastos mensais fixos dentro das receitas ordinárias, e não fora delas. Essa é a melhor maneira para você começar a construir patrimônio financeiro de verdade, e deixar de ser mais um escravo do sistema financeiro. 😉

Créditos das imagens: Free Digital Photos

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26 Responses to Não use receitas extraordinárias para aumentar os gastos fixos

  1. samara 27 de junho de 2016 at 8:35 #

    Guilherme este post foi direto para mim, vou receber uma grana extra e estava pensando em dá entrada em uma carro, meu marido e meu filho de 14 anos que tem mais juizo que eu acha melhor não. seu post veio para perceber que esta decisão não é a mais acertada. muito obrigada.

    • Guilherme 27 de junho de 2016 at 18:25 #

      Que bom, Samara, realmente, é melhor se planejar para a compra do carro utilizando as receitas ordinárias mesmo. 🙂

      Abraços!

  2. Scant Tales 27 de junho de 2016 at 14:56 #

    excelente texto.

    trabalho no serviço público e a primeira parcela do 13º é paga em janeiro.

    acho que isso varia a depender do órgão.

    Abç!

    • Guilherme 27 de junho de 2016 at 18:26 #

      Obrigado, Scantales!

      Tem razão, alguns órgão públicos pagam a primeira parcela em janeiro.

      Abraços!

  3. Elfon 27 de junho de 2016 at 15:02 #

    Mais um belo artigo. A (des)educação financeira há tempos tem sido cada vez mais necessário em nosso meio.

    Esta temática tem se tornado tão constante que vi ontem que o próprio Banco Central dispõe de um material desde 2013! Isso mesmo!

    Abaixo segue o link e recomendo a muitos:

    https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/caderno_cidadania_financeira.pdf

    • Guilherme 27 de junho de 2016 at 18:26 #

      Valeu, Elfon!

      E muito interessante esse material do BC!

      Abç!

  4. Renan 27 de junho de 2016 at 19:17 #

    Po, muito legal o texto, comentando apenas para te parabenizar mesmo. Sucesso!

  5. Pedro 28 de junho de 2016 at 10:39 #

    Para motivação número 2 eu gosto do termo autossabotagem. É o mesmo princípio que leva a jogadores de futebol à falência por exemplo quando optam viver na gandaia, mesmo sabendo que aquilo prejudica o seu desempenho no longo prazo. É uma forma de “proteção”, viver numa ilusão momentânea, para não ter que encarar a realidade. É incrível, mas fazemos isso o tempo todo e não é só com dinheiro. É preciso auto-conhecimento e auto-controle para não se sabotar, mas isso não é fácil.

  6. rafael 29 de junho de 2016 at 21:02 #

    Você já cogitou a ideia de que tudo que você sabe sobre o dinheiro é mentira? Por 30 anos vivi a concepção de que deveria estudar, ter um bom emprego e trabalhar. Com esse trabalho deveria ter condições de sustentar minha família e ter lazer, pagar um previdência, muitas vezes ouvi falar que o INSS era suficiente ou nem ouvi falar pois ninguém se prepara para isso. A ideia de não trabalhar é abominada por muitos, a pessoa que não trabalha é vagabunda, não quer nada com a vida, não se esforça para melhorar nada e não produz nada, isso foi o que meus bisavós, avós e pais me passaram e tudo que ouvia nas reuniões de família. A pessoa rica era aquela que fez algo de errado para conseguir tudo aquilo, ter muito dinheiro é coisa do demônio, riqueza não traz felicidade e por ai vai. Idéias que vão passando por décadas e décadas e o que fui sentindo na minha família era que ninguém se preocupava em acumular patrimônio, os objetivos da vida estava em viajar, comprar carros ou casas maiores, joias, comidas e restaurantes dos melhores, mas o dever de casa nunca era cumprido, como e quando vou parar de trabalhar? Ahh parar de trabalhar sinônimo de crime, o que vou fazer em casa parado? Era sempre o que ouvia. Em 2013 tive uma discursão com um professor que me disse que alugar uma casa era mais viável do que comprar, ainda disse mais, comprar casa era coisa de pobre, rico alugava!! Aquilo soava de forma absurda nos meus ouvidos. Já estava programado em minha mente que deveria trabalhar comprar uma casa um bom carro e seguir consumindo, mas por algum motivo eu me permiti aceitar e por alguns momentos pensar e se ele estiver certo? Porque não pode ser como ele esta falando, seria ele um louco? Ou a maioria da população alienada por um pensamento capitalista/consumista? Já parou para pensar se nossa sociedade não fosse consumista? O que seria da indústria, dos empregos, da televisão com suas propagandas? O consumo é a mãe do capitalismo, voltando a 2013 comecei a estudar o assunto. Procurei livros conheci o famoso pai rico pai pobre, o segredo das mentes milionárias e dezenas de livros que acabei “consumindo” de forma voraz. Aprendi a importância de acumular patrimônio e que o fato de não trabalhar ou não precisar trabalhar era complemente aceitável e possível. Não digo que deixar de trabalhar seja ficar deitado na cama sem fazer nada, digo que não trabalhar seja permitir que seu tempo livre possa ser dedicado a outras coisas e não para obter dinheiro para pagar suas contas. Tempo livre para viajar, fazer cursos de computação, fotografia, aprender a surfar a ter um hobby, estudar outras línguas, degustar novos alimentos e bebidas ser livre para fazer o que quiser quando quiser, pois você não terá um fator limitador que é o trabalho. Nesse ponto surge a diferença entre acumular ativos e passivos, nossos avós estavam acostumados a comprar terra, por segurança achavam que ter terra era ter paz e tranquilidade, mas o mercado financeiro já existia naquela época, tempo em que ter dinheiro na poupança era um maravilha. Infelizmente por diversos fatores intimamente ligados ao consumo nosso avós não deixavam sequer 1 real guardado por medo do governo ou sei lá quem seja pegar, esse dinheiro nos momentos de desejo era logo lembrado e consumido. A grande questão é que 1000 há 30 anos aplicados se tornariam uma fortuna hoje, mas ver o dinheiro parado é proibido!!!
    Acumular ativos!! Hoje tenho novos olhos, após batalhar para ter uma profissão a guerra não esta ganha, você tem que alimentar o seu aliado, o seu patrimônio! ele é que vai te retribuir todo o seu esforço no trabalho e no estudo, ele através dos juros compostos, uma verdadeira máquina de fazer o dinheiro crescer é que vão te permitir usufruir de tudo que conquistou, comprando ativos, ações de boas empresas, fundos imobiliários, títulos da divida pública, lci, lca, debêntures e por ai vai, esses investimentos abatidos do imposto de renda e da inflação irão te permitir viver plenamente, mas para isso é primordial que você saiba abrir mão dos desejos que nossa sociedade impõe que tenhamos, o status, o carro do ano, a grande joia, relógios, as marcas caras e casas maravilhosas servem para te destruir e alimentar os grandes conglomerados de pessoas bilionárias que detêm 50% da riqueza do mundo, quando você entender que deve acumular patrimônio e que sua família ira se beneficiar disso, alimente a mente dos seus filhos, eles devem amar, respeitar e entender o dinheiro como o seu amigo quando bem usado, seu sangue suas origens irão todos ser beneficiados e não sofrerão na fila do sus, ou sendo humilhado por patrões, desprezados por mulheres por não terem o carro do ano, quando seu patrimônio se torna grande o suficiente para que o retorno dele abatido da inflação não comprometa sua riqueza ai sim você poderá desfrutar de tudo de maravilhoso que o capitalismo pode oferecer. Saiba merecer, sacrifique seus desejos em prol do seu patrimônio, torne-o tão grande que seus netos diferentemente do que seus avos fizeram com você serão beneficiados e poderão estudar no exterior, casar com mulheres lindas e mudar a linhagem do seu sangue, a cultura, as artes, os países do mundos estarão aos seus pés porque você mudou o rumo de tudo, fez a diferença, alterou o ciclo que o sistema alimenta continuamente, acorde, seja crítico com propagandas, perfumes e desejos que nos rodeiam, tudo isso foi muito bem maquiado para que o capitalismo perdure eternamente, você tem a oportunidade de ser vítima disso ou se beneficiar disso de forma inteligente, comprando tempo ou seja comprando ativos de forma continua com disciplina, respeitando seu objetivo sendo Fiel!!

    • Julinho da Madalena 30 de junho de 2016 at 11:17 #

      Parabéns pelo belo texto, guilherme,

      Principalmente pela ideia central. curioso é que trabalho no setor público, na área de finanças, e o que vejo é exatamente essa narrativa na adm pública, ou seja, quando chega um dinheiro extra gasta-se com a aquisição ou construção de algo que aumenta o custeio consistentemente no LP.

      Abordar esse assunto nas finanças pessoais foi genial.

      copiei seu texto, Rafael. vou mandar para alguns amigos citando a fonte. maravilha a narrativa da sua experiência e seu poder de síntese em relação às ideias dos grandes Kiyosaki, Harv Eker, e outros. crie um blog contando outras histórias!!

      • Rafael 1 de julho de 2016 at 11:04 #

        Obrigado!!! Um blog seria legal mas não conseguiria me dedicar! Abraço

        • Guilherme 1 de julho de 2016 at 12:16 #

          Obrigado, Julinho!

          Concordo com você, o Rafael está de parabéns pelo texto sensacional! Muito legal e principalmente muito *inspirador* ler histórias de sucesso de leitores!

          Já que o Rafa disse que não conseguiria se dedicar a um blog, fica a dica então: que tal transformar esse belíssimo depoimento em um guest post? A base já está aí, querendo, é só entrar em contato!

          Forte abraço a todos!

          • Rafael 3 de julho de 2016 at 21:09 #

            opa!! claro que quero! seria ótimo!
            Grande abraço

            • Guilherme 5 de julho de 2016 at 10:07 #

              Maravilha, Rafael, vou entrar em contato com você via email para acertar os detalhes! 😀

              Abraços!

  7. Iza 30 de junho de 2016 at 18:39 #

    Excelente texto, Guilherme! Me fez refletir em alguns erros que ainda cometo nas minhas finanças pessoais… é sempre bom aprender com os seus textos! E esses links que você vai colocando no decorrer do texto atual e que nos levam a outros textos já escritos há 5 ou 6 anos são ótimos também! Obrigada!

    Rafael, você estava bem inspirado ao escrever esse texto, contou muito em poucas palavras. Hoje, assim como você, vejo os erros que meus pais e avós fizeram e ainda fazem. Não estudaram finanças. Não tinham acesso a internet, a livros da área. Além disso, a falta de interesse no assunto é notável também. Infelizmente…

    Mas isso nos serve de lição. Serve para que possamos mudar o rumo das nossas vidas financeiras e dos nossos descendentes. Importante será passarmos as lições para filhos e netos e torcer para que os mesmos tenham interesse, assim como nós tivemos.

    Já ansiosa para o próximo texto, Guilherme! rsrs

    • Guilherme 1 de julho de 2016 at 12:18 #

      Obrigado pelas palavras, Iza! E quanta responsabilidade minha tentar produzir próximos textos também inspiradores….rsrs… 😉

      De fato, eu gosto de fazer referências a textos antigos, pois considero o blog como um “sistema em construção”, onde os novos alicerces vão se edificando sobre os alicerces anteriores.

      E concordo também quanto ao texto do Rafael, é muito importante hoje em dia assumirmos as rédeas de nossas vidas financeiras.

      Abç!

  8. Investidorpb 1 de julho de 2016 at 8:38 #

    Nada melhor do que um texto extraordinário para tratar de receitas extraordinárias. Perfeito o texto. Meus parabéns.

  9. Cleiton Oliveira 2 de julho de 2016 at 15:31 #

    Excelente artigo Guilherme. Quando possuem algum aumento em seus rendimentos, as pessoas não pensam duas vezes em aumentar o seu padrão de consumo. Li uma reportagem muito interessante no Jornal Cruzeiro do Sul em que foi utilizada a seguinte frase pelo entrevistado gesseiro Rafael Bueno: “Gastamos achando que não ia faltar”

    Link da reportagem – http://resenha.li/gastar-demais

    Abraços

    Cleiton Oliveira

    • Guilherme 3 de julho de 2016 at 8:26 #

      Olá, Cleiton, prazer em ver você por aqui! 😀

      Realmente, a maioria das pessoas só dá atenção para o aumento de gastos, poucas são as que usam esse aumento para a elevação patrimonial.

      Muito boa a reportagem, ilustra bem o que acontece em geral no Brasil.

      Abraços!

  10. Vania 2 de julho de 2016 at 15:41 #

    Ótimo texto! E adorei ser citada nele, Guilherme! 🙂
    Manter baixos os gastos ordinários é a grande sacada, principalmente aqueles que se repetem mes a mes. Nossas despesas recorrentes não podem consumir um percentual mto grande de nossas receitas. Qdo isso acontece, a pessoa fica trabalhando só para pagar as contas.
    Tenho observado que algumas familias tem mta resistência em reduzir gastos que definitivamente não cabem em seus orçamentos. Morar numa casa menor, por exemplo, tem um efeito rápido e extremamente salutar nas finanças.

    • Guilherme 3 de julho de 2016 at 8:28 #

      Olá, Vânia, obrigado! Eu gosto de citar os comentários dos leitores, pois eles complementam de forma excelente muitas das ideias que utilizo como base para a elaboração de artigos. E você tem se destacado no papel de comentarista ativa do blog! 😀

      Esse fator da “resistência” em diminuir os gastos é crucial para a derrocada patrimonial de milhões de famílias. Outro exemplo que tenho visto é a resistência em mudar o local de compras de mercado. Muitas preferem comprar no mercado mais próximo apenas por comodidade, mesmo sabendo que, se gastarem 10 minutos a mais para se deslocar para outro mercado mais barato, economizariam uma grana enorme.

      Abraços!

  11. Joelmir 20 de julho de 2016 at 8:51 #

    Ótimo artigo. Parabéns.

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