Quer trocar de carro? Investir para sua aposentadoria? Realizar um casamento? Invista. Mas comece cedo.

Vou te contar um segredo: muitas empresas utilizam, para gravar na cabeça de seus consumidores a ideia do produto ou serviço que querem vender, a estratégia do slogan em apenas três palavras.

Sim, isso mesmo. Apenas três palavras. Três palavras são suficientes para registrar na mente dos consumidores a ideia central do produto ou serviço que querem vender. E isso, muitas vezes, funciona.

Start

Pois o post de hoje declaradamente se utiliza de uma estratégia de “marketing” parecida para, digamos assim, “vender” a ideia principal. 🙂

Não farei aqui explicações com fórmulas, cálculos matemáticos, gráficos e tabelas – embora pudesse (e, admito, até poderia reforçar a ideia aqui defendida).

Mas optarei pelo simples. Por quê? Ora, porque o simples funciona. Assim como nas estratégias de marketing com slogans resumidos a apenas três palavras. 😉

Pois a ideia principal a ser veiculada através desse texto já está contida no título do artigo: comece cedo.

Em se tratando de metas financeiras que envolvem objetivos não financeiros – sim, porque dinheiro é apenas um meio, e não um fim em si mesmo – quanto mais cedo você começar a arrecadação de fundos para a concretização de seus sonhos de consumo, sejam eles quais forem, mais certeza você terá de que conseguirá conquistá-los.

Seja o planejamento para a troca do carro, seja o investimento para sua aposentadoria financeira, seja, ainda, a realização de um casamento, ou o custeio dos estudos universitários daquele filho que acabou de nascer, é fundamental ter o tempo como amigo, como verdadeiro aliado, na realização de seus sonhos.

As três vantagens de começar cedo

Começar cedo traz, de imediato, três vantagens inquestionáveis.

1. Você gasta menos dinheiro.

Sim, claro! Como o tempo é um fator que joga a seu favor, quanto mais cedo você começar, de menos dinheiro saindo do seu bolso você precisará, já que a maior parte do montante provavelmente será constituída do dinheiro oriundo dos juros dos investimentos. Se você começar, com 25 anos de idade, a investir para a sua aposentadoria aos 60 anos, você precisará aportar menos dinheiro do que alguém que também queira se aposentar aos mesmos 60 anos, mas só começou a contribuir com 35 anos de idade.

O “responsável” para você aportar menos dinheiro, começando cedo, é justamente o veículo chamado investimentos, o qual, através dos juros compostos, irá fazer com que o dinheiro trabalhe por você. Já foi dito que tempo, dinheiro aportado e juros compostos constituem a tríade que faz seu patrimônio crescer e acumular, e é verdade.

Isto é, quanto mais tempo você tiver para a duração de seu plano de investimentos, de menos dinheiro saindo de seu bolso você precisará, uma vez que a maior parte do dinheiro acumulado será resultado do efeito dos juros compostos, ou seja, do tempo, sobre o capital que vai se acumulando.

Quanto mais tarde você começar, de mais dinheiro aportando você precisará. E, quanto mais cedo você começar, de menos dinheiro aportando você precisará. Simples assim. 😉

2. Você garante uma maior probabilidade de conquistar sua meta.

Metas existem para serem cumpridas. E, quanto mais cedo você começar a investir para conquistar um objetivo, você garante maiores probabilidades de esse mesmo objetivo se concretizar.

Nesse contexto, vale a pena trazer aqui para o artigo a fonte para a ideia de criar o post.

Trata-se do vídeo semanal do canal no YouTube do YNAB, onde Jesse Mechan relata a ideia de começar a se planejar financeiramente para o casamento. Dele? Não, da filha dele de 8 anos de idade. 😆

Cara, realmente ele está fazendo valer a ideia desse artigo. 😀

Supondo que a filha dele vá se casar daqui a mais ou menos duas décadas, talvez investir 15 dólares por mês já seria um bom ponto de partida para garantir a realização da festa do casamento. Talvez mais, digamos, uns 50 dólares, se estiver pensando num casamento que requer mais gastos.

Independentemente do valor aportado, uma coisa é praticamente certa: ele terá dinheiro para realizar o objetivo não financeiro, exatamente porque estará começando cedo. E mais importante do que isso: sem recorrer a empréstimos e endividamentos.

3. Você tem segurança e paz de espírito.

Finalmente, existe ainda um terceiro benefício em começar cedo, de ordem mais emocional do que propriamente matemática: é a segurança financeira de que o objetivo será atingido.

Essa segurança psicológica poderá, inclusive, ser traduzida em números. Quando chegar a hora de trocar de carro, daqui a 4 anos, em 2020, você terá o indiscutível privilégio de não se endividar até 2025, pagando, digamos, R$ 100 mil num carro que custava R$ 70 mil e, quando terminar de pagar, estará valendo menos de R$ 50 mil.

Quando chegar a hora de bancar o casamento da filha, você terá o privilégio de fazê-lo sem sequer prejudicar seu orçamento doméstico mensal, uma vez que já terá separado e computado numa linha à parte de seu orçamento doméstico esse mesmo gasto, ao contrário do cara que precisou tirar dinheiro de sua própria aposentadoria para fazê-lo.

Mas não precisamos ir muito longe. Até para coisas mais corriqueiras a ideia de “começar cedo” funciona. Talvez você esteja pagando até hoje a parcela 8/12 da viagem para os EUA que realizou em janeiro. As férias se foram, a família curtiu e tal, mas a prestação insiste em chegar todo mês, como se a parcela estivesse te “lembrando” de quão despreparado você ficou financeiramente ao realizar tal viagem.

Não faça isso. Planeje-se financeiramente para que, uma vez realizado o objetivo financeiro, você não tenha pendências (dívidas) para serem quitadas.

Conclusão

Calendário

O lado bom de começar cedo é que você prova para você mesmo que é uma pessoa capaz de realizar objetivos e metas financeiras utilizando o tempo, os juros compostos e a disciplina como ingredientes que jogam a seu favor, e não contra.

Uma outra coisa importante a ser ressaltada é que começar cedo tem menos a ver com a idade, e mais a ver com o momento em que você descobre a ideia e a aplica.

Voltando ao exemplo da aposentadoria, você pode ter 35 anos de idade, e ter descoberto somente agora a importância de investir o quanto antes para sua aposentadoria. É claro que você não poderá voltar no tempo para começar a investir quando tinha 25 anos, mas você poderá perfeitamente executar a ideia hoje, iniciando um plano de investimentos, ao invés de fazê-lo somente no final do ano. Eu gosto dessa frase, que sintetiza bem esse pensamento:

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

Por isso, fica a dica: não retarde. Não procrastine. Não fique esperando o momento perfeito, as circunstâncias ideais ou uma quantia “x”. Faça o que der para ser feito, com a quantia possível de ser executada, agora.

Créditos das imagens: Free Digital Photos

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32 Responses to Quer trocar de carro? Investir para sua aposentadoria? Realizar um casamento? Invista. Mas comece cedo.

  1. Rosana 11 de julho de 2016 at 6:50 #

    Guilherme,

    Muito bom seu post.
    Eu não sabia que o marketing usa apenas 3 palavras para conquistar os clientes, vou prestar mais atenção nisso.
    Começar cedo é muito importante mesmo. Espero que o público de 15, 20 anos do seu blog seja grande, pois começando a pensar em educação financeira nessa época da vida, a colheita será muito mais próspera.

    Boa semana!

    • Guilherme 12 de julho de 2016 at 9:49 #

      Oi Rosana, obrigado!

      Dentro do variado público etário do blog, felizmente tenho conversado com alguns jovens nessa faixa de idade, portanto, a colheita dele tenho certeza de que será bastante próspera. 🙂

      Boa semana também!

  2. M1M 11 de julho de 2016 at 11:40 #

    Mto bom! O tempo tem que estar sempre a nosso favor!

  3. Vanessa Dias 11 de julho de 2016 at 14:58 #

    Uma dúvida: Se temos o dinheiro para pagar as férias à vista, uma passagem de avião, por exemplo, e a prazo custa a mesma coisa, sendo organizada, não vale a pena pagar a prazo?

    • Leonardo 11 de julho de 2016 at 22:17 #

      Sim, financeiramente vale sim. Porque você pode pegar esse dinheiro e aplicar e sair um pouquinho mais barata a viagem, coisa de alguns reais provavelmente. Ocorre que a maioria das pessoas e até mesmo as com conhecimento de finanças pode se desorganizar nesses gastos parcelados em muitas vezes

      O ponto central do seu questionamento é “,sendo organizada,”. É bom contar sempre que você tem uma dívida do valor total e não da parcela que aparece a cada mês.

    • rafael 11 de julho de 2016 at 22:42 #

      A resposta está na psicologia do consumo. Ao comprar algo no crédito, você está alimentando algo que não viveria caso fosse obrigada a pagar à vista, teria que se programar, raciocinar, comparar preços e apertar o orçamento. Resumindo, você teria que se educar financeiramente.

      E esse não é o objetivo das bandeiras dos cartões, quanto mais desenfreada você for, e quanto mais imediatista você for, melhor, mais chance de ter que pagar o mínimo, de não dar conta do recado (não falo isso diretamente para você, mas sim em relação à grande massa).

      Adiantando um sonho, as pessoas vivem o amanhã no hoje e têm a falsa ilusão de poder mais. O cartão de crédito muitas vezes é visto como um salário extra e a maioria vai vivendo sem compromisso com o futuro. Você usa o tênis de hoje, sendo que só poderia pagar no final do ano. Quando chega o final do ano, já está com o relógio que só poderia pagar no final do outro ano, e assim o consumo é alimentado.

      Os grandes conglomerados já perceberam que pessoas financeiramente controladas são minoria e, para forçar essa minoria a utilizar o cartão de crédito, não fornecem descontos. Fazendo isso, até mesmo os mais disciplinados acabam caindo no ciclo vicioso, mesmo porque quem não tem controle sobre as finanças está pouco se lixando para o desconto, querem mesmo é ter logo o produto.

      O cartão de crédito deixou de ser um veículo de pagamento com benefícios para se tornar em um crachá da tribo dos consumidores do futuro (não levem para o lado pessoal, falo em relação à maioria).

      O fato é que essa psicologia é pesada, eu mesmo já caí várias vezes nessa armadilha. Hoje, pago tudo no débito, e limito o gasto no crédito, apenas para compras mais pesadas ou grandes emergências, que são raras.

      Resumindo, programe-se sempre para pagar à vista *mesmo sem descontos*, para fugir do ciclo vicioso do consumo e evite o crédito, milhas, km de vantagens e outras armadilhas.

    • Vania 11 de julho de 2016 at 22:59 #

      Sendo organizado, melhor pagar à prazo. Eu costumo deixar numa aplicação em separado o valor que pretendo gastar com a viagem (que já fui guardando antecipadamente, para essa finalidade). Aí tudo o que pago referente à viagem vou tirando dessa aplicação. Normalmente a passagem faço em parcelas, pque não tem mesmo desconto se pagar à vista. Depois, todo mes, retiro da aplicação o valor correspondente à parcela.

    • Guilherme 12 de julho de 2016 at 10:06 #

      Oi Vanessa, os outros leitores já deram respostas muito boas, de modo que aqui vai apenas um complemento.

      Do ponto-de-vista estritamente matemático, estritamente financeiro, fatiar uma compra de 100 em 10 parcelas de 10, aplicando o dinheiro num investimento, e fazendo retiradas mensais dessa aplicação, seria uma solução ótima. Do ponto-de-vista financeiro.

      Acontece que, em se tratando de finanças pessoais e consumo, nem tudo se resume à matemática financeira. Há questões comportamentais pesadas no marketing de consumo, como bem frisou o Rafael, e nem tudo que é mais vantajoso da perspectiva financeira é mais benéfico da perspectiva psicológica.

      E aqui vai uma pergunta simples, mas que envolve uma resposta no sentido inverso. O que você prefere: começar o mês de agosto com R$ 3 mil livre pra gastar, ou começar o mês de agosto com apenas R$ 1,5 mil livre, sendo outros R$ 1,5 mil já comprometidos com 18 compras parceladas?

      É claro que, sob uma perspectiva puramente financeira, começar o mês com mais dinheiro é melhor do que começar o mês com menos dinheiro.

      Só que muitas pessoas optam, como bem disse o Rafael, a viverem o amanhã no hoje, comprometendo, com isso, parcialmente o futuro, ainda que ajam de modo disciplinado.

      É por isso que muitas empresas não dão a opção de oferecer desconto à vista, principalmente em se tratando de passagens aéreas, e compra de veículos: é que as empresas que atuam nesse ramo querem esticar ao máximo o ciclo de consumo. Cabe a nós, como consumidores, nos policiarmos, para não cairmos na tentação de comprar porque a prestação cabe no bolso e “não é possível ter desconto à vista”.

      Cuidado! Nem tudo o que é mais conveniente do ponto de vista puramente financeiro é mais adequado do ponto de vista psicológico.

      Vale a pena parcelar a compra de supemercado? Mas compra de supermercado você faz todo mês. Vale a pena parcelar o combustível? Mas o combustível você compra todo mês.

      Às vezes, sacrificar uma compra parcelada em “10 vezes sem juros” em prol de pagar à vista sem desconto é mais vantajoso. Às vezes, o ótimo (compra parcelada) é inimigo do bom (compra à vista sem desconto).

      Deixo aqui alguns artigos do blog que expandem essa discussão para outros níveis:

      http://www.valoresreais.com/2012/07/23/16-vantagens-de-pagar-as-compras-a-vista-parte-iii-vantagens-11-a-16-e-conclusao-final/

      http://www.valoresreais.com/2010/03/30/o-otimo-e-inimigo-do-bom/

      Em resumo, aqui não existe certo ou errado. Existe o que vale mais a pena para você.

      Abraços!

    • Vanessa Dias 12 de julho de 2016 at 10:30 #

      Obrigada a todos pelas respostas!

      • Adriana 12 de julho de 2016 at 20:38 #

        Bah eu também prefiro comprar a vista, mesmo que não tenha desconto, só pra não ter que pensar em uma “parcelinha” se arrastando por meses a fio. Em se tratando de viagens, já ir sabendo que a passagem está paga, é ótimo!
        Prefiro pagar a passagem ou outra compra a vista e no mês seguinte compenso investindo um pouco mais. Acho que facilita a organização.

  4. Marcio 11 de julho de 2016 at 15:10 #

    Excelente post.
    Pessoal gostaria de uma opinião: quero sair da poupança e migrar para algo que renda mais, médio prazo, renda fixa baixo risco, pelo banco do Brasil por comodidade, pois já uso o banco.
    Alguém sugeriria algum dos fundos do bb?

    • Anon 11 de julho de 2016 at 16:29 #

      Cara, não faça isso, antes de sair da poupança estude mais um pouco, sobre CDB’s, LCI, LCA e tesouro direto. Alguns bancos de médio porte pagam até 117% do CDI. Não sabe o que significa 100% CDI, estude um pouco sobre e vai descobrir que banco grande paga muito pouco.

      • Marcio 11 de julho de 2016 at 18:03 #

        Vou procurar mais informações, mas da teoria para a prática é uma distância enorme.
        Teoricamente até 250 paus o fgc garante, então poderia procurar um banco pequeno e buscar a melhor
        renda possível numa lci ou lca.
        Mas e o medo!
        Obrigado pela atenção, vou me informar mais.

        • Guilherme 12 de julho de 2016 at 10:09 #

          Oi Márcio, é preciso vencer as barreiras psicológicas para ter uma rentabilidade maior nos seus investimentos.

          Muitas vezes, nossas crenças atrapalham a realização dos nossos planos, quando passamos a ver que a realidade objetiva nada tem a ver com aquilo que pensávamos que existia.

          O mercado no Brasil, embora ainda falhe na regulamentação em alguns pontos, ainda oferece produtos de investimentos com adequada relação risco vs. retorno, e os melhores investimentos inevitavelmente se encontram fora dos grandes bancos de varejo.

          A minha dica é: continue estudando antes de aplicar. Vença seus medos de forma gradual e progressiva.

          Abraços!

          • Marcio 15 de julho de 2016 at 21:06 #

            Obrigado Guilherme, vou estudar mais e aos poucos vencer essas barreiras.
            Forte abraço!

  5. Adriana 11 de julho de 2016 at 17:40 #

    Olá Guilherme! Parabéns pelo post, sempre excelente!

    Veja só. Tenho 25 anos, um bom emprego e vivo com os meus pais. Levando uma vida simples, gasto bem pouco e consigo economizar boa parte do meu salário. Mas vou te confessar uma coisa… Tenho bastante facilidade em não gastar à toa, em economizar, mas tenho uma dificuldade enorme de estabelecer objetivos para os meus investimentos. Penso na velhice de um modo geral, em períodos de dificuldade e em alguma fase da vida em que talvez não tenha um emprego tão bom. Gosto de viajar coisa que tento fazer sempre que possível, mas não tenho tanto tempo para isso quanto gostaria. Minhas viagens também são super econômicas de modo que não comprometo meu orçamento. Não tenho vontade de comprar casa própria, carro próprio, essas coisas. Imagino a possibilidade de um ano sabático em algum momento no futuro (não sei quando)… Não sei se sou só eu que sou “estranha” assim… Enfim, é difícil estabelecer metas e visualizá-las sendo alcançadas lá na frente… Felizmente a disciplina da economia eu tenho, se tempos difíceis vierem, estarei preparada.
    Ah costumo brincar que minha compra pela internet favorita são os títulos do tesouro. Quase uma compulsão! 😀

    • Leonardo 11 de julho de 2016 at 22:36 #

      Adriana,

      Parece que você já conquistou vários objetivos que a média das pessoas de 25 anos ainda não alcançou.

      As necessidades vão surgindo com o passar do tempo, vão mudando. Você diz que não tem objetivos, mas por exemplo cita o “ano sabático” que pode ser possível devido aos valores monetários que você vem conseguindo acumular. Cita também que gosta de viajar. Viajar e ano sabático combinam. Talvez você não estabeleceu isso como um objetivo formal ainda.

      Sobre as viagens, vou compartilhar uma impressão que tenho tido ultimamente. Há toda uma indústria para dizer que viagem é solução pra tudo, sinônimo perfeito de felicidade e que faz de praias “comuns” a coisa mais maravilhosa do mundo por uma foto com filtro no Instagram. Vejo cidades que já conheço e que não considero que tenham nada demais e que aparecem como algo exuberante, imperdível. Não se sinta “culpada” de realizar uma viagem econômica (por exemplo, será que vale mesmo a pena pagar R$1000 numa diária sendo que muitas vezes a pessoa pouco fica no hotel?), mas também não deixe de aproveitar algo que você acha que valha a pena nos passeios por muito apego ao dinheiro.

      Em todo caso, ter essa reserva te dá uma liberdade maior de planejar, e se necessário, de refazer os planos.

      • Adriana 12 de julho de 2016 at 20:29 #

        Leonardo

        Obrigada pelas palavras!

        Sim, eu sou fã de carteirinha de hostel, me recuso a me hospedar em hotel. Até pelo aspecto da diversão e para me sentir menos sozinha. Acho que quem precisa se sentir culpado é quem paga a diária de R$ 1000, as vezes simplesmente porque acha feio compartilhar um quarto.

        Discordo um pouco de você na questão dos lugares imperdíveis. Eu acho que isso depende muito do sentimento da pessoa. A pessoa que considera o local exuberante ou não pelo “espírito” que ela adota na viagem. Claro, tem gente que gosta de “ostentar destinos”, mas eu já tive a feliz sensação de me maravilhar com lugares que sou extremamente grata por ter conhecido. Exemplo: sou fã absoluta da cidade de São Paulo. Amo os museus, a comida boa, o ritmo apressado, a “selva de pedra”. Foi uma das mais maravilhosas sensações ver os quadros do Portinari no MASP, um daqueles momentos da vida em que simplesmente se sente grato por estar ali, por ter aquela oportunidade. Por outro lado, já ouvi várias pessoas dizer que não tem vontade de conhecer São Paulo porque “não tem praia”.

        Exemplo 2: há dois dias peguei um livro do Jorge Amado para ler (sou fã) e me lembrei da grata sensação que foi conhecer a Fundação Casa de Jorge Amado no coração do Pelourinho em Salvador. Quando li o primeiro livro do Jorge Amado da minha vida e fiquei sabendo que existia uma fundação em sua homenagem eu internalizei que um dia iria conhecer. Consegui vários anos depois e sou grata pela experiência.

        Eu adoto esse espírito quando viajo: o de sentir-se grato por ter condições de visitar aquele lugar, seja uma praia linda ou um museu incrível, e mais grata ainda por ter sensibilidade suficiente de saber o quanto aquela é uma experiência única, que poucos tem condições de ter, seja por falta de recursos financeiros, seja por falta dessa mesma sensibilidade.

        Enfim, é um sentimento que ajuda muito a seguir em frente!

    • Guilherme 12 de julho de 2016 at 10:17 #

      Oi Adriana, obrigado!

      A resposta do Leonardo foi excelente, e assino embaixo do que ele disse. 😀

      Você tem um nível de educação financeira acima da média, para a sua idade, e a questão é basicamente o estabelecimento de metas.

      Uma coisa que funcionou para mim é escrevê-las no papel. Há um artigo no blog que pode te ajudar: não se trata exatamente de metas financeiras, mas serve para ilustrar o que quero dizer: http://www.valoresreais.com/2014/03/24/o-exercicio-dos-pulos-na-pratica-aquilo-que-eu-escrevi-papel-em-2010-ira-se-realizar-em-2015/

      Enfim, ter um plano te ajuda a ordenar as ideias, e executá-las. Você falou do ano sabático, e, como acertadamente disse o Leo, ano sabático e viagens são temas que combinam, e você pode unir o útil ao agradável nesse caso.

      Como? Fazendo um teste. Comece com um mini-sabático, digamos, umas férias de 30 dias consecutivos, para testar a ideia na prática e ver se funciona.

      Se gostar, amplie o projeto para 12 meses. 😉

      Abraços, e parabéns pela “compulsão” pelos títulos! As taxas continuam atrativas, principalmente do TD IPCA. 😆

      • Adriana 12 de julho de 2016 at 20:34 #

        Guilherme

        Vou ler o artigo com calma. Talvez eu deva me concentrar mais em metas de mais longo prazo…

        É, eu tenho a ideia do ano sabático, mas embora acostumada a viajar sozinha, não gosto de passar longos períodos só e longe de casa. Pensando em possibilidades de cursos mais curtos, quem sabe “semestre sabático” ou algo assim…

        Acabei de comprar tesouro direto IPCA 2019 antes de entrar aqui novamente para ver as respostas! 😉

        • Paulo Lucas 14 de julho de 2016 at 23:41 #

          Adriana. Compartilho em partes o que você está sentindo. Tenho 24 anos e um emprego no funcionalismo público e sei bem o que é a ausência de metas e/ou objetivos a cumprir. Vemos e ouvidos que é fundamental a criação de tais metas e objetivos e assim também vejo. Contudo é muito difícil defini-las não é mesmo? Se assim ajuda, comecei a dividir as metas e sonhos em espaços de tempos menores.

          O pensamento a longo prazo é essencial e vital para o correr dos dias, mas viver o presente e o futuro é o que nos dar fôlego para seguir os dias. Se me permite vou te contar o que estou passando que tem tudo a haver que nosso cenário. Quando criança fazia natação e participei de alguns eventos esportivos e tal, após a faculdade acabei abandonando por vários motivos diferentes – e nem sempre justificados.

          Até que no ultimo ano estabelece como objetivo voltar a nadar, me custa um valor significativo por mês, mas o ganho em qualidade de vida, produtividade e saúde são imensuráveis. Fez as contas e voltei a nadar com frequente.

          O que posso te dizer Adriana, continuar investir e agregando conhece e estudo em finanças, mas tenta não pensa nos aportes como um fim em si mesmo. Sei que a sensação de ver as rentabilidades crescerem mês a mês é maravilhoso, mas não somente disso se faz um patrimônio. Abraços.

          PS. Esse TD IPCA 2019 é uma tentação tem meses que tenho vontade de jogar a diversificação para o espaço e comprar tudo dele.

          • Marcio 15 de julho de 2016 at 15:30 #

            Pessoal, consigo investir no td pelo bb?
            E esse td ipca 2019 significa que é pra sacar em 2019?
            Desculpe a ignorância.. Hehe.

            • Paulo Lucas 15 de julho de 2016 at 20:47 #

              Nada de desculpas velho, todos estamos aqui para trocarmos informação.
              Sim é possível investir no TD pelo bb mas não o faça, eles são nem um pouco amigáveis, além de cobrarem muito caro para fazer. O aconselhável é investir junto a uma corretora de valores.sobre o IPCA 2019 – é sim um título com vencimento em 15/05/2019.

              • Marcio 15 de julho de 2016 at 21:04 #

                Obrigado parceiro, forte abraço!

          • Guilherme 16 de julho de 2016 at 10:44 #

            Excelente exemplo, Paulo, e gostei da sua última frase:

            “Sei que a sensação de ver as rentabilidades crescerem mês a mês é maravilhoso, mas não somente disso se faz um patrimônio.”

            Trata-se do patrimônio de ativos intangíveis. Já escrevi sobre ele no blog, sendo que constitui um dos pilares da filosofia do site => http://www.valoresreais.com/2009/11/29/desenvolvendo-o-conceito-de-ativos-intangiveis-para-que-voce-possa-viver-melhor/

        • Guilherme 16 de julho de 2016 at 10:43 #

          Legal, Adriana, e veja que a ideia do semestre sabático vai ao encontro do que disse o Paulo Lucas, ou seja, de “fatiar” metas de longo prazo em “porções menores”.

          Sobre o TD IPCA 2019, realmente, está ótimo, as taxas até melhoraram de uns tempos pra cá…rs 😀

          Abç!

  6. Risoletta 10 de outubro de 2016 at 12:41 #

    Guilherme, sou nova aqui no blog e também iniciante em investimentos. Já tive vários momentos da minha vida em que fui “mão fechada” e de “mão aberta”. Atualmente, cancelei a função crédito do cartão e estou fazendo planejamento financeiro mensal.

    Desde que passei a ser independente, passei a investir na poupança.

    Recentemente, participei de um curso de educação financeira do “Projeto Pé-de-meia” e mudei meus conceitos. Quero apreender a investir melhor, mas tenho 2 (duas) dúvidas principais.

    A primeira é com relação à previdência privada. É verdade que pra mim, que já tenho 30 anos, não vale mais a pena investir na previdência privada? Me falaram que rende mais investir no tesouro, etc.

    A outra dúvida é com relação à dívida do meu apartamento. Financiei pela caixa e dá um dó no coração ver que que o maior valor da parcela é para pagar juros. Me falaram que rende mais investir no tesouro do que juntar o valor e tentar amortizar a dívida.

    desde já obrigada

    • Guilherme 10 de outubro de 2016 at 15:19 #

      Oi Risoletta, seja bem-vinda!

      Sobre suas dúvidas, vamos lá:

      1) Não pelo contrário, você ainda é bem jovem, e tem que sim pensar e investir no seu futuro. Mas a previdência privada realmente não é muito atrativa. O primeiro passo é saber se você já paga seu INSS: esse é o plano que você deve garantir de pagar antes de investir em outras coisas;

      2) Você deve centrar esforços em quitar a dívida, antes de colocar seu dinheiro em outras modalidades de investimentos.

      Abç!

      • Risoletta 10 de outubro de 2016 at 17:30 #

        Obrigada por me responder.

        1. Sou funcionária pública, então já recolho para o regime próprio.

        2. Então, você acha que quando eu tiver um extra, tipo 13º, é melhor amortizar a dívida do que investir?

        att

        • Guilherme 11 de outubro de 2016 at 9:48 #

          1) Geralmente, as taxas de administração dos planos de previdência privada são muito altas. Então, nesses casos, os investimentos no mercado financeiro, como o Tesouro Direto, podem ser, sim, uma alternativa.

          2) Sim, certamente. Quanto antes você quitar as dívidas, melhor.

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