A emocionante experiência de assistir aos Jogos Olímpicos, dentro dos estádios e das arenas!

No livro “168 hours. You have more time than you think” (168 horas. Você tem mais tempo do que pensa, sem versão em português), a escritora Laura Vanderkam sugere, como estratégia para aproveitar melhor o uso do tempo, fazer uma lista de 100 sonhos a serem perseguidos, e “riscá-los” à medida que forem sendo cumpridos.

Diferentes pessoas têm diferentes sonhos. Uns sonham em testemunhar a aurora boreal, enquanto outros sonham em conhecer o Deserto do Saara. Uns sonham em cruzar o mundo carregando apenas uma mochila nas costas, enquanto outros sonham em fazer um cruzeiro de navio. Não importa muito o tipo de sonho: importa mais realizá-lo.

E foi exatamente isso que fiz nos últimos dias: realizar um sonho.

Quem é leitor antigo do blog sabe que eu gosto de assistir, pela televisão, esportes, como futebol e tênis, pois eles carregam consigo muitas metáforas interessantes para a vida. Afinal, uma das principais funções de um atleta é a de inspirar.

Dentro dos esportes, destacam-se, é claro, as Olimpíadas, sobre as quais discorremos em diversos artigos a propósito dos Jogos de Londres em 2012.

Eu sempre gostei de acompanhar, pela televisão, as Olimpíadas, e isso desde criança, desde 1988, que ocorreu na Coréia do Sul. Quando surgiu a oportunidade de ir para o Rio de Janeiro assistir presencialmente as Olimpíadas 2016, não pensei duas vezes: me programei financeiramente, comprei os ingressos e fui assistir às sessões. 😀

Rio 2016 - Tênis

“Matando dois coelhos com uma cajadada só”: assistir Rafael Nadal e os Jogos Olímpicos ao mesmo tempo. Aliás, a melhor partida de tênis de uma Olimpíada.

Na compra dos ingressos, priorizei aquelas competições que sempre gostei de assistir pela TV, ou seja, judô, ginástica artística, vôlei (de quadra e de praia), basquete e tênis, além, é claro, dos esportes “clássicos” de uma Olimpíada, que são a natação e o atletismo.

Rio 2016 - Judô

Uma das coisas mais legais de assistir “in loco” uma competição de alto nível é perceber detalhes que normalmente são pouco explorados quando se assiste pela televisão, como a tática das equipes, a atitude dos técnicos, e a atmosfera da torcida (às vezes deplorável e horrível, como o comportamento da torcida brasileira em alguns eventos, o qual não pretendo me alongar muito por ter sido um tema já exaustivamente tratado pela mídia tradicional).

Rio 2016 - Ginástica artística

Assim como eu disse em outra oportunidade, assistir a um campeonato esportivo do estádio é uma experiência completamente diferente de assistir pela televisão. A televisão tem todos aqueles recursos tecnológicos e efeitos especiais que fazem um jogo parecer ser bem maior do que ele é.

Rio 2016 - Natação

Na prática, ali, dentro do estádio ou da arena, a competição se desenvolve de forma natural, com os atletas se esforçando para darem o seu melhor, o que é resultado de anos e anos de treinamento, dedicação e trabalho duro.

Rio 2016 - Atletismo

Como disse o Frugal Simple num artigo excelente chamado “a importância da Excelência”:

“Vida de atleta não é fácil, quem já foi sabe, sem contar que os atletas da Olimpíada 90% são quebrados, a exceção são os antigos medalhistas e as estrelas já consagradas. Agora pensa numa menina do polo aquático da Rússia, pensa numa menina do time de Handebol da Holanda… Quanto você acha que elas ganham? Será que são milionárias? Nada! É muita ralação, uma passagem da vida, um grau máximo de Excelência que foi alcançado e que vai perdurar por parcos anos, mas será o suficiente para instigar no pensamento delas o que chamo de COMPLETUDE.

Rio 2016 - Vôlei de praia

Conclusão

Li, não sei se foi no livro da Bronnie Ware (Antes de partir – uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte) ou em algum outro lugar, que nós nos arrependemos mais pelas coisas que deixamos de fazer do que pelas coisas que fizemos.

Bom, esse arrependimento eu não vou ter, pelo menos em relação às Olimpíadas.:-)

Consegui realizar um dos sonhos que vinha tendo desde criança, que era justamente o de assistir “ao vivo” diversas competições desses Jogos.

Assim, termino esse post com a mesma conclusão a que cheguei no post sobre a experiência de ter assistido a uma partida da Copa do Mundo:

O que eu tiro dessa experiência? Simples: planeje-se financeiramente e saiba que é perfeitamente possível realizar seus sonhos de criança, por mais diferentes e ousados que sejam. E não se importe e não dê a mínima para o que os outros venham a dizer. Afinal, a vida é sua, os sonhos são seus, o dinheiro é seu, e é somente a você quem você deve dar satisfação.

Tenham todos uma excelente semana! :-)

p.s.: post com comentários moderados.

26 Responses to A emocionante experiência de assistir aos Jogos Olímpicos, dentro dos estádios e das arenas!

  1. pr 23 de agosto de 2016 at 0:23 #

    ótimo post VR,

    Fiquei instigado por essa olimpíada. Realmente passei a ver com outros olhos a competição, depois de descobrir as qualidades necessárias para ser um competidor (a nível mundial).

    Fiz uma rápida pesquisa, e descobri que, para Tokyo 2020, nos padrões atuais, é necessário 10k reais para ir no modo SUPER LOWBUDGET (assistir 10 partidas, hostel, passagem, comida…) e que quem quiser poupar começando de agora (46 meses até o inicio do evento) deverá economizar 218 reais.

    Estou vendo a possibilidade de investir um pouco menos em uma aplicação (me empreste a sua força de juros compostos!) para ir assistir esse evento mundial.

    Forte abraço!

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 10:01 #

      Olá, pr, obrigado!

      Gostei da sua pesquisa para ir para Tóquio 2020, bem como pelo método de programação.

      De fato, realizando uma programação consistente, com aportes regulares e num investimento de baixo risco, é perfeitamente possível assistir a esse evento mundial.

      Abraços!!!

    • MJC 23 de agosto de 2016 at 10:36 #

      Interessante essa conta. Hoje fiz uma estimativa de 20mil por pessoa pra ir pra lá, com passagens de avião, estadia, alguns jogos, diversão e pequenas viagens por algumas cidades (Kyoto é linda!).

      Um super lowbudget deve girar em torno de 10mil mesmo.

      • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 10:40 #

        Também estimei um custo em torno de R$ 20k para cobrir os gastos. No modo “ultra low budget” acho que é viável conseguir bancar tudo com R$ 10k.

        Aliás, planejamento de viagem é uma das melhores coisas que podemos fazer. Dizem até alguns estudos que a sensação de “realização” é maior na fase de planejamento do que na fase da execução da viagem propriamente dita. :-)

  2. MJC 23 de agosto de 2016 at 7:06 #

    Agora está explicado o seu sumiço rs…. Eu pensei em mandar um e-mail perguntando se tinha algum problema, mas aí foi saindo os guest-posts (acho que na terça/quarta) e eu resolvia esperar mais uma semana.

    Bom post. E de quebra peguei 2 dicas de livros aí….

    Cada meio fornece uma experiência diferente para acompanhar jogos. Por exemplo, se quiser morrer do coração, basta ouvir apenas pelo rádio (parece que a cada segundo é uma emoção diferente, sendo que na prática nada acontece na maior parte do tempo).

    Fiquei curioso na sua lista de 100 coisas a ser seguidas antes de morrer. Pretende disponibilizar ela eventualmente?

    ps.: Vi aí que voltou a moderar os comentários. O que aconteceu? Trolls agindo?

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 10:06 #

      rsrsrsrs….. então, MJC, foi esse o motivo mesmo. Espero agora ter tempo suficiente para atualizar e responder aos comentários, que se acumularam nessas últimas semanas. 😉

      Sobre a lista de 100 coisas, é uma coisa que, sim, pretendo disponibilizar ela, nem que seja apenas parcialmente.

      Sobre os comentários, a necessidade de moderação surgiu em virtude de spammers e trollers, que não estavam sendo filtrados pelo anti-spam.

      Abraços!

      • Rapha 24 de agosto de 2016 at 23:12 #

        Olá, Guilherme!
        Bom saber que vc pretende disponibilizar a lista, ainda que parcial.
        hehehe E que belo post, motivador!

        • Guilherme 25 de agosto de 2016 at 9:39 #

          Oi Rapha, obrigado!!!!! 😀

          Sobre a lista, vou publicar pra servir de inspiração também para que os leitores deem o pontapé inicial para as suas respectivas listas. 😉

          Abraços!

    • Erica 23 de agosto de 2016 at 16:58 #

      Também fiquei super preocupada ao não receber o e-mail esperado na 2ª feira… que ótimo que o motivo era esse! :)

      • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 20:13 #

        Oi Érica, bom saber dessa preocupação de vocês, da próxima vez vou fazer um aviso para tranquilizar a todos. :-)

  3. Adriana 23 de agosto de 2016 at 10:01 #

    Que legal Guilherme! Parabéns pela experiência.
    Eu também sou dessas que gosto de viver experiências diferentes. Acho que é uma boa maneira de ir vivendo a vida: abrir a cabeça e experimentar coisas novas. Geralmente rendem ótimas histórias!
    O dinheiro tem que servir para isso mesmo, mesmo que pareçam extravagâncias aos olhos alheios. 😛

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 10:07 #

      Oi Adriana, obrigado!

      Realmente, uma das mais belas funções da vida é a criação de memórias. 😀

      Ainda bem que na minha vida não vai haver “espaços em branco” nesse quesito. :-)

      Abraços!

  4. Ronaldo 23 de agosto de 2016 at 12:59 #

    Oi Guilherme,

    Muito legal esse depoimento, também curti demais as Olimpíadas, só fui no jogo do Brasil x Honduras, mas trabalhei muito no último mês para esse evento, e digo com certeza que foi uma experiência única.
    Também estranhei os post no meio da semana, desconfiava que estava nos jogos mesmo rsrsr.
    Não sei porque mas sempre achei que você também era carioca, rsrsrsr
    Grande abraço!!!

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 13:10 #

      Olá Ronaldo, que bom que também acompanhou as Olimpíadas “in loco”! 😀

      rsrsrs….pois é, estava com dificuldades de gerenciar o tempo e o blog, mas felizmente deu tudo certo…..rsrsrs

      Abraços!!!

  5. Aldo Cintra 23 de agosto de 2016 at 13:09 #

    Ótimo texto.
    Eu moro no Sul de Minas, perto até do Rio (350km).
    Mas como estou desempregado nem me animei para ir assistir pessoalmente alguma competição.
    Quando foi dia 18 de agosto, meu treinador de jiu-jitsu me deu um ingresso para wrestling.
    Aí fomos em 3, dividimos gasolina, pedágios e estacionamento, levamos alguns alimentos.
    Não saiu caro, e pude presenciar esse evento ímpar!

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 13:11 #

      Maravilha, Aldo, que bom que conseguiu assistir ao wrestling! 😀

      Valeu a pena cada centavo!

      Abraços!

  6. Frugal 23 de agosto de 2016 at 17:40 #

    Opa VR, obrigado pela menção honrosa aqui neste que considero um dos melhores blogs no Brasil e que sou leitor há mais de 3 anos.

    Com certeza a excelência deixa uma marca indelével na cabeça das pessoas e será um motivo de confiança e fortalecimento em várias passagens da vida. Atletas sabem se superar e seguir em frente em vários outros campos da vida graças ao intenso treinamento e experiências passadas.

    Grande abraço!

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 20:14 #

      Grande Frugal, valeu pela participação!

      Realmente, a busca da excelência deve ser uma constante em nossas vidas.

      Abraços!

  7. Isabela 23 de agosto de 2016 at 18:41 #

    Guilherme, que bom que você voltou! Estava sentindo sua falta também…

    Ótimo artigo!!! Muito bom ver alguém realizando um sonho de criança :)
    Só não entendi porque não assistiu a uma partida de futebol, já que diz no início que adora futebol e tênis!

    Li hoje que a média que os estrangeiros gastaram no Rio por dia foi de R$ 440,00. Achei um gasto e tanto… acho que foi um dos lados bons das olimpíadas!!!

    Legal também ver os leitores fazendo um planejamento para ir a Tóquio!!!

    Gostei das dicas dos livros… bem interessantes!

    Ótima semana para todos!!!

    • Guilherme 23 de agosto de 2016 at 20:16 #

      Oi Isabela, obrigado pelas palavras! 😀

      Como eu já tinha assistido a várias partidas de futebol na Copa do Mundo, e, dessa forma, cumprido a “minha cota” nesse esporte, achei que era hora de conhecer outros esportes durante as Olimpíadas. :-)

      Felizmente, os estrangeiros tiveram uma boa impressão do Brasil, e acho que isso pode favorecer o turismo interno no país.

      Abraços!

  8. rafael 24 de agosto de 2016 at 11:04 #

    Ótimo texto guilherme!! Principalmente pela parte dos 100 sonhos! Não fui aos jogos porque tenho refletido muito sobre essa questão do terrorismo e hoje um dos meus maiores desafios é me manter vivo o máximo de tempo possível, rsrsrs puro medo mesmo! rss mas morro de vontade de ir!
    Grande abraço

    • Guilherme 24 de agosto de 2016 at 11:12 #

      rsrsrs….valeu, Rafael!

      Foi muito legal, recomendo, e Tóquio está logo ali, são só 4 anos, e é uma cidade bem segura……rsrsrs

      Abraços!!!

  9. Janaina Helena 26 de agosto de 2016 at 9:10 #

    Muito legal vc contar sua experiência de realização de um sonho. Meu sonho é estar em NY, sentir a experiência de se viver lá. Como não posso me mudar para os EUA, estou programando passar 7 semanas lá quando terminar meu mestrado (em 18 meses), para isso já comecei a traçar a estratégia financeira para isso. Aproveitarei para fazer um curso de inglês, matar dois coelhos… obrigada pelo post

    • Guilherme 26 de agosto de 2016 at 9:52 #

      Oi Janaína, muito bacana seu sonho! Com planejamento financeiro, é perfeitamente possível realizá-lo! :-)

  10. Felipe 5 de setembro de 2016 at 21:26 #

    Tamo junto, parceiro. Assisti Alemanha x Fiji e Portugal x Argélia, em Belo Horizonte. Mais um estádio da copa na conta. 😛

    Tudo com planejamento.

    Objetivo: assistir à final da copa do mundo em 2018.

    Vamos nessa

    • Guilherme 6 de setembro de 2016 at 10:49 #

      Legal, Felipe, a combinação de viagens + esportes é muito boa mesmo! 😀

      E parabéns por ter assistido aos Jogos!

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