Aperfeiçoe seus hábitos financeiros lidando melhor com as barreiras passivas

Nos Estados Unidos, diversas empresas não estavam conseguindo fazer com que seus funcionários, quando entravam no trabalho, aderissem aos planos corporativos de aposentadoria privada, denominados de 401(k).

Apesar de oferecer seminários explicando as vantagens da adesão, contratar planejadores financeiros, distribuir folhetos e material educativo, eram poucos os empregados que, no final das contas, se propusessem a assinar os planos de aposentadoria.

Diante da baixíssima adesão voluntária, foi proposta, então, às empresas, que modificassem a estratégia: no momento da contratação do empregado, em vez de oferecer a opção de aderir ao plano, foi oferecida a opção de sair do plano. Ou seja, no momento da contratação, o empregado também estaria aderindo automaticamente ao plano corporativo de previdência, de modo que, para sair do plano 401(k), ele teria que manifestar expressamente sua vontade, seja no início, seja depois.

Resultado: quase 100% dos novos empregados aderiram ao plano.

Barreiras passivas: conceito e exemplos

Essa sutil, mas drástica mudança, é um exemplo concreto daquilo que Ramit Sethi, autor do site I will teach you to be rich, chama de barreiras passivas (“passive barriers“). Como eu escrevi num artigo para o Dinheirama há longos 7 anos,

“As barreiras passivas são fatores sutis que impedem você de mudar seu comportamento. Tais barreiras descrevem a ausência de alguma coisa e são eficazes na medida em que estabelecem uma nova rotina em sua vida, destinada a melhorar sua conduta”.

Resolvi retomar esse tema no contexto maior das finanças pessoais de uma maneira geral porque ele é interessantíssimo, na medida em que está na raiz de muitos problemas – e respectivas soluções – de natureza financeira.

Livros financeiros

Outro exemplo, dessa vez radical, de barreira passiva, é quando você não coloca o cartão de crédito em sua carteira quando vai no shopping. A existência dessa barreira, que é ao mesmo tempo física, irá alterar seu comportamento no centro de compras, uma vez que irá dificultar qualquer compra que você queira fazer. Diversos estudos já demonstraram que temos mais dificuldade de fazer compras quando portamos apenas dinheiro em espécie ou cartão de débito na carteira, uma vez que conectamos, automaticamente, em nosso cérebro, a subtração física de dinheiro com o ato de consumir, conexão essa que é fraca quando temos a posse imediata de um cartão de crédito.

E tudo isso ocorre por um motivo muito simples: nossos cérebros tendem a fazer escolhas que optem pelo caminho da menor resistência. Somos naturalmente instigados a escolher a opção mais fácil, que tenha um custo menor em termos de processamento de dados na esfera da tomada de decisões.

Voltemos ao exemplo do shopping center: qual é o caminho mais fácil para subir do térreo para o primeiro andar: a escada rolante ou a escada “normal”? O caminho mais fácil é o da escada rolante. É por isso que você vê 90 pessoas na escada rolante e somente uma ou duas pessoas na escada “normal”: porque, nas escadas, assim como na vida, a ampla maioria das pessoas escolhem o caminho da menor resistência.

E isso tem tudo a ver quando falamos de barreiras passivas em finanças pessoais. É por isso que é tão difícil para a maioria das pessoas decidir se inscrever num plano de investimentos: porque a quantidade de papéis para ler, cláusulas para interpretar, folhas para assinar, senhas para digitar, dados pessoais para fornecer, é tanta, mas é tanta, que isso acaba minando nossa preciosa força de vontade, cujo reservatório vai se esgotando quando mais deixamos isso para fazer “depois”.

E qual é a solução?

A solução, primeiramente, é identificar as barreiras passivas, e, num segundo momento, executar comportamentos – ou seja, ter uma atitude proativa – destinados a superá-las.

Por exemplo, se você tem dificuldade em fazer investimentos com as sobras de seu salário, talvez a alternativa mais prudente seja a de fazer os investimentos antes de qualquer coisa. Ou seja, utilizar o bom e velho princípio “pague-se primeiro”, que leitores mais antigos do blog estão carecas de saber.

Caiu o salário em sua conta? Não vacile: já se programe para debitar de seu salário a fatia destinada aos investimentos. Vale para tanto até mesmo a saudável ideia de automatizar seu plano de investimentos.

Se você tem dificuldades em fazer as compras no mercado, ou seja, toda vez que você vai no mercado, acaba comprando muito mais coisas do que o necessário, a melhor ideia é elaborar uma lista de compras e se ater exclusivamente a ela.

Se o seu problema reside no uso abusivo do cartão de crédito, existem muitas opções para superar essa barreira passiva. Elas incluem as seguintes alternativas: cancelar o cartão de crédito e em seguida destrui-lo (eliminação completa e física desse meio de pagamento); não levá-lo na carteira em locais potencialmente perigosos, como shoppings centers; e diminuir o limite do cartão até um ponto que neutralize qualquer tentativa sua de usá-lo além de sua capacidade financeira.

Se você for viajar para o exterior, e quiser controlar seus gastos de forma rígida, vale a pena utilizar a ideia de priorizar as compras com papel-moeda, deixando o cartão de crédito apenas para eventuais emergências. Dessa forma, você também estará colocando uma barreira física, que limitará a atuação de seu comportamento eventualmente abusivo na hora de comprar.

As barreiras passivas e a força de vontade

É interessante observar que, em todas as situações em que precisamos lidar com barreiras passivas para melhorar nossos hábitos financeiros, está a necessidade de fazer com que a força de vontade seja canalizada para ser utilizada a nosso favor.

Como diz Kelly McGonigal no excelente livro “Os desafios à força de vontade”, nossos reservatórios de autocontrole, ou seja, nossos “estoques” de força de vontade, são limitados, e devemos ter a consciência desse fato quando formos tomar decisões, sob pena de prejudicarmos a nós mesmos.

Às vezes, é melhor fazer com que certos comportamentos financeiros não passem pelo nosso centro de força de vontade, como no caso da automatização dos planos de investimentos, pois pode ser que tenhamos que tomar decisões de investimentos justamente num momento de preocupação com outras coisas (e quem não tem esse tipo de preocupação, não é mesmo!? Melhor não correr o risco!).

Como ela afirma (p. 31):

“Quando a mente está preocupada, seus impulsos – e não suas metas de longo prazo – é que determinarão suas decisões”.

Vale a pena repetir essa frase:

“Quando a mente está preocupada, seus impulsos – e não suas metas de longo prazo – é que determinarão suas decisões”.

É por isso que não é recomendável ir ao supermercado quando você está com fome: pois sua mente está preocupada com a fome, logo, são grandes as chances de você fazer suas compras baseadas em impulsos, e não em suas metas de longo prazo (ser racional e economizar dinheiro no mercado).

A fome, no caso das compras no supermercado, acaba funcionando como uma barreira passiva que irá agir em sua mente, desviando seu comportamento para gastar em algo que poderia ser evitado.

Conclusão

Ideias

Ao contrário do que as teorias econômicas dizem no papel, os seres humanos, na prática do dia-a-dia, não são agentes econômicos 100% racionais.

Vários e diferentes fatores influenciam nossa tomada de decisões no plano financeiro, sejam eles no lado dos investimentos, sejam eles no lado do consumo.

Saber identificar aquilo que está influenciando negativamente seu comportamento é o primeiro passo para assumir uma abordagem diferente em sua atitude em relação ao dinheiro.

Identificado o problema, passa-se à segunda etapa, que é a de corrigir o problema, seja por meio de uma atitude que não passe pela sua esfera de tomada de decisão (por exemplo, a automatização dos investimentos), seja por meio de um comportamento atrelado à formação de um novo hábito com regras claras e explícitas (como a ida ao mercado com uma lista de compras).

Qualquer que seja o caminho a ser tomado, uma coisa é certa: é preciso ter autoconsciência de seus próprios comportamentos, bem como ter uma atitude crítica e sincera a respeito deles. Afinal, não existe ninguém melhor do que você mesmo para cuidar de seu dinheiro. 😉

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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24 Responses to Aperfeiçoe seus hábitos financeiros lidando melhor com as barreiras passivas

  1. ROS 29 de agosto de 2016 at 9:41 #

    Mesmo não sendo o tema central da postagem, gostaria de comentar um trecho do seu texto que está incorreto e que representou uma grande mudança de paradigma para mim:
    O meio mais fácil de circular por um shopping é através das escadas fixas.
    Sempre detestei shoppings (e continuo detestando). Nas raras vezes que ia, ficava extremamente incomodado com a necessidade de dar uma imensa volta em cada andar para subir (ou descer), pelas escadas rolantes.
    Todos sabem que isso é feito propositalmemte e faz parte do projeto arquitetônico de qualquer centro de compras.
    Um dia, porém, por motivo diverso (usar a escada fixa como local para exercitar o corpo), passei a usar escadas fixas ao invés de rolantes.
    Foi uma verdadeira libertação. Com um pequeno esforço chego rapidamente a qualquer andar.
    E não há nada que os arquitetos possam fazer para mudar isso, já que escadas fixas são um mecanismo de fuga para emergências e, por este motivo, precisam ficar sempre próximas umas às outras.
    Na próxima vez que for a um shopping, recomendo que faça um teste. Vai se surpreender de tal maneira com o resultado, que vai acabar escrevendo um post específico sobre isso.
    Abraço.

    • MJC 29 de agosto de 2016 at 12:18 #

      O mais engraçado disso que você comentou sobre escadas rolantes, é que isso não acontece em todos os países. Em alguns países, você não precisa dar uma volta em cada andar apenas para continuar subindo. A volta seria apenas quando você precisa mudar de sentido (exemplo, para ir do primeiro ao quarto andar do shopping, as escadas que sobem estão todas de um mesmo lado: você sai de uma e já cai na outra. Precisa dar a volta só quando for fazer o caminho inverso, da descida)

    • Robson 1 de outubro de 2016 at 10:44 #

      ROS

      Eu já tinha percebido isso que vc falou e realmente é o melhor acesso mesmo, sem ficar rodando dentro do Shopping.

      Em relação ao que o VR comentou, acho que ele quis dizer mais fácil em relação ao esforço físico. Descer as escadas até vai, mas subir, dificilmente alguém o faria (a não ser que esteja em um momento de querer fazer exercício).

      Obrigado pela dica. Bem como a do VR, realmente faz sentido.

      Abraço

  2. Rosana 29 de agosto de 2016 at 10:06 #

    Guilherme,

    Muito bom seu post. Gostei especialmente da frase que você destacou:

    “Quando a mente está preocupada, seus impulsos – e não suas metas de longo prazo – é que determinarão suas decisões”.

    O exemplo do supermercado foi muito bom. Já passei por isso várias vezes… rsrsrs

    Gosto muito de suas resenhas, então gostaria de sugerir uma do livro que você citou “Os desafios à força de vontade”, de Kelly McGonigal.

    Boa semana!

    • Guilherme 29 de agosto de 2016 at 11:56 #

      Obrigado, Rosana!

      Vou ver se consigo publicar a resenha do livro da Kelly! 🙂

      Boa semana também!

  3. MARCOS ARCANJO AGOSTINHO 29 de agosto de 2016 at 13:43 #

    Muito bom

  4. 29 de agosto de 2016 at 15:52 #

    Olá Guilherme!
    Gostaria que desse uma olhada neste post.
    http://abacusliquid.com/valores-reais/
    Abraço!

    • Guilherme 29 de agosto de 2016 at 20:33 #

      Olá Uó, fiquei muito feliz com a homenagem! Muitíssimo obrigado pela honra de ter sido objeto de um post no excelente Ábaco Líquido! 🙂

      Já fiz a divulgação do post em todas as minhas redes sociais!

      Forte abraço!

  5. Adriana 30 de agosto de 2016 at 14:00 #

    Bom um tipo de barreira que eu noto muito em uma porção de pessoas é referente a taxas bancárias. As pessoas tem a opção de fazer um downgrade para pagar menos taxas e/ou anuidade (ou se livrar delas), mas por comodismo e/ou preguiça e/ou vergonha do gerente, não fazem isso.

    • Guilherme 31 de agosto de 2016 at 11:02 #

      Excelente exemplo, Adriana!

    • Fabiano Pereira 31 de agosto de 2016 at 11:49 #

      Inclusive gostaria de recomendar aos leitores o Banco Intermedium como uma EXCELENTE opção para se ver livre de qualquer tipo de taxa bancária, qualquer tipo meeeesmo, bem como de anuidades de cartão de crédito. Sou cliente há tempos e nunca me foi cobrada qualquer tarifa. O que acho excelente para meu projeto financeiro e creio que de todos os leitores do blog.

      • Adriana 31 de agosto de 2016 at 15:43 #

        Fabiano
        Já ouvi falar desse banco assim como do Original e outros. Os saques são realizados pelos caixas eletrônicos do Banco 24 horas correto? Não há tarifação por isso?

        • Fabiano Pereira 31 de agosto de 2016 at 17:13 #

          No Banco Original há limite de transações gratuitas. Já no Intermedium isso não ocorre. Sou servidor público e minha instituição não possui convênio com o Intermedium para eu receber por lá. Mas no dia que o salário cai, deposito um cheque (via foto pelo celular – muito bacana) com todo o meu salário para o Itermedium e lá faço todas as movimentações que necessito. O MAIS INTERESSANTE É QUE TODO MÊS FAÇO INVESTIMENTOS NO TESOURO DIRETO E NÃO PAGO TARIFAS DE TED OU DOC QUE TENHO QUE FAZER PARA A CORRETORA QUE TENHO CONTA E COM ISSO MAXIMIZO MEUS GANHOS E ENRIQUEÇO-ME. Anotae: NÃO VAI DEMORAR E UM DOS 4 GRANDES BANCOS VÃO COMPRAR O INTERMEDIUM !!!

    • Douglas 31 de agosto de 2016 at 16:57 #

      Isso é muito forte. A maioria das pessoas paga taxas bancários e taxas de cartão de crédito realmente por puro comodismo. Essa é uma barreira que dá muito lucro aos bancos. Chama-se preguiça e total aversão a 0800 kkkk

  6. Fabiano Pereira 30 de agosto de 2016 at 18:29 #

    Como sempre, um post e uma abordagem perfeitos !!!
    Parabéns pela habilidade de escrever e de passar a mensagem.

  7. Flowers 31 de agosto de 2016 at 11:48 #

    Olá. Após enxugar despesas e conseguir viver de maneira frugal com consciência, mas não numa prisão, tenho despesas fixas mais variáveis (incluindo cartão de crédito) a um percentual de 40% do salário. Não é sacrificante, está sendo muito viável.

    Gostaria de conselhos para as seguintes situações:

    A- continuar fazendo um colchão de segurança, hoje um salário mínimo, para as eventualidades da vida, como taxas, impostos, seguros, anuidades, viagens ocasionais, etc., hoje somente o faço na modalidade poupança.

    B- continuar poupando com rigidez, também só faço na modalidade poupança.

    C- começar a poupar um salário mínimo vigente para fins de aposentadoria complementar. Tenho 31 e pretendo parar aos 60.

    Poupança não é atrativa, por isso pensei em TD. Confiar no INSS não é plausível, infelizmente. Não fui atrás de investir em ações pois conheço e convivo com muitas pessoas que amargam frequntes prejuízos, a instabilidade não me atrai.

    Como funciona TD exatamente? É confiável fazer aportes para a situação C a longo prazo assim? Na situação A eu não gostaria de trocar a poupança por outra modalidade, devido à liquidez. O que poderia ser feito para a situação B.

    Ah, gostaria de ressaltar que este site é muito importante e generoso em compartilhar valiosas informações.

    Agradeço.

    • Guilherme 31 de agosto de 2016 at 20:51 #

      Olá Flowers, fazer sobrar dinheiro é o primeiro passo para ter uma vida financeira mais tranquila, e isso você está fazendo.

      Sobre o TD, temos vários artigos no blog, procure aqui => http://www.valoresreais.com/arquivos/ e digite “tesouro direto” no mecanismo de busca da página.

      Ele é um investimento confiável e seguro.

      • Flowers 1 de setembro de 2016 at 16:37 #

        Guilherme, tu acha que está coerente manter o Colchão de segurança na poupança; o complemento da aposentadoria no TD; e a poupança em si onde eu achar mais atrativo?
        Vou ler já tudo que encontrar sobre TD aqui.
        Tenho medo de dar zebra no complemento em TD, e o BR quebrar, e eu não ter condição de resgatar justamente a poupança que mais estimo e necessito, dentre as três que faço hoje.

        • Guilherme 1 de setembro de 2016 at 20:59 #

          Flowers, se psicologicamente você se sente mais segura mantendo o colchão de segurança por enquanto na poupança, vá em frente, e faça essa estratégica divisão.

          Só recomendo pesquisar alternativas mais rentáveis dentro do próprio segmento bancário: há investimentos com liquidez diária e resgate imediato que podem render melhor, tais como CDBs pós-fixados e fundos referenciados DI com baixas taxas de administração.

          Sobre o TD correr o risco de “quebrar”, a possibilidade é mais teórica do que prática.

          Recomendo estudar cada vez mais, até adquirir segurança nas transações financeiras relativas a investimentos.

          Abraços

  8. Douglas 31 de agosto de 2016 at 17:03 #

    A história inicial faz muito sentido em relação às barreiras, mas também tem outro lado não? A empresas querer obrigar os funcionários a aderirem a planos de previdência, provavelmente porque deve ficar com parte do dinheiro como comissão pela venda. Isso é triste. É claro quer se você precisar optar por sair é mais complicado, pois você não optaria por sair sem entender exatamente o que está perdendo, além de que muitas empresas depositam 100% do dinheiro que você coloca, outra grande vantagem.

    Mas se os planos 401K forem parecidos com os planos de previdência privados no Brasil, tá explicado porque ninguém os quer. Taxa de administração, taxa de carregamento, taxa de resgate, imposto de renda, etc etc etc. Com tantas taxas e com investimentos tão conservadores, a diferença de montante ao longo de 30 anos por exemplo pode ser abissal. Com certeza 90% das pessoas que aderem a uma previdência privada no banco, não entende nada do que está sendo feito. Imagine se você recebesse uma palestra sobre o assunto, antes de se decidir, com certeza não aderiria. Eu mesmo já fui apresentado a vários, por pessoas honestas (ou seja, não omitiram aspectos do plano) e realmente não vejo motivos para investir.

    • Guilherme 31 de agosto de 2016 at 20:56 #

      Oi Douglas, muito bom o seu raciocínio: de fato, as empresas podem empurrar produtos com perfil desvantajoso para os empregados.

      Contudo, até onde sei, os planos 401(k) nos EUA diferente muito dos planos de previdência privada do tipo PGBL existentes no Brasil.

      Lá, por exemplo, você pode investir em ETFs nesses planos, por exemplo, nos ETFs da Vanguard, conhecidos por cobrarem taxas de administração na casa dos centésimos (0,1% a.a., por exemplo).

      Os planos 401(k) são veículos de investimentos, cujos “recheios” podem ser livremente preenchidos pelo investidor, obedecidas certas regras gerais. Eles podem estar 100% expostos em ações, ao contrário do Brasil, onde existe uma limitação de investimento em ações da ordem de 49% do capital total do fundo.

      Por incrível que pareça, nos EUA, a maioria das pessoas não tem educação financeira e não investe nesses produtos tão vantajosos, como já havia mencionado no artigo sobre a vergonha secreta da classe média norte-americana.

  9. M1M 1 de setembro de 2016 at 12:38 #

    Por causa do seu post finalmente vou parar de pagar 0.1% a.a. de taxa para custódia do T.D.

    Vou migrar de corretora já!

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