Você *ESPERA* as coisas acontecerem, ou você é o tipo de pessoa que *FAZ* as coisas acontecerem?

É curioso o processo de criação de textos: muitas vezes, as ideias ficam “circulando no ar”, até que alguém “capta” uma dessas ideias e, a partir daí, gera o efeito cascata de me inspirar a escrever um artigo. O processo de escrita é, essencialmente, um processo que envolve fatores como criatividade, atenção aos fatos que acontecem ao nosso redor, inspiração para transmitir ideias que façam sentido; e muita, muita transpiração, para converter em palavras escritas mensagens que, em princípio, ficariam apenas “vagando no ar”.

No último post, em que comentei as vantagens da educação financeira em relação à greve dos bancos, um comentário da leitora Raphaela me chamou atenção:

“Ótimo post, como sempre! Tenho aprendido muita coisa aqui, como, por exemplo, “brigar” por um super desconto na anuidade do cartão do crédito, ou zerá-la, e foi o que fiz há umas semanas… a gerente da minha conta, no começo, disse que o que eu pagava de anuidade do cartão do cartão de crédito já era super baixo, que as anuidades costumavam ser mais caras do que o valor que estava sendo cobrado de mim etc.

Então eu simplesmente disse: “tudo bem então, eu iria cancelar o serviço e pedir um Nubank”. No mesmo momento, ela falou que veria a possibilidade de descontar a anuidade com os pontos acumulados. Bem, dias depois, ela me ligou me falando que NÃO HAVERIA ANUIDADE!

Vitória que eu só tive graças aos posts e seu incentivo para que nos eduquemos financeiramente. Obrigada Guilherme! […] Obrigada por abrir minha mente!”

Vejam que situação interessante – para não dizer extremamente corriqueira. Todos nós que lidamos com cartões de crédito sabemos que as anuidades chegam sem aviso prévio. A Raphaela, ao ver que a cobrança da anuidade havia chegado na sua fatura, poderia simplesmente reclamar que “a vida é injusta”, “que os bancos já lucram demais” etc. etc. etc.

Mas chorar as pitangas não resolve coisa alguma. Então ela resolveu tomar a iniciativa e agir para mudar a realidade que queria viver: uma realidade sem gastos desnecessários de dinheiro. E essa atitude não só lhe proporcionou uma grande vitória financeira, fruto certamente de seu avançado nível de educação financeira, mas também angariou respeito por parte da sua gerente de conta-corrente, que rapidamente percebeu que ela não era como a maioria esmagadora dos clientes, que aceitam passivamente que os bancos extraiam o máximo de dinheiro possível de seus clientes.

Embora eu já tenha dito isso em outro artigo, vale a pena reforçar essa ideia, já que se encaixa perfeitamente no contexto da mensagem de hoje: nós escolhemos a realidade que queremos viver. Ainda no contexto dos cartões de crédito, nós temos a alternativa de gastar nosso precioso tempo com bobagens, como discussões fúteis sobre qual cartão é mais bonitinho, qual vem num kit mais reluzente e com mais quinquilharias, qual oferece a taxa de crédito rotativo mais barato (eca!), e por aí vai.

Mas também nós temos a alternativa de gastar nosso precioso tempo utilizando estratégias para não pagar anuidades e tarifas bancárias inúteis, dicas para economizar dinheiro agindo dentro das “zonas de pagamento“, planejando o orçamento doméstico dentro da filosofia YNAB etc.

No primeiro caso, as discussões podem até satisfazer nosso ego, mas produzirão efeito prático igual a zero – ou até efeito prático negativo, caso você utilize o crédito rotativo do cartão. De qualquer forma, se você torce pro seu plástico vir num design mais bonito, está na cara que você está esperando que essa coisa aconteça – afinal, sobre ela, você não tem poder algum de controle.

Já no segundo caso, você é quem está no comando, logo, você decide como as coisas irão acontecer. Além disso, é evidente que os efeitos práticos serão imediatos, já que repercutirão imediatamente em seu bolso e em sua saúde financeira.

Stephen Covey, autor do famoso clássico “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, diria que as situações do primeiro grupo se enquadrariam no seu círculo de preocupações, enquanto que as situações do segundo grupo se enquadrariam dentro do seu círculo de influências. A diferença fundamental entre os tais círculos reside no poder de ação: sobre o primeiro grupo, seu poder de ação é zero, enquanto no segundo, seu poder de ação é total, já que seu comportamento pode interferir para mudar a sua realidade.

E qual a chave da questão aqui!? O tempo que se gasta. Muitas pessoas desperdiçam enormes parcelas de seu tempo com coisas que não lhe dizem respeito, e sobre as quais elas não têm o mínimo controle ou poder de interferir na realidade objeto da “preocupação”. Elas teriam muito mais ação, e consequentemente, muito mais resultado, se resolvessem concentrar seus gastos de tempo e de energia em coisas que lhe dizem respeito diretamente, que é justamente o círculo de influências.

Se você quer algo, você precisa fazer algo

Existe um problema que acomete um número cada vez maior de pessoas: o problema da preguiça. Que se soma ao problema da procrastinação. Que se soma, por sua vez, ao problema da “auto-vitimização”. Influenciadas pelas propagandas comerciais cada vez mais sofisticadas – e agora também pelas redes sociais, que estão sendo infestadas pela moda do “pra ser feliz é preciso comprar, ter e ostentar” – as pessoas ficam tristes ao verem que não conseguem ter o carro do ano, a viagem do “Fulano de Tal”, a casa do “Sicrano” que apareceu no GNT, o corpo do(a) Beltrano(a) que recebeu um milhão de curtidas no Instagram etc.

Se você quiser realmente ter alguma coisa que viu na TV, ou no Instagram, ou no Facebook, ou no outdoor, ou na revista, se esse é realmente seu desejo, você precisa interferir na realidade para que ela se aproxime da visão que você tem com seu desejo. Se você quer ter o carro “x”, que custa R$ 99.990, você precisa ter (muito) dinheiro, e, para ter dinheiro, você precisa trabalhar mais, e, para trabalhar mais, você precisa estudar mais – e falo aqui não apenas do estudo formal em si (diploma, pós-graduação etc.), mas também do estudo informal, do estudo sobre a própria profissão. Você tem feito isso?

Se você quiser ter a saúde de ferro do “Fulano de Tal”, que tem 2 milhões de seguidores no Instagram, ou se ele te inspira de qualquer forma, você precisa tomar atitudes em várias frentes, como, por exemplo, cortar urgentemente o consumo descontrolado de refrigerante, fast food e açúcar, e, juntamente com isso, praticar exercícios físicos com regularidade, frequência e metas bem definidas e realizáveis, capazes de provocar fadiga muscular, seguidas por um período adequado de descanso e sono. Você tem feito isso? Você acha que vai diminuir a taxa de colesterol somente consumindo pílulas indicadas na farmácia?

Se você quiser realizar a viagem dos seus sonhos, vai ficar esperando de braços cruzados torcendo pra dar um erro ou bug no sistema, para que aquela passagem de R$ 4 mil caia pra R$ 400? Vai ficar esperando mesmo? Não é mais fácil realizar um planejamento financeiro pessoal, gastar menos do que ganha, parar de jogar dinheiro no lixo com anuidades, tarifas e títulos de capitalização, e fazer uma reserva todo mês para esse objetivo? Não, não é mais fácil: isso tudo é bem mais difícil. É mais fácil esperar mesmo. Então o que vai acontecer é o seguinte: você vai sentar esperando, porque, enquanto você se afunda em dívidas cada vez maiores esperando o milagre de um bug, tem gente economizando dinheiro de verdade e fazendo acontecer sua próxima viagem sem se atolar num mar de dívidas – e muito menos sem ficar sentado esperando uma promobug.

Se você quiser chegar aos 60 anos de idade com rendimentos nas aplicações financeiras, provenientes de 8 diferentes fontes de renda passiva, somando mais de R$ 5 mil mensais (contando dividendos de ações, aluguéis de fundos imobiliários, juros do Tesouro Direto etc.), você precisa estudar sobre investimentos e finanças pessoais. Você precisa dialogar com pessoas que falem essa mesma língua, seja em blogs, seja na vida real. Você precisa gastar horas e mais horas pesquisando em fontes confiáveis na Internet, sendo um leitor voraz de livros sobre o tema, como o Leonardo. Você precisa errar nos seus investimentos, pois essa é uma das melhores maneiras de aprender. Você tem feito isso, ou você acha que a aposentadoria do INSS ou do setor público (se você for servidor público) vai cair de graça no seu colo e vai te sustentar? Acha mesmo que vai conseguir se aposentar com 64 anos? O que você tem feito para fazer com que sua realidade daqui a 10, 20 ou 30 anos seja melhor e mais rica, em termos financeiros mesmo, do que a de hoje? Aliás, hoje, qual é o percentual de sua renda ativa que você destina para investimentos hoje em dia?

O argumento crítico da ideia de que “fazer as coisas acontecerem soa como um clichê” é o primeiro argumento utilizado pelos acomodados de plantão, e isso por uma razão bastante elementar: essa ideia funciona. Simples assim.

Na verdade, as pessoas são muito influenciadas pelo péssimo exemplo vindo da grande mídia, que vende a torto e a direito a promessa de conseguir uma vida fácil sem muito esforço: o foco do sucesso na construção da riqueza vem através dos exemplos – sempre batidos – dos jogadores de futebol, cantores de música sertaneja, participantes de reality shows e artistas em geral. E isso sem contar os incontáveis sorteios de prêmios “milionários” e as extensas reportagens sobre a Mega Sena acumulada, que reproduz, no imaginário popular, a falsa crença de que uma vida de sucesso não depende de esforço: basta esperar a sorte acontecer, que ela vem. Não há ilusão pior do que a ilusão de achar que você vai conseguir algo esperando que esse algo aconteça do nada, tal como seu fosse uma espécie de “geração espontânea”. Só que do nada, nada se cria.

Conclusão

liberdade

Se você tem objetivos em mente, se sonha em obter algo que considera relevante e especial para encher sua vida de satisfação, é preciso tomar algumas medidas para que aquilo que habita apenas na sua mente passe para o mundo concreto dos fatos.

Primeiro, você precisa substituir suas crenças. Esqueça as promessas de vida fácil vendidas aos quatro cantos. Tudo o que é mais trabalhoso é o que produz os melhores resultados. Ponto. Você não irá conseguir sanear suas finanças em um passe de mágica. Mesmo aqueles que já têm uma noção básica sobre o dinheiro (geralmente no campo das despesas), se quiserem aprimorar suas finanças pessoais (principalmente no lado dos investimentos), levarão pelo menos alguns bons meses até conseguirem evoluir de modo significativo a ponto de sentirem um maior controle em sua vida financeira.

Segundo, você precisa mudar a forma como gasta sua atenção e, consequentemente, como gasta seu tempo. Já diria o bom e velho David Allen, “preste atenção naquilo que interfere em sua atenção”. Talvez você esteja gastando um baita dum tempo no círculo de preocupações, que não coincide com seu círculo de influências.

Nesse contexto, não posso deixar de mencionar como tenho observado um gasto cada vez maior de tempo das pessoas com os grupos de Whatsapp. Está na hora de limitar sua atenção (e seu tempo) nesses grupos, já que muitos deles são verdadeiros “time consuming“, ou seja, verdadeiros drenadores de tempo: atividades que não adicionam valor à sua vida, se realizadas em excesso.

E, finalmente, em terceiro lugar, você precisa vencer a resistência mental de evitar o desconforto. Muitas vezes, sua vida não anda porque você não percebe os custos a longo prazo da sua inércia no curto prazo. É muito difícil – eu diria extremamente difícil – para as pessoas pegarem o telefone e ligarem para a operadora do cartão de crédito – ou para o gerente do banco – para negociar a anuidade ou mudar a conta para um pacote gratuito de serviços. Isso dá trabalho. Elas deixam para o dia seguinte. E o dia seguinte. E o dia seguinte. No final das contas, “deixam pra lá”, e aceitam passivamente pagar aquele valor absurdo.

As pessoas não querem ir para a academia gastarem meia hora ou uma hora de seu dia fazendo exercícios físicos – querem evitar o desconforto – mas aceitam passivamente gastarem duas horas ou mais no Facebook vendo vídeo de gatos, ou compartilhando piadas no Whatsapp. Isso dá menos trabalho, claro! Mas e a longo prazo? Você acha sinceramente que vai conseguir eliminar a barriga de chope esperando ir para a academia quando for 1º de novembro, ou 1º de janeiro de 2017? Quais serão os efeitos cumulativos de décadas gastando preciosas horas de seu cotidiano em discussões fúteis e inúteis em grupos de Whatsapp, textões no Facebook e compartilhando comentários pejorativos em redes sociais? Quais serão os efeitos cumulativos a longo prazo de sucessivas e às vezes incontáveis procrastinações para começar a cuidar da saúde, para começar a cuidar das finanças?

Esse último passo – vencer a resistência mental do desconforto – talvez seja o mais difícil nos dias atuais, pois a nossa sociedade tem feito as coisas de modo a nos abastecer com infinitos momentos de gratificação instantânea, que saciam de modo imediato nossa sede de prazer. Estamos ficando viciados em distração. Porém, nem tudo o que é bom no curto prazo produz efeitos positivos a longo prazo: basta pensar nas batatas chips e nos bolos caramelizados com calda de chocolate consumidos diariamente durante dez anos, para a saúde; e nas compras por impulso toda semana, durante dez ou mais anos, nas finanças.

Quem é leitor do blog e pratica a musculação sabe que há certos dias em que simplesmente não temos vontade alguma de treinar. Mas, por outro lado, também sabemos que só se produz hipertrofia, e, consequentemente, fortalecemos os músculos, a partir do momento em que provocamos voluntariamente a dor. E, para provocar voluntariamente a dor, é preciso vencer mentalmente o desconforto de provocá-la.

Na verdade, um treino de musculação bem realizado envolve uma grande luta mental nos “bastidores” do cérebro: é o seu lado racional dizendo para levantar os pesos com a execução correta dos movimentos, com total controle neuromuscular e o isolamento do músculo-alvo, pois só assim o exercício produzirá efeitos positivos de fortalecer os músculos e ampliar a força; contra seu lado irracional dizendo a todo instante para você “roubar” nos exercícios (ou seja, fazer de modo errado para aliviar o mais cedo possível a dor) e acabar logo com a série ou a repetição.

É mais ou menos isso que acontece na vida em geral: se quisermos conquistar algo que ainda não temos, uma dose de dor será inevitável, pois é o que vai dar trabalho o que gerará os resultados mais consistentes. Pense na dor de não gastar R$ 5 mil naquela TV nova. Esses R$ 5 mil economizados farão uma brutal diferença no seu planejamento de aposentadoria. A dor de não gastar é inevitável. Mas é a que deixará suas finanças “nos trilhos”. No pain, no gain. Sacou?

Portanto, é essencial ter consciência mental ativa sobre todas as ações que envolvem seus atos da vida diária, de modo a pensar nas repercussões a médio e longo prazos desses mesmos atos. E isso só se faz a partir do momento em que você age para as coisas acontecerem, e não simplesmente deixa que as coisas que acontecem com você definam quem você é. 😉

Tenham todos uma ótima semana!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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48 Responses to Você *ESPERA* as coisas acontecerem, ou você é o tipo de pessoa que *FAZ* as coisas acontecerem?

  1. ottorino 17 de outubro de 2016 at 6:06 #

    Bom dia Guilherme, eu tenho 300.000 R$ para investimento, onde posso aplicar: CDB, LCA, quem paga mais? Obrigado

    • Billy 17 de outubro de 2016 at 11:33 #

      Não leu o texto?? Tipo de pergunta absurda. Está esperando as coisas acontecerem. Vai deixar pros outros a responsabilidade que é SUA? Lamento por pessoas que de algum jeito tem que lidar com valores razoáveis e não tem a mínima ideia do que fazer. Só você pode definir onde vai colocar seu dinheiro. Quais são seus objetivos, qual a sua situação atual, o que você pretende daqui um, cinco ou dez anos. Sugiro fortemente que você saia da letargia e comece a estudar educação financeira.

      • zezeze 20 de outubro de 2016 at 19:05 #

        Calma Billy ! São coisas que os trolls fazem para atrapalhar/confundir !

    • Leonardo 17 de outubro de 2016 at 14:10 #

      Oi ottorino,

      Eu até acharia que você está brincando, mas também me lembro que só fui começar a sair dos investimentos dos bancos de varejo quando já tinha valor suficiente para isenção em personnalité, van gogh, etc… o importante então agora é investir (tempo, não exatamente dinheiro para pagar cursos) no conhecimento para achar aplicações mais rentáveis e que tenham um bom nível de segurança.

      O aplicativo rendafixa dá uma lista da rentabilidade das aplicações disponíveis em várias corretoras. Você já possui conta em alguma corretora? Já conhece o Fundo Garantidor de Crédito? Já aplica no Tesouro Direto?

      Sempre gostamos de ajudar, mas seria legal se você desse mais informações do seu nível de conhecimento. No final, será você mesmo o responsável por tomar a decisão de investimento.

      Abraço!

  2. 17 de outubro de 2016 at 7:31 #

    Concluindo: a única coisa que cai do céu é chuva e cocô de passarinho, o resto vai depender exclusivamente de você.

    A leitora tomou uma atitude pró-ativa em ligar para a gerente e negociar a anuidade, só deverá ter em mente que este processo se repetirá ano após ano pois eles só abonam a anuidade do ano corrente, então deverá ir mais a fundo na sua atitude e pedir para cancelar o cartão e ir para um realmente livre de anuidade.

    Abraço!

    • Guilherme 18 de outubro de 2016 at 10:28 #

      Ótimos comentários, uó!

      E o mais legal é que a proatividade é uma habilidade passível de aprendizado: quanto mais ativos nós formos, mais fácil fica desenvolver esses “músculos”.

      Abç!

  3. Doppler 17 de outubro de 2016 at 7:41 #

    Fala Guilherme, primeira vez que posto aqui.

    Parabéns pelo texto. Se bem tenho a melhorar muito na minha vida, gosto de seguir a seguinte frase:

    Não gosto de deixar meu destino e meu futuro nas mãos de outros.

    Como mãos de outros leia-se INPS para aposentadoria (crio e aplico em fundos), meu chefe para um aumento (não espero ele me dizer o que fazer), e outros motoristas para sair vivo do transito (direção defensiva sem esperar que os outros “façam o correto”).

    Até agora tenho me dado bem.
    Abraços

    • Guilherme 18 de outubro de 2016 at 10:29 #

      Excelente depoimento, Doppler!

      Gostei muito dessa frase:

      “Não gosto de deixar meu destino e meu futuro nas mãos de outros.”

      Taí uma frase que se encaixa perfeitamente no conteúdo do artigo.

      Forte abraço, e continue assim!

  4. mayris 17 de outubro de 2016 at 8:40 #

    Mais um ótimo texto, Guilherme! E veio direto ao encontro das informações do livro que acabei de ler FORA DE SERIE – OUTLIERS do MALCOLM GLADWELL, livro que está sendo um catalisador para mim. Não sei se você já leu (imagino que sim). Mas é isso, o sucesso advem de MUITO trabalho consciente (e uma dose de sorte também)! Abraços, Mayris

  5. ANNA MONTEIRO 17 de outubro de 2016 at 8:46 #

    Bom dia,Guilherme! Esse como sempre,foi ótimo,e com uma dose extra de bônus: melhor tapa na cara,não existe,para uma manhã de segunda feira! rssssss parabéns! =)

    • Guilherme 18 de outubro de 2016 at 10:31 #

      Bom dia, Anna, muito obrigado pelas palavras! 😀

      Abç!

  6. Diegoba 17 de outubro de 2016 at 11:06 #

    Grato por mais este post! Que Deus continue te iluminando e abençoando vc!

  7. Weslei 17 de outubro de 2016 at 16:26 #

    Este é um dos pouquissímos sites/blogs que além de ler os excelentes posts, também vale a pena ler os comentários que sempre somam conteúdo e informação.

    • Leonardo Lara 17 de outubro de 2016 at 21:53 #

      Nossa Weslei, concordo 100% com sua afirmação.

      Parabéns Guilherme não só por esse post, mas por todos os outros.

      • Guilherme 18 de outubro de 2016 at 10:32 #

        Valeu, Weslei e Leonardo!

        Realmente, os comentários são de alta qualidade, refletindo o excelente nível do público que lê o blog. 🙂

        Abç!

  8. Jacy 18 de outubro de 2016 at 6:36 #

    Excelente texto, Guilherme! Obrigada!

  9. Vanessa Dias 18 de outubro de 2016 at 13:38 #

    Guilherme, é tudo que eu precisava ler hoje!
    Tenho um ótimo trabalho, que me proporciona uma renda ótima, invisto boa parte do meu salário, mas ainda estou longe da IF, por outro lado, meus pais tem um comércio e não querem mais trabalhar, estão cansados, assumir o comércio me deixaria com mais tempo livre, porém com um ganho mensal muito menor do que o de hoje, amo minha profissão, amo o que faço, mas odeio meu ambiente de trabalho e mudar é só trocar 6 por meia dúzia, as empresas são todas iguais, na minha área, pelo menos.
    Mas lendo o seu texto, pensei que posso investir sim no comércio dos meus pais e ir tentando uma expansão antes de definitivamente ir para lá, é uma questão de trabalho, de vencer essa inércia inicial, vou fazer isso, pq ter dinheiro e não ter tempo não me deixa feliz, mas ter tempo e não ter dinheiro tb não me deixará feliz.

    • Doppler 18 de outubro de 2016 at 13:56 #

      Vanessa, estou numa situação semelhante a tua.

      “ter dinheiro e não ter tempo não me deixa feliz, mas ter tempo e não ter dinheiro tb não me deixará feliz.”

      Concordo com você nessa frase, mas gostaria de adicionar: ter dinheiro que pague as tuas contas, e além disso, mais tempo livre, pode ser uma ótima oportunidade.

      Se você consegue pagar suas contas você não vai gastar seu tempo livre em preocupações desnecessárias, mas poderá aproveita-lo para encontrar outra coisa (chama ela de hobby ou profissão) que poderá render dinheiro e satisfação tanto quanto a primeira profissão.

      Esse pensamento esta me ajudando na mudança. É uma aposta e espero que esteja certo, pelo menos para meu caso.

      • Vanessa Dias 19 de outubro de 2016 at 8:09 #

        Doppler:
        Da forma como está não consigo pagar as contas, preciso melhorar um pouco antes de sair do meu atual trabalho e ir para lá, vai ser dificil, vou trabalhar muito mais por um tempo, mas preciso fazer isso o quanto antes.

        • Guilherme 22 de outubro de 2016 at 11:10 #

          Olá Vanessa e Doppler, excelentes comentários!

          Gostei bastante da nova forma como encarou a situação, Vanessa, retratada na última frase:

          “Mas lendo o seu texto, pensei que posso investir sim no comércio dos meus pais e ir tentando uma expansão antes de definitivamente ir para lá, é uma questão de trabalho, de vencer essa inércia inicial, vou fazer isso, pq ter dinheiro e não ter tempo não me deixa feliz, mas ter tempo e não ter dinheiro tb não me deixará feliz”.

          Experimentar faz parte do processo, e há chances de você praticar e adquirir novas habilidades. Dá trabalho assumir o comércio, e há, é claro, os riscos associados a essa nova empreitada, mas como obter sucesso sem se atrever a assumir uma dose de riscos? 😉

          Penso que você está fazendo a coisa certa, e torço pelo seu sucesso, assim como o do Doppler, que disse que as mudanças começam nos pensamentos – e é verdade. Temos que arduamente batalhar para treinar a mentalidade, treinar a mudança. A batalha da mente é uma das batalhas mais difíceis e importantes de se vencer.

          • Vanessa Dias 24 de outubro de 2016 at 7:34 #

            Obrigada pela torcida e principalmente pro publicar textos tão bons que nos fazem pensar e repensar o tempo inteiro.

  10. marcos arcanjo 18 de outubro de 2016 at 15:19 #

    Ótimo artigo.

    Sair da inércia é dificil mesmo.
    Principalmente quando o que fazemos não é o “padrão” do ambiente em
    que vivemos.

  11. Raphaela 18 de outubro de 2016 at 23:43 #

    Guilherme, olha eu aqui comentando de novo! rs
    Fiquei extremamente feliz que um simples comentario meu te “inspirou” a fazer um post tão incrivel, e, assim, de alguma forma, eu pude contribuir com este blog que eu tanto admiro.
    A cada novo post fico tentada a escrever um livro no comentario falando como o Valores Reais vem mudando minha vida hahaha
    mas uma coisa que eu faço questao de contar hj, é como uma frase que conheci aqui me tornou uma pessoas diferente: “o ótimo é inimigo do bom”. Acredito que essa frase tenha super a ver a ideia desse post, pois eu só deixei de ser uma pessoa passiva e procrastinadora depois que a ouvi. Antes eu deixava de fazer muitas coisas por achar que nao estava perfeito ou bom o suficiente, ou que nao poderia me dedicar plenamente, entre outras coisas, e depois que tive conhecimento desse “conceito\frase” consegui sair da inercia (minha zona de conforto) hehehe entao agora nao dou mais desculpas, simplesmente faço as coisas acontecerem.
    Mais uma vez, obrigada!

    • Guilherme 22 de outubro de 2016 at 11:13 #

      Excelente depoimento, Raphaela! Fico muito grato pelas palavras! 😀

      De fato, muitas vezes ficamos paralisados por não agir achando que devemos esperar as circunstâncias perfeitas para agir, quando na verdade a única coisa que nos resta é agir mesmo diante de tantas dificuldades. É como se fôssemos “mergulhar” e ver no que dá. 🙂

      E parabéns pelas mudanças implementadas em sua vida!

      p.s.: para quem quiser saber mais, segue o artigo: http://www.valoresreais.com/2010/03/30/o-otimo-e-inimigo-do-bom/

  12. Armando 19 de outubro de 2016 at 0:54 #

    Às vezes a inércia é por medo. Já que falou de saúde, existe um tema que o pessoal costuma fazer cara feia, o jejum. Faz quem quer e se informe, consulte médico se achar melhor. Ou não.

    O tal do jejum era um negócio que me dava medo e só resolvi fazer quando fui me informar. Não vou aqui fazer propaganda, faz quem quer. Resumindo, você ganha tempo, dinheiro, saúde. Curto e direto.

    Não deixem que o sistema te controle. Vá se informar e tire suas conclusões. A palavra do momento é startup. O conceito é legal, simplifica e vai no que interessa. Meu medo atual é esse. Estou me preparando pra vencê-lo.

  13. Mônica 19 de outubro de 2016 at 7:19 #

    Olá, Guilherme!! Mais uma vez te agradeço pelos posts de temas tão variados que nos fazem pensar e sair da zona de conforto!! Obrigada!

  14. Jonatam - Pobre Poupador 20 de outubro de 2016 at 21:53 #

    Faaaala Guilherme!
    Como está, amigo?
    Sensacional seu post, parabéns!

    Ontem mesmo estive pensando nisso após chegar do trabalho as 18:30h e trabalhar até as 02:40 da manhã no blog. Qual é o sentido disso tudo?

    Qual o motivo de sairmos de nossa zona de conforto para prosperar? Poderíamos muito bem estar jogados no sofá a noite, como muitos fazem, esperando que tudo caia do céu… mas estamos aqui, ralando por um mundo melhor.

    Sem agregar muito, apenas para a reflexão, rss…

    Grande abraço meu amigo e um bom final de semana para você!

    • Guilherme 22 de outubro de 2016 at 11:16 #

      Olá Jonatam, valeu amigo, excelentes reflexões, agregaram bastante sim com seu exemplo vivo de que devemos correr em busca daquilo que acreditamos e sonhamos!

      Abç e ótimo final de semana pra você também!

  15. Claudinei Fernandes 21 de outubro de 2016 at 17:08 #

    Belo post. Vou mandar para meus amigos. Pena que a esmagadora maioria não chegará ao terceiro parágrafo. Se fosse um video de pegadinha certamente iriam até o final.

    • Guilherme 22 de outubro de 2016 at 11:16 #

      Olá Claudinei, obrigado por compartilhar!

  16. Rosana 22 de outubro de 2016 at 12:32 #

    Guilherme,

    Excelente post! 🙂

    Gostei da estratégia utilizada pela leitora Raphaela. O cartão da Nubank veio para mudar um pouco a visão do brasileiro, de que para usar um meio de pagamento você precisa pagar por isso também em forma de anuidade.

    Eu tive um cc de um grande banco de varejo por vários anos, mas vi que a anuidade não estava compensando considerando-se o meu pouco uso. Tentei negociar, conseguia descontos, mas jamais isenção. Então chegou um momento em que optei pelo cancelamento.

    Há mais ou menos 1 ano comecei a receber uma promoção de cc de uma grande loja, com anuidade grátis para sempre. Depois de uns 6 e-mails desses, achei que seria bom voltar a ter um cc. E estou muito satisfeita com o serviço.

    Mas se eu pagasse anuidade, não pensaria duas vezes em mudar para o Nubank, que pelo depoimento da Raphaela, parece ser uma espécie de “palavra mágica” para descontos ou isenção na anuidade, até por que, hoje em dia, as pessoas querem um bom serviço, mas pagar menos por eles, o que talvez inconscientemente tenha relação com a quantidade absurda de impostos que pagamos sem o devido retorno em serviços de qualidade.

    “Concluindo: a única coisa que cai do céu é chuva e cocô de passarinho, o resto vai depender exclusivamente de você.”
    Gostei do comentário do Uó, resumiu bem a realidade.
    A procrastinação e o excesso de otimismo (sem ação) são muito prejudiciais. E a mídia atrapalha ainda mais, como você disse.

    “Muitas pessoas desperdiçam enormes parcelas de seu tempo com coisas que não lhe dizem respeito, e sobre as quais elas não têm o mínimo controle ou poder de interferir na realidade objeto da “preocupação”. Elas teriam muito mais ação, e consequentemente, muito mais resultado, se resolvessem concentrar seus gastos de tempo e de energia em coisas que lhe dizem respeito diretamente, que é justamente o círculo de influências.”
    Muito legal isso que você escreveu, caiu como uma luva para mim! 🙂 É algo que preciso trabalhar muito em minha vida.

    “Tudo o que é mais trabalhoso é o que produz os melhores resultados. Ponto.”
    O mais incrível é que até para as coisas mais simples, que não demandariam tantos esforços, necessitamos de esforço extra devido ao nosso estilo de vida e excesso de tudo.

    Como exemplos cito o mindfulness, o minimalismo e o esvaziamento da mente com propósitos de relaxamento ou espirituais.
    São coisas que poderiam ser muito mais fáceis e naturais, mas infelizmente demandamos de muito esforço até para fazer exercícios simples como ficar 5 minutos concentrados apenas na respiração, sem deixar que o encadeamento de pensamentos tome conta da mente.

    Abraços,

    • Guilherme 23 de outubro de 2016 at 9:59 #

      Olá Rosana, excelentes comentários!

      Gostei bastante das dicas sobre o mindfulness, minimalismo e esvaziamento da mente com finalidades de relaxamento ou espirituais.

      Nós queremos constantemente “ocupar” nossas vidas de coisas, e ir na contra mão dessas tendências é uma ótima forma de assumirmos – ou retomarmos – o controle da vida novamente. 🙂

      Abç!

      • Rosana 24 de outubro de 2016 at 6:40 #

        Guilherme,

        “Gostei bastante das dicas sobre o mindfulness, minimalismo e esvaziamento da mente com finalidades de relaxamento ou espirituais.”
        Legal você ter gostados das dicas! Para mim essas 3 ferramentas têm se mostrado muito úteis. Gostaria inclusive de te indicar o blog Becoming Minimalist.

        “Nós queremos constantemente “ocupar” nossas vidas de coisas…”
        Será que queremos mesmo ou agimos assim por causa da resistência e do desconforto em encontrarmo-nos conosco, com nossos medos e com a sensação de insignificância perante a grandiosidade do universo em contraste com nossa vida tão efêmera?
        Será que essa ânsia em ocupar a mente e os espaços não tem relação com a almejada segurança que procuramos, mas que nunca encontraremos nessa vida?

        “Conhece-te a ti mesmo” como disse Sócrates, não é uma tarefa fácil nem agradável, muito pelo contrário. Mas acredito que seja um dos caminhos para crescermos com base e qualidade.

        Fica para reflexão…

        Abraços,

        • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 12:06 #

          Oi Rosana, ótimas dicas essas!

          Gostei bastante do Becoming Minimalist, já adicionei ao meu leitor de feeds! 😀

          E sobre a sua reflexão, de fato, muitas pessoas se apegam a coisas para tentar suprir a falta de segurança.

          Gostei das reflexões!

          Abç!

  17. Pobre Japa 22 de outubro de 2016 at 14:51 #

    Guilherme, há muito tempo leio seus posts mas creio que raramente comento. Este texto reflete exatamente o que penso… e se aplica nos mais diversos temas da vida.. NO PAIN, NO GAIN…

    Curioso que ontem, fazendo academia, o desejo de “terminar logo o treino” é absurdamente intenso, porém sempre vinha a minha mente a necessidade de fazer o exercício corretamente e “sem roubar”. Senão.. estaria enganando a mim mesmo…

    é isso ae, bons ganhos para nós!

    Abraços!

    • Pobre Japa 22 de outubro de 2016 at 14:53 #

      ops, meu link ficou errado.

      é pobrejapa.blogspot.com.br

    • Guilherme 23 de outubro de 2016 at 10:01 #

      Olá, PJ, obrigado pelos comentários!

      Também acompanho seu blog há bastante tempo, e você está de parabéns por ser mais um disposto a “sair da Matrix”…..hehehehe

      Quanto às sessões da academia, é bem isso o que acontece mesmo. A batalha mental no palco dos bastidores é intensa, e não existe ganhos se não houver sacrifícios e uma luta forte contra nossos instintos mais rudimentares de acabar logo com o treino “roubando” nos exercícios…. 😀

      Abç!

  18. Janaina Helena de Freitas 23 de outubro de 2016 at 14:30 #

    Excelente reflexão. Globalmente vc está muito correto no que diz e resumindo eu extrai – é preciso tomar conta de nossa vida, assumir o controle dela. Isso vai desde o planejamento financeiro ao gasto do tempo com besteiras.
    Pagava 130 reais em uma academia e estava me enganando lá.. entrei em um estúdio de cross treino, pago 200 por mês, mas não desperdiço um minuto seque lá dentro, acho que sai ganhando…
    abraços

    • Guilherme 23 de outubro de 2016 at 18:20 #

      Oi Janaína, obrigado!

      É isso mesmo, é preciso assumir as rédeas da vida de modo global, sob todos os aspectos.

      Abç!

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