Eu tenho “x” reais para investir: onde devo aplicar? Qual é o melhor investimento?

O blog recebe, com frequência constante, dúvidas de leitores perguntando qual seria “o melhor investimento”.

Diante da recorrência desse tipo de questão, resolvi elaborar esse post, que esclarece minha opinião e resposta pessoal e definitiva sobre o tema, seja você uma pessoa que está na universidade e ganha R$ 1.200 de bolsa-estágio, seja você um profissional de 40 anos que tem R$ 70 mil para investir.

Aliás, você mesmo pode estar lendo esse artigo porque foi redirecionado até aqui, seja por indicação minha em algum outro artigo do blog, seja por indicação de algum outro leitor, nesse blog ou em outras redes sociais nas quais esse artigo foi compartilhado.

A minha resposta: invista em sua educação, antes de investir seu dinheiro

Normalmente, as pessoas, que têm dúvidas sobre onde investir seu dinheiro, o fazem ou por desconhecimento, ou seja, por ausência de entendimento a respeito da matéria, ou o fazem por medo, isto é, elas podem até já ter um certo grau de instrução a respeito dos investimentos, mas querem, ainda que não explicitamente, transferir para outras pessoas a responsabilidade sobre a decisão de investimentos.

Tanto em um caso quanto em outro, a melhor solução para eliminar as dúvidas, medos e inseguranças, é uma só: invista em sua educação financeira, antes de investir seu dinheiro.

Ou seja, antes de gastar tempo investindo seu dinheiro, gaste tempo estudando sobre investimentos e finanças pessoais, nem que isso também custe dinheiro. E isso por um motivo elementar: só você terá condições de dar a resposta mais adequada à dúvida que você mesmo formulou.

“Se você acha a instrução cara, experimente a ignorância”. 

Imagine a situação de dois irmão gêmeos, Paulo e Pedro, que têm 28 anos, moram com os pais, trabalham na mesma empresa, e ganham o mesmo salário, R$ 3 mil cada um. Os dois querem investir em ações. Eles responderam o questionário de API (análise de perfil de investidor) que apontou ambos como sendo investidores com perfil agressivo.

O senso comum, a resposta padrão, diria que ambos deveriam, sim, concentrar a maior parte de seus investimentos em ações. Afinal, são jovens, têm perfil agressivo de investimentos, moram com os pais, têm o longo prazo a seu favor etc.

Só que tem um ingrediente que não foi ainda esclarecido: Pedro vai casar daqui a um ano e quer comprar um imóvel, e Paulo não. Será que a “resposta padrão” de concentração em investimentos de risco, para pessoas jovens, irá funcionar para os dois da mesma forma? Em outras palavras, será que a resposta será a mesma para os dois? Claro que não!

Por isso, é de vital importância você se conhecer bem antes de tomar qualquer decisão de investimentos, e mais, conhecer sobre o próprio processo de investimentos. Você sabe diferenciar um ativo de um passivo? Sabe a diferença entre Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado? Sabe a diferença entre LCA e fundo referenciado DI, no que tange ao FGC?

Indo um pouco mais a fundo nas reflexões: você sabe pra quê quer investir? Tem noção dos impactos dos custos nos investimentos?

Se você ficou embaralhado com as perguntas acima, então não resta outra alternativa a não ser estudar. E essa não é uma atitude delegável: o conhecimento financeiro deve entrar na sua mente, no seu cérebro.

Afinal, como eu disse em um artigo recente, não existe ninguém melhor do que você para cuidar de seu próprio dinheiro.

As pessoas querem respostas prontas, fáceis e que não dão trabalho

Mas existe ainda um outro ingrediente que funciona como “combustível” para que as pessoas, em vez de se educarem financeiramente, prefiram transferir a outras pessoas a decisão sobre seu próprio dinheiro: é que sair da zona de conforto é ruim. Dói. Dá trabalho. Causa incômodo. Cansa. Leva tempo. Consome energia.

Pra quê gastar tempo lendo livros, participando em fóruns e blogs, assistindo cursos e palestras, se eu posso fazer uma pergunta passível de gerar respostas prontas, rápidas, instantâneas, e elaboradas?

Cuidado! As pessoas que irão responder, mesmo as bem intencionadas, em praticamente 100% dos casos, não conhecem detalhes e circunstâncias importantes de sua vida financeira pretérita que influenciariam na melhor resposta, e, portanto, as chances de darem uma resposta que não funcione são enormes.

Willian Bernstein, renomado professor de finanças nos EUA, e cujos alguns livros já foram resenhados aqui no blog, disse certa vez algo que me marcou profundamente, e que se encaixa perfeitamente no contexto da mensagem de hoje.

Ele disse que as finanças pessoais é uma das poucas áreas do conhecimento humano em que é possível ser 100% autodidata. Na Medicina, isso não ocorre: em muitas situações, a intervenção de um médico especialista é fundamental para resolver o problema.

Quando você tem uma causa jurídica intrincada e complexa, um profissional do Direito, e mais do que isso, um profissional ultra super especializado naquele específico problema, é indispensável para solucionar o caso e dar a resposta correta.

Mas no campo das finanças pessoais, é você quem decide o grau de satisfação que quer ter com suas decisões de investimentos, o que é medido pelo grau de conhecimento que você adquirir.

Não se iluda: tudo aquilo que dá mais trabalho é o que produz os melhores resultados. Quanto mais acomodado você for em suas decisões de investimentos, piores serão as consequências financeiras em termos de construção de patrimônio.

Warren Buffett tem uma frase famosa que diz o seguinte:

“Você não vai ao barbeiro perguntar se deve fazer a barba”.

Eu gosto dessa metáfora porque ela é, além de engraçada (típica do bom humor de Buffett), perfeita para o tema do artigo de hoje. Você também não vai ao banco perguntar para o gerente de sua conta-corrente se você deve investir R$ 20 mil no fundo referenciado DI deles que paga 3% a.a. de taxa de administração, ou se deve investir os mesmos R$ 20 mil no Tesouro Direto por meio de uma corretora que cobra taxa zero a título de custódia! A pergunta já contém a sua própria resposta.

O melhor investimento: aquele que te melhor conduz à realização de seus objetivos

E o “melhor investimento”, afinal, qual é?

Para mim, o melhor investimento é aquele que te melhor conduz à realização de seus objetivos.

Não existe investimento sem objetivos. Ninguém guarda dinheiro porque é bonito, porque é legal, porque é bacana. Todo mundo guarda dinheiro, poupa dinheiro, investe dinheiro, tendo em vista alguma finalidade específica, nem que essa finalidade seja tão só a de simplesmente construir patrimônio a longo prazo, visando (ainda que implicitamente, ou não declaradamente) uma aposentadoria pós-trabalho confortável e digna.

Para cada investimento financeiro, devem existir objetivos não financeiros por trás. É essa conexão que faz a ponte entre vida e dinheiro, entre investimentos e sonhos não financeiros. Seja esse sonho uma viagem daqui a 3 anos, seja ele a compra de um carro daqui a 10 anos, seja ainda a formação de um patrimônio mínimo para aproveitar a aposentadoria com tranquilidade financeira daqui a 30 anos, para cada um desses sonhos existem caminhos a serem traçados por meio de investimentos, mais adequados para a realização de cada tipo de meta não financeira.

E esses “caminhos”, ou seja, o processo de investimentos, é absolutamente personalizado, e varia de pessoa para pessoa, em função de múltiplos fatores e circunstâncias, tais como: renda ativa, capacidade de poupança mensal, tipo de investimento escolhido, projeções e apostas no cenário macroeconômico, grau de tolerância a riscos, prazo do investimento, e, sobretudo, conhecimento financeiro. Quanto mais educado financeiramente você for, maiores serão as chances de você escolher um excelente investimento para seu específico objetivo não financeiro.

Isso mesmo: o processo de investimento é construído com base no grau de conhecimento que você possuir. Quanto mais sólida for sua educação financeira, mais bem edificada será essa ponte que irá fazer a ligação entre seus objetivos financeiros (os investimentos em si) com suas metas não financeiras.

Conclusão

Educação Financeira

A você, que acabou de perguntar que tinha “X” mil reais para investir e quer saber o melhor investimento, eu respondo com uma pergunta: quantos livros sobre investimentos e finanças pessoais você leu nos últimos seis meses? 

Se você fez a pergunta acima, a resposta será provavelmente zero. Então o que você deve fazer é sair da sua zona de conforto mental, e passar a gastar tempo diariamente na leitura de livros, bons livros, como os resenhados aqui no blog, e fazendo outras atividades para que você saia de seu estado de analfabetização financeira.

Se você constantemente se faz – ou faz aos outros – a pergunta “onde devo investir meu dinheiro”, o meu diagnóstico é esse: infelizmente, você não sabe ler nem escrever o idioma da educação financeira. Você é um iletrado financeiramente. Lamento que você tenha chegado a esse ponto.

Você pode até ser doutor em sua especialidade, mas, desculpe a expressão, provavelmente já fez – ou continua fazendo – muita burrada financeira, tais como: trocar de carro a cada 18 meses (com o único e deplorável objetivo de impressionar os outros), comprar uma casa financiada em 420 prestações etc.

Pior: quando sobra algum dinheiro, fica tão perdido que nem sabe por onde começar. Isso é terrível, e te torna a vítima predileta dos gerentes de bancos inescrupulosos que precisam bater metas e de toda sorte de pessoas do mercado financeiro querendo tirar o máximo possível de seu suado patrimônio.

Você já parou para pensar que, se você não tiver estudado nada de investimentos, você e seu gerente de banco não falam a mesma língua financeira? Ele provavelmente tem formação universitária em economia ou administração, e muito provavelmente deve ter alguma certificação financeira. Ele é um verdadeiro profissional das finanças, “talhado” para fazer o banco conseguir o máximo de lucros.

Agora eu pergunto: você já conversou, por mais de 5 minutos, com alguém que não sabe ler nem escrever? Imagina, agora, essa conversa se prolongando ao longo de anos e décadas, tendo como assunto o tal do dinheiro. Qual é o futuro dessa pessoa? Aliás, qual é o futuro que se espera de pessoas que não se esforçam para aprender mais sobre finanças pessoais?

A boa notícia é que dá para falar a mesma língua de outras pessoas que são educadas financeiramente, lutar em paridade de armas mentais contra os algozes atores do sistema financeiro que não estão nem aí pra sua vida, e mudar o jogo: dá, sim, para fazer esse processo de educação por conta própria, escolhendo boas fontes na Internet, lendo livros, participando de blogs, assistindo cursos e palestras.

Temos aqui no blog resenhas de mais de 50 livros, sendo boa parte deles dedicado à área de finanças pessoais e investimentos. Além disso, temos mais de 950 artigos já produzidos ao longo de 7 anos, todos reunidos cronologicamente, por mês, na seção de Arquivos – e já teve leitor que disse que leu o blog inteirinho em menos de 30 dias. O conhecimento existe e está disponível. E é você quem faz o caminho.

Mas eu devo dizer que, além do conhecimento, você deve ter igualmente a prática, ou seja, a experiência. Você deve ter não somente a capacidade de tomar decisões por conta própria, sem ficar culpando terceiros por decisões que estão dentro de sua esfera de competências, mas também a capacidade crítica de pensar diferente, inclusive das ideias que são expostas aqui no blog.

O importante é que você assuma, de uma vez por todas, o comando e o controle de seu próprio dinheiro, uma coisa que deveria ser natural e elementar, mas que muitas pessoas insistem em tornar difícil.

Inspire-se em histórias contadas aqui no blog, de pessoas comuns, como as dos leitores Vitório, Leonardo, William, e Bárbara. Se você chegou até, saiba que é possível ter autonomia intelectual no campo das finanças, até porque conhecimento, ao contrário de dinheiro, é algo que, uma vez adquirido, não se perde tão fácil, pois só depende de você, de mais ninguém.

Uma de minhas missões nesse blog, na qualidade de educador financeiro, não é lhe dar respostas prontas, imediatas e fáceis sobre qual é o melhor investimento, mas sim te incentivar a estudar e aprender cada vez mais sobre investimentos e finanças pessoais, ou seja, fazer com que você mesmo seja capaz de gerar respostas, as melhores respostas possíveis, para as dúvidas que lhe acometem. Um pressuposto da independência financeira é a independência intelectual, e é justamente isso que eu quero que você tenha: liberdade e capacidade de tomar decisões por conta própria.

Como eu disse em outro artigo, estude e trabalho duro, rale mesmo, dê o sangue, para saber na teoria e aplicar na prática o máximo que você puder sobre finanças pessoais. Não se contente com nada menos do que você pode conseguir. Em matéria de finanças pessoais, não adianta: a toda hora surge alguém querendo “puxar o seu tapete”. Por isso, estude. Aprenda. Evolua. Pois não é apenas de dinheiro que estamos tratando. É de vida também.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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42 Responses to Eu tenho “x” reais para investir: onde devo aplicar? Qual é o melhor investimento?

  1. Funcionário Público Investidor 24 de outubro de 2016 at 1:04 #

    Guilherme, excelente texto.
    Creio que todos nós passamos por uma fase assim e vamos descobrindo o quanto custa, ou custou, permanecer na absoluta ignorância.
    É demasiadamente caro!
    Quando puder, dê uma passada lá no blog
    https://funcionariopublicoinvestidor.blogspot.com.br/

    • Isabela 25 de outubro de 2016 at 18:24 #

      Muito bacana seu post sobre o equilíbrio! Concordo que há momentos na vida que devemos viver tambem, pois a vida é finita mesmo! Depois vc recupera o aporte do mês que vem! O que vale é que a viagem lhe proporcionou momentos maravilhosos ao lado dos que realmente importam…parabéns!

      • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 12:04 #

        Concordo com a Isa, ótimo texto, FPI!

        Aliás, há cada vez mais textos de alta qualidade na diversificada blogosfera financeira brasileira! 😀

        Abç!

    • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 11:57 #

      Realmente, FPI, a ignorância custa muito caro!

      Abç e parabéns pelo blog!

  2. Rosana 24 de outubro de 2016 at 7:12 #

    Guilherme,

    Muito bom o seu post. :)

    Gostei de você ter repetido a frase: “Tudo aquilo que dá mais trabalho é o que produz os melhores resultados.” Essa estratégia reforça o aprendizado do post anterior.

    “Ele disse que as finanças pessoais é uma das poucas áreas do conhecimento humano em que é possível ser 100% autodidata.”
    Assim como na música, com muito esforço, dedicação e constante atualização, é possível mesmo ser autodidata. E o melhor é que atualmente com a internet, as informações está disponíveis para quem se interessar, basta procurar. Vivemos em uma época excelente nesse sentido, basta sabermos aproveitar com sabedoria.

    Boa semana!

    • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 11:58 #

      Isso mesmo, Rosana!

      Felizmente, vivemos numa época em que temos farto acesso a material de qualidade: basta correr atrás! :-)

      Abç e boa semana também!

  3. From_The_Tower 24 de outubro de 2016 at 14:00 #

    Perfeito.

  4. Gustavo 24 de outubro de 2016 at 14:16 #

    boa….

    aliás, bastou a selic baixar um pouco que um determinado site lançou mais um relatório à venda para indicar os melhores “fundos de investimento”…

    Pior que deve ter milhares de incautos que pagam por estes relatórios.

  5. Leonardo 24 de outubro de 2016 at 14:23 #

    Bacana demais!!!
    Entretanto, muitas vezes a informação na internet é demasiada e de difícil filtragem, deixando os iniciantes talvez perdidos!
    Esse blog acompanho a muito tempo e me trouxe direcionamento!
    Nunca posso deixar de agradecer a vc Guilherme!!!
    Muito obrigado!
    Grande abraço.

    • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 12:01 #

      Muito obrigado pelas palavras e pela força, Leonardo!!!

  6. Claudinei Fernandes 24 de outubro de 2016 at 15:19 #

    Parabéns. Pena que tenho que esperar até segunda para conhecer o próximo Post.

  7. Marina Mils 25 de outubro de 2016 at 12:36 #

    Eu sempre leio o blog. Vi a resenha dos 50 livros. Sinto falta da indicação de um livro que ensine sobre a bolsa de valores, os tipos de ações, começando do básico mesmo, mas não O Investidor Inteligente, pois o básico desse livro é o mercado americano. Um livro básico sobre a bolsa/mercado brasileira. Tem alguma indicação?

    • Guilherme 26 de outubro de 2016 at 12:02 #

      Oi Marina!

      Nas prateleiras das livrarias, há vários livros dedicados a esse assunto!

      Vou pesquisar e te dar algumas indicações.

      Abç!

      • Marina Mils 4 de novembro de 2016 at 7:15 #

        Obrigada, aguardo! Estou lendo O Investidor Inteligente, mas gostaria de ler um livro bom escrito para o nosso mercado.

        • Guilherme 6 de novembro de 2016 at 12:00 #

          Oi Marina!

          Como o mercado de ações é bem dinâmico, e novidades são introduzidas constantemente, acho que você ficaria bem investindo num curso gratuito oferecido pela própria Bolsa de Valores.

          Aqui => https://educacional.bmfbovespa.com.br/home há mais informações, sobre datas e conteúdos.

        • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:16 #

          Oi Marina, fiz uma pesquisa no Twitter, e os leitores também indicaram esse livro do Marcelo Piazza. Então, acho que é uma boa pedida começar por ele. :-)

    • Gustavo 7 de novembro de 2016 at 14:46 #

      Ola Marina, estou lendo atualmente o “Bem vindo à Bolsa de Valores” do Marcelo Piazza e ele é voltado para os iniciantes.

      É da editora Saraiva; dê um pulo na livraria, folheie e veja o que acha.

  8. Isabela 25 de outubro de 2016 at 18:13 #

    Legal o post, Guilherme.

    Gostei também das indicações de livros. Vc resenhou sobre pai rico, pai pobre? Um best seller que nunca li, mas ontem criei vergonha na cara e o comprei, além de outro que está na sua lista… Vida e dinheiro. Obrigada por nos ensinar o caminho das pedras, o como pescar!

  9. Rafael 26 de outubro de 2016 at 12:51 #

    excelente post. parabens.

  10. André Norbim 27 de outubro de 2016 at 11:05 #

    Grande Guilherme!
    Lindo texto. Seu blog é um farol iluminando o caminho de quem quer aprender sobre finanças pessoais. A quantidade e qualidade de materiais disponíveis na Internet é tão grande e diverso, que precisamos de um guia no assunto. Obrigado por dedicar tempo a esse blog e levar tanto conhecimento relevante a muitos!

    Abs!

    • Guilherme 27 de outubro de 2016 at 11:36 #

      Muito obrigado pelas palavras, André!

      Abç!

  11. Rosana 3 de novembro de 2016 at 7:50 #

    Guilherme,

    Em relação a investimentos, veja esses dados (de 06/16 do bancodata):

    Lucro Líquido (R$): -725.000
    Patrimônio Líquido (R$) : 2.034.000
    Ativo Total (R$) : 6.467.000

    Tenho LCI e LCA nessa corretora (Órama), mas estou com receio, pois desde o início, apenas 1 mês apresentou resultado positivo.
    Na época me cadastrei por serem parceiros do Dinheirama, então achei confiável. Tenho produtos com vencimento até 2019 nessa corretora, mas esses prejuízos têm me incomodado bastante.
    Nunca tirei dinheiro de lá, fui apenas investindo, pois as taxas são boas. Eles têm, inclusive, vários fundos, mas não arrisco, pois não há garantia do FGC.

    Estou pensando no resgate dos títulos nos vencimentos. O que você acha?
    O que você faria nesse caso?

    Obrigada,
    Rosana

    • Guilherme 3 de novembro de 2016 at 11:45 #

      Oi Rosana,

      Fiz uma rápida análise dos dados da Órama disponíveis no Banco Data, e de fato os prejuízos acumulados assustam um pouco, embora o patrimônio líquido ainda esteja positivo.

      O Índice de Basiléia está alto, o que proporciona relativa margem de conforto.

      Bom, diante de tudo isso, eu também faria o mesmo que você, ou seja, resgataria os títulos nos vencimentos. Mas antes não custa enviar um email para eles pedindo explicações para esses dados, inclusive falando que você publicou um comentário aqui no Valores Reais, para que eles se manifestem, e deem uma opinião baseada em fatos que nós talvez não saibamos.

      O suporte técnico deles é bom, e eles certamente enviarão uma resposta em prazo hábil.

      Abraços!

      • Rosana 3 de novembro de 2016 at 12:41 #

        Boa dica, Guilherme! Farei isso e depois te falo.
        Realmente o suporte deles é muito bom.
        Eu gosto da corretora, do novo site, da facilidade em transferências e recebimentos, mas esse prejuízo realmente assusta.

        Abraços,
        Rosana

        • Guilherme 3 de novembro de 2016 at 16:52 #

          Oi Rosana,

          Verdade. Nada como um olhar mais aprofundado de fontes externas confiáveis (como o Banco Data) para nos ajudar nas questões financeiras que poderiam ser simples. 😉

          Também gosto das facilidades proporcionadas pelo novo visual e também pela maneira prática e fácil de fazer as operações de investimentos, daí o “susto” ao saber dos prejuízos. Tomara que isso não esteja afetando também a parte de suporte ao cliente.

          Abç!

          • Rosana 6 de novembro de 2016 at 8:09 #

            Guilherme,

            O site Banco Data realmente auxilia muito nas questões financeiras.
            A parte de suporte ao cliente continua muito boa, espero que continue assim e que a corretora comece a operar no azul, pois mesmo com tanta experiência dos fundadores, assusta bastante tais prejuízos.

            Abraços,

            • Guilherme 6 de novembro de 2016 at 12:05 #

              Verdade, Rosana.

              Que eles possam operar com lucros em breve, afinal, cliente satisfeito é cliente que vê a corretora com quem trabalha também operando no positivo. :-)

  12. André Norbim 19 de novembro de 2016 at 19:55 #

    Boa noite. Gostaria de saber qual é a opinião dos amigos sobre esses cursos de educação financeira como do gustavo cerbasi, o inteligência financeira. Já vi muita gente pegar um livro de 30 reais e usar aulas em video para transformar o mesmo conteúdo em um curso de 1000 reais. O que acham? Alguém aqui já fez o inteligência financeira do cerbasi?

  13. Douglas 22 de novembro de 2016 at 14:32 #

    A educação é para a alma o que é a escultura para o bloco de mármore.

    Joseph Addison

  14. Cainã Lopes 24 de junho de 2017 at 17:36 #

    Boa tarde Guilherme!

    Vi que você mencionou “trocar de carro a cada 18 meses” e fiquei curioso com sua opinião e estratégia financeira com carros. Dei uma olhada no blog e não achei nenhum artigo a respeito, existe algum?

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