Doações: você fazendo a diferença positiva com o seu dinheiro

Quando se pensa na ideia de usar o dinheiro, a maioria das pessoas logo pensa em duas alternativas, e normalmente se limitam a elas: ou você gasta o seu dinheiro, comprando e consumindo bens e serviços, ou seja, comprando passivos; ou você investe o seu dinheiro, através de aplicações financeiras que os façam produzir frutos e, assim, aumentar seu patrimônio de ativos financeiros.

No lado do consumo, é comum vermos pessoas que acumulam dívidas, e pessoas assim demonstram que não sabem administrar bem o dinheiro que têm, pois gastam até um dinheiro que não têm, a fim de manter um estilo de vida absolutamente incompatível com suas reais possibilidades financeiras.

Já no lado dos investimentos, temos as pessoas bem-sucedidas, ou seja, as que sabem ter um controle efetivo sobre suas finanças, e têm, portanto, um elevado nível de instrução financeira.

Só que o dinheiro não se limita a essas duas funções básicas: gastar ou investir.

Há também uma terceira possibilidade para o uso do dinheiro, e é sobre essa possibilidade que o artigo de hoje irá tratar: a doação de dinheiro.

2. Desapego

A doação de dinheiro é um tema bastante espinhoso de se lidar no Brasil, principalmente por conta do efeito da mera exposição: somos constantemente bombardeados por notícias falando do dinheiro mal administrado por entidades filantrópicas, e por escândalos de corrupção em entidades religiosas que recebem vultuosas doações – e isso sem falar, é claro, no escândalo maior envolvendo a “doação compulsória ao Estado” de nosso dinheiro através dos tributos, que acaba sendo mal administrado, e que é amplificado na mídia pelos desdobramentos da Operação Lava-Jato.

Tudo isso, aliado ao fato de imperar, na mentalidade coletiva do povo brasileiro, a ideia de agir com base no “jeitinho brasileiro”, através de comportamentos reprováveis moralmente, desestimula as pessoas a fazerem doações financeiras, tudo com base no pressuposto de que o dinheiro doado será desviado.

É claro que tudo isso desanima e desestimula quem pretende fazer das doações uma prática regular, mas também não pode servir de pretexto para não fazer coisa alguma. E tudo isso por um motivo bastante simples: todos somos passíveis de erros. Inclusive você.

Mas, se existem pessoas que desviam recursos financeiros, também existem – e acredito firmemente que essas sejam em número bem maior – pessoas e grupos que agem de forma altruísta, gastando seu tempo bem administrando os recursos financeiros que recebem através de doações, e fazendo a diferença positiva nas vidas de milhões de pessoas que nem o básico possuem para sobreviverem.

Eu já estava querendo escrever sobre esse tema há algum tempo, mas “alguns sinais” que recebi fizeram com que o artigo fosse antecipado para hoje. Primeiro, a leitura de um excelente texto do Frugal Simple a respeito do tema, que tinha salvo para ler posteriormente. E, segundo, o fato de o Mr. Money Mustache (MMM) ter publicado um artigo exatamente sobre esse mesmo tema na semana passada, em que comentava sobre os motivos que o fizeram doar 100 mil dólares para diversas causas e entidades filantrópicas – não, você não leu errado, são mais de R$ 300 mil para doações diversas.

Acho incrível essa “sintonia de pensamentos” entre os blogueiros: às vezes, você quer escrever sobre um assunto, pensa, pensa, mas fica adiando, e aí vem um blog (ou diversos blogs) e publica(m) um artigo (ou mais) justamente sobre o tema que você quer escrever; como se eles estivessem dando “um sinal” de que, sim, vale a pena escrever sobre tal tema.

E isso tanto é mais verdade na medida em que reconheço que deveria escrever mais sobre tal tema, que foi explorado por aqui em poucas oportunidades, como aqui e aqui. Essa é, portanto, uma chance para falar de um tema que é de fundamental importância quando se trata de dinheiro.

O sentimento da gratificação

Quando você faz uma doação financeira, você não apenas está demonstrando ser uma pessoa altruísta que entende a verdadeira função do dinheiro, mas também está demonstrando que aquilo que você ganha é capaz de gerar valor para um número muito maior de pessoas do que apenas você e/ou sua família.

Dessa forma, o sentimento de gratificação extrapola o campo meramente egoísta de satisfazer sua própria vida, para abarcar um sentimento genuíno de que você está, de fato, fazendo a diferença positiva na vida de muitas outras pessoas.

O Mr. Money Mustache se reporta, no artigo acima citado, a um vídeo no YouTube de Peter Singer, que fala mais sobre o movimento chamado Altruísmo Efetivo, que tem salvado a vida de milhões de pessoas, principalmente as que moram em países em desenvolvimento, como os localizados na África e na Ásia:

Clique aqui para assistir ao vídeo no YouTube

Nos Estados Unidos, as entidades filantrópicas são bastante desenvolvidas, e há até mecanismos de fiscalização externos que avaliam quais entidades têm a probabilidade de fazer com que o dinheiro doado impacte de maneira mais efetiva as causas em que estão envolvidas. Esse é o caso da Give Well, citado também pelo Peter Singer, no vídeo acima mencionado.

Dentre as entidades filantrópicas destacadas pela Give Well se destaca a Fundação Contra Malária (AMF: Against Malaria Foundation), que se destina a arrecadar fundos para salvar vidas de pessoas contra essa doença que, por incrível que pareça, ainda é uma realidade bem presente em muitas regiões do planeta, especialmente na África.

No Brasil, dentre as entidades filantrópicas mais destacadas se encontra a do MSF – Médicos Sem Fronteiras, para a qual, coincidentemente, eu e o Frugal Simple fazemos doações. Aliás, segue o depoimento do Frugal sobre ela:

Médico Sem Fronteiras, MSF,  é uma ONG francesa com atuação global, são milhões de profissionais e voluntários espalhados em projetos permanentes ou temporários trabalhando dia e noite. Doando para MSF você estará ajudando algumas das pessoas mais pobres do mundo, pessoas que nunca tiveram sequer uma escova de dentes, uma pasta de dentes ou um banheiro em casa. Isso sim é sério. Você estará ajudando a dar esperanças para quem não tem nada na vida e várias vezes ainda é perseguido e morto por questões políticas ou religiosas. MSF não é esquerdista (se fosse eu não colocaria nem 1 centavo). Críticas sempre vão existir, ainda mais para uma ONG global (vi pouquíssimas em relação à MSF). Existem dezenas de relatórios no site de MSF em português. MSF ganhou um prêmio Nobel da paz em 1999. Esta é a minha escolha para doação faz cinco anos, eu cadastrei meu cartão de crédito e a cobrança vem mensal, assim não me preocupo ativamente em ficar doando, fica passivo já no cartão, você também pode entrar no site e imprimir um boleto avulso para doar qualquer valor, eu prefiro doar mensal para manter o curso. E se estou conseguindo alcançar tanta coisa boa na minha vida, me custa muito pouco doar um pouco, é praticamente 1% do meu gasto mensal. É quase nada. Como doador de MSF você recebe uma carteirinha e todo fim de ano recebe também um calendário fotográfico de papel para colocar em casa ou no escritório. Inclusive se eu bater minhas metas pessoais para 2016, em 2017 como retribuição vou DOBRAR a minha contribuição mensal. Acredite, faz um bem enorme e lhe ajuda a trabalhar e a conquistar mais.

As doações não se restringem a dinheiro: você pode doar coisas e doar seu tempo

Mas é claro que as atividades altruístas não se limitam às doações puras e simples de dinheiro. Você pode também doar coisas de seu patrimônio que não lhe servem mais, bem como doar seu tempo.

Eu conheço amigos e amigas que fazem doações regulares de roupas já usadas e que não prestam mais, para pessoas que precisam justamente desse tipo de coisa, e que não teriam condições de pagar por tais roupas. É uma ótima forma de ajudar a quem precisa.

Nem tudo o que você já não usa precisa ir para o lixo. Não! Pense nos livros, revistas e outros tipos de materiais informativos: eles podem ser muito úteis em bibliotecas de escolas públicas. Eu já fiz diversas doações desse tipo, e continuo a fazer, bem como de materiais de informática ainda em perfeito estado de conservação e passíveis, portanto, de utilização por pessoas que ainda podem tirar proveito deles.

Você também pode doar seu tempo, envolvendo-se diretamente em trabalhos filantrópicos ou em atividades comunitárias. Isso tende a ser mais comum entre os aposentados, que escolhem esse meio de vida como uma (excelente) forma de preencherem seu tempo agora ocioso – e que pode vir combinado com a doação de dinheiro também, afinal, já estão aposentados e presumivelmente já têm o suficiente para viverem bem.

Pessoas mais jovens tendem a focar o gasto de tempo na construção da carreira, pois isso é uma forma de ganharem mais dinheiro e terem, portanto, condições de ajudarem a um número maior de pessoas. Essa também é uma opção legítima e viável.

O importante, tanto num caso, quanto em outro, é o ato de doação, de deixar de ser egoísta e passar a compartilhar seu tempo ou seus recursos financeiros em prol de uma causa que vai além dos interesses meramente individualistas.

Faço a doação agora ou quando alcançar a independência financeira?

Uma dúvida que atormenta a muitas pessoas é se você deve ajudar agora ou somente quando tiver mais dinheiro. A resposta a essa pergunta é estritamente pessoal, e depende de fatores e circunstâncias que escapam a uma solução única e adequada para todas as pessoas.

Há que prefira, como eu disse acima, investir o dinheiro em qualificação, como cursos e progressões na carreira, para ganhar mais e, assim, ajudar também mais gente.

Já outros, motivados por outros tipos de convicções, preferem ajudar desde já, pois já incorporaram esse ato às suas rotinas de vidas, e se sentem bem fazendo isso.

Você também não precisa esperar ser um milionário, ou um bilionário, para “fazer a roda girar” e dar sua cota de contribuição para a construção de uma sociedade melhor. Afinal, fazer seu dinheiro ser usado para dar dignidade a pessoas que passam por problemas básicos, como falta de água potável, ausência de equipamentos médicos para tratamento, ou mesmo um simples prato de comida, é uma das mais nobres funções que você pode atribuir ao seu dinheiro.

Independentemente de sua resposta pessoal a respeito do tema, o importante, no final das contas, é agir, ou seja, contribuir, nem que seja apenas com R$ 34, por exemplo. A MSF faz um tabela muito interessante, onde mostra que valores, mesmo que pequenos, podem fazer uma diferença brutal para salvar vidas e dar esperança a pessoas que não têm nem o básico para se alimentar e sobreviver. Confiram:

doacao-msf

R$ 34 não pagam nem a conta de restaurante de muitos leitores desse blog, e, no entanto, são mais do que suficientes para comprar 12 ampolas de morfina para alívio da dor em adultos, de acordo com a tabela acima. Puxa, será que não vale a pena abdicar de um real por dia, durante um mês, para ajudar a aliviar a dor de doze pessoas que tudo o que querem é somente diminuir a dor e o sofrimento em nível físico?

Isso foi apenas um exemplo, mas o suficiente para demonstrar o poder do dinheiro para salvar vidas, como é barato fazer isso, e como é impressionante o efeito multiplicador de pequenas quantias doadas. Tal ocorre porque não estamos falando de coisas sofisticadas: estamos lidando, na maior parte dos casos, com necessidades básicas do ser humano: como prevenir doenças evitáveis, como a malária; comprar equipamentos médicos simples; ou tratar água potável.

No Brasil, temos a curiosa possibilidade, inclusive, de doar um dinheiro que não nos pertence, mas que iria para o bolso do governo. É a possibilidade de doar parte do imposto de renda para ajudar crianças e adolescentes carentes. Fiz um post sobre isso nos primórdios do blog, e é incrível que esse artigo ainda permaneça tão atual quanto ao seu conteúdo – vale a pena dar uma conferida.

Conclusão

Você pode até ser egoísta com seus investimentos – e já falamos inclusive que isso é até recomendável – mas dá não para ser egoísta com seu dinheiro, enquanto houver pessoas que podem ser salvas com seus recursos financeiros.

O ato de doação financeira não apenas proporciona um sentimento de gratificação e realização pessoal que faz bem à alma e ao coração, mas também demonstra que você é uma pessoa desprendida em relação ao assunto dinheiro, capaz de enxergar nele um meio para dar valor a pessoas que muitas vezes não tem coisa alguma: nem saúde, nem casa, nem dignidade.

Se você já é um doador, ou se você já tomou a atitude de fazer doações, parabéns! Você vivencia plenamente o slogan desse blog, que é o de fazer famílias felizes.

E, se você ainda não fez alguma doação financeira, repense suas atitudes. Afinal, como bem disse o Frugal Simple, ninguém vence na vida sozinho e, me desculpe se você não concorda comigo, mas ser egoísta não vai te fazer ir muito longe em termos financeiros, mesmo que aparentemente isso esteja ocorrendo.

Assim como eu acredito no princípio físico da ação e reação (para todo resultado tangível, há uma causa concreta que o explica), acredito também na lei espiritual do retorno: tudo o que você faz, retorna para você.

Precisamos urgentemente mudar a mentalidade do brasileiro médio, e recorro mais uma vez às sábias palavras do Frugal a respeito do tema, que retratam com fidelidade minha própria opinião:

“Cara se você tá lendo esse blog TENHO CERTEZA que você já nem é um brasileiro médio. A gente pode sempre melhorar. Não adianta ficar nessa nóia de juntar dinheiro, contar centavos e querer ficar rico e atingir a liberdade financeira sozinho, sem ajudar ninguém, sem família, sem saúde, sem ter um papel na sociedade, isso é vital. Ninguém vence na vida sozinho, não tem alegria nenhum em sentar em cima de uma caixa de dinheiro vendo todo mundo passar necessidade (pior se for familiar seu) ou vendo a sociedade se degradar cada vez mais. Um dos problemas do povo brasileiro é não contribuir financeiramente ou com o tempo para uma causa em que acreditam”.

Espalhe essa ideia, compartilhe esse artigo, e aja para que o conhecimento financeiro também seja capaz de transformar vidas que vão muito além da sua. Isso é o que irá de fato importar quando você deixar essa vida: não é o quanto você acumulou para si próprio, mas a quantidade de pessoas que tiveram vidas melhores e mais felizes após sua intervenção. 😉

Créditos da primeira imagem: Free Digital Photos

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43 Responses to Doações: você fazendo a diferença positiva com o seu dinheiro

  1. MJC 31 de outubro de 2016 at 6:06 #

    Ótimo artigo. Muito relevante! E por seu blog ter uma boa projeção, melhor ainda (dado o assunto)!

    Eu faço minhas doações já. Não de dinheiro (exceto quando é família), mas de coisas. Doo coisas usadas para uma instituição religiosa próxima da minha casa que assiste um grupo de famílias carentes. Essa instituição faz bazares para pessoas carente, que compram a peça por poucos reais. No final todo mundo fica feliz: eu, vendo que consegui ajudar de certa foram; a pessoa que comprou, pois escolheu algo pra comprar e pagou muito barato e a instituição, que arrecada aquele valor pra ajudar na sua manutenção. Além disso, as vezes faço doações de materiais escolares e cestas básicas para essa mesma instituição.

    MSF é uma boa pedida mesmo. Já pensei várias vezes em doar pra lá. Quem sabe no próximo ano?

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:41 #

      Excelente iniciativa, MJC!

      Doar coisas das quais não precisamos mais é um verdadeiro jogo de ganha-ganha, ou seja, todo mundo sai ganhando. Parabéns pela atitude também!

      Abraços!

  2. TBB 31 de outubro de 2016 at 8:16 #

    É algo simples, mas todos os anos faço doações de livros para a biblioteca pública municipal.

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:41 #

      Parabéns pela iniciativa, TBB! Uma das melhores coisas na vida é doar conhecimento. 😀

  3. Célia 31 de outubro de 2016 at 8:28 #

    Guilherme, que post maravilhoso, meu amigo!
    Parabéns por tocar nesse assunto, de forma detalhada e tranquila.

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:42 #

      Muito obrigado pelas palavras, amiga Célia!

  4. Bruno 31 de outubro de 2016 at 8:33 #

    Tb acho muito importante a doação de tempo e dinheiro! No meu caso, além de doações fixas mensais a igreja que frequento, selecionei algumas instituições e deixo programado no meu Banco as transferências para contas correntes dessas instituições (dá pra deixar por 1 ano programado). Assim, não corro o risco de me esquecer e não preciso esperar o boleto dos correios.

  5. 31 de outubro de 2016 at 9:23 #

    A filantropia é o destino natural de todo bilionário. Quando vc se vê nadando em um mar de dólares a vida começa a lhe dar sinais e você começa a perceber o real sentido da vida. A questão que vc lançou é crucial: começar doar agora ou quando me tornar um milionário? Indo um pouco mais além: o que doar? Dinheiro ou o bem mais valioso que você tem – o tempo?

    Acredito que doar dinheiro é algo relativamente fácil. Basta pegar uns trocados todo mês e mandar para a legião da boa vontade. Mas e seu tempo? Está realmente disposto a tirar uma manhã de sábado para realizar atividades filantrópicas? Dar uma palestra, um curso a pessoas carentes, etc.

    Confesso que nunca doei meu tempo na vida real. Falo vida real porque escrever em blog pode ser considerado uma doação de certa forma. Mas levantar cedo em um dia de fim de semana e ir realizar uma atividade filantrópica é algo que nunca fiz. Acho que está na hora de começar a pensar nisto.

    Abraço e parabéns pelas reflexões.

    • Zé da Silva 31 de outubro de 2016 at 9:52 #

      “certa forma” ? Não: é doação sim. :)

      Quantas e quantas pessoas são impactadas pelo o que você, pelo o que nós escrevemos e compartilhamos constantemente ? É uma doação verdadeira. 😀

      Pense nisso, sempre.

      Muitas vezes, quando a inspiração para publicar foge, eu penso nisso. 😉

      • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:44 #

        Oi uó, não se preocupe, eu também concordo com o Zé, e vejo que é uma forma super útil de doação!

        E veja que interessante: graças ao efeito multiplicador da Internet, sua doação de tempo através dos seus escritos no blog é uma das melhores forma de doar o seu tempo, já que muitas pessoas podem ler o mesmo texto em diferentes momentos temporais da vida delas.

        Abç!

  6. Zé da Silva 31 de outubro de 2016 at 9:50 #

    Excelente tema !!! :)

    Estou há tempos “adiando” um que fale sobre um dos pontos abordados por ti: “Faço a doação agora ou quando alcançar a independência financeira?”. Quem sabe não seja o teu post o empurrão que eu estava precisando ? 😉

    Abraços !

    ps: “dói” ver estes exemplos do MSF, né ? Como “tão pouco” pode fazer tanta coisa !?

    Quem não para para refletir depois de ver isso … ?

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:45 #

      Valeu, Zé!!!! 😀

      Realmente, quem sabe esse não é um “sinal” para escrever sobre o tema no Clube do Pai Rico!? 😉

      Sobre a MSF, realmente “dói” saber que tão pouco é capaz de fazer tanta coisa.

      Abraços!

  7. Rosa Barros 31 de outubro de 2016 at 10:28 #

    “Eu conheço amigos e amigas que fazem doações regulares de roupas já usadas e que não prestam mais”. Talvez, as coisas não tenham mais utilidade para a pessoa, mas elas prestam, já que terão utilidade para outras. Eu procuro doar o que não estou usando, porque sempre acho que será útil para alguém. Aqui em Brasília costumo deixar livros nas paradas de ônibus. É um projeto que deu certo. Minha família sempre contribuiu com a GRACC, acho que a confiança é maior quando estamos perto.
    Grata pelo texto, Guilherme!

  8. Lux Textum 31 de outubro de 2016 at 11:12 #

    Parabéns pelo artigo. Também fiquei impressionado com a doação do Mr. Money Mustache.

    Já fiz trabalho voluntário e sabe quem estava lá, ajudando sem ganhar nada em troca? Pessoas simples, muito longe da independência financeira. Era raro, muito raro mesmo, voluntários de classe alta. Obs.: com o trabalho voluntário não ganhei dinheiro, mas ganhei MUITO em termos de experiência de vida.

    Espero que um dia a prática das doações e do trabalho voluntário se torne um hábito aqui no Brasil.

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:46 #

      Oi Lux, obrigado!

      Realmente, o trabalho voluntário é uma excelente forma de doar o tempo, e ganhar coisas que o dinheiro simplesmente não compra.

      Abç e parabéns também pelo seu blog, vida longa a ele! :-)

  9. Adriana 31 de outubro de 2016 at 12:37 #

    Que legal esse texto Guilherme. Não adianta ficar contando os centavos e ser egoísta tendo muito (ou pelo menos muito mais do que se precisa) enquanto tanta gente passa tantas necessidades tão básicas.
    Já fiz algumas doações esporádicas para o Médicos Sem Fronteiras. É uma instituição bacana (pena que eles gastem bastante enviando panfletos para as nossas casas depois – a publicidade poderia ser mais online). Regularmente ajudo a ActionAid. Pesquisei bastante antes de começar a doar e me pareceu ser uma instituição séria.

    Também sou muito favorável ao desapego material que pode virar doações. É tão bom se desapegar de coisas que não nos servem mais, mas que podem ser muito úteis para outras pessoas. Um exemplo pessoal é a doação de livros. Nos últimos anos não tenho comprado exemplares físicos, pois tenho um kindle, mas antigamente comprava bastante (em sebo diga-se de passagem) com o tempo fui doando de preferência para bibliotecas de escolas. De que adianta uma prateleira repleta de livros que só a gente tem acesso? Infelizmente conheço pessoas que nem sequer emprestam os seus….

    Também sempre procuro ter em casa um pacote de ração de cachorro, pois na minha cidade há muitos abandonados e com fome. Não tenho disponibilidade para adotar, mas pelo menos não deixo alguns que costumam ficar próximos passarem fome.

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:50 #

      Excelentes iniciativas, Adriana, principalmente essa sobre as doações para os animais!

      De fato, tem muita gente egoísta no mundo que fica acumulando somente para si próprio. Tomara que o exemplo do blog, e, claro, dos leitores comentando por aqui, sirvam de inspiração para a formação de uma grande corrente do bem.

      Abç!

  10. Fernando 31 de outubro de 2016 at 16:10 #

    Parabéns por escrever sobre esse assunto. Ótimo post!

    Sou leitor da blogosfera financeira e esse é um dos assuntos que mais sinto falta. Finanças pra mim é o uso consciente do dinheiro, seja em formas de investimento, alternativas de economia e, também, doações. É uma prática e tanto, deveria ser mais incentivada. De forma não apenas esporádica mas constante. Quando se coloca na ponta do lápis vemos que nem é tanto e faz um bem danado, não só pra quem recebe mas para quem doa também. Pode ter crtz!

    • Guilherme 31 de outubro de 2016 at 16:51 #

      Obrigado, Fernando!

      Realmente, esse tema faz bastante falta na blogosfera financeira. Quem sabe com textos assim as pessoas comecem a discorrer e a agir mais sobre o tema.

      Abç!

  11. Raphaela Oliveira 31 de outubro de 2016 at 20:57 #

    Olá, Guilherme! Falando em sinais que a vida dá, hoje mesmo (há poucas horas) estava pensando que livro pegar para ler nesse mes de novembro, tenho vários mas nenhum estava me chamando atenção.. peguei o “Desperte um Milionario que há em vc” nas maos e devolvi na prateleira.. Recebi sua notificação por email, vim ver o artigo, descobri o blog Frugal Simple, fui visitar e o que encontrei por lá logo na primeira página? Resenha de “Desperte um Milionario que há em vc”… acho que o sinal foi bem claro kkkk
    Já já volto pra ler e comentar seu artigo com calma, pq agora eu estava so dando uma espiadinha rsrs

    • Guilherme 2 de novembro de 2016 at 10:32 #

      Oi Rapha!!!!

      rsrsrsrs….pois é, esse sinal foi bastante evidente…. :-)

      Boas leituras!

  12. rapha 31 de outubro de 2016 at 20:59 #

  13. Frugal 31 de outubro de 2016 at 22:10 #

    Opa Guilherme!

    Parabéns pelo post abordando o tema de doar e de filantropia.
    Obrigado pela menção ao meu nome e ao nome de Médicos Sem Fronteiras nesse espaço tão nobre.

    Não dá pra ver tanta gente precisando de ajuda e simplesmente cruzar os braços e fechar os olhos à verdade, ao mundo.

    O ato de doar me faz bem, isso é fato, eu me sinto bem, eu acho que estou fazendo sim uma diferença positiva na vida de muitas pessoas, eu me sinto menos desapegado ao dinheiro, muitos milionários mundo afora doam dinheiro, isso faz parte do mindset do “ser milionário” e para ficar milionário temos que copiar os hábitos deles, inclusive o de doar.

    Futuramente penso em organizar jantares com os amigos (tipo cobrando o valor do prato em casa) ou então num evento social como um aniversário, um casamento, um batizado, divulgar a causa, arrecadar mais doações e doar tudo de uma vez. O trabalho de MSF é muito muito importante, tenho duas amigas que foram lá pessoalmente e os relatos são muito tocantes de vários casos que aparecessem por lá.

    Acho que falta na cultura do povo brasileiro o ato de doar e de adotar alguma organização para ajudar, um asilo, uma casa de recuperação, casas de apoio à criança com câncer, hospitais e etc. Essa cultura de doação e patrocínios é muito boa. Também penso em no futuro patrocinar atletas com pequenas coisas, do tipo doar quimonos, ou chuteiras algo assim. Grande abraço.

    • Guilherme 2 de novembro de 2016 at 10:33 #

      Excelentes iniciativas e excelentes ideias, Frugal!

      Concordo com você, falta na cultura do brasileiro o ato de doar.

      Vamos em frente!

      Abç!

  14. Frugal 31 de outubro de 2016 at 22:15 #

    Aproveitando o espaço, um dos caras que eu me considero um discípulo e fã é o Mr. Money Mustache, também um blogueiro de finanças e que já vive na tranquilidade financeira, ele acabou de doar 100,000 dolares para diversas ONGs dos EUA e do mundo, explicou tudo nesse post. Uma atitude muito bonita e que com certeza esse dinheiro não fará falta para o mesmo, um ser humano fenomenal. Segue o link:

    http://www.mrmoneymustache.com/2016/10/26/notes-on-giving-away-100000/

    • Guilherme 2 de novembro de 2016 at 10:33 #

      Certamente, Frugal, e dadas as repercussões do que ele fala e sobretudo do que faz, também deve ter inspirado bastante gente!

      Abç!!!

  15. Rosana 1 de novembro de 2016 at 11:39 #

    Guilherme,

    Muito bom o seu post! :)
    Apesar de não estar na cultura do povo brasileiro, doar faz muito bem para ambos os lados, inclusive nos auxiliando no domínio do egoísmo próprio. E esse post veio a calhar, ainda mais agora que estamos nos aproximando do final do ano.

    Eu admiro bastante o Warren Buffet e o Bill Gates em suas ações filantrópicas. O Warren Buffet, inclusive, prometeu doar 85% de sua fortuna para a Fundação Bill & Melinda Gates.
    Há uma lista interessante nesse link:
    http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/10/os-20-bilionarios-que-mais-doaram-dinheiro-para-caridade-em-suas-vidas.html

    Nesse sentido, meu trabalho é com cães. Minha intenção era resgatar e doar. Mas a partir do momento que eles chegam, geralmente maltratados ou desnutridos, acabei sempre pegando tanto amor por todos os que resgatei, que fiquei com todos.
    Pelo menos, na vida dos 5 que estão em casa no momento e por todos os que por lá passaram e pelos que passarão, posso dizer que fiz e faço a diferença.
    Até parece que são eles que nos escolhem e não o contrário…

    Abraços,

    • Guilherme 2 de novembro de 2016 at 10:35 #

      Oi Rosana, parabéns pela iniciativa!

      Acolher animais abandonados e/ou maltratados é uma excelente forma de doar, não só bens materiais, mas sobretudo bens imateriais, como solidariedade, carinho e afeto!

      Gostei muito da sua atitude, certamente inspirará mais pessoas a fazerem o mesmo.

      Abç!

      • Rosana 3 de novembro de 2016 at 7:30 #

        Guilherme,

        Os cães que um dia foram de rua são sempre muito fieis e agradecidos! É gratificante conviver com eles.

        Abraços,

        • Guilherme 3 de novembro de 2016 at 11:40 #

          Maravilha, Rosana!

          Você vivencia plenamente o título desse artigo: fazendo a diferença positiva com seu dinheiro! :-)

          Abraços!

  16. Luiz 1 de novembro de 2016 at 20:11 #

    Pessoal, ultimamente tenho feito doações regulares para duas entidades de caráter religioso que atuam para mitigar os efeitos das guerras no oriente médio e na África, quais sejam: CNEWA e Ajuda à Igreja que Sofre.

  17. Sandro 3 de novembro de 2016 at 14:14 #

    Boa tarde Guilherme! Sabe aquela sensação de ” gostaria de ter sido eu a escrever esse texto?”
    Então… Só que tenho tido essa sensação com todo o blog, rsrs
    Realmente você está de parabéns, textos bem escritos, algumas vezes bem longos, fora do “padrão” que tem tomado conta da internet. Isso garante profundidade e qualidade nas análises.
    Parabéns mesmo e que continue sempre assim.
    Abraços

    • Guilherme 3 de novembro de 2016 at 16:53 #

      Oi Sandro, fico muito feliz ao ler suas palavras! 😀

      Obrigado pela sua participação!

      Abç!

  18. Vania 3 de novembro de 2016 at 16:32 #

    Sem dúvida nenhuma, deve-se doar já, doar sempre, e não apenas qdo já tiver dinheiro “suficiente”,
    Contribuo com alguma regularidade (de 3 em 3 meses), com uma entidade em que confio. E procuro, na medida do possível, tornar melhor a vida das pessoas que me cercam, inclusive aquelas que trabalham pra mim. Estar atento ás necessidades da diarista que está com um filho doente, reparar no porteiro que tem mta dificuldade em ler os envelopes e dar uma mão na compra de um óculos, dar dois dedos de prosa com a senhorinha de 80 anos que mora sozinha. Coisas pequenas que ajudam a fazer a vida das pessoas um pouquinho melhor. E a minha tbem.

    • Guilherme 3 de novembro de 2016 at 16:54 #

      Excelentes iniciativas, Vânia, parabéns!

      Realmente, seus pequenos gestos fazem uma grande diferença, pode ter a certeza disso!

      Abç!

  19. Anderson 4 de novembro de 2016 at 15:02 #

    Excelente post, Guilherme!

    A doação é uma ótima prática para melhorar o relacionamento entre as pessoas e ainda de quebra ajudar as que precisam, e até mesmo as que doam (o bem-estar espiritual que isso traz é enorme).

    Nossa cultura não é de doar porque, a meu ver, faz parte da nossa forma de enxergar e realizar nossos deveres, nossas responsabilidades. Infelizmente, nesse país, somos estimulados a passar os nossos problemas a terceiros (o estado tem que fazer isso, aquilo e aquilo outro…). Com isso, até mesmo nossas doações são feitas em forma “indireta”, deixando tudo para instituições de caridade cuidar. Abrindo uma aspa, não estou criticando quem apenas doa dinheiro (é até uma das melhores maneiras de juntar esforços, já que o dinheiro acabará indo a instituições mais preparadas para cuidar dos outros), apenas ressalto que muitas vezes, quando uma igreja, por exemplo, tem um programa de caridade, poucos são os membros da própria igreja que participam de tal atividade (a exceção fica por conta de algumas igrejas de caráter congregacional ou outras, como a Adventista), e detalhe que não faço parte de igreja.

    Bom, de qualquer forma, meu comentário não foi no sentido de criticar ou levantar polêmicas, foi apenas uma observação minha.

    Ah, um efeito interessante da caridade é o respeito e sentimento de gratidão que os carentes sentem quando são ajudados, eles acabam se sentindo amados ou pelo menos amparados, e acabam respeitando a sociedade de uma maneira geral por perceberem que qualquer dos estranhos pode ser um doador… Afinal de contas, o que muita gente deseja é se sentir especial pelos outros, e para uma pessoa carente, um simples oi acompanhado de um sorriso sincero já faz diferença.

    Obrigado pelo post, e ao Frugal também (acompanho o blog dele). Sendo-lhe sincero, teu texto despertou umas reflexões em minha mente. =)

    Abraço e que Deus continue te abençoando!

    • Guilherme 6 de novembro de 2016 at 12:03 #

      Olá Anderson, muito obrigado pelas palavras!

      Gostei muito do seu comentário e de suas visões sobre o tema. De fato, no Brasil, há um sentimento generalizado de transferência de responsabilidades para o Estado, e isso dificulta a difusão maior de uma cultura de dações.

      Abraços!

  20. Raphaela 6 de novembro de 2016 at 20:37 #

    Excelente artigo! Me “intrometi” nessa area de finanças há alguns meses e somente agora vi um artigo sobre doação. Acho uma pratica essencial em nossa vida, pois tambem acredito na lei espiritual do retorno, então se fazemos o bem, receberemos o bem. Eu faço doações todos os meses mas cada vez para um lugar diferente.. moro em cidade pequena, entao sempre acabo sabendo de alguma familia que precise, e nos meses em que as coisas “estao mais tranquilas” doo para o GRAAC.. a doaçao minima para eles tambem é baixa como a dos MSF. Embora faça essas doações materiais, ainda me sinto incomodada pelo fato de nao doar meu tempo… coloquei como meta de neste ano de 2016 doar mais meu tempo e por um período consegui, ajudei na pastoral da criança no primeiro semestre, dps tive uns contratempos e parei.. agora percebo que esses contratempos nada mais eram que desculpas.. hora de voltar…

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:18 #

      Excelentes iniciativas, Raphaela!

      De fato, doar tempo e doar dinheiro são coisas que estão à disposição de qualquer um de nós, basta querer e agir.

      Abraços!

  21. Aline 15 de novembro de 2016 at 15:14 #

    Como é bom poder ler um artigo como esse. Minha doação é para o ICIA- Instituto do Câncer Infantil do Agreste, em Caruaru-PE. E depois de alguns anos doando, fui conhecer o local. No dia que fui vi algumas crianças sendo atendidas. Se você doa a algum local próximo e tem a oportunidade de conhecer, vá.

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