Seis dicas para economizar mais dinheiro nas suas compras

Economizar dinheiro… quem não gosta!? 🙂

Se você não gosta de fazer economias com seu dinheiro, você está no blog errado. 😉

Agora, se você gosta da praticar a fina arte de poupar e economizar dinheiro, e sabe dar valor a cada real que entra em sua conta bancária, então esse é o seu espaço, seja muito bem-vindo! 😀

compras

Como diz o slogan do Valores Reais, esse é um blog destinado a fazer famílias felizes, e uma das coisas que mais deixam uma família feliz é saber que elas podem economizar mais, correto!?

Por isso, ao longo desses 7 anos de estrada, posts sobre como economizar dinheiro têm sido bastante frequentes por aqui, como demonstram os artigos abaixo destacados:

Ufa!

O mais legal disso tudo é que, apesar de esse ser um assunto um tanto quanto “normal”, sempre surgem novas ideias, novas estratégias e novas táticas sobre como economizar mais e melhor. E o post de hoje trará mais algumas ferramentas mentais para você alimentar seu cérebro com novas formas de pensar ou repensar seus gastos, de forma a otimizá-los ainda mais. Confiram!

1. Escolha alternativas mais baratas para a mesma necessidade

Eu gosto muito de ouvir músicas: esse talvez seja um de meus passatempos favoritos.

Antigamente, para ouvir sempre as músicas que eu mais gostava, ou eu as gravava na fita cassete quando elas apareciam no rádio (alguém!?), ou então eu ia até as Lojas Americanas comprar a música. O problema, nesse último caso, era que eu era obrigado a comprar um CD inteiro, e não apenas a música que eu mais gostava.

Como todos sabemos, Steve Jobs “reinventou a roda” do mercado de música, e agora finalmente podemos comprar somente as músicas que mais gostamos.

O problema surge quando você é um consumidor voraz de múltiplas canções, já que o preço das músicas, embora individualmente seja um valor suportável, fica muito caro se você comprá-las na casa das dezenas ou das centenas todo mês.

Aí as empresas que atuam no ramo inventaram uma solução para resolver esse problema: as rádios online, como o Spotify, e o Deezer (agradecemos ao Leonardo pela correção!), barateando o acesso às músicas, permitindo inclusive baixá-las para seus dispositivos mesmo estando off-line.

No meu caso, eu sempre comprava as músicas individualmente no iTunes, e, vendo que economicamente isso estava ficando além da minha “cota orçamentária” reservada às músicas, eu passei a assinar um plano mensal, que dá direito a baixar a quantidade de músicas que eu quiser para meu celular ou mp3player.

Ou seja, na minha situação particular, eu consegui encontrar uma alternativa mais barata (assinatura mensal) do que a que vinha usando (compras de canções individuais) para a mesma necessidade, que é a de ouvir músicas.

E é justamente isso que eu te encorajo a fazer: pense em alternativas mais baratas com base em seus padrões de consumo. Para as mesmas necessidades, sempre há duas ou mais soluções disponíveis.

Talvez você se encontre numa situação completamente inversa da minha: ouve pouca música e assina um plano mensal. Nesse caso, será que não é melhor cancelar o plano mensal, e passar a comprar as canções de forma individual?

No caso da necessidade envolvendo transporte urbano, talvez seja mais barato vender o carro e passar a usar o Uber, como fez o amigo Dr. Money.

Se você mantém o pacote de TV a cabo unicamente em função dos canais de filmes, talvez seja mais barato escolher o Netflix e cancelar o pacote de TV a cabo – ou reduzi-lo para o plano mais básico, eliminando os pacotes exclusivos para filmes.

Em qualquer dessas situações, estará sempre presente a existência de alternativas que podem ser mais baratas, sem o sacrifício da sua necessidade específica. 😉

2. Cancele compras recorrentes que não passem no teste da ausência sentida

No meu caso, eu tinha o hábito de, no café da manhã, fazer a leitura diária de dois jornais. Quando o prazo da assinatura expirou, eu pensei várias vezes: renovo ou não renovo a assinatura? Sim, pois esse era um hábito profundamente arraigado: um deles pelo menos eu lia com frequência quase diária há mais de 10 anos.

Mesmo sabendo que os jornais hoje em dia só veiculam notícias que não nos interessam diretamente, que expõem uma publicidade violentamente voltada para o consumo imediato e desnecessário, eu ainda assim relutei bastante em não renovar, mas eu fui vencendo, dia após dia, a tentação de renová-las.

Passados 30 dias, eu ainda sentia falta desse hábito diário, mas eu fui percebendo uma coisa: a ausência desse hábito diário não estava de fato trazendo nenhum prejuízo em termos de informação. Afinal de contas, as notícias mais importantes, mais cedo ou mais tarde, chegariam até mim.

Passados mais 30 dias, a falta desse hábito diário foi desaparecendo, desaparecendo… até que desapareceu por completo.

O que eu quero dizer com tudo isso?

Simples: que algumas coisas – bens ou serviços – que você julgada aparentemente impossível de dispensar podem perfeitamente ser dispensadas, através daquilo que chamo de teste da ausência sentida. Se aquilo que você consumia irá fazer falta, irá lhe trazer algum prejuízo, algum incômodo insuportável, você deve voltar a consumi-lo, mas você precisa dar tempo ao tempo, ou seja, não deve esperar somente dois dias ou 7 dias para ver se aquilo te fazia falta: o intervalo de tempo deve ser maior.

No caso da leitura dos jornais diários, a renovação da assinatura deles não passou no teste da ausência sentida: embora eles fizessem bastante falta nos dias seguintes ao cancelamento da assinatura, hoje eu posso dizer que eles não fazem falta alguma.

Porém, no caso das músicas, foi diferente: eu experimentei ficar algumas semanas sem o hábito de fazer o download das músicas para meu celular, e vi que isso estava me trazendo um incômodo, pois era uma ausência realmente sentida: a impossibilidade de ouvir as músicas onde e quando quisesse. Nesse caso, a solução foi assinar um plano mensal de músicas.

O teste da ausência sentida é bastante útil, pelo fato de que os hábitos podem ser aprendidos, mas também podem ser desaprendidos, e isso sem maiores repercussões para sua vida diária.

O hábito de ler jornais diariamente foi um hábito que eu desaprendi, mas que não me trouxe maiores consequências negativas no âmbito de minha vida pessoal.

Então, fica a dica: sempre exponha e reveja seus hábitos de consumo de forma crítica, pois até aquilo que você julgava ser indispensável pode não ser tão indispensável assim. Tudo isso tem a ver com o desenvolvimento de sua capacidade crítica de pensar, que será melhor explorado no tópico 4 desse artigo.

3. Antecipe as compras parceladas: o caso do cartão de crédito Nubank

Essa dica eu li no blog Tecnoblog e achei bem curiosa: se você fez uma compra parcelada no cartão de crédito Nubank, é possível obter um desconto se você resolver antecipar a quitação das parcelas futuras. Confiram um trecho da reportagem:

“Acontece com frequência: você está comprando alguma coisa que custa dez parcelas de R$ 10, tenta um desconto à vista com o vendedor, mas não adianta, sai por R$ 100. Mas o Nubank lançou nesta terça-feira (1º) um recurso que deve facilitar a vida de quem gosta de se livrar das compras parceladas: é possível antecipar o pagamento das próximas mensalidades e obter desconto.

A taxa de desconto é dinâmica, variando de acordo com a demanda de usuários solicitando adiantamento e a quantidade de pagamentos recebidos pelo Nubank no dia. Você pode adiantar quantas parcelas quiser; assim que confirmar a antecipação, o valor com desconto é lançado na sua fatura atual e não pode mais ser cancelado.

[…]

Esse desconto é possível porque, mesmo se você adiantar o pagamento de uma compra, o lojista só receberá uma parcela de cada vez — ou seja, enquanto seu dinheiro não é “repassado” ao vendedor, o montante fica parado nas mãos do Nubank, rendendo juros. Num país em que a taxa básica de juros está em 14% ao ano, é perfeitamente possível oferecer um desconto de 7,46% ao ano”.

Eu ṇo sei se isso funciona para outras administradoras de cart̵es de cr̩dito Рprovavelmente ṇo Рmas ̩, certamente, outra funcionalidade positiva desse carṭo de cr̩dito.

4. Amplie e desenvolva sua competência de pensar

Uma das funções desse blog é fazer com que você desenvolva o espírito crítico nas suas atitudes em relação ao dinheiro, e, se você chegou até esse item 4 lendo o texto desde o começo, parabéns! Você está alimentando o seu cérebro com um novo influxo de ideias e pensamentos, pois, para chegar até aqui, você teve que ler, antes desse item 4, mais de 1.200 palavras – o que, convenhamos, não é pouca coisa, num mundo onde as pessoas preferem leituras rápidas do tipo “fast food”, onde predominam textos curtos ao melhor estilo Twitter ou Facebook, ou, no máximo, os famigerados “textões” de Facebook elaborados de forma pouco reflexiva e muitas vezes sem um encadeamento claro de ideias.

Uma das melhores formas de você economizar dinheiro de forma consciente e inteligente é fazer análises comparativas com gastos alocados em outras categorias e pensar em termos anuais e no mais longo prazo possível.

Por exemplo, suponha que você goste de acumular milhas e pontos, e assine um plano chamado Clube Smiles 5.000, que te oferece 5 mil milhas Smiles mensais, mediante o pagamento de uma assinatura mensal de R$ 150.

Ora, se você analisar de forma isolada esse gasto, tendo em vista seu valor e sua finalidade, pode parecer interessante a ideia de obter milhas sem transferir pontos de cartão de crédito, de forma automática, gastando esse valor, que está dentro da média do mercado de viagens.

Mas a análise dos gastos não deve jamais ser feita de forma isolada, pois os gastos compõem todos eles um mesmo orçamento doméstico. O que você poderia fazer com R$ 150 mensais? Você poderia:

  • Pagar um plano de Internet banda larga fixa de 50 Mbps (dependendo da cidade), e, assim, comprar “tempo”, ao adquirir uma conexão mais veloz de dados;
  • Pagar um plano odontológico ou uma consulta médica/exames laboratoriais de qualidade;
  • Comprar em torno de 70 cápsulas de café Nespresso, se esse também for de seu gosto;
  • Comprar 5 livros de R$ 30 cada, em sebos ou livrarias virtuais, e, assim, consumir conhecimento de qualidade.

Será que esses R$ 150 mensais comprando milhas, ou seja, adquirindo passivos que não são nem de consumo imediato, não estão “roubando” preciosos espaços em seu orçamento doméstico que efetivamente teriam uma utilidade mais concreta, tangível e imediata?

Se você não estiver gastando essas 5 mil milhas no mês de aquisição, ou seja, se você estiver fazendo uma “poupança” de milhas, então a situação fica ainda pior, pois as milhas, ao contrário do dinheiro, não rendem juros, fazendo com que seu dinheiro gasto nesse passivo fique “travado”, correndo o risco de ser mal utilizado no futuro.

Mas além da análise comparativa, é preciso ficar atento aos custos anuais desses pequenos gastos mensais, pois R$ 150 mensais não parecem nada, mas representam uma soma de R$ 1.800 num ano (sem capitalização pelos juros simples ou compostos). Em 5 anos, são R$ 9 mil, e, em 10 anos, R$ 18 mil.

A sua competência para pensar criticamente sobre seus próprios gastos será tanto melhor quanto mais “afiado” for sua planilha de orçamento doméstico.

É uma coisa sobre a qual eu falei antes, e não custa repetir: tudo o que é medido é melhor controlado. Saber para onde está indo cada real que você gasta é uma das melhores formas de supervisionar e administrar seu dinheiro, dando a eles a melhor destinação possível.

5. Pague anuidades em vez de mensalidades

Essa ideia vem a calhar, agora que estamos em novembro, perto do fechamento do ano letivo. Ao invés de pagar a mensalidade na escola dos filhos, proponha ao colégio o pagamento de uma anuidade logo no começo do ano, ou no final do ano anterior.

O mesmo vale para renovação de planos de academia, cursos de idiomas e todos outros planos que envolvam “mensalidades” ou pagamentos de parcelas periódicas.

Nem sempre todas as escolas estarão dispostas a fazer tal tipo de negociação, e nem são também todos os pais que têm condições financeiras de arcar com esse tipo de gasto em cota única antecipada, porém, se a escola permite tal tipo de pagamento, convém fazer uma negociação presencial e ver as condições que são ofertadas.

Mais uma vez, o pagamento em cota única com desconto, tão comum em pagamentos de IPTUs e IPVAs, envolve, claro, uma dose mínima de planejamento financeiro, como destacamos em outros artigos aqui no blog.

6. Compartilhe custos

A ideia por trás dos planos coletivos ou corporativos de saúde e de previdência privada é a de oferecer um preço mais baixo justamente pela adesão de um grupo maior de pessoas. Mais pessoas pagando pelos mesmos serviços = mais certeza de faturamento pela empresta prestadora de serviços = maior possibilidade de desconto para cada pessoa de forma individual.

Se é assim na vida empresarial, podemos também aplicar os mesmos princípios quando se trata de gastos no orçamento doméstico: compartilhe custos, a fim de melhorar a eficiência dos gastos familiares.

Se você vive numa família com 4 membros (dois pais e dois adolescentes, por exemplo), e todos gostam de música – o que nos remete, claro, ao início desse texto – é muito mais barato assinar um plano familiar do Deezer ou do Spotify, do que comprar 4 planos individuais.

Ainda usando o exemplo da família com 4 membros, se todos usam bastante a Internet móvel no celular, um plano pós-pago familiar pode ser mais barato, na ponta do lápis, do que 4 planos individuais pré-pagos.

Se vários membros de sua família utilizam cartões de crédito no dia-a-dia, por quê não concentrar os gastos num único cartão de crédito, com 1 titular e vários dependentes? Dessa forma, aumentam-se as chances de conseguir redução ou mesmo isenção dos pagamentos de anuidades, além de concentrar o acúmulo de pontos e benefícios dos cartões de crédito.

Nesse caso, fica evidente que “a união faz a força”, e ainda por cima ajuda a economizar dinheiro. 😀

Conclusão

compras

Às vésperas da Black Friday, com o comércio praticamente inteiro já fazendo uma “November Friday”, é preciso muita atenção e sobretudo consciência para gastar de forma equilibrada e responsável.

Economizar dinheiro com inteligência requer, sim, gastos adicionais de tempo para fazer reflexões sobre quais são os gastos que merecem prioridades em sua vida; e gastos adicionais de mão de obra, para elaborar planilhas de orçamento doméstico que reflitam e retratem de forma mais fiel possível o estado particular de suas finanças pessoais.

Se você quiser fazer sobrar mais dinheiro no final do mês, é preciso tomar atitudes que envolvam a ampliação de suas competências de pensamento crítico a longo prazo, bem como coragem para testar mudanças nos seus hábitos, que tanto podem ser aprendidos, como desaprendidos, como vimos, aliás, ao longo desse artigo.

Como eu disse em outra ocasião, não há que se ter nenhuma vergonha em adotar medidas que pareceriam estranhas à primeira vista, como catar os folhetos de promoções de supermercado, ou migrar para uma conta bancária de “pobre”. Vergonhoso é, sim, continuar desperdiçando dinheiro em itens que não trazem nenhum benefício agregado à sua vida pessoal, como anuidades de cartões de crédito, e serviços que sequer são utilizados.

O mais interessante dessa atitude mental determinada a cortar despesas é que, se você for disciplinado financeiramente, acabará gastando bem menos dinheiro do que gastava, porque a mentalidade determinada amplia seu raio de influência para todas as áreas de gastos da sua vida.

Seu orçamento doméstico será, a partir de então, um espelho fiel de uma nova atitude mental: sobrará mais dinheiro na sua carteira, e você viverá com menos excessos. E seu patrimônio financeiro crescerá, como decorrência dessa nova atitude incorporada em sua vida e em seus hábitos diários.

Assim, você começará, aos poucos e de forma gradual, a ter uma vida financeira mais equilibrada, abrindo espaço em sua vida sobre o que de fato é importante e faz diferença positiva em sua vida. 😉

Créditos das imagens: Free Digital Photos

Print Friendly, PDF & Email

30 Responses to Seis dicas para economizar mais dinheiro nas suas compras

  1. Rosana 7 de novembro de 2016 at 7:49 #

    Guilherme,

    Gostei das suas dicas, principalmente a do cartão Nubank. Eu já tinha ouvido falar sobre ele, mas essa possibilidade de parcelar com a loja e pagar integralmente para o cartão obtendo desconto é ótimo! Uma bela iniciativa que deve ser divulgada e adotada por outras operadoras também.

    Recentemente adquiri um cc com anuidade grátis, mas essa alternativa da Nubank é algo a ser pensando.

    Enquanto isso, a maioria das operadoras cobram anuidade, trabalhando na contramão das novas tendências. Acredito que as estratégias da Nubank, se ainda não, as deixarão muito preocupadas em curto e médio prazo.

    Boa semana!

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 12:54 #

      Oi Rosana,

      É verdade. Bom saber que a existência de novas empresas, com novas ideias, quem sabe possa também estimular um melhor grau de competitividade no mercado, beneficiando os consumidores.

      Abraços!

  2. Rosa Barros 7 de novembro de 2016 at 7:55 #

    Grata pelo texto e reflexão. Coloquei uma meta para 2017: redução drástica dos gastos com cartão de crédito. Nada de parcelamentos. Uso só no rotativo. Assim, o peso da compra vai me fazer pensar duas vezes antes de passar o cartão. Parcelar é a ilusão de que é fácil pagar. Usava muito o cartão para acumular milhas. Era atrativo. Entrei no clube do Smile e não fiquei nem um ano. Percebi que não vale a pena. Tenho dois títulos de turismo Bancorbras superior e as mensalidades já estão tão caras, que quando comparo o valor da diária com o Booking, por exemplo, vejo que não está mais valendo. Consigo preços melhores . E ainda tem o problema da alta temporada, a dificuldade de conseguir hospedagem no hotel que a gente quer. Estou pensando em me desfazer dos títulos.

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 12:56 #

      Oi Rosa, obrigado!

      Realmente, nada como uma boa dose de reflexão crítica sobre nossos próprios atos e hábitos de consumo, para que consigamos viver melhor e em paz com nosso dinheiro.

      Gostei muito dos seus exemplos pessoais, e também considero que agora é hora de se desfazer dos títulos da Bancorbras, por todos os motivos citados por você.

      Abraços!

  3. Zé da Silva 7 de novembro de 2016 at 8:33 #

    “Cancele compras recorrentes que não passem no teste da ausência sentida”, sem sombra de dúvidas esse é um dos maiores ladrões do nosso suado dinheirinho …

    Excelente dica ! =)

    Acabamos nos acomodando, mais do que nos habituando, a determinados itens em nossas vidas que acabamos nem percebendo que eles não têm mais utilidade, mais serventia para nós.

    Pagamos para manter tudo do mesmo jeito que está …

    Pagamos e nos esquecemos de pensar: “Será que eu ainda preciso, será que eu ainda quero isso ?”

    Faça um teste ! Cancele um serviço ou produto que está na dúvida se realmente ainda lhe é útil/interessante. Fique um tempo sem. Se sentir falta, volte. Se não, bye bye. 😉

    Algumas vezes você pode apenas congelar o serviço. Desta forma pode testar sem perder as possíveis vantagens que já tem por ser cliente a mais tempo. (ou algo do tipo …)

    • Cristiano 7 de novembro de 2016 at 10:19 #

      Congelar o serviço é ótima ideia, não só para fazer o teste da ausência como para viagens mais longas. Para operadoras de telefonia e TV a cabo é possível fazer a suspensão temporária por 1 a 4 meses, mas apenas uma vez por ano. Mas se a abstinência for grande a ponto de querer voltar antes do primeiro mês, não vai dar…

      • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 12:57 #

        Olá Zé e Cristiano, excelentes dicas as de vocês!

        Gostei do termo “congelamento do serviço”. É um bom uso para fazer o teste da ausência sentida. 😉

        Abraços!

  4. Bruna 7 de novembro de 2016 at 10:28 #

    Aqui em casa cancelamos nosso telefone fixo há 2 meses e não fez nenhuma falta. Um dia me dei conta de que o aparelho só era usado pela minha filha de 1 ano e meio.. para brincar! Era um enfeite na sala, mas estávamos tão acostumados a tê-lo ali que nunca tinha passado pela cabeça cancelar. Embora fosse uma despesa mensal baixa, não trazia nenhum valor.
    É muito interessante adotar essa postura de repensar as finanças. Por aqui estou sempre tentando tornar as nossas mais eficientes.

    Abraço

    • Jose Henrique 8 de novembro de 2016 at 11:44 #

      O nosso telefone fixo só serve pra receber ligações da GVT, Claro, Lojas Americanas (cobrando dívida de quem eu nem conheço).

      Pelo menos não pago nada nele. Ele é um pouco útil qdo quero fazer ligações locais.

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 12:59 #

      Oi Bruna, ótima iniciativa a sua!

      Realmente, repensar as finanças constantemente nos dá esse fôlego extra para sempre conseguir economizar em mais alguma coisa.

      Abraços!

  5. Dinêi 7 de novembro de 2016 at 10:58 #

    Aqui em casa refletimos sempre nesta época de fim de ano sobre o que é necessário comprar. Temos um consenso que preferimos comprar (principalmente eletroeletrônicos) em janeiro ou em fevereiro quando surgem várias promoções, principalmente pela internet.

    As festas, circulação do décimo terceiro salário aumentam o capital (não tanto nesta crise) e fazem os preços ficarem inflados.

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:00 #

      Verdade, Dinei, o negócio é sempre pular o final do ano quando se quer fazer compras de maior valor.

      Abraços!

  6. Cleiton Oliveira 7 de novembro de 2016 at 11:04 #

    Excelente texto para reflexão Guilherme. Muitas vezes nos acomodamos com o serviço que possuímos e poderíamos economizar diminuindo o pacote contratado ou mesmo trocando de empresa.

    Porém, a correria do dia a dia (falta de prioridade), faz com que as pessoas paguem por produtos e serviços que não utilizam e ficam pensando em diversas maneiras de aumentar a renda para comportar mais um gasto.

    Sendo que a solução está simplesmente e definir prioridades em seu orçamento pessoal de acordo com seus objetivos e sonhos.

    Abraços

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:01 #

      Olá, Cleiton, obrigado!

      Você disse uma palavra que vem bem a calhar no contexto do artigo: priorização. Definir uma escala de valores e de prioridades facilita muito na hora de definir gastos.

      Abraços!

  7. LeonardoBH 7 de novembro de 2016 at 13:03 #

    Dicas excelentes. Ps: Faltou um R em Deezer

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:01 #

      Obrigado, Leonardo, e já fiz a correção no texto, com os merecidos créditos!

      Abraços!

  8. Valeria Colombo 8 de novembro de 2016 at 13:39 #

    Muito agradavel e pratico o texto.
    Diante de novos cenarios as mudancas sao realmente necessarias e verdadeiras. Basta uma boa reflexao sobre necessidade e utilizacao.

  9. Gerinanlbino 9 de novembro de 2016 at 7:08 #

    15 dias atrás o universo me ensinou a ter cautela no item 5.

    Moro de aluguel e pago IPTU e seguro fiança anual com desconto. Na renovação do contrato em Agosto, paguei novamente o seguro fiança integral com desconto.

    Este mês a dona do imóvel decidiu vender o apartamento e agora gasto minhas horas de descanso em casa esperando o corretor chegar para mostrar o apartamento para o possível comprador. Quero me mudar para outro apartamento para que o meu tempo seja só meu e de quem paga o meu salário. Sempre que penso em me mudar, lembro que o dinheiro que foi pago do seguro fiança não volta mais.

    Nunca mais vou pagar nada adiantado. A economia feita nestes 3 anos de aluguel não compensam o que eu vou perder se sair agora do apartamento.

    Só compartilhando algo que aprendi de maneira amarga.

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:02 #

      Obrigado por compartilhar sua experiência, Geri.

  10. Isabela 10 de novembro de 2016 at 6:19 #

    Guilherme, não concordo muito em pagar anuidade, ao invés de pagar mensalidades. O desconto não compensa, melhor deixar o dinheiro aplicado. Rende mais que o desconto. Acho melhor sempre fazer os cálculos…A anuidade da escola do meu filho ano que vem é 17.400. Desconto de 10% ou deixo no cdb 100%cdi com liquidez diária? Não compensa…vou optar pelas mensalidades…infelizmente.
    Outra coisa que penso muito: como existe pessoas que preferem comprar um imóvel para alugar ao invés de deixar o dinheiro rendendo? Sempre se consegue mais de juros do que recebendo o valor de um aluguel. Fiquei balançada em comprar uma loja em um shopping de bairro. O proprietário pede 240 mil a vista. O aluguel custa 2 mil. Desisti. Consigo tirar 2.400 no investimento…
    Gostei da sua dica de retirar o serviço e passar alguns meses sem…para testar!
    Aqui tínhamos assinatura diária do jornal e passamos a ter apenas nos finais de semana para economizar!
    Abraços.

    • Jose Henrique 10 de novembro de 2016 at 8:30 #

      Isabela, esse seu caso (pagar à vista e obter desconto ou deixar o dinheiro rendendo e ir amortizando a mensalidade) é um problema clássico em matemática financeira. Se vc tiver o dinheiro para pagar a anuidade, faça as contas e veja q vale a pena financeiramente pegar esse desconto de 10% pagando à vista.
      Mesmo que o CDB tenha um rendimento maior (digamos 14% aa) esses 14% do CDB não incidem em cima dos 17400 no ano todo. À medida em que vc vai pagando a mensalidade, o 14% vão incidindo em montantes cada vez menores. Acaba que no final, vc fica com mais dinheiro se pagar o aluguel todo à vista e pegar os 1740 q vc conseguiu de desconto e aplicar ele no mesmo CDB 100%.

      Na grande maioria dos casos, pagar à vista com desconto é mais vantajoso. Sem contar q 10% é um baita desconto. Se o desconto fosse 5% já não valeria a pena pagar à vista.

      Seu exemplo da loja é um belo exemplo de como as altas taxas de juros afetam negativamente o país. Se vc alugasse a loja, teria um custo inicial de 2000 mais o custo de oportunidade de 2400 (valor q seria seu se tivesse aplicado o dinheiro). Então só valeria a pena entrar no negócio se vc esperasse tirar mais de 4400 por mês com ele (desconsiderando os outros gastos). Se a taxa de juros do país fosse menor, seu custo de oportunidade seria menor e a decisão poderia ficar mais inclinada pro lado de comprar a loja.

      • Isabela 11 de novembro de 2016 at 6:33 #

        José Henrique, obrigada por suas palavras! Realmente fui para o papel fazer os cálculos e ganho mais se pagar a escola logo mesmo! Não estava considerando os saques mensais da aplicação. Quanto ao que vc falou da loja, não entendi. Se eu comprar a loja, deixo de ganhar os. 2400 da aplicação, mas ganho 2000 de aluguel quando eu alugar a loja. Como eh menos que o rendimento do dinheiro aplicado (2400), optei em ficar com o dinheiro investido, ao invés de comprar para alugar…

        • Jose Henrique 11 de novembro de 2016 at 8:55 #

          Isso do aluguel foi burrice minha. Vc falou “o aluguel custa 2000” então pensei q vc compraria o estoque da loja, carteira de clientes, etc. Aí vc pagaria os 240k e ainda teria q pagar 2000 de aluguel pro proprietário. Eu q entendi errado.

    • MJC 11 de novembro de 2016 at 8:17 #

      Esse caso da loja é interessante.

      Li em algum lugar que não me lembro que historicamente (longo prazo, essa análise não vale pra um período curto) um imóvel nos EUA é corrigido pelo valor da inflação. Imagino que algo semelhante se aplica no Brasil (se não for exatamente a inflação acaba sendo algo diretamente proporcional. tem que ser).

      Então na prática, você teria que verificar essa parcela também. Esses 2000 em cima dos 240mil (0.83% a.m.) dão cerca de 10% a.a. Só que o seu capital principal tende a ser corrigido pela inflação no longo prazo. Então na verdade o seu rendimento será IPCA + 10% a.a. (ou algo proporcional ao IPCA, talvez um pouco menor + 10% a.a.). Aí aparece a questão: quanto paga um título Tesouro IPCA hoje? IPCA + uns 6 ou 7 % a.a. O que é melhor?

      Enfim, irão dizer que o boom dos imóveis acabou. Sim, acabou (excessos como os dos últimos anos a gente vê no curto prazo, mas sempre são corrigidos). Mas o preço justo de um imóvel tende a ser atualizado pela inflação. Se não fosse assim, quando o aluguel fosse ir sendo atualizado, se o preço do imóvel também não o fosse, seria uma aplicação que geraria uma renda absurda, aumentando a demanda por novos imóveis e reduzindo o preço deles. Então no longo prazo o preço de imóvel tende a ser corrigido pela inflação.

      No seu caso, um aluguel que paga hoje 10% a.a. bruto parece ser um bom negócio de imóvel (não sei qual é a sua região, mas nas cidades que eu conheço isso é muita coisa). Garantir isso junto com a atualização do principal pela inflação seria muito bom.

      Detalhes: Essas contas desse post foram grosseiras. Obviamente tem outras coisas que devem ser observadas, principalmente os custos ocultos. Por exemplo: qual seria a taxa de ocupação do imóvel (por ser em shopping, provavelmente isso não seria um problema)? quais as taxas que você teria que bancar com o imóvel ocupado e/ou desocupado (essas taxas compensariam ainda assim)? quais os custos de atualização/manutenção do imóvel? quais os custos de transação? etc etc etc

      Enfim, só pra mostrar também outro lado.

      Abraços!

    • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:06 #

      Oi Isabela,

      Gostei da sua dica do jornal: fazer uma assinatura com preço mais reduzido também é uma ótima forma de economizar dinheiro!

      Quanto aos cálculos das anuidades vs. mensalidades, agradeço ao José pelo comentário!

      MJC, muito boas as suas reflexões sobre a questão do reajuste do valor dos imóveis. É mais um dado para ser computado nos cálculos.

      Abraços a todos!

  11. BraRunner 10 de novembro de 2016 at 18:14 #

    Essa dica do NuBank, só é boa pra quem tem a grana e não tem controle. Pois se deixar o dinheiro aplicado e for sacando as mensalidades vai ganhar mais que o Nubank dá de desconto (claro, pois ele precisa ganhar).

  12. leandro 10 de novembro de 2016 at 20:46 #

    olá… mudanças no bb pacote digital anunciadas hoje. Nao entendi direito , vão limitar a movimentação a 5k?
    http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/5806442/anuncia-nova-conta-digital-gratuita-versao-paga-novidade

    • Isabela 11 de novembro de 2016 at 6:38 #

      Leandro, tambem não entendi, pois não falam nada sobre os clientes que já possuem a conta digital antiga… 5 mil mensal?! Acho que criaram para atender a um público específico…esse limite não da para mim não…rsrsrs

      • Guilherme 13 de novembro de 2016 at 13:13 #

        Leandro e Isabela, de fato, a movimentação vai estar limitada a R$ 5 mil, o que é péssimo, pois, por exemplo, um TED de R$ 5 mil já esgota o uso.

        Quanto a quem tem a conta digital antiga, é dever do banco honrar os contratos na época em que foram celebrados, então, eles não devem ser impactados por essas medidas.

        Abraços!

Deixe uma resposta

Powered by WordPress. Designed by Woo Themes