Uma estratégia efetiva para controlar o gasto de dinheiro

Sejamos francos: uma das maiores dificuldades das pessoas é controlar os gastos. Gastar menos do que se ganha é um mantra bonito de se falar em blogs, cursos e livros de finanças pessoais, mas extremamente difícil de ser implementado no dia-a-dia das pessoas.

Controlar os gastos de dinheiro é difícil por uma série de múltiplos motivos: facilidade de uso do cartão de crédito e das várias outras formas de crédito fácil e rápido (e caro) oferecidos aos quatro cantos; apelação aos impulsos de consumo a que somos expostos freneticamente; estresse e falta de força de vontade, que nos impelem a gastar sem raciocinar, principalmente se você for pobre; necessidade de “provar” para os outros que você é aquilo que você possui; desejos de ostentar, chamar a atenção e de se gabar num mundo hiperconectado…

O resultado é que as pessoas acabam gastando um dinheiro que não têm, liquidam praticamente o salário inteiro assim que chegam as contas e os cartões de crédito, e ficam à espera do próximo contracheque para salvar as finanças do mês em curso. É o famigerado viver de salário em salário, de que tanto falam os blogs norte-americanos especializados no tema (living from paycheck to paycheck).

No Brasil não é diferente: a maioria das pessoas não consegue economizar dinheiro e, consequentemente, sua vida começa a ser afetada negativamente, em diversos níveis: frustração por não concretizar sonhos de longo prazo; estresse e doenças mentais; brigas nos relacionamentos por causa da falta de dinheiro; e por aí vai.

O post de hoje se dedica a mostrar uma estratégia simples, mas efetiva, para controlar o gasto de dinheiro. Ela envolve a implementação de um hábito, associada à construção e desenvolvimento de determinadas atitudes mentais, e tudo isso vinculado a certas recompensas em nível material. Será muito útil principalmente para aqueles que estão endividados. e querem começar a controlar melhor os gastos.

Talvez Você muito provavelmente já ouviu falar dessa estratégia antes, mas não no nível de profundidade que tratarei nesse artigo.

Isso porque não basta apenas enunciar a tática: é preciso também explicar seus fundamentos, suas consequências e seus resultados, a fim de que as ideias comunicadas por meio dessa técnica possam surtir o efeito desejado – o de provocar uma ação, um comportamento, que esteja alinhado a essa técnica.

O hábito que você precisa desenvolver para controlar melhor o gasto de dinheiro

O hábito é esse: pagar todas (ou mais de 90%) de suas despesas com à vista, com dinheiro em espécie ou cartão de débito.

Fácil, não!? Não!

Se tem uma coisa que esse hábito não é, é o fato de não ser fácil. É um hábito difícil. Muito difícil.

A começar pelos dois principais argumentos contrários que já eclodiram na sua cabeça ao ler esse método. E que são esses:

  • Pagar com cartão de crédito me dá milhas e pontos, que posso reverter em viagens “grátis” nos programas de milhagens;
  • Pagar com cartão de crédito posterga o efetivo desembolso de dinheiro, me permitindo ganhar um dinheiro extra com os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras.

Os argumentos, em si mesmos, são verdadeiros. Não há o que se discutir. Se você, em vez de pagar R$ 1.000 hoje, puder pagar daqui a 45 dias, e deixar os R$ 1.000,00 investidos, ganhará os juros da aplicação financeira. Além disso, se eles forem pagos através de um cartão de crédito que gere milhas e pontos, poderão perfeitamente somar pontos para uma futura provável viagem “grátis”.

Porém, a questão aqui não é discutir a validade dos argumentos contrários, mas sim discutir as prioridades que você quer para a sua vida. São as suas prioridades que definem as suas ações. Sua prioridade é garantir rendimentos extras nas aplicações financeiras, ou sua prioridade é parar de viver com a corda no pescoço, sempre esperando o salário do próximo mês para salvar suas despesas atuais?

Sua prioridade é enfim se ver livre das dívidas e das 17 compras parceladas que comprometem 46% de seu salário líquido, ou garantir uma viagem “grátis” com milhas, que terá o encargo adicional de outros gastos, com hospedagem, alimentação e passeios?

Sua prioridade é ter o controle efetivo do dinheiro, ou ir rolando as dívidas sempre no sufoco?

O que está no topo de sua pirâmide de valores? É a tranquilidade e estabilidade financeira, ou mais gastos futuros?

As prioridades definem nossos comportamentos, e nós temos o poder deliberado de, ainda que temporariamente, sacrificar certos valores, em prol de outros mais importantes no momento atual.

Hoje, sabemos que a absoluta maioria das pessoas usa o cartão de crédito – e outras formas de crediário – não por causa dos 2 argumentos contrários enumerados acima, mas sim porque simplesmente não têm dinheiro na conta-corrente para bancar a despesa no cash.

Logo, se não têm dinheiro para bancar as despesas no cash, consequentemente não têm dinheiro para ganhar o dinheiro extra, proveniente das aplicações financeiras, exatamente porque não têm aplicações financeiras, ou seja, não têm condições de pagar à vista.

E se não têm condições de pagar à vista, e ainda assim usam o argumento de assegurar uma viagem “grátis” no futuro com os pontos gerados no cartão de crédito, como é que elas vão bancar essa viagem “grátis”? Pagando de novo no cartão de crédito, assumindo despesas adicionais que já não têm condições de bancar no dinheiro?

Isso acaba virando uma bola de neve de proporções incalculáveis, e, quando você menos percebe, já está sendo obrigado a recorrer a empréstimos consignados, limite do cheque especial, pagamento de contas no cartão de crédito, ou empréstimos piores e com juros mais altos, a fim de sair do buraco que você mesmo cavou.

Mudando de atitude: trabalhando apenas com o dinheiro que você já tem.

A importância de passar a pagar suas despesas somente com cartão de débito ou dinheiro reside justamente nisso: você trabalha apenas com um dinheiro que tem. Vai sair para jantar e estima um custo de R$ 100 no restaurante? Experimente ir apenas com o cartão de débito. Você se arriscaria a sair de casa só com ele? Fala sério: você toparia a sair de casa só com ele?

Por incrível que pareça, a resposta da maioria das pessoas seria não. A maioria das pessoas não tem dinheiro suficiente para bancar sequer despesas inferiores a R$ 1 mil, reflexo de uma sociedade que tem esse tipo de vergonha secreta, como já afirmamos em outro artigo.

Mas vamos além.

Imagine que você queira comprar um celular de R$ 800, seu cartão de crédito tem um limite de R$ 3 mil, mas você tem somente R$ 450 em conta-corrente e aplicações financeiras somadas.

Repito: você tem atualmente R$ 450 em sua conta-corrente, está zerado de investimentos, e o celular custa R$ 800. Mas você tem o cartão de crédito… ou seja, você pode comprar o celular com um dinheiro que você não tem! Você faria a compra?

A maioria das pessoas responderia que não, mas na prática a teoria é outra: a maioria das pessoas com certeza faria a compra, porque, muito embora não tivesse dinheiro disponível hoje, veria apenas se o limite do crédito seria suficiente para bancá-la. Ou então fatiaria a despesa na maior quantidade possível de parcelas, e com isso vão aumentando o número de prestações que têm que arcar mensalmente…

A falta de dinheiro para pagar despesas simples e prosaicas é motivo, sim, de vergonha, sinal evidente de que você não tem nem uma reserva de emergências, e é, sim, preciso você assumir essa vergonha, que não é alheia, mas sim própria, e começar a agir de forma diferente.

Quando as pessoas começam a trabalhar apenas com base no dinheiro que têm, elas pensam duas vezes antes de gastá-lo.

Isso porque você cria um vínculo emocional com as cédulas de dinheiro e com os números de sua conta bancária, afinal, se trata de algo palpável, mensurável, tangível, concreto, que sai imediatamente de sua vista assim que você paga a despesa, vínculo esse que não existe com seu cartão de crédito ou com outras formas de crediário – afinal, quando você os utiliza, você estará, em essência, usando um dinheiro que não tem.

O fortalecimento de seus músculos mentais

O ato de pagar suas despesas apenas com cartão de débito ou dinheiro precisa se transformar num hábito, a fim de produzir os almejados efeitos de fazer com que você consiga controlar suas finanças.

Mas esse hábito precisa ser implementado não de qualquer jeito: você precisa praticar a ação de forma deliberada, ou seja, com o firme propósito de salvar ao máximo possível o salário do próximo mês.

Não basta ir hoje à farmácia e pagar os R$ 20,18 com o cartão de débito. É preciso também que amanhã, quando você for abastecer seu carro com R$ 50 de gasolina, que o faça também com dinheiro. E, no final de semana, quando for fazer a compra no supermercado que totalizará R$ 237,50, também pagá-la com o cartão de débito.

Os números têm que sair automaticamente de sua conta-corrente (no caso do cartão de débito) ou as cédulas e moedas têm que sair de sua carteira assim que uma compra é concluída.

Ao trabalhar apenas com um dinheiro que tem, e não com um dinheiro que você não tem, mas que ainda terá, você passa a agir com outra mentalidade: a mentalidade de não querer gastar seu dinheiro à toa.

Automaticamente, você passa a dar mais valor ao seu dinheiro, a aquilo que você já tem, e, além disso, passa a estabelecer metas ao evitar usar o cartão de crédito: a de usar a menor quantidade possível de dinheiro do próximo salário.

Suponha que você tenha um salário de R$ 7.280,56 líquidos que recebe todo dia 5 de cada mês, e que a média das faturas do cartão de crédito que vencem também todo dia 5 fique em R$ 4.210,56. Não seria maravilhoso terminar o dia 5 não com salário, avariado pelo débito do cartão, com saldo líquido de apenas R$ 3.070, mas sim terminar esse mesmo dia 5 com o salário integral de R$ 7.280,56 ainda na sua conta?

Essa é a magia da estratégia de quem compra apenas com cartão de débito ou cheque: quando você recebe o próximo salário, você consegue “salvá-lo” quase que integralmente, já que as despesas ordinárias do mês passado já foram totalmente quitadas, afinal de contas, o dinheiro já saiu de sua conta ou carteira no exato instante em que a despesa foi liquidada.

O efeito aqui também é “bola de neve”, mas no sentido oposto ao das dívidas: ao ver quantias de dinheiro sobrando cada vez mais para investir, você fica compelido a gastar cada vez menos, e não cada vez mais, como ocorreria caso usasse o cartão de crédito. Você passa a ser mais cuidadoso com cada ato de consumo, especialmente com os atos de consumo que envolvam grandes somas de dinheiro.

Em suma, você passa a desenvolver e a fortalecer uma mentalidade poupadora, e não uma mentalidade gastadora.

Outra consequência positiva desse tipo de atitude é que você acaba envelhecendo o dinheiro, nos termos da filosofia YNAB, ou seja, vai chegar um ponto em que você será capaz de pagar as despesas do mês atual com o dinheiro que já está previamente na sua conta-corrente. Você não precisará gastar o dinheiro do salário que acabou de chegar para bancar as despesas que virão, pois o dinheiro que você já tem, e que foi acumulado ao longo dos meses anteriores em sua conta e aplicações financeiras, é plenamente suficiente.

Já pensou como seria maravilhoso começar fevereiro sem precisar usar o salário desse mesmo mês de fevereiro para bancar suas despesas?

Em outras palavras, já pensou como seria maravilhoso começar fevereiro usando o salário de dezembro do ano passado para bancar suas despesas, tendo a possibilidade de usar integralmente o salário do mês para investimentos?

Pois é, esse é um dos efeitos positivos da estratégia de pagar com cartão de débito ou dinheiro.

Conclusão

Investimentos

Mas talvez o maior benefício de se trabalhar com um dinheiro que tem, de poupar e economizar de forma consistente, contínua e gradual, seja esse: você cria um mundo que não existe. E é do seu mundo que estamos falando, não do mundo “Planeta Terra” (que também se beneficiará, provavelmente).

Isso mesmo.

Quem gasta menos do que ganha, quem poupa, quem faz sobrar dinheiro no final de cada mês, quem paga as despesas com cartão de débito e trabalha com um dinheiro que tem, acaba criando um futuro que não existe, mas que existirá, que é o futuro da estabilidade financeira.

Quem age assim trabalha para construir um mundo com mais dinheiro.

Imagine que hoje você tenha R$ 50 mil de patrimônio financeiro, e que sua meta seja alcançar R$ 100 mil daqui a 3 anos. Ao economizar, digamos, R$ 2 mil, você estará criando um futuro de, no mínimo, R$ 52 mil (supondo que você consiga manter uma evolução crescente em seu patrimônio). Mais cedo ou mais tarde, adotando esse hábito de economizar dinheiro todo mês, os R$ 100 mil logo virão. Esse é o mundo que não existia, mas que existirá a partir do momento em que você assumir como prioridade em sua vida a construção de uma vida melhor.

E não, não estamos falando apenas do futuro remoto, que ocorrerá daqui a 3, 5, 10, 20 ou 35 anos. Estamos falando também do futuro mais imediato, do próximo mês, por exemplo.

Ao fazer sobrar mil reais nesse mês de janeiro, você já começará fevereiro com uma folga de R$ 1 mil + os juros decorrentes dos investimentos desses mil reais. E isso o incentivará a, em fevereiro, poupar mais, digamos, dois mil reais, chegando março com três mil reais. Hoje seu saldo de patrimônio pode ser igual a zero, mas o futuro em 60 dias pode saltar para um patrimônio de R$ 3 mil. O futuro, em resumo, é criado continuamente, e não apenas um ponto distante localizado daqui a 10 anos.

Não se convenceu ainda da importância de poupar?

Então imagine a situação inversa. A situação da pessoa que também tem R$ 50 mil de patrimônio, mas que gasta tudo o que ganha. Ao gastar tudo o que ganha, ao não fazer reservas financeiras, ela não estará criando um mundo melhor, não estará criando um futuro melhor.

Pelo contrário, estará criando um futuro pior.

Ter dinheiro à vista para bancar as despesas do dia-a-dia não trará apenas reflexos positivos no seu presente. O seu futuro também será beneficiado.

Assumir o controle efetivo do dinheiro é isso: é sobre ter opções. Ter dinheiro, ter reservas financeiras, é ter liberdade para coisas que, de outra forma, não seriam possíveis.

Daí a importância de não só desenvolver o hábito de pagar as despesas com dinheiro, mas sim de fazê-los com a mentalidade e as motivações certas. Ou seja, junto com o hábito, é preciso desenvolver a mentalidade, de gastar menos do que se ganha, tendo sempre como alvo salvar o máximo possível o salário do próximo mês, a fim de que ele não seja dilacerado pela fatura do cartão de crédito.

Quando você tiver incorporado essa disciplina financeira em sua vida, você pode voltar a pagar com cartão de crédito (se quiser), afinal de contas, você já terá estabilizado sua vida financeira, fazendo efetivamente sobrar dinheiro em sua conta-corrente.

Porém, se estiver em situação de penumbra financeira, determinadas atitudes, como as descritas no texto de hoje, têm o poder de fazer instilar em seu cérebro as atitudes corretas rumo a uma vida financeira mais saudável. A escolha é sua. :-)

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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Quer se aprofundar no tema? Então leia os artigos que já escrevemos sobre o assunto:

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53 Responses to Uma estratégia efetiva para controlar o gasto de dinheiro

  1. Cleiton Oliveira 23 de janeiro de 2017 at 7:07 #

    Outro excelente artigo Guilherme. Acredito que o descontrole financeiro é causado muito pela falta de refletir e definir os objetivos “as prioridades que você quer para a sua vida”.

    Se não priorizar o que é importante na vida, as pessoas continuarão gastando por gastar, para impressionar os outros e continuarão sempre frustradas. E o que fazem quando estão frustradas: comprar é a solução.

    Conheço um casal que não possui cartão de crédito e tem uma vida maravilhosa, pagam tudo a vista porque utilizam o planejamento financeiro a seu favor.

    É uma ótima opção para ter o controle da vida financeira e viver com mais tranquilidade.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:30 #

      Obrigado, Cleiton!

      É verdade, as pessoas entram num círculo vicioso de consumo por erros que podem ser perfeitamente evitados.

      Abç!

      • Adalton dos Reis 2 de março de 2017 at 15:33 #

        Excelente artigo! Estou começando um blog tratando de finanças pessoais e tenho observado os outros blogs que falam do mesmo assunto. Este foi um dos melhores posts que encontrei!

        Em geral a maioria dos posts nos diversos sites ( nossa, como tem blogs deste assunto ! ) que se vê apenas traz abordagens teóricas que como você ressaltou para o público “pobre” não se aplicam!
        Parabéns pelo artigo !

    • Fabiano 28 de janeiro de 2017 at 8:33 #

      Além da falta de reflexão e definição de objetivos que você muito bem citou, há que se falar da questão da ignorância do povo, do marketing de consumo a todo custo e do incentivo desvelado do governo nesse sentido.

      Enfim, se houvesse um programa de educação financeira na escola desde cedo, o povo brasileiro não estaria e não seria tão miserável e refém da política do governo e nem seria vítima das armadilhas de marketing e das garras do sistema bancário.

  2. Rayan Ibiapina 23 de janeiro de 2017 at 8:51 #

    Excelente artigo! Uma fato engraçado é que eu já tenho esse hábito mas não sabia da importância que ele tem e nem que existiam pessoas capazes de pagar todas as suas contas com o cartão de crédito.

    Ao ler o texto, consegui perceber a importância desse hábito e agora me senti com mais vontade ainda de seguir com essa atitude.

    Parabéns pelo seu trabalho.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:31 #

      Obrigado, Rayan!

      E você também está de parabéns pela disciplina! Continue assim!

      Abç!

  3. ANDRE R AZEVEDO 23 de janeiro de 2017 at 8:53 #

    Olá Guilherme!

    Perfeito, esses pensamentos são essenciais para criar um hábito muito básico, mas nem um pouco arraigado entre a população: gastar o que se tem.

    Eu diria entretanto, que pagar tudo com débito e crédito é meio que um tratamento de choque, para as pessoas que assumem uma condição de falta de auto controle total. Um hábito necessário, portanto, para tal condição, mas que pode ser evoluído posteriormente.

    Usar o cartão de crédito para pagar no mês seguinte (não parcelar) eu acredito que seja uma evolução natural. Muitas vezes, o montante total que gastamos no mês é um indicador de que exageramos. E que necessita de uma reprogramação de gastos no mês seguinte.

    Quando se gasta de pouquinho em pouquinho, as pessoas não fazem noção do montante mensal. Não enxergam o tamanho das despesas. E, de pouquinho em pouquinho, acabam com todas as receitas no mês.

    Claro que essa “evolução” do hábito é apenas para quem consegue controlar regularmente o saldo do cartão, e possui disciplina para colocar tetos de gastos. Ou seja, para quem tem um mínimo de gestão financeira própria.

    E esse hábito funciona ainda melhor (e nesse ponto acho que funcionaria também com a sua sugestão nesse post) de pagar-se primeiro assim que receber o salário. Ou seja, no dia do recebimento, transferir um montante para uma conta de investimento. E se virar com o que sobrar até o próximo pagamento.

    Ah, deixei um comentário em um post seu antigo, sobre frugalidade! Ele foi referenciado na minha última postagem.

    Grande abraço!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:33 #

      Oi, André, obrigado, e excelente comentário também!

      Você adicionou uma dica muito valiosa ao post: pagar-se primeiro. Sem dúvida que essa é mais uma medida com efeitos psicológicos fortes, pois ajuda a pessoa a trabalhar com recursos ainda mais limitados.

      E sobre a questão da evolução dos hábitos, sim, é perfeitamente possível migrar do débito para o crédito com o controle gradual das finanças.

      Abç!

  4. Rafael 23 de janeiro de 2017 at 9:17 #

    Excelente texto Guilherme!

    Eu era um cara extremamente descontrolado. Não sabia quanto ganhava e nem quanto gastava… investimentos p/ mim era coisa de outro mundo… hoje eu estou bem mais tranquilo, com as finanças em ordem e com um bom capital aplicado.

    Vou dizer a maneira que eu faço e que deu muito certo p/ mim (pode ser que dê certo p/ outras pessoas)

    1º – no mesmo dia em que eu recebo meu salário eu transfiro no mínimo 20% p/ conta da corretora (o ideal é transferir pelo menos 30 ou 40%).

    2º – as contas fixas do mês eu pago tudo via internet banking (água, luz, telefone).

    3º – todas as contas corriqueiras do mês eu pago com meu cartão de débito (compras, farmácia, supermercado, restaurantes, etc).

    4º – eu só utilizo meu cartão de crédito em casos de extrema urgência, por ex: manutenção do carro que não estava prevista no mês… mas daí eu não parcelo, eu faço em apenas 1x, não importa o valor.

    Um abraço

    • Rendimoval 23 de janeiro de 2017 at 12:35 #

      “…1º – no mesmo dia em que eu recebo meu salário eu transfiro no mínimo 20% p/ conta da corretora (o ideal é transferir pelo menos 30 ou 40%)…”

      Concordo! Já realizei algumas contas e cheguei a conclusão que para você ter independência financeira em um prazo não tão longo, você precisa economizar SEMPRE pelo menos 30% dos seus rendimentos anuais!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:37 #

      Oi Rafael, você é um exemplo de disciplina financeira… parabéns!

      Gostei muito das suas dicas, sem dúvida, os leitores também leem a caixa de comentários, então você pode estar ajudando muitas outras pessoas também!

      E a sua dica nº 1 vai ao encontro do que disse o André Azevedo.

      Abç!

  5. marcos 23 de janeiro de 2017 at 14:19 #

    O princípio é ótimo..

    Aliado a visão de pague-se primeiro deve gerar ótimos resultados.

  6. Lorde das Moedas 23 de janeiro de 2017 at 15:13 #

    Grande VR!
    Realmente devemos começar gastando aquilo que temos.
    Foi esse pensamento de “pagar as contas” com um salário que há der vir que me despertou a preocupação anos atrás. Vivemos sempre empurrando as dívidas o que promove mais desequilíbrio financeiro.
    Eu particularmente prefiro utilizar cartões de crédito para organizar minha vida financeira, sei que para muitos é a grande perdição, mas em função da divisão da finalidade dos gastos e melhor monitoramento online, me organizo com eles e invisto os ativos que me sobram.
    Parabéns pelo valioso ensinamento!
    []’s.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:45 #

      Olá Lorde, obrigado!

      Você resumiu bem o espírito que está dominando a população: “Vivemos sempre empurrando as dívidas o que promove mais desequilíbrio financeiro.” Daí a importância de se trabalhar apenas com o dinheiro que se tem em conta.

      Muito legal você ter iniciado um blog, parabéns, vida longa a ele!

      Abç!

  7. cleber 23 de janeiro de 2017 at 15:23 #

    Ótimo post!

    Está nos planos usar mais o debito e menos o credito. Atualmente eu controlo meu fluxo de caixa, então utilizar o cartão não se torna um dilema, é quase como se fosse o debito. Não me iludo com o limite e pago a fatura até 5 dias antes com dinheiro que esta la na RE da poupança(reponho quando entra as receitas). Não deixo dinheiro na conta corrente, ao menos na CEF, não é automático a opção poupança, tem que ficar resgantando, então se esquecer um dia, noutro ta la a provisão dos juros por utilizar o limite da conta. Dinheiro vivo na carteira por questão de segurança é sempre o minimo possivel. Parcelas no cartão estou evitando ao máximo. Sempre de olho na fatura, faço os gastos anexo comprovante à nf, e lanço no meu sistema. E acompanho sempre o fluxo livre no proximo mes. Cada gasto fora do programado é uma dor! hehehe..

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:46 #

      Oi Cleber, obrigado!

      Parabéns pela determinação. O importante, no final das contas, é ter um bom sistema de controle das entradas e saídas de dinheiro. O método utilizado no texto ajuda muito principalmente quem está acostumado a rolar dívidas – para esses, começar a trabalhar apenas com o dinheiro que se tem é o caminho a ser tomado.

      Abraços!

  8. Felipe 23 de janeiro de 2017 at 15:36 #

    Ótimo Texto!

    Mas no meu caso tenho um hábito um pouco diferente, mas é porque eu já tenho um bom costume de economizar e tenho minhas finanças controladas.
    Uma delas é pagar todas as contas fixas (água, luz, condomínio, etc) através do internet banking e todas agendadas para debitar na data do vencimento (Deixo meu dinheiro o máximo de tempo em minha conta corrente).
    Todas as contas como farmácia, feira, supermercado, padaria, etc, pago com cartão de crédito(em 1x só).
    E quando tenho uma despesa variável, aquelas na qual não esperava, pergunto se tem desconto, se sim, pago a vista, caso contrário, dependendo do valor, parcelo em quantas vezes for possível.
    Tem dado certo em casa, mas lembrando, isso porque já tenho um bom hábito de economizar e tenho a planilha de gastos atualizada.
    Abraços
    Boa Semana!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:48 #

      Oi Felipe, obrigado!

      Você está de parabéns por manter o orçamento doméstico sob controle: são atitudes disciplinas que nos conduzem a uma vida financeira mais equilibrada. Parabéns!

      Abraços e boa semana!

  9. 23 de janeiro de 2017 at 16:10 #

    É bem assim mesmo, um dos meus métodos de controle é usar dinheiro vivo, e realmente dá uma dor no coração ver ele indo embora, nos faz pensar MUITO se de fato precisamos gastar ou não!! E ver o dinheiro sobrando no fim do mês NÃO TEM PREÇO!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:52 #

      Isso mesmo, Cá!

      Gostei particularmente da sua última frase:

      “E ver o dinheiro sobrando no fim do mês NÃO TEM PREÇO!”

      Abç!

  10. Andre Norbim 23 de janeiro de 2017 at 16:20 #

    Excelente artigo Guilherme! Parabéns! Gostaria de uma “consultoria” sua. Será que existe espaço para um blog exclusivamente focado em fornecer ajuda as pessoas a pagar suas dívidas. O blog não falaria sobre investimentos, apenas focaria naquelas pessoas que vivem “paycheck to paycheck” . A ideia é mostrar como fazer orçamentos, como juntar dinheiro, como sair de dívidas específicas etc. Claro que existem blogs muito bons que falam de vida frugal. Esse blog seria uma ferramenta focada em pagamento de dívida. Estratégias específicas para pagamento de dívidas. O que acha?

    Abs

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 16:59 #

      Oi André, muito obrigado!

      Achei ótima sua ideia! No Brasil, não conheço nenhum blog de finanças pessoais focado exclusivamente nisso.

      Na minha opinião, existe espaço, sim, para esse tipo de blog. Demanda é o que não falta. Pode contar com meu apoio para o que for preciso, inclusive divulgação. :-)

      Abraços e sucesso!

  11. Claudinei Fernandes 23 de janeiro de 2017 at 16:54 #

    Muito bom, Guilherme! Já sigo essas recomendações há tempos. Vou repassar para alguns amigos, pena que a grande maioria não chegará ao terceiro parágrafo. Nestes tempos de redes sociais é complicado tentar passar mensagem de minimalismo, de postergar desejos, de pensar no futuro. Tento passar isto para amigos e familiares, mas é difícil.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:00 #

      Valeu, Claudinei!

      Realmente, nesses tempos de preferências por mensagens curtas e de distrações, parece não haver muito espaço para mensagens longas que falam de se concentrar em algo. Mas o importante é a tentativa, portanto, siga e vá em frente!

      Abraços!

  12. Longe do Limite 23 de janeiro de 2017 at 22:51 #

    Belo texto, Guilherme!

    Eu particularmente sigo este ideário. Ainda não cheguei nos 90% recomendados, mas é quase isso. rs

    Só uma coisa… por saber que imprevistos acontecem, bem como as taxas do cartão de crédito são as mais caras do mercado financeiro brasileiro, sempre adotei duas ressalvas importantes: manter o pagamento da fatura do cartão de crédito em débito em conta e ter como dia do vencimento data posterior ao do contracheque.

    Isso já me livrou de muitos inconvenientes, como atrasos no recebimento do meu salário e cobrança indevida de juros pelo débito ter sido postergado devido a um feriado municipal.

    Abraço!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:02 #

      Oi LL, obrigado!

      Achei ótimas e altamente práticas as suas dicas, especialmente o de ter o dia de vencimento em data posterior ao do contracheque.

      Abraços!

  13. 24 de janeiro de 2017 at 6:17 #

    Este post me fez lembrar minha situação há alguns anos atrás. Não usava cartão de crédito, nem mesmo cheques, aliás, acho que preenchi apenas uns 5 cheques na vida, mas pagava tudo no dinheiro. Era um gastador nato, não tinha dívidas, mas gastava tudo que recebia. Um belo dia me vi sem dinheiro, o mês já estava no final mas “precisava” comprar algo, que não me lembro o que era, aí “descobri” que tinha um crédito no banco, um tal de “cheque especial”, e não deu outra, me endividei pela primeira vez na vida. Aquilo para mim foi um choque, ver a conta vermelha no extrato foi vergonhoso. Depois deste episódio nunca mais me endividei, e anos depois aboli da minha vida o dinheiro físico e o cartão de débito, hoje só uso cartão de crédito.

    Depois que você atinge a maturidade financeira o cartão de crédito passa a ser seu aliado, mas até lá é melhor ficar no dinheiro físico mesmo.

    Acabei de postar uma página no meu site esmiuçando todos os meus gastos nos últimos 8 anos, pode ser útil para os leitores deste blog que ainda não conseguem controlar os gastos…

    http://abacusliquid.com/particular/planilha-de-controle-de-gastos/

    Abraço!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:06 #

      Bela história, uó!!!!

      De fato, aprender com os próprios erros é uma experiência e tanto.

      Gostei muito da sua planilha, vai ajudar muita gente!

      Abç!

  14. Nik 24 de janeiro de 2017 at 9:54 #

    Oi, já acompanho o blogs há um tempo e adoro!

    Como tenho as contas em dia, faço assim:

    Tenho o planejamento dos meus gastos mensais registrado num aplicativo no meu celular, com metas para todos gastos.

    No dia que recebo o salário, envio para a corretora o montante a investir e o resto vai para uma aplicação com liquidez diária e resgate automático, conta corrente sempre zerada.

    Pago tudo que puder com crédito à vista, até o limite que estabeleci, e registro o gasto no aplicativo, na hora.

    Motivos: acumular pontos de milhas e ter apenas uma saída, enquanto o dinheiro (que já tenho), vai render na aplicação com liquidez diária.

    Coloco todos os pagamentos agendados na data do vencimento com resgate automático.

    Passei os vencimentos para o mais próximo possível ao salário seguinte. Assim, geralmente fica uns 20-25 dias rendendo até o pagamento.

    Acompanho meus gastos variáveis, no cartão, pelo aplicativo e quase nunca atinjo o limite. Faço o planejamento com “gordura” para não me frustrar.

    Até agora tem dado certo.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:09 #

      Excelente estratégia, Nik!

      Você é mais um exemplo de pessoa que faz o dinheiro trabalhar por você, e faz isso logo que recebe o salário. Parabéns!

      Abraços!

    • Vinicius 5 de fevereiro de 2017 at 20:03 #

      Nik, por curiosidade, qual é essa aplicação com liquidez diária e resgate automático que você utiliza?

  15. Joao Paulo 24 de janeiro de 2017 at 11:00 #

    Mais um excelente artigo, para variar, por mais que a gente aprenda sempre alguma coisa é sempre um prazer verificar que os hábitos saudáveis que já temos se enquadram com a filosofia que esse site nos ensina. Utilizo cartão de crédito mas não como uma imperiosa necessidade, apenas quando compro em sites principalmente no exterior.

    Parabéns mais uma vez pelos ótimos textos.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:09 #

      Obrigado pelas palavras, João Paulo!

      E parabéns também pela vida organizada financeiramente que possui!

      Abç!

  16. Nik 24 de janeiro de 2017 at 15:21 #

    Só pago à vista se tiver desconto, caso contrário, uso o cartão de crédito.

    Com o controle que faço pelo aplicativo do celular, não me enrolo.

    Sem desconto, prefiro deixar o dinheiro rendendo com liquidez diária, até o pagamento da fatura do cartão.

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:10 #

      Ótimas dicas, Nik!

      Hoje, com o celular, realmente ficou bem fácil fazer o controle dos gastos! Não há desculpas para não fazê-lo.

      Abç!

  17. Turista 24 de janeiro de 2017 at 17:33 #

    Realmente, já tinha ouvido gente falar muito a respeito dessa forma de economia pessoal, mas sempre falavam com radicalismo, você foi o primeiro que falou de forma coerente mostrando a realidade pura, de fato a questão não é que essa seja a melhor opção no sentido de gerar mais rendimento ou utilizar a grana para investimento mas única e exclusivamente como você disse prioridades! essa é a melhor maneira de criar um consciência na hora de gastar e controlar aqueles 347 gastos parcelados? Sim!
    Excelente post!
    Grande abraço!

    • Guilherme 24 de janeiro de 2017 at 17:36 #

      Muito obrigado pelas palavras, Turista!

      Realmente, a questão é mostrarmos as vantagens, digamos, “pragmáticas” dessa estratégia!

      Abç!

  18. Seu Madruga Investimentos 24 de janeiro de 2017 at 17:47 #

    Mais um excelente post!

  19. Vania 24 de janeiro de 2017 at 21:40 #

    Concordo muito com o ponto central do post. Tenho observado que boa parte das pessoas não consegue controlar seus impulsos se tiver um cartão de crédito disponível. Muitas pessoas sequer fazem controles, só sabem quanto vão pagar quando a fatura chega.

    Creio mesmo que cartão de crédito é um segundo passo, é para quando a pessoa já segue seu orçamento, tem um bom controle de seus recursos. Até essa parte estar bem internalizada, é melhor usar o débito.

    Ganhar milhas é um detalhe, é algo que não deveria jamais definir a escolha do cartão de crédito como forma de pagamento.

    Pessoalmente, uso o cartão de crédito para todas as despesas possíveis de pagar com cartão. A razão principal é o controle, que fica super facilitado, tudo reunido ali num lugar só, sem precisar anotar nada… Sei exatamente qto é o orçamento para cada tipo de despesa, e vou acompanhando. Se tenho um orçamento de $300,00 para combustível, por exemplo, e já gastei $200,00 então sei que só tenho mais $100,00 pra isso. Se houver um imprevisto que me faça extrapolar numa rubrica, reduzo em outra. Ou, como aprendi aqui, “giro com os socos”.

    Adquiri tbem o hábito de deixar sempre um salário completo num fundo de investimento ligado à conta corrente. É parte da reserva de emergencia. Não é o melhor rendimento do mundo, mas facilita minha vida. Todos os meses, é desse dinheiro que pago as contas, inclusive a fatura de cartão. Qdo recebo o salário do mes, reponho o valor que foi gasto, e aplico o restante, de acordo com meus objetivos.

    É de fato mto boa a sensação de que vc não está gastando o dinheiro do salário que vai receber, mas sim aquele que já recebeu.

    • Guilherme 25 de janeiro de 2017 at 7:24 #

      Excelentes dicas, Vânia!

      Com uma estratégia eficiente, como a criada por você, que inclui princípios de uma filosofia bem organizada em termos orçamentários, é plenamente possível conciliar o uso do cartão de crédito a um controle efetivo do gasto de dinheiro.

      Abraços!

  20. Investidor Disciplinado 25 de janeiro de 2017 at 19:54 #

    Mais um ótimo post!

    Eu uso o cartão de crédito sempre que posso, até para o café na cantina de empresa. Mas nunca deixei de pagar a fatura toda. Meu objetivo é juntar milhas.

    Meu caso é o contrário: eu sou mão-de-vaca e tenho dificuldade de gastar dinheiro, mesmo no cartão. Então está tudo sob controle.

    Mas para quem gasta compulsiva ou impensadamente, acredito que a melhor saída seja quebrar todos os cartões e anotar / controlar tudo o que gasta.

    Abs

    • Guilherme 26 de janeiro de 2017 at 16:56 #

      Oi ID, obrigado!

      Seu perfil de não gastador facilita o uso do cartão de crédito, afinal, está tudo sob controle. Parabéns!

      Abç!

  21. MJC 25 de janeiro de 2017 at 20:49 #

    Acho que o cartão de crédito não é um vilão. Pelo contrário, ultimamente ele pode ser até o mocinho.

    O negócio é pagar a fatura completa, sempre. NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA, não pagar a fatura completa. É melhor pegar entrar no negativo do banco do que deixar uma fatura sem pagar (a taxa de juros do banco é altíssima mas ainda é mais barata que a do cartão).

    Enfim, em regra dá pra ganhar milhagem. Hoje em dia tem algumas empresas que já disponibilizam um app pra você ver em tempo real o tamanho da sua fatura.

    É interessante ver como as coisas vão mudando. Pra mim, até pouco tempo atrás não fazia sentido parcelar compras que eu faço periodicamente. Por exemplo, pra que parcelar supermercado se eu faço supermercado toda semana? Não faz sentido. Enfim, isso está mudando com o Nubank. Uma vantagem pra quem esse cartão é parcelar todas suas compras. Explico melhor: Não tem desconto a vista, parcela. Vai no app do Nubank, antecipa tudo e pega o desconto. Faz isso o mês inteiro com todas suas compras possíveis (sempre antecipando as parcelas) e no final você economizou alguns almoços… A loja não dá desconto? Beleza, dá pra pegar um desconto com o cartão assim mesmo…

    • Guilherme 26 de janeiro de 2017 at 16:58 #

      Oi MJC, de fato, o cartão de crédito não é o vilão. O vilão, como demonstrado no texto, é a mentalidade orientada a gastos sem controle. É a mentalidade o grande vilão da história. 😉

      Sobre sua dica do uso do Nubank, realmente, é uma boa técnica, desde que, novamente, a pessoa seja controlada nos gastos e seja capaz de pagar antecipadamente as parcelas.

      Abç!

  22. Gustavo Woltmann 26 de janeiro de 2017 at 22:31 #

    Isso que você falou sobre o consumo para mostrar aos outros que pode usar tal roupa, nossa, é algo que destrói o orçamento das pessoas. Não podemos agir com impulso nem pensar que coisas nos fazem melhores.

  23. Aposentada aos 30! 1 de fevereiro de 2017 at 20:46 #

    Oi VR!
    Acabei de achar seu blog e adorei esse post.
    Estou tentando controlar cada centavo que eu gasto, mas quando chega o final de semana e os amigos chamam para um jantar, fica difícil dizer não! rs
    Mesmo que eu tenha um limite de gastos com lazer na cabeça, esse limite fica muito mais flexível quando se tem um cartão de crédito.
    Vou pensar com carinho em usar só o débito ou dinheiro vivo. Acho que isso é uma boa forma de colocar limites rígidos nos nossos gastos!

    • Guilherme 4 de fevereiro de 2017 at 15:39 #

      Olá A30, obrigado!

      Com certeza, o fator emocional é uma peça-chave no controle de gastos. Ou melhor dizendo, o controle das emoções é fundamental para ter sucesso financeiro.

      Adotar as barreiras passivas indicadas no artigo pode ajudar a cumprir as metas de gastos!

      Abç e parabéns pelo blog, já adicionei ao meu leitor de feeds!

  24. Jacqueline 3 de fevereiro de 2017 at 15:47 #

    Oi, Guilherme, tudo bem? Essa é a primeira vez que comento no seu blog, apesar de acompanhar desde 2013. Você foi um dos responsáveis pela minha opção de consumir de forma mais consciente, estudar sobre investimentos e levar uma vida mais frugal. Também iniciei um blog, estou bem animada em escrevê-lo.
    Um abraço!

  25. Guilherme 4 de fevereiro de 2017 at 15:42 #

    OI Jacqueline, legal ter uma leitora tão frequente no blog, obrigado! 😀

    Fico feliz que meus textos tenham te inspirado a levar uma vida melhor e mais consciente. A propósito, já adicionei seu blog ao meu leitor de feeds!

    Abç e parabéns pelo blog!

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