8 dicas práticas de organização financeira fornecidas pelos leitores

Uma mina de ouro: assim eu defino a caixa de comentários do blog.

Trata-se de um manancial riquíssimo de conhecimento, que circula nos comentários dos leitores, e é claro que o blog não poderia deixar passar a oportunidade, para novamente amplificar o raio de ação dessa qualificada gama de dicas fornecidas pela comunidade Valores Reais, convertendo e agrupando os comentários no formato de um post.

Novidade?

Não.

Na verdade, essa é uma praxe do blog: posts gerando “filhotes”, ou seja, novos posts, a partir dos desdobramentos das discussões em textos publicados anteriormente.

Foi assim no post De mulher para mulher: 8 dicas práticas de nossas leitoras para valorizar e vivenciar sua feminilidade… sem comprometer o orçamento doméstico! (excelente), gerado a partir do texto Depoimento da leitora Ana: “as mulheres têm mais dificuldade para economizar do que os homens”. Qual sua opinião sobre o assunto?; bem como no post 8 lições de educação financeira que meus leitores me ensinaram (sensacional), que “nasceu” do texto Quanto mais você economizar, de menos dinheiro você precisará. Para sempre.

Alguns dias atrás, ao expormos uma estratégia efetiva para o controle do gasto de dinheiro, recebemos tantas dicas úteis e valiosas na caixa de comentários que não poderíamos deixar de agrupá-las novamente na forma de um artigo de colaboração coletiva.

Então, seguem abaixo mais 8 dicas altamente práticas para você se organizar melhor financeiramente, a partir da contribuição de vocês mesmos, leitores do blog! 😀

1. Cleiton Oliveira: “antes de mais nada: eleja as prioridades que você quer para a sua vida”.

O leitor e amigo blogueiro Cleiton Oliveira, participante ativo da caixa de comentários do blog, ressaltou um ponto crucial para você administrar melhor seu dinheiro: prioridades.

Muitas pessoas gastam dinheiro à toa simplesmente porque não tem orientação, não tem critérios bem definidos quanto ao uso do dinheiro. E essa é a raiz de muitos problemas:

“Acredito que o descontrole financeiro é causado muito pela falta de refletir e definir os objetivos, ‘as prioridades que você quer para a sua vida’.

Se não priorizar o que é importante na vida, as pessoas continuarão gastando por gastar, para impressionar os outros e continuarão sempre frustradas. E o que fazem quando estão frustradas? Comprar é a solução.

Conheço um casal que não possui cartão de crédito e tem uma vida maravilhosa, pagam tudo à vista, porque utilizam o planejamento financeiro a seu favor.

É uma ótima opção para ter o controle da vida financeira e viver com mais tranquilidade”.

E você, quais são suas prioridades quanto ao uso do dinheiro? Por exemplo, você já estabeleceu 5 metas financeiras para serem conquistadas até 31 de dezembro de 2017?

Essa ideia de estabelecer prioridades é tão simples e tão fácil de ser colocada em prática, que muitas pessoas, por incrível que pareça, acabam não realizando.

E, ao não fixarem esses verdadeiros “nortes de direção”, não sabem por quais caminhos devem seguir, no melhor estilo “Deixa a vida me levar”, de Zeca Pagodinho. Resultado? Acabam sendo vítimas fáceis das armadilhas de consumo produzidas pela propaganda de massa.

2. André Azevedo: “pague-se primeiro”.

O leitor e amigo blogueiro André Azevedo deu uma dica extra para ajudar no efetivo controle do gasto de dinheiro: “pagar-se primeiro”. Ou seja, assim que receber o salário, retirar uma parcela dele para os investimentos, e viver o restante do mês com as sobras disso. Ele diz:

“Usar o cartão de crédito para pagar no mês seguinte (não parcelar) eu acredito que seja uma evolução natural. Muitas vezes, o montante total que gastamos no mês é um indicador de que exageramos. E que necessita de uma reprogramação de gastos no mês seguinte.

Quando se gasta de pouquinho em pouquinho, as pessoas não fazem noção do montante mensal. Não enxergam o tamanho das despesas. E, de pouquinho em pouquinho, acabam com todas as receitas no mês.

Claro que essa “evolução” do hábito é apenas para quem consegue controlar regularmente o saldo do cartão, e possui disciplina para colocar tetos de gastos. Ou seja, para quem tem um mínimo de gestão financeira própria.

E esse hábito funciona ainda melhor (e nesse ponto acho que funcionaria também com a sua sugestão nesse post) de pagar-se primeiro assim que receber o salário. Ou seja, no dia do recebimento, transferir um montante para uma conta de investimento. E se virar com o que sobrar até o próximo pagamento” (destaque meu).

Ao agir desse modo, você estabelece um mecanismo mais eficaz de economia de dinheiro, ao inverter a, digamos assim, ordem natural das coisas.

A ordem natural das coisas seria você gastar o dinheiro, e, com as sobras, investir.

O conselho do André, aprovado e seguido por vários outros leitores do blog, é fazer o inverso: investir o dinheiro primeiro, e se virar com o que restar, até vir o próximo pagamento de salário.

Agindo assim, você estará fazendo seu patrimônio crescer com mais disciplina, já que não vai haver a desculpa de ter faltado dinheiro pra investir: afinal de contas, você investiu primeiro, antes de gastar, e não depois. 😉

3. Rendimoval e Rafael: “economize pelo menos 30% de seus rendimentos anuais”.

Qual é o percentual mínimo que você deve poupar, da sua renda líquida anual, a fim de conseguir atingir sua independência financeira o mais cedo possível?

De acordo com o Rendimoval e o Rafael, o percentual mínimo é de 30% da renda líquida anual:

“Já realizei algumas contas e cheguei a conclusão que para você ter independência financeira em um prazo não tão longo, você precisa economizar SEMPRE pelo menos 30% dos seus rendimentos anuais!”

Você se lembra de eu ter falado, em outro post, que as lições clássicas de educação financeira não têm data de validade?

Pois é, esse é o caso: em novembro de 2013, publicamos o artigo Limite suas despesas a, no máximo, 70% de seu salário líquido. Ou melhor, de sua renda líquida ativa anual., em que comentávamos exatamente desse mesmo percentual que o Rendimoval e o Rafael estavam falando.

Olhem o que eu escrevi naquela época:

“O ideal é você tentar viver com 70% de seus rendimentos líquidos anuais, e rendimentos esses provenientes de sua força bruta de trabalho, de sua renda ativa, ou seja, não entram na conta eventuais dividendos, juros sobre capital próprio, aluguéis e todas as demais fontes de renda passiva.

Dos 30% que constituem as “sobras” para investimentos, e essa é uma visão particular minha, destine uma parte para a conta de doações (contribuições voluntárias, dízimos, ofertas, projetos assistenciais, trabalhos comunitários, atividades no voluntariado etc.), e o resto para investimentos”.

E você, vai esperar até quando para se associar ao clube dos acumuladores de riqueza? 🙂

4. Cá: “faça com que gastar dinheiro seja uma experiência DOLOROSA”.

Gastar dinheiro deve doer. Ver o dinheiro saindo do seu bolso deve provocar dor. Dor na alma e no coração.

É por isso que a tática de pagar com cartão de débito ou dinheiro funciona: porque há um vínculo emocional entre você e o dinheiro, que é rompido toda vez que você pratica um ato de consumo.

Se você ficar indiferente a qualquer variação de preço, naturalmente estará pagando o pato, quero dizer, o preço, de pagar produtos caros, que poderiam ser evitados. E essa indiferença é mais perceptível nas compras com cartão de crédito, afinal, o vínculo emocional com o dinheiro não é rompido no ato de consumo.

Nesse sentido, o comentário da leitora (Camila) veio a calhar:

“É bem assim mesmo, um dos meus métodos de controle é usar dinheiro vivo, e realmente dá uma dor no coração ver ele indo embora, nos faz pensar MUITO se de fato precisamos gastar ou não!! E ver o dinheiro sobrando no fim do mês NÃO TEM PREÇO!”

Portanto, a dica aqui é essa: fique incomodado(a) toda vez que qualquer quantia sair de seu bolso. Isso o fará refletir melhor sobre prioridades e gastos, fazendo você ser mais seletivo em seus atos de consumo.

5. Longe do Limite: “coloque o dia do vencimento do cartão de crédito em data posterior ao do contracheque”.

Dica altamente prática para quem costuma utilizar bastante o cartão de crédito, do leitor e também blogueiro Longe do Limite:

“Eu particularmente sigo este ideário. Ainda não cheguei nos 90% recomendados, mas é quase isso. rs

Só uma coisa… por saber que imprevistos acontecem, bem como as taxas do cartão de crédito são as mais caras do mercado financeiro brasileiro, sempre adotei duas ressalvas importantes: manter o pagamento da fatura do cartão de crédito em débito em conta e ter como dia do vencimento data posterior ao do contracheque.

Isso já me livrou de muitos inconvenientes, como atrasos no recebimento do meu salário e cobrança indevida de juros pelo débito ter sido postergado devido a um feriado municipal”.

Recebe o salário todo dia 2? Então coloque o dia do vencimento do cartão de crédito para todo dia 6, no mínimo. Por quê isso?

Ora, porque vai que o dia 2 caia numa sexta-feira, e haja um feriado bancário no dia 5, que é segunda-feira.

Mesmo sabendo que as datas de vencimento são prorrogadas em razão de feriados nacionais ou estaduais, não é bom contar com a sorte. 😉

6. uÓ: “usei o cheque especial e senti vergonha. Depois disso, nunca mais me endividei”.

Vejam o interessante depoimento do amigo e blogueiro sobre quando se sentiu envergonhado por ter usado o cheque especial:

“Este post me fez lembrar minha situação há alguns anos. Não usava cartão de crédito, nem mesmo cheques, aliás, acho que preenchi apenas uns 5 cheques na vida, mas pagava tudo no dinheiro. Era um gastador nato, não tinha dívidas, mas gastava tudo que recebia. Um belo dia me vi sem dinheiro, o mês já estava no final mas “precisava” comprar algo, que não me lembro o que era, aí “descobri” que tinha um crédito no banco, um tal de “cheque especial”, e não deu outra, me endividei pela primeira vez na vida. Aquilo para mim foi um choque, ver a conta vermelha no extrato foi vergonhoso. Depois deste episódio nunca mais me endividei, e anos depois aboli da minha vida o dinheiro físico e o cartão de débito, hoje só uso cartão de crédito”.

Só quem passou pela vergonhosa experiência de ter que recorrer ao cheque especial sabe a dor que isso provoca (vejam a correlação desse assunto com a dica #4 acima).

Você não precisa ser mais um soldado trabalhador para o sistema bancário.

Medidas simples, como as citadas ao longo das cinco dicas anteriores desse post, já podem te livrar de muitos problemas de ordem financeira.

7. Nik: “uso o app do celular como aliado no controle de gastos”.

A leitora Nik é super organizada: mantém o controle total dos gastos e estipula metas para todos eles:

.

“Como tenho as contas em dia, faço assim:

Tenho o planejamento dos meus gastos mensais registrado num aplicativo no meu celular, com metas para todos gastos.

No dia que recebo o salário, envio para a corretora o montante a investir e o resto vai para uma aplicação com liquidez diária e resgate automático, conta corrente sempre zerada.

Pago tudo que puder com crédito à vista, até o limite que estabeleci, e registro o gasto no aplicativo, na hora.

Motivos: acumular pontos de milhas e ter apenas uma saída, enquanto o dinheiro (que já tenho), vai render na aplicação com liquidez diária.

Coloco todos os pagamentos agendados na data do vencimento com resgate automático.

Passei os vencimentos para o mais próximo possível ao salário seguinte. Assim, geralmente fica uns 20-25 dias rendendo até o pagamento.

Acompanho meus gastos variáveis, no cartão, pelo aplicativo e quase nunca atinjo o limite. Faço o planejamento com “gordura” para não me frustrar.

Até agora tem dado certo”.

Aqui, é interessante ver como as diferentes dicas se conectam e apresentam pontos de intersecção.

Vejam que a Nik falou em ter passado os vencimentos para o mais próximo possível ao salário seguinte, confirmando, com isso, a validade e a utilidade da dica #5, do Longe do Limite, que é justamente a de colocar a data de vencimento do cartão de crédito um pouco depois da data de recebimento do salário.

8. Vânia: “use o cartão de crédito como forma de controle dos gastos”.

Muitos leitores comentaram que usam o cartão de crédito como forma de controle mais eficiente dos gastos.

Trata-se de uma alternativa bastante viável para aqueles que já adquiriram um grau de educação financeira que lhes permite usar, sem maiores problemas, esse meio de pagamento. Foi o caso da leitora Vânia, que comentou:

“Concordo muito com o ponto central do post. Tenho observado que boa parte das pessoas não consegue controlar seus impulsos se tiver um cartão de crédito disponível. Muitas pessoas sequer fazem controles, só sabem quanto vão pagar quando a fatura chega.

Creio mesmo que cartão de crédito é um segundo passo, é para quando a pessoa já segue seu orçamento, tem um bom controle de seus recursos. Até essa parte estar bem internalizada, é melhor usar o débito.

Ganhar milhas é um detalhe, é algo que não deveria jamais definir a escolha do cartão de crédito como forma de pagamento.

Pessoalmente, uso o cartão de crédito para todas as despesas possíveis de pagar com cartão. A razão principal é o controle, que fica super facilitado, tudo reunido ali num lugar só, sem precisar anotar nada… Sei exatamente qto é o orçamento para cada tipo de despesa, e vou acompanhando. Se tenho um orçamento de $300,00 para combustível, por exemplo, e já gastei $200,00 então sei que só tenho mais $100,00 pra isso. Se houver um imprevisto que me faça extrapolar numa rubrica, reduzo em outra. Ou, como aprendi aqui, “giro com os socos”.

Adquiri também o hábito de deixar sempre um salário completo num fundo de investimento ligado à conta corrente. É parte da reserva de emergência. Não é o melhor rendimento do mundo, mas facilita minha vida. Todos os meses, é desse dinheiro que pago as contas, inclusive a fatura de cartão. Quando recebo o salário do mês, reponho o valor que foi gasto, e aplico o restante, de acordo com meus objetivos.

É de fato muito boa a sensação de que você não está gastando o dinheiro do salário que vai receber, mas sim aquele que já recebeu.”

Aliás, a Vânia é uma comentarista assídua do blog, tendo já participado de outros posts de colaboração coletiva, como esse.

Conclusão

liberdade

Se você chegou até essa parte do texto, parabéns!

Isso mostra que você é uma pessoa fortemente determinada a adquirir hábitos financeiros mais saudáveis para a sua vida.

Controlar o efetivo gasto de dinheiro não é tarefa fácil: é por isso que mais da metade das famílias brasileiras estão endividadas.

Com atitudes simples, como as descritas ao longo desse artigo, é plenamente possível realizar o sonho, senão da independência financeira, ao menos da estabilidade financeira, que já está de ótimo tamanho para muitas pessoas que vivem com a corda no pescoço, utilizando o cartão de crédito como instrumento de rolagem de dívida, ou fazendo ainda mais dívidas com cheques especiais e créditos consignados, ajudando, com isso, a enriquecer os banqueiros, afinal de contas, tadinho deles, são eles que estão precisando de dinheiro, e não você, não é mesmo? 😛

Tenham todos uma ótima semana!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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43 Responses to 8 dicas práticas de organização financeira fornecidas pelos leitores

  1. Scantales 20 de fevereiro de 2017 at 7:11 #

    Excelente post!

  2. Jacqueline 20 de fevereiro de 2017 at 8:01 #

    Muito boas as reflexões e dicas!

    Ainda sobre o cartão de crédito, tem aquela dica de fazer a compra de um produto que o vendedor não dá o desconto no pagamento à vista e parcelar no maior número de vezes possível (já que não houve desconto mesmo) e aplicar o valor total da compra num investimento com liquidez e mensalmente só resgatar o valor da parcela atual. Aí o dinheiro total vai rendendo uns trocadinhos e você tem a tranquilidade de ter o valor da compra já reservado.

    Fiz isso na compra do meu celular, o vendedor não deu desconto… Criei meu próprio desconto :p

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:21 #

      Excelente dica, Jacqueline!

      Criar o próprio desconto é, sem dúvida, uma maneira bem original de fazer o seu dinheiro render mais. 🙂

      Abraços!

  3. Rosana 20 de fevereiro de 2017 at 10:27 #

    Guilherme,

    Gostei das dicas.
    Sobre o que o Cleiton disse, sem prioridades claras as coisas realmente não funcionam a contento. Como você disse uma vez, tudo que é medido é melhor controlado.
    Essa frase da música do Zeca Pagodinho infelizmente faz com que muitas pessoas não se importem com planejamento, algo fundamental para o crescimento em qualquer área da vida.

    A dica do André é muito boa e totalmente inversa ao que estamos acostumados a ouvir: planejar primeiro os investimentos e depois os gastos mensais. Simples, direto e eficaz.

    A dica do Cá, eu ainda não havia pensado dessa forma, com essas palavras, mas realmente as compras devem ter um mínimo de critério e seleção para não cairmos no consumo automático, que é o objetivo da mídia e das empresas. Como você disse em outro post, deixe as coisas gastarem.

    Gostei da dica do Nik sobre as metas. Tenho uma planilha no Excel para despesas, mas ainda não havia pensado em colocar um sinalizador de limites mensais. Farei isso. 🙂

    Abraços!

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:22 #

      Oi Rosana, obrigado!

      De fato, as dicas dos diversos leitores são muito boas e, no conjunto, dão uma melhorada na organização financeira doméstica.

      Abraços!

  4. Rosana 20 de fevereiro de 2017 at 10:28 #

    Nik,

    Tenho uma dúvida sobre o que você disse:
    “No dia que recebo o salário, envio para a corretora o montante a investir e o resto vai para uma aplicação com liquidez diária e resgate automático, conta corrente sempre zerada.”

    Esse investimento seria um CDB ou Fundo de Renda Fixa? Pelo que entendi, o montante seria utilizado dentro do próprio mês. Nesse caso, o IOF e o IR de 22,5% não prejudicam muito a rentabilidade?
    Achei sua estratégia interessante, mas gostaria de entendê-la melhor.

    Obrigada,
    Rosana

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:24 #

      Oi Rosana, no BB, que é o banco que eu conheço mais sobre esse tipo de aplicação financeira, há as opções de você deixar em resgate automático tanto o CDB quanto o fundo de renda fixa.

      Ambos os investimentos, quando resgatados em prazos inferiores a 30 dias, acabam sofrendo a incidência do IOF (além do IR na maior alíquota).

      Porém, isso acaba sendo melhor do que deixar na conta-corrente, uma vez que o dinheiro rende algum juro, ainda que mínimo, e melhor que a poupança também, pois ela só rende após 30 dias da data do depósito.

      Para o investidor, não há prejuízo, uma vez que os tributos incidem apenas sobre os rendimentos, deixando intacto o principal aplicado.

      Abraços!

  5. Investidor de Risco 20 de fevereiro de 2017 at 11:39 #

    Show de bola as dicas de seus leitores!
    Vou dar mais uma contribuição: tenha uma aplicação com resgate automático com o valor correspondente a 3 meses de suas despesas. A ideia é não cair no cheque especia (vai ao encontro com a dica do Uó) e não se preocupar com falta de recursos em casos urgentes e inesperados de gastos extras mais elevados. Além disso é possível rentabilizar uma parte dos recursos destinados às despesas que ocorrem mais para o fim do mês mantendo estes recursos aplicados.

    Abraços.

  6. ANDRE R AZEVEDO 20 de fevereiro de 2017 at 11:52 #

    Muito bom Guilherme! O ensino também é um constante aprendizado!

    Parabéns a todos que contribuíram!

    🙂

  7. 20 de fevereiro de 2017 at 15:19 #

    Guilherme!! Que honra ver que meu comentário fez parte de um post desse blog que tanto amo!! Isso nos mostra que temos tanto a ensinar quanto a aprender!! Muito obrigada!!

    PS: sou mulher, é Cá de Camila kkkkkk

    Abraços!!

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:26 #

      Eu é quem agradeço as palavras, Cá!

      p.s.: vou corrigir no post seu gênero……rsrsrsrsrsrsrs

      Abraços!

  8. Cleiton Oliveira 20 de fevereiro de 2017 at 17:19 #

    O blog Valores Reais é muito Enriquecedor. Os textos do Guilherme são primorosos e a participação efetiva dos leitores só tem a incrementar ainda mais.

    Muito obrigado pela referência e Parabéns pelo excelente conteúdo.

    Um grande abraço.

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:26 #

      Muito obrigado pelas palavras, Cleiton!

      Abraços!

  9. Longe do Limite 20 de fevereiro de 2017 at 20:59 #

    Muito obrigado pela citação e também pela excelente compilação de dicas, Guilherme! De fato, o pessoal aqui está fazendo muito bem o dever de casa.rs

    Abraço!

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:27 #

      Valeu, LL, realmente, o pessoal é altamente qualificado! 😀

      Abraços!

  10. Felipe Silva 21 de fevereiro de 2017 at 8:44 #

    Ótimas dicas!
    Infelizmente mesmo me preocupando com meu dinheiro, entrei no cheque especial esse mês, por conta de um imprevisto. Não paguei juros pois recorri ao meu fundo de emergência. Mas fiz que nem o uÓ. Senti vergonha. Agora é dar uma revisada nas minhas atitudes para que isso nunca mais ocorra. E esse post veio bem a calhar.
    Gostaria também de deixar uma dica. Faz dois anos que a utilizo e tem funcionado muito bem em casa. Eu e minha esposa adotamos uma mesada, Que é uma quantia pré determinada para que possamos gastar aquele mês com nós mesmos. Anotamos tudo em um papelzinho na geladeira. Isso reforça a ferramenta que a CÁ utiliza, pois ficamos ainda mais com dó de gastar o dinheiro. Isso nos ajudou tanto financeiramente quanto em nosso relacionamento.
    Recomendo =]
    Abraços.

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:27 #

      Oi, Felipe, ótima dica essa a da mesada!

      Abraços!

  11. Nik 21 de fevereiro de 2017 at 9:40 #

    Oi, primeiro gostaria de esclarecer que sou MULHER. Leiam A Nik

    Em seguida, respondendo a Rosana, eu deixo os gastos do mês em um fundo de RF do banco com valor de resgate automático mínimo bem baixo, pela conveniência mesmo.

    Quanto aos impostos, eles descontam do lucro e não do montante, ou seja, não perco nunca é ainda ganho algum. Por isso mudei meus vencimentos para longe, assim pago menos IOF.

    Os gastos vão acontecer de qualquer jeito, são mensais. Só que estou ganhando com eles.Todo ganho é bem-vindo!

    • Rosana 22 de fevereiro de 2017 at 17:04 #

      Nik,

      Agradeço por sua resposta, agora entendi.

      Só um comentário: fundos RF bancários possuem taxa de administração sobre o capital e não sobre o rendimento (como ocorre com os impostos). Não sei se você sabia, é algo que os funcionários dos bancos nunca falam.

      Sua dica de mudar os vencimentos para longe é bem interessante, assim a liquidez diária se torna mais eficaz. Farei isso também!

      Abraços,

      • Nik 22 de fevereiro de 2017 at 18:37 #

        Rosana,

        Obrigada pela dica!

        Eu fiz a escolha do fundo pela conveniência do valor mínimo de resgate mínimo (R$ 0,01) exatamente para ter liberdade de realizar qualquer débito na conta corrente.

        Como eu tinha dito, criei receita a partir de despesas mensais. Assim, mesmo com os custos do fundo, a rentabilidade dos últimos 12 meses foi de 11,9%, de modo que sempre tive lucro. Para mim está bom 🙂

        PS: Ótimo blog!!!

        • Rosana 24 de fevereiro de 2017 at 7:37 #

          Nik,

          Vendo por esse lado, realmente esse fundo é bem conveniente, pela liberdade, como você disse.
          Legal saber que você gostou do meu blog! 🙂

          Abraços,

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:29 #

      Oi Nik…. desculpe pelo erro……rsrs…. vou fazer a correção no post! 😀

      Ótima a sua dica do investimento com resgate automático, obrigado pela contribuição ao blog! 🙂

      Abraços!

  12. Marceline 21 de fevereiro de 2017 at 9:42 #

    Queria deixar minha estratégia para o item 4 de como fazer os gastos doerem na alma mais do que no bolso.
    Sou poupadora extrema e minha meta é guardar 70% do que eu ganho. É muito desafiador, maior parte do ano eu fico abaixo da meta e só o décimo terceiro e férias para salvar a meta.
    Fiz uma planilha de gastos onde anoto tudo (TUDO) que eu gasto. Nesta planilha, tenho a % de dinheiro guardado no mês e no total (comecei ela em agosto de 2015). Nela, todo mês, coloco as minhas contas que são fixas e vou anotando os gastos imprevistos. Cada vez que a % total fica abaixo de 70%, eu sinto meus planos de independência financeira sendo sabotados pela compra estúpida que estou fazendo e cancelo.
    Isso envolve indiretamente o item 1 (prioridades), onde eu tenho que decidir o quanto a compra vai melhorar a minha qualidade de vida a ponto de postergar a minha independência financeira. Fico meses pensando se aquele tênis furado não agüenta mais uma trilha…

    É isso.

    • Adriana 21 de fevereiro de 2017 at 10:15 #

      Boa estratégia Marceline. Imagino o efeito psicológico que isso deve ter!! No entanto, acho que é normal em alguns meses termos um gasto maior do que em outros (eu as vezes acabo comprando algum produto tipo cosméticos que irá durar por meses depois ou então um tênis que aumenta o gasto em um mês mas depois será usado por mais de um ano). Me disciplino para não comprar coisas que são desnecessárias, principalmente as bobagens na rua, supérfluos no supermercado, roupas caras e em excesso, mas tento aprender que algumas coisas são necessárias para uma vida mais agradável e com o conforto e qualidade necessários para nos fazer “seguir em frente”. Pesquisa de preço e eleição de prioridades são um bom caminho acredito.

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:32 #

      Oi Marceline, excelentes dicas!

      Concordo com o que a Adriana disse, não há problema em ultrapassar de vez em quando o valor “orçado” para determinado mês, desde que o valor “orçado” esteja ainda dentro do valor “disponível” para gastos.

      O ideal é sempre ter uma margem de folga entre esses dois tetos, de modo a permitir que compras fora do valor orçado possam ainda estar dentro do valor disponível para gastos, e não ultrapassem, é claro, o valor das entradas de dinheiro daquele determinado mês.

  13. Adriana 21 de fevereiro de 2017 at 10:06 #

    Adorei o texto! Sigo principalmente a dica de economizar – pelo menos – 30% da renda. Acho inadmissível para alguém solteiro, sem filhos e sem grandes despesas economizar menos do que isso! Assim como acho inadmissível alguém com uma renda aceitável não conseguir economizar nada.

    Quanto ao cartão de crédito, tenho carregado comigo apenas o Nubank (de limite mais baixo) para gastos do dia-a-dia. Faço isso por segurança, assim não carrego o cartão do banco (crédito e débito) que em caso de assalto faria bastante falta e seria mais perigoso, além de ter o limite mais alto (esse é carregado apenas em dia que se precisa sacar dinheiro ou para viagens). Acho bom carregar o cartão para pagar gastos como supermercado sem precisar carregar muito dinheiro (novamente, questão de segurança), mas pequenas despesas tenho pago em dinheiro – e quero fazer mais isso! Para quem usa mais de um cartão, acho legal colocar datas de vencimento diferentes. Acho que isso dá “uma folga” em caso de apuros (ex: atraso de salário, no atual momento muitos trabalhadores estão vivenciando esse tipo de problema).

    Tá, eu sei que não é exatamente o foco específico desse post, mas acho que tá valendo… Queria compartilhar a estratégia de investimentos que estou tentando montar para ver se alguém me dá algumas dicas de como melhorar:

    Sou bem econômica e tenho facilidade em poupar, mas até o momento, investia sem muito critério, escolhia na corretora os CDBs, LCIs e títulos do Tesouro que me pareciam com melhores taxas, distribuindo meus “ovos” por diferentes cestas, mas sem objetivos definidos. Hoje coloquei os investimentos em uma planilha para estudar e pensei no seguinte:
    Ir colocando um valor X (suficiente para cerca de 6 meses de gastos bem controlados) em papéis cujo vencimento se dê a cada 6 meses. Ex: valor X para receber no 1º semestre de 2018, valor X para receber no 2º semestre de 2018, valor X para receber no 1º semestre de 2019 e assim por diante. Em caso de “calamidade geral” utilizar esse valor para cobrir os gastos no período, em caso de tudo estar correndo bem, reinvestir o valor para o próximo período necessário. Ao mesmo tempo, ir acumulando sempre para investir em papéis para períodos a frente. O objetivo seria cobrir o maior período de tempo possível.
    Estou com papéis mais ou menos seguindo essa lógica, embora em alguns períodos o papel a vencer ultrapassa bastante o valor X. Acredito que isso possa ir sendo corrigido aos poucos ou utilizado para aumentar o valor X a medida que a estrutura de gastos for se alterando, tudo a medida que os papéis forem vencendo.
    Lembrando que sou solteira e sem filhos e não tenho planos de comprar casa nos próximos anos. Gastos com viagem são cobertos pela renda mensal mesmo.

    Aguardo sugestões!

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:38 #

      Oi Adriana, excelentes comentários!

      Sobre sua estratégia de investimentos, eu acho bem legal a maneira como ela está estruturada, pois você mantém uma rede de proteção bem definida para cobrir determinados períodos de gastos.

      Seria como montar uma reserva de emergências em diferentes camadas, diversificando a partir da premissa de cobrir diferentes períodos temporais.

      Outra alternativa para seu plano de investimentos é diversificar pela natureza dos investimentos: colocar uma parte em títulos indexados à inflação, outra parte em Tesouro Selic, outra parte ainda em CDBs pós-fixados. Dessa maneira você poderia melhorar os rendimentos com um controle efetivo de risco.

  14. Eduardo 21 de fevereiro de 2017 at 15:48 #

    Gostaria de ver uma atualização do post sobre anuidade de cartões de créditos, visto que hoje, em relação há 3-4 anos, está bem mais difícil negociar a isenção em cartões platinum em diante.

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:39 #

      Oi Eduardo, pauta anotada!

      Pretendo fazer uma atualização em breve a respeito desse tema.

      Os bancos estão cada vez mais fominhas, e tem sido bem difícil negociar a isenção dos cartões de crédito.

  15. Armando 22 de fevereiro de 2017 at 0:54 #

    Ter um controle em tempo real é muito bom na hora de decidir se posso fazer um agrado. Muitas pessoas não sabem o quanto já gastaram ou o quanto ainda sobra no mês. O aplicativo de celular tem funcionado melhor que planilha para mim.

  16. 22 de fevereiro de 2017 at 19:18 #

    Uau!

    Este compilado ficou show, dar voz aos leitores é muito bacana.

    Sobre meu caso, tinha a plena certeza que o cheque especial era um benefício, que poucas pessoas tinham este “bônus” do banco. Os bancos fazem parecer assim, quem abre conta sem ter noção de educação financeira acaba entrando numa enrascada achando que tá levando vantagem. Só fui perceber isto no mês seguinte, rs.

    Abraço!

  17. Sérgio 25 de fevereiro de 2017 at 14:33 #

    Obrigado por compartilhar! Sei que não é tarefa fácil a educação financeira em nosso país, porém acredito que com o compartilhamento de conteúdo de qualidade como o seu já são grandes avanços.

    Um forte abraço!

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:40 #

      Verdade, Sérgio, obrigado pelas palavras!

      Abraços!

  18. Rodrigo 1 de março de 2017 at 0:35 #

    Com relação a dica 7, do Nik, qual seria essa aplicação com liquidez diária e resgate automático?

  19. André Norbim 20 de março de 2017 at 10:55 #

    Dicas práticas fantásticas, simples mas muito difíceis de colocar em prática. Quem já seguiu sabe. Mas se vc quer realmente juntar patrimônio o caminho é esse. Gostaria de aproveitar o post para perguntar aos amigos o que acham de autores consagrados do campo da educação financeira que estão transformando seus livros em treinamentos fechados , onde vc participa de uma comunidade e recebe treinamentos em vídeo e mentoria. Alguém aqui já fez? O que acham?
    Abs!

    • Guilherme 21 de março de 2017 at 11:59 #

      Oi André, obrigado!

      Sobre esses cursos fechados, eu nunca participei de algum, portanto, não tenho como opinar.

      Acredito, no entanto, que grande parte do conhecimento que é transmitido neles já está disponível de graça e de livre circulação na Internet. Esses cursos seriam mais interessantes para pessoas que precisam de um suporte mais personalizado.

      Abraços!

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