[Guest post] Como a sustentabilidade me ajudou a cuidar melhor das finanças pessoais. E 3 atitudes sustentáveis para cuidar melhor do seu ambiente… e do seu dinheiro também!

O blog Valores Reais tem a honra de apresentar mais um guest post de alta qualidade, explorando um tema inédito por essas bandas: sustentabilidade.

Nesse artigo, Felipe Silva nos contará sua história de vida, em especial no que tange à sustentabilidade, e como essa nova visão de mundo o ajudou a lidar melhor não só com os recursos materiais disponíveis, mas também com suas próprias finanças, que deram um salto de qualidade com esse novo modo de pensar e de agir.

Educação financeira e sustentabilidade, como veremos no texto abaixo, são temas complementares, que se inter-relacionam, e apresentam influências recíprocas: quanto mais sustentável você decide ser, menos dinheiro você também gastará, e vice-versa. É, literalmente, um jogo de ganha-ganha.

Confiram! 😀

………………………

Introdução à liberdade financeira

Muitas pessoas não tiveram uma educação financeira ensinada pelos seus pais. Não por incompetência deles, afinal, como iriam passar adiante algo que não tinham como cultura? Alguns até ganharam muito dinheiro, mas não souberam passar adiante todo seu conhecimento, apenas queriam dar aos seus filhos aquilo que não receberam de seus pais.

Quando crescemos e esse conhecimento não é transmitido, a vida nos ensina por conta própria da forma mais difícil.

Muitas vezes, apenas quando passamos por dificuldades é que damos valor a aquilo que nos foi tirado. Um exemplo: a crise hídrica, apenas quando a água ficou escassa é que muitas pessoas passaram a se dar conta da importância dela no cotidiano, e o quão importante era economizá-la.

Foi o que aconteceu comigo, e pode até ter acontecido com você talvez.

E é sobre isso que vou falar hoje. Contar um pouco sobre os motivos que me fizeram sair da minha zona de conforto, e como dei início a minha educação financeira. E também irei falar um pouco sobre Sustentabilidade, sobre ações sustentáveis, que foi fundamental para esse meu aprendizado.

O que é sustentabilidade?

Este é um assunto muito abrangente e muito discutido hoje em dia, principalmente em grandes empresas. Mas é algo que devemos discutir dentro de casa com nossos amigos e familiares e aplicá-la em nosso dia a dia de forma que a adotemos como uma cultura.

Sustentabilidade é quando agimos ou desenvolvemos processos de forma que não comprometamos os recursos naturais, respeitando o meio ambiente e que não afete as necessidades das gerações futuras.

E uma atitude que está enraizada na maioria das pessoas é o consumismo. E isso é ruim, pois, muitas vezes, isso exige uma quantidade enorme de recursos naturais para as coisas serem fabricadas, e sem contar da quantidade de lixo que é gerado – e isso quando é jogado no lixo né? Imagina a degradação ambiental que ocorre quando as coisas são jogadas nos rios e mares…

Nota do editor: e quando as coisas são jogadas na rua, através dos vidros dos carros, então? Vemos isso ocorrendo todos os dias pelas ruas brasileiras. Isso mostra que os brasileiros, além de não terem educação ambiental, não tem nem educação básica mesmo… :-(

Infelizmente, o consumismo é uma cultura horrível, realizada por muitas pessoas do mundo todo. Mas acredito que aos poucos vamos inverter essa situação, apenas fazendo a nossa parte!

Saindo da zona de conforto

Hoje sou um cara apaixonado pelo tema sustentabilidade. Muitas vezes fico observando certas ocasiões e imaginando como aquilo poderia ser mais sustentável.

Mas confesso que esse tema em certos momentos me incomoda, pois vejo muitas pessoas que não estão nem aí, e acabam fazendo coisas absurdas, gerando uma quantidade enorme de lixo. Eu sofro com isso, pois, em muitas circunstâncias, eu não falo nada, uma vez que fico imaginando que a outra pessoa possa reagir mal. Então fica aquela sensação de missão não cumprida.

Por outro lado, quando eu vejo uma pessoa se importando com o nosso planeta, fico muito feliz e acabo fazendo um comentário positivo sobre a atitude.

Enfim, mas a verdade é que até certo ponto da minha vida eu não estava nem aí para Educação Financeira ou Sustentabilidade.

E esse desinteresse sobre o assunto aumentou ainda mais em 2008, quando recebi uma proposta de trabalho, na qual teria que viajar muito, tendo, inclusive, a oportunidade de conhecer uma grande parte do interior da Amazônia.

Amazonia

Em razão de ganhar muito bem por conta de trabalhar em um dos lugares mais remotos do Brasil e fazer muitas horas extras, eu virei um consumista impulsivo.

Da mesma forma que eu ganhava, eu gastava. Curtia muitas baladas, consumia bebidas caras, saía à noite praticamente de quarta a domingo, viajava com amigos sem planejamento, comprava coisas que nunca cheguei a usar, enfim, gastava demasiadamente, e não pensava nem um pouco em meu futuro ou de qualquer outra pessoa.

Mas em um dado momento essa empresa onde eu trabalhava já não estava fechando mais projetos, consequentemente, o meu rendimento líquido caiu drasticamente.

Até então tudo bem, pois eu ainda morava com meus pais, e não tinha contas importantes.

Mas, em 2014, sem planejamento algum, nasce minha primeira filha, caso com minha atual esposa, e vou morar em um apartamento, de modo que as despesas e as responsabilidades aumentaram muito.

A partir dali minha vida financeira começa a mudar completamente. Graças à minha esposa que sempre foi mais responsável quando o assunto era dinheiro, conseguimos dar a volta por cima.

No começo, tivemos muitas brigas por conta disso, eu queria gastar e ela economizar. Mas confesso que hoje eu sou mais “Mão de Vaca” que ela…rsrs.

Enfim, ela só não introduziu a educação financeira em minha vida como também a ideia da sustentabilidade.

A partir do momento em que ela ficou sabendo que ia ser mãe, decidiu utilizar fralda de pano em nossa filha. Mesmo eu não percebendo logo de cara o quão sustentável e econômico era isso, gostei da ideia e a apoiei.

E ela não parou por aí, na época em que ela ficava em casa cuidando do bebê, começou a customizar roupas.

Para quem não está familiarizado com este termo, esta atitude é nada mais nada menos em pegar uma roupa velha e a deixar como se estivesse nova, deixar na moda.

Atitudes Sustentáveis

Sustentabilidade

É claro que muitas outras atitudes começaram a fazer parte da nossa vida. Mas hoje eu quero falar sobre três em especial: customização de roupas, fraldas de pano e pedalar para trabalho.

Customização de Roupas

Isso até serve para homens, mas é mais focado para as mulheres, por gostarem de ter um guarda roupa mais equipado (mas nada impede os maridos de incentivarem suas esposas).

Então porque não deixar sua roupa única, com a sua cara, do jeito que você quer?

Então customize! E como customizar?

Não é um bicho de sete cabeças, até pelo contrário, é algo muito fácil de ser aplicado.

Aqui, pode ser utilizado muito da nossa criatividade, deixando a roupa da maneira que você quiser.

O que pode ser feito é tingir e desfiar uma calça, adicionar aviamentos em uma camiseta ou sapato, cortar uma blusinha aqui, outra ali. Enfim, tem que deixar a imaginação rolar solta.

Mas, caso você não se considere uma pessoa criativa, não tem problema. Há muitos sites, blogs e grupos no Facebook que dão dicas de como customizar. Minha esposa é uma leitora assídua destes tipos de sites.

Já no meu caso eu customizo no piloto automático, por exemplo: utilizo uma calça até desbotar e começar a desfiar. Uma calça que era preta e sem detalhes, hoje está cinza e desfiada, e isso apenas utilizando e lavando a calça…rsrsrs

E isso tem sido uma tendência já há alguns anos. E é algo que pode ser feito independente da sua classe social, pelo baixíssimo custo, às vezes até com o custo zero.

Sendo assim, nos beneficiando mais uma vez em nosso bolso e não dando brecha para o consumismo, damos mais um importante passo para nossa sonhada independência financeira. 😀

Fralda de Pano

Huuuummmm, fralda de pano! Já vi muitas mães “torcerem o nariz” quando tocávamos nesse assunto.

Quando digo “mães”, é porque até há uns bons anos eram elas quem assumiam (sendo por opção ou não) essa responsabilidade de trocar e lavar a fralda. Creio que hoje a tarefa de trocar a fralda foi dividido com os “pais”, pois pelo menos é assim em casa.

Então, quando tocamos nesse assunto, acredito que já vem aquela imagem na cabeça das pessoas, de fraldas cheias de cocô a serem lavadas todos os dias, e aquele varal extenso cheio de fraldas penduradas. Não sei se isso ainda existe, mas fique tranquilo, pois hoje existem as fraldas de pano modernas.

Estas são bem mais práticas das que utilizadas antigamente, e basicamente são divididas em três partes: a capa, o absorvente e o forro.

A capa é parte externa do conjunto, que segura todo o resto, até mesmo as necessidades do bebê. Ela vem com elásticos que envolve a perninha do neném e botões ou velcro para prender na cintura.

O absorvente também conhecido como recheio, serve para absorver o xixi e são basicamente panos que são lavados e reutilizados.

E o forro é um pano que vai direto na pele do bebê utilizado para facilitar a lavagem quando se trata do número dois. Mas também pode ser utilizado um forro biodegradável que é jogado direto no vazo junto com a necessidade. E isso faz toda a diferença, quando comparado com a fralda utilizada antigamente.

Mas e aí, por quê estamos tocando nesse assunto? Porque se estima que as fraldas descartáveis ocupam 2% dos nossos aterros sanitários, e um bebê de até dois anos gera aproximadamente 2 toneladas de lixo não reciclável. Muita coisa não!? 😛

E os pais que já passaram ou estão passando por esta idade do bebê sabe o quanto dói no bolso essa questão das fraldas.

Ter a liberdade financeira exige muitas vezes sairmos da zona de conforto. Com a fralda de pano moderna não é diferente, não é tão prático quanto apenas jogar a fralda no lixo, mas de longe é muito mais prático do que como era antigamente.

Por isso, achei bacana falar sobre isso hoje. Foi uma atitude que me ajudou muito financeiramente e espero que possa ajudar outras pessoas.

Enfim, além de customizar e utilizar fralda de pano, teve uma outra atitude que também me ajudou a economizar um bom trocado…

Bicicleta

Pesquisei, pechinchei e comprei uma bicicleta e comecei a ir trabalhar com ela.

Mesmo morando em uma cidade não tão pequena, com aproximadamente 700 mil habitantes, eu resolvi fazer isso.

Mas, para começar com esta atitude, temos que levar em consideração algumas variáveis, como o tempo que leva da casa para o trabalho, a distância, se o caminho é perigoso ou não, a variedade de caminho a ser escolhido, se tem lugar para deixar a bicicleta, entre outros.

Seja qual for a dificuldade, creio que sempre tem como dar um jeito, porque, além do benefício de economizar, tem a questão da poluição, e da nossa saúde, que é um investimento de longo prazo.

Por isso acho que vale a pena colocar todas as variáveis no papel, e ver se vale a pena.

Conclusão

Para quem tem dívidas e não sabe por onde começar a sair delas, essas atitudes seriam um bom começo para dar o pontapé inicial.

Não podemos deixar de lado nossa planilha de gastos. Mas quando você começa a ser uma pessoa sustentável, você acaba economizando um dinheiro no piloto automático, dando mais alguns passos para a sonhada liberdade financeira.

A sustentabilidade é algo que tem feito parte da minha vida e me ajudado no processo de minha educação financeira. É por esse motivo e alguns outros que tenho com uma das minhas metas de escrever um livro para que eu possa alcançar um público maior e despertar mais esse interesse nas pessoas. Quero mostrar o quanto podemos ter uma vida financeira mais saudável apenas mudando de atitudes, e de quebra deixando um planeta melhor para nossos filhos. 😉

……………………………………..

Sobre o autorFelipe Silva é casado, pai de uma linda menina, concursado de uma empresa de economia mista, e tem como objetivo atual escrever um livro sobre sustentabilidade e educação financeira.

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32 Responses to [Guest post] Como a sustentabilidade me ajudou a cuidar melhor das finanças pessoais. E 3 atitudes sustentáveis para cuidar melhor do seu ambiente… e do seu dinheiro também!

  1. Cida 27 de fevereiro de 2017 at 8:15 #

    Adorei as ideias do Felipe e quando lançar o livro me avise, pois vou comprar. Também aderi às customizações e consigo incentivar minhas mocinhas de 12 e 15, mas não é fácil, pois estão numa fase bem consumista. Tenho feito limonada dos limões que a vida me dá: minha máquina de lavar estragou e, no aperto financeiro, não pude comprar outra, mas lavando a roupa “na mão” percebi economia na conta de água e energia, então, estou fazendo isso. Outra lição aprendi com
    a falta d’água , que me ensinou não somente a economizar, mas também a coletar a água da chuva. Não tenho um aparato construído para isso, apenas comprei tambores e coloco embaixo das calhas, tendo o cuidado de mantê-los fechados por causa do mosquito da dengue. Já pesquisei bastante sobre a forma de tratar a água da chuva e tento convencer mais pessoas, mas como escreveu o autor do texto, também fico meio inibida, constrangida em teimar sobre o assunto, mas se a pessoa me “der corda” vou longe com minhas argumentações. O certo é que só de o céu escurecer um pouco lá estou eu preparando os recipientes, entusiasmadíssima com esse meu ato sustentável pra natureza e pro meu bolso. O plano é realmente ter uma estrutura montada, como vi várias no Youtube, pra não ter que que ficar vigiando a hora da chuva; mas eu ainda chego lá.

    Quanto à economia no gasto, coloco um balde ao lado da pia da cozinha e recolho, em uma bacia plástica, a água do enxague das louças. Vocês não imaginam o tanto de água que dá pra reaproveitar e que só dessa forma percebemos a quantidade de água quase limpa do enxague e lavagem de frutas e verduras vai pro ralo. Essa água utilizo na descarga e limpeza.

    A água do banho também recolho para a descarga. Claro que, como ficou mais mecânico (filtrar sujeira da água. da chuva, carregar baldes, colocar produto etc.), talvez alguns considerem pouco prático, mas a redução de mais de 100,00 na conta, aproximadamente 60% ou 70% faz. valer a pena.

    • Cida 27 de fevereiro de 2017 at 8:31 #

      Pessoal, desculpem-me alguma falha na escrita, mas digitei pelo celular e saiu um “di” no lugar de “da”, fora uns pontos aí que apareceram fora do lugar. Porém, em minha defesa, conto para vocês que meu smartphone está bem ultrapassado, mas pelo que estou aprendendo aqui sobre educação financeira, vou usá-lo até não ter mais jeito.
      Abraços.

      • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:10 #

        Excelente depoimento, Cida, e parabéns pelas atitudes sustentáveis!

        Quanto ao pequeno erro de digitação, não se preocupe, já editei seu comentário com a correção. :-)

        Abraços!

    • Felipe Silva 2 de março de 2017 at 14:10 #

      Legal Cida.

      É bom conhecer pessoas que pensam dessa forma.
      Também aderi métodos de coletar água para reutilizar, infelizmente não consigo coletar água de chuva por morar em apartamento, mas faço o que eu posso.
      Mas já estou mexendo os pauzinhos para mudar para uma casa.
      Outra coisa que tenho vontade em fazer, é utilizar composteiras doméstica, para gerar adubo para uma futura mini horta.
      Mas parabéns pela atitude e não desista de incentivar as meninas, pois tudo isso e para o bem e o futuro delas. =]

  2. Jose 27 de fevereiro de 2017 at 8:51 #

    Sempre q eu leio esse tipo de texto relacionando “coisas” à educação financeira eu lembro do Victor Sierra Fox com o blog dele. Qto mais eu penso, mais eu acho difícil separar sobrevivencialismo de educação financeira. Esse exemplo do post é mais um exemplo de ação sobrevivencialista aplicada à economia. É aquela famosa frase do George Soros: “Primeiro sobreviva, deixe para ganhar dinheiro depois.” E “sobreviva” inclui não diminui a dependência de terceiros (estado, outras pessoas, companhias de água, luz e esgoto, etc).

    Eu acho q sou bastante sustentável. Só de não querer ter filho eu já acho q serei um exemplo de sustentabilidade.

    • Felipe Silva 2 de março de 2017 at 14:22 #

      Oi José.
      É realmente esses dois termos estão bem interligados.
      Mas apenas por curiosidade. Como você entende em não ter filhos seria ser sustentável? Pergunto apenas para saber melhor como as pessoas pensam sobre o assunto. São perguntas que me ajudarão em meu projeto.
      Abraços

    • Marceline 6 de março de 2017 at 13:25 #

      Concordo demais, José!

      O mundo não precisa de mais pessoas! 7 bilhões de pessoas cagando na natureza (literalmente e figurativamente) já faz um estraguinho considerável.

      O meu presente para o mundo é deixar mais espaço e recursos naturais para as outras formas de vida.

  3. Rosana 27 de fevereiro de 2017 at 11:57 #

    Muito legal esse post e as dicas do Felipe.

    Os grandes apelos do marketing induzem tanto as pessoas ao consumo, que a maioria nem pensa em sustentabilidade, acreditam que o esgotamento do planeta ocorrerá somente em gerações distantes, mesmo vendo os eventos climáticos cada vez mais intensos e frequentes.

    Geleiras derretendo, efeito estufa e poluição aumentando…. são tantos fatos tão claros, mas isso não é interessante ser divulgado pela grande mídia como deveria, até porque quem são os grandes anunciantes? A maioria são os que causam mais poluição e exploração exagerada dos recursos naturais.

    Além disso, há o protecionismo, que impede que grandes e significativas ações sustentáveis sejam utilizadas em grande escala.

    Para mim, o maior exemplo nesse sentido são as fontes geradoras de energia. Em pleno século XXI, combustíveis fósseis ainda são utilizados em larga escala, poluindo e piorando ainda mais a situação. Porque a energia solar, o hidrogênio e o dínamo ainda não são utilizados em motores de carros, caminhões e ônibus?

    Além disso, no Brasil, que possui alta incidência solar durante todo o ano, porque não é incentivado o uso de painéis solares fotovoltaicos em larga escala?

    Por que ainda se utiliza a energia hidrelética, que causa grandes e muitas vezes irreparáveis impactos ambientais ao local de instalação? E o pior, utiliza-se também a energia nuclear, o que é até uma vergonha um um país que possui tantas opções sustentáveis. Poderia utilizar-se a energia maremotriz, eólica e solar de forma muito abrangente. O Brasil poderia ser um grande (e talvez o único) exemplo para o mundo nesse sentido, devido às dimensões geográficas, clima, solo, etc.
    Enquanto isso não ocorre por aqui, Israel, em pleno deserto, sempre surpreende nesse sentido.

    Outra coisa que nossa cultura abraçou de forma muito intensa é o uso de fertilizantes químicos. Por que não utilizar os naturais, que são as sobras do que não será utilizado para alimentação humana e animal? Para o controle de pragas, há também opções naturais muito boas. Eu costumo utilizar o neen e sempre obtenho resultados muito satisfatórios.
    Não sei se vocês conhecem o Projeto Mandala, é sobre a sustentabilidade na agricultura. Há muitos videos no Youtube, vale a pena conhecer. Acho tão legal esse sistema, que inclusive foi o tema que escolhi para o meu trabalho de monografia.

    Há muitas maneiras de termos atitudes sustentáveis no dia-a-dia, basta boa vontade e criatividade.
    Eu ainda espero conseguir morar não tão longe do meu emprego para também poder ir de bicicleta. Ou à pé.

    Abraços,

    • Felipe Silva 2 de março de 2017 at 16:02 #

      É Rosana! infelizmente há muitos interesses econômicos envolvido para que as atitudes sustentáveis sejam divulgadas em grande escala. E a mídia é uma das maiores vilãs em toda essa história.
      Mas acredito, ou tenho fé pelo menos, que isso vai mudar.
      Como?
      Através da Internet mesmo. Aqui qualquer um pode divulgar sua mensagem, assim como o Valores Reais e seus seguidores estão fazendo. (Parabéns a todos)
      E muitas pessoas já estão migrando da TV para internet, devido à comodidade, por assistir o que quiser a hora que quiser.
      Isso está proporcionando que criemos jovens pensantes e não apenas pessoas aprisionadas na “Corrida Dos Ratos”.
      É engraçado …
      Essa semana mesmo assisti um vídeo do Murilo Gun, um futurista e apaixonado pela tecnologia e criatividade, falando sobre energia solar.
      Há rumores totalmente plausíveis de que automóveis movidos a energia solar só não são divulgados, pois grandes empresas de petróleo compram essas idéias.
      Mas que hoje…
      O Bill Gates financia muitos projetos, alguns sustentáveis. E agora fica pergunta. Quem irá calar o Bill Gates? Ele já tem bastante dinheiro né…
      É! …sou um pouco otimista sobre tudo isso. Mas precisamos mais disso no mundo.
      Ahn … e uma coisa interessante que o Murilo também falou “Além da energia solar ser de graça, ela é WIFI”. Rs
      Mas é isso ai. A verdade é que existe muitas idéias sobre ser sustentável e o nosso bolso e o nosso Planeta agradece.
      Vou ver esse projeto Mandala, valeu pela dica.
      Abraços

    • Matador 4 de março de 2017 at 10:46 #

      Rosangela,

      Adorei seu depoimento e gostaria de saber se através deste projeto Mandala é possível manter toda a produção agrícola necessária para a manutenção da humanidade?

      Por que ainda utiliza-se a energia hidrelética, que causa grandes e muitas vezes irreparáveis impactos ambientais ao local de instalação? E o pior, utiliza-se também a energia nuclear, o que é até uma vergonha um um país que possui tantas opções sustentáveis.

      As pessoas estariam dispostas a pagar mais para ter energia? O que fazer em caso do vento parar, o céu ficar nublado, etc? Quais seriam as energias que estariam disponíveis de maneira constante?

      A produção de baterias e painéis fotovoltaicos também é uma agressão a natureza tremenda.

      Além disso, no Brasil, que possui alta incidência solar durante todo o ano, porque não é incentivado o uso de painéis solares fotovoltaicos em larga escala?

      Concordo contigo que nesta parte os governos brasileiros estão perdendo uma ótima oportunidade, principalmente na energia eólica. Mas não para grandes produções e sim para as pequenas geradoras habitações urbanas.

      Não vi nenhum governo abrir linhas de financiamento e/ou redução de alíquotas para compra geradores de energia limpa o que alavancaria o mercado.

      Vamos conversando e fiquei muito interessado neste projeto Mandala, caso este for uma maneira de conseguir comida a preços acessíveis para toda a humanidade e possibilitando inclusive o plantio em terras como Israel ou o semi árido brasileiro.

      Sds

    • Guilherme 6 de março de 2017 at 14:18 #

      Excelentes comentários, Rosana!

      De fato, muitas atitudes sustentáveis não são realizadas ainda, em grande parte, devido ao fato de serem desaprovadas por poderosos grupos econômicos.

      Mas as coisas estão mudando, e acho inevitável que no futuro isso venha a ocorrer.

      Recentemente, li que a Nestlé, talvez o maior grupo alimentício do mundo, teve queda nas receitas porque, segundo a reportagem, os consumidores estariam aderindo à compra de produtos alimentícios mais sustentáveis e saudáveis.

      Isso fez com que ela repensasse sua estratégia de fabricação de alimentos de alguns departamentos, tentando recuperar essa fatia do mercado.

      Acho a sustentabilidade um caminho sem volta, até por uma questão de necessidade, de salvar os recursos naturais do planeta, que são limitados, e de dar opções mais condizentes com a natureza, para as pessoas que habitam esse planeta.

      Abraços!

  4. Luciene 27 de fevereiro de 2017 at 14:05 #

    Parabéns! Artigo muito bom e esclarecedor. Me deu muitas ideias

    • Felipe Silva 2 de março de 2017 at 14:53 #

      Que bom. =]

  5. Leitor Investidor 1 de março de 2017 at 0:06 #

    Parabéns ao Felipe Silva. A sugestão da fralda de pano já tinha ouvido falar, porém com uma explicação completa assim é a primeira vez. Certamente vai ajudar a enfraquecer o preconceito das pessoas com a fralda de pano, já reduziu o meu pelo menos.

    Aproveito esse espaço para deixar minha sugestão, tenho uma pequena horta em que aproveito um pouco do lixo orgânico como adubo. Economia nos alimentos e menor produção de lixo.

    • Felipe Silva 2 de março de 2017 at 14:32 #

      Obrigado Leitor Investidor!
      Mas a ideia de fazer uma horta com lixo orgânico me fascina, pois minha esposa leva bastante a sério uma boa alimentação.
      Isso é tão bom para o nosso bolso quanto para nossa saúde.
      Só não aderi ainda essa prática, pois como falei para Cida, moro em apartamento. Por enquanto!
      Parabéns!
      Abraços

  6. Armando 3 de março de 2017 at 2:32 #

    Esse blog tem um público diferenciado. Só aqui li sobre parto natural, fralda de pano. Não penso em ter filho, mas sempre que toco nesses dois assuntos o povo faz uma cara…

    Sou feliz por ir de bike ao trabalho. Pra mim leva o mesmo tempo, mas a satisfação, o prazer, é incalculável. Muito estressante o transporte público, o trânsito, a poluição. Usar o carro nesse caso seria um desperdício.

    • Felipe Silva 6 de março de 2017 at 8:07 #

      Legal Armando, também sinto uma grande satisfação em usar a minha bike. Quando da a hora de ir embora do trabalho e o tempo está fechado, confesso que me da uma tristeza só de pensar que vou ter que enfrentar o transporte público.

  7. José Barbosa 5 de março de 2017 at 18:57 #

    Muito bom texto Felipe!

    Parabéns a vocês pelas atitudes sustentáveis. Que isso sirva de exemplo para muitas pessoas e que assim deixemos o consumismo exagerado para trás!

    Grande abraço!

    • Felipe Silva 6 de março de 2017 at 8:13 #

      Obrigado José,
      É então, esse é um dos maiores problemas na vida financeira das pessoas.
      Abraços.

  8. Roninho 5 de março de 2017 at 19:12 #

    Muito bom seu post Felipe, parabéns! Sobre consumismo, aquela história né; Muitas pessoas gastam o que não podem, pra comprar coisas que não precisam, com objetivo de impressionar quem elas não gostam. Sobre sustentabilidade esse é um assunto muito necessário e urgente hoje em dia.

    • Felipe Silva 6 de março de 2017 at 8:14 #

      Obrigado Roninho,
      Exatamente isso. =]
      Abraços

  9. Angelita Souza 5 de março de 2017 at 20:13 #

    Gostei muito Felipe, acho que as escolas deveriam entrar com o tema sustentabilidade desde cedo para todas as crianças, assim elas já crescem com consciência de como é importante cuidar da natureza e no final ainda economizam. Parabéns!!!

    • Felipe Silva 6 de março de 2017 at 8:22 #

      Com certeza Angelita, felizmente minha filha estuda em uma escola pública ( de ótima qualidade ) e creio que 80% dos brinquedos lá são customizados. Fico impressionado com a criatividade dos professores de lá. Muito legal. Mas o ideal seria esse assunto ser discutido em todas as idades.
      Obrigado
      Abraços

  10. Ilza Nogueira 5 de março de 2017 at 22:14 #

    Muito bem Felipe, parabéns pela sua atitude! Isso vai ajudar muita gente.
    Abraço!

  11. Felipe Silva 6 de março de 2017 at 8:23 #

    Obrigado Ilza. Assim eu espero. =]

    • Lucas 27 de março de 2017 at 21:28 #

      Felipe, por um acaso você mora em Minas Gerais?

  12. Rafael Silva 7 de março de 2017 at 9:31 #

    Excelente texto Felipe!

    As grandes empresas vendem falsas ideias de felicidade ligada ao seus produtos, o que aprisiona cada vez mais as pessoas a esse consumismo.

    Atitudes como essas que você e seus leitores citaram ajudarão cada vez mais a nos libertarmos.

    Em um documentário chamado “Power”, além de muita informação, mostra como os barões do petróleo tentaram de todas formas comprar a ideia de um cara que criou um carro movido a água! Ele não vendeu seu projeto mas deram um jeito de atrapalhar toda a vida dele.

    Enfim, quando consumimos demais é que damos esse poder a essas grandes corporações. Deixar de sustentá-los é o primeiro passo para nossa liberdade.

    Mais uma vez parabéns! E por favor traga-nos mais ideias!

  13. Jacqueline 7 de março de 2017 at 19:31 #

    Texto muito inspirador. Abracei no começo do ano um estilo mais frugal e minimalista. É uma longa caminhada, mas tenho preferido minha vida assim :)

  14. Frugal Simple 12 de março de 2017 at 0:05 #

    Amigo, voltei com o blog reformulado.

    Vou postar apenas em inglês, mas você pode ver em português traduzindo com o plugin do Google que coloquei lá.

    O intuito da mudança é pra eu me forçar a escrever em inglês e também para o blog ganhar o mundo.

    A linha do blog continua a mesma: ações, ETFs, investimentos no exterior, John Bogle, comportamento pessoal, biografias, livros, sites, dicas de economias pessoais, superação, trabalho e estudo, Jéssica Chastain também.

    Atualização mensal e resultado anual continuam. Análise de resultados de ações brasileiras sempre que sair o anual.

    Mudei o sistema de comentário para o sistema do Disqus (lê-se “Discuss”), essa é uma ferramenta muito bacana pq assim vc vai ver todos os seus comentários e suas respostas e discussões num canto só, se não conhece se cadastre no site Disqus.com vale a pena sim.

    Agora dá pra treinar o inglês lá e deixar sua participação. Você está no meu blogroll.

    Grande abraço,

    Frugal Simple.

    • Guilherme 12 de março de 2017 at 11:36 #

      Excelente, Frugal, parabéns por mais essa iniciativa pioneira na blogosfera brasileira!

      Vou participar lá também!

      Um forte abraço!

  15. Marta 24 de março de 2017 at 22:40 #

    Excelente artigo! De fato cada um de nós precisa analisar seriamente a forma que vivemos. O consumismo chegou a um nível insuportável ao planeta e estamos vendo as consequências hoje. E aplicando dicas como essas nossa economia é enorme quando somada por um tempo mais longo, e pode mesmo fazer uma grande diferença em nosso bolso e para nosso planeta.

  16. Andrezza Roberta Penteado 25 de maio de 2017 at 9:30 #

    Parabéns pelo site! Artigos de muito conteúdo e de boa qualidade.

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