Quanto mais tempo você atrasa sua independência financeira, mais próximo fica de uma espiral de onde não tem como escapar

“Quanto mais tempo você atrasa sua independência financeira, mais próximo fica de uma espiral de onde não tem como escapar” (autor: Conhecimento Financeiro)

Lendo o artigo “Feriados te deixam pobre“, do ótimo blog Conhecimento Financeiro, me deparei com a frase acima, dita por ele na caixa de comentários, que achei magistral, a ponto de desenvolver as ideias contidas nesse post a partir dessa singela, mas poderosa frase, que se conecta diretamente a um texto que li semanas atrás – e eu gosto muito de associar e conectar diferentes fontes de conhecimento, absorvidas em diferentes lugares e em diferentes espaços de lugar e tempo, para explicitar uma ideia única. 😉

Observe que coisa interessante: ele não colocou a frase no futuro condicional, tratando o caso como se fosse uma hipótese (quanto mais tempo você atrasar sua independência financeira, mais próximo ficará de uma espiral de onde não tem como escapar).

Não.

Ele colocou a frase no presente, pois sabe que essa é uma realidade que acontece concretamente nos dias atuais, e cujos efeitos negativos inevitavelmente ocorrerão no futuro (quanto mais tempo você atrasa sua independência financeira (IF), mais próximo fica de uma espiral de onde não tem como escapar). Quanto mais tempo atrasa a IF, mais próximo fica do buraco. É o futuro sendo moldado constantemente pelo presente: atrase hoje sua IF, e, com isso, cave mais fundo um pouquinho o poço de onde não tem como escapar.

A discussão girava em torno do velho dilema “gastar hoje ou poupar para o futuro”: alguns leitores falavam que era melhor gastar e consumir, ou seja, “aproveitar” a vida, em detrimento do futuro, que pode não chegar; mas o CF defendia uma tese contrária, que equilíbrio era necessário, uma vez que o futuro pode chegar. “E o futuro chega”, como já dizia o amigo Conrado Navarro. Eis o comentário completo do Conhecimento Financeiro naquele artigo:

“Segurança é vital pra ficar rico. Não dá pra viver preocupado se vai ser assaltado ou levar um tiro. Veja meu caso, se neste momento eu sofresse um assalto na loja, teria que fechar as portas, e no Brasil isso seria bem mais provável de ocorrer. Aposto que muitos empreendedores têm que se preocupar com segurança e somar isso aos custos iniciais de abrir um negócio, e por isso nunca abrem.

Cada um deve definir a elasticidade desses conceitos. De maneira geral, eu concordo com você em aproveitar esta nossa curta vida, mas para mim vale mais a pena pagar o preço antes e curtir mais depois. Não consigo aceitar ter uma vida medíocre de classe média baixa brasileira (na minha opinião, pobre) para sempre. Prefiro aportar ao máximo até pelo menos ter o luxo de perder o emprego e não morrer de fome.

Quanto mais tempo você “atrasa” a IF, mais próximo fica de um espiral de onde não tem como escapar. Com o passar dos anos, os financiamentos, estabilidade no emprego e filhos vêm, aí fica mais difícil”.

Algumas frases têm esse poder de nos trazer reflexões mais profundas sobre os efeitos do tempo na acumulação (ou não) de patrimônio, e essa frase, em particular, me chamou a atenção, pois vem carregada de sentido, densidade e significado, uma vez que o tempo vem passando cada vez mais rápido. Quando eu escrevi algumas notas num pedaço de papel em 2010, definindo alguns objetivos pessoais para serem cumpridos num prazo de 5 anos, em 2015, eu não imaginava que esses 5 anos passassem tão rápido.

Em verdade, eles não só passaram muito rápido, como já ficaram bem pra trás, e lá se vão 2 anos desde o encerramento do “prazo”.

Já estamos em 2017, e, num piscar de olhos, 2020 estará ali, na linha do horizonte.

Pois bem, dentro desse contexto todo, de aceleração cada vez maior do tempo (pelo menos numa percepção subjetiva), a mensagem central do texto de hoje consiste exatamente nesse alerta: não seja ingênuo de acreditar que sua aposentadoria estará garantida por ser servidor público, que 2040 está muito longe, que tomando empréstimos consignados a vida poderá seguir seu prumo, ou que se eu começar a poupar e economizar somente daqui a 10 anos ainda haverá tempo. Nada disso. O recado de hoje é claro: “quanto mais tempo você atrasa sua independência financeira, mais próximo fica de uma espiral de onde não tem como escapar”.

O tempo, além de não parar, corre numa velocidade cada vez mais rápido à medida que, com o perdão da redundância, ele passa. Não há como escapar do futuro se você chegar vivo até lá. Você precisará de saúde (para viver bem), e de dinheiro (para viver melhor).

E, para ter dinheiro, repito, não há nada mais libertador e garantidor do que conquistar, por mérito próprio, a independência financeira, ou seja, ter patrimônio acumulado capaz de gerar renda passiva suficiente para viver, independentemente de filhos, aposentadoria, empréstimos consignados, ou emprego.

Aaaaahhhhh…. mas eu vou começar tarde

Muitas pessoas que estão lendo esse artigo, e que só a partir desse momento da vida, em 2017, se deram conta da importância de poupar e economizar para o futuro, podem estar se lamentando: “ah, mas eu já tenho 30 anos, 40 anos, 50 anos… é muito tarde para mim, não tem jeito, vou ter que me contentar com uma miséria de aposentadoria, vou me socorrer dos consignados e blá blá blá, e blá blá blá”.

NÃO!

Só não começa quem não quiser. Só não conquista quem não for atrás.

Ninguém é velho demais o suficiente para conseguir aquilo que está no blog – exceto, é claro, se o tempo de vida restante for demasiadamente curto para atingir o que for proposto no artigo.

Não importa se você já tem 37 anos de idade, ou 47 anos de idade: o importante é executar o conhecimento no instante em que ele for adquirido.

Se você está tomando contato com essas ideias no dia de hoje, é seu dever executá-lo desde já. “Como?”, você se perguntaria, se sequer você está fazendo planilhas de controle de gastos, não sabe quanto gasta, e não sabe quanto ganha.

Simples: instalando barreiras mentais. A primeira providência para quem não quiser atrasar ainda mais a independência financeira, e está no nível zero ou nível um de educação financeira (numa escala de 0 a 10), é parar de gastar, pois essa é a causa número 1 dos problemas do não atingimento da independência financeira em praticamente 100% dos casos.

Você, portanto, deve instalar uma barreira mental que o impeça de acionar a carteira ou o cartão de crédito toda vez que se sentir tentado a consumir.

Mas isso só não é suficiente. Você deve instalar barreiras mentais ligadas às emoções.

E isso porque as emoções são o principal responsável por você gastar acima de suas posses, acima de sua renda. Lembra do que a leitora (viu como eu corrigi, Camila? 😀 ) disse em um post anterior, de que gastar deve doer na alma e no coração?

Pois é, é isso que você deve fazer, pois é através das emoções que as empresas chegam até seu bolso.

E tudo isso tem, por incrível que pareça, uma explicações que deita raízes no próprio funcionamento biológico de nosso organismo. Explicando em termos bem simples, o nosso cérebro primeiro desenvolveu a amígdala (não é a que fica na garganta, mas sim a do cérebro), e essa peça do cérebro é a responsável por, digamos assim, “gerenciar” as nossas emoções, como raiva, medo, amor etc.

Somente milhares de anos depois é que o nosso cérebro foi capaz de desenvolver o córtex pré-frontal, que “está relacionado ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social” (fonte: Wikipedia). É a parte do cérebro responsável pelo planejamento de longo prazo.

Para facilitar a aprendizagem, pense em dois círculos concêntricos: no círculo maior, está o córtex pré-frontal; e, no círculo menor, a amígdala. O que você tem que fazer urgentemente é domar a amígdala, pois é a parte do nosso cérebro mais visada pela poderosa indústria do marketing e do consumo.

Quando você vê uma propaganda assim:

Propaganda Jeep

O que o fabricante do carro está querendo é se apoderar da sua amígdala cerebral, de aprisioná-la. Se ele conseguir fazer isso, se ele conseguir dominar sua amígdala cerebral, é inevitável que, quando os sentimentos provocados pela imagem chegarem ao córtex pré-frontal, essa parte do cérebro esteja fragilizada e… voilá! R$ 150 mil (é esse o preço desse carro?) saem da conta de seu banco. E atrasem ainda mais sua independência financeira.

Ele entrou numa espiral de onde não tem como escapar mais: o caso do aposentado com 7 empréstimos consignados

Infelizmente, a realidade da imensa maioria dos aposentados brasileiros é uma realidade de dependência financeira. Dependência, não independência. Dependência do governo. Dependência dos filhos. Dependência dos bancos. Mais especificamente, dos empréstimos consignados dos bancos.

Se você acha que o título desse artigo não tem nada a ver com você; que a aposentadoria do INSS/RPPS vai te sustentar no futuro; então te convido a conhecer a história do Olavo.

Olavo é um aposentado de 65 anos, recebe R$ 3 mil de aposentadoria, e, em entrevista ao Estado de S. Paulo, afirmou:

“Estou até o pescoço de consignado”.

Ele tem nada mais nada menos do que 7 empréstimos consignados, que abocanham, mensalmente, R$ 1 mil, dos R$ 3 mil que recebe.

O último empréstimo consignado que pegou, no valor total de R$ 1 mil, foi para “pagar as contas em dia”.

Ele diz:

“A vida de um aposentado é terrível: recebemos todo dia um, dois ou três telefonemas de alguém querendo emprestar dinheiro ou fazer portabilidade de empréstimos antigos, uma maneira de cair na malha dessa gente”, reclama Santos. Ele observa que, para o mercado, aposentado é sinônimo de uma pessoa que está bem de vida, não precisa mais trabalhar.

A última frase da reportagem, dita por ele, é a antítese perfeita (e triste) daquilo que estou querendo passar a vocês:

“Para mim, não dá para viver sem o consignado.”

Aí eu pergunto: e você? Até quando vai atrasar sua independência financeira? Quer passar a parte final da sua vida dependendo de consignados? Quer passar a parte final da sua vida numa espiral de onde já não terá mais como sair?

Conclusão

Aproveite enquanto ainda dá tempo para cuidar melhor de suas finanças, diminuir os gastos, e aumentar a renda.

Aproveite enquanto ainda dá tempo para deixar de ser um endividado, e passar a ser um investidor.

Aproveite enquanto ainda dá tempo para mudar profundamente seus hábitos de consumo, ser uma pessoa frugal, e ler mais livros e blogs de educação financeira e investimentos.

Aproveite enquanto ainda dá tempo para mudar sua mente, e construir um presente mais responsável, e moldar um futuro de menos dependência dos outros.

A responsabilidade é sua, as ferramentas existem, e o tempo (ainda) está à sua disposição. Não desperdice essa oportunidade, pois a pior coisa que existe é entrar definitivamente numa espiral de onde não terá mais como escapar.

E aí, mãos à obra? 😉

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39 Responses to Quanto mais tempo você atrasa sua independência financeira, mais próximo fica de uma espiral de onde não tem como escapar

  1. Frugal Simple 27 de março de 2017 at 0:10 #

    Opa Guilherme! Belo post como sempre.

    Essa história toda me lembrou a capa do livro do Décio Bazin

    “Fique rico com ações antes que seja tarde”

    Esse título é primoroso e poderoso, além de ser a mais pura verdade.
    Veja o caso de quem comprou ambev, itaú, americanas, bradesco, cemig, vale e petrobrás há uns 20 anos atrás, estão todos ricos se aportaram bem, com um preço médio bem baixo e um yield lá em cima.

    Veja hoje em dia como estão caras as ações de Google, Facebook, IBM, Microsoft e outras tantas empresas boas nos EUA, o SP500 também está num topo histórico, assim como o Dow Jones.

    Vejo que a bovespa AINDA está bem barata hoje em dia, com um CAPE baixo em relação a outros países e o Brasil ainda tem muito por crescer. Pessoal que não entrar em ações agora vai ter muito a perder daqui a 20 anos quando os múltiplos estiverem realmente muito altos. Com essa RF e Tesouro direto pagando no máximo 5%a.a de juros reais na melhor das hipóteses e com tendência a baixar, a única saída para aumentar patrimônio vai ser ações.

    Particularmente tenho muita urgência em atingir logo minha IF pelos motivos citados e pelo futuro tenebroso para a questão previdenciária no Brasil.

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:51 #

      Excelente comentário, amigo Frugal!

      De fato, esse é um ótimo momento para comprar mais ações e, assim, formar um patrimônio consistente de ativos financeiros de qualidade.

      Abraços!

  2. Marcos 27 de março de 2017 at 8:23 #

    Ótimo artigo;!

    Nos alerta sobre as trocas intertemporais e sóbre o valor do amanhã.

    Reflexão necessária.

  3. Einstein 27 de março de 2017 at 8:24 #

    Guilherme parabéns por esse texto INCRÍVEL. Eu tenho 21 anos e gostaria que os meus amigos da mesma faixa etária pudessem ler esse texto, mas infelizmente eles não se interessam por isso, pois acreditam que serão jovens para sempre. Mas tudo bem, eu irei compartilhar no meu blog, pois lá sim eu encontro pessoas interessadas.

    Acho incrível como as pessoas ignoram a busca pela independência financeira, e deixam as coisas acontecerem. Lembro como se fosse ontem, eu com os meus 19 anos de idade sonhando em ser milionário. 2 anos se passaram e eu não tinha guardado absolutamente nada. Eu entrei em shock cara, porque me toquei que assim como esses 2 anos passaram voando, 20 anos passariam também.

    Enfim, não quero terminar como o senhor de 65 anos citado no texto. E por isso vou fazer a minha parte, e influenciar outras pessoas a fazerem isso, ASSIM COMO VOCÊ ESTÁ FAZENDO.

    Forte abraço. Att Einstein.
    einsteindosnegocios.blogspot.com.br

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:53 #

      Olá Einstein, incrível a sua determinação sendo tão jovem, você está de parabéns também!

      É verdade, as pessoas nessa sua faixa etária estão pouco preocupadas em relação ao futuro. Parabéns por ter tomado um rumo diferente, você verá a diferença logo logo.

      Abraços!

  4. Isabela 27 de março de 2017 at 9:07 #

    Bom artigo, Guilherme! Obrigada por nos fazer refletir sempre de maneira a viver melhor no futuro! Sim, ainda da tempo de mudar nossos valores e começar uma nova história. É só ter consciência e vontade de fazer diferente!

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:54 #

      Obrigado, Isabela, sem dúvida, tudo começa na mente, as mudanças, as transformações, a vontade de fazer algo novo que traga impactos positivos em nossas vidas!

      Abç!

  5. Sandro 27 de março de 2017 at 9:22 #

    Não precisamos nos preocupar se vamos ser assaltados. O governo já garante que somos assaltados todos os dias em favorecimento aos nossos “representantes” sejam de qual partido quiserem.

  6. Felipe Silva 27 de março de 2017 at 11:22 #

    Bom dia Guilherme,

    Ótimo Artigo!

    É o tal da Procrastinação! Por isso a grande importância da clareza de nossos objetivos.
    Trabalho com um amigo na qual de quando em quando fazemos vistoria em empreendimentos. E na maioria destas vezes me deparo com ele falando que quer montar alguns pontos comerciais para alugar.
    Então eu o provoco perguntando porque ele não faz isso agora.
    E lá vem a resposta: “Esperar as crianças se formarem né!”.
    Eu não me contento com a resposta e continuo o provocando (no bom sentido), quem sabe ele comece a realizar esse sonho o quanto antes.

    Abraços e uma boa Semana.

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:55 #

      Valeu, Felipe!

      É isso mesmo: temos que continuamente fazer a nossa parte, alertando as pessoas sobre a importância de agirem o quanto antes.

      Abraços e boa semana também!

  7. Cleiton Oliveira 27 de março de 2017 at 11:38 #

    Excelente artigo Guilherme. Caso a pessoa não tenha iniciado seus investimentos para o futuro, o melhor momento é sempre agora.

    O importante é começar, dar o primeiro passo, porque se não tomar nenhuma ação hoje, no futuro irá reclamar como tantas outras pessoas por ter desperdiçado tanto tempo.

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:56 #

      Obrigado, Cleiton!

      É isso mesmo: dar o primeiro passo. É vital para uma jornada de sucesso!

  8. Douglas 27 de março de 2017 at 12:24 #

    Cada ano que você deixa pra começar a investir depois você perde a última coluna de juros. Um ano apenas pode ser a diferença entre ser milionário ou não.

    Outro bom exemplo para mostrar bem claro é a famosa estória do João, que começou a investir com 19 anos e parou com 26. Enquanto Maria começou a investir a mesma quantidade com 26 anos e investiu até os 65 anos e NUNCA alcançou o João. João ficou milionário aos 65 anos e Maria aos 65 tinha 200 mil a menos.
    http://www.lifehack.org/325117/why-you-should-start-investing-early-possible-infographic

    Isso me deixa um pouco triste. Sempre investi dinheiro, desde os 18 mas gastei comprando um carro a vista. Bem provável que este carro me deixou para trás na corrida por 1 milhão em várias décadas. Um lição que aprendi: nunca gaste seu patrimônio e sim a renda gerada pelo patrimônio. Mas não sabia disso tão jovem.

    • Rosana 27 de março de 2017 at 16:25 #

      Douglas,

      Gostei do link que postou. Impressionante, quanta diferença!

      Sobre o carro, vivendo e aprendendo.
      Pelo menos, você conseguiu ter consciência disso relativamente cedo, pois muitas pessoas chegam aos 50, 60, 70, 80 anos e não aprendem o que você disse (o patrimônio não deve ser utilizado, mas somente a renda).

      Abraços,

    • Renato C 27 de março de 2017 at 23:18 #

      Douglas,

      Estupendo este link passado por ti. Estou estupefacto e, embora eu tenha visto matematicamente o que acontece, o senso comum não matemático indica o contrário e a cabeça dá um nó (risos).

      Apenas por ter começado mais jovem, aquele que contribuiu por 8 anos fica com mais dinheiro do que aquele que contribuiu por 39 ANOS (o mesmo valor) !!!

      Ainda estou tentando digerir… é o poder dos juros compostos…

      Sua lição arremata isto tudo: nunca gaste seu patrimônio e sim a renda gerada pelo patrimônio.

      Obrigado pelo link!

      • Douglas 28 de março de 2017 at 11:55 #

        Realmente Renato, dá um nó na cabeça. Quer ser milionário aos 65 anos? Invista 166 reais por mês, dos 19 aos 26 anos. Pronto. Basicamente qualquer um pode fazer isso.

        No entanto, se colocarmos a inflação nesses 46 anos de investimento do exemplo, a estória começa a ficar diferente. E é por isso que temos que investir sempre, mesmo depois de aposentado como o Edson falou.

        Costumo falar que o nosso salário não é corrigido com a inflação e muitas vezes nem mesmo o preço dos serviços que prestamos como empresários ou autônomos. O preço de uma recarga de tinta da impressora, de um toner ou mesmo de um corte de cabelo ou consulta ao psicólogo, não atualiza conforme a inflação, mas a nossa renda passiva costuma sempre se atualizar conforme a inflação. Essa é uma renda maravilhosa, pois além de não depender do trabalho, aumenta conforme a inflação.

    • Adriana 29 de março de 2017 at 15:59 #

      Douglas,

      Que link, cara! Obrigada por compartilhar!

      Imprimi a ilustração e coloquei na minha “pastinha do futuro” ou cápsula do tempo.

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:57 #

      Excelente artigo, Douglas!

      Esse artigo mostra o enorme poder de começar a investir tão cedo quanto possível.

      Obrigado por compartilhá-lo conosco!

      Abç!

  9. ANDRE R AZEVEDO 27 de março de 2017 at 14:40 #

    Olá Guilherme! Excelente, é isso aí, ratifico todas suas ideias! O melhor momento é o agora!

    A propaganda que vc colocou do jipão reforça a tese de que o maior entrave para as pessoas começarem a poupar é a vergonha que elas sentem em não possuir algo.

    A propaganda é isso: vende a possibilidade de evitar a vergonha. A vergonha de não possuir o carro bambambam, as roupas de grife, o celular da Apple, etc. E as pessoas caem como patinhos nisso.

    Uma pena que elas não percebam que o verdadeiro prazer não está aí. O verdadeiro prazer está na tranquilidade e na paz de sua vida. E isso você só consegue quando é dono de seu tempo e não é obrigado a fazer o que não quer.

    E se vc não nasceu em berço de ouro, não casou com uma pessoa milionária, e não trabalha em algo ilícito, a única forma de isso acontecer é possuir uma adequada educação financeira.

    Estamos juntos nessa divulgação!

    Grande abraço!

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:58 #

      Grande André, obrigado pelas palavras!

      Achei magistral a sua frase: “A propaganda é isso: vende a possibilidade de evitar a vergonha.”

      Bem por aí mesmo!

      Abç!

  10. Edson 27 de março de 2017 at 15:47 #

    Sou aposentado,faz três anos, posso dizer que conquistei minha independência financeira, mas também posso garantir que eu poderia ter feito melhor.
    Aos jovens, digo com toda certeza do mundo, nunca desistam de sua IF façam de tudo
    para conquista-lá, pois o prazer e a satisfação de sentir que teu esforço não foi em vão, não têm preço.
    Já ia me esquecendo: continuo poupando, pois não sei como vai ser quando tiver com 75 ou 80 ou 85 quem sabe 95.
    Se não precisar minha familha fará bom uso, pois tento ensina-los a importância da IF.

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 8:59 #

      Obrigado pela mensagem de motivação, Edson, o que ratifica o conteúdo do post.

      Abç!

  11. Rosana 27 de março de 2017 at 16:18 #

    Guilherme,

    Gostei dessa frase:
    “O importante é executar o conhecimento no instante em que ele for adquirido.”

    Acho que em tudo na vida, disciplina é fundamental. E também força de vontade e interesse, pois o que fazemos tem que fazer sentido para nós.

    Esse senhor da reportagem do jornal O estado de SP que você citou, por exemplo, disse que não consegue viver sem consignado. Já tem isso tão “grudado” na mente, que se vê dependente de tal artifício, como se não houvessem outras alternativas.

    Infelizmente o crédito fácil, pagamentos em 10x “sem juros” e tantas outras alternativas atraentes disponibilizadas pelos bancos, aliado ao marketing cada vez mais agressivo (como o da propaganda que você colocou), muitas vezes levam as pessoas a um tipo de consumo quase automático, por impulso. E mesmo com posterior arrependimento, a mesma ação é repetida muitas e muitas vezes, talvez até o final da vida!

    Com tantas informações de qualidade na internet, acho que, como eu disse, é necessário boa vontade e interesse para que o primeiro passo seja dado no sentido da independência financeira.
    No caso do Brasil, acho que a educação financeira já seria de bom tamanho para mudar um pouco esse cenário, pois a independência financeira é para poucos (me refiro aqui mais aos hábitos de consumo excessivo).

    A previdência pública pode até estar quebrando (ou não?), mas o fato é que os benefícios pagos estão cada vez mais defasados (exceto o salário mínimo), então, não é algo que deveria ser considerado como primeira opção de aposentadoria. É o que penso.

    Como o André Azevedo (do Viagem Lenta) disse uma vez, seria interessante primeiro pensarmos nos investimentos mensais e só após isso pensar em gastar com consumos diversos. Invertendo a maneira como aprendemos, passamos a dar mais valor ao nosso próprio dinheiro.

    Abraços!

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 9:01 #

      Excelente depoimento, Rosana!

      Você disse tudo: o brasileiro médio é acomodado, não tem interesse em se educar para ter uma vida melhor, logo, terá que arcar com as consequências negativas de seus atos.

      Abraços!

  12. 27 de março de 2017 at 17:58 #

    Oi Guilherme!! Obrigada pela correção kkkkkk!! Mais um excelente artigo, como sempre! Tenho alguns amigos que estão bem complicados financeiramente, e desde que tomei conhecimento disso, indiquei alguns blogs de que gosto (o seu inclusive) e dei muitas dicas de como proceder. No começo, tudo foi rejeitado, por envolver o enfrentamento do problema, assumir a própria culpa por estar naquela situação e as privações temporárias para colocar a vida nos eixos. Mas eis que essa semana uma das minhas amigas me ligou, dizendo que está acompanhando o blog e colocou em prática as dicas que eu dei e a situação está melhorando a galope!! Fiquei muito feliz!! Eu mesma estou estudando mais para conseguir algo melhor em um futuro breve. Não conseguimos resultados diferentes fazendo a mesma coisa!! Obrigada mais uma vez!!

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 9:02 #

      Oi Cá, obrigado!!!!

      Fico feliz que sua amiga tenha dado o “start” para melhorar a vida financeira dela. Afinal, quando descobrimos uma coisa boa, temos logo a vontade de compartilhá-la, para que mais pessoas se beneficiem dela.

      Abraços!

  13. 29 de março de 2017 at 11:22 #

    Olá, Guilherme! Desde que descobri o blog nunca mais deixei de acompanhar! Preciso de uma orientação urgente! Sou casada, mãe de duas crianças e servidora pública federal. Desde que casamos, eu e meu marido começamos a meter os pés pelas mãos e caímos na ilusão do crédito fácil do cartão de crédito. Perdemos o controle da situação e acabamos entrando em algo pior: inúmeros empréstimos (CDC e consignados) para quitar os cartões. Pura ilusão. Mais de 8 anos se passaram e as coisas só foram piorando, infelizmente. Hoje o valor da dívida tomou uma proporção astronômica e não sabemos mais o que fazer, pois com os salários comprometidos com os consignados, não sobra mais o necessário para as despesas mensais. Temos um apartamento cujo saldo devedor é de 39 mil. Vendendo esse ap e quitando seu saldo devedor não conseguiremos quitar integralmente a dívida dos empréstimos, mas faltaria bem pouco. Guilherme, você acha que seria o melhor a ser feito? Ficaríamos praticamente sem dívidas e teríamos que começar do zero para a compra de outro imóvel. Com filhos tudo parece mais grave e preocupante. . Por favor, se puder, me ajude. Obrigada!
    OBS: Se alguém quiser me dar uma luz…aceito de bom grado!

    • Felipe Silva 30 de março de 2017 at 20:32 #

      Oi Rê.

      Tenho uma boa notícia. Você já deu o primeiro passo, que é reconhecer e pedir ajuda para melhorar sua situação financeira. E tenho certeza que você escolheu o lugar certo para pedir auxílio, não sou leitor antigo do blog, conheço ele a pouco tempo, mas já vi que além do Guilherme tem outros seguidores que sempre traz conteúdo de qualidade aqui, tenho aprendido muito com eles.
      Creio que um dos próximos passos, seria ter CLAREZA, entre você e seu marido, para que ambos obtenham o mesmo o objetivo.
      Ambos teriam que estar dispostos a cooperar para seguirem o mesmo caminho. E dependendo da idade dos seus filhos, conversar com eles sobre pelo o que estão passando, e que talvez tenhas algumas mudanças.
      É infelizmente terá que fazer algumas mudanças, como disse a Cá em um dos comentários “Não conseguimos resultados diferentes fazendo a mesma coisa”.
      Referente a vender o apartamento, na minha opinião, é uma opção que pode ser estudada e talvez seja até viável. Mas é algo para pensar com calma.
      Eu nunca entrei em uma dívida muito alta, como no seu caso, mas já passei um bom aperto por um momento da minha vida, mas ao invés de fazer dívidas eu apertei muito o cinto.
      Sendo assim eu não tenho muito conhecimento em sair de dívidas, por exemplo a que órgão recorrer, como renegociar dívidas, coisas desse tipo. Mas já vi que o Cleiton Oliveira tem um livro mais focado em eliminar dívidas. Você o encontra no site http://www.resenhavirtual.com.br/blog/
      Não conheço o livro, mas acredito que vale a pena dar uma olhada, parece ter boas referências.
      Já de minha parte, acho que posso ajudar de outra forma, nesse caso dando dicas de como eu fiz para economizar e não a entrar em dívidas. Tenho uma esposa e uma filha, então parece que temos um perfil em comum, facilitando a te ajudar.
      Gostaria de saber um pouco mais sobre como eu posso te ajudar. Se quiser entrar em contato comigo para conversarmos melhor meu e-mail é fillersilva@gmail.com. Ficaria feliz em ajudar de alguma forma.
      E é claro nunca deixe de seguir o blog. A cada dia que passa aprendo mais e mais com os artigos e comentários postados aqui. E sempre está nos incentivando a ter a nossa IF.
      Grande Abraço e boa sorte nessa nova empreitada!

      • 31 de março de 2017 at 11:17 #

        Felipe, agradeço imensamente pela sua mensagem na tentativa de me ajudar. Vou te mandar um e-mail. Obrigada mesmo!

  14. Adriana 31 de março de 2017 at 13:38 #

    Quero deixar uma dica de livro que tem tudo a ver com o que conversamos sempre e com o “Valores Reais” de um modo geral. É o “Menos é Mais” de Francine Jay.

    Ela começa o livro com a seguinte frase:

    “E se eu lhe dissesse que ter menos coisas pode fazer de você uma pessoa mais feliz?”

    O livro é sobre minimalismo, organização doméstica, desapegar das tralhas e pensar sobre o que realmente importa.

    Uma das frases do livro traduziu bem o que eu sempre senti ao não me apegar a objetos de fases da vida que já passaram ou a objetos que não são úteis e nada acrescentam à minha vida (além de ocupar espaço, juntar pó e representar dinheiro desperdiçado): “Cada coisa excessiva que você elimina da sua vida parece um peso tirado das suas costas. Você terá menos tarefas e menos compras a fazer, pagar, limpar manter e cuidar”.

    http://vidasimples.uol.com.br/noticias/achados/menos-e-mais.phtml

    • MJC 1 de abril de 2017 at 19:20 #

      Li esse livro. Achei ele interessante, mas ele poderia ter sido escrito com bem menos páginas do que foi. No final, a autora não aplicou o “menos é mais” na escrita do livro.

      Daria pra ter falado tudo que falou em 50 páginas, mas assim quem compraria? Existe meio que um padrão de quantidade de páginas de livros…

      Enfim, eu daria 2/5 estrelas. Os ensinamentos são importantes, mas é extremamente prolixo…

    • Guilherme 2 de abril de 2017 at 9:03 #

      Oi Adriana, obrigado pela dica!

      Gostei da frase citada por você:

      ““Cada coisa excessiva que você elimina da sua vida parece um peso tirado das suas costas. Você terá menos tarefas e menos compras a fazer, pagar, limpar manter e cuidar”.

      Abraços!

  15. Fabiano 5 de abril de 2017 at 9:28 #

    Belíssimo artigo.
    Gostaria de lhe sugerir um “botão” de imprimir suas matérias.
    Motivo: pregar no mural de assuntos gerais do meu serviço, presentear amigos avessos à Internet, brindar alguém que no estalar dos dedos fale a respeito do assunto, …
    Tentei fazer isso para com um amigo, mas não ficou numa formatação legal.

    • Guilherme 9 de abril de 2017 at 12:07 #

      Obrigado pela sugestão, Fabiano, vou adicionar esse botão nos posts!

      Abraços!

  16. flwrs 6 de abril de 2017 at 15:19 #

    Guilherme, se me permite uma sugestão…

    Na tua página LINKS, há blogs interessantes mas há outros que não rsrsrs; e outros que também já não existem.

    Sendo este um blog de extremo bom gosto e bem escrito, sugiro uma revisão na lista de quem você recomenda a leitura.

    • Guilherme 9 de abril de 2017 at 13:09 #

      Ótima dica, FLWRS, assim que eu tiver tempo, eu irei revisar aquela página.

      Abç, e parabéns pelo blog também!

  17. como investir no tesouro direto 11 de abril de 2017 at 10:04 #

    Muito bom seu artigo, e certamente vai abrir os olhos de muita gente. Vamos conscientizar pessoal, pois temos que começar a mudar a realidade através de nós mesmos, consumindo de forma inteligente, poupando e investindo para nossos sonhos e gerar renda…

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