Gemas de sabedoria: 6 lições preciosas de Warren Buffett e Charlie Munger, extraídas do Encontro Anual dos Investidores da Berkshire Hathaway 2017

Anteontem eu tive o privilégio de assistir, ao vivo, pela Internet, o Encontro Anual dos Investidores da Berkshire Hathaway, onde Warren Buffett e Charlie Munger responderam, durante 3 horas ininterruptas (das 11h às 14h, horário de Brasília) a diversas questões sobre investimentos.

A Berkshire Hathaway é o conglomerado econômico que reúne todas as empresas e ações em que Warren Buffett e Charlie Munger investiram ao longo de suas respectivas carreiras de sucesso. As “cartas aos acionistas” escritas por Buffett ao longo das últimas décadas se tornaram famosas por conterem a filosofia de investimentos daquele que é considerado o maior investidor de todos os tempos, um exemplo de mente brilhante que construiu um império de negócios usando aquilo que tinha de melhor: o seu próprio cérebro.

O Encontro Anual dos Investidores da Berkshire é considerado a “Woodstook do Capitalismo”, por reunir mais de 40 mil pessoas em Omaha, todos ansiosos para ouvir conselhos de investimentos de Buffett. Desde o ano passado, o Yahoo Finance passou a transmitir ao vivo o evento, e pessoas do mundo inteiro passaram a ter a oportunidade de assistir ao evento, antes restrita a quem era acionista da Berkshire.

Destacarei abaixo 6 lições extraídas dessa sessão do encontro com os investidores.

1. Importe-se com o valor intrínseco das coisas ao comprá-las

Essa tem sido o principal mantra da filosofia de investimentos de Buffett e Munger: focar no investimento em empresas que apresentem valor intrínseco, pois são essas empresas que, a longo prazo, apresentarão o melhor retorno para os acionistas. São as que oferecem as melhores margens de segurança.

Warren é o tipo de investidor que não usa a Bolsa como cassino, para fazer especulações, para comprar hoje e vender amanhã. Ele age visando a longo prazo, e a carteira de investimentos dele é o reflexo disso: há empresas cujas ações ele mantém na carteira há 20, 30 ou mais anos.

Nesse contexto, Buffett diz, logo no começo da conferência, que “timing” não os interessava. E o que é “timing”?

De modo bastante simplificado, significa tentar acertar os melhores momentos de compra e venda de uma ação, coisa típica dos traders de ações, ou seja, daqueles que procuram obter lucros no curto prazo.

Warren, como dito acima, foca no investimento a longo prazo, e, para isso, ele dá mais ênfase no valor duradouro que uma empresa pode apresentar aos seus donos.

Mas nós podemos ampliar essas reflexões também para o campo da compra de passivos: ao escolher um produto para consumir, devemos prestar atenção em suas qualidades intrínsecas, isto é, na sua capacidade de proporcionar a maior utilidade, no maior lapso de tempo possível, a fim de maximizar o valor de cada real gasto em sua aquisição.

Pense, por exemplo, na compra de um forno microondas. Suponha que você esteja diante de dois modelos: um, que custa hipotéticos R$ 199, mas cujas características técnicas não o agradam, e cujos reviews na Internet tiveram péssima avaliação. De outro lado, você pesquisou outro que custa, digamos, R$ 499, mas de uma marca que dificilmente é criticada pelos especialistas, e que apresenta ótimas características técnicas. Qual você irá comprar?

O valor intrínseco de um produto de consumo não está relacionado apenas ao seu custo de aquisição, mas principalmente na sua capacidade de durar o maior tempo possível, com o menor custo de manutenção, e a menor probabilidade de apresentar defeitos ao longo do tempo.

O mesmo raciocínio devemos ter ao avaliar empresas, imóveis, títulos de crédito ou negócios: procurar aqueles ativos que apresentem maior valor intrínseco, a longo prazo, menores riscos de desvalorização, a fim de maximizar o valor do investimento, reduzir tributos e custos de operação com compra e venda, e gerar lucros de forma mais consistente.

2. Escolha os investimentos mais baratos possíveis

Há um ditado popular que diz que “o barato sai caro”. Esse ditado pode ser aplicado a diversas áreas da vida, menos uma: a área financeira. No mercado financeiro, o barato efetivamente sai barato, e é o melhor caminho a ser trilhado pelo investidor.

Isso ficou claro ao, logo no início da conferência, Buffett saudar John Bogle, criador dos fundos passivos de índice de baixo custo e que, nas palavras do próprio Buffett, “fez mais pelos investidores americanos do que qualquer outra pessoa”. Bogle, do alto dos seus quase 90 anos, estava presente na Reunião Anual, assim como Bill Gates, velho amigo de Buffett (pense num encontro de titãs do capitalismo).

Bogle, ao criar os fundos de gestão passiva, literalmente colocou, nas palavras de Buffett, bilhões e bilhões de dólares, que iriam encher os bolsos da indústria financeira, de volta para os bolsos do investidor. Temos no blog resenhas de dois livros do John Bogle:

O recado implícito nessa saudação de Buffett a Bogle é evidente: escolha os investimentos mais baratos possíveis. Não escolha seus investimentos baseados unicamente (ou principalmente) no retrospecto histórico do gestor dos fundos, porque rentabilidade passada não é garantia alguma de rentabilidade futura, e mesmo os mais talentosos gestores um dia voltarão a ter o desempenho idêntico ao do mercado, num fenômeno conhecido como “regressão à média”.

Aplicando esse princípio à realidade brasileira, vemos quão verdadeira é tal lição. Entre os anos de 2004 e 2007, quando a Bolsa brasileira estava bombando, alguns fundos de ações de gestão ativa ficaram famosos na mídia devido ao seu desempenho acima do Ibovespa, tais como o GWI e o Geração Futuro. Hoje, passados pouco mais de 10 anos dessa euforia toda, tais fundos desapareceram do ranking dos melhores fundos de investimentos, e já não se ouve falar mais deles. E olha que estamos falando de apenas 10 anos.

O recado aqui é bastante claro: pensando num horizonte a longo prazo, é impossível investir num fundo de ações que irá superar o Ibovespa durante 30 anos ou mais antes de conhecê-lo. Eu disse antes.

Só saberemos que um fundo A ou B ou C bateu o Ibovespa durante 30 anos ou mais depois que ele apresentou seu histórico de resultados.

Diante disso, quais critérios devem nortear a escolha dos investimentos? Custos. Quanto mais barato for um investimento, dentro de sua classe de ativos, mais retorno ele trará para o investidor.

É evidente que outros critérios também devem ser sopesados, tais como composição da carteira do respectivo investimento (no caso de fundos), grau de risco, tributação incidente, tempo de mercado etc. O critério referente à rentabilidade histórica também tem sua relevância, ainda que mínima, na avaliação da escolha de um investimento, sem dúvida, mas não com o peso que lhe é conferido pela mídia e pela propaganda.

3. Escolha investimentos que apresentem vantagens competitivas duráveis

Ao justificar a manutenção dos investimentos em ações como American Express, Coca-Cola e See’s Candies (empresa de doces), Buffett disse que são empresas bem estabelecidas em seus respectivos ramos de negócios, com uma marca forte construída ao longo de décadas, e que apresentam vantagens competitivas duráveis.

Durante a conferência, ele disse:

“Se você tem um bom negócio, você terá um monte de competidores querendo tirá-lo de você”.

Empresas competitivas duráveis funcionam como verdadeiras máquinas de fazer dinheiro, e, uma vez tendo ações no mercado, a maioria dos investidores querem ser donas de uma pedaço delas. A pressão da demanda faz o preço das ações, obviamente, aumentar, o que prova a veracidade da afirmação de Buffett.

Atualmente, no momento em que este artigo está sendo escrito, os exemplos mais notáveis de empresas desse grupo são a Apple, a Amazon e o Google.

4. Aprenda durante sua vida inteira

As melhores lições são aquelas mais simples, e elas devem ser frequentemente lembradas porque, na correria do dia-a-dia, é muito fácil deixá-las em segundo plano, e trocá-las por ideias mais sofisticadas e, em boa parte dos casos, esdrúxulas.

Charlie Munger disse, durante a conferência:

“A life properly lived is learn, learn, learn… learn all the time”.

Está certo ele. Quantas coisas você aprendeu semana passada? Quantos conhecimentos novos você incorporou no último mês? Você evoluiu como pessoa durante esse primeiro quadrimestre de 2017?

Warren Buffett, do alto de seus quase noventa anos, ainda hoje mantém um hábito: passa o dia lendo, entre relatórios, mídia, livros etc., em torno de 6 horas em seu escritório. 6 horas!

Ele não faz algo muito diferente do que você está fazendo esse exato instante. Aliás, você acabou de ler 1.000 palavras desse texto (é o que mostra o editor de textos do blog).

A diferença é que Buffett faz da leitura seu hábito diário há mais de 80 anos, de forma consecutiva, consistente, crescente e agregando cada vez mais capacidade de pensar e executar. E você, qual sua frequência de leitura? Ou melhor dizendo, qual é a sua frequência de aprendizagem?

A diferença entre as pessoas de sucesso e as pessoas sem sucesso é que as pessoas de sucesso usam seu tempo para aprimorarem e desenvolverem cada vez mais suas habilidades. Se você quiser ser uma pessoa diferenciada e destacada no meio da multidão, uma pessoa a quem os outros precisam e recorram a você, uma pessoa reconhecida por aquilo que você é e faz, e não por aquilo que você tem, uma pessoa a quem os outros fiquem ansiosas para saber sua opinião, você precisa gastar mais horas e gastar mais energia desenvolvendo e construindo suas habilidades. Em resumo, você precisa desenvolver continuamente sua capacidade de aprender, aprender, e aprender, como disse Munger.

5. Fique em seu círculo de competências

Warren Buffett especializou-se na análise fundamentalista de ações, com o objetivo de selecionar as melhores ações, com base em seu valor intrínseco, e comprá-las, sempre que possível, com uma razoável margem de segurança.

Disso decorre outro mantra famoso de sua filosofia de investimentos: ao se concentrar em seu círculo de competências, ele evita gastar energia em coisas para as quais não vale a pena manter o foco.

Charlie Munger sintetizou esse modo de agir numa frase de rico conteúdo:

“I think it’s a good ideia not to play where the other person is better”.

Ele ainda complementou com outra frase magistral:

“Tentar ser brilhante é perigoso. Nossa grande vantagem é que nós tentamos ser racionais”.

E é nessa mesma direção que você deve agir. Num mundo cada vez mais sedento por atenção, onde todos querem estar no centro do palco, você estará quilômetros à frente de seus concorrentes se você agir de modo inteligente, fazendo escolhas racionais, e não tentando, como objetivo primário, aparentar ser brilhante.

No mundo de hoje, as pessoas querem inflar o ego em proporções cada vez maiores. Fuja dessa verdadeira corrida dos ratos.

6. O aprendizado na educação financeira é o que rende os melhores juros

Munger e Buffett destacaram também a importância de você ser o mais autodidata possível no mundo dos investimentos. Trabalhe sua inteligência financeira de modo a diminuir, na maior escala possível, os impactos dos 3 grandes vilões que corroem o seu patrimônio financeiro: tributos, tarifas bancárias e inflação.

Munger conta a história de você precisar recorrer a um profissional para cuidar de sua saúde. Um médico. Os médicos, enquanto grupo, tendem a ter valor agregado, pois têm o conhecimento e as ferramentas necessárias para resolver os problemas que lhe são colocados.

William Bernstein também “entra na conversa”, e, num dos livros que resenhamos dele, ele também fala que, por exemplo, os advogados, enquanto integrantes de um grupo, também tendem a agregar valor, pois resolvem problemas (jurídicos) que de outra forma não seria possível resolver.

Dirigindo mais uma feroz crítica ao sistema financeiro, a Wall Street, Charlie Munger disse sábado:

“For most professionals as a group there’s added value. Not true in the investment world”.

Por quê isso? Porque, como já dissemos uma vez aqui no blog, parafraseando John Bogle, no sistema financeiro há um paradoxo: quanto mais você paga, menos você recebe.

Há incontáveis gestores de fundos de investimentos que alardeiam serem capazes de bater o mercado, seja o Ibovespa, seja o CDI. Isso pode até ser verdade num curto ou médio espaço de tempo, e/ou em um viés retrospectivo (analisando rentabilidades passadas), mas a que preço? Pagando taxa de administração de 2% a.a. + 20% de taxa de performance sobre o percentual que exceder o CDI? E fora o imposto de renda? E fora o retorno à média depois de alguns poucos anos?

Não é muito mais barato e muito mais lucrativo você dedicar uma parcela de seu tempo para montar sua própria estratégia de investimentos, que seja tributariamente eficiente, e monetariamente mais lucrativa, sem pagar tantas comissões para terceiros?

Não se justifica alguém pagar 0,5% a.a. num fundo referenciado DI de grande banco que só investe em Tesouro SELIC se você tem a possibilidade de investir diretamente no Tesouro SELIC pagando 0,3% a.a. de taxa de custódia (e taxa zero para a corretora), e ainda por cima não pagando o IR semestral que é cobrado dos fundos. Mais dinheiro retorna para sua conta.

Não se justifica alguém pagar 3% a.a. de taxa de administração num fundo de ações que nos últimos 10 anos não superou o IBovespa, se você tem a possibilidade de investir no próprio IBovespa (ou IBrx 50) através de um ETF pagando somente a taxa de corretagem + uma taxa de administração de 0,69% a.a. (BOVA11) ou 0,059% a.a. (PIBB11).

Conclusão

Buffett Munger

Gastar tempo adquirindo conhecimento é uma das melhores formas de gastar tempo, e isso se torna ainda mais memorável quando se adquire conhecimento através das melhores fontes possíveis.

Assistir ao vivo, em 6 de maio de 2017, ao Encontro Anual dos Investidores da Bershire Hathaway é como ter aulas com os grandes mestres dos investimentos de nosso tempo: Warren Buffett e Charlie Munger, que continuam bastante ativos e não dão sinais de que vão se aposentar tão cedo.

Lidar com o dinheiro é uma tarefa diária que requer disciplina e muita inteligência; lidar com investimentos requer habilidades ainda mais complexas e desafiadoras, pois os investimentos não deixam de ser uma ponte que faz a conexão do presente com o futuro.

Que as ideias contidas nesse post reforcem em você a importância de cultivar uma mentalidade orientada à preservação e acumulação de capital, construindo fortalezas mentais que expandam sua capacidade de refletir criticamente sobre as funções do dinheiro: um meio para melhorar sua qualidade de vida, nas áreas em que ele pode influenciar. 😉

……………………………..

p.s.: notas curiosas sobre o evento que só quem o assistiu entenderão:

  • “Propaganda” da Coca-Cola: Buffett e Munger devem ter tomado, na primeira sessão de perguntas e respostas, umas 3 latas de Coca cada um (são acionistas da empresa);
  • “Propaganda” da Kraftfoods: foi servido um cheesecake no final da primeira sessão (também são donos da empresa);
  • Microfone de Munger captando, em diversos momentos, o “estalar” dos amendoins na boca dele…..rsrsrsr
  • Impertinência de uma alemã criticando a Coca Cola por práticas anti-ambientais: Munger e Buffett como sempre agindo com elegância e bom humor para lidar com esse tipo de situação estressante;
  • Vitalidade de ambos: ficar respondendo durante mais de 3 horas consecutivas as questões dos investidores, e com muito bom humor, essa vitalidade e disposição não é para qualquer um, principalmente para um octogenário e um nonagenário, mas ei, estamos falando de Buffett e Munger, então definitivamente não era “qualquer um” que estava sentado naquelas cadeiras…..rsrrs;
  • Acionistas da Berkshire pelo visto não gostam dos métodos da 3G (empresa do Jorge Paulo Leman) de corte de gastos e demissão em massa dos empregados, pelo tom das perguntas que foram feitas sobre essa parceria; Buffett não vê problemas nisso;
  • Participação de um brasileiro de 19 anos fazendo uma pergunta, sobre uma eventual possibilidade de Jorge Paulo suceder Buffett na Berkshire: Buffett não cogita essa possibilidade, já que, segundo ele, o seu sucessor será alguém que virá de dentro da Berkshire, mas ele teceu elogios à parceria que mantém com a 3G Capital.

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17 Responses to Gemas de sabedoria: 6 lições preciosas de Warren Buffett e Charlie Munger, extraídas do Encontro Anual dos Investidores da Berkshire Hathaway 2017

  1. Frugal Simple 8 de maio de 2017 at 0:17 #

    Ser autodidata é essencial. Estudar e trilhar o próprio caminho é o que qualquer investidor que queira vencer na vida deve buscar.

    Hoje em dia sou uma mistura dos conhecimentos de Buffet, Bogle, Munger, Siegel, Bastter e mais alguns autores. Cada pessoa tenta extrair o melhor de cada um deles e reformular sua estratégia adequando pra vida pessoal. Bogle é brilhante.

    Ainda tem gente disposta a atacar a coca cola? O macdonalds?
    Haja paciência para os ecochatos.

    Jorge Paulo já está praticamente aposentado e idoso também, perguntar se ele iria suceder ao Buffet não foi pertinente.

    Os gringos estão se roendo de ciúmes do JP e do 3g. Tiveram que engolir a sêco o 3G mundo afora. E engolirão por muitos e muitos anos a filosofia vencedora do JP Lemann. Qnd ele comprou a Anheuser, os diretores tinham 20 jatos à disposição e muitas mordomias. JP mandou vender os 20 jatos e os diretores agora voam em vôos comerciais assim como qualquer mortal. Uma empresa existe para servir também aos seus acionistas e não pra transformar a vida dos diretores numa vida de Marajá.

    Abraço!

    • Guilherme 9 de maio de 2017 at 16:10 #

      Oi Frugal, excelente resposta!

      Gostei muito da sua última frase:

      “Uma empresa existe para servir também aos seus acionistas e não pra transformar a vida dos diretores numa vida de Marajá.”

      Abraços!

    • LINELSON Y CASTRO 3 de junho de 2017 at 18:16 #

      Boster na frase de gênios, é uma vergonha!

  2. Simplicidade e Harmonia 8 de maio de 2017 at 8:10 #

    Guilherme,

    Muito bom seu post e a sequência das lições.

    Precisamos criar o hábito de gostar de aprender, pois somente assim haverá crescimento. Aquela famosa frase “Se você acha que conhecimento não é importante, experimente a ignorância” diz tudo.

    Incrível e admirável a vitalidade de Warren Buffet e Charlie Munger e nesse sentido, dá para perceber claramente que quando fazemos o que gostamos ou pelo menos quando aprendemos a gostar do que fazemos, quando tudo isso faz sentido para nós, o corpo e a mente respondem de acordo, em forma de vontade, vitalidade, motivação para fazermos o nosso melhor, tendo como consequência o sucesso.

    Gostei do item 5 (fique no seu círculo de competências) que vai na contramão da atualidade desse mundo onde cada vez mais ser multitarefa e ter múltiplas competências é valorizado. O problema é que isso tira o foco e talvez ideias brilhantes sejam perdidas enquanto ansiamos por saber mais e mais sobre muitas coisas. Muita informação, pouco conhecimento e pouca aprendizagem.

    Eu também não vejo sentido investir em fundos DI seguindo o cenário que você citou. Assim como também não faz nenhum sentido a maioria da população brasileira utilizar a poupança como investimento. Há muita carência de educação financeira e o Valores Reais é um dos blogs que cobre um pouco essa lacuna, sempre com informações de qualidade, que ampliam os horizontes dos leitores.

    Encerro com uma frase de Albert Einstein:
    “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original.”

    Boa semana!

    • Guilherme 9 de maio de 2017 at 16:13 #

      Olá, Rosana, excelentes comentários!

      De fato, a vitalidade acaba sendo um efeito daquilo que se faz com gosto e dedicação. Nesse sentido, Munger e Buffett são simplesmente geniais, conservando uma vitalidade fora do comum. São aquilo que podemos chamar de pontos fora da curva.

      Gosto do Buffett por algumas posições que vão de encontro ao que pensa a maioria, e o fato de não ser multitarefa realmente o ajudou a ser quem ele é hoje.

      Gostei muito também da sua última frase.

      Abraços e boa semana também!

  3. Investor On The Run 8 de maio de 2017 at 12:28 #

    Obrigado pelo excelente resumo. Esqueci de assistir à palestra no Sábado…

    Abraços,

    IOTR

  4. Fabiano 8 de maio de 2017 at 14:19 #

    Tão quanto interessante e agregador são os posts do blog quanto os ricos comentários. Não deixo passa nenhum. Parabéns mais uma vez ao proprietário do blog. E parabéns ao Simplicidade e Harmonia (que acabei de descobrir ser um blog) pela brilhante comentário.

  5. Investidor Livr3 8 de maio de 2017 at 19:20 #

    Grande Guilherme,

    Parabéns por mais um post sensacional!

    Buffett e Munger são dois mitos, e ouvir o que eles tem para dizer nunca é perda de tempo.

    Mudando de assunto, descobri mais uma mudança (para pior, é claro) dessa vez no BB. Sabe a LCI deles, que era possível aplicar na mesma a partir de R$ 1.000,00 (mil reais por mês)?

    Eu não sei quando essa alteração aconteceu, contudo, o valor mínimo para realizar a aplicação subiu para absurdos R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). Não acredita?

    Então leia você mesmo:

    http://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/voce/produtos-e-servicos/investimentos/investir-no-curto-prazo-com-baixo-risco/letra-de-credito-imobiliario#/

    Que loucura é essa?

    O mais estranho ainda é que a LCA, que sempre rendeu mais que a LCI, e está disponível apenas para o segmento Estilo, exige “apenas” R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

    http://www.bb.com.br/pbb/s001t006p003,500963,502590,6,1,1,1.bb#/

    Você está sabendo de alguma coisa?!

    O que deu na cabeça do BB?

    Abraços!

    • Guilherme 9 de maio de 2017 at 16:29 #

      Oi Investidor, obrigado!

      Sobre o aumento do investimento mínimo em Letras, outros leitores também reportaram o aumento na quantia mínima.

      O BB realmente não quer que os investidores apliquem nesse tipo de investimento. :-(

      Abraços!

  6. Bosco Morars 9 de maio de 2017 at 7:00 #

    caro muito bom seu blog apreende sempre apreender

  7. Douglas Dias 28 de maio de 2017 at 19:48 #

    Olá! Obrigado pelo artigo.

    Buffett é um gênio. Ler “A bola de neve” traz para nós mortais um pouco das explicações para esse estrondoso sucesso.

    Gostei muito do seu resumo. E parabéns pelo blog!

    Pergunta: na transmissão ao vivo, há apenas a possibilidade de ouvir em inglês ou há alguma tradução simultânea?

    Um abraço

    • Guilherme 30 de maio de 2017 at 20:15 #

      Valeu, Douglas!

      Na transmissão ao vivo, somente havia a possibilidade de ouvir em inglês. Talvez no futuro eles implantem algum sistema de inteligência artificial que possibilite a tradução simultânea para o português.

      Abraços!

      • Douglas Dias 31 de maio de 2017 at 9:36 #

        Valeu Guilherme.

        Na lista de pendências melhorar o inglês. Fiquei decepcionado por não conseguir entender claramente as palavras do gênio.

        • Guilherme 31 de maio de 2017 at 9:55 #

          É isso aí, Douglas! Aprender coisas novas é sempre enriquecedor. Continue firme!

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