Resumão da semana: aumento do investimento mínimo na LCI e LCA no BB; Itaú compra XP; Cuidados com a ganância na Bolsa, e mais!

Mais um resumão comentando as (nem sempre agradáveis) notícias no mundo dos investimentos que ocorreram na última semana.

BB aumenta o investimento mínimo para LCI (R$ 80 mil) e LCA (R$ 50 mil)

Dica do Investidor Livre: o Banco do Brasil continua firme e forte na sua trajetória de dificultar ao máximo os investimentos nas Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio.

Agora, o valor mínimo para investimentos em cada uma dessas classes de investimentos aumentou de maneira significativa: para a LCA, o aporte mínimo é de R$ 50 mil; e, para a LCI, o aporte mínimo é de estratosféricos R$ 80 mil. Confiram:

LCA:

A aplicação mínima é de R$ 50.000,00 e o resgate no primeiro dia útil após a carência de 90 dias da aplicação.

Horário limite (horário de Brasília):

  • Aplicação: de 8h às 16h.
  • Resgate: de 8h às 18h.
  • Cancelamento de aplicação ou resgate: de 8h às 18h, com um dia de antecedência.

As movimentações podem ser efetuadas pela internet, mobile, agências e terminais de autoatendimento.

LCI:

Aplicação mínima – R$ 80.000,00.
Aplicação subsequente – R$ 1.000,00, desde que possua saldo de pelo menos R$ 80 mil.
Resgate – Depois da carência de 90 dias* após a data da aplicação, a LCI passa a ter liquidez diária e você pode fazer resgates parciais, desde que mantenha o saldo mínimo de R$ 1 mil.

Horário

Horário limite de movimentação – 16:00hs (horário de Brasília).

Só tenho a lamentar profundamente mais essa atitude do Banco do Brasil de dificultar a vida do investidor, com o claro objetivo de empurrá-lo para os péssimos fundos de investimentos de seu portfólio.

A propósito, alguém sabe a quantas anda o percentual do CDI líquido que esses produtos bancários pagam?

Agradeço ao Investidor Livre pelo envio da notícia!

Itaú compra corretora XP: a concentração de mercado é ruim para nós, investidores pessoa física

A pior notícia da semana que se passou foi, sem dúvida, a compra da corretora XP pelo todo poderoso Itaú. Trata-se de um processo que começou com a aquisição de uma fatia de 49,9% da corretora, e que pode chegar a 100% em 2024 ou 2033 – isso mesmo, pode-se chegar, ao final do processo, numa verdadeira incorporação total da XP pela Itaú (link aqui).

Comunicado XP

Trecho do comunicado enviado por email pela XP aos seus clientes

A notícia é ruim não só porque diminui a concorrência no mercado financeiro, pela evidente tendência de concentração que representa a absorção de uma pequena (mas crescente) corretora, por um banco com trilhões em ativos (tudo bem, na verdade, “só” 1,4 trilhão); mas principalmente porque vai exatamente na contramão daquilo que a XP mais alardeava aos quatro cantos, resumida na sua famosa frase de marketing, conhecida de todos: desbancarize seus investimentos.

Ou seja, a própria XP acabou adotando uma atitude contraditória: de um lado, diz para seus clientes fugirem dos bancos; mas, de outro lado, ela própria agiu para ir ao encontro de um deles, a fim de, no final das contas, ser mais um deles. E agora, XP, vai mudar o discurso?

O pior nem é isso, mas sim saber que o futuro não é nada promissor. Quem já tem uma certa quilometragem rodada de Bolsa de Valores deve se lembrar da antiga corretora Ágora, que tinha uma interessante plataforma de investimentos em ações e era bastante competitiva no mercado. Eu mesmo tinha uma conta lá – na verdade, mais do que isso, durante alguns poucos meses, ela foi a minha principal corretora. Eu gostava da plataforma e dos relatórios de análises de ações que ela disponibilizava aos seus clientes. Foi um período de grande aprendizado. O home broker também era bom, e a taxa de corretagem era bastante razoável (R$ 20 por ordem, acho que foi a primeira corretora que encontrei que praticava preço fixo).

Pois bem, ela também era uma corretora independente, na verdade, a maior corretora independente de sua época (qualquer semelhança com o presente é mera coincidência, tá?), e acabou sendo engolida comprada pelo Bradesco.

Num comunicado divulgado à época, o bancão todo poderoso que a comprou disse o seguinte:

“A Ágora Corretora será uma unidade de negócios com gestão e funcionamento independentes… com a manutenção das estruturas de atendimento hoje existentes” (novamente, qualquer semelhança com qualquer comunicado enviado recentemente é mera coincidência…)

Não sei vocês, mas a partir daí foi tudo por água abaixo, a corretora piorou em todos os sentidos, e eu simplesmente a abandonei (assim como milhares de outros investidores).

O maior problema disso tudo é a questão das tarifas: a XP deu uma boa agitada na concorrência ao isentar uma boa quantidade de tarifas, facilitando de fato a vida do investidor pessoa física. Isso foi até objeto de um post específico aqui no blog: [Boas notícias em dose tripla!] Custos operacionais decrescendo: XP Investimentos, Socopa (ETFs) e Bancos Intermedium e Original.

E o Banco Itaú, como todos sabem, sempre foi na contramão desse espírito de facilitar a vida dos investimentos, pois é um banco que simplesmente ama cobrar tarifas de seus clientes – como, de resto, todos os grandes bancos de varejo. Taí a extinção da iConta que não me deixa mentir.

E eu pergunto: e aí, como é que vai ficar? Vão voltar a cobrança de tarifas a partir de quando?

O fato é que ninguém gasta R$ 6 bilhões numa transação financeira  dessa magnitude sem um forte objetivo por trás, e os propósitos do Itaú nessa compra eram tão claros como a luz do sol: estancar a sangria da perda de receita dos clientes Personnalité (cujo dinheiro estava migrando para as corretoras), como destacado nesse trecho da matéria da Isto É Dinheiro:

“Assim, para o Itaú, a aquisição visa contornar a perda recente dos investimentos de clientes Personalité, e também cria uma barreira para minar o crescimento de concorrentes da XP. Empresas como Guide Investimentos, Easynvest, Genial e até o BTG Pactual, lançaram suas plataformas virtuais de investimentos. O próprio Itaú incursionou nessa área, com o Itaú 360º, que vende fundos de outros bancos. “Mas levaria anos para conseguirmos ganhar uma participação relevante no mercado, e a compra da XP nos permite economizar esse tempo”, diz um executivo do banco. “Vamos manter a operação independente”, disse Marcelo Kopel, diretor de Relações com Investidores do Itaú, em uma teleconferência com analistas na manhã da sexta-feira 12”.

Para quem gosta de acompanhar as notícias do mercado financeiro via Infomoney, vale dizer que esse canal de notícias é de propriedade da XP, e, com a compra da XP pelo Itaú, pode esperar mais propaganda do Itaú nas páginas do Infomoney (qual será a próxima cartada do Itaú? Comprar a Empiricus? Comprar a Suno? Comprar a Inversa? Comprar o Valores Reais? aham 😆 ).

Apesar de haver ainda um certo espaço para concorrência no mercado de produtos financeiros para pessoas físicas, meu receio é os grandes bancos de varejo dominarem também esse nicho de mercado. Como dito na reportagem, ainda restam algumas empresas independentes nesse mercado, que podem fazer frente aos grandes bancos, tais como a Guide, Easynvest, Geração Futuro, Órama e BTG Pactual.

Meu sonho, que na verdade é quase uma utopia, é ver um dia uma Vanguard da vida aterrisar em solo brasileiro – não precisa ser a própria, mas uma cuja filosofia de investimentos se aproximasse minimamente dela.

Enquanto isso não chegar, resta a nós trabalharmos com as opções existentes, escolhendo as menos caras para nossos bolsos.

Cuidados com a ganância na Bolsa de Valores

Agora que o IBovespa voltou ao patamar dos 68 mil pontos, podem esperar sentados o ressurgimento das propagandas dizendo que ele poderá chegar à marca dos 100 mil pontos, e que estaria na hora certa de você multiplicar o seu capital, e blá blá blá e blá blá blá….

Cuidado!

É sempre assim, e sempre será: quando a Bolsa está em baixa, os marqueteiros de plantão aproveitam para explorar seu medo. E quando a Bolsa está com viés de alta, os marqueteiros de plantão querer explorar sua ganância.

E o que você deve fazer, então? Duas coisas.

Primeiro, focar (e agir focado) no longo prazo.

Num livro muito interessante intitulado How to think about money (cuja dica foi dada por um leitor via Twitter, a quem agradeço!), Jonathan Clements descreve 22 erros mentais identificados por especialistas em finanças comportamentais. E um deles é justamente esse: nós somos muito focados no curto prazo.

Se você investe na Bolsa de Valores com o objetivo de utilizá-la para financiar sua aposentadoria em 2030, o que vai interessar é o valor do Ibovespa, ou de suas ações, lá em 2030. Ou melhor dizendo, que vai interessar é a quantidade de dinheiro que você terá alocado em ações em 2030, derivado de um plano sistematizado de investimentos realizado ao longo de anos e décadas.

Movimentos de curto prazo, principalmente de compra e venda, motivados por razões aleatórias decorrentes de usos irracionais do medo e ganância, só farão você perder tempo e dinheiro.

A segunda coisa que você deve fazer, e que na verdade deriva da primeira, é se afastar do noticiário. Quanto menos notícias entrarem em sua cabeça, menos propenso você estará a agir com base nessas mesmas notícias.

Consequentemente, menos estresse mental você terá e, por tabela, menores serão suas chances de agir de modo equivocado, guiado pelas suas emoções, quando em verdade você deveria era estar guiado por suas razões.

Lembra-se do que Charlie Munger disse semana passada? Que a grande vantagem dele e de Buffett é que eles tentavam sempre agir sendo racionais, enquanto outros tentavam ser brilhantes?

Caçar a ação individual microcap que vai lhe render 500% em 10 meses é como tentar ser brilhante. Investir em ações torcendo pra ela chegar aos 100 mil pontos é outra maneira de agir tentando ser brilhante.

Não aja tentando ser brilhante: aja tentando ser racional. Charlie Munger, apesar de ter 93 anos de idade, ainda consegue dar um baile de inteligência em muito garoto de 30 e poucos anos ou 40 e poucos anos se achando o tal escrevendo relatórios de investimentos ou produzindo vídeos no Youtube persuadindo a audiência a buscar pretensamente padrões onde eles não existem.

Entre tentar ser brilhante especulando no curto prazo, e agir racionalmente pensando no longo prazo, eu prefiro ficar com o conselho de Munger. Afinal de contas, os resultados dele falam por si. 😉

Tenham todos uma ótima semana!

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48 Responses to Resumão da semana: aumento do investimento mínimo na LCI e LCA no BB; Itaú compra XP; Cuidados com a ganância na Bolsa, e mais!

  1. Adriana 15 de maio de 2017 at 8:36 #

    Guilherme, a LCI do BB pagava 80% do CDI há uns 2 anos quando investi. Com o tempo, aprendi a investir por corretoras e tirei aos poucos o capital do BB.

  2. Max Scardua 15 de maio de 2017 at 9:05 #

    Última vez que olhei, há um mês atrás: CDB DI do BB com liquidez diária a 85% do CDI

    • sandro 18 de maio de 2017 at 14:20 #

      Se colocar o imposto em cima disso aí então. Babau. E o Tesouro com os seus 100% “CDI” sem stress.

      • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:32 #

        Pois é, sandro, são inegáveis as boas vantagens do Tesouro SELIC sobre a maioria dos investimentos pós-fixados ao CDI oferecidos pelos grandes bancos de varejo.

      • Overlord 20 de maio de 2017 at 20:36 #

        Mas LCA e LCI tem imposto?

        Porém concordo que nada bate o Tesouro… apesar de ser um pouco mais complicado para as pessoas investirem nele.

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:31 #

      Obrigado, Max!

  3. Cristiano 15 de maio de 2017 at 9:49 #

    Numa simulação que fiz semana passada no BB Estilo, só de curiosidade, LCA pagando 71% do CDI e LCI pagando 70%, ambos com prazo de 365 dias. Ainda estou pensando no que fazer quando vencer minha LCA de 3 anos a 84% em março do ano que vem…

    • sandro 18 de maio de 2017 at 14:22 #

      Recomendo o Tesouro Selic, enquanto estuda outros tipos de investimentos.
      Rende 100% Selic menos 0,3% ao ano de taxa de custódia paga a parte 2 vezes ao ano. A maioria das corretoras cobram 0 de taxa para o Tesouro Direto.

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:35 #

      Obrigado pelas informações, Cristiano. Realmente, estão pagando muito mal.

      O Tesouro SELIC é uma ótima alternativa, como o sandro disse, ainda mais se você conseguir corretora com taxa zero.

  4. Investidor Livr3 15 de maio de 2017 at 10:58 #

    Grande Guilherme,

    Obrigado pela citação!

    Apenas uma correção, a mudança, pelo o que eu percebi, foi só na LCI mesmo.

    Você mesmo, no post abaixo, no final de 2015, já havia informado que o valor mínimo para aplicar na LCA do BB havia subido para R$ 50.000,00.

    http://www.valoresreais.com/2015/12/07/novas-mudancas-negativas-banco-do-brasil-bb-passa-a-exigir-o-minimo-de-r-50-mil-para-investimentos-na-letra-de-credito-do-agronegocio-lca/

    De toda forma, o que chamou a minha atenção mesmo foi essa mudança totalmente bizarra na LCI do banco. Aumentar o aporte mínimo de R$ 1.000,00 para R$ 80.000,00, simplesmente do NADA? Não faz sentido nenhum.

    E o pior de tudo é isso aqui, que está na página da LCI.

    Características

    Valores acessíveis para aplicação.

    Só na Banânia mesmo…

    Abraços!

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:36 #

      Oi Investidor!

      Realmente, não tinha me atentado para isso. A mudança bizarra na LCI deve ter alguma coisa a ver com falta de lastro pra cobrir o investimento, pois não há motivo plausível para o investimento mínimo saltar 80x.

      Como você bem disse, coisas de Banânia…

      Abraços!

      • Overlord 20 de maio de 2017 at 20:32 #

        Ou o BB está empurrando o pessoal para a LCA pois baixou os juros para o pessoa do agronegócio pegar grana emprestada dele.
        Como as LCAs lastreiam as operações de crédito agrícola…

        • Dinêi Gazoni 22 de maio de 2017 at 8:45 #

          Teria esse movimento uma relação com a queda do mercado imobiliário e uma safra recorde esperada pra esse ano? De qualquer forma, chega a ser indecente o que o BB oferece. Espero que ainda tenhamos concorrência no mercado por parte das corretoras.

  5. Luke 15 de maio de 2017 at 13:56 #

    Guilherme, por essas e outras que mesmo para o pequeno investidor, optar por investir no exterior tem se tornado uma realidade e cada vez mais interessante. De alguma forma, isso nos torna menos refém da corretoras nacionais.

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:38 #

      Olá Luke!

      Bem verdade isso apontado por você. A diversificação internacional acaba sendo uma ótima alternativa para diminuição de custos e melhora da relação risco/retorno da carteira de investimentos.

  6. GatoMedio 15 de maio de 2017 at 14:32 #

    Guilherme, veja se isso não é razão para ficar com paranoia:
    Tive conta no Banerj. O banco Itaú comprou. Tive conta na InvestShop (parte do Unibanco). O banco Itaú comprou. Tenho conta na XP. O banco taú … (você já sabe).

    Alias, as communicações da XP dão a impressão que ela ainda acha que é a dona do pedaço, com 51% do capital. Estão falando de uma participação minoritária do banco Itaú.

    Pra ser honesto, nunca morri de amores pela XP. É verdade, que baixaram as tarifas, mas também tem uma tendência crescente de querer vender seus produtos “estruturados”, alisados, vitaminados etc. etc. (Alias a palavra “estruturado” adquiriu um novo significativo com as “operações estruturadas” da Odebrecht.)

    Até agora sempre consegui evitar comprar algo que eu não entende e não quero. O que me enfurece mesmo e a impossibilidade de gerenciar meus investimentos pelo site da XP. Estão apresentados em ordem aleatoria e com valores imaginatóros (geralmente baseados no “P. U. da curva. Não me lembro de ter tido este problema quanto usava a corretora do banco Itaú ou a InvestShop, mas naquele tempo não tinha investimentos “complexos” como debêntures incentivadas ou CRAs na minha carteira.
    Acho possível que o banco Itaú vai fazer com a XP a mesma coisa que fizeram com a Investshop – absolutamente nada, e aos poucos os clientes migraram para a corretora Itaú. Não sei que fim a Investshop levou, ou se ela ainda existe. Isso sería a pior das possibilidades.
    Vamos ficar attentos.

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:41 #

      Oi GatoMedio!

      Bem interessante seu depoimento pessoal. Mostra claramente como tem sido difícil a vida do investidor, com a concentração cada vez maior de empresas na área financeira.

      Fiquemos realmente atento aos próximos passos da XP. Quem sabe isso também não melhore a concorrência.

      Abraços!

  7. Ronan 15 de maio de 2017 at 14:47 #

    Boa tarde Guilherme! A LCA do BB tá pagando 80% e a LCI 70% do CDI. Já não tava querendo investir com estas taxas quanto mais agora que precisa de tanto dinheiro. To fora!

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:41 #

      Boa tarde, Ronan!

      Realmente, melhor ficar fora dessa.

      Abraços!

  8. Guibro 15 de maio de 2017 at 14:55 #

    Tá aí mais um ponto problemático do BB: você não sabe qual é a taxa do CDB, nem da LCA, nem da LCI, antes de investir nele (se não me engano, a taxa só aparece DEPOIS de você confirmar a aplicação). Absurdo de falta de informação.

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:42 #

      Concordo, Guibro, o BB deveria ser mais transparente quanto às remunerações de seus investimentos.

  9. Rosana 16 de maio de 2017 at 8:53 #

    Guilherme,

    Péssima notícia… Infelizmente a Rico, que recentemente foi comprada pela XP, também está no meio disso tudo.
    Como você disse: Easyinvest e Órama são opções, embora os prejuízos contantes da Órama me deixem um pouco preocupada.

    Sobre o BB, a intenção parece mesmo ser prejudicar o pequeno e médio investidor, ainda mais se consideramos que a renda média dos trabalhadores é baixa no país para investimentos desse porte.

    Uma dúvida: alguém sabe porque no site Bancodata não aparece o relatório da Geração Futuro como das outras instituições?

    Obrigada,

    • sandro 18 de maio de 2017 at 14:26 #

      Se a corretora quebrar é só pedir a transferência de custódia para outra instituição de sua preferência. Só manter o saldo bem baixo nela.

      • Simplicidade e Harmonia 26 de maio de 2017 at 10:22 #

        Sandro,

        Agradeço pela resposta. É sempre isso que faço e nesse caso, só fundos com garantia do FGC.

        Obrigada,
        Rosana

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:47 #

      Oi Rosana, de fato, toda essa movimentação de concentração de empresas é ruim para o investidor pessoa física.

      Sobre a questão da Geração Futuro não aparecer no Bancodata, deve ser porque a GF foi comprada pelo Banco Plural, e, pela pesquisa que fiz, é possível analisar os dados desse banco no Bancodata: https://bancodata.com.br/relatorio/brasil-plural/

      Fonte: https://verios.com.br/blog/especial-gestoras-brasil-plural/

      Abraços

      • Rosana 21 de maio de 2017 at 12:32 #

        Guilherme,

        Agradeço por sua resposta e pelos links.

        Um domingo para você! :)

  10. Adriana Gomes 16 de maio de 2017 at 20:40 #

    Oi, Guilherme!
    Você poderia falar sobre a Vanguard que você citou no texto?
    Meu inglês é sofrível mas queria entender um pouco.
    Abraços
    Adriana

    • Guilherme 18 de maio de 2017 at 17:49 #

      Olá Adriana!

      A Vanguard é uma empresa de investimentos dos EUA especializada em fornecer fundos de investimentos com baixíssimas taxas de administração, inferiores a 0,1% a.a. nos EUA.

      Ela foi a pioneira em criar o primeiro fundo de índice do mundo, em 1976. Seu fundador é John Bogle.

      Abraços!

  11. 19 de maio de 2017 at 9:54 #

    “Cuidado com a ganância na bolsa” falou tudo, rs

    • Guilherme 19 de maio de 2017 at 11:46 #

      rsrsrs….. nunca um título de post teve seu dia de “profecia autorrealizável” tão rapidamente concretizado…. 😆

      Abç!

  12. Milton 21 de maio de 2017 at 13:41 #

    Por que ninguém fala do Sofisa? Lá, mil reais compra qualquer papel.

  13. Thiago Silva dos Santos 26 de maio de 2017 at 9:59 #

    Onde eu invisto agora? Tinha uma quantia no BB (LCI) e agora não consigo realizar a aplicação mínima. Onde invisto no LCI agora? Alguém me ajuda? Qual banco consigo aplicar uma quantia mínima razoável (De R$1.000,00 se puder) e consiga um retorno de aproximadamente uns 70, 75% do CDI?

    • Guilherme 27 de maio de 2017 at 10:53 #

      Thiago, a solução é ir para corretoras de valores ou bancos de médio ou pequeno porte (como Sofisa, Daycoval etc.), mas se lembre de que também você estará correndo maiores riscos.

  14. Dinêi Gazoni 20 de junho de 2017 at 14:23 #

    Vi esta semana um CDB IPCA + 7,15% (5 anos com liquidez no vencimento). Achei interessante caso se confirme o ciclo de queda nos juros. No atual contexto econômico é uma boa oferta? Valor mínimo de 3k. Alguém conhece um produto com melhores condições?

    • Dinêi Gazoni 20 de junho de 2017 at 17:23 #

      Uma outra coisa… Vi Debêntures da Cemig CMDT23 pagando IPCA + 10%. Será que vale a pena o risco?

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 20:52 #

      Oi Dinei, os títulos privados, tais como os CDBs e debêntures citados por você, são praticamente “obrigados” a ofertarem uma remuneração mais atrativa, para conseguirem captar recursos no mercado.

      É o velho ditado “maior retorno, maior o risco”, sendo aplicado “ao vivo e em cores”. 😉

      As taxas são sem dúvida muito boas, mas remuneração não é o único fator que você deve levar em conta. Pergunte-se a si mesmo: se o banco que banca o CDB não honrar, eu terei condições de suportar o prejuízo? Se a CEMIG não honrar o pagamento, conseguirei suportar a perda?

      Junto com o risco vem a falta de liquidez de tais produtos, então, uma avaliação bem criteriosa deve nortear suas decisões.

      Lembre-se, ademais, de, caso realmente tenha interesse em investir em tais produtos, em aportar apenas uma pequena parcela de seu capital total de investimentos.

      Agora, se o objetivo for unicamente ganhar do CDI, outra alternativa mais líquida seria o investimento por meio de fundos de investimentos em crédito privado e/ou multimercados. Nesses casos, obviamente a rentabilidade será diluída, já que o gestor investe numa variedade de investimentos, mas os riscos também diminuem proporcionalmente.

      Abraços e bons investimentos!

      • Dinêi Gazoni 22 de junho de 2017 at 10:32 #

        Olá Guilherme. Muito obrigado pela resposta. Realmente estou compondo minha carteira há alguns meses devido à anos de desinformação financeira. Muito do aprendizado tem sido proporcionado pelo teu blog :). Estou pensando em aportar valores que não vou precisar por um bom tempo.

        No entanto, refleti sobre alguns pontos. Começo, resumidamente, pela debênture Cemig CMTD23:
        1 – O fato de estar disponível no mercado secundário já me faz pensar a respeito.
        2 – Trata-se de uma debênture Quirografária, sem muita garantia.
        3 – Vários veículos de comunicação informam que a Cemig está em processo de remodelação para pagamento de dívidas futuras.
        4 – Como em nosso país tudo é possível, temos a possibilidade de um “Eletrolão” em um futuro próximo o que pode influenciar nos resultados.

        O CDB do Banco BMG (IPCA + 7,15%) me parece interessante por ter a cobertura do FGC e o maior transtorno seria o tempo de resolução em uma possível quebra da instituição.

        Por fim, muito atraente seria os fundos de investimento que você comentou.

        Após a reflexão, me sinto inclinado ao CDB por ora (ou o fundo de investimento) e reprimir a “ganância” devido ao risco.

        • Guilherme 24 de junho de 2017 at 17:13 #

          Valeu, Dinei!

          Muito bem pensada essa sua estratégia. É sempre bom ponderar bem e tentar equilibrar ao máximo a equação risco/retorno, sempre em vista de seus objetivos materiais com o dinheiro.

          Aliás, sua dúvida gerou pauta pro blog. 😉

          Abraços!

  15. Fred 23 de junho de 2017 at 16:06 #

    Eu tenho feito aportes já há algum tempo no CDB do Sofisa e LCI LCA do Daycoval. Por “segurança” com prazos curtos – 3 ou no máximo 6 meses. Boa parte alocou no CDB com liquidez. Espero a poeira abaixar (não sei quando com tanto estrume voando) para tomar uma decisão – reduzir os investimentos em renda fixa com a queda da Selic…

  16. Fred 25 de junho de 2017 at 12:46 #

    Guilherme. Para vermos como os bancos grandes estão jogando pesado, tenho uma LCI da Caixa (50K) que investi a 83.79% com vencimento agora no segundo semestre. HOJE pelo mesmo valor a Caixa pagaria 79.33%. Gerente afirmou que os empréstimos diminuíram. No Daycoval conseguimos LCI ou A para 3 meses a 90% e 6 meses 92%. Uma taxa interessante para um banco que está em 11° em LUCROS obtidos no último trimestre.

    • Guilherme 25 de junho de 2017 at 20:12 #

      Oi Fred, concordo plenamente, os grandes bancos estão jogando bastante pesado, contra o cliente.

      A alternativa realmente está em investir nos bancos que pagam mais, ainda que sejam de segunda linha.

  17. Fred 25 de junho de 2017 at 12:52 #

    Prezado Guilherme. Tenho uma dúvida e curiosidade que talvez possa sana-lá. Invisto diretamente em bancos médios (não tenho corretora). Em caso de falência de uma das instituições que faço os investimentos como faria para receber do FUNDO GARANTIDOR? ???

  18. Fred 25 de junho de 2017 at 21:55 #

    Ótimo postal Guilherme. Esclarecedor e com certeza tranquilizador pois mostra como o processo de pagamento é transparente, inclusive não permitindo crédito em contas do Brad escola. Legal.
    Valeu

    • Guilherme 25 de junho de 2017 at 23:58 #

      Verdade, Fred! Um exemplo real sempre deixa todos mais tranquilo.

      Abraços!

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