7 dicas para baixar os gastos mensais com supermercados em mais de 30%

Supermercados: a “última fronteira” dos gastos mensais

Para muita gente, os gastos com supermercados representam a “caixa de Pandora” do orçamento doméstico. Ou seja, você sabe que gasta bastante com essa categoria de despesas, mas não sabe exatamente os motivos pelos quais gasta tanto.

De fato, dependendo do tamanho de sua família, e do tamanho de sua renda familiar, os gastos mensais com comida, produtos de limpeza, higiene pessoal etc., podem variar de 10% a 30% (ou mais) do orçamento doméstico.

Não tenho dúvidas em afirmar que os gastos com mercados representam uma das maiores despesas anualizadas de qualquer orçamento doméstico, e, portanto, ele deve ser objeto de rigoroso controle. Ele foi listado, inclusive, como a quarta maior categoria de despesa anualizada, nesse post aqui. Logo, controlar as despesas com mercados é estritamente necessário. Mas como realizar esse controle de modo eficiente?

Vida

Abordarei nesse artigo 7 dicas que funcionaram – e ainda funcionam – muito bem para mim, no controle dessa importante despesa mensal.

Utilizadas em conjunto, essas dicas fizeram com que eu conseguisse baixar a despesa mensal com essa categoria de gastos em mais de 30%. Utilizar essas dicas lhe permitirá também ter bastante sucesso na efetiva baixa dessa despesa mensal que consome tanto da renda das famílias brasileiras. Vamos lá!?

1. Memorize os preços de referência

Você sabe quanto custa o quilo do tomate? E o preço de um ovo? Um maço de alface crespo custa quanto? O que é mais barato: comprar um galão de 3 litros de água sanitária por R$ 3,99, ou um galão de 5 litros vendido por R$ 6,25?

Já dizia Mauro Halfeld que tudo o que é medido é mais bem controlado, e você não terá sucesso em baixar os gastos com supermercados se não souber se aquilo que está comprando, pelo preço que está pagando, é caro ou barato.

Um produto será caro ou barato se houver um preço de referência para ele. Ou seja, a análise será necessariamente comparativa.

Essa é a dica mais importante em se tratando de economia doméstica no mercado, porque é a partir dela que derivam todas as demais dicas: você precisa saber os preços de referência. Você precisa memorizar e ter na cabeça e no papel os números exatos daquilo que você costuma comprar no mercado.

Quanto mais preços de referência você memorizar, mais eficientes serão suas economias com supermercados. Cada centavo conta, literalmente, pois 25 centavos a menos a menos aqui, R$ 1,40 a menos ali, R$ 2,33 economizados em outro canto, no final das contas, resultarão em milhares de reais economizados ao final de um ano inteiro de compras em supermercados.

Repito: cada centavo conta. Se no Assaí o preço médio do iogurte Danone 900g está saindo por R$ 7,98, e no Extra o mesmíssimo produto está saindo por R$ 9,27; e você costuma tomar um iogurte desses por semana, ao final de 52 semanas, você terá economizado R$ 67,08, se você fizer a compra desse item no local mais barato.

Centavos economizados regularmente viram, ao final de um ano, dezenas de reais. E dezenas de reais economizados com diversos produtos viram, também no final de um ano, centenas, e talvez até milhares de reais.

Normalmente, só costumamos prestar mais atenção nos itens individualmente mais caros: o preço da alcatra; o preço do pacote de sabão em pó; o custo de uma bandeja de tilápia etc. Mas é fundamental, se você quiser baixar os gastos com mercados, saber os preços de referência da maior quantidade possível de itens.

2. Habitue-se a novos locais de compra

Essa é a parte chata da nova estratégia de gastos em supermercados: você não conseguirá fazer todas as compras num único mercado. É bem provável que você tenha que circular por 3 a 5 mercados para conseguir fazer uma lista de compras decente a preços mais baixos. Vale a pena?

Na minha experiência pessoal, sim: o inevitável aumento de gasto de tempo, indo a mais mercados, acaba sendo compensado pelas economias geradas encontrando os produtos mais baratos nos supermercados mais baratos.

Com o tempo, e com o aprimoramento de suas pesquisas, você vai conseguindo detectar certos “padrões” de economia: o supermercado “x” é o melhor para comprar carnes e frangos; o supermercado “y” tem os produtos de limpeza mais em conta; as frutas e legumes valem mais a pena serem compradas no supermercado “Z”, e assim por diante.

Ruim? Não necessariamente. Como eu já disse num texto clássico do blog, o ótimo é inimigo do bom. O ideal seria que todos os produtos mais baratos fossem concentrados num só supermercado; mas essa solução “ótima”, se é boa em termos de economia de tempo, não é assim tão positiva em termos de economia de dinheiro. Pense e pondere: a economia de tempo comprando tudo num só lugar justifica o excesso de dinheiro que você estará gastando ao abdicar de comprar mais barato, em diferentes locais?

Por outro lado, o aumento do gasto de tempo também tem seus limites: por exemplo, não valeria a pena ir para o supermercado que fica do outro lado da cidade apenas pra comprar duas caixas de sabão em pó em promoção.

Nem 8, e nem 80 e, por isso, fique no meio termo: selecione uma quantidade limitada de supermercados para fazer suas compras, e atenha-se a eles.

3. Aproveite os panfletos e os encartes. Não os ignore.

Ao chegar no supermercado, pegue o encarte das promoções. Se você estiver dirigindo pela cidade, e alguma pessoa na rua com a camisa do supermercado estiver distribuindo os panfletos enquanto o sinal estiver vermelho, aproveite para pegar um desses encartes.

Não desperdice essas oportunidades de economizar ainda mais, pois pode ser que o produto que você já estava planejando comprar, ao ir naquele supermercado sabidamente mais barato, pode estar ainda mais barato.

Audaces fortuna juvat – “A sorte protege os audazes” já diria Virgílio, em tempos de outrora. O que Virgílio não imaginava era a existência de audazes até em locais insuspeitos como… supermercados……rsrsrs

Só tome cuidado com as datas de validade, principalmente as dos produtos perecíveis. Uma vez, fiquei tentado a comprar uma caixa de 1 litro de leite desnatado que estava no encarte de uma dessas promoções, e, ao me dirigir ao setor respectivo do supermercado, estranhei ao ver literalmente dezenas e mais dezenas de caixas amontoadas, todas embaixo de um cartaz anunciando em letras garrafais vermelhas o preço promocional do dito cujo.

O produto não estava tendo saída? Não. Motivo: data de validade muito próxima.

É certo que muitos produtos dos panfletos não ficam próximos da data de validade: isso é mais comum de ocorrer com produtos que não estão anunciados no encarte, mas que têm certo destaque dentro do mercado.

Alguns mercados, inclusive, alertam os motivos pelos quais certo produto está sendo comercializado a preço mais barato, em função da proximidade da data de validade:

Produto perto validade

4. Troque os líquidos pelos sólidos

O sabonete líquido é prático e muito bom, mas também é muito caro.

O shampoo líquido também é muito bom, mas igualmente é muito caro. Condicionador, assim como o Frugal Simples disse certa vez no blog dele, sinceramente não sei pra quê serve…rsrs 😆

A solução? Troque os líquidos pelos sólidos. Compre sabonete em barra; compre shampoo em barra. Eles são tão bons quanto os líquidos, mas duram bem mais – além de serem, obviamente, mais baratos.

Talvez essa máxima não se aplique aos produtos de limpeza: por exemplo, trocar o sabão em pó líquido pelo sólido talvez não redunde numa economia significativa. É preciso fazer os testes em casa, e ver qual solução é a mais recompensadora do ponto de vista financeiro.

5. Faça estoques com produtos super baratos com prazo de validade compatível

O amaciante de roupas que você costuma comprar está com 70% de desconto? Leve o máximo que puder.

Não titubeie: quando avistar um produto, que você costuma comprar de modo recorrente, com um super desconto, leve o máximo que puder, a fim de maximizar as economias com esse item, levando-se em consideração: (a) o prazo de validade e (b) a capacidade física de armazenamento desse produto (aspecto importante no caso de geladeiras).

Um exemplo pessoal: no começo desse ano, o quilo do peito de frango sassami estava, numa promoção de encarte, saindo por 40% a menos do que o preço normalmente praticado. Quarenta por cento!

Antes de ir fazer a “rapa” no mercado, eu olhei para o freezer da geladeira, e fiz um cálculo pormenorizado de quantas bandejas de frango caberiam ali. O resto é história….rsrsrs 😆 (depois dessa história, fiquei avaliando se não era o caso de comprar um freezer do tamanho de uma geladeira pra fazer um estoque maior, aceito sugestões na caixa de comentários….rsrs).

Mas você vai ficar enjoado de tanto comer frango! – diriam alguns.

Minha resposta:

Eu fico enjoado é de perder dinheiro!

6. Compre o mais barato possível, se isso não lhe incomodar

“Gosto é gosto, e isso não se discute”, já diz o ditado popular, mas, no caso de certos itens de compras no mercado, eu vou direto para o produto o mais barato possível. Arroz, feijão, óleo, macarrão, guardanapo, papel-filme, creme de leite, desinfetante etc., eu não faço questão de marca: vejo aquele pacote que está mais barato, e vou direto nele.

Muitos diriam que essa dica #6 seria até óbvia, afinal, se é para economizar, você deve comprar o mais barato possível, não é mesmo?

Não. O problema é que muitas pessoas têm vergonha de comprar o produto mais barato, ou de ir no mercado mais barato. Elas criam travas mentais para si mesmas, e não “admitem” comprar um produto mais barato, achando que isso pode lhe trazer algum tipo de prejuízo.

É certo que em alguns casos o produto mais barato pode estar com data de validade próxima, como destacado acima, mas é preciso romper com essa verdadeira “mentalidade de classe média” achando que é preciso “comprar como rico”. Aliás, muito pelo contrário: eu já disse aqui no blog que os milionários têm como hábito justamente o de pechinchar e otimizar seus gastos diários, o que inclui, obviamente, os gastos com supermercados (post aqui). Na blogosfera financeira, temos inclusive o exemplo real de um milionário – o Frugal Simples – que adora uma pechincha em supermercado. 😉

Existe uma tática para conhecer os produtos mais baratos: em geral, eles não estão na altura dos seus olhos, ou seja, eles costumam estar na parte inferior das prateleiras, exigindo que você se agache para localizá-los – que faça um esforço adicional para localizá-los (estratégia pura de marketing dos supermercados, lei do menor esforço para produtos mais caros ou que o mercado quer que você compre; lei do maior esforço para produtos mais baratos).

Outra alternativa é, no olhômetro, buscar onde estão as prateleiras mais vazias: onde restarem só quatro ou cinco itens daquele produto, é precisamente ali que estará o produto mais barato – e que vai esgotar mais rapidamente (aliás, já está se esgotando).

Substitua marcas caras por marcas mais baratas; aliás, os próprios supermercados costumam fabricar alguns produtos que, obviamente, apresentam um preço mais em conta.

Agora, para outros itens, eu já prefiro comprar qualidade, relevando o preço a segundo plano.

Um exemplo clássico são algumas frutas, verduras e legumes, que eu prefiro comprar em feira livre, do que em mercados. É uma luta conseguir encontrar tomates não machucados ou alfaces não murchas em mercados; em feiras, tais produtos são mais frescos e em melhores condições, embora mais caros, sendo que ainda é possível negociar preços com os feirantes. Nesses casos, eu vou pela qualidade.

Novamente aqui aplico a âncora mental do ótimo é inimigo do bom: o ótimo seria comprar tudo, absolutamente tudo, o mais barato possível; mas, nesses casos, eu prefiro a solução “boa” (comprar produtos melhores a preços ainda que mais caros eventualmente) do que a solução “ótima” (tudo mais barato).

7. Produtos perecíveis exigem um planejamento semanal

Além de conhecer os preços de todos os produtos que você vai consumir; é preciso conhecer os seus hábitos de consumo acerca desses mesmos produtos. Objetivo? Evitar o desperdício.

Que atire a primeira banana quem nunca comprou um cacho de bananas que, após uma semana, não conseguiu aproveitá-las todas. Você já viu um pão francês ficar inutilizável após comprar seis ou sete? Ou um pote de requeijão ficar com um resto inutilizável após ficar meses adormecendo em berço esplêndido na geladeira?

“Conhece-te a ti mesmo”, já dizia o provérbio popular; mas, mais importante do que isso é conhecer seus próprios hábitos de consumo, em termos temporais, a fim de evitar gastos desnecessários de dinheiro com sobras de comida inaproveitáveis.

Dinheiro economizado é dinheiro no bolso

Racionalizar, controlar e baixar as despesas mensais com mercados lhe dará um benefício tangível imediato: dinheiro. E, a médio e longo prazo, te fará ter muito dinheiro.

Quem gastava, em 2016, uma média de mil reais mensais com mercados e, com as dicas acima enumeradas, conseguir baixar a despesa mensal para R$ 700, irá ter R$ 300 a mais todo mês para investir.

Para você conseguir ter R$ 300 a mais todo mês, apenas como fruto de investimentos financeiros, seria preciso ter um capital de aproximadamente R$ 43 mil, pois esse capital, numa aplicação financeira que rentabilize 0,7% ao mês líquido de taxas e impostos, rende exatamente os R$ 300.

Se você já faz um orçamento doméstico, já conseguiu baixar todas as outras despesas fixas, como conta de Internet, tarifas bancárias, mensalidade de academia, restaurantes, combustível, manutenção de carro, viagens; talvez seja hora de atacar a “última fronteira dos grandes gastos”: compras de mercado. Você sabe quanto gasta por mês comprando carne, frango e peixe? Quanto isso representa de seu orçamento doméstico? É preciso saber.

E não só saber: controlar e limitar os gastos, bem como racionalizar e planejar o consumo, da maior quantidade possível de itens. Só assim você efetivamente conseguirá fazer sobrar dinheiro todo mês com essa despesa importante de seu orçamento doméstico.

Controlar os gastos com mercados dá um enorme trabalho, já que os preços das compras são pulverizados em centenas de itens, você precisa memorizar os preços de vários e vários itens etc., mas a economia gerada com as estratégias de compras otimizadas compensa largamente o trabalho extra que se tem.

Conclusão

Quem nunca fez um orçamento doméstico certamente se surpreenderá com a porcentagem dos gastos destinados a supermercados: ela normalmente é maior do que muita gente imagina.

E isso ocorre por um motivo bastante simples: são gastos frequentes e recorrentes de compras de itens individualmente pequenos. É um pacote de Pilão de R$ 4,99 aqui; é uma polpa de frutas de R$ 0,79 ali; é um guardanapo de R$ 2,57 acolá; é um quilo de tomate de R$ 4,50 ali; e assim por diante.

Individualmente considerados, os itens que compõem uma despesa de mercado são, em sua maioria, pequenos, imperceptíveis, quase insignificantes – à exceção, via de regra, das carnes, frangos e peixes (ou seja, proteína animal), e dos produtos de limpeza e higiene pessoal.

Se você costuma fracionar suas compras de mercados indo aos Extras, Assaís, Walmarts, Mercadoramas, Angelonis, Guanabaras, e Pães de Açúcares da vida de duas a três vezes por semana, intercaladas com idas esporádicas à padaria pra garantir aquele pão francês de última hora (e mais uma coisinha que faltou), você então terá várias compras sendo lançadas ao longo do mês de valores que provavelmente variam de R$ 7,28 (padaria) a R$ 405,27 (um final de semana mais abastecido e parrudo num mercado).

Mas é preciso olhar o conjunto. Não basta ter o controle das despesas de supermercados, lançando-as na planilha de gastos: é preciso ir além, e ter a sensação de controle, estabelecendo um limite máximo de gastos para essa categoria de gastos, e fazendo de tudo para que os gastos efetivos fiquem dentro da meta estipulada pelo Banco Central por você mesmo no início do mês.

Considere duas dicas adicionais (bônus): DIY e atacarejos/clubes de compras.

DIY: faça você mesmo. Nessa semana recebi o email de uma leitora que disse que passou a fabricar alguns produtos em casa, tais como detergentes caseiros, e assim, conseguiu economizar um bom dinheiro.

E por quê não? Toda economia valerá a pena; e agir assim não é importante apenas pelo caixa mais parrudo que você faz ao economizar dinheiro, mas principalmente pela mentalidade frugalista que você cria ao adotar um estilo de vida mais minimalista.

Além disso, reflita também sobre a possibilidade de fazer compras em atacarejos/clubes de compras; que vendem produtos em grandes quantidades, mas a preços de referência menores.

Nos EUA, a Costco é muito lembrada nesse segmento de compras baratas. No Brasil, não temos nenhuma marca equivalente – talvez o Sams Club é o que mais se aproxime. Mas não custa você dar uma espiada e fazer um teste, pra ver se financeiramente compensa, já que é preciso pagar uma anuidade em alguns desses locais para ter direito de fazer compras.

Uma coisa é certa: executar um planejamento detalhista é essencial para reduzir os custos com gastos em supermercados. As dicas acima enumeradas certamente tomarão mais tempo de você, mas, vai por mim: a economia que essa estratégia lhe dará superará com folga os eventuais custos adicionais em termos de gastos de tempo e de energia.

Supermercado é uma coisa que vai te acompanhar pelo resto de sua vida, então, nada mais natural do que tornar os gastos nessa categoria do orçamento doméstico mais eficientes, não é mesmo? 😉

E você? Tem mais alguma dica de como economizar com supermercados?

Créditos da primeira imagem: Free Digital Photos

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45 Responses to 7 dicas para baixar os gastos mensais com supermercados em mais de 30%

  1. Felipe Silva 19 de junho de 2017 at 8:33 #

    Muito bom o post Guilherme.
    Eu aplico a maioria das dicas citadas aqui, mas mesmo assim é bom ler estes textos que sempre saímos com pelo menos um insight. Eu mesmo nem sabia que existia shampoo em barra. Vou procurar saber.
    E vale lembrar que só no inicio dos processos que é algo mais doloroso, a velha história de sair da zona de conforto. Mas é tudo uma questão novos hábitos. Com o tempo a gente faz isso com os pés nas costas.
    E pra quem ta pensando em colocar estas dicas em práticas, quero dizer que elas funcionam pra mim também e valem a pena.
    Abraços e Boa Semana

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 13:59 #

      Oi Felipe, verdade, é aquela velha história de sair da zona de conforto, quando se trata de começar o processo de mudanças de hábitos.

      Abraços, e boa semana também!

  2. Seu Madruga Investimentos 19 de junho de 2017 at 9:09 #

    Olá, Guilherme, ótimas dicas!

    Especificamente sobre sabão para lavar roupa, existem vários vídeos no YouTube ensinando a fazer sabão líquido.

    Ainda não testei pois tenho que terminar uma caixa de sabão em pó aqui em casa, mas pelo que mostra no YouTube parece ser bem simples de fazer, e com uma quantidade bem pequena de dinheiro você consegue fazer uma quantidade absurdamente grande de sabão líquido.

    Devo testar em breve e se tudo der certo eu nunca mais vou comprar sabão pra lavar roupa em supermercado, rs.

    Abraço!

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:00 #

      Oi, Madruga, valeu!

      Realmente, depois nos conte sobre essa técnica do sabão líquido pra lavar roupas….rs

      Abc!

  3. Carlos Manoel Marques 19 de junho de 2017 at 11:23 #

    Guilherme,

    1 – Na questão de estocar em freezer… Eu particularmente não tenho mais este item com um eletrodoméstico. E isto já faz mais de 20. Na realidade, comprei ele 3m 1986 devido a falta de mercadorias provocada pelo plano cruzado e assim o usei ara estocar proteína. Como a “estabilização da moeda em 1994 (será??? rsrs), vendi o tal do freezer pois consumia algo como 75 KwH. Logo, melhor olhar o consumo energético de um freezer e fazer um cálculo de retorno. E no cálculo de retorno, depreciar o valor de compra do freezer em 5 anos. :-)
    2 – Quanto a detergentes líquidos que substituem o sabão em pó… Eu escolho marcas de empresas multinacionais pois estas empresas gastam muito em Pesquisa & Desenvolvimento sempre tentando ter a mesma eficácia com quantidades menores de detergentes. Eu diria que eles estão pelo menos 2 degraus acima em inovação em relação às empresas nacionais. Logo, o mais caro aqui, sai mais barato. Falando em mais barato, creio que o detergente líquido concentrado para máquinas de lavar, seja mais econômico que o em pó e por um único motivo. A rota química da fabricação do sabão em pó envolve uma fase onde é adicionada água e depois esta água tem que ser retirada por evaporação, sendo que este processo de remoção de água é energeticamente bastante custo sendo tal custo repassado ao consumidor. Mas enfim, o teste aqui é da dona de casa: Verificar “quantas lavagens” resultam do uso de uma caixa de sabão em pó, e em igual quantas resultam usando com detergentes líquidos. Claro, de embalagens econômicas. Ou de 3 ou de 5 litros. A que estiver mais barata por litro. Aliás, é uma conta que faço quando vejo as duas embalagens. A de 3 e a de 5litros. Já tive oportunidade de comprar embalagens menores pois o custo unitário era mais baixo.
    3 – Por fim, queria colocar uma provocação aqui a outros leitores que tenham uma faixa de renda de 5 a 10 mil reais (o casal, conjuntamente e se for o caso): Qual o seu custo mensal de, padaria + quitanda + supermercado todo o mês? O meu está em 675 reais por pessoa/mês. Média de Janeiro a Maio deste ano. :-)

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:02 #

      Oi Carlos, excelentes dicas!

      A do freezer, de fato, não tinha me atentado para o custo do consumo de energia elétrica.

      Sobre a dos detergentes, me parece que você é especialista dessa área….rsrs…. muito boas as suas dicas!

      E seu custo efetivo mensal com mercado está bem controlado, parabéns! 😀

      • Cainã Lopes 20 de junho de 2017 at 15:49 #

        Boa tarde Carlos e Guilherme! Muito bom o texto!!

        No último ano minha média mensal ficou em 650 reais para o casal, 325/pessoa. Sendo que normalmente realizamos todas as refeições em casa. Neste ano o valor vem se mantendo.

        Ainda tento baixar, mas lendo o texto vejo que já aplico boa parte das dicas, e conversando com alguns amigos sobre suas médias de gastos acredito que a minha esteja boa.

        Abraços!

        • Guilherme 20 de junho de 2017 at 20:54 #

          Oi Cainã, valeu, e parabéns pela disciplina e por seguir várias das dicas postadas!

          Continue firme nesse controle dos gastos!

          Abraços!

    • Taís 21 de junho de 2017 at 9:23 #

      Sempre achei que meu custo com supermercado estava muito alto, mas na verdade não tinha um parâmetro de comparação… Com as dicas de vocês, e até tendo como base a média mensal por pessoa com esta despesa, vejo que estou no caminho certo. Obrigada por compartilhar estas dicas, Carlos!

    • Márcia 22 de junho de 2017 at 11:12 #

      Olá Carlos, Guilherme e demais leitores

      Guilherme, gostei muito das suas observações e tenho hábitos parecidos com o seu. Tenho três supermercados que costumo frequentar e cada um tem seus pontos fortes e fracos, bem como os dias e horários mais adequados para fazer as compras. O mais barato, infelizmente, é o mais caótico, cheio e que demanda um exercício de paciência e tempo, mas vale a pena, estimo fazer uma economia de quase 50% com relação ao mais caro.
      Quanto aos atacarejos, infelizmente a cozinha do meu apartamento é muito apertada e não permite estocagem de produtos de limpeza e congêneres.
      Sobre os legumes, o supermercado mais caro, em compensação, oferece às terças-feiras valores abaixo do mais barato, com produtos de qualidade e por isso não frequento a feira. Porém, costumo aproveitar uma “kombi da economia” que passa aqui na rua vendendo cartela de 30 ovos a dez reais, saco de legumes, frutas etc.
      A aquisição de freezer prevê consumo, espaço e uma logística boa para não perder a validade das carnes. No meu caso, não vale a pena.

      Carlos, o meu custo está próximo ao seu com alimentos, não chega a passar de R$ 600,00. Mas é necessário considerar que somos dois adultos e uma criança, que meu marido não janta em casa, que aos fins de semana temos por hábito almoçar na rua. Enfim, temos baixo custo de consumo de alimentos, e o valor acima inclui o lanche diário que enviamos a escola da nossa filha. Por fim, uma vez por semana faço massa de pizza ou pão para consumir em casa que, além de deliciosa, deve custar em torno de 20% do valor comercial, principalmente no caso da pizza. Aproveito para ter um momento com minha filha, que adora fazer pães e pizzas.

      • Guilherme 24 de junho de 2017 at 17:06 #

        Excelentes dicas, Márcia!

        Realmente, vou abandonar a ideia do freezer, tanto pela questão do consumo de energia, quanto pela questão do espaço também.

    • Luana 26 de junho de 2017 at 16:05 #

      oi Carlos

      eu acompanho um blog, que o tema é redução de lixo focado em sustentabilidade e com isso, a autora foca em fazer os produtos. Tem de tudo, já testei o sabão com carbonato, bicarbonato e sabao de coco em barra…testei pasta de dente e até desodorante. Como vi que vc citou essa ideia de fazer o sabao, acho que pode ser útil

      http://www.umanosemlixo.com/

  4. Vania 19 de junho de 2017 at 13:21 #

    Muito interessante o post! Todas as dicas são válidas, mas a primeira, de memorizar os preços, é de fato fundamental, não há como fazer boas compras sem saber o ‘preço base”, digamos assim.
    Vou dar tambem meus pitacos: 1- para familias pequenininhas como a minha (apenas eu e minha filha de 19 anos em casa), nem sempre compensa comprar em quantidades maiores. Se o produto estiver barato de verdade, compro o suficiente para dois meses, no máaaaximo tres, em caráter excepcional. Mesmo quando vejo que o preço está ótimo, não compro para mais do que esse tempo, porque sei que aquela não é a ultima promoção do mundo. Nos meses seguintes, certamente aparecerão promoções tão boas quanto, ou até melhores. Não é preciso gastar o dinheiro agora, outros preços bons aparecerão, com toda certeza. Gustavo Cerbasi tem um vídeo que fala legal sobre isso, sobre o estoque que temos em casa.
    2- Ainda para quem tem familia pequena, é sempre melhor ficar nos estabelecimentos mais próximos. Raramente compensa pegar o carro e ir comprar meia duzia de coisinhas lá longe. Faço minhas compras sempre nos 3 supermercados mais proximos de mim(inclui um atacarejo), mais a feira, mais uma feirinha de organicos. Em dois desses lugares inclusive vou a pé.
    3- Uma alimentação ancorada em verduras/legumes/frutas faz bem para o bolso e também para a saúde.
    4-Também ajuda muito elaborar previamente um cardápio, e saber o que vamos consumir de fato. Com um cardápio estabelecido (inclusive de lanchinhos ), consigo ter uma despensa super racional e enxuta, e o desperdício aqui em casa é zero. Nem me lembro da última vez que tive que jogar algum alimento fora, simplesmente não acontece.
    5-Na hora de elaborar o cardápio, partir sempre do que já se tem. Nada é mais barato do que aquilo que vc já comprou. Tenho, por ex, lentilha em minha despensa. Então o cardápio desta semana vai incluir aquele arroz com lentilha à moda árabe, o mujadra.
    6- Nos produtos de limpeza e higiene pessoal, é uma boa estratégia reduzir a variedade do que se usa, e não apenas o preço que se paga em cada coisa. Para a limpeza de uma casa, não precisamos de mais do que 5 itens (sabao para roupa, detergente para louça, desinfetante, álcool e vinagre). Para higiene pessoal, uso shampoo e condicionador que estão numa faixa de preço mais alta. Em compensação, uso apenas e exclusivamente isso, e o cabelo fica ótimo. TODAS as mulheres que conheço usam shampoo e condicionador, e mais um creme de hidratação, e mais um creme pra pentear, talvez uma máscara nutritiva…rsrsrs.

    Tenho gasto de 12 a 14% da minha receita em alimentação/limpeza/higiene. Considero razoável, considerando que fazemos todas as refeições em casa.

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:04 #

      Excelentes dicas, Vânia!

      Gostei especialmente a sobre o cardápio. Ajuda a racionalizar os gastos com refeições, reduzindo o desperdício praticamente a zero!

    • Isabela 21 de junho de 2017 at 14:37 #

      Vânia, me confidencie que shampoo e condicionador são esses que deixam os cabelos ótimos? Gasto muito com produtos caros para o cabelo: várias máscaras, óleos, bepantol etc….

      Guilherme, muito bacana este post! Utilizo algumas das dicas sim. A de fazer o sabão em casa, não tenho paciência para ver vídeo e fazer em casa não :(
      Antes fazia meu supermercado mensal e só produtos de padaria, frutas e verduras semanal. No entanto, passei a economizar mais indo semanalmente ao supermercado!
      Aqui em casa somos 5 (três adultos e duas crianças), gastamos em média um total de 1.200,00 mensal.

      • Vania 22 de junho de 2017 at 11:23 #

        Oi, Isabela, que bom que gostou! Shampoo e condicionador eu uso sempre duas linhas que não tem erro: Ecologie e Granado. Ecologie vc encontra em mtos supermercados e farmacias (faixa de preço 18 a 22 por produto). Dentro da linha deles pode escolher o shampoo que vc achar mais apropriado, mas o condicionador tem que ser o ultra-hidratante. O cabelo fica ótimo!
        Granado tem que comprar nas lojas proprias deles, ou pela internet. Não sei onde vc mora, aqui em SP tem muitas lojas. Dentro da linha deles, escolha o shampoo que vc achar apropriado, mas o condicionador legal são aqueles da linha Terapeutica (está escrito Terapeutico na embalagem).´São condicionadores em creme, como se fosse uma pasta de dentes. Eu estou usando o de castanha, é incrível o resultado. Custa uns 20 reais. Tudo da Granado é bom, e os preços não são proibitivos.
        Umas diquinhas pra cabelo bonito com pouco trabalho e pouco gasto: passo shampoo só uma vez, sempre aplicando na raiz do cabelo, e puxando a espuma para o resto do cabelo. A idéia é tirar a sujeira, a oleosidade excessiva, sem tirar a proteção natural que nosso cabelo tem. O condicionador tem que ficar uns minutinhos no cabelo, antes de ser enxaguado. Qdo entro no banho, em primeiro lugar lavo o cabelo e aplico o condicionador, depois faço o resto. Enquanto isso o condicionador fica ali um tempinho fazendo efeito, a última coisa que faço é enxaguar o cabelo.
        De vez em quando, se acho que o cabelo está meio ressecado, faço uma máscara com um pouquinho do mesmo condicionador que estou usando, e umas gotinhas de óleo de oliva. Pode usar óleo de semente de uva, óleo de coco, mas vai por mim, o azeite de oliva que temos na cozinha tem exatamente o mesmo resultado.
        Ah, e parabéns pelo seu gasto de supermercado. Está ótimo, para 5 pessoas!

        • Isabela 22 de junho de 2017 at 17:35 #

          Quanta dica legal, Vânia! Não conheço a ECOLOGIE, vou prestar atenção quando for no supermercado ou na farmácia. Conheço a GRANADO. Tem muitas lojas aqui na minha cidade, mas nunca usei a linha capilar deles, só os sabonetes e os cremes para as mãos: bons e baratinhos.
          Vou passar numa loja da GRANADO e vou testar a linha capilar e esse condicionador. Tomara que funcione para mim também :)
          Obrigada!!!

      • Guilherme 24 de junho de 2017 at 17:07 #

        Obrigado pelas palavras, Isabela!

  5. Nélio Oliveira 19 de junho de 2017 at 14:15 #

    Boas dicas as da Vania. Moro só e tem coisas que eu uso tão pouco que nem considero no cômputo das despesas. Açúcar cristal mesmo, eu uso tão pouco que preferi abrir uma “conta-corrente de açúcar” na minha mãe: compro um saco de 5 Kg e dou pra ela. Aí quando preciso vou pegando de pouquinho em pouquinho.

    No item 4, Guilherme, o que seria “sabão em pó líquido”? 😉

    Aliás, nesse mister de sabão em pó / líquido, eu me fio nos testes da Proteste, em que o último deles chegou à conclusão de que é melhor usar sabão em pó, e dentre eles o Tixan Ypê.

    E ainda nesse assunto, é muito comum vermos aberrações do tipo Omo em pó 1 Kg por R$ 6,95 e a caixa com 2 Kg em “promoção” por R$ 19,90.

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:05 #

      Oi Nélio, é verdade, essa do tipo Omo, só faz confundir a cabeça do consumidor, tem que ter o preço de referência bem fixado na mente pra não cair nessa ilusão do barato que não é barato….rs

      Não sabia dos testes do Proteste, vou me informar a respeito.

      Abç!

  6. Ubu 19 de junho de 2017 at 14:18 #

    Guilherme, ótimo post! Supermercado é complicado porque envolve o emocional das pessoas né, e controlar e racionar gastos com supermercado/alimentação infelizmente é muito associado com pobreza no imaginário popular.

    Olha que legal, já sigo todas essas dicas e elas funcionam muito bem! Mas além da clássica de não ir no supermercado com fome que você não citou, uma que eu gosto muito e funcionou absurdamente bem pra mim é:

    Aprender a cozinhar e desenvolver um repertório de 5-10 pratos preferidos. Como esse conjunto de pratos preferidos é composto por uma lista de ingredientes relativamente fixa, são menos itens pra acompanhar os preços (dica #1), e posso comprar apenas o que está realmente barato ou na promoção. Se um ingrediente de um determinado prato está muito caro, simplesmente não compro e esse prato fica de fora do menu da semana. Claro que aprender a cozinhar não é muito fácil, tem que experimentar e errar bastante até entender como os ingredientes funcionam, leva tempo, e não é só seguir receitinha da internet… Mas uma vez que se aprende é pra toda vida, e se aplicar a técnica de ter esse menu flexível, a economia é considerável.

    Essa dica #2 a gente chama lá em casa de “desbravar os mercadinhos”, hehehe. A #6 eu chamo de “não fidelizar com nenhuma marca”, até porque sempre aparecem marcas novas de qualidade aceitável com preço competitivo para se inserir no nicho, então vale muito a pena estar aberto para experimentar as marcas mais baratas.

    Abraço!

    • puigllum 19 de junho de 2017 at 17:14 #

      Caro Ubu: Aprender a cozinhar e exercer isso é uma excelente possibilidade de economizar, tanto no tocante à comida do dia a dia como na conveniência de chamar pessoas queridas com as quais iríamos [noutras circunstâncias] comer em restaurante para degustar essas preparações na própria casa.
      Dessa forma, podemos preparar pratos com esmero, inclusive comprar bons vinhos [comparando preços, evidentemente] e tomá-los em acompanhamento desses pratos cuidadosamente elaborados.
      A diferença do que se gasta em restaurantes e o custo da preparação, além do prazer proporcionado pela elaboração de pratos, inclusive em conjunto com os convidados é notável.
      Eu faço mui frequentemente isso, todo mundo colabora na preparação e geralmente se fica satisfeito com o resultado.
      Saudações,
      Puigllum

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:06 #

      Opa, valeu Ubu!, realmente, aprender a cozinhar, como o puig disse, além de gerar ótimos momentos de lazer, ainda evita gastos com restaurantes.

      Abç!

  7. Thiago 19 de junho de 2017 at 16:09 #

    Acredito também, que o gasto de tempo e gasolina deve ser um fator a se considerar para ficar “passeando” de supermercado em supermercado. Já pesquisei muito em vários supermercados, geralmente o preço médio é o mesmo, o que deve se considerar na minha opinião é a localização, bairros nobres tem preço mais caro e existem alguns que tem dias específicos para compras mais barato, a questão é se organizar.

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:08 #

      Oi Thiago, verdade, as compras devem ser bem otimizadas na questão do tempo.

      O que vc escreveu é exatamente o que eu proponho na dica #2:

      “Nem 8, e nem 80 e, por isso, fique no meio termo: selecione uma quantidade limitada de supermercados para fazer suas compras, e atenha-se a eles.”;-)

    • Luana 26 de junho de 2017 at 15:59 #

      oi Thiago
      eu uso um aplicativo chamado aondeconvem…tem essa pagina tb
      https://www.aondeconvem.com.br/supermercados

      ele centraliza os folhetos de promoçoes, aí eu vejo o que preciso e está com preço bom sem ter q visitar os lugares
      eu tenho uma listinha no Evernote com os preços mais baixos já pagos, entao fico com uma noção do que está barato ou caro

      Para a gasolina, eu uso o Google, e adiciono os mercados que quero ir e vejo qntos km dá…depois eu troco a ordem para ver o melhor percurso.
      Tenho feito boas compras assim, espero que ajude

  8. puigllum 19 de junho de 2017 at 16:24 #

    Caro Guilherme:
    Percebo que a ida ao supermercado no Brasil é cada vez mais uma árdua tarefa. Nos últimos tempos, tenho sofrido muito com essa parte da minha rotina, pois tenho dificuldade em saber o preço dum produto ao compará-lo com outro que havia comprado anteriormente ou mesmo que esteja à vista, numa prateleira ao lado, por uma razão simples e evidente: as embalagens não são padronizadas; a apresentação dos preços é aleatória demais.
    O primeiro item que menciono refere-se à multiplicidade de tamanhos e porções existentes num frasco ou pacote. Tomemos por exemplo o papel higiênico, item sem o qual ninguém vive. Os rolos são de 20 ou 30 metros, as embalagens são de 4, 6, 8, 10, 12, 14 ou 16 rolos. Como comparar e estipular o preço dum rolo, se em cada embalagem a metragem é diferente?
    Há inúmeros produtos que representam a mesma armadilha para o consumidor, que acaba por comprar sem questionar, pois é uma tarefa desgastante e que supõe um enorme tempo, a de deter-se diante de cada item e tentar descobrir uma informação que, aparentemente, é disposta desordenadamente com o fim de confundi-lo.
    Por qual razão há embalagens de 600 gramas e outras de um quilo, do mesmo produto, fabricado por outro fornecedor?
    Na panificadora, por exemplo, é outro empecilho: por qual razão os preços dos itens são dispostos em 100 gramas, ao invés de 1.000 gramas? Quer-se dar a impressão de que o valor é menos elevado? Naturalmente. Então, não se pode pensar naquilo que está escrito, senão consideraria que a mercadoria tem um preço que não corresponde à realidade, pois ela custa o montante assinalado na etiqueta, multiplicado por dez!
    Lembro-me de quando passei uma curta estadia na Colômbia, em cujos supere vivi outro dilema, já que ali o peso das mercadorias era em libras. Então, para eu chegar ao meu conhecido parâmetro de quilo, eu devia dividir por dois, o que me custou alguns dias de extremo cuidado, até incorporar essa diferença de critério, para não comprar equivocadamente.
    Em resumo, todo cuidado é pouco. É preciso estar atento ao entrar num templo de consumo, para que uma reles volta pelas prateleiras do básico e essencial não seja uma aventura proibida.
    Cordialmente,
    Puigllum

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:09 #

      Exatamente, puig!

      É uma tarefa árdua, e os exemplos que você citou são ótimos (me identifico com todos eles): parece q o objetivo é realmente dificultar a fixação de preços de referência por parte do consumidor.

  9. Cleiton Oliveira 19 de junho de 2017 at 18:46 #

    Muito bom o artigo Guilherme, utilizo muito a memorização de preços, já que na maioria das vezes, sou o responsável pelas idas ao mercado.

    Sempre verifico no app AondeConvem para IOS os preços de diversos produtos e estabelecimentos da região. Mesmo não sendo dia de sair para compras, costumo abrir o app para verificar se há alguma promoção do dia ou semana.

    Já aproveitei diversas ofertas, principalmente de fralda para o pequeno.

    Um grande abraço.

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:09 #

      Oi Cleiton, obrigado, gostei dessa dica do app!

  10. Claudinei Fernandes 19 de junho de 2017 at 19:21 #

    Passei a dar mais atenção ao supermercado depois que prestei atenção nos rendimentos dos investimentos. Para você sair de 0,7 para 0,8 por cento ao mês dá um trabalho danado. Logo temos que valorizar muito uma economia 5,10,15 por cento em qualquer compra. Muita vezes a economia corresponde a anos de rendimentos caso tal valor fosse investido. Quanto ao freezer, com esta energia cara que nós temos, acho que não vale a pena.

    • Guilherme 20 de junho de 2017 at 14:10 #

      Verdade, Claudinei, focar na redução dos custos no estilo de vida proporciona, muitas vezes, uma economia absoluta em dinheiro que é maior que a rentabilidade extra que se conseguiria trocando de investimentos por décimos a mais de rentabilidade.

      Abraços!

  11. cleber 21 de junho de 2017 at 10:40 #

    Boas dicas!

    Supermercado é algo que esta no meu radar, pois além do cuidado com o valor tem o tempo em filas o que na minha cidade é complicado e olha que vivo numa cidade no sudoeste paranaense!.

    Elaboro o cardápio todo mes de acordo com os legumes da epóca. Para as compras uso o APP softlist que memoriza o ultimo preço pago. Itens de limpeza, quando tem preços interessantes compro para seis meses ou mais. Sabão liquido produzo o meu mesmo como nossas roupas, a sujeira e minhas roupas é basicamente suor, então compensa investir num bom amaciante. Evito de todas as formas o desperdicio.
    Para comparar os valores trago tudo na base da litragem ou do kilograma e avalio, tem coisas que é carro para danar. Adotar alimentação ou estilo alimentar LOWCARB também contribuiu muito. Pães, biscoitos e doces quase nem sei mais o sabor.. rsrs e não sinto falta.
    Em tudo é preciso foco, 1R$ a menos num item pode significar 1 Kg a mais de algum legume então vai de cada um !

    Parabéns pelo ótimo blog!

  12. Investidor Online 21 de junho de 2017 at 14:03 #

    Gostei muito do post, mas especialmente dessa parte:

    “Para você conseguir ter R$ 300 a mais todo mês, apenas como fruto de investimentos financeiros, seria preciso ter um capital de aproximadamente R$ 43 mil, pois esse capital, numa aplicação financeira que rentabilize 0,7% ao mês líquido de taxas e impostos, rende exatamente os R$ 300.”

    Eu gosto de pensar que o pouco que economizamos aqui e ali são exatamente isso: porcentagem de investimentos, rendas passivas futuras. Tenho escrito isso no meu blog, até pra me lembrar sempre.

    Forte abraço e continue assim.

    • Guilherme 24 de junho de 2017 at 17:08 #

      Valeu, IO!

      De fato, pensar na economia de dinheiro como “dinheiro entrando” na conta nos ajuda a lapidar ainda mais nossos gastos em supermercados.

      Abraços!

  13. Adriana 22 de junho de 2017 at 12:09 #

    Ótimas dicas!

    Lá em casa outra coisa que fazemos é comprar produtos de limpeza em grandes lojas do tipo “1,99”. Muita gente torce o nariz, mas é possível encontrar bons produtos (embora de marcas desconhecidas) com preços muito baixos. Até alguns enlatados e outros itens de mercearia é possível encontrar com qualidade e preço baixo.

  14. Bruna M. 22 de junho de 2017 at 16:48 #

    Excelentes dicas! Já colocamos todas em uso, mas é sempre bom relembrar.
    Por aqui somos 2 adultos + 1 bebê, então os gastos com fralda são bem consideráveis. Aprendi a fazer estoque quando estão num preço muito bom e começar a procurar a próxima promoção quando o estoque estiver baixo. Dessa forma, nunca precisei pagar o preço “normal”
    Calculamos tudo em preço unitário: fraldas, papel higiênico, preço do litro do sabão líquido, etc.. Ajuda muito a fugir das promoções enganosas 😉
    Outra coisa que acho importante, como vários colegas citaram, é prestar atenção ao desperdício. Não adianta fazer todo esse esforço no mercado para jogar produtos fora depois. No caso dos produtos de limpeza, tenho um exemplo bem real. Eu costumava comprar 1frasco por mês de produto específico para limpeza do piso laminado, porque usava sem me atentar à dosagem. Dosando direitinho, agora compro de 2 a 3 frascos por ano! Olha o tanto de produto e dinheiro que estava jogando fora. E a limpeza continua a mesma.

    • Guilherme 24 de junho de 2017 at 17:09 #

      Verdade, Bruna, evitar o desperdício é tão ou mais importante que saber economizar no mercado.

      Abraços!

  15. Glaucia 23 de junho de 2017 at 15:27 #

    Oi, acompanho o seu site há muito tempo, mas acho que é a primeira vez que venho comentar, depois de muito tempo, finalmente está sobrando salário no mês e não o contrário (rsrsrs), fiquei na dúvida, como as pessoas fazem para guardar dinheiro por exemplo para comprar um celular? Pois infelizmente pelo menos pra mim, aquela história de dinheiro na mão é vendaval é verdadeira e deixar dinheiro na conta, acaba indo embora.
    Mas então? Pra cada que se quer fazer, mas precisa juntar dinheiro, a pessoa saca e guarda em casa? Abre uma poupança?
    Teria que ter uma poupança para IPTU, outra para IPVA e etc?
    Gostaria de uma orientação :-)

  16. Finansfera$ 24 de junho de 2017 at 21:38 #

    Post muito bom. Supermercado é e sempre será calcanhar de aquiles no orçamento da maioria das pessoas. Excelentes dicas. Abraço,

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