Resumão da semana: Ibovespa, Banco Data, Vérios Comparador de fundos de investimentos, Debêntures Cemig, Fundos Multimercado (Verde, Adam etc.) e mais!

O resumão dessa semana está recheado de novidades, comentando as principais notícias do mundo dos investimentos!

Ibovespa: quarta semana consecutiva de queda. Cuidados com o medo.

No último resumão, publicado em 15 de maio, ou seja, há pouco mais de um mês, a Bolsa estava engatando uma sequência de altas, caminhando para os 68 mil pontos. Na época, eu alertava para você ter cuidado com a ganância na Bolsa de Valores:

“Agora que o IBovespa voltou ao patamar dos 68 mil pontos, podem esperar sentados o ressurgimento das propagandas dizendo que ele poderá chegar à marca dos 100 mil pontos, e que estaria na hora certa de você multiplicar o seu capital, e blá blá blá e blá blá blá….

Cuidado!

É sempre assim, e sempre será: quando a Bolsa está em baixa, os marqueteiros de plantão aproveitam para explorar seu medo. E quando a Bolsa está com viés de alta, os marqueteiros de plantão querem explorar sua ganância.

E o que você deve fazer, então? Duas coisas.

Primeiro, focar (e agir focado) no longo prazo.

Num livro muito interessante intitulado How to think about money (cuja dica foi dada por um leitor via Twitter, a quem agradeço!), Jonathan Clements descreve 22 erros mentais identificados por especialistas em finanças comportamentais. E um deles é justamente esse: nós somos muito focados no curto prazo.

Se você investe na Bolsa de Valores com o objetivo de utilizá-la para financiar sua aposentadoria em 2030, o que vai interessar é o valor do Ibovespa, ou de suas ações, lá em 2030. Ou melhor dizendo, o que vai interessar é a quantidade de dinheiro que você terá alocado em ações em 2030, derivado de um plano sistematizado de investimentos realizado ao longo de anos e décadas.

Movimentos de curto prazo, principalmente de compra e venda motivados por razões aleatórias decorrentes de usos irracionais do medo e ganância, só farão você perder tempo e dinheiro”.

Ibovespa a 68 mil pontos: essa é a hora certa de você multiplicar seu capital? Hã?

E apenas dois dias depois da publicação do post, ou seja, em 17 de maio de 2017, ocorre a famosa delação que fez com que a Bolsa tivesse, no dia seguinte, seu primeiro circuit breaker da década.

E, cá estamos nós, com a Bolsa fechando semana passada nos 61 mil pontos cravados, acumulando 4 semanas consecutivas de queda.

O que as propagandas da indústria de marketing ligada ao mercado financeiro estão explorando agora? O medo!

“O FGC vai quebrar”, “você precisa proteger seu capital”, “não perca a oportunidade da década”… e outras frases sensacionalistas, feitas sob medida para sequestrar sua mente, e torná-lo um refém do medo.

Se no mês passado eu alertava você para ter cuidado com a ganância, para não comprar – nem muito menos vender – na hora errada agora eu faço o inverso, e recomendo a você ter cuidado com o medo, para não sair vendendo – nem muito menos comprando – na hora errada.

O conselho aqui é o mesmo de sempre, tão velho quanto novo; tão desgastado quanto denso e poderoso; tão repetitivo quanto indispensável: eduque-se. Preste atenção naquilo que interfere em sua atenção. Busque descobrir quais são as emoções que estão sendo exploradas por trás das propagandas do mundo dos investimentos. Questione.

O que muitas das pessoas e empresas ligadas ao trilionário mundo dos investimentos quer é que você fique girando patrimônio, ou seja, comprando hoje, vendendo amanhã ou no máximo semana que vem, ou na pior das hipóteses no mês que vem, sem geração de riqueza real, como bem alertado pelo estimado leitor Carlos Manoel num comentário publicado tempos atrás.

Quanto mais você gira patrimônio, entrando e saindo de títulos públicos, títulos privados, ações, fundos de investimentos etc., mais comissões, corretagens, impostos, taxas e tarifas você paga, e, por provavelmente fazer isso nas horas erradas – comprando na alta e vendendo na baixa – certamente terá uma rentabilidade muito menor do que se tivesse primeiramente e antes de mais nada estudado, implementado, e administrado um sistemático plano de investimentos, balizado por escolhas mais racionais do que emocionais.

Eu não tenho a menor dúvida de que, se um rally na Bolsa ocorrer nos próximos dias, nas próximas semanas ou nos próximos meses, novamente a tônica das propagandas será a exploração da ganância, e voltarão as manchetes sensacionalistas sobre “como surfar na maior alta da Bolsa da década”, “como não ficar de fora da Bolsa a 100 mil pontos”, “Fulano de tal mandou uma carta avisando sobre a alta da Bolsa em 2003. Ele acaba de reenviá-la”, e por aí vai. Não tenha um comportamento que espelhe a manada. Como já dizia Steve Jobs, “pense diferente”.

Quer uma regra de bolso? Então toma: estude pelo menos de 3 a 6 meses antes de investir seu dinheiro em aplicações mais arriscadas, como ações, fundos imobiliários e dólar (dentre outros). Essa regra é essencial principalmente se você tiver recebido uma grana extra considerável – como décimo terceiro salário, férias, bônus de empresa, herança etc. Tanto num caso quanto no outro, mantenha todo o dinheiro que você acumular num investimento “caixa”, como CDB, Tesouro SELIC, fundo DI barato, e estude, durante 3 a 6 meses, de modo a implementar um plano de investimentos, e só comece a investir em ativos de risco depois de saber exatamente o que você está fazendo.

Banco Data: ótimo site para analisar a saúde financeira dos bancos

Não é novidade pra ninguém que muitos dos melhores investimentos em renda fixa – “melhores” sob o ângulo da rentabilidade – estão naqueles oferecidos pelos bancos e instituições financeiras de médio e pequeno porte.

Os CDBs, RDBs, LCIs, LCAs etc. desses bancos sempre apresentam taxas remuneratórias mais atrativas – e geralmente acompanhadas de um maior prazo de vencimento, também.

E isso até por uma questão lógica: para terem condições de conseguir captar mais clientes, eles precisam oferecer uma rentabilidade adicional. É a famosa equação risco/retorno: quer maior retorno? Então assuma maiores riscos.

Mas como analisar se o banco desconhecido que oferece o CDB a 110% do CDI é confiável?

É aí que entra o Banco Data. Em sua página inicial, ele já contém uma descrição de seus objetivos:

Nossa missão é facilitar a análise fundamentalista das instituições por parte de um número amplo de stakeholders, desde investidores pessoas físicas que compram papéis de renda fixa de longo prazo até investidores do segmento de private equity e gestores de assets e fundos de investimento.
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O Banco Data agrupa e cria séries históricas dos dados publicados com periodicidade mensal ou trimestral pelas instituições. Atualmente, nosso banco de dados possui cerca de 46,5 mil balancetes e 19,8 mil demonstrações de resultados, divulgados pelo sistema de Balancetes e IF.Data do Banco Central.
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Ao todo, esses documentos geram cerca de 10.597.061 dados, sobre os quais ainda geramos informações estatísticas a fim de facilitar a análise das séries temporais e livrar o investidor do trabalho pesado de pesquisa e acompanhamento manual da saúde financeira das instituições.

Como exemplo, vejam um histórico dos lucros e prejuízos (principalmente prejuízos…rsrs) do Banco Pan:

Banco Pan

De assustar, não é mesmo? Se esse banco eventualmente oferecer algum CDB na praça, deve pagar horrores.

Agora, vejam um histórico dos lucros e prejuízos do Banco Itaú:

Banco Itau

Entendeu agora por que o Banco Itaú só paga 80% do CDI para seus CDBs?

É lógico que a análise de um bom investimento em títulos privados emitidos por bancos não deve ficar restrito à análise pura e simples de balanços, devendo abranger também outros aspectos importantes, como prazos de vencimento dos investimentos, objetivos não financeiros pretendidos com o investimento etc. Mas ajuda bastante na orientação do investimento mais adequado quanto à análise do risco de crédito da instituição financeira, principalmente sobre a sua capacidade de honrar os pagamentos prometidos.

Comparador de Fundos de Investimentos, da Vérios

Quando eu quero fazer uma pesquisa mais aprofundada sobre determinados fundos de investimentos, eu normalmente costumo recorrer ao site da CVM, onde, digitando o CNPJ ou o nome do fundo, eu tenho acesso a diversas informações importantes, tais como regulamentos, valorização diária da cota, quantidade de cotistas, patrimônio líquido, entradas e saídas de dinheiro etc.

Porém, a Vérios – gestora automatizada de recursos – sobre a qual falamos ano passado, tem uma ferramenta gratuita disponibilizada em seu site que traz a possibilidade de fazer uma análise bastante completa dos fundos de investimentos brasileiros, com a exibição de gráficos comparativos (inclusive com os referenciais de mercado, como CDI, IBovespa etc.), tabelas de patrimônio líquido, quadros de rentabilidade ano a ano etc.

Como exemplo, trago abaixo um exemplo de gráfico comparativo com o CDI do BB Renda Fixa Referenciado DI 500, sobre o qual falamos um pouco aqui.

Esse fundo investe basicamente em Tesouro SELIC (coisa que você mesmo pode fazer, pagando 0,3% a.a de taxa de custódia), ou seja, o BB praticamente não faz gestão ativa desse fundo, mas, mesmo assim, ele cobra uma horrorosa taxa de administração de 2% a.a. (lembre-se de que, investindo diretamente em Tesouro SELIC, você paga só 0,3% a.a de taxa de custódia, se escolher uma corretora com taxa zero).

Vejam:

BB RF DI 500

Não, você não enxergou errado.A linha preta é a do CDI, não do fundo do BB. O fundo do BB é o da linha azul.

Nos últimos 17 anos, enquanto o CDI rendeu 916,92%, o BB Renda Fixa Ref. DI 500 rendeu 586,87%, quase metade! (lembrando que ainda tem que ser descontado o IR em cima disso).

Mas o pior nem é isso. Leiam as informações que estão logo acima do quadro.

Exato: esse fundo tem um patrimônio de mais de R$ 2 bilhões, e 82.476 desinformado cotistas.

Pode acreditar: mais de 80 mil brasileiros investem num fundo que teve um rendimento, na última década e meia, de pouco mais de metade do CDI.

Que horror.

Debêntures Cemig pagando 10% a.a. + IPCA, e a velha equação risco/retorno

O leitor Dinêi Gazoni enviou uma pergunta muito interessante, que deve despertar a atenção dos demais leitores interessados em ter ganhos acima do CDI e acima dos títulos públicos do Tesouro Direto:

Vi Debêntures da Cemig CMDT23 pagando IPCA + 10%. Será que vale a pena o risco?

Lá no tópico, eu respondi:

Oi Dinêi, os títulos privados, tais como os CDBs e debêntures citados por você, são praticamente “obrigados” a ofertarem uma remuneração mais atrativa, para conseguirem captar recursos no mercado.

É o velho ditado “maior retorno, maior o risco”, sendo aplicado “ao vivo e em cores”. 😉

As taxas são sem dúvida muito boas, mas remuneração não é o único fator que você deve levar em conta. Pergunte-se a si mesmo: se o banco que banca o CDB não honrar, eu terei condições de suportar o prejuízo? Se a CEMIG não honrar o pagamento, conseguirei suportar a perda?

Junto com o risco vem a falta de liquidez de tais produtos, então, uma avaliação bem criteriosa deve nortear suas decisões.

Lembre-se, ademais, de, caso realmente tenha interesse em investir em tais produtos, em aportar apenas uma pequena parcela de seu capital total de investimentos.

Agora, se o objetivo for unicamente ganhar do CDI, outra alternativa mais líquida seria o investimento por meio de fundos de investimentos em crédito privado e/ou multimercados. Nesses casos, obviamente a rentabilidade será diluída, já que o gestor investe numa variedade de investimentos, mas os riscos também diminuem proporcionalmente.

Abraços e bons investimentos!

E, em seguida, ele complementou:

Olá Guilherme. Muito obrigado pela resposta. Realmente estou compondo minha carteira há alguns meses devido à anos de desinformação financeira. Muito do aprendizado tem sido proporcionado pelo teu blog :). Estou pensando em aportar valores que não vou precisar por um bom tempo.

No entanto, refleti sobre alguns pontos. Começo, resumidamente, pela debênture Cemig CMTD23:
1 – O fato de estar disponível no mercado secundário já me faz pensar a respeito.
2 – Trata-se de uma debênture Quirografária, sem muita garantia.
3 – Vários veículos de comunicação informam que a Cemig está em processo de remodelação para pagamento de dívidas futuras.
4 – Como em nosso país tudo é possível, temos a possibilidade de um “Eletrolão” em um futuro próximo o que pode influenciar nos resultados.

O CDB do Banco BMG (IPCA + 7,15%) me parece interessante por ter a cobertura do FGC e o maior transtorno seria o tempo de resolução em uma possível quebra da instituição.

Por fim, muito atraente seria os fundos de investimento que você comentou.

Após a reflexão, me sinto inclinado ao CDB por ora (ou o fundo de investimento) e reprimir a “ganância” devido ao risco.

Em suma: todos os investimentos que prometem retorno maior embutem riscos maiores, portanto, uma análise criteriosa não só dos investimentos, mas também dos objetivos não financeiros com esses investimentos, deve ser feita, como bem feita pelo Dinêi, a quem desde já agradeço pelo envio da pauta.

Fundos multimercado: uma alternativa para ter ganhos acima – ou abaixo – do CDI. E os cuidados a serem tomados.

Como eu comentei na resposta ao Dinêi, muitos investidores procuram os investimentos em títulos de crédito privados emitidos, sejam aqueles emitidos por bancos (CDBs, RDBs, LCIs, LCAs), sejam aqueles emitidos por empresas (debêntures, debêntures de infraestrutura etc.), com o objetivo de ter ganhos acima do CDI.

Se esse for o objetivo primário de seus investimentos, o mercado oferece opções com os fundos de investimentos, tais como os fundos de crédito privado, e os fundos multimercado, além, obviamente, dos fundos de investimentos em ações. Vamos centrar o texto de hoje nos fundos multimercado, e é a primeira vez que falaremos sobre tais fundos aqui no blog, até porque eles não são muito minha praia, como vocês verão abaixo.

Os fundos multimercado são mais complexos que os de renda fixa e os de ações, pois investem – ou podem investir – em diversas classes de ativos ao mesmo tempo: juros (renda fixa), ações, câmbio etc.

Pesquisei no Google sobre uma definição desses fundos que fosse fácil de entender para o leitor leigo, e a melhor definição que achei foi a do blog da Vérios:

“Ao contrário dos fundos de uma classe específica, os fundos multimercados têm liberdade para operar diferentes ativos, entre papéis de renda fixa, ações de empresas, moedas (como dólar), derivativos e investimento no exterior. Essa flexibilidade possibilita ao gestor do fundo montar diversas estratégias, conforme mudanças no cenário econômico ou no mercado financeiro, por exemplo.

A característica versátil permite que os fundos atravessem, inclusive, momentos de forte volatilidade nos mercados. Nesse caso, a liberdade conferida ao gestor pode trazer um retorno atrativo, mas também um alto nível de risco”.

Como todo tipo de investimento, há vantagens e desvantagens nesses fundos multimercado.

Como vantagem normalmente citada, tem-se que a diversificação é operada por um gestor profissional que vive disso, e não por você. Ou seja, é como se você entregasse seu investimento a uma pessoa ou grupo de pessoas, altamente especializadas, as quais ficariam então encarregadas de administrar os investimentos nas mais diversas classes de ativos. Muita gente não tem paciência de ficar operando em títulos públicos, compras de ações, compra de dólar, e outros papéis, e prefere delegar todo esse trabalho de gestão de investimentos a terceiras pessoas.

Como desvantagem tem-se, inicialmente, a questão dos custos, que não são poucos nesse tipo de investimento.

Nos fundos multimercado, incidem a taxa de administração, que costuma ser de 2% a.a., além de taxas de performance – normalmente 20% sobre o que exceder o CDI – e, obviamente, os impostos que normalmente incidem sobre os fundos de investimentos (IR e IOF). Muitos cobram ainda a taxa de saída antecipada, em caso de fundos que exijam um período de carência mínima.

Além disso, os principais fundos de investimentos multimercado existentes no mercado brasileiro exigem ticket mínimo de aplicação inicial bastante alto, que varia de R$ 50 mil a R$ 1 milhão, sendo que alguns deles ainda fecham para captação depois de atingir determinado “tamanho” de patrimônio líquido, como foi o caso do Adam Macro e do CSHG Verde.

Embora pouco comentado aqui no blog, a indústria de fundos de investimentos no Brasil movimenta bilhões de reais no mercado financeiro. Tais fundos podem eventualmente compor uma parcela de seu capital destinado a investimentos, desde que a seleção seja feito com cautela, prudência, pesquisa e principalmente testes, a fim de verificar se você suporta a volatilidade (no caso de fundos multimercado e de ações) e a falta de liquidez que muitos desses produtos apresentam – há alguns fundos de investimentos que permitem resgates somente em D+30 ou D+90.

Um problema adicional dos fundos multimercado é a dificuldade de encaixá-los dentro de seus objetivos não financeiros. Como eu sempre costumo dizer aqui no blog, a cada meta não financeira existe um tipo de investimento mais adequado. Para objetivos de curtíssimo prazo, como o dinheiro da reserva de emergências, os fundos multimercado jamais são indicados, devido à falta de liquidez, volatilidade, possibilidade de prejuízos em caso de resgates em momentos de crise etc.

Para objetivos de curto prazo com data certa para acontecer, como viagem daqui a 1 ano, renovação de móveis da casa etc., eles também são contraindicados: nesses casos, o Tesouro SELIC ou fundos DI com baixa taxa de administração cumprem bem seu papel, e não vão te deixar na mão mesmo se você precisar do dinheiro no exato dia em que ocorrer o circuit breaker na Bolsa.

Por outro lado, para objetivos de longo prazo, como formação de uma reserva para a aposentadoria, os fundos multimercado também não podem ser a melhor opção (eles nem mesmo foram citados aqui). Como o objetivo básico deles é superar o CDI, e como boa parte deles opera com parcelas substanciais em renda fixa e dólar, em termos de aposentadoria, talvez o investimento direto em ações de crescimento, ações que pagam dividendos, ETFs, títulos do Tesouro que paguem cupons semestrais de juros, imóveis físicos para aluguel, ou fundos imobiliários, seja uma alternativa que produza melhores resultados.

Como no curto prazo a renda fixa dá conta do recado, e para o longo prazo as ações são as que provavelmente são as mais indicadas, os fundos multimercado talvez ocupariam o espaço do meio termo: o médio prazo – 2, 3 ou 5 anos para cima – para os quais você ainda não têm um objetivo não financeiro bem definido, mas quer, em contrapartida, que o dinheiro cresça mais que o CDI, lembrando sempre que, também nesses casos, uma carteira bem diversificada de renda fixa, ações e fundos imobiliários tem potencial para produzir os mesmos -ou melhores – resultados, a um custo obviamente bem mais baixo.

Além das desvantagens acima enumeradas, outro problema dos fundos multimercado é a questão da seleção tendo em vista o desempenho pretérito, que muitas vezes acaba sendo o principal critério a escolha de um fundo de investimentos. Como o desempenho passado não é garantia de desempenho futuro, e como o desempenho dos gestores do mercado tendem a regredir à média, num efeito conhecido como “regressão à média” dos retornos financeiros, investir em fundos de gestão ativa, como são os fundos multimercado, acaba sendo, no final das contas, um ato de fé de que o gestor para quem você entrega seu dinheiro conseguirá ter um desempenho superior ao CDI no longo prazo, ou seja, num prazo de 10 ou mais anos.

Infelizmente, todos só ficamos sabendo das “habilidades” de um gestor depois que performou, obviamente. Daí o motivo de eu ficar com os dois pés atrás quando abordo esse tipo de tema aqui no blog, que sempre teve e sempre terá um grande fluxo de leitores investidores iniciantes.

Mesmo o fundo multimercado Verde, o mais famoso da indústria brasileira de fundos (já fechado), administrado pelo Luís Stuhlberger, fundo esse com bons 20 anos de estrada, se observado sua rentabilidade nos últimos 12 meses, perdeu para outro fundo multimercado que vem chamando a atenção dos investidores, que é o fundo Adam Macro (igualmente fechado), que iniciou suas atividades ano passado, e é administrado pelo Márcio Appel. Confira o gráfico comparativo, usando a ferramenta da Vérios, que acabamos de comentar (observem como esses fundos sofreram no dia do circuit breaker, o que é representado por uma longa linha reta pra baixo, mas depois se recuperaram):

Verde Adam

Fonte: Comparador de fundos da Vérios

Seria um sinal de que o fundo Verde estaria caminhando rumo à regressão à média?

Acho que não. Um intervalo de 1 ano é pouco para analisar um fundo, então o mais justo (embora ainda longe do ideal) seria fazer uma comparação de 5 anos, utilizando-se de um fundo que o Márcio Appel gerenciava, antes de ter sua própria gestora (Adam), que era o Galileo, do banco Safra (não inclui na tabela abaixo o Adam porque ele só tem pouco mais de 1 ano de atividade):

Verde Galileo

Fonte: Comparador de fundos da Vérios

Aqui também a comparação ainda fica um pouco distorcida, já que o Márcio saiu do Safra ano passado (prejudicando o comparativo head to head no ano de 2016, embora, para tal, possa servir de parâmetro a comparação do Verde com o Adam), mas é um indício (ou não) de que pode ter surgido, talvez, no mercado de fundos multimercado um gestor mais habilidoso que outro. Mas até quando?

Em suma: é muito complicado investir em fundos de investimentos com base em gestores. Não tenho dúvidas de que, daqui a 3, 5 e 10 anos, aparecerão, na mídia especializada, outros gestores que ficarão famosos por terem apresentado desempenho passado excelente administrando seus respectivos fundos de investimentos, talvez até com desempenho superior ao Verde, Adam, e Galileo. Essa notoriedade, por sua vez, chamará a atenção da imprensa especializada e, obviamente, dos investidores, todos querendo colocar seu dinheiro nesses fundos.

Observe ainda que os fundos multimercado que ganham do CDI tendem a ser sobrevalorizados e endeusados pela mídia especializada e por boa parte dos investidores, quando o IBovespa está em baixa, pois tais fundos, além de baterem o CDI, também batem o IBovespa quando esse apanha do mercado (como tem sido nos últimos 10 anos). Quando o Ibovespa renascer das cinzas e começar a engatar um intervalo de altas como vimos entre 2002 a 2008, é bem provável (aliás, muito provável), que os fundos de ações ganhem em rentabilidade dos fundos multimercado, e, consequentemente, os gestores dos fundos de ações se sobreponham aos gestores dos fundos multimercado, na imprensa especializada e na mídia em geral, gerando um novo troca-troca de “culto à personalidade”.

Pensando num histórico a longo prazo, de 15 a 30 anos, talvez os bons fundos multimercado disponíveis no mercado financeiro tendam a apresentar um desempenho que fique entre o CDI e o IBovespa (veja bem, talvez), o que os tornariam candidatos também a figurarem no cardápio de fundos de previdência privada (PGBL), desde que esse tipo de produto, obviamente, se encaixe dentro de seu perfil de investimentos.

O problema, como eu disse acima, é que muitos investidores ficam girando o patrimônio com os fundos de investimentos, saindo do fundo que rendeu menos, e aportando no fundo que rendeu mais recentemente, e, após descobrir que um terceiro fundo rendeu mais, sair daquele fundo anterior e entrar no novo fundo, e assim sucessivamente, e, assim, correndo-se o risco de pagar mais e receber menos, do que se você traçasse uma estratégia simples, mais transparente, menos custosa, e provavelmente mais rentável, investindo diretamente nos mesmos produtos que esses gestores investem: títulos do Tesouro Nacional, ações, e títulos de crédito privados, mas sem o pagamento de taxas de administração de 2% a.a., taxas de performance de 20% sobre o que exceder o CDI, e sem ter que pagar taxas de saída caso decida resgatar seus investimentos.

Mas eles não deixam de ser uma alternativa para diversificação de investimentos, embora a um custo mais alto, para um público específico, que aceita correr mais riscos. Um exemplo real disso é a carteira do amigo blogueiro de longa data Heavy Metal, que alocou parcela de capital dele em fundos multimercados, mas o principal de seu portfólio ainda está concentrado em outros tipos de ativos, principalmente fundos imobiliários e ativos de renda fixa, como debêntures e Letras de Crédito isentas de impostos.

Conclusão

Eu prefiro investimentos mais simples, aplicando diretamente em ativos, digamos assim, “puros”. Se quero investir para ter ganhos acima do CDI, prefiro investir em Letras isentas de impostos, CDBs e debêntures com taxas remuneratórias superiores ao CDI etc. Ganhos acima da inflação? Tesouro IPCA na cabeça.

Na pior das hipóteses, no caso de investimentos em fundos, o faço por meio de fundos que sejam fáceis de entender; baratos de se comprar; onde haja alguma contrapartida positiva, por exemplo, liquidez imediata, ou onde é impossível investir por meio de ativos puros, como, por exemplo, no mercado de previdência privada complementar (eu adoraria investir em Tesouro IPCA 2050 e ainda poder abater esse investimento no IRPF, mas acho que nunca verei esse sonho se concretizar, no Brasil, o lobby da indústria de fundos é muito forte), e/ou que espelhem com a maior fidelidade possível os ativos de base do fundo, como os fundos referenciados DI compostos somente por Tesouro SELIC.

Se quero ter ganhos em Bolsa de Valores, como a diversificação e gestão passiva para mim são especialmente importantes, aporto em ETFs com baixas taxas de administração, em vez de fundos de ações de gestão ativa com taxas de administração de 2% a 4% a.a.. Em imóveis, vou de fundos imobiliários, e não em “fundos de fundos” imobiliários. E assim por diante.

Uma das vantagens do investimento direto nesses ativos, ao invés do investimento em fundos de investimentos complexos, é que eu tenho um maior controle do grau de risco da minha carteira, podendo dosá-lo na quantidade que eu desejo.

Fundos de investimentos, e principalmente os fundos multimercado, às vezes são complexos demais pra minha cabeça. É lógico que, quanto mais eu estudar, provavelmente mais eu irei aprender, mas existe um limite nesse estudo, que é o limite da suficiência. Tenho para mim que existe um “grau ótimo” na curvatura da aprendizagem, a partir do qual cada ganho percentual em aquisição de conhecimento não implicaria num ganho percentual equivalente de rentabilidade (é algo parecido com a dose mínima de eficácia – DME – de que fala Tim Ferriss em seus livros 4 Horas). Cabe a cada um achar o seu “ponto ótimo” de conhecimento.

Se você quiser adicionar risco e complexidade à sua carteira de investimentos, faça-o alocando apenas uma parcela de seu portfólio, como fez o amigo Heavy Metal. E, acima de tudo, procure entender o que estão fazendo com o seu dinheiro.

A Anbima fez uma cartilha de classificação de fundos de investimentos, e, na parte dos multimercados, colocou essa classificação abaixo:

MM Anbima

Pra mim, existe um certo exagero na complexidade, eu não saberia explicar várias coisas ali – por exemplo, a diferença entre um fundo multimercado estratégia long and short neutro e um fundo multimercado estratégia longo and short direcional.

Vou além: você não precisa saber disso tudo para construir patrimônio com segurança, rentabilidade e transparência.

Pensa comigo: você investe para ter conforto na aposentadoria, para conseguir realizar um intercâmbio no exterior, para materializar uma viagem de férias, pra conseguir comprar um carro à vista…. e não para se estressar. Quem deve se estressar é quem não tem dinheiro pra investir e comprar todas essas coisas, e não o contrário.

Termino esse post (que já passa das 4.000 palavras, se você conseguiu ler esse post inteiro, parabéns! Educação financeira não é para os fracos…..rsrs), com uma célebre e magistral frase do lendário John Bogle:

Keep it simple!

Tenham todos uma ótima semana!

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36 Responses to Resumão da semana: Ibovespa, Banco Data, Vérios Comparador de fundos de investimentos, Debêntures Cemig, Fundos Multimercado (Verde, Adam etc.) e mais!

  1. Frugal Simple 26 de junho de 2017 at 0:12 #

    Opa Guilherme, blz?
    Só uma correção: Esse debenture CEMIG não paga 10% aa + IPCA.
    Eles foram vendidos com grande deságio no mercado secundário e por isso estão pagando isso, não é a cemig que vai pagar 10% + ipca. Pelo que me lembro o lançamento original ofertado pela empresa foi de 4% + IPCA.

    Alguém ficou com medo e vendeu com deságio, por isso o valor do título caiu muito e agora, se a cemig pagar os 4% + ipca é que ele vai chegar nos 10% + ipca.

    Abraço!

    • Dinêi Gazoni 26 de junho de 2017 at 11:13 #

      Também li esta informação depois. Observe que a diferença do deságio é maior que o dobro, ou seja, 150% (considerando de 4 para 10%). Com uma oferta deste tipo e neste contexto, é pra ter, no mínimo, uma certa desconfiança.

      Abraços.

      • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:10 #

        Realmente, a diferença é enorme, o que aponta o grande risco envolvido na operação.

        Abraços!

        • TBB 26 de junho de 2017 at 18:59 #

          Vocês falando de Debêntures IPCA + 10 o que dizer de IPCA + 12 da Rodovias do Tietê? Tudo isso sem pagar nada de IR. Tem que ser corajoso.

          • Guilherme 26 de junho de 2017 at 21:16 #

            Hehehe…..isso nos EUA tem um nome bem apropriado: “junk bonds”…. 😆

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:09 #

      Grande Frugal, valeu pela correção e pelas observações!

      De fato, interessante saber que essas debêntures também sofrem a mesma marcação a mercado que ocorre com os títulos do Tesouro Direto.

      Abraços!

  2. KB Investimentos 26 de junho de 2017 at 1:15 #

    Existe uma máxima na bolsa:
    Quando o William Bonner fala sobre a bolsa, está na hora de vender.
    Dessa vez não foi diferente. Foi ele falar no Jornal Nacional e começou a queda.

    Abraço.

  3. Simplicidade e Harmonia 26 de junho de 2017 at 7:57 #

    Guilherme,

    Sou bem parecida com você: prefiro investimentos mais simples, aplicando diretamente em ativos, com ênfase em RF, mas sempre procurando retornos acima do CDI de bancos menores.

    Gostei do que falou sobre a dose mínima de eficácia (DME).
    Ontem eu estava pensando sobre isso, sobre o excesso de informações, cursos, etc.
    Até que ponto as informações que adquirimos estão realmente nos ajudando com o mínimo de resultados ou gerando nenhum resultado? Será que está valendo a pena gastar tempo e $$$ dessa forma ou ter mais foco e aprendizado apenas no que nos trará algum retorno consistente e que tenha relação com nossas afinidades e objetivos?

    Boa semana,

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:13 #

      Verdade, Rosana, há de se achar um ponto de equilíbrio nisso tudo.

      Tenho refletido bastante sobre a questão da relação custo/benefício de cursos, seminários, palestras etc. Para quem já tem um certo nível de instrução financeira, vale mais a pena focar no autodidatismo, só deixando o investimento para cursos e afins (quando existentes) se houver um real potencial de ganhos.

      Abraços!

    • Thiago 3 de julho de 2017 at 7:17 #

      eu precisava ler isso!
      realmente importante buscar esse foco…
      DME –> Eficacia!
      Boa semana a todos!
      Show de bola esse post Guilherme!

  4. Fernando Silva 26 de junho de 2017 at 8:42 #

    Guilherme, vi um Debênture bem mais realista, um da Algar que está pagando IPCA+5,80 sem imposto de renda. O vencimento é em 2024. Andei lendo os relatórios da empresa e me parece saudável, vem pagando debêntures desde 2007. Me pareceu uma alternativa no médio prazo para um rendimento melhor que o TD está dando hoje, claro, com um pouco mais de risco…

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:17 #

      Oi Fernando, grato pela informação.

      Essas debêntures da Algar são debêntures de infraestrutura. Oferecem uma rentabilidade ainda atraente, considerando o fato de ser uma rentabilidade líquida, e, evidentemente, superior às taxas de juros reais praticadas nos ativos denominados de “livres de risco” (CDI/SELIC).

      Uma diversificação inteligente, com alocação estratégica em investimentos desse naipe, pode de fato proporcionar um ganho adicional em sua carteira de investimentos.

      Abraços

  5. ANDRE R AZEVEDO 26 de junho de 2017 at 11:01 #

    Guilherme, muito boa a referência desse site da Vérior. Não conhecia. Vou salvar aqui para mostrar para algumas pessoas que insistem em aplicar em fundos e não em ativos diretamente como a gente.

    Testei alguns e todos perdem para o CDI. E ainda precisa considerar as taxas de administração e o come-cotas…

    Não consigo ver vantagem em fundos para quem pode gastar o mínimo de atenção para seus investimentos.

    Grande abraço e boa semana!

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:18 #

      Verdade, André!

      No Brasil, infelizmente, ainda reina uma cultura de preguiça por parte de certa parcela dos investidores que poderiam ter retornos muito maiores aplicando diretamente nos ativos puros.

      Abraços e boa semana também!

  6. Dinêi Gazoni 26 de junho de 2017 at 11:23 #

    Só uma correção. O correto é Dinêi Gazoni.

    Parabéns pelo brilhante texto! Realmente uma grande reflexão. Não é preciso tanta complexidade para se chegar aos objetivos. O investimento mais puro, sem grande complexidade dos fundos (aqueles mais complexos) nos permite um maior controle dos investimentos.

    Também sou meio cauteloso com o fato de escolher fundos muito complexos. A complexidade, o economês e o risco em troca de uma maior rentabilidade tem que ser dosadas. Em minha curta carreira como empresário, aprendi que temos que correr risco, mas que o risco tem que ser calculado.

    É um tanto curioso que os fundos mais “agressivos” como os multimercado com taxas de administração, taxas de performance, IR e IOF consigam entregar rentabilidades acima da média. Provavelmente isso vem adicionado ao risco.

    No momento, fico com o investimento mais “puro”.

    Grande abraço a todos!

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:19 #

      Oi Dinêi, já corrigido o seu nome no post, obrigado!

      Eu também sou bem cauteloso quanto a esses tipos de investimentos. Muita sofisticação e muita complexidade não vem, muitas vezes, acompanhada de mais retorno.

      Abraços!

  7. Dema 26 de junho de 2017 at 11:37 #

    Guilherme felicito pelo bom trabalho que faz. Possuo bons conhecimentos em prod financeiros de RF me educando nos ultimos anos. Distribui ao longo desses anos meu fgts e pdv em varias aplic e em varias instituições bancarias e financeira para ficar dentro do fgc quando possuem essa proteção. Invisto por ex. em: cdb, lca, lci, cra ,cri, l.camb. ,Debent. ,Fidc, fdo inv imob. ,fdo multi merc. ,fdo inv de credito, tit públicos, com varios prazos.
    Objetivo na média é conseguir bruto 117% do CDI.
    Isso dá trabalho para controlar e reinvestir. Se possível, o que pode comentar e informar em aplicar tudo em um Fdo exclusivo, quais taxas cobradas de admin e outras, valor mínimo para iniciar?
    Há 2 anos pesquisei em um grande banco e me assustei com as taxas cobradas e parei por ai.

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:21 #

      Obrigado, Dema!

      Realmente, são muito altas as taxas cobradas pelos grandes fundos de investimentos.

      A diversificação que você vem fazendo tem produzido ótimos resultados, a um custo evidentemente muito mais baixo.

  8. Guibro 26 de junho de 2017 at 16:38 #

    Esse fundo do BB (que realmente é horrendo) não vale nem pelo resgate automático?

    Se a pessoa quer deixar um valor pequeno parado, pra cobrir as despesas do dia-a-dia, tem alguma coisa melhor? Dá pra fazer essa “conta-corrente remunerada”em algum outro banco grande?

    Saudades da LCA do BB com remuneração equivalente a 108% do CDI, liquidez diária e sem limite mínimo de aporte!

    Hoje só sei de bons fundos DI fora dos bancões (nas corretoras e no BTG), mas aí não me serve pra liquidez mais imediata; ou no segmento estilo/prime/personnalité, mas aí não faz sentido pagar 600 reais a mais por ano em tarifas pra economizar 200 reais em taxa de administração.

    • Dinêi Gazoni 26 de junho de 2017 at 17:15 #

      Uma alternativa viável, seria o RDC oferecido pelas cooperativas de crédito do Sicoob. Basicamente é um CDB para cooperativas de crédito com liquidez diária e garantido pelo fundo cooperativo.

      Em média, rende 95% do CDI. Não alcança o de uma corretora independente, mas é prático pela liquidez ser na hora. Caso a cooperativa local tenha um percentual maior do CDI pode ser mais interessante que o Tesouro Selic, que costuma levar 1 ou 2 dias úteis. A desvantagem é que o resgate não é automático, mas é simples e feito pelo Internet Bankin

      • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:23 #

        Boa lembrança, Dinêi!

        • Charlito 2 de julho de 2017 at 7:36 #

          Eu uso RDC para dinheiro corrente. Aprendi sofrendo que o investimento feito em determinado dia só pode ser resgatado 1 vez por dia útil (SICOOB). Resgatei parcial num sábado, e o restante ficou preso até a terça seguinte.
          Solução: vários pequenos depósitos consecutivos, e 150 temers na carteira sempre.

      • Ricardo 7 de julho de 2017 at 11:12 #

        Tem CDB rendendo 99% do CDI no Banco Inter com liquidez diária.

        • ANDRE R AZEVEDO 7 de julho de 2017 at 11:25 #

          Se o cliente estiver em um bom grupo de investimento, o valor do CDB diário é de 104%. E isso caiu recentemente. Tenho dinheiro alocado lá para curto prazo a 105% do CDI. Estou tentando nem usar rsrs

    • Guilherme 26 de junho de 2017 at 18:22 #

      Guibro, eu acho (não tenho certeza) que um CDB DI – que também é elegível ao resgate automático – seja uma opção mais rentável do que esse fundo.

      Saudades mesmo dessas LCAs!

      Abraços!

  9. LAURA 26 de junho de 2017 at 22:15 #

    Grata pelas informações. Vou acompanhar o site.

  10. Nana 27 de junho de 2017 at 21:03 #

    Os comentários do Guibro foram direto às minhas necessidades. Estou engatinhando ainda nesse mundo de investimentos e não consigo encontrar muitas opções fora dos grandes banco por morar em uma pequena cidade do interior.

    Refente aos investimentos do Tesouro Direto Selic, tem algum banco que compensa mais?
    Bj e fk c Deus
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

    • Guilherme 1 de julho de 2017 at 18:53 #

      Nana, você pode perfeitamente investir em ótimos produtos fora dos grandes bancos mesmo morando em pequena cidade do interior. Hoje, a maioria dos investimentos pode ser feita online, sem burocracia, nem complicação.

  11. Nikko 2 de julho de 2017 at 14:33 #

    A CEMIG está em processo de desinvestimento, venderá sua participação na light, Taesa e outros ativos. Acho muito interessante o valor do deságio, visto que é uma empresa sólida e com vários ativos para vender.
    Comprei um pouco desta debênture e também ações da empresa.. contudo, o valor é baixo no meu capital..
    a empresa também está sendo recomendada nos relatórios da empiricus.

    Fica a cargo de cada um decidir e avaliar se vale a pena..

    • Dinêi Gazoni 6 de julho de 2017 at 9:31 #

      Olá Nikko,

      Agora tem CMTR33 – Cemig Ger. e Trans. pagando IPCA + 10,10. Tá parecendo leilão.

      Como sou meio cauteloso, pois, se fr para investir na CEMIG, preferiria comprar ações, pois haveria a possibilidade de vendê-las em um período de alta e obter retorno; ao passo que a data de vencimento da debênture dependeria da saúde da empresa.

      Uma análise melhor poderia ser feita pelos balanços da empresa que pode ser encontrado na seção “Investidores” no site. Isto daria mais segurança na decisão.

      De qualquer forma é bom observar a oportunidade.

      Abraço e bons investimentos.

  12. Lucas 26 de julho de 2017 at 8:40 #

    O Banco Intermedium está com um CDB com 99.0 % do CDI com liquidez diária, acho uma boa pra quem quer colocar dinheiro pra resgate rápido e melhor que a poupança. Depois vai para 101% = 180 dias e 102% = 360 dias.

    Outra opção é o LCI DI deles com 90% com prazo de 180 dias livre de IR que rende um pouco mais que o CDB.

  13. Philipe 31 de julho de 2017 at 21:48 #

    Guilherme, parabéns pelo bom trabalho que faz neste blog. Estou iniciando na educação financeira e estou aprendendo muito através dele. Sou medico recém formado e na correria de plantão consegui juntar 50k na poupança. Tenho interesse em um futuro próximo (2-3 anos, ou ate menos) adquirir um apartamento. Pensei em aplicar todo o valor em um Fundo Referenciado DI do Bradesco Prime (Bradesco Prime FIC Renda Fixa Special) com taxa de administração de 1% (sou correntista isento de tarifa). Concorda, ou seria melhor aplicar em Tesouro Selic + LCA/LCI com 83% do CDI (tentaria no BB).
    Obrigado.

    • Guilherme 3 de agosto de 2017 at 15:06 #

      Olá, Philipe, obrigado e parabéns também pela atitude!

      Sobre sua dúvida, penso que o Tesouro SELIC + as Letras são uma opção mais rentável.

      Abraços!

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