3 galinhas dos ovos financeiros de ouro que você não pode matar

Uma das maneiras mais poderosas de pensar é através de metáforas. Metáforas nos ajudam a raciocinar através de conceitos mais simples, facilitando o entendimento de diversos temas – inclusive na área financeira.

Quem nunca ouviu falar das galinhas dos ovos de ouro?

  • Não venda essas ações, elas são uma galinha dos ovos de ouro!
  • Você vai vender esse negócio, como você vai sobreviver? Pense duas vezes antes de vendê-lo, ele é uma galinha dos ovos de ouro!
  • Por quê você vai vender esse terreno? Ele pode ser uma galinha dos ovos de ouro no futuro!

Você já captou a ideia que está por trás essa metáfora. Ter uma galinha dos ovos de ouro é como ter uma fonte de riqueza permanente. Uma fonte que gera frutos. Um verdadeiro “pé de dinheiro“.

O importante não é apenas ter a galinha em si, mas sim ter uma galinha com capacidade de produzir bons ovos. São os ovos que irão te sustentar. Adaptando a metáfora para o campo financeiro, são os frutos financeiros produzidos por essa fonte de renda que irão te sustentar.

O objetivo do texto de hoje é didático. É mostrar para você 3 galinhas de ovos financeiros que você não pode matar, pois elas serão fundamentais para custear, total ou parcialmente, sua aposentadoria no futuro.

Aposentadoria pelo INSS para quem não tem a contribuição previdenciária descontada na fonte

Pera lá, que negócio é esse? Colocar a aposentadoria do INSS como sendo a galinha dos ovos de ouro?

De fato, o INSS está longe, muito longe, de ser uma galinha dos ovos de ouro. Os benefícios de aposentadoria estão limitados ao valor máximo, hoje, 28 de agosto de 2017, de R$ 5.531,31. Ninguém que esteja aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social ganha mais do que isso. E, para muitos, isso é insuficiente.

No RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), o valor máximo dos benefícios é o teto do funcionalismo público federal, ou seja, o subsídio de Ministro do STF (R$ 33 mil brutos), mas isso apenas para quem entrou no serviço público até 2003.

Quem ingressa hoje no serviço público – na verdade, quem ingressou desde 2013, está com o benefício previdenciário no RPPS limitado também ao teto do INSS – se quiser receber mais, terá que ingressar no RPC (Regime de Previdência Complementar), que, no caso da União, é administrado pelo Funpresp.

Ou seja, servidores públicos da União, na prática, contam com dois sistemas de aposentadoria: um obrigatório, pago pelo RPPS, limitado ao teto do RGPS; e outro facultativo, pago pelo RPC (Funpresp – fundo de pensão fechado), que tem como principais atrativos o fato de haver uma contrapartida da União (a cada real pago pelo servidor, outro real é aportado pela União, mas que, no final das contas, por conta das taxas de carregamento e de outras despesas, cada real aportado pelo servidor acaba virando R$ 1,40 na reserva individual, em vez de R$ 2); zero de taxa de administração; e possibilidade de dedução da contribuição paga pelo servidor na declaração do IRPF, como se fosse uma previdência do tipo PGBL (isso é uma vantagem sobre a contribuição previdenciária de 11% dos servidores que estão no regime antigo, pois esse valor não pode ser deduzido do IRPF).

Se as aposentadorias pagas pelo INSS são assim tão ruins, com valores tão limitados e notoriamente insuficientes para boa parte das pessoas, por quê então colocá-las como sendo uma galinha dos “ovos de ouro”?

Embora os ovos não sejam realmente de ouro – as quantias são bastante limitadas – a galinha em si tem dois atrativos que não podem ser desconsiderados. Esse alerta é mais dirigido para quem não contribui ou nunca contribuiu para o INSS, e não tem, portanto, a contribuição previdenciária retida na fonte – caso dos profissionais liberais e dos autônomos, por exemplo.

Primeiro, trata-se do regime previdenciário com o pacote mais completo de benefícios. Se você investe, visando a aposentadoria, num PGBL/VGBL, ou mesmo em ações, Tesouro Direto, fundos imobiliários etc., ainda que obtenha rendimentos extraordinários, esses investimentos no mercado financeiro nunca irão pagar pensão por morte, auxílio-doença, e auxílio-doença, só para ficar em alguns exemplos de benefícios que são pagos pelo INSS.

O que os investimentos aplicados no mercado financeiro te proporcionam, isso sim, é uma reserva de capital acumulada numa conta individual, que pode ou não ser utilizada para cobrir eventos de morte do titular, de doenças (e consequente afastamento do trabalho, com consequente provável perda de renda), de invalidez etc., reserva de capital essa que pode ou não ser suficiente para cobrir esses mesmos eventos.

Já os “investimentos” (não é bem esse o termo correto, mas facilita para efeitos de aprendizagem) em pagamentos de contribuições previdenciárias no INSS garantem esses benefícios adicionais, desde que cumpridos, obviamente, os demais requisitos estabelecidos em lei, tais como carência, idade etc.

Exemplo: imagine que Paulo e João comecem a trabalhar no mesmo escritório como autônomos, e ganhem cada um R$ 1 mil. Paulo investe R$ 200 no Tesouro Direto. Já João usa os mesmos R$ 200 para pagar o INSS.

Após um ano de trabalho, ambos ficam doentes e precisam parar de trabalhar. Vão ficar afastados 2 meses do trabalho. João vai receber do INSS, durante o tempo em que ficar afastado, o auxílio-doença, já que pagou a contribuição previdenciária e preenche os demais requisitos previstos em lei. Já Paulo, que usou o dinheiro para investir no mercado financeiro, não terá direito ao auxílio-doença, pois não estava sequer filiado ao INSS: ele vai ter que se virar com o que tiver acumulado de reservas financeiras.

É claro que a situação ideal é ter sobras no orçamento doméstico para investir no mercado financeiro e pagar o INSS. Deixar de contribuir ao INSS é um risco, que pode fazer falta caso aconteça algum imprevisto.

Não vou entrar no mérito das discussões sobre o déficit da Previdência, do achatamento do valor dos benefícios previdenciários, do estereótipo da imagens de longas filas se formando no posto do INSS etc., pois são impertinentes ao tema em questão. O que eu pretendo ressaltar aqui é que o dinheiro pago a título de contribuição previdenciária garante a possibilidade de receber um direito que inexiste quando se investe o mesmo dinheiro no mercado financeiro. Ainda que você olhe torto – e com razão – para a aposentadoria do INSS, no mínimo, você deve pensar nele como um plano B, C ou D.

Além disso, e eis aqui o segundo motivo para prestar atenção nos investimentos em contribuições previdenciárias como um plano B de investimentos, a aposentadoria paga pelo INSS é de caráter vitalício. Ou seja, trata-se de uma fonte permanente de renda passiva, não importa se você irá viver somente até os 67 anos, ou se irá viver até os 127 anos.

Em suma, no INSS você tem assegurado um benefício definido (regime BD), ao contrário dos investimentos tradicionais no mercado financeiro, como PGBL/VBGL, ou mesmo Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários, em que você tem uma contribuição (aporte) definido (regime CD), mas não sabe, de antemão, qual será o valor do benefício, o que só será feito quando chegar a hora de se aposentar.

Quem contribuir para o INSS (pagando a contribuição previdenciária, que pode chegar a até R$ 608,44) garante o recebimento de uma aposentadoria, que, dependendo do tempo de contribuição, idade e outras variáveis, pode chegar inclusive no teto, que, nos valores de hoje, é de R$ 5.531,31 (estou desconsiderando, aqui, para facilitar o entendimento, as variáveis decorrentes da aplicação do fator previdenciário, que podem diminuir o valor do benefício a ser recebido).

Quando você investe os mesmos R$ 608,44 no mercado financeiro, você não sabe de antemão quanto vai acumular no futuro, pois tudo dependerá da rentabilidade dos investimentos e da forma como você irá administrar esses recursos para garantir uma renda mensal (juros) sem prejudicar o principal (o capital acumulado).

Quer queira, quer não, somente esse fato – recebimento de um benefício definido – adiciona um importante fator de segurança na constituição de sua aposentadoria, ainda que essa segurança esteja muito relativizada hoje em dia, por conta do histórico governamental de sempre mudar para pior as regras para a concessão das aposentadorias e o cálculo dos respectivos proventos.

Lembre-se sempre – e acho que vocês já estão carecas de saber disso – que o valor da aposentadoria do INSS sempre deve ser complementado com uma estratégia de acumulação de patrimônio por meio de outros ativos geradores de renda, a fim de tornar sua velhice mais confortável e menos propensa a depender dos outros. Em setembro de 2014 eu escrevi um artigo detalhando 8 desses ativos – link aqui.

Querem um exemplo real de pessoa que adotou esse tipo de estratégia!?

Tá na mão: Vitório. No artigo que tive o prazer de escrever em outubro de 2015, eu dei alguns detalhes da inesquecível conversa que tive com ele:

Vitório foi uma pessoa muito preocupada com sua aposentadoria: além de contribuir para o INSS, pagava também a contribuição para o plano de previdência de sua empresa. O resultado é que ele agora desfruta do dinheiro acumulado de duas aposentadorias: a aposentadoria dos cofres do INSS, da qual ele disse que recebia cerca de R$ 2,4 mil líquidos; e a aposentadoria do fundo de pensão. Ele me disse que certamente não conseguiria ter o padrão de vida que tem hoje se não tivesse feito o planejamento para ter uma segunda aposentadoria, e aqui reside a mensagem mais importantes do artigo de hoje: faça seu próprio plano de aposentadoria financeira.

O ideal, portanto, é fazer como o Vitório, ou seja, trabalhar os investimentos no mínimo em duas frentes de batalha. É preciso lutar para conseguir a independência financeira, se possível antes da idade mínima para aposentadoria segundo o regime público (60 anos de idade, pelas regras atuais), e, por via das dúvidas (questão de segurança), continuar contribuindo para o INSS a fim de ter direito ao recebimento de uma segunda aposentadoria, pelo INSS.

Vale lembrar, a propósito, que o teto dos benefícios pagos pelo INSS também são reajustados ano a ano e, embora os reajustes sejam sempre irrisórios – na maioria das vezes somente acompanhando a variação da inflação (seria uma espécie de Tesouro IPCA que paga somente inflação e nada de juros reais) – eles constituem uma garantia a mais de que pelo menos o valor nominal não irá ficar parado no tempo, com todas as ressalvas que se deve ter ao ler o termo “garantia”.

Por exemplo, 10 anos atrás, o teto da aposentadoria pelo INSS era de R$ 2.894,28. Hoje, esse valor é quase o dobro (R$ 5.531,31), e, fazendo um exercício de futurologia, supondo que daqui a 10 anos o reajuste cresça na mesma proporção, o valor máximo da aposentadoria irá chegar, em 2027, aos R$ 11 mil.

Pagar INSS é um meio, sim, de diversificar seus investimentos, e de diluir os riscos quanto ao futuro, principalmente o risco de o mercado financeiro não te entregar aquilo que você esperava dele, ou o risco de você não conseguir administrar bem suas reservas financeiras de modo a gerar o valor de renda passiva que você esperava conquistar. Ainda que o INSS seja uma galinha que produza ovos de proteína inferior (= menos dinheiro), ainda assim são ovos financeiros.

E, embora saiba que o desejo de muitos leitores e investidores é conseguir um patrimônio financeiro de tal monta que o faça independer completamente do INSS, cautela e caldo de galinha, ou melhor, cautela e a galinha do INSS ;-), nunca são demais.

Os aluguéis, dividendos e juros do mercado financeiro

O mercado financeiro oferece uma vasta gama de produtos capazes de se transformar numa excelente galinha reprodutora de bons ovos financeiros. Fundos imobiliários bem consolidados, ações pagadoras de dividendos, títulos do Tesouro Direto que pagam semestralmente cupons de juros… todos são ótimas formas de gerar renda extra através de seus frutos: aluguéis, dividendos, juros.

O importante é escolher boas galinhas (= pesquisando e estudando muito), nutri-las para fazê-las engordar (= aportar com consistência e regularidade), e vigiar para que elas não virem um problema na sua granja, ou seja, que quebrem, deixem de lucrar ou aconteça algum problema que as impeça de produzir os ovos de dinheiro.

O mercado, portanto, oferece à disposição do público produtos capazes de gerar renda passiva de forma a complementar a renda da aposentadoria. Mas por quê as pessoas em geral não conseguem aproveitar todo esse potencial a seu favor?

Uma coisa muito comum que eu vejo acontecer nesse mercado é o giro de patrimônio. Em geral, as pessoas ou não têm paciência para esperar as galinhas crescerem e produzirem os ovos com mais qualidade, ou fazem investimentos sem ter um plano adequado para sua utilização, o que denota evidente falta de educação financeira.

No primeiro caso, a falta de paciência é perceptível principalmente em ativos que requerem um certo tempo de maturação antes de produzirem os resultados almejados, tais como as ações e fundos imobiliários.

Um dos grandes problemas do investidor em ações é comprar na alta, aportar sem regularidade, comprar empresas erradas, e vender precipitadamente, antes de elas começarem a produzir os resultados que se esperam.

As ações refletem o resultado das empresas no mundo real, e é óbvio que a evolução nas vendas, nas receitas, nos lucros, não ocorre da noite para o dia, sendo o produto de dias, semanas, meses e até anos de espera.

Quem dá “tempo ao tempo”, é paciente, é disciplinado, tem foco no longo prazo, acaba inevitavelmente colhendo os frutos do exercício dessas virtudes. A paciência colhe os seus frutos, e prova viva disso é o fato de, semana passada, o Ibovespa finalmente ter fechado um pregão acima dos 70 mil pontos, fato que não ocorria desde 2011. Não se sabe se isso é temporário ou passageiro, ninguém sabe, mas é uma prova de que paciência é uma virtude que precisa ser exercitada principalmente quando se trata de investimentos em ações.

Fazer resgates de investimentos com o timing totalmente errado ou com objetivos incompatíveis com o tipo de investimento é outro problema típico do investidor sem uma boa base de educação financeira. Atire o primeiro ovo quem nunca ouviu a história de alguém que queria resgatar o dinheiro investido num PGBL com tributação regressiva definitiva após menos de, digamos, 5 anos de investimentos, para comprar um carro? Ou quem começou a investir na Bolsa lá nos idos de 2008, quando ela estava nos 73 mil pontos, em Vale e Petro, com o objetivo declarado de investir para o longo prazo, mas se assustou com o primeiro circuit breaker da Bolsa, e nunca mais voltou para a Bolsa de Valores? Ou do sujeito que, após ler que o Tesouro IPCA rendeu mais de 50% num determinado ano, concentrou todos os seus investimentos nesse papel e, à medida que a taxa do papel foi aumentando, o preço de mercado foi diminuindo, provocando desvalorizações da ordem de mais de 30%, e não aguentou a rentabilidade negativa de curto prazo, e liquidou tudo com prejuízo?

Qualquer pessoa tem condições de criar boas galinhas reprodutoras de bons ovos de ouro – afinal, o mercado financeiro é público, acessível a todos a um clique de distância – e, assim, formar uma poupança boa, parruda e robusta para a aposentadoria.

Boas galinhas existem aos montes no mercado financeiro. As pessoas às vezes até conseguem pegá-las – comprando ações do Itaú a R$ 21 (olhem quanto tá hoje, deem uma pesquisada no Google usando o termo ITUB4), Tesouro IPCA pagando mais de 7% a.a. mais inflação, fundos imobiliários com yield superior a 1% a.m. – mas, depois de algum tempo, não aguentam a pressão e vendem. Isso mesmo: vendem. E, com isso, transferem essas galinhas para a granja dos afortunados: para aqueles que compram com a intenção de manter, sabendo que podem gerar bons ovos financeiros durante mais de 1, 2 ou 3 décadas.

O córtex pré-frontal de seu cérebro

A maior galinha dos ovos de ouro está dentro de você: é o seu cérebro, mais precisamente o córtex pré-frontal (PFC). De acordo com a Wikipedia:

Esta região cerebral está relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social.[1] A atividade básica dessa região é resultado de pensamentos e ações em acordo com metas internas.[2]

É através do PFC que você trabalha, e é por meio do trabalho que você gera dinheiro. Cuidar bem do seu cérebro, pensando em meios e modos de explorar seu potencial ao máximo, é a chave do sucesso. Não existe fonte mais poderosa de renda do que ele.

Todas as grandes invenções da Humanidade passaram pelo PFC. E você tem dentro de si um exemplar totalmente único, individual e irreplicável.

Você sabe qual é o problema?

Se você já é leitor antigo e assíduo do blog, provavelmente já tem a resposta na cabeça: o mundo está cheio de armadilhas para que você não desenvolva todo o seu potencial de explorar seu cérebro.

O mundo quer que você se distraia, que você seja um viciado em distrações. Mensagens de Whatspp a cada 5 minutos piscando na home de seu smartphone, notificações push de novos emails, SMSs, novas fotos e textos publicados nas redes sociais… a lista é imensa.

Você só produz trabalho de valor se você conseguir se concentrar, mas se nem no ambiente de trabalho você consegue se livrar da porcaria das redes sociais, vai ser em casa que você vai conseguir fazer isso?

E, com isso tudo, você fica desestimulado a produzir coisas de valor que gerem resultados duradouros, simplesmente porque, quando há um intervalo de tempo propício para tal… você já está estafado. Cansado mentalmente. Esgotado fisicamente. Desestruturado emocionalmente. Não dá.

A solução, por óbvio, passa necessariamente por uma reestruturação em seu estilo de vida, que envolve mudança de hábitos, de rotinas, e foco em implementação de ações e comportamentos capazes de produzir um estado que o faça sair da zona de conforto, o que envolve, sem dúvida, a busca de novas metas e objetivos.

Uma das melhores maneiras de usar o PFC é através da aprendizagem contínua. E aí eu pergunto: qual foi a última vez que você leu um livro da sua área de profissão? Se você é do comércio, quantos livros sobre vendas leu nos últimos 12 meses? Se você é advogado, quantos livros jurídicos leu no decorrer do último ano? Se você é engenheiro civil, quantos cursos fez sobre sua profissão nos últimos 3 anos? Se você é médico, sabe quais serão as novas tendências da sua área de profissão para os próximos 30 anos?

É claro que quilometragem de leitura e de aprendizagem não garante, só por si, sucesso profissional. Porém, é inegável que, quanto mais você aprende, mais você aumenta as chances de você obtê-lo. Portanto, na dúvida entre estudar e não estudar, eu, se fosse você, estudaria. Ainda que fosse só por precaução. 😉

Mas aprender dentro da própria profissão não é suficiente. Para ter galinhas de ovos financeiros de ouro é preciso, também, estudar sobre finanças. Quantos blogs sobre finanças você lê por semana? Quais conhecimentos novos adquiriu sobre investimentos de 2016 pra cá? Que coisas você só veio a saber agora em 2017?

A curiosidade é o motor do aprendizado, e o aprendizado é o motor para a evolução da espécie humana.

Veja o que a mãe de Bill Gates disse sobre ele quando era garoto:

“Quando esperávamos seu nascimento, já sabíamos que se nascesse homem o nome seria “Bill Gates III”. Mas a avó e a bisavó materna dele acharam que causaria muita confusão ter dois Bills na mesma casa. Como amantes inveteradas das cartas, elas sugeriram que o chamássemos de “Trey”, que nos Estados Unidos, como qualquer jogador sabe, refere-se à carta de número 3. (…) Quando menino, Trey provavelmente leu mais livros que os outros garotos, e com frequência nos surpreendia com ideias sobre como achava que o mundo funcionava – ou imaginava que poderia funcionar (destacou-se)”.

Agora, leiam um trecho da mega resenha que fiz sobre a biografia de Warren Buffett:

“Aos 8 anos, para aprimorar suas habilidades em se relacionar com as pessoas, uma vez que ele era um garoto tímido que não se dava muito bem com as garotas (embora gostasse de se relacionar com amigos mais velhos, sempre), Buffett leu um livro cujo título lhe tinha seduzido: Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Aos 8 anos.

Como seu pai tinha uma pequena corretora de valores, Buffett gostava de ficar no escritório do pai, lendo, aos 9 anos de idade, a coluna “The Trader“, da revista Barron´s, e todos os livros da estante.”

No documentário Becoming Warren Buffett, ele próprio confirma que gostava de ficar no escritório do pai dele lendo cada livro e que, em pouco tempo, já tinha lido todos os livros.

Buffett Livros

Representação artística dessa peculiar fase da vida de Buffett. Observe a quantidade de livros que ele já tinha devorado quando possuía menos de 10 anos de vida.

Voltemos de 1939 para 2017. Vejam o que Bill Gates publicou no Instagram no mesmo dia em que esse artigo começou a ser escrito:

Gates aprender

Vejam a parte em destaque: “meu entusiasmo para aprender continua o mesmo”.

……………………

Por ocasião do aniversário de 7 anos do blog, eu narrei 7 coisas novas que aprendi em cada um dos anos em que o blog girou ao redor da Terra. Vale a pena dar uma conferida – post aqui – a fim de que você mesmo pense sobre coisas novas que aprendeu no decorrer dos últimos 7 anos – e o que você espera aprender de novo nos próximos 365 dias.

Conclusão

Pensar no dinheiro

Quem não gostaria de ter uma fonte permanente de riqueza? Todos queremos tê-la.

Contudo, ter ativos geradores de renda não envolve apenas a criação, manutenção e aperfeiçoamento de um plano estratégico de investimentos.

Ela envolve, além disso, que você dedique um tempo para refletir sobre uma possível necessidade de investimento numa contrapartida previdenciária ao trabalho que você presta, principalmente se você pode, atualmente, se dar ao luxo de ignorar completamente o INSS e não pagar contribuição previdenciária.

Não se discute, aqui, sobre quão ruim seja o sistema previdenciário atual (e de fato é, para a maioria das pessoas, e ficará ainda pior quando a Reforma da Previdência for aprovada), mas sim sobre adicionar um elemento extra de segurança à sua vida, enquanto você tem condições de gerar dinheiro por meio de sua capacidade ativa para o trabalho.

Como eu já disse diversas outras vezes aqui no blog, eu ouço há mais de 10 anos a coluna diária de finanças pessoais do Mauro Halfeld na CBN, e uma das coisas mais recorrentes que eu ouço, nesse tempo todo, são os casos de ouvintes situados na chamada meia idade (pessoas entre 40 e 50 anos) que começam agora a se preocupar com a aposentadoria, sem nunca terem contribuído sequer para o INSS. Alguns desses ouvintes formaram reservas financeiras individualmente (normalmente na renda fixa, e imóveis de aluguel) – esses estão em uma situação um pouco melhor – mas outros não formaram reserva financeira alguma, sendo que os únicos bens de maior valor em seu patrimônio são um carro (passivo) e uma casa própria (que também não é ativo, já que não gera renda).

Quando eu ouço comentários de pessoas com esse perfil, eu tento me colocar na situação delas, e imagino quão desesperador deve ser a situação de você ter, digamos, 51 anos de idade, 30 anos de trabalho, zero de contribuição previdenciária para o INSS, e zero de reservas financeiras, zero no Tesouro Direto, zero em investimentos no banco, zero em ações, e zero em fundos imobiliários. Já imaginou? Isso é muito mais comum do que se imagina, nesse nosso Brasil tão imenso em termos territoriais e tão carente de educação financeira.

Se você não tem um plano A, que pelo menos tenha um plano B. Daqui a 30 anos, você voltará a esse específico texto para me agradecer por ter lido tal reflexão. 😉

Finalmente, estudar, estudar e estudar. O desenvolvimento de novas habilidades começa no cérebro, está ao seu alcance, e não depende de mais ninguém. Você é o mais interessado na evolução de sua própria vida.

A vida passa num instante. Hoje, você é jovem, trabalha, tem energia. Pode se dar ao luxo de gastar seu tempo livre montando uma poderosa estratégia de investimentos. Quando menos se der conta, já estará avistando a aposentadoria na linha do horizonte, e talvez se perguntará: por quê eu não investi nisso antes? Por quê eu não estudei mais antes? Por quê eu não trabalhei mais antes? Por quê eu não arrisquei mais antes, quando eu tinha todo o tempo do mundo para esperar? Por quê eu não controlei melhor meus gastos? Onde eu estava com a cabeça gastando tanto dinheiro com ____ e com ____?

Se nunca economizarmos dinheiro, sempre seremos pobres, não importa quanto dinheiro possamos estar ganhando” – Richard Koch

A educação financeira te dá as bases para se precaver quanto ao futuro e ao mesmo tempo aproveitando bem o momento presente.

Portanto, aproveite que você está terminando de ler esse artigo, e já aja em busca de meios de investir mais e melhor, se precaver quanto ao futuro, e de ter mais serventia às outras pessoas por meio daquilo que você se especializou em fazer tão bem. Galinhas dos ovos de ouro, pés de dinheiro, não importa o nome: tudo começa dentro de você. Mãos à obra! 🙂

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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32 Responses to 3 galinhas dos ovos financeiros de ouro que você não pode matar

  1. MadGuitarMan 28 de agosto de 2017 at 9:10 #

    Parabéns Guilherme, um dos melhores posts que eu já li aqui, merece ampla divulgação, haja vista a quantidade de bobagens que são publicadas ultimamente sobre previdência.

  2. Thiago Pagonha 28 de agosto de 2017 at 11:16 #

    Que artigo sensacional este!

    Embora eu não contribua para o INSS por não querer fazer parte do sistema de pirâmide imposto pelo governo, você conseguiu argumentar de uma forma muito interessante mostrando que não é para depender do INSS e sim utilizá-lo como um complemento para renda e uma forma de diversificação.

    Mas gostaria de expor que não é tão fácil assim conseguir as tais pensões, pois o governo dificulta e muito o usufruto desses benefícios que os contribuintes tem direito.

    Recentemente minha ex-sogra tentou receber a tal pensão do marido morto mas simplesmente o INSS disse NÃO por não “aceitar” nenhum documento que ela levava lá.

    A mesma coisa acontece com o meu sogro atual, onde o INSS simplesmente não “aceita” a documentação que ele leva lá para se aposentar, o que o faz ter que trabalhar ainda mais para ter o tal “benefício” que em teoria deveria ser já adquirido e não ter que “brigar” pra conseguir.

    Não que essas dificuldades todas impeçam de conseguir o benefício algum dia, mas é uma usual estratégia do governo, postergar e enrolar o pagamento dessas pensões o máximo que puder e se possível não pagar.

    Na Austrália por exemplo, os fundos de pensões de aposentaria são privados, onde a empresa contribui com 9.5% do seu salário e a própria pessoa pode escolher o fundo que tem a menor taxa e/ou melhor rentabilidade. Isso muda completamente o jogo já que você recebe extratos da sua grana aplicada e tem certeza que não será enrolado pelo governo!

    Sem contar que quanto mais a expectativa de vida aumente, mais o governo vai criar novas regras para postergar a idade onde as pessoas podem se aposentar, fazendo-as contribuir por mais tempo, correndo atrás de uma “galinha” que talvez nunca alcancem.

    Na minha visão o correto é correr atrás da própria IF e não depender de governo para se aposentar, mas parabéns pelo artigo mais uma vez!

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:03 #

      Obrigado, Thiago, excelentes comentários também!

      De fato, o negócio é depender o menos possível de ajuda estatal na hora de se aposentar.

      Ótimos os seus exemplos pessoais, bem como a ilustração do sistema de aposentadoria na Austrália.

      Abraços!

  3. Daniela 28 de agosto de 2017 at 14:21 #

    Sobre o INSS:

    Para receber pensão por morte é só apresentar certidão de casamento. Agora, se o falecido deixou de contribuir pelo tempo suficiente para perder a qualidade de segurado, não vai ter documento nenhum que vá ser suficiente para a viúva receber pensão.

    E mais um ponto positivo da Previdência Social: é relativamente comum ver pessoas que ganham fortunas e, posteriormente, por circunstâncias da vida, vão à falência. Tendo recolhido as contribuições regularmente, o segurado e os beneficiários receberão os benefícios sem problema. Não há qualquer possibilidade de penhora tanto sobre o valor das contribuições (como poderia haver sobre os investimentos no Tesouro Direto, por exemplo) como sobre o valor dos benefícios (são impenhoráveis por serem verba alimentícia).

    Claro que ninguém aqui se imagina na situação de insolvência, mas este é um dos riscos da atividade empresarial.

    Ótimo artigo, com considerações muito pertinentes, como sempre!

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:04 #

      Obrigado, Daniela, e excelentes observações também!

  4. ALEXSSANDRA 28 de agosto de 2017 at 14:28 #

    Adorei, texto muito inteligente
    parabéns!!

  5. Investidorpb 28 de agosto de 2017 at 14:40 #

    Guilherme,

    Mais uma vez parabéns pelo seu excelente post. Tenho acompanhado seu blog todos esses anos e pude testemunhar a qualidade de seus textos a pertinência de cada um dos assuntos tratados.

    Bem, gostaria de fazer alguns apontamentos sobre o INSS.

    Sou segurado do RGPS e do Regime Próprio de Previdência. Tenho um bom tempo de contribuição para o INSS. Contribui como celetista e, mesmo tendo passado para o Regime Próprio, continuei contribuindo para o INSS na qualidade de contribuinte individual.

    Parti da estratégia de garantir a segurança financeira da minha família e me aposentar pelos dois regimes, fazendo uma contribuição no INSS que me garantiria 50% do valor do teto. Nesse período, gozei algumas vezes do auxílio doença, uma vez que, como contribuinte individual, existe cobertura a partir de 1 dia de afastamento. Pude, assim, comprovar a segurança que confere a contribuição, com uma série de outros benefícios que conhecemos bem.

    Ocorre, no entanto, que abandonei a estratégia quando analisei detidamente a PEC da reforma da previdência. Uma das regras propostas é a vedação de acumulação de pensão por morte do RGPS com outra pensão por morte do Regime Próprio. Ou seja, como meu intuito era segurança familiar, esse elemento está em risco, pois caso venha a falecer, meus dependentes terão que optar por uma das pensões, tendo as minhas contribuições ido “de graça” para o governo. No tocante a acumulação de aposentadorias, esta ainda está preservada no texto da PEC.

    Outro ponto fundamental diz respeito ao retorno esperado do “investimento”. Ora, entendo que o benefício não é definido, e o que vem ocorrendo ao longo dos anos é uma distância cada vez mais estreita entre o menor benefício (um salário mínimo) e o maior benefício (teto), provocando um achatamento considerável.

    Passei a entender que o retorno é consideravelmente maior para quem contribui com base no salário mínimo. E a partir daí existem duas opções extraordinárias para quem deseja contribuir neste patamar.

    A primeira consiste no Plano Simplificado de Previdência Social (http://www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/informacoes-gerais/plano-simplificado-previdencia-social/). Como informa o próprio site da previdência, “o Plano Simplificado de Previdência é uma forma de inclusão previdenciária com percentual de contribuição reduzido de 20% para 11%, desde que o valor pago seja igual à alíquota multiplicada pelo valor do salário mínimo vigente”. Não se pode se aposentar por tempo de contribuição nesse plano. Porém, isso vai ser irrelevante, pois a aposentadoria por tempo de contribuição vai desaparecer, segundo o texto da PEC.

    Outra opção é contribuir na qualidade de Microempreendedor Individual (MEI), cuja contribuição também é com base no SM (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/perguntas-frequentes/duvidas-relacionadas-ao-microempreendedor-individual-1/5-previdencia-e-demais-beneficios), sendo inclusive menor do que a do Plano Simplificado de Previdência. Ocorre que há restrições quanto às atividades, faturamento etc.

    Nesse sentido, é bom avaliar as opções existentes, a finalidade que se busca alcançar e conhecer os planos disponíveis. Como bem apontou Guilherme, “a educação financeira te dá as bases para se precaver quanto ao futuro e ao mesmo tempo aproveitando bem o momento presente”.

    • Alan 29 de agosto de 2017 at 10:22 #

      Considero a contribuição ao INSS um investimento quase insdispensável nessa condição específica: contribuir pelo piso e se possível no regime simplificado ( 11%). Não tem muita coisa no mercado financeiro com resultado nem próximo da metade.
      Já se fiar no teto não recomendo. A distância do teto para o piso vem diminuindo e vai continuar assim por longo período. Provavelmente no futuro não vai chegar a dois salarios mínimos

      • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:12 #

        Verdade, Alan!

      • Investidorpb 1 de setembro de 2017 at 14:35 #

        É um retorno muito bom em relação ao investimento. Diria que é o seguro mais barato que existe. 1 mês de auxílio doença paga praticamente 10 meses da contribuição previdenciária no Plano Simplificado.

        Mas sempre é bom saber que fica vedado:
        a) se aposentar por tempo de contribuição;
        b) averbar o tempo do Plano Simplificado nos Regimes Próprios.

        Por sua vez, no MEI existem mais restrições. Segue informativo interessante do Seabre (https://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/previdencia-aposentadoria-bolsa-familia-maternidade-e-mais,0db813074c0a3410VgnVCM1000003b74010aRCRD#this).

        Em resumo, o aproveitamento ótimo da estratégia seria se aposentar por idade com 180 contribuições, mas com a PEC da previdência serão necessárias 300 contribuições.

        De todo modo, é o melhor seguro que existe e com melhor retorno.

        • Guilherme 3 de setembro de 2017 at 10:02 #

          Ótimo link, PB!

          E o mais interessante é que muitas pessoas acabam nem se aprofundando no conhecimento sobre os benefícios do INSS, haja vista que já partem de estereótipos e preconceitos, sem analisar sequer com mais profundidade os pontos em que é possível tirar proveito do sistema.

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:11 #

      Investidor, muito obrigado pelas palavras!

      Seus ricos comentários estão excelentes, e poderiam muito bem virar um guest post. Já pensou!? Seria ótimo, já que muita gente desconhece as possibilidades de estratégia de longo prazo utilizando-se do INSS! 😀

      • Investidorpb 1 de setembro de 2017 at 13:59 #

        Muito obrigado Guilherme. Fico muito feliz em saber que posso contribuir para o blog com um Guest Post! Fique a vontade para publicar quando quiser!

        • Guilherme 3 de setembro de 2017 at 9:59 #

          Valeu, PB! É isso aí, incorporando novos e diferentes conhecimentos ampliam as perspectivas dos leitores, dando-os “insumos” para os pensamentos, que antes não existiam.

          Abraços!

  6. Rosana 28 de agosto de 2017 at 19:16 #

    Guilherme,

    Muito bom seu post para iniciar a semana.

    Gostei da sua visão sobre o INSS, pois nunca sabemos quando precisaremos do auxílio-doença. Como uma segurança a mais também acho válido.

    Sensacional sua abordagem sobre o córtex pre frontal. Vivemos em uma época na qual as distrações (exteriores e interiores) minam a produtividade, o foco e a possibilidade de termos novas ideias ou soluções relevantes e importantes.
    Por isso, além da atualização na área específica de atuação e em finanças, também acho importante uma “desintoxicação mental” (através de videos ou livros) para que concentração e disciplina sejam comuns na vida, o que resultará em muito mais produtividade.
    O excesso de estímulos dos sentidos têm tornado as pessoas mais cansadas e
    estressadas, sendo que muitas vezes o cansaço é atribuído a inúmeros fatores, menos ao principal.

    Acredito que em um mundo tão distraído, quem consegue ter foco e disciplina acaba superando os demais.

    Boa semana!

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:13 #

      Oi Rosana, obrigado pelos comentários.

      Gostei da sua ideia da realização de uma desintoxicação mental. Purifica a alma e o espírito, e faz bem para o corpo também.

      Abraços!

  7. HEAVY METAL 28 de agosto de 2017 at 21:49 #

    Nunca comento, mas hoje tive que bater palmas. Excelente texto!

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:14 #

      Grande HM, prazer te ver por aqui! Grato pelas palavras!

  8. Senhor Bufunfa 29 de agosto de 2017 at 10:48 #

    Ótimo conteúdo e reflexão!
    Abraços

  9. ANDRE R AZEVEDO 29 de agosto de 2017 at 13:01 #

    É Guilherme, o texto está ótimo, mas o debate vai ficar mais em função do INSS mesmo rsrs

    Sou pessimista quanto ao futuro desse benefício. Nosso sistema socialista não ajuda. Aumenta os gastos em períodos de bonança e não diminui em períodos de crise. Resultado: constantes déficits. A inversão da pirâmide etária é um grande complicador.

    Precisamos analisar o tempo que temos antes de receber esses benefícios. Pessoas que param de trabalhar cedo possivelmente ganharão mais em aplicar (bem) essa contribuição e esquecer o INSS.

    Se elas já estão quase chegando na idade de aposentar-se, deve compensar, pois ganhariam bem menos em juros compostos. Precisa fazer conta rsrs.

    Abraço!

    P.S: mandei um post ontem mas deu tilt aqui e acho que não foi. Se aparecer aí, desconsidere!

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:20 #

      Verdade, André, o futuro da Previdência Pública é uma grande incógnita, e isso só reforça a necessidade de se mudar a mentalidade, no Brasil, para o incentivo de formação de uma poupança privada a longo prazo.

      Abraços!

  10. Antonio Neto 29 de agosto de 2017 at 14:53 #

    Guilherme, este texto me deixou de alma lavada. Pode ter certeza que vc fez uma pessoa muito feliz ontem. Até comentei com minha mãe, como vc brinca com as palavras. Vc usou as metáforas o texto todo. Sem brincadeira, eu tive vontade de aplaudir de pé o seu texto.
    Há pouco tempo eu vinha pensando que este seguro do INSS é muito barato. Para receber hoje um valor líquido de R$ 937,00, a pessoa teria q ter um imóvel de no mínimo R$ 200.000,00, e olha lá se consegue.
    Se a pessoa recolhe R$ 187,40 por mês (20% sobre o salário mínimo), em um período de 15 anos (180 meses), o que totaliza R$37.732,00, ela já pode se aposentar por idade. Ou seja tá estampado na cara que é um benefício mais social do que previdenciário.

    • Guilherme 1 de setembro de 2017 at 9:22 #

      Muitíssimo obrigado pelas palavras, Antonio! Fico lisonjeado quando recebo comentários assim!

      Seu exemplo está perfeito. Matematicamente, não tem comparação.

      Abraços!

  11. Marcos Arcanjo 1 de setembro de 2017 at 23:23 #

    Ótimo artigo.
    Nunca tinha visto essa abordagem de contribuição INSS como estratégia de planejamento estratégico nas finanças.

    A questão da distração é de suma importância nos dias atuais,aplicativos de mensagens e redes sociais estão no topo da lista acompanhados de novelas e telejornais sensacionalistas.

    Escolher o alimento para nossas mentes exige consciência e a sociedade nos impulsiona no caminho contrário, para agirmos como robôs,
    Como diz uma música conhecida estão o tempo todo usando imperativos para nos influenciar: “pense, fale , use , seja , leia , acorde, não se esqueça, …”

    Obrigado por compartilhar conosco conhecimentos relevantes que nos levam a refletir ao invés de apresentar a “receita”.

    • Guilherme 3 de setembro de 2017 at 10:03 #

      Olá, Marcos, grato pelos comentários.

      Verdade, a sociedade e a maistream querem a manutenção do status quo, daí ser impertinente para elas a busca de vias alternativas para as pessoas.

      Abraços!

  12. Tartaruga Poupadora 4 de setembro de 2017 at 8:26 #

    Hoje não exerço atividade remunerada, mas já há 2 anos contribuo para o INSS, como facultativo. Apesar de todos os problemas, acredito que as pessoas não ficarão totalmente descobertas em sua velhice, e vale sim a pena contribuir, mas para um salário, mais que isso acho que é contribuição jogada fora. Meu cérebro também recebe muito investimento!

    https://tartarugapoupadora.blogspot.com.br/

    • Guilherme 8 de setembro de 2017 at 17:25 #

      Oi TP, de fato, contribuir para o INSS não deixa de ser uma diversificação de investimentos.

      Parabéns pela entrada na blogosfera financeira! 😀

      Abraços!

  13. Acionista25 6 de setembro de 2017 at 10:22 #

    Parabéns pelo blog.Como muitos,sou leitor assíduo do blog,mas nunca comento.Mas,me senti na obrigação de comentar este magnífico post.No final de 2013 fui diagnosticado com uma doença grave que aparentemente teria cura.Fui tratando,mas aos olhos da medicina humana tornou-se “incurável”.Consegui me aposentar pelo INSS.Eu pagava uma aposentadoria privada,mas há tempos vinha querendo me desfazer,por achar que não era um bom negócio e ver muitas críticas nos blogs de finança sobre a mesma.Vinha fazendo retiradas e cancelando as contribuições mensais.Então antes do diagnóstico de invalidez,retirei o restante.Fiz besteira,apesar de o saldo ser pequeno,10.000,00,acho que poderia receber alguma coisa(não comtemplava pecúlio e outros benefícios).Sabendo que o post é sobre galinhas de ouro e que a previdência acabou ganhando mais comentários,gostaria de falar aos amigos: Sei que a previdência é uma pirâmide e está quebrada,ou que com a reforma muitos acham que talvez num valha a pena contribuir,e etc.Aconselho veementemente:Contribuam para o INSS,pois nunca saberemos o amanhã…Só a diversificação nos salvará.

    • Guilherme 8 de setembro de 2017 at 17:26 #

      Oi Acionista, grato pelas suas palavras, e parabéns pela perseverança em contribuir para o INSS. Mais uma prova viva de que esse tipo de pagamento pode ajudar a amenizar o quadro no futuro.

      Abraços!

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