Resumão dos investimentos: CDB Pine a 103,5% do CDI com liquidez diária; carteiras de previdência privada Órama e Icatu, e mais!

O mercado de investimentos vive um cenário bastante interessante: ao mesmo tempo em que, na renda fixa, temos uma taxa SELIC cada vez mais baixa, com boa probabilidade de fechar o ano de 2017 rodando a uma taxa de 7% a.a., por outro lado, na renda variável, crescem as preocupações com os possíveis cenários eleitorais que se desenham para o ano de 2018, o que pode ocasionar diversos reflexos nos mercados financeiros, tais como maior volatilidade na Bolsa de Valores, e maior pressão sobre as taxas de câmbio.

Dentro de um cenário de incertezas quanto ao futuro, e baixa rentabilidade (nominal e real) na renda fixa, o que deve fazer o investidor?

Resposta: adotar uma estratégia de diversificação inteligente do risco na carteira de investimentos, tendo como premissa básica a regra de que, para obter um maior retorno, ele terá que se submeter necessariamente a uma maior dosagem de risco em sua carteira.

Se o foco do investidor for no longo prazo, visando, por exemplo, ao investimento na aposentadoria, o risco tende a se diluir ao longo do tempo, favorecendo a tomada de posições mais arrojadas.

Isso acontece porque, aqui, parte-se da premissa de que o investidor não precisará do dinheiro no curto ou médio prazos, ou seja, que ele aceita ter uma menor liquidez, em troca de poder ter uma rentabilidade superior no longo prazo.

Estabelecidas esses pressupostos básicos, o texto de hoje se proporá a abordar alguns investimentos de maior risco, que podem compor a carteira de investimentos de uma pessoa, a depender de seu grau de tolerância risco, de seu perfil tributário, e de sua aptidão para assumir e gerenciar diferentes tipos de ativos financeiros.

CDB do Banco Pine a 103,5% do CDI, com liquidez diária: onde está o risco?

CDBs e RDBs, junto com fundos DI baratos, sempre estiveram no radar do blog desde priscas eras. 🙂

Quem for leitor mais antigo e assíduo do blog deve se lembrar dos artigos que já publicamos a respeito:

O Banco Pine, seguindo o exemplo de vários outros bancos, lançou sua plataforma online de investimentos, dirigida à pessoa física, cujo carro-chefe é o CDB com liquidez diária pagando uma taxa de 103,5% do DI.

Normalmente, os CDBs de bancos médios e pequenos já embutem uma taxa remuneratória maior que 100% do CDI, justamente para atrair os investidores acostumados a taxas sempre inferiores a 100% do CDI nos grandes bancos de varejo.

Porém, a maioria desses CDBs com taxas superiores a 100% do CDI exige um prazo de carência que pode variar de 6 meses a 4 ou 5 anos.

Isso torna tais produtos incompatíveis para quem for precisar de liquidez no curto e no curtíssimo prazo.

Esse CDB do Banco Pine vai na contramão dos CDBs oferecidos por outras instituições financeiras de médio e pequeno porte, justamente por possuir liquidez diária.

Não que outras instituições semelhantes não ofereçam CDBs pós-fixados ao DI com liquidez diária: basta lembrar dos bancos Inter e Sofisa, que já oferecem CDBs com liquidez diária em suas respectivas plataformas.

O diferencial do Banco Pine é que essa rentabilidade diária é oferecida pagando-se 103,5% do CDI, enquanto os CDBs dos bancos Inter e Sofisa pagam “apenas” 100% do CDI (o Banco Inter paga uma taxa maior com liquidez diária, dirigida a grupos de investidores, o André Rezende, do excelente Viagem Lenta, sempre costuma lembrar dessa possibilidade).

É lógico que deve haver algum motivo para esse maior retorno do Banco Pine, e realmente há: existe uma maior exposição ao risco nesse caso, que consiste no risco de crédito da instituição financeira.

Pesquisando no ótimo Banco Data, conseguimos verificar os motivos desse risco maior:

Exatamente. O banco Pine apresentou prejuízos em 4 dos últimos 5 relatórios trimestrais, sendo que o prejuízo acumulado nesse ano de 2017 (que ainda não acabou) já perfaz a quantia de R$ 20 milhões.

Qual é a lição que fica desse exemplo?

Sempre questione a alta rentabilidade prometida ou entregada por um determinado ativo financeiro. No campo específico da renda fixa, procure informações sobre o risco de crédito da instituição financeira, leia seus balanços trimestrais, converse com profissionais da área sobre os investimentos oferecidos por esse banco. Quase Sempre uma maior rentabilidade está atrelada a um risco proporcionalmente maior.

Carteiras de previdência privada da Órama e da Icatu

Se tem um produto financeiro visto com maus olhos pela maioria dos investidores, esse produto é a previdência privada. Menos por ser um produto ruim, em si (o que pode não corresponder à verdade, a depender do perfil do investidor), e mais por ser um dos produtos que são mais empurrados goela abaixo pelos gerentes e funcionários de banco, sendo que, na maioria desses casos, há uma clara incompatibilidade entre o produto e o perfil de investimentos do comprador.

Os planos de previdência privada, tanto os do tipo PGBL, quanto os do tipo VGBL, embutem, em boa parte dos casos, as piores características reunidas de diversos investimentos num só produto. São eles: altas taxas de administração – normalmente acima de 2% a.a., inclusive para fundos de renda fixa que investem majoritariamente em Tesouro SELIC! -, altas taxas de carregamento (cobrança que eu nunca entendi, e que só existe em fundos de previdência, e só servem pro banco ganhar ainda mais com a venda do produto), e baixas taxas históricas de rentabilidade (normalmente não chegando nem a 90% do CDI), que refletem a má gestão de tais fundos, e a pouca preocupação dos gestores em fazerem produtos competitivos.

Contudo, o cenário no mercado de previdência privada tem mudado de 3 anos pra cá, com mudanças regulatórias que liberaram alguns entraves que existiam, em termos de investimentos, além da entrada de novos “players” financeiros nesse mercado, com gestão mais eficiente dos recursos dos investidores, refletindo em melhores taxas de rentabilidade.

Paralelamente a isso tudo, as próprias instituições financeiras – não todas, por óbvio – resolveram baixar os custos, tornando o produto mais atrativo para quem tem o perfil compatível com esse tipo de investimento.

Dentro desse contexto, a Órama e a Icatu resolveram montar planos de investimentos que mesclam diferentes fundos, administrados por diferentes gestores, tendo como um dos objetivos principais a preservação de capital a longo prazo, com ganhos próximos ou acima do CDI.

Planos disponíveis na Órama para a Black November

A Órama aproveitou o mote da Black Friday para oferecer, durante o mês de novembro desse ano de 2017, acesso facilitado (= com aportes menores do que os usualmente exigidos) a diversos fundos de investimentos, e títulos de renda fixa.

O destaque vai para os 4 planos de previdência privada oferecidos pela instituição financeira, sendo 3 em parceria com a Icatu, e o outro em parceria com a Zurich. Confiram:

O ponto positivo não reside apenas na baixa aplicação mínima mensal (R$ 100 ou R$ 200), ou aporte mínimo único (R$ 1 mil ou R$ 2 mil), mas também na própria qualidade dos planos que, de uma maneira geral, por serem geridos por casas independentes (Adam Capital, Verde, Arx, JP Morgan etc.) apresentam, ou tendem a apresentar, uma gestão mais eficiente, do que aqueles administrados pelos grandes bancos de varejo (BB, Bradesco, Caixa, Itaú, Santander etc.), para planos equivalentes, além, é claro, de custos administrativos (taxas de administração e taxas de carregamento) menores.

Como ponto de apoio para a análise do investidor, vale a pena utilizar a ferramenta gratuita de comparação de fundos de investimentos disponibilizada pela Vérios (post aqui), que permite visualizar a rentabilidade de diversos fundos de investimentos existentes no mercado.

Utilizando essa ferramenta, verificamos, por exemplo, que o fundo de previdência da Arx Income (que investe parte em títulos de renda fixa, e parte em ações), um dos fundos disponibilizados nessa promoção, conseguiu, no longo prazo (mais de 15 anos), apresentar uma rentabilidade superior a 100% do CDI.

Embora rentabilidade passada não seja garantia alguma de rentabilidade futura (post aqui), ela é um importante critério na avaliação de como determinados gestores se comportaram, principalmente em momentos de crise do mercado.

Abaixo trazemos um gráfico do plano BrasilPrev Multiestratégia, que era o antigo Composto 49, que tem um perfil de investimentos semelhante ao Arx Income, mas que, ao contrário do Arx, rendeu, desde a sua criação, parcos 48% do CDI.

Essa é apenas uma amostra da diferença gritante que existe entre fundos de gestores independentes e fundos de gestores de grandes bancos de varejo.

Contudo, o trabalho de seleção dos fundos mais apropriados demanda tempo e consome muitas horas de pesquisa, estudo e análise. Faça seus estudos e tome as decisões por conta própria, tendo em conta todos os riscos que pretenda assumir!

Mix de fundos Icatu

A Icatu resolveu bolar um plano de previdência privada juntando 7 planos de diferentes gestores, criando até uma página especial para tanto, com contribuição mensal mínima de R$ 1 mil, e/ou portabilidade ou aporte único de R$ 10 mil (agradeço à leitora Flávia pela correção!).

Quanto a esse produto da Icatu, vale destacar que a maioria dos fundos que o compõem tem um histórico muito curto (boa parte deles abriu para captação de 2015 pra cá), o que dificulta a análise de sua rentabilidade histórica.

De qualquer forma, frente aos planos oferecidos por Caixa, BB, Itaú e cia., já é um tremendo avanço o oferecimento de tais produtos, com baixos aportes mínimos iniciais, e boa diversificação.

Plano de “previdência privada” mesclando ETFs e Tesouro Direto

Pra quem quer um plano de aposentadoria privada que combine baixo custo, e alta rentabilidade, e não goste de aplicações em fundos de investimentos, a melhor alternativa é mesclar investimentos no Tesouro Direto com os investimentos em ETFs, com estratégias de rebalanceamento ao final de cada ano.

Para o longo prazo, o Tesouro oferece os títulos indexados à inflação, que garantem o poder de compra real do dinheiro, mediante a rentabilização via inflação + taxa prefixada de juros, que, atualmente, roda na casa dos 5% a.a. brutos.

Já na Bolsa de Valores, os melhores investimentos, para quem não quer gastar tempo analisando ações individuais, nem confiam em fundos de ações de gestão ativa, são aqueles fundos passivos em índices de mercado, como o BOVA11, SMAL11 e PIBB11, que têm como característica captar o retorno total do mercado, pelo índice que espelham, diminuída de uma pequena porcentagem, paga a título de taxa de administração, sempre inferior a 0,7% a.a.

O investimento nesses ativos “puros”, em corretoras que cobrem baixas tarifas de corretagem para ações, e taxa zero para o Tesouro Direto, podem proporcionar excelentes ganhos no longo prazo, melhor inclusive do que muitos fundos de investimentos de gestão ativa.

Nos EUA, esse é o método conhecido como “passive investing”, sobre o qual tanto já falamos no blog, e quase sempre produz resultados melhores do que o denominado “active investing”.

Você pode, por exemplo, montar uma carteira completamente personalizada de “previdência privada”, com 30% em Tesouro SELIC, 25% em Tesouro IPCA 2050, 25% em BOVA11 e 20% em SMAL11.

Dependendo do grau de seu apetite ao risco, você pode dosar as porcentagens para a renda variável em maior ou menor grau.

O importante é sempre ter um pé em ambas as classes de ativos, ou seja, nunca focar 100% em renda fixa, mas também nunca concentrar 100% em renda variável, para poder fazer os rebalanceamentos (trocas de porcentagens entre os ativos) toda vez que um determinado ativo apresentar perda excessiva (momento em que você pode comprar barato), ou lucros excessivos (momento em que você pode vender caro).

Sobre a importância da diversificação, não deixem de conferir esse ótimo artigo escrito aqui no blog: A melhor estratégia de investimentos que você já conheceu – Como conseguir retornos acima da Bolsa no longo prazo com risco controlado

Conclusão

Não invista em produtos que você não conhece, tampouco em produtos que não são compatíveis com seu perfil de investimentos.

Os exemplos concretos enumerados acima, sobre CDBs e fundos de investimentos, devem ser considerados apenas pontos de partida, para que você expanda seus conhecimentos sobre os produtos disponibilizados no mercado, que podem ou não ser mais adequados ao seu perfil de risco, bem como aos seus objetivos não financeiros.

Por exemplo, para quem pretende acumular uma reserva para a compra de um carro daqui a 3 anos, é evidente que planos de previdência privada são completamente inadequados, seja pelo risco embutido na maioria desses planos – que não contam, ademais, com a proteção do FGC – seja pela falta de liquidez de tais produtos.

Colocar 100% da reserva de emergências num CDB de banco pequeno, como o Pine, ainda que com liquidez diária, também é desaconselhável, porque existe um risco de crédito da instituição financeira.

Ainda que haja a proteção do FGC para esse tipo de investimento, quando se trata de reserva de emergências, você deve priorizar a segurança do investimento, em detrimento de eventual rentabilidade majorada.

Além disso, muitas vezes o melhor para o pequeno investidor acaba sendo mesmo os investimentos em ativos puros, como ETFs e títulos do Tesouro Direto, que são fáceis de entender, baratos de se comprar, e descomplicados na hora de gerenciar.

Quanto mais conhecimento você tiver, decisões mais informadas você será capaz de tomar, diminuindo as margens de erro, e te conduzindo com mais segurança, mais previsibilidade, e até em menor tempo, aos seus objetivos não financeiros.

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28 Responses to Resumão dos investimentos: CDB Pine a 103,5% do CDI com liquidez diária; carteiras de previdência privada Órama e Icatu, e mais!

  1. Simplicidade e Harmonia 6 de novembro de 2017 at 5:45 #

    Guilherme,

    No site Jurus há várias opções também na Geração Futuro, que atualmente parece ser uma boa opção.

    Sobre a Órama, além dos fundos que você citou há várias opções de LCI e LCA com taxas interessantes no Novembro Friday, mas os resultados da empresa estão muito ruins, acumulando prejuízo em cima de prejuízo, por isso não me sinto mais confortável para investir com eles. Sempre tenho muito cuidado em reinvestir ou retirar o montante disponível na conta corrente no mesmo dia do vencimento dos títulos.
    A nova plataforma deles ficou muito boa, o atendimento é bom, mas sempre penso: como é que eles conseguem sobreviver acumulando tantos prejuízos em sequência?

    Nunca pensei seriamente sobre BOVA11, SMAL11 e PIBB11, mas é uma das minhas metas de estudo para o próximo ano.

    Boa semana!

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 12:30 #

      Oi Rosana!

      Bom saber que o Jurus incluiu também a Geração Futuro. Quanto mais opções tivermos, melhor também tenderá ser a nossa capacidade de escolha.

      Sobre a Órama, de fato, causa certa preocupação o fato de eles acumularem tantos prejuízos em sequência. Como boa parte dos produtos disponíveis na plataforma são de terceiros, em caso de eventual quebra da corretora, bastaria solicitar a transferência da custódia para outra corretora. Isso alivia e ameniza o problema, embora apenas parcialmente.

      Os ETFs são muito bons em termos de diversificação do risco, pelo menos na questão da otimização do tempo x rentabilidade.

      Abraços, e boa semana também!

      • Rosana - Simplicidade e Harmonia 9 de novembro de 2017 at 7:49 #

        Guilherme,

        Agradeço por sua resposta sobre a Órama.

        Gostei também do que falou sobre a rentabilidade dos EFTs. 🙂

        • Guilherme 9 de novembro de 2017 at 9:51 #

          Oi Rosana, por nada.

          Investir em ETFs é como adotar uma filosofia de investimento que prega pela simplificação.

          E já dizia Steve Jobs, parafraseando Leonardo da Vinci: “a simplicidade é a máxima sofisticação”. 😉

          • Dinêi Gazoni 14 de novembro de 2017 at 10:10 #

            Olá Guilherme,

            Pelo que vi, o retorno dos ETFs é por meio da venda das cotas (estas valorizadas em um cenário ideal). Seria isto mesmo? Nesse sentido, o atrativo fica mesmo pela diversificação, pois ainda tem incidência de IR.

            A comodidade então possui o custo do não recebimento de dividendos (incrporados às cotas) e IR, ou existe outro rendimento?

            • Guilherme 14 de novembro de 2017 at 18:07 #

              Oi DInêi, seu raciocínio está correto.

              Os ETFs são tributados qualquer que seja o valor da venda, e os dividendos são incorporados ao valor da cota. Porém, como eles seguem os índices de mercado, são uma ótima maneira passiva de captar o retorno total do mercado sem fazer esforço algum.

              Há prós e contras nesse tipo de estratégia, mas eu prefiro segui-la, pois penso que os benefícios superam os ônus.

              Abraços!

  2. sandro 6 de novembro de 2017 at 13:22 #

    Em relação a análise dos fundos é que os resultados apresentados pelo site da vérios que é um espelho dos dados apresentados pelo próprio gestor do fundo não considera o come-cotas nos fundos que tem esse agravante, tornando mais complicada a comparação de investimentos. É completamente diferente um fundo que rende 100% do CDI com come-cotas (IR a cada 6 meses) comparado com um Tesouro Selic com que terá IR a cada 5 anos aproximadamente, conforme vencimento do título do Tesouro.

    Sobre os ETFs é que temos o IVVB11 que segue o S&P500, ou seja, não estamos limitados a bolsa brasileira.

    Dúvida referente a mesclagem de ETFs e Tesouro Direto. Os aportes seriam na classe que desvalorizou mais durante o ano? e no Final do ano corrigiria os percentuais? Por exemplo,uma carteira com 50% em cada no final do ano devido aos aportes mais a volatilidade temos 40% em ETF e 60% em Tesouro. Nesse caso vende-se o Tesouro e compramos ETFs para retornar aos 50% cada?

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 12:34 #

      Sandro, excelentes observações!

      Não tinha me atentando pela ausência do come-cotas no gráfico comparativo da Vérios. Isso certamente causa um impacto a longo prazo.

      Sobre a questão do rebalanceamento, sim, essa é uma das possíveis estratégias a serem adotadas, a mais simples de todas.

      Outra alternativa é fazer as compras/vendas toda vez que o percentual de cada ativo atingir determinado limite/teto, independentemente da cronologia. Mas a meta do rebalanceamento a cada ano é mais simples de ser seguida e implementada.

      Abraços!

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 19:09 #

      Sandro, na verdade tem uma coisa para o qual eu não me atentei, ao responder anteriormente à sua questão.

      É que os fundos de previdência não apresentam incidência do come-cotas, o que torna a ferramenta da Vérios mais fidedigna à realidade, do que em relação aos fundos de investimentos de uma maneira geral. 😉

      • sandro 8 de novembro de 2017 at 10:18 #

        Correto. Citei o citei o come-cotas de forma genérica, já que não se aplica a diversos tipos de fundos. Mas como o site VERIOS é bastante referenciado e não quantifica ele achei pertinente mencionar. As pessoas podem usar o site para comparar outros tipo de fundo sem se atentar para isso. Até onde eu saiba o come-cotas se aplica apenas em fundos de renda fixa e multimercados. De qualquer forma, sempre devemos verificar o relatório dos fundos de interesse para saber os detalhes.

        Em relação ao rebalanceamento, realmente a anual é bem mais simples não exigindo conhecimento de mercado para execução. Acho complicado definir tetos e pisos sem conhecer muito bem os mercados em que atua. Quem imaginou a bolsa passando a máxima histórica já esse ano?

        • Guilherme 8 de novembro de 2017 at 12:55 #

          Concordo, Sandro, o gráfico é apenas um ponto de partida. Há de se analisar outros dados igualmente importantes, como os relatórios de gestão, e outros documentos úteis.

          Sobre a questão do rebalanceamento, também acho que a métrica do final do ano é a mais fácil de ser implementada, pois dá mais objetividade à execução do plano.

    • Rosana - Simplicidade e Harmonia 9 de novembro de 2017 at 7:41 #

      Sandro,

      Consigo comprar IVVB11 mesmo não sendo investidora qualificada?

      Obrigada,

      • PC YNVEST 11 de novembro de 2017 at 18:01 #

        Vc compra ele na Bolsa. Não precisa ser qualificada.

  3. ANDRE R AZEVEDO 6 de novembro de 2017 at 13:59 #

    Olá Guilherme!

    Obrigado pela lembrança rsrs. Olha que eu já ia lembrar novamente por aqui 🙂

    Atentar pelos riscos bancários é um excelente serviço que vc faz aos leitores. Tem bancos que de fato não são passíveis de receber, ao menos a minha, confiança.

    Como exemplo, o Banco Indusval liberou apenas na semana passada os resultados do SEGUNDO trimestre, o que mostra que seus controladores não tem consideração pelo mercado ou uma total desorganização. E pior: com altos prejuízos.

    Ótima lembrança sobre os ETFs. É o que estou sugerindo para minha filha para ela começar a montar o pilar de renda variável na sua alocação de ativos.

    Abraço e boa semana!

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 12:36 #

      Olá, André, valeu!

      De fato, e olha que o Indusval sempre tá aparecendo com ofertas “atrativas” hein…. é aquela velha história, se não tem um grande risco por trás, não há como não ficar desconfiado desse tipo de oferta….rsrsrs

      Sobre os ETFs, sua filha estará num excelente caminho ao realizar essa escolha. Uma diversificação boa, sem grandes perdas de tempo estudando o mercado.

      Abraços!

    • Rosana - Simplicidade e Harmonia 9 de novembro de 2017 at 7:36 #

      André,

      Boa observação em relação aos riscos bancários. Vou me atentar mais a esse “detalhe”, pois se demoram tanto, será que não têm algo a esconder?
      E vou mais longe: assim como ocorreu com a Enron e WorldCom, será que todos esses relatórios são mesmo dignos de confiança?

      Abraços,

  4. Marcos Arcanjo 6 de novembro de 2017 at 15:55 #

    ótimo artigo

  5. Michael 6 de novembro de 2017 at 22:10 #

    Muito interessante Guilherme aquele Mix de Fundos de Icatu. Anoto que o fundo principal, o Privilege da RF, tem uma taxa de administraçao de apenas 0,70%.

    Eu digo “apenas” por que, mesmo alto para um fundo comum de RF, seria, absolutamente BAIXISSIMO para QUALQUER fundo de Previdencia no mercado hoje, especialmente com um tiquete de entrada de apenas 10 mil. Com certeza, eu vou considerar.

    Me interesso em previdencia privada apenas para uma porçao da carteira, dedicada especificamente para o planejamento sucessorio. Justamente para dar liquidez aos sucessores. Se nao, enquanto o inventario demorar, eles ficariam sem recursos.

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 12:42 #

      Olá, Michael, excelentes suas observações!

      De fato, é bastante difícil conseguir fundo referenciado DI na previdência privada com taxa de administração na faixa, dos 0.x% a.a.

      Sobre a porção destacada para o PGBL, também considero muito boa a sua estratégia. A falta de liquidez na transmissão de patrimônio é uma das principais preocupações de boa parte das famílias preocupadas com esse tipo de questão, principalmente aquelas cuja principal parcela do patrimônio é constituída por bens sem liquidez (imóveis e empresas).

      Abraços!

  6. Michael 6 de novembro de 2017 at 22:32 #

    Ola Guilherme, excelente artigo!

    Revisitei o seu artigo de agosto de 2010, e o mercado realmente mudou muito.

    Apenas uma potencial correçao. Naquele artigo voce escreveu:

    – “Vale lembrar, outrossim, que fundos de investimento, incluindo aí os referenciados DI, não contam com a proteção do FGC. Ou seja, se o banco/corretora quebrar, o dinheiro ali aplicado poderá não voltar para o bolso do investidor.”

    So que o meu entendimento e outro. Tal vez voce corregiu em outro lugar, se voce concordar, eu nao sei.

    Os fundos de investimento tem seu proprio CNPJ e os recursos/investimentos dos cotistas sao legamente SEGREGADOS das obrigaçoes e recursos da propria instituiçao. Se a instituiçao quebrar, meu entendimento seria que o fundo/CNPJ junto com os recursos dos cotistas sobreviveria.

    Assim, eu acho um fundo bem diversificado poderia ser ate mais “seguro” que um CDB dentro de um banco fraco protegido pelo FGC. Nada garante – inclusive o governo federal – que os recursos seriam suficientes para “resgatar” um banco, mesmo o seu investimento dentro dos limites.

    Agora, a previdencia privada e um animal diferente. Tem que realmente ter muito cuidado que a Seguradora tenha reservas adequadas. Mesmo tendo a sua propria CNPJ, o unico cotista de um fundo de previdencia seria a propria seguradora, e legalmente nao existe qualquer segregaçao. Ai sim se a seguradora quebrar, tambem quebraria sua previdencia.

    Novamente, eu estou cotando um artigo antigo seu. Aguardo se seu entendimento atual seria parecido com o meu. 🙂 Cheers!

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 12:54 #

      Realmente, Michael, você tem razão!

      E eu ainda complemento: por conta dessa segregação, ainda há uma segunda possibilidade, que é a de escolha de outros gestores para administração do fundo, via assembleias extraordinárias de cotistas.

      Sete anos de aprendizados contínuos, e sempre há espaço para novos conhecimentos!

      Agradeço sua excelente observação! Editei aquele post de 2010, acrescentando suas valiosas observações: http://www.valoresreais.com/2010/08/31/dando-nomes-aos-bois-digo-aos-fundos-3-fundos-referenciados-di-nao-muito-caros/

      Abraços!

      • Michael 7 de novembro de 2017 at 16:52 #

        Ola Guilherme. Eu aprendi tanta coisa do seu blog atraves do ultimos anos, eh um prazer enorme retribuir!! Realmente.

        O seu blog promove esta aprendizagem para todos nos, tanto individualmente quanto coletivamente. Por tanto, esta troca de informaçoes entre todos nos eh tao valiosa.

        Uma sutileza, que eu acabo de aprender, eh que os investimentos individuais dentro de uma carteira de fundo de investimento nao tem mais a cobertura do FGC:

        https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/fundos-de-investimento-deixam-de-ter-protecao-do-fgc/

        Entao isso seria realmente uma potencial negativa sobre fundos que nao sejam bem diversificadas pelo gestor vs. os investimentos individuais.

        Posso fazer uma sugestao? Poderia ser uma ideia para um artigo futuro seu! A segurança comparativa entre fundos comuns vs fundos de previdencia vs. investimentos cobertos pelo fgc vs investimentos nao cobertos pelo fgc (como letra financeiras).

        Food for thought. Grande abraço!

        • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 18:53 #

          Grande Michael! É sempre uma honra e orgulho muito grande ter leitores do quilate como você, que sempre acrescentam valor aos debates, facilitando o processo de aprendizagem, que é uma via de mão dupla!

          Gostei muito do seu food for thought! Vou analisar e estudar essa possibilidade!!

          Forte abraço!

  7. Flávia 7 de novembro de 2017 at 16:37 #

    Olá!
    acho que vc se equivocou no Mix de Fundos Icatu. Vc anotou “contribuição mensal mínima de R$ 10 mil.” No entanto, a figura indica que essa contribuição mínima é de R$1000.
    No demais, parabéns pelo excelente blog.

    • Guilherme 7 de novembro de 2017 at 18:51 #

      Flávia, obrigado! Fiz a correção no post, dando os devidos créditos! 🙂

  8. Luiz 18 de novembro de 2017 at 11:59 #

    Interessante a análise sobre os 103,5% do CDB do Pine.

    Nesse caso acho mais vantagem os 104% com liquidez diária que o Inter oferece para os que estão em grupos de 1kk+. Pelo menos o Inter está sempre no azul segundo o banco data.

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