Seja parte da solução, e não do problema.

Semana passada, eu estava conversando com alguns amigos sobre o processo de aquisição da corretora XP pelo banco Itaú, e de como isso poderia ser ruim para o pequeno investidor, caso o banco resolvesse anular os principais diferenciais que fizeram a XP crescer no mercado de corretoras.

Logo a conversa tomou outros rumos, e o assunto dominante passou a ser os famigerados lucros bilionários que, trimestre após trimestre, Itaú, Santander, Bradesco, e Banco do Brasil, vêm divulgando em seus relatórios financeiros.

E daí vieram as reclamações de sempre: “no Brasil, banco não presta”, “eles só servem para enriquecer os banqueiros”, “nada fazem para melhorar a vida dos correntistas” etc. etc. etc.

Tentei desviar o foco da conversa para uma atitude mais produtiva: mostrei a eles que, mediante compra de ações, é possível virar sócio dos principais bancos do país, e, assim, participar da geração de riqueza que eles proporcionam, por meio, por exemplo, do recebimento de dividendos, juros sobre capital próprio, ou mesmo da venda valorizada das ações.

Como vocês devem ter adivinhado, assim que eu comecei a falar de investimentos, logo a conversa mudou para outro tema mais “ameno”: as últimas rodadas do campeonato brasileiro de futebol… 😛

Certamente você deve ter vivenciado uma situação semelhante, não apenas quando tentou introduzir o assunto “investimentos” dentro de uma conversa que girava em torno de problemas bancários, mas também quando tentou adicionar elementos direcionados à “ação”, ao invés da reclamação.

P.ex., “realizar trabalhos voluntários”, quando a tônica da conversa eram “mazelas causadas pela pobreza extrema no Brasil”; “buscar estudo e qualificação”, quando o tom predominante da conversa era a dificuldade de conseguir emprego e trabalho; “gastar tempo lendo livros”, quando o tema dominante da conversa era a “péssima programação da TV aberta”…

O problema?

As pessoas vivem reclamando o tempo inteiro e, com isso, perdem enormes oportunidades, em função da paralisia causada pela inércia, de melhorarem algum aspecto de suas próprias vidas.

Quem reclama fica paralisado. Quem propõe, age, toma a iniciativa, se movimenta.

Essa diferença de atitude gera, a longo prazo, pessoas cada vez mais afundadas na própria incapacidade de agir, de um lado; e pessoas com vidas cada vez mais evoluídas, repletas de realizações, e com muitos planos para o futuro, de outro lado.

Mas por quê algumas pessoas dão certo, e outras não?

Porque os que dão certo aceitaram o desafio de serem parte da solução. Em vez de reclamarem do problema, de só reclamarem do problema, elas partem para iniciativas direcionadas à solução desses mesmos problemas.

Assim, por exemplo, se os bancos dão lucros ano após ano, dão um jeito de se associarem a eles.

Se o emprego não está bom, buscam meios de encontrar outro trabalho à altura de suas capacidades.

Se o país já deu o que tinha que dar, elaboram um plano de migração.

O mundo é das pessoas que têm iniciativa. Pessoas que dão certo têm cérebros que funcionam como uma usina de ideias, em funcionamento 24 horas por dia. Sempre pensam em meios e modos de melhorar algum aspecto de sua vida: emocional, financeiro, saúde, rotinas…

Elas não apenas resolvem problemas, mas criam inovações e soluções que aperfeiçoam aquilo que já é bom, positivo e produtivo em suas vidas.

Se viajam apenas com bagagem de mão, já pensam em fazer caber tudo numa mochila.

Se já têm um patrimônio líquido parrudo e crescente, vão em busca de novos investimentos que melhorem a rentabilidade, ao mesmo tempo que diminuam os custos e tributos.

Se possuem níveis de saúde compatíveis com sua idade, comportam-se para melhorar mais um pouquinho algum indicador que possa ser melhorado. Afinal, sempre dá pra melhorar alguma coisa.

As pessoas que resolvem fazer parte da solução decidem gastar a maior parte de seu tempo livre aprimorando suas habilidades, pois é através do desenvolvimento de suas virtudes que conseguem gerar valor para si próprias, e também para outras pessoas. Se aquilo que você faz gera pouco valor para si mesmo, e para os outros, está mais do que na hora de mudar de atitude, e passar a agir de forma mais proativa.

E as pessoas que escolheram fazer parte do problema?

Elas vivem encurraladas no buraco que elas próprias cavaram.

Têm dificuldades – que não são poucas – de adquirir novos hábitos, como substituir a TV por livros, os alimentos gordurosos e com muito açúcar por uma dieta equilibrada, a caderneta de poupança por Tesouro Direto… mas por quê?

Porque, muitas vezes, seu cérebro está completamente contaminado por crenças limitantes e falsas crenças, cujo foco principal é achar “que a vida é isso mesmo”, “que tá bom assim do jeito que está”, e outros tipos de mentiras contadas para si próprias, que revelam uma absoluta incapacidade de sair da zona de conforto.

O cérebro de tais pessoas não é uma fábrica de ideias 24 horas por dia, mas sim um grande latifúndio improdutivo, dominado pela mainstream, pela matrix.

Elas vivem acomodadas, sem intenção de evoluir, mas sim de manter um “status quo”, muito limitante, diga-se de passagem, em face de suas reais potencialidades. Pessoas assim…

  • Gastam a maior parte de seu tempo livre assistindo TV;
  • Na Internet, gostam de se alimentar de notícias ruins, ou produzidas pela mainstream (grandes portais de notícias, cujo 99,9% do conteúdo em nada irá impactar diretamente a pessoa);
  • Adotam um padrão de consumo e um estilo de vida dirigido a causar impressão a desconhecidos, e quase sempre acima de seus ganhos;
  • São os primeiros a reclamar da vida, das coisas, do governo, da sociedade, de tudo, inclusive de você. São os últimos a realmente fazerem algo em prol dessa mesma sociedade.

Tais pessoas reproduzem, em suas rotinas diárias e em suas interações sociais, precisamente aquilo que seu cérebro preguiçoso consumiu durante o tempo livre. Reclama dos problemas, só reclamam, fazem isso o tempo todo, pois é a reclamação dos problemas que toma seu tempo livre na TV, na Internet, nos jornais, e nas revistas que consomem.

Você conhece bem tais tipos de pessoas. Podem até ter conseguido bons empregos, alguns até conseguiram formar um mínimo de patrimônio (casa e carro, e só), mas estagnaram aí. Não conseguem passar desse ponto, pois resolveram tomar uma decisão de vida muito ruim: a de fazerem parte da massa de pessoas dominadas pelo comodismo.

Escolher fazer parte do problema, ainda que inconscientemente, significa abrir mão do enorme potencial que poderiam alcançar, mas que não alcançam. A maioria dessas pessoas não gera valor com suas atitudes. Pelo contrário: algumas até destroem valores, inclusive valores financeiros, ao ignorarem, por exemplo, de forma livre e consciente, os benefícios que a educação financeira proporciona.

Conclusão

Toda vez que você estiver num ambiente dominado por reclamações, lamentações e murmúrios, seja o agente da transformação, introduzindo e inoculando, no seu convívio social, elementos que encorajem e incentivem a criação de soluções e novidades.

Essa tarefa, por evidente, não será nada fácil: muitas vezes, na maioria das vezes, aposto, ela será considerada inapropriada e ofensiva – como no exemplo da conversa sobre os lucros bancários, em que a conversa logo rumou para futebol. Isso acontece porque a maioria das pessoas têm enormes dificuldades de mudar de hábitos, mesmo sabendo dos resultados positivos que essa mudança traria.

Ainda que você não consiga resultados imediatos, não tem problema. No médio e no longo prazos, o poder do exemplo acaba falando mais alto que o poder das palavras, e suas atitudes direcionadas à concretização de novas ações logo se materializarão na realidade tangível, que estará à vista dos olhos de todas essas pessoas.

Mesmo que outras vidas não sejam transformadas, você pelo menos agiu em prol de sua própria evolução, e certamente colherá, no decorrer de sua vida, os frutos da determinação e da disciplina de mudar o “status quo”, se não o dos outros, no mínimo o seu.

Isso já será, por si só, motivo de grande alegria, uma vez que as mudanças mais satisfatórias não são aquelas realizadas de fora para dentro, mas sim aquelas que se concretizam de dentro para fora.

Encerro esse artigo com a exemplar conduta da leitora Adriana, que, em comentários ao último artigo, comprovou que manter o padrão de vida sob controle é fundamental para realizar sonhos que se alcançam com dinheiro sobrando (= patrimônio), e que isso faz muita diferença, ainda mais em se tratando de pessoas de um mesmo grupo social. Confiram:

“Trago meu exemplo também: há poucos meses fui promovida no meu trabalho. A nova função trouxe um aumento de cerca de 30% no salário. Meu estilo de vida não se modificou (apenas o tamanho dos aportes). Com os aportes maiores, veio uma tranquilidade muito maior, pois sei que meu futuro está cada vez mais garantido. Mesmo que em algum momento não disponha do mesmo salário e os aportes não sejam mais o mesmo, já terei construído um bom patrimônio de modo a não precisar me preocupar.

Um dos resultados do meu estilo simples é que nas férias de janeiro me darei de presente uma viagem para fazer curso de inglês no Canadá, um sonho de muitos anos. Tenho um orgulho enorme de dizer: passagens, curso, acomodação e dólares pagos A VISTA.

Por outro lado vejo colegas que também possuem um salário bom, se perdendo na corrida dos ratos: trocando de carro, fazendo compras a prazo, trocando de casa, inflando seu estilo de vida e no final do mês enfrentando dificuldades para pagar a fatura do cartão de crédito quando o salário atrasa alguns dias (o que considero inadmissível para alguém com nossa renda). O dia que saírem daqui o “legado”, como costumo dizer, terá sido muito pobre”.

Tenham uma boa semana!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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41 Responses to Seja parte da solução, e não do problema.

  1. Simplicidade e Harmonia 20 de novembro de 2017 at 6:30 #

    Guilherme,

    Se as pessoas utilizassem mais o poder de escolha para algo construtivo, o mundo seria muito melhor, de forma abrangente.

    O exemplo inicial ilustra bem que as pessoas preferem conversas que nada acrescentam e que proporcionam uma certa descontração em vez de conversar sobre ideias, sobre assuntos que possam trazer algo de bom para suas vidas.

    A matrix domina quase de forma soberana e as pessoas parecem inconscientes à isso.

    Boa semana!

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:13 #

      Concordo com você, Rosana, as pessoas vivem na matrix, e acham que estão indo bem, quando, na verdade, não estão.

  2. Senhor Bufunfa 20 de novembro de 2017 at 8:28 #

    Ótima reflexão baseada na constatação da fuga à realidade que seus amigos demonstraram. É assim mesmo que o mundo funciona, infelizmente.

  3. Adelir 20 de novembro de 2017 at 10:27 #

    Mais um excelente artigo postado! Parabéns pelo ótimo texto!

  4. Anônimo 20 de novembro de 2017 at 10:28 #

    Obrigada por mais uma excelente reflexão! Vc poderia estende la para a plataforma do YT ñ?! Por mais e mais familias felizes!

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:15 #

      Valeu, Anônimo! Realmente, é uma possibilidade para o futuro, ampliar o raio de ação para outras mídias. Abraços!

  5. Micro Investidor Nerd 20 de novembro de 2017 at 12:07 #

    Excelente texto! Mandei pra minha família ler, duvido que leiam.

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:16 #

      Obrigado, Micro! Grato também pelo compartilhamento do texto, se eles não lerem, não tem problema, ao menos, você fez a sua parte! 🙂

  6. Enriquecendo 20 de novembro de 2017 at 12:16 #

    Ótimo post, Guilherme!

    Sem dúvidas as crenças limitantes são o maior mal do “brasileiro médio”.

    Sempre que alguém começar a discutir isso comigo, mostrarei este post a pessoa kkk

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:16 #

      Obrigado, Enriquecendo!

      De fato, as crenças limitantes estão amplamente espalhadas nas mentes das pessoas…

  7. ANDRE R AZEVEDO 20 de novembro de 2017 at 13:51 #

    Perfeito Guilherme!

    Passei por várias situações parecidas com as quais vc comentou no início do texto. Permita-me adicionar um complemento à sua grande observação:

    “Quem reclama fica paralisado. Quem propõe, age, toma a iniciativa, se movimenta “e perde alguns amigos”” rsrs Mas pode ganhar outros, claro!

    Esse lance de ficar reclamando é de fato, cavar a própria cova intelectual. Quando alternativas não são consideradas, sua capacidade vai sendo minada. Reclamar de lucro de banco? Pára, faz anos que sou sócio do Itaú e recebo um parte desse quinhão…

    Reclamar que o banco e cartão de crédito estão cobrando tarifas? Pára, já mudei para o Nubank há uns dois anos e para o Banco Inter há mais de um. Inclusive já escrevi dois post sobre essas mudanças e deixei bem claro que isso é o livre mercado e ficar praguejando não vai resolver nada…

    Ouço muito reclamações sobre chefes, empregadores, etc. Mas poxa, ninguém aqui é escravo. Há quase 8 anos atrás eu pedi demissão (sem tirar FGTS, nada) justamente porque não via mais sentido no que fazia. Nunca reclamei da empresa em que trabalhava. Ora, se eu estava lá, é porque era vantagem para mim estar lá. Reclamar não faria sentido…

    Espero que seu post traga luz para esses ranzinzas rsrs

    Abraço!

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:18 #

      Olá, André, gostei do complemento…..rsrss… bem como dos exemplos.

      Essas ótimas alternativas (Inter, Nubank, ações etc.), mostram que é perfeitamente possível construir soluções e resolver antigos problemas, de uma forma bem prática e fácil.

      Abraços!

  8. Antonio Neto 20 de novembro de 2017 at 14:10 #

    Que post MARAVILHOSO! É isso mesmo, quando as pessoas estão reclamando e você não contribui com a choradeira, elas não te veem com bons olhos. Para não criar atritos já tive que fazer coro com os reclamantes. Elas se sentem melhor assim. Valeu!!!

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:19 #

      Olá, Antônio, obrigado! Realmente, é bem difícil lidar com os reclamantes, em muitas situações….rsrs Abraços!

  9. Marcia F. 20 de novembro de 2017 at 17:33 #

    Olá Guilherme,

    boa reflexão! Acho que reclamar e assistir tragédia tem se tornado um vício pra mim, e seu texto vem em boa hora. Ainda que eu tenha uma postura de resolução no trabalho, pessoalmente e academicamente tenho me deixado levar pelas angústias advindas de um telejornal muito violento e das mazelas políticas do país.

    Na parte financeira sou mais objetiva também, como o amigo André Azevedo, também tenho o Nubank há pouco mais de um ano e estou muito satisfeita. O limite pré-aprovado deles é ótimo e deixo lá caso tenha uma necessidade. Como sou servidora pública e onde trabalho tem convênio com o Banco do Brasil, sou cliente do banco e minha reclamação é somente com a gerente, que em vez de resolver sempre me contesta, mas a troca de gerente é questão de tempo.

    Enfim, o lance é se questionar sempre “como posso resolver?” em vez de reclamar incessantemente do mundo.
    abs

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:21 #

      Oi Márcia, ótimo depoimento!

      Gostei do lance de se questionar sempre, uma vez que, a partir das perguntas formuladas, poderemos chegar a melhores respostas, pois o cérebro começa a trabalhar em modo “ligado”, vasculhando o conhecimento já adquirido para criar novas conexões cerebrais, e, assim, tentar dar respostas condizentes e à altura dos desafios enfrentados.

      Abraços!

  10. sandro 21 de novembro de 2017 at 7:40 #

    Acho interessante que as pessoas não tentam nem entender o problema.

    Conheço gente que vive fazendo conta pra ver se consegue pagar as contas e troca de carro a cada 3 anos, mora em bairro muito além das suas capacidades, tem pacote PFC.

    “Mas a situação tá difícil”. Quer viver que nem rei, mas sem o tesouro, aí fica complicado.

    • Guilherme 21 de novembro de 2017 at 15:23 #

      Perfeito, Sandro, você abordou um ponto nuclear dessa questão toda: muitas pessoas nem tentam entender o problema. E por isso vão empurrando com a barriga o estilo de vida inflacionado e impossível de se sustentar, a longo prazo.

  11. Leandro 21 de novembro de 2017 at 9:09 #

    Parabéns Guilherme!
    Seus artigos são muito bons.
    Espero que seu blog tenha muito sucesso e alcance mais leitores.
    Abraço.

  12. Marcos 21 de novembro de 2017 at 16:28 #

    ótimo artigo.
    Nos leva a refletir e contestar alguns pontos de nosso comportamento.

    Obrigado!!!

  13. Carlos Filho 22 de novembro de 2017 at 10:12 #

    Guilherme, tudo bem? Acompanho seu blog desde 2013, já aprendi bastante sobre educação financeira, e me atualizo sobre informações do mercado financeiro através dos seus textos.
    Pois bem, há alguns anos invisto meu dinheiro em lci, lca, CDBs. Investimentos conservadores.
    Com a selic em baixa, comecei a investir recentemente em fundos de investimento, ciente dos riscos envolvidos em cada fundo.
    Hoje todos os meus investimentos estão na corretora Easynvest.
    Mas não estou satisfeito… Tenho 300 mil investidos em várias aplicações entre lci e fundos de investimentos.
    Gostaria de aprender a investir em ações. Mas sinceramente não sei por onde começar a estudar, aprender.
    1. Você me indicaria algum curso? Assinatura de algum site etc? Ou livro?
    Quero estudar bastante pra depois investir aos poucos. Com os pés no chão…
    Ps: comprei o livro “O investidor inteligente” de Benjamin Graham, mas ainda não iniciei a leitura.

    2. Você desaconselha investir todo meu dinheiro numa única corretora (Easynvest, no meu caso)?

    3. Você recomendaria investir em algum fundo de investimento específico? Hoje tenho 10 mil investidos no Fama Fic Fia e 30 mil no WA US index 500 FIM. O restante está em lci/lca… Ou seja… 260 mil em lci/lca, 40 nesses fundos de investimentos citados. Mas pretendo entrar no mundo das ações. Só não sei realmente por onde começar.

    • Guilherme 22 de novembro de 2017 at 17:18 #

      Olá, Carlos, inicialmente, agradeço suas palavras de incentivo!

      Sobre suas dúvidas, vamos lá:

      1) Sim, é o curso feito pelo meu amigo Carlos, do blog Clube do Pai Rico. Saiba mais aqui => http://www.valoresreais.com/2017/10/30/resumao-da-semana-3-investimentos-mais-rentaveis-que-poupanca-guest-post-nubank-vai-virar-banco-ou-quase-isso-curso-de-acoes-do-clube-do-pai-rico/

      2) Se você se sente confortável em concentrar as aplicações numa única corretora, eu não vejo problemas.

      3) Qual é o seu objetivo com fundos de investimentos? Para qual horizonte de prazo você pretende aplicar? Em que tipos de ativos você pretende investir, por meio de fundos? São perguntas importantes, cujas respostas orientarão sua decisão de investir ou não em fundos de investimentos.

      Fundos de investimentos têm seus prós e contras. Normalmente, eles custam mais caro que investir em ativos puros, como ações no home broker, Tesouro Direto, LCIs, LCAs etc.

      Por outro lado, como você delega o trabalho de gestão a profissionais do mercado, pode ser um meio útil e válido de ter acesso a mercados onde, individualmente, você teria dificuldades, como os mercados de moedas estrangeiras, ações estrangeiras etc.

      Para mim, particularmente, os fundos de investimentos podem ser válidos como estratégia para diversificar seu capital em aplicações cujo acesso faça mais sentido ter por meio de fundos do que por meio de investimentos em ativos puros.

      Por exemplo, para investir em aplicações com correção automática pela inflação, eu não hesitaria em comprar diretamente Tesouro IPCA, em vez de investir em fundos de investimentos que apliquem em títulos do Tesouro IPCA.

      Por outro lado, para investimentos no exterior, moedas, commodities, ações estrangeoras etc., pode fazer sentido investir num fundo multimercado macro, administrado por gestores com histórico de gestão e de rentabilidade, e que prezem pela transparência nas relações com os investidores.

      Mas isso tudo, é claro, depende de seus objetivos com os investimentos, de sua tolerância a eventuais rentabilidades negativas etc.

      Abraços!

  14. Dinheiro Investimento e Lazer 22 de novembro de 2017 at 13:33 #

    As pessoas reclamam do lucro das grandes empresas em vez de ganharam dinheiro com esses mesmo lucros sobre a forma de proventos, nos estados unidos mais de metade da população investe em ações.

    Eu tenho mentalidade empreendedora e investidora em vez de reclamar do problema tento arrumar a solução.

    Excelente artigo

    Abraço e bons investimentos

  15. Aloisio 22 de novembro de 2017 at 16:27 #

    Seu texto condiz o que eu penso, inclusive me lembrou de um livro que eu gosto muito de ler ao qual tem um capítulo sobre autorresponsabilidade que diz: Se for reclamar das circunstâncias… dê sugestão.

    • Guilherme 22 de novembro de 2017 at 17:21 #

      Valeu, Aloisio, e gostei muito dessa frase!

  16. Felipe Medeiros 22 de novembro de 2017 at 17:13 #

    Grande Guilherme, muito obrigado por mais essa excelente reflexão!

    O final de ano está chegando e como já é esperado, as reuniões de família serão recheadas dessas reclamações.

    Quem sabe este ano eu consiga inspirar pelo menos uma pessoa a sair da corrida dos ratos, como você bem colocou no texto.

    Grande abraço!

    • Guilherme 22 de novembro de 2017 at 17:22 #

      Obrigado, Felipe, pois é, também antevejo esse recheio nas reuniões de final de ano…..rsrs

      Com certeza, você conseguirá!

      Abraços!

  17. Marcela 23 de novembro de 2017 at 7:22 #

    Bom dia.Tudo bem Guilherme?

    Sou nova e gostei muito do que já li por aqui.Tenho uma duvida sobre colchão de segurança. Teria dicas de como encontrar investimentos D+0 para alguém que tem 3 mil para tal feito?Gratidão por compartilhar seu conhecimento.

  18. Adriana 24 de novembro de 2017 at 11:07 #

    Ooowwwnnn! Muito contente de ver o meu exemplo como destaque no seu artigo Guilherme! Obrigada! E parabéns pelo texto! Para mim o dia mais animado no que se refere às finanças pessoais é o dia seguinte ao recebimento do salário, que é o dia em que geralmente faço a transferência para a corretora e escolho meu investimento do mês. 😀

    Eu noto que quando converso com alguém sobre investimentos e coisas do tipo, as pessoas até se mostram inicialmente um pouco interessadas em entender melhor. Elas até querem saber a minha opinião por saberem que eu me interesso pelo assunto. Sempre fazem uma ou outra pergunta, olham com uma cara de dúvida, mas sei que o tema não continua na cabeça delas depois, por comodismo e medo. Muita gente acha ainda que “investir” se refere à “aplicar na bolsa” apenas. 🙁

    Tenho uma sugestão de tópico para ser abordado aqui no Valores Reais: os robôs de investimento! Estão se proliferando bastante pelo que tenho visto. Sou bem curiosa com essas coisas. Acho que é uma baita ideia para quem realmente não quer aprender quase nada de investimentos. No mínimo já é um grande início sair do banco e buscar taxas menores. Confesso que eu gasto algum tempo pensando no que investir sempre, principalmente pensando nos prazos de resgate e sei que muita gente não ia querer fazer isso. Tenho conta na Rico e estou pensando em utilizar o Alcanza que é o robô que eles disponibilizam. Fiz uma simulação e me pareceu uma forma interessante de investir em renda variável (que não tenho nada ainda) sem grandes preocupações. Começar com um valor pequeno, menos de 5% do patrimônio, para testar.

    • Guilherme 25 de novembro de 2017 at 15:17 #

      Oi Adriana, parabéns pela atitude!

      Realmente, as pessoas de fato até demonstram algum interesse, no início, mas depois “deixam pra lá”. 🙁

      Gostei bastante da sugestão de pauta! 😀

      Os robôs de investimentos são uma novidade interessante no mercado, e uma alternativa a considerar para muitos perfis de pessoas.

      Novidades são sempre bem-vindas nesse dinâmico mundo dos investimentos. 🙂

      Abraços!

  19. Luiz 27 de novembro de 2017 at 12:52 #

    Excelente texto. Conheci seu blog quando pesquisei “clube dos poupadores” no pai dos burros (Google). Já conhecia o clube dos poupadores mas busquei outras fontes de inspiração que o Google pudesse indexar ao CP. Achei a sua postagem “24 excelentes sites de finanças pessoas e desenvolvimento pessoal” [está nos favoritos].

    A vida no Br sem dúvidas não é fácil. O nosso poder de compra é bem reduzido (já converteram seus salários em USD ?), tudo é caro, nada funciona e o nosso grande sócio (estado) faz o possível para cada dia dificultar mais ainda nossas vidas.

    Entretanto, quando cheguei na festa a música já estava tocando. Tenho 03 opções: 1 – sair da festa; 2 – reclamar da música e continuar na festa; 3 – dançar conforme a música.

    A vida é a festa e nós os convidados. Não adianta reclamar do lucro dos bancos (por raiva ou inveja ou quem sabe ambos) e “investir” em títulos de capitalização ou em um fundo lixo que consegue um rendimento pior que se um macaco gerisse o fundo (sim. até um macaco poderia gerir os fundos brasileiros de forma mais rentável que os seus gestores – fonte: http://taginvest.com.br/img/artigos_set16_previdencia.pdf)

    Na minha família tenho diversos exemplos mas gostaria de citar apenas um deles.

    Tenho uma parente que acabou de se aposentar. Está com 63 anos e nunca guardou 01 centavo. Sempre viveu no negativo, na base do crédito. Já foi negativa algumas vezes. Tinha uma conta em conjunto com o marido e conseguiu afundar o casal por 15 anos até conseguir um emprego. Ela sempre trabalhou mas ficou 15 anos parada depois de ser demitida nos anos 90. 15 anos com medo de se reinserir no mercado, sem buscar qualquer tipo de evolução/qualificação pessoal. Por incrível que pareça conseguiu quitar um apartamento num bairro nobre do RJ (sem garagem, é claro. pensar no futuro pra quê ?). Hoje em dia com apenas 06 meses de aposentada vive reclamando da vida. “O dinheiro não dá pra nada” ” Ninguém me ajuda” “O estado só nos rouba. Esses políticos não estão nem aí pra população”.

    O vasto tempo livre que sobra é convertido em mensagens de bom dia/tarde/noite no
    whatsapp + a dose diária de telejornais.

    Certa vez falei que reclamar não adiantaria e que eram necessárias ações efetivamente produtivas. Ela falou que ninguém a ajudava. Eu ri. Fui chamado de inimigo.

    O apartamento vazio (aquele quitado) está vago há 02 anos. Não aluga pra ninguém e não deixa com nenhum corretor pois “não confia”. Ao mesmo tempo reclama da vacância e da falta de dinheiro.

    Um ciclo sem fim que reflete a nossa sociedade e certamente outras. É incrível a capacidade das pessoas em não serem racionais. Os bancos agradecem.

    • Guilherme 27 de novembro de 2017 at 12:58 #

      Oi Luiz, obrigado!

      O exemplo da sua parente é um retrato bem fiel do que ocorre com a maioria esmagadora da população, que em vez de agir prefere ficar reclamando e não fazendo nada de produtivo para melhorar de vida.

      Gostei bastante da sua última frase:

      “Um ciclo sem fim que reflete a nossa sociedade e certamente outras. É incrível a capacidade das pessoas em não serem racionais”.

      Abraços!

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  1. Seja parte da solução, e não do problema. – CORGHI CONSULTORIA - 28 de novembro de 2017

    […] Fonte: Valores Reais […]

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