Os reflexos da queda da taxa SELIC, a 7% a.a., sobre seus investimentos. 7 pontos em destaque.

E a taxa SELIC caiu enfim a seu menor patamar da história, nos 7% a.a. Quais os impactos da taxa SELIC a esse percentual sobre seus investimentos?

Destacarei, abaixo, 7 pontos que merecem a atenção do investidor na hora de montar sua estratégia de investimentos. Vale destacar que eles refletem unicamente a minha visão a respeito do tema, considerando minha experiência pessoal, principalmente em relação ao retrospecto recente, onde também tivemos uma queda da taxa SELIC a 7,25% em 2013, bem como as perspectivas que tenho em relação ao futuro, tendo em vista os dados da realidade tal como ela vem se apresentando nesses últimos meses. Qualquer decisão tomada após a leitura desse, bem como de quaisquer outros artigos contidos nesse blog é de única e exclusiva responsabilidade do leitor.

O ideal é que você confronte as ideias contidas nesse artigo com outras pessoas da área de finanças e de investimentos, leia também outros artigos a respeito do tema, e medite e reflita sobre o que você fará (e o que não fará), tendo em vista suas próprias experiências pessoais com investimentos.

Quando estava escrevendo o roteiro para esse texto, notei que seis pontos agrupavam-se em três blocos distintos. Dois eram sobre o aumento da importância de prestar atenção a algo; os outros dois focavam em cuidados; e finalmente os dois últimos focavam em aumento de rendimentos. O último ponto não se encaixava em nenhum bloco anterior, e, portanto, considero-o como ponto extra. Acompanhe-nos!

1. Aumento da importância dos aportes.

Imagine que a taxa SELIC caísse a hipotéticos 1,25% a.a. O que você faria para aumentar, fazer crescer, seu patrimônio? Estudando os diversos títulos de renda fixa, para ganhar alguns décimos – ou centésimos – de rentabilidade, ou focando primariamente no aumento dos aportes?

Pois é essa a lição mais importante de uma taxa SELIC baixa: quanto mais baixo for o rendimento livre de risco, maior tem que ser a sua taxa de poupança, isto é, maior tem que ser a sua capacidade de fazer sobrar dinheiro no final do mês.

Antes de ser um grande investidor propriamente dito, você tem que ser um grande aportador, um grande poupador.

Não vou me cansar de dizer isso, enquanto isso for um requisito primordial para ter um mínimo de segurança e estabilidade financeiras: sem realizar um controle rígido dos gastos, limitando-os a um percentual inferior a 100% de seus rendimentos (de preferência bem inferior), não vai fazer diferença alguma a taxa SELIC estar a 7%, a 14% ou a 20% a.a. Afinal de contas, de que adianta ganhar, na teoria, rendimentos de 1% ao mês na renda fixa, livre de impostos e taxas de administração, se, na prática, você continua gastando mais do que ganha? De que adianta você ganhar R$ 5.000,00 todo mês, se você só consegue economizar R$ 100, gastando 98% do salário (R$ 4.900,00), e poupando só 2% (R$ 100,00)?

Com rendimentos brutos, na renda fixa, cada vez mais enxutos, não há dúvidas de que você terá que “trabalhar mais” para conseguir fazer crescer a massa de investimentos. Num cenário onde os rendimentos livres de risco caem, a melhor maneira de conseguir alcançar os objetivos pretendidos com o dinheiro é por via de aumento dos aportes, o que significa, em outros termos, a melhora da sua capacidade de economizar dinheiro. Ponto.

2. Aumento da importância da redução dos custos dos investimentos.

Essa frase de Warren Buffett já é bastante manjada, mas funciona muito bem numa taxa SELIC no seu piso histórico:

“Quando a maré baixa é que descobrimos quem estava nadando nu”.

Pois é. A maré, digo, a taxa SELIC, baixou de vez, e agora nós estamos descobrindo quem estava nadando nu: aqueles que estavam investindo em fundos DI com taxas de administração altas (iguais ou superiores a 1% a.a.), aqueles que estavam investindo em CDBs pagando míseros 80% do CDI, aqueles que estavam comprando LCAs e LCIs a 70% do CDI etc. Por quê?

Ora, porque a rentabilidade líquida final de tais fundos será tanto mais pífia quanto menor for a taxa SELIC, o que significa que, cada vez que há uma decisão do Banco Central reduzindo a taxa de juros, cada vez menos dinheiro retorna para o bolso de você, investidor.

E é precisamente aqui que entra a relevância de você analisar dois itens importantíssimos que jogam contra o investidor: impostos e taxas de administração. Não pense que você tem que fazer controle de custos apenas com os passivos: é preciso também controlar os custos com seus ativos.

Quanto aos impostos, como a maioria deles obedece à tabela regressiva do imposto renda, onde, quanto menor o tempo de permanência, maior é o imposto de renda a pagar, vale a pena seguir, nos investimentos que obedecem a tabela regressiva (fundos DI, CDBs etc.), a seguinte regra: fique o maior tempo possível com o investimento, e, na pior das hipóteses, permaneça com ele por pelo menos 30 dias, a fim de evitar a incidência de dupla tributação, já que, se você sacar o investimento, ainda que parcialmente, antes de 30 dias da aplicação, irá pagar, além de IR, o IOF.

Além disso, quanto ao investimento em si, deve-se prestar bastante atenção aos custos decorrentes da taxa de administração, principalmente em fundos de investimentos de gestão passiva, como os fundos referenciados DI, uma vez que, como é evidente, quanto maior a taxa de administração, menor é o retorno líquido acumulado.

Sobre esse tema, aliás, deixamos para o leitor a recomendação da leitura do texto que escrevemos em abril desse ano: 3 fundos referenciados DI baratos (até 0,3% a.a. de taxa de administração) e acessíveis ao pequeno investidor (aplicação inicial de R$ 3 mil ou menos).

3. Cuidado com os títulos do Tesouro Direto prefixados e os atrelados à inflação.

Muitos investidores inexperientes, na ânsia de tentar ter ganhos acima do CDI numa época de SELIC a 7% a.a., acabam concentrando boa parte de suas aplicações financeiras nos títulos prefixados e nos atrelados à inflação, ou em fundos de investimentos que aplicam em tais títulos, tais como os fundos de índices de preços ou fundos IMA-B. Boa parte deles fica impressionado com o desempenho histórico recente de tais fundos, que chegam a bater o CDI com folga, num período de taxa SELIC em queda.

No momento em que este artigo está sendo escrito, temos, no Tesouro Direto, títulos prefixados pagando 10,03% a.a. brutos (Tesouro Prefixado 2023), bem como Tesouro IPCA chegando a pagar 5,50% a.a. + inflação, no caso do Tesouro IPCA+ 2035. Qual é o problema de se investir nesses títulos?

É o problema da curva se inverter.

Isto é, de o cenário econômico projetado piorar, a inflação aumentar, ou haver alguma volatilidade nos mercados financeiros, que faça com que tais títulos oscilem para pior, com reflexos duradouros.

Nada impede, por exemplo, de a taxa SELIC começar a ter um ciclo de alta daqui a algum tempo, decorrente de uma pressão inflacionária inesperada, que obrigue o Banco Central a aumentar gradativamente os juros.

Se isso ocorrer, por exemplo, se a SELIC chegar num hipotético patamar de 11% a.a., com uma inflação girando nos 6% a.a., quem tiver comprado Tesouro Prefixado a 10% a.a. e/ou Tesouro IPCA a 5,50% a.a. certamente verá oscilações negativas no extrato mensal, com possibilidades reais de perda de dinheiro, caso resolva resgatar o investimento num momento ruim de mercado.

Tivemos uma experiência muito ruim no passado recente, mais precisamente no ano de 2013, quando a SELIC, que estava no patamar de 7,25% a.a., começou sua trajetória ascendente. Muitos fundos de investimentos focados em prefixados e índices de preços, além, é claro, do próprio Tesouro Direto, tiveram rentabilidades negativas no ano de 2013.

Vide, por exemplo, o fundo de investimentos BB Renda Fixa LP Índice de Preços Estilo (CNPJ 08.980.715/0001-60), que rendeu, no acumulado de 2013, impressionantes -11,84% (fonte: Vérios).

Isso mesmo. Quem investiu, no começo de 2013, nesse fundo de investimentos, chegou ao final daquele ano perdendo, em teoria, mais de 10% do capital investido – eu digo “em teoria” porque, para haver a perda efetiva, é preciso que o investidor “realize” a perda, ou seja, haja um resgate efetivo do fundo ou investimento.

Depois, é claro, o fundo recuperou as perdas, como podemos ver no desempenho dos anos seguintes, mas esse exemplo demonstra claramente que nem os investimentos em renda fixa estão imunes a períodos de rentabilidade negativa.

4. Cuidado com os fundos imobiliários

Outro tipo de investimento que sofre uma espécie de “marcação a mercado” em função dos ciclos da taxa SELIC são os fundos imobiliários.

Em épocas de ciclos de alta na taxa SELIC, como os que vivenciamos recentemente (de 2013 a 2016), os FIIs sofrem e têm a valorização de suas cotas comprometida, pois muitos investidores (e especuladores) abandonam suas posições nos fundos imobiliários, vendendo-as e, com o dinheiro obtido, aplicam na boa e velha renda fixa. Afinal, para quê investir num fundo imobiliário que pague um yield anual (distribuição dos aluguéis) de 10%, se eu posso, com o investimento em renda fixa livre de risco (Tesouro SELIC), conseguir 14% a.a.?

Quando o ciclo inverso se materializa, ou seja, quando há um fase de reduções na taxa SELIC, ocorre exatamente o contrário: os investidores tendem a migrar para soluções que tragam uma rentabilidade acima do CDI e, nesse campo, os fundos imobiliários voltam a se destacar: as cotas se valorizam com o aumento da demanda. São nesses momentos também que surgem emissões de novos fundos imobiliários, tentando se aproveitar dessa situação, mas com distribuições mensais que apenas se aproximam do percentual praticado pela taxa SELIC.

Atualmente, estamos presenciando um fase de corte na taxa básica de juros da economia. A consequência? FIIs se valorizando.

O IFIX, índice que mede o desempenho dos principais fundos imobiliários listados em Bolsa, está em 2.200 pontos, com valorização acumulada de 18% no ano de 2017, bem acima do CDI (que, no acumulado do ano até aqui, rendeu pouco menos que 10%). Além disso, aproveitando o boom dos fundos imobiliários já listados em Bolsa, muitas emissões de novos fundos acabam ocorrendo, na tentativa de aproveitar o bom momento vivido pelo mercado de fundos imobiliários, onde há mais compradores do que vendedores.

Porém, no cenário atual, muitos fundos imobiliários estão com suas distribuições mensais, ou seja, os yields, na faixa dos 7% a 8% a.a., ou seja, estão praticamente emparelhados com a taxa SELIC. Lembra-se do que disse acima, a respeito da “marcação a mercado” que existe na distribuição dos aluguéis de tais fundos? Pois é, ela acaba ocorrendo.

Exemplificando: se um fundo imobiliário está sendo cotado a R$ 100, é provável que ele distribua, anualmente, de R$ 7 a R$ 8 de aluguéis, o que dá uns R$ 0,6 a R$ 0,7 de rendimento mensal.

O problema é que, se a taxa SELIC subir, pagando um rendimento anual de, por exemplo, 12% a.a., o investidor tenderá a sair dos fundos imobiliários e migrar para a renda fixa. Afinal, pra quê correr riscos recebendo 0,7% ao mês, se eu posso, sem correr riscos, receber 1% ao mês de rendimentos?

Quem já estava posicionado em fundos imobiliários antes desse ciclo de quedas na taxa SELIC provavelmente não tem do que reclamar, pois seus yields de compra superam com folga o CDI, além de terem experimentando uma forte valorização do principal (preço de mercado das cotas).

Porém, quem ainda não estava investido em fundos imobiliários deve avaliar com muita cautela se realmente vale a pena entrar nesse mercado agora, com muitos fundos imobiliários já precificados com yields bastante próximos, ou até inferiores, aos rendimentos do investimento livre de risco, representado pela taxa SELIC.

5. Aumento de rendimentos com crédito privado

Uma das alternativas para maximizar os retornos, numa época de vacas magras, é o investimento em títulos de crédito privado, para investidores de perfil de risco moderado.

Isso pode se dar através do investimento direto, em ativos puros, como compra de CDBs, debêntures, CRAs, CRIs, LCAs, LCIs etc., ou por meio de investimentos indiretos, via fundos de crédito privado.

Esse investimento, como aliás todos os outros, apresenta seus prós e contras. Se por um lado há uma elevação nas taxas de rentabilidade (na comparação entre os títulos privados de renda fixa com os títulos públicos do Tesouro Direto), por conta da necessidade de oferecimento de melhores taxas remuneratórias para atrair capital, por outro lado há sempre o risco de default, o popular calote.

Ainda que haja a cobertura do FGC para muitos desses investimentos, é sempre prudente não concentrar muito de seu capital nessa classe de ativos, principalmente nos fundos de investimentos em crédito privado, pois eles não contam com a proteção do FGC, ficando você literalmente à mercê da capacidade do gestor de manejar bem o tipo de risco enfrentado pelo fundo.

Por esses motivos, os aportes em crédito privado deve ser feito sempre mediante prévio estudo e pesquisa, e nunca comprometendo parcela significativa de seu capital, até porque muitos desses investimentos têm liquidez restrita.

Pense, por exemplo, naqueles CDBs pagando 125% do CDI, mas que exigem 4 anos de carência. Você suportaria esperar tanto tempo para, no final de 4 anos, receber um retorno que pode ser ainda inferior a dois dígitos (10% a.a.) anuais (se a SELIC continuar durante muito tempo numa faixa inferior a 10% a.a.)?

6. Aumento de rendimentos com ações

Finalmente chegamos ao exemplo clássico de como maximizar os retornos de sua carteira de investimentos: com ativos de risco mais alto, ou seja, com as ações.

Investir em Bolsa de Valores não é para qualquer um, não só em função dos riscos envolvidos, mas também em função da maneira totalmente errada que a maioria das pessoas ainda insiste em fazer, que é a de comprar na alta, vender na baixa, realizar o prejuízo, ficar fora da Bolsa por um tempo, e só voltar a investir em ações quando ela novamente estiver no auge, repetindo o ciclo de erros do passado…

Investir em ações – investir, não especular – requer um planejamento financeiro de longo prazo, compatível com o tempo necessário para o investimento amadurecer, e dar seus primeiros resultados concretos.

Paciência e disciplina são ingredientes fundamentais para ter sucesso com o investimento em ações, ao lado, é claro, de um firme e consistente estudo e educação contínuas.

Lembre-se, por fim, que investir em ações é investir em ativos com lastro real. Diferentemente da tradicional renda fixa, em que, na maioria das vezes, você empresta o seu dinheiro mediante uma taxa previamente definida, no investimento em ações, você participa, na condição de sócio, da geração de riqueza das empresas nas quais resolve investir seu dinheiro.

Por envolver um risco maior, é evidente que há um “prêmio” pelo risco assumido, consistente numa probabilidade, a longo prazo, de apresentar um retorno maior do que o retorno da aplicações de renda fixa.

7. Dica extra: fuja da poupança

Esqueça a caderneta de poupança. Com a SELIC no atual patamar, a poupança projeta um rendimento anual de pífios 4,90% a.a., o que mal dá pra cobrir a inflação – que é estimada em fechar 2017 na casa dos 3%, sobrando um rendimento real líquido de pouco menos de 2% a.a.

A isenção de imposto de renda não compensa a parca rentabilidade da caderneta, que, de acordo com as regras vigentes, chega a parcos 70% da taxa SELIC, com a agravante de você só conseguir obtê-la decorridos 30 dias do depósito.

Como alternativas para a reserva de emergências, fundos referenciados DI com até 0,5% de taxa de administração, e CDBs que paguem 100% do CDI, são opções bem mais rentáveis, oferecendo um nível de proteção equivalente.

Conclusão

Como se pode deduzir, um conhecimento mínimo dos produtos financeiros existentes no mercado é vital para você extrair a melhor rentabilidade possível para seus investimentos.

Se você chegou até aqui na leitura desse artigo, parabéns! Pois isso demonstra que você é uma pessoa respeita seu dinheiro, e que procura dar a ele a utilidade mais adequada, tendo em vista suas circunstâncias pessoais, sua carteira de investimentos, e suas metas de curto, médio e longo prazos.

Investir tempo em educação financeira é essencial antes de começar a investir dinheiro em investimentos. Não busque respostas prontas: construa você mesmo sua própria resposta às perguntas que você tiver.

Quanto mais conhecimento você acumular, mais bem posicionado estará sua mente em lhe dar as respostas mais condizentes e adequadas aos seus objetivos de vida.

A redução da taxa SELIC a 7% é importante na medida em que faz o investidor sair da zona de conforto, ao acender uma luz amarela em sua cabeça, acerca da necessidade de procurar as opções de investimentos que lhe deem o maior retorno sobre cada real investido, de acordo com o nível de risco que está disposto a assumir.

Quero que esse texto seja um ponto de partida. Um ponto de partida para que você se aprofunde ainda mais na sua educação financeira, explorando os detalhes, as sutilezas e as características que cada um desses 7 pontos podem lhe oferecer.

Pode ter a certeza que o tempo investido em sua educação nunca será um tempo desperdiçado, pois você estará concentrado em melhorar as suas próprias finanças, o que irá lhe proporcionar muita segurança e confiança, em realizar projetos, tarefas e sonhos, que dependem de dinheiro para serem realizados. Mãos à obra! 😀

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47 Responses to Os reflexos da queda da taxa SELIC, a 7% a.a., sobre seus investimentos. 7 pontos em destaque.

  1. Nomeado2017 11 de dezembro de 2017 at 7:02 #

    Guilherme, bom dia!

    Sempre é bom começar as manhãs com artigos assim. Obrigado por ser um referêncial na área financeira. Procuro ler os livros que você faz as resenhas, ajudam muito a ter uma visão melhor da área. Obgg!

    • Guilherme 11 de dezembro de 2017 at 8:12 #

      Obrigado pelas palavras, Nomeado! Forte abraço!

  2. Leitor Investidor 11 de dezembro de 2017 at 8:17 #

    Todos avisos muito válidos. Investir em títulos atrelados a inflação, fundos imobiliários, e principalmente titulos pré-fixados, deve ser feito com muita cautela nesse momento.

    Numa possível reversão me preocupa os iniciantes, que vão se assustar com a queda dos títulos IPCA+, fazer besteira realizando o prejuízo e pior, acharem que foram “enganados”. Quando o que faltou na verdade, foi um pouco mais de educação financeira.

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:33 #

      Excelentes comentários, LI!

      De fato, os iniciantes que não tiverem instrução financeira suficiente novamente trocarão os pés pelas mãos, investindo nos ciclos errados.

      Isso só reforça a importância da instrução e do aprendizado contínuos!

      Abraços!

  3. Sherpa 11 de dezembro de 2017 at 8:52 #

    “investir, não especular – requer um planejamento financeiro de longo prazo, compatível com o tempo necessário para o investimento amadurecer, e dar seus primeiros resultados concretos.

    Paciência e disciplina são ingredientes fundamentais para ter sucesso com investimentos , ao lado, é claro, de um firme e consistente estudo e educação contínuas.”
    Isso resume tudo!!
    Cuidado com o olho grande e equilibrio aliado a muito estudo.
    Parabéns ótimo POST.
    Como sempre.

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:34 #

      Grato pelas palavras, Sherpa!

      Abraços!

  4. Vanessa Dias 11 de dezembro de 2017 at 8:55 #

    Excelente texto!
    vários pontos de alerta para ajudar a replanejar os investimentos

  5. Bruno 11 de dezembro de 2017 at 9:13 #

    Guilherme otimo artigo!

    Poderiamos pensar assim:?

    – Fundo Selic: RF pura (LCI/CDB etc para alguns anos OU fundos CP pra não travar a grana, de bons gestores);
    – Evitar TD, a menos que seja comprar regulares para LP (aposentadoria);
    – Evitar FII, exceto se estiverem descontados;
    – Ações de boas empresas Buy and Hold

    – Topo Selic: TD longos pra segurar ou vender depois
    – RF pré fixada..
    – FII descontados..

    Aí depois repete o ciclo…

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:36 #

      Excelente estratégia, Bruno!

      Pode sim, ser montado um plano de investimentos, seguindo esses princípios básicos.

  6. Durval 11 de dezembro de 2017 at 10:44 #

    O artigo é um alerta para as armadilhas dos vários produtos de investimento existentes no mercado. Investir é planejar e ‘diversificar’ em relação a situação econômica e politica do pais de hoje e antevendo o que pode ocorrer no futuro, que não é nada fácil.
    Para ,meu perfil moderado, considero que aplicar em R.Fixa a distribuição em pós, pré e híbridos, com risco calculado e a médio e longo prazo para ficar na tx de IR mais baixa e se beneficiar do juro composto.
    Com CDI em 6,89% aa, aplicar em crédito privado isento de IR como IPCA + Jrs considero uma boa, se for isento de IR melhor ainda.
    Esses títulos protegem da inflação, e se selic subir é porque a inflação começou a subir antes, assim sempre teremos juros reais protegidos se escolhermos bem.

  7. Leonardo 11 de dezembro de 2017 at 11:13 #

    Bom dia Grande Guilherme,

    Um ótimo artigo com de praxe. Foi graças ao seu blog que comecei mudar minha visão a respeito de investimentos e começar a me educar financeiramente.
    Atualmente meus investimentos estão concentrados basicamente em fundos de investimentos e em LCI com 98% do DI.
    Com a queda da Selic e consequentemente da rentabilidade dos investimentos gostaria de aprender mais sobre ações e etc.
    Quais leituras você recomenda para iniciar sobre o assunto?

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:43 #

      Boa tarde, Leonardo!

      Parabéns pela iniciativa de mudar o rumo de suas finanças! Fico lisonjeado que o blog tenha lhe ajudado nesse objetivo! 😀

      Sua carteira está bem balanceada e diversificada, parabéns!

      Sobre ações, alguns livros de autores brasileiros podem dar uma boa ajuda, como o Faça Fortuna com Ações, Antes que seja Tarde, de Decio Bazin – nunca li, mas ouvi dizer que é de grande valia para os investidores iniciantes. E é adaptado ao contexto do Brasil.

      Para princípios gerais em ações, recomendo fortemente o Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, e o Investindo em ações a longo prazo, do Jeremy Siegel.

      Abraços!

  8. ANDRE R AZEVEDO 11 de dezembro de 2017 at 13:43 #

    Olá Guilherme! Pontos muito interessantes para colocar mais pezinhos no chão no Brasil! Pode ser que tudo mude de repente (ah, essas eleições de 2018, para onde vão esses juros?…), mas por enquanto é o que temos. Talvez discordemos um pouco na intensidade da mudança no momento atual (vejo pelo juro real, que ainda está acima de 4% ao ano – uma taxa alta), mas concordo que ao menos no primeiro semestre ele tende a cair abaixo de 3%.

    Fazer sobrar mais dinheiro para investir é a primeira verdade. E lembrar dos custos nas operações é fundamental. Incluí esse ponto no artigo da semana passada como uma das 5 coisas que aprendi. Isso é ainda mais importante quando a taxa de juros cai, como vc disse, e também fundamental para quem investe pequenos valores mensais.

    Sobre o TD, FIIs, CDBs e ações, é aquela história do risco x retorno. Concordo que os riscos são maiores, mas temos que, com responsabilidade e conhecimento, procurar usar esses ativos justamente para podermos capturar algumas situações em curso no país. Senão, vamos sempre conseguir algo na média e com isso, atrasar um pouco nossa liberdade financeira. Sobre a poupança estou contigo e não abro.

    Parabéns mais uma vez pela iniciativa de colaborar com a Educação Financeira para a galera que sempre está chegando!

    Abraço e boa semana!

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:45 #

      Olá, André, ótimos pontos, como sempre!

      Gostei particularmente do seu destaque para o acompanhamento do contexto dos investimentos, que pode ajudar o investidor a capturar uma rentabilidade extra nos investimentos, desde que, é claro, ele esteja disposto a assumir essa parcela adicional de risco.

      Abraços!

  9. Diário de um Poupador 11 de dezembro de 2017 at 14:07 #

    “Antes de ser um grande investidor propriamente dito, você tem que ser um grande aportador, um grande poupador.”

    Por isso o nome do meu blog.

    Excelente análise Guilherme. Todos os seus artigos que envolvem controle financeiro eu curto bastante. Um abraço

  10. sandro 11 de dezembro de 2017 at 14:38 #

    Sorte minha que entrei nos FIIs com a Selic em alta, to tirando 0,9% mensal. Coisa linda.

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:47 #

      São os frutos da educação financeira sendo colhidos de forma muito proveitosa. Parabéns!

  11. LUCAS CRUZ COSTA LEAL 11 de dezembro de 2017 at 15:27 #

    Excelente artigo! Uma dúvida: Aonde encontro alternativas para a reserva de emergências? Fundos referenciados DI com até 0,5% de taxa de administração ou CDBs que paguem 100% do CDI ?? Atualmente minha reserva está toda na poupança e LCI

    • MJC 12 de dezembro de 2017 at 5:23 #

      Da uma olhada em bancos menores (BMG, original etc). Você pode encontrar na sua corretora mesmo.

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:50 #

      Obrigado, Lucas!

      Quanto à sua dúvida, é o que o MJC disse. Há oportunidades em corretoras, e também abrindo contas em bancos menores, como Inter, Daycoval, Pine etc.

      Só avalie bem a questão dos riscos, veja os balanços no Banco Data, e analise se você se sente confortável em tais tipos de investimentos fora do circuito bancário tradicional dos grandes bancos de varejo.

  12. Simplicidade e Harmonia 11 de dezembro de 2017 at 17:32 #

    Guilherme,

    Eu também não acho que sejam adequados os títulos pré-fixados, ainda mais se consideramos as eleições do ano que vem – nesse caso, tudo pode mudar…

    Em minha opinião, para investimentos de longo prazo os títulos atrelados à inflação ainda podem ser melhores do que os de crédito privado, pois LCI pagando 90%, 92% do CDI (que em outubro foi de 0,64%), mesmo não tendo incidência de IR ainda acaba perdendo se o título foi mantido até o final.

    Seu post ficou bem completo, uma visão panorâmica em alta definição do cenário atual.

    Abraços,

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:51 #

      Verdade, Rosana, os investimentos atrelados a um percentual do CDI tendem a ficar com sua rentabilidade cada vez mais comprometida, demorando até 2 meses pra conseguirem rentabilizar 1%.

      Abraços, e obrigado!

  13. Michael 11 de dezembro de 2017 at 21:08 #

    Impecavel o seu texto Guilherme!

    Concordo plenamente com todas as suas observaçoes. Eu apenas complementaria os seus pontos #3 e #4 assim:

    – #3: Eu me sentiria ainda menos comfortavel neste momento investir em fundos pre ou de indices VS os titulos individuais deles. Pelo simples motivo que tais fundos nao tem data de vencimento – entao nada garante, no momento de resgate, um retorno positivo! No titulo, pelo menos, tem opçao de manter ate aquela data, com retorno ja estabelecido….

    – #4: Pelo motivo que voce bem descreveu, eu sempre ficava bem longe dos FII’s. Ao meu ver, independente dos juros futuros na subida ou na queda, tanto o IMA-B quanto o IRF-M quase sempre superam o IFIX. Entao os riscos a mais – de credito, de vacancias, ad infinitum – absolutamente nao compensam….

    Abraço!

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:52 #

      Ótimos adendos, Michael!

      Gostei bastante da sua comparação do IMA-B e IRF-M com o IFIX, pois demonstra a necessidade de uma avaliação comparativa a mais completa possível, entre os diversos investimentos.

      Abraços!

  14. Wagner 11 de dezembro de 2017 at 22:56 #

    Fala Guilherme, bao?

    Porque o povo faz tanta polêmica com a taxa baixando? Que diferença faz sua carteira de investimentos em renda fixa crecer 20% se a taxa está alta ou 2% se ela esta baixa?

    Digamos que 20%, logo a taxa ta alta e a inflação também e com isto as coisas não vão bem… então mesmo que 20% acaba sendo ilusório. Pois sera o mesmo que 2% com a taxa baixa… Que diferença faz?

    Quem saí perdendo com isto é o investidor que gira patrimônio com a troca de investimentos buscando a taxa da vez… e quem ganha são os intermediários.

    Já pensou nesta perspetiva?

    Parabéns pelo blog 🙂

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 15:55 #

      Olá, Wagner, excelentes as suas observações.

      Você abordou uma questão de suma relevância: o alto giro de patrimônio, que muitas pessoas fazem, no afã de tentarem sempre bater o mercado.

      Porém, isso acaba sendo mais maléfico do que benéfico, em função dos custos com imposto de renda, IOF, taxas de administração, corretagens etc.

      Ou seja, são os intermediários quem acabam se beneficiando.

      Carteiras de investimentos vencedoras, na verdade, são constituídas principalmente por aquelas em que há pouco giro de capital.

      Abraços!

  15. Eddie 12 de dezembro de 2017 at 8:02 #

    Bom dia, estou no rol dos que não tem muita experiência em investimentos. Este ano comecei a investir em TD pré-fixado 2023; Mesmo não tendo a intenção resgatá-lo antes do vencimento (na verdade, pretendo reinvestir o valor) ainda corro o risco de perdas?

    • sandro 12 de dezembro de 2017 at 10:24 #

      Se a inflação passar a taxa contratada líquida (descontado o IR) do seu pré-fixado, então você perdeu dinheiro, mesmo aguardando até o vencimento.

  16. Perdido 12 de dezembro de 2017 at 17:04 #

    Estou numa posição complicada. Tenho guardado dinheiro (coisa que nunca fiz na vida), para começar eu plano de independência financeira. Em 2017 consegui guardar 50k. Pensava em investir no tesouro, mas com os últimos resultados, estou paralisado.

    Me parece mais prudente segurar esse dinheiro derretendo na poupança, do que aplicar no desconhecido.

    Alguma dica de leitura sobre esse cenário (SELIC >= 7%)?

    • Guilherme 12 de dezembro de 2017 at 17:48 #

      Inicialmente, você deve estudar e aprender sobre outras opções em renda fixa que rendam mais. Não dá pra investir em algo que você não conhece, como você mesmo admite no segundo parágrafo do comentário.

      Com o conhecimento, vem a confiança, e, com a confiança, vem a possibilidade de se investir em outros ativos.

      Eu recomendo que estude sobre fundos referenciados DI, CDBs pós-fixados e Tesouro SELIC, sendo que esse último é muito melhor do que a poupança. Aqui no blog mesmo temos vários artigos escritos a respeito desses temas.

      • Dinêi Gazoni 13 de dezembro de 2017 at 16:18 #

        Desculpe Guilherme,

        Seu comentário estava logo abaixo.

        • Guilherme 13 de dezembro de 2017 at 17:24 #

          Olá, Dinêi, não tem problema!

          Concordo com você quanto à alternativa do Tesouro SELIC: mais rentável e mais seguro.

          Abraços!

      • THIAGO T. 27 de dezembro de 2017 at 11:36 #

        onde estão os tópicos tratando esses temas? tem muita postagem, tá até difícil de encontrar amigo, obrigado!

    • Dinêi Gazoni 13 de dezembro de 2017 at 16:17 #

      Perdido,

      Se você tem um perfil conservador, penso ser melhor uma aplicação atrelada a taxa básica de juros como o Tesouro Selic. Como no Brasil historicamente os juros são elevados e mantém-se acima da inflação, você fica com liquidez e rendimento enquanto investe em conhecimento para preparar para investimentos mais arrojados.

      Bons investimentos.

  17. Armando 12 de dezembro de 2017 at 22:08 #

    Muito bom mesmo. Alguns pontos achei muito importantes e preciso me mexer. 1 e 2 gostei da ênfase na importância maior no cenário atual. 1 quero aumentar criando nova fonte de renda. 2 preciso me cadastrar em outra corretora. 3 tomei um susto, acabei de aplicar em td IPCA, mas nesse caso é só pra aposentadoria. 4 estou atento e diminuí forte o aporte em fii, mais pelo preço q achei descolado. 5 aumentei aporte em fii de cri, mas pode demorar a valorizar. 6 esse tenho dúvida, acho q subiu um bocado, um ou outro ainda compro. 7 vou diminuir a reserva na poupança, talvez abrir conta numa fintech com CDB diário. Obrigado!

    • Guilherme 13 de dezembro de 2017 at 11:11 #

      Olá, Armando, ótimas observações em relação à sua carteira atual. Abraços!

  18. Fred 12 de dezembro de 2017 at 22:58 #

    Só uma ressalva quanto aos FII’s, neste momento de baixa da SELIC os FII,’s “de papel” estão desvalorizados, caso ocorra a alta da SELIC eles tendem a se valorizar e pagar um DY melhor, Concorda?.

    • Guilherme 13 de dezembro de 2017 at 11:12 #

      É uma possibilidade sim, Fred. Contudo, se a SELIC aumentar, é preciso analisar o custo de oportunidade de investimentos em outros ativos que pegam carona na alta da SELIC, tais como os títulos privados isentos de imposto de renda (LCIs, LCAs, debêntures de infraestrutura etc.), além dos fundos de crédito privado.

  19. Anônimo 27 de dezembro de 2017 at 11:24 #

    Deixei de acompanhar o blog por um tempo, estou bem desatualizado e meio sem tempo para analisar tantas postagens e decidir onde investir, enfim, eu recebi um aporte de 75000 mil reais, estou mobiliando e terminando de pagar meu apto e uma boa parte desses valores será para meu pequeno e aconchegante imóvel rsrs enfim, gostaria de uma ideia de investimento com uma rentabilidade segura com uma parte desse valor q sobrará do meu aporte, bem como, algo que eu possa fazer novos aportes mensais num valor de de 1.500 a 2.000 mensais por um bom período até q eu possa atingir minha desejada IF, lembrando que o ideal é risco baixo aliado a boa rentabilidade, digamos q é o jargão do melhor custo x benefício possível, se puder me indicar uma postagem para eu analisar as tendências de mercado para 2018 ou ainda dizer onde é possível aplicar os valores desde já eu fico muito agradecido. Sei que há 1 ou 2 anos atrás o tesouro direto era a menina dos olhos, já tenho conta na xp investimentos, bem como cadastro no tesouro direto, tudo pronto para investir, só preciso saber mesmo é uma boa orientação por onde começar… desde já agradeço!

  20. Adrimar 18 de janeiro de 2018 at 16:00 #

    Guilherme,

    gostei bastante do seu artigo, muito explicativo e bem elaborado.
    Em relação ao Tesouro Direto, só há uma regra que realmente vale a pena: nunca saia antes do vencimento do título. A marcação a mercado é muito tentadora (quando há valorização dos títulos) e assustadora (quando do contrário). Portanto, para evitar girar patrimônio, o melhor é levar o título até o vencimento e receber os juros acordados. O risco aqui é de haver um calote por parte do governo, mas se chegar a esse ponto, todo o resto estará muito ruim.

    Tem toda razão em destacar que a maioria das pessoas não conhece o que é investir em ações e sempre caem na tentação de enriquecimento rápido. Esse é o primeiro passo para a perda de patrimônio. Investir em boas empresa é o caminho mais sólido para o aumento da reserva no longo prazo, por se tratar de ativos reais, com bem mencionou.

    Permita-me discordar um pouco com você na questão da análise dos FII. Entendo que o Yeld não pode ser comparado com a renda fixa, pois nessa segunda o valor principal investido não modifica, apenas há o acréscimo dado pelos juros. Nos FII, você recebe os rendimentos mensais e ainda pode ter o principal investido (valor da cota) aumentado, fato que tem mais probabilidade de acontecer no longo prazo. Vale salientar que o preço de compra da cota tende a zero devido às correções nas cotações por causa dos rendimentos pagos. Ademais, não gosto muito de comparar investimentos de setores diferentes, cada um tem sua especificidade.

    No final, o melhor mesmo é não ficar trocando os valores de um investimento para outro. Com isso, só vai-se pagar mais corretagens, taxas e impostos. O ideal é estipular um percentual para cada tipo de investimento e equilibrar esses percentuais com os aportes novos (que quanto maior, melhor, como também disse no seu artigo). Alás, nada ganha de aporte e tempo.

    • Guilherme 19 de janeiro de 2018 at 16:00 #

      Olá, Adrimar!

      Excelentes seus comentários. Concordo quanto à questão de não ficar girando patrimônio com Tesouro Direto, na famosa marcação a mercado, por todos os motivos já enumerados, aos quais eu acrescento o custo extra decorrente de pagamento de imposto de renda sobre os ganhos de capital, e possível custo de oportunidade, ao deixar de receber os rendimentos previamente fixados.

      Quanto à comparação com fundos imobiliários, eu também em geral prefiro evitar comparar ativos de classes diferentes.

      Só o fiz por uma questão didática, para efeitos de reflexão para o leitor, haja vista que muitos investidores fazem exatamente aquilo que não devem, ou seja, comparar investimentos de classes diferentes e, assim, ir para os FIIs tendo como motivo principal o valor do yield superar levemente o yield da renda fixa, o que é de todo arriscado, considerando o histórico recente de elevação dos juros até 14% a.a., com consequente desvalorização dos ativos de renda fixa.

      Abraços!

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