Priorize

Fiel à tradição

O primeiro post do ano costuma ser diferenciado no Valores Reais, pois procuramos elaborar um texto que vá ao encontro do espírito compartilhado das pessoas em buscarem começos ou recomeços a cada novo início de ano. Podemos extrair tal conclusão ao analisar breve retrospectiva dos primeiros posts de janeiro de alguns dos últimos anos:

Zerar o contador cronológico, como aquele que é realizado da noite do dia 31 de janeiro para a manhã do dia 1º de janeiro, tem um efeito muito mais simbólico do que prático. Afinal de contas, você continua sendo, nas primeiras horas de janeiro, a mesma pessoa que foi nas últimas horas de dezembro. Não há diferenças significativas no intervalo entre esses dois dias, em termos de saúde, finanças ou interações sociais, pois as verdadeiras mudanças são aquelas operadas por meio de processos que envolvem uma sucessão de atos, e não de atos isolados, muito menos por meio de um único dia isolado. E processos, como vocês bem sabem, se realizam no decorrer de vários dias, semanas, meses e possivelmente anos, cujos efeitos cumulativos vão se adicionando a cada novo dia em que tal processo se materializa.

O texto de hoje, sincronizado com esse despertar das pessoas para novos rumos, novos hábitos e novas ações, centra-se na arte de priorizar. De priorizar o quê, mais exatamente?

Priorizar atitudes. Valores. Comportamentos. Fundamentalmente, priorizar suas metas para 2018, principalmente as de natureza financeira.

Sem a eleição de prioridades, fica impossível – ou pelo menos muito difícil – você conquistar aquilo que deseja, precisamente porque o atingimento de metas requer que se façam planos.

Analise o contexto financeiro, por exemplo. Suponha que você queira enfim sair das dívidas, com o objetivo de começar 2019 no azul. Se a sua meta principal é sair das dívidas, um conjunto de prioridades deve ser escolhido, e, dentre essas prioridades, certamente uma delas consistirá na difícil e árdua missão de gastar menos do que ganha em todos os meses de 2018, de janeiro até dezembro.

Mas além de gastar menos do que ganha, outras prioridades devem ser enumeradas, e cito aqui algumas delas:

  • Gastar seu tempo livre adquirindo educação financeira: estudando livros, lendo blogs, ouvindo podcasts, participando de cursos;
  • Fazer uma faxina no seu orçamento doméstico, identificando e eliminando gastos supérfluos;
  • Formar uma reserva de emergência com o dinheiro que sobra todo mês etc.

Você pode até não estar consciente disso, mas é praticamente certo que a todo momento de sua vida você se depara com a difícil arte de eleger prioridades, mesmo nos momentos mais prosaicos da sua vida.

Por exemplo, se no sábado à noite você prefere gastar R$ 600 num restaurante da moda, ao invés de comer em casa, mesmo sabendo que esse valor astronômico está completamente fora da realidade de seu orçamento doméstico, você estará priorizando consumo (excessivo) hoje, em vez de estabilidade financeira amanhã.

Se, para as próximas férias, você prefere arcar com gastos de R$ 20 mil numa viagem para Paris, parcelada “pra frente” em 12 vezes de mil e seiscentos reais, ao invés de adotar diversões e viagens mais simples, você estará priorizando, ainda que inconscientemente, o seu desejo, talvez oculto, de satisfazer o ego, e de impressionar colegas de trabalho e amigos em redes sociais, em prejuízo de sua segurança financeira – e em prejuízo de incontáveis viagens que poderia fazer no futuro, se tivesse economizado e usado melhor e de forma mais econômica esse dinheiro.

Se você prefere gastar seis dígitos de dinheiro na compra de um Honda Civic top de linha – para substituir seu atual carro com 2 anos de uso e 20 mil KMs rodados – compra de carro essa financiada em 60 prestações com juros de 1,89% a.m., você estará, ainda que inconscientemente, trocando um futuro de mais liberdade financeira por um futuro escravizado e amarrado ao pagamento de juros, e à necessidade de gastar incontáveis horas de seu trabalho apenas para sustentar os pesados gastos com esse veículo, e, assim, ostentar um status de mentira – afinal de contas, poder financeiro não se demonstra por meio de passivos de valor (que se corroem no decorrer do tempo), mas sim por ativos de valor (que aumentam com o decorrer do tempo).

Para esse começo de 2018, eu parto da premissa de que você queira melhorar suas finanças. Ou seja, fazer com que chegue ao final de 2018 obtendo algum desses 3 nobres objetivos conquistados:

  • Fazer sobrar mais dinheiro em 2018 do que no acumulado do ano de 2017;
  • Terminar 2018 com um patrimônio líquido maior do que começou esse ano;
  • Diminuir as despesas, ou seja, gastar, no acumulado de 2018, menos do que gastou no acumulado de 2017.

Como encaixar essas metas financeiras no contexto da priorização? Dito isso em outros termos: como a eleição de prioridades pode lhe ajudar a conquistar objetivos financeiros de médio e longo prazos?

Destacarei abaixo 3 fatores cruciais que farão com que a arte de priorizar passe do plano abstrato das ideias para um plano concreto de ações. Tal roteiro fará com que o termo “priorizar” deixe de ser uma palavra vazia, desprovida de conteúdo, sentido e significado, para assumir uma concretude palpável em sua vida e em seus atos diários, fazendo-o caminhar ao encontro de seu sonhos, e não de encontro com eles. 😉

1. Substitua “declarações” de compromisso por “execuções” de compromisso.

Certo dia, li que foi feita uma pesquisa que demonstrou que 30% das pessoas matriculadas nas academias não a frequentam.

Sim: de cada 10 pessoas que pagam mensalidades em academias, 3 gastam dinheiro à toa. Não chegam a frequentar nem uma vez por semana ou por mês. Simplesmente não vão, mas pagam em dia as mensalidades.

Como isso é possível? Não sei.

Só sei que isso tem muito a vez com aquelas famigeradas resoluções de Ano Novo, dentre as quais se inclui a de “entrar em forma para o verão”, ou “iniciar um regime”, em que as pessoas começam com empolgação total, mas depois desistem – e desistem fácil.

As pessoas são muito hábeis em formular declarações de compromisso, como essas referentes às resoluções de Ano Novo, mas são péssimas, absolutamente péssimas, em realizar execuções de compromissos.

Ao eleger prioridades, ao priorizar determinados comportamentos, você deve abandonar as declarações, e ir direto para as execuções. Se pensar muito em fazer ou não fazer algo, você vai acabar não fazendo.

É como acordar às 5 da manhã ou tomar banho frio. Se você racionalizar muito o pensamento, do tipo: “acordo agora que o relógio despertou, ou durmo mais um pouco?” você não vai pra canto nenhum. Por quê? Porque você vai querer dormir. Seu cérebro pede sono. Implora por sono. Você racionaliza e pensa: “só mais 5 minutinhos”. E você acaba acatando o pedido da sua mente. Racionalizou demais…deu nisso!

Não pode ser assim.

Se o seu compromisso é acordar às 5 da manhã, assim que o relógio despertar, não pense. Aja. Você tem que ir lá, e fazer. Pronto. E o mesmo raciocínio se aplica às prioridades da sua vida financeira.

Caiu o salário na conta? Já separe uma parte, para ser enviada para a corretora. Pague-se primeiro, sem pestanejar. Não pense em deixar pra depois, pois, se você deixar pra depois, o dinheiro vai ser gasto.

Você até poderia dizer que isso soaria de uma obviedade elementar, mas não é.

Eleger prioridades não tem nada a ver com declarações de compromissos, mas sim com execuções de compromissos, precisamente porque as declarações de compromisso são influenciadas de “fora para dentro”, ou seja, você as faz porque os outros também fazem; você vê todo mundo fazendo promessas de Ano Novo, e resolve fazer as suas também. As motivações são externas. Se você falhar, não tem problema, afinal de contas, você só entrou na onda porque outras pessoas também entraram.

Já as execuções de compromissos são comportamentos influenciados “de dentro para fora”, ou seja, você faz porque você acha que é o certo fazer. Você assume a responsabilidade pelas suas escolhas, e é por isso que você prioriza ir na academia, no lugar de ficar esparramado no sofá; é por isso que você prioriza estudar no seu tempo livre, em vez de ver mais uma série no Netflix; é por isso que você resolve investir o dinheiro, em vez de gastá-lo.

Não fique fazendo rodeios e procrastinando. Vá lá e faça.

2. Mentalize todo dia.

No começo desse texto, eu disse que as verdadeiras mudanças operam através de processos, e não através de atos isolados, como uma passagem de ano, que ocorre num único e dado instante.

Pois bem, para que os processos se desenvolvam em consonância com suas prioridades, além da necessidade – um tanto quanto óbvia – da execução, corporificada através de atos materiais (investir, poupar, não gastar, pagar dívidas etc.), você precisa internalizar as prioridades dentro do seu cérebro.

Ou seja, você precisa dizer a si mesmo que é importante economizar, que é importante poupar, que é preciso estudar mais sobre dinheiro, que é preciso dizer não ao materialismo e ao consumo excessivo etc. E a internalização deve ser realizada todo dia, de modo que, no seu diálogo interior, sua você relembre a sua mente, a todo instante, das prioridades que você elegeu para a sua vida.

Daí vem a pergunta inevitável: qual é o efeito prático disso? Por quê mentalizar todo dia é importante, no contexto da priorização?

Porque a mentalização diária das prioridades faz com que elas, gradualmente, façam parte de sua própria identidade, fazendo com que ocorra uma verdadeira transformação em seu sistema de crenças. Mentalizar todo dia as suas prioridades tem o poder de modificar suas crenças em relação a essas mesmas prioridades.

Por exemplo, se você é uma pessoa com alto grau de endividamento, muito provavelmente não acredita que é possível gastar menos do que se ganha, ou não acredita que é possível viver uma vida simples. Afinal de contas, você viveu a vida inteira gastando e se esbaldando.

Veja que uma pessoa muito endividada não tem em seu sistema de crenças dois fatos que podem ser apontados como verdade pela maioria das pessoas equilibradas financeiramente: gastar menos do que se ganhar, e viver uma vida mais simples.

Porém, com a priorização do aniquilamento das dívidas, e com a execução dos compromissos vinculados a esse objetivo, embasados num planejamento estratégico, a pessoa endividada passa a sair da situação de endividamento

A cada mês, os gastos com pagamentos de dívidas diminuem, ao passo que a adoção de passos como uma terapia de choque para a quebra do ciclo do endividamento, fazem com que tal pessoa passe a acreditar, através de um processo de mentalização diária, que é possível incluir, em seu sistema de crenças, viver a vida de um modo mais simples, com gastos controlados.

A execução de compromissos trabalha para modificar a realidade externa; a mentalização diária trabalha para modificar a realidade interna. As prioridades financeiras, para terem força em sua vida, precisam ser trabalhadas nesses dois planos que, embora distintos, se complementam.

3. Adie as gratificações de curto prazo.

Eis uma tarefa de difícil realização: evitar as gratificações de curto prazo. É muito difícil controlar os impulsos de curto prazo, principalmente porque temos a inigualável possibilidade, com o uso do cartões de crédito e dos instrumentos de dívida à nossa disposição, consumir hoje, e pagar somente daqui a algumas semanas.

A parte primitiva de nosso cérebro quer recompensas hoje. Agora.

Quando se tem fome, é difícil resistir a uma barra de chocolate. Deixamos para começar a dieta amanhã, ou, preferencialmente, na próxima segunda-feira (dia 8 de janeiro). Uma barra só não vai fazer mal, afinal, já sou disciplinado na alimentação.

Vou comprar esse sapato. Além de estar em liquidação, posso ainda parcelar em seis vezes. E olha só que coincidência: o número coincide com o meu pé. Acho que foi um “sinal” de que esse par estava reservado para mim.

Estava navegando pela Internet quando me deparei com esse iPhone em promoção que custa só R$ 4 mil. Ele tem um recurso – reconhecimento facial – que eu estava justamente precisando. Além disso, o meu já está tão desgastado… e posso revendê-lo por um ótimo preço!!

Quando se trata de autossabotagem, somos mestres em racionalizar e justificar nossas próprias escolhas de consumo imediatas, não apenas para os outros, mas principalmente para nós mesmos, na vã esperança de tentar amenizar o impacto de decisões ruins de consumo, que só atrapalham, prejudicam e nos afastam de nossas verdadeiras prioridades de longo prazo.

Qual o problema disso tudo? Gratificações de curto prazo realizadas de modo cumulativo, impensadas, e executadas sem planejamento algum, comprometem fortemente nosso futuro. Atrapalham e confundem nossas prioridades.

Se a prioridade é ser mais responsável com o dinheiro em 2018, por quê você continua assinando esses clubes de milhas que lhe custa mais de R$ 5 mil por ano? Se a prioridade é pagar menos tarifas bancárias em 2018, qual o motivo de pagar mais de R$ 60 mensais (o que dá mais de R$ 700 anuais) com uma cesta Prime, Estilo, Select, Personnalité, cujos serviços que você mais usa – TEDs, DOCs, e saques – você encontraria de modo gratuito, simples e descomplicado, num banco digital como o Inter? Se a prioridade é não gastar dinheiro com anuidades de cartões de crédito, por que raios você ainda paga mais de R$ 1.000,00 na tarifa de anuidade de um American Express, Mastercard Black ou Visa Infinite, quando você pode pegar um Nubank com isenção vitalícia de anuidade, com um limite de crédito bom, e com controle fácil dos gastos via aplicativo de celular?

A solução para os problemas de consumo listados acima é simples: não gaste. Não consuma. Não compre. Não pague por aquilo que não usa, ou que usa pouco. Não gaste com aquilo que você pode obter gratuitamente. Mentalize para si mesmo, todos os dias (e, em casos extremos, todas as horas), que você já tem o suficiente, que você precisa valorizar aquilo que já tem, que mais importante do que dar lucro pros bancos e pra Apple é dar lucros pra si mesmo etc.

Internalize essas verdades, até que essas verdades se tornem suas crenças, pois, a partir daí, você agirá em consonância com essas novas crenças, e será mais difícil para um banco, para uma empresa de produtos eletrônicos descartáveis, ou para o comércio varejista em geral, tirar dinheiro de você.

Conclusão

Ao chegar a essa parte derradeira do texto, você, inconscientemente, elegeu uma prioridade: aumentar seu grau de conscientização financeira. E o que é melhor: esse pode ser o primeiro texto completo que você leu nesse ano de 2018!

Priorizar escolhas financeiras que nos façam evoluir no caminho rumo a mais segurança, mais equilíbrio e mais estabilidade financeiras não é, definitivamente, uma tarefa fácil.

Porém, mais difícil do que estabelecer prioridades, no âmbito financeiro, é fazer as prioridades funcionarem.

Daí vem a importância de você: (a) focar em execuções de compromissos, no lugar de vagas declarações, uma vez que as execuções pressupõem um aumento da responsabilidade pessoal no seu cumprimento; (b) de mentalizá-las todos os dias, a fim de se internalizarem em seu cérebro, e passarem a fazer parte do seu sistema pessoal de crenças; e, finalmente, (c) de evitar que as gratificações de curto prazo prejudiquem suas realizações a longo prazo, uma vez que as prioridades, na maioria das vezes, estão atreladas a metas de caráter duradouro, de longo prazo, como maior estabilidade financeira e aumento de patrimônio líquido.

Que esse dia 1º de janeiro, então, seja um dia simbólico para que, nos demais 364 dias do ano, você possa dar continuidade aos objetivos e prioridades estabelecidos nesse começo do ano, e, assim, materializar um novo – e farto – ciclo de prosperidade financeira em sua vida. 😀

FELIZ 2018!

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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35 Responses to Priorize

  1. Diário de um Poupador 1 de janeiro de 2018 at 4:07 #

    Primeiro comentário do ano no Valores Reais uhuuu! \o/

    “Não gaste com aquilo que você pode obter gratuitamente.” Guilherme, eu uso isso diariamente. Praticamente não pago mais por cafezinhos, pequenos lanches, e outras coisas que podemos conseguir de graça.

    É preciso uma boa sondagem do orçamento e do dia-a-dia, mas é possível, e nada muito difícil.

    Tenho conseguido bons retornos de economia dessa forma.

    Excelente post Guilherme.

    Excelente ano pra você, fica com Deus.

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:40 #

      Ôpa, valeu, DP, inaugurando em grande estilo os comentários de 2018!!!!

      Gostei bastante da sua técnica das pequenas economias. É como diz aquele ditado: “de grão em grão… “:-D

      Abraços!

  2. LopesAncelmo 1 de janeiro de 2018 at 8:22 #

    Adorei o texto Guilherme. Como sempre esta de parabéns pelo conteúdo que produz ☺

  3. marcos arcanjo 1 de janeiro de 2018 at 12:40 #

    Parabéns
    ótimo texto.

    Feliz 2018 a você e família!!!

    Muito obrigado por nos brinda com conteúdos que nos fazem abrir os olhos para
    valores além das finanças.

    tem razão foi o primeiro texto completo lido em 2108 e valeu muitíssimo
    a pena..

    Principalmente porque um de meus projetos 2018 foi usado como exemplo: voltar a academia

    Vou utilizar o metodo de execução de compromisso nesse caso também, já usava
    a metodologia no ambito do ato de poupar, utilizando o metodo pague-se primeiro, mas não sabia que tinha esse nome

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:42 #

      Obrigado, Marcos, retribuo os votos de sucesso!

      Desejo-lhe também sucesso no retorno à academia!!!!

      Abraços!

  4. Michael 1 de janeiro de 2018 at 13:05 #

    Parabens pelo texto muito bem elaborado Guilherme e Feliz Ano Novo repleto de realizaçoes.

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:42 #

      Valeu, Michael, retribuo os votos de sucesso!

  5. Martha 1 de janeiro de 2018 at 13:21 #

    Feliz ano novo, Guilherme!

    Que este seja, para vc e seus familiares, um ano com excelentes retornos… pois a generosidade é uma via de mão dupla 😉

    Sucesso!!!

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:43 #

      Amém, Martha, e pra vc também, muito sucesso e paz!

  6. Simplicidade e Harmonia 1 de janeiro de 2018 at 13:37 #

    Guilherme,

    Gostei da sua segunda dica, embora inicialmente tenha achado o título estranho, já que normalmente ele é associado a coisas como a lei da atração (algo que para mim nunca funcionou).

    A mentalização abordada por você parece proporcionar resultados reais, pois pelo que entendi, o objetivo é criar novas conexões cerebrais através do diálogo interior e da racionalização do objetivo, que levarão ao alcance das metas propostas através da mudança de paradigmas, como o exemplo citado de uma pessoa endividada.
    Isso sim faz todo sentido. É algo que vou começar a praticar.

    Sucesso! 🙂

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:45 #

      Obrigado, Rosana!

      É isso mesmo: o objetivo da mentalização é criar novas conexões cerebrais. É como se fosse uma espécie de “treinamento mental” para modificar os paradigmas.

      Realmente, ficou meio estranho o título da segunda dica….rsrs…. mas, na falta de uma palavra melhor, utilizei essa palavra “mentalização” mesmo…. mas creio que, com a fundamentação e a explicação da técnica, consegui transmitir a ideia geral de uma forma mais abrangente.

      Abraços, e sucesso!

  7. José 1 de janeiro de 2018 at 15:29 #

    Boa tarde, Guilherme!

    Primeira vez comentando aqui, quero dizer que pretendo fazer desse post uma bússola para mim, não só em 2018 mas, começando de hoje, para o resto de meus dias.

    Em dezembro de 2016, no auge do desânimo e da falta de perspectivas, me dispus a mudar minha vida naqueles aspectos que me incomodam e/ou atrapalham. Para tanto dei alguns passos e, graças a Deus, o ano de 2017 foi de muitas conquistas e alcance de metas.

    No entanto, já passando dos 40 anos, percebo que ainda há muito a fazer, principalmente no tocante aos aspectos financeiro e pessoal, e é aí onde esse post entra: na motivação para seguir em frente, para ver que é possível, para não desanimar, para ter forças e fazer o que DEVE ser feito, mesmo que seja doloroso.

    Muito obrigado pelo conteúdo!

    Um abençoado 2018 para você, pois tens abençoado muitas vidas com seu trabalho.

    • Guilherme 1 de janeiro de 2018 at 17:47 #

      Boa tarde, José!

      Muitíssimo obrigado por suas palavras e por seu incentivo! Você não imagina o poder que elas contêm para me dar forças para continuar escrevendo por aqui!

      Aliás, devo dizer também que você está de parabéns pela determinação em modificar aspectos cruciais de sua vida. Tenho certeza de que você chegará lá!

      Forte abraço!

  8. Nazinha das finanças 1 de janeiro de 2018 at 20:44 #

    Olá Guilherme,

    estamos em sintonia, coloquei em outras palavras e desenvolvi esse trecho abaixo do seu texto:

    “Gastar seu tempo livre adquirindo educação financeira: estudando livros, lendo blogs, ouvindo podcasts, participando de cursos;
    Fazer uma faxina no seu orçamento doméstico, identificando e eliminando gastos supérfluos;
    Formar uma reserva de emergência com o dinheiro que sobra todo mês etc.”

    Mas deixar de declarar para executar é uma excelente dica para quem não consegue sair do plano das ideias.

    Acredito que parte da execução, como disse no meu blog, passa pelo planejamento, ou seja, dedicar um tempo prévio pra organizar a rotina de modo que um custo como alimentação seja mais saudável e barato, por exemplo. Uma marmitinha caseira é melhor do que um self service com louvor!

    Vamos aproveitar o início de ano para colocar decisões e execuções em prática!
    um abraço!

  9. Longe do Limite 2 de janeiro de 2018 at 0:04 #

    Belíssimo texto, Guilherme. Para começar o ano com o pé direito.

    Deixo aqui meus votos de um ótimo 2018 para você e toda a sua família.

    Abraço!

  10. alexssandra 2 de janeiro de 2018 at 7:51 #

    Adorei o texto, excelente para um inicio de ano
    E realmente nos faz pensar em como queremos terminar esse ano de 2018, sem dividas e com muitas mudanças internas.
    Obrigada mais uma vez por dividir conosco esses ricos conhecimentos.

  11. ANDRE R AZEVEDO 2 de janeiro de 2018 at 11:30 #

    Excelentes conselhos, Guilherme, muitos importantes para a estabilidade e liberdade financeira!

    Esse lance do calendário que vc citou no início do post vejo como uma faca de dois gumes. Da mesma forma que ele possa sinalizar um recomeço, um novo sinal para fazer as coisas corretamente, também pode ser usado, principalmente na segunda metade do ano, para justamente postergar importantes atitudes.

    Oportunidades de recomeço faz com que esqueçamos que a vida é uma linha contínua, finita e não circular. Adiar decisões, possuindo conforto provisório e acreditando que estamos imunes de seus efeitos em virtude de um recomeço eterno, impactará grandemente em nossa vida. O futuro tornar-se-á, implacavelmente, o novo presente.

    Grande abraço e excelente ano!

    • Guilherme 3 de janeiro de 2018 at 16:07 #

      Verdade, André, esse lance dos recomeços é uma grande faca de dois gumes. Há de se estar bem atento, a fim de evitar os males da procrastinação.

      Abraços!

  12. Bruno 2 de janeiro de 2018 at 13:36 #

    Excelente texto. É o que vem adotando na minha vida financeira nos últimos anos, e posso afirmar que venho colhendo bons frutos. Acredito que a longo prazo terei minha liberdade financeira.

    Conheci seu site há pouco tempo e, pelo pouco que li, você está de parabéns pelo trabalho.

    Um excelente ano para você.

  13. Cleiton Oliveira 3 de janeiro de 2018 at 8:19 #

    “Zerar o contador cronológico, como aquele que é realizado da noite do dia 31 de janeiro para a manhã do dia 1º de janeiro, tem um efeito muito mais simbólico do que prático.”

    Conversei muito com algumas pessoas sobre essa fato. Para o ser humano é necessário zerar o contador para renovar as esperanças, renovar seus desejos e alimentar seus sonhos.

    Mas nada disso adianta se não houver prioridade em sua vida, se não houver execução, se não colocar o plano em ação.

    Um grande abraço!

    Por que você continua sendo a mesmo pessoa, com as mesmas atitudes e os mesmos hábitos.

    Para essas e outras pessoas, estou compartilhando esse EXCELENTE artigo. Para que elas possam finalmente conquistarem os seus maiores sonhos.

    • Guilherme 3 de janeiro de 2018 at 16:08 #

      Excelentes observações, Cleiton! Grato por compartilhar o texto com seus conhecidos!

      Forte abraço!

  14. Adriana 3 de janeiro de 2018 at 8:24 #

    Mais uma vez, um excelente texto Guilherme!

    Pegando o gancho, as dicas do “priorize” faz todo o sentido no atual mundo que vivemos, de excessos de informação, de tempo sempre “voando” e de tanto tempo gasto com tanta coisa que nada acrescenta. É bem difícil escolher nossas prioridades e principalmente ser fiel à elas.

    Ainda com a ideia do priorize, esse ano quero priorizar melhor os blogs que leio, inclusive os de finanças pessoais. Aproveito para fazer uma espécie de desabafo sobre o que vejo na chamada “finansfera” e que me deixa muito chateada: muitos blogs extremamente machistas tecem muitos comentários muito desagradáveis e maldosos em relação às pessoas do gênero feminino e sua relação com o dinheiro. Tudo bem se a maior parte dos blogs sobre finanças são escritos por homens (assim como a maioria das pessoas que trabalham com profissões relacionadas à Economia e Finanças são homens), ok dizer que – talvez – os homens possam ter uma relação um pouco melhor com o dinheiro afinal, talvez as maiores “perdições” de consumo e apelo ao consumo recaiam sobre as mulheres (roupas, cosméticos, sapatos, vontade de presentear, etc). No entanto acho extremamente ridículo, como mulher, o tipo de postura que vejo, o tipo de generalização em relação às mulheres, coisas como “mulher só vai arruinar sua vida financeira, casamento só vai arruinar sua independência financeira, se quer atingir a IF tem que ser sozinho, não perca tempo saindo com mulheres pois elas só querem saber de gastar o seu dinheiro”. Como mulher eu sou exatamente o aposto de tudo isso e em meus relacionamentos não adoto nenhum tipo de postura “predadora” desse tipo, muito pelo contrário, pago minha conta em restaurantes e passeios (acho até inaceitável uma mulher que estudou, trabalha fora e tem sua própria renda querer que o cara fique pagando coisas para ela ou a sustente – isso é do tempo que as mulheres ficavam em casa e não tinham seu próprio dinheiro, dependiam do pai ou do marido), não quero explorar ninguém assim como não quero ser explorada. Claro que quero pessoas com boas relações com o seu dinheiro a minha volta, quero alguém que tenha uma postura semelhante. Sei que posso ser uma exceção, mas vejo muitas mulheres por aí dando um duro danado para ter uma vida melhor, economizar pensando no futuro e tentando fazer o seu melhor, as vezes com muito pouco dinheiro até.
    Sério, tudo o que tenho vontade de dizer para esses babacas que escrevem esse tipo de coisa por aí é: “todas as mulheres que você encontrou eram assim e você aceitou? Bem, nesse caso acho que você mereceu encontrar esse tipo de pessoa”. E não, não sou feminista. Pelo contrário até. Mas acho que mereço mais respeito e consideração, ou pelo menos, menos generalização.

    Desculpe o longo desabafo Guilherme, mas o seu me parece ser um dos poucos blogs que respeita e não tece julgamentos maldosos a respeito das pessoas tanto nos textos quanto nos comentários dos leitores.
    Então, fica minha dica, priorize também não só suas leituras, mas também o tipo de autor que você escolhe ler.

    😉

    • Guilherme 3 de janeiro de 2018 at 16:10 #

      Olá, Adriana, excelentes observações!

      Na questão dos blogs, a arte de priorizar realmente envolve essa dupla seleção, não só do conteúdo, mas também do autor desse mesmo conteúdo.

      Abraços!

    • MJC 5 de janeiro de 2018 at 6:57 #

      Adriana,

      concordo com o que você disse em relação a esses outros blogs. O pessoal é de um exagero sem tamanho e sem sentido.

      Nesse sentido, esses dias tive a infelicidade de clicar num blog chamado “Termos Reais”, que foi linkado aqui na caixa de comentários pelo autor do TR. O blog tem o visual bem feito e tal, daí fui ler o artigo “Loteria do casamento”. O autor pegou alguns dados e fez inferências que não existe. Por exemplo, no país X houve 1milhão de casamentos no ano passado e 500mil separações, logo 50% dos casamentos terminaram. Isso mostra um desconhecimento da realidade sem tamanho: comparar o número de casamentos em 1 ano com o número total de separações de todos os casamentos no país (que envolve casamentos do último ano, penúltimo, até décadas atrás)? Sugeri uma correção no artigo sobre isso, mas obviamente era moderado e meu comentário não foi aceito.

      > “mas vejo muitas mulheres por aí dando um duro danado para ter uma vida melhor, economizar pensando no futuro e tentando fazer o seu melhor, as vezes com muito pouco dinheiro até.”

      Felizmente, no meu círculo de convivência, essa também é a realidade. Tem gente tosca em tudo quanto é lugar. E me parece que o pessoal anda procurando ouro no chiqueiro.

      > “ok dizer que – talvez – os homens possam ter uma relação um pouco melhor com o dinheiro afinal, talvez as maiores “perdições” de consumo e apelo ao consumo recaiam sobre as mulheres (roupas, cosméticos, sapatos, vontade de presentear, etc).”

      Tenho a sensação de que, em geral, homens e mulheres gostam de gastar dinheiro. Do meu círculo de amizades, homens compram menos coisas, mas compram coisas mais caras. Mulheres compram mais, mas coisas mais baratas. No final das contas, todo mundo gasta o mesmo tanto…

      ps.: Guilherme, acho que esse assunto que a Adriana levantou é muito sério. Notei na caixa de links aqui do valores reais que há alguns blogs do tipo extremo. Talvez seja bom priorizar alguns apenas.

      • Adriana 8 de janeiro de 2018 at 7:07 #

        Obrigada pelo comentário MJC! Adorei o “procurar ouro em chiqueiro”. Acho que essa questão de encontrar alguém adequado para se relacionar e com ideias parecidas em relação à dinheiro e investimentos passa principalmente pelo fator “tempo”. Galera hoje em dia é muito afobada! Enfim…
        Normalmente vou achando outros blogs “pulando” de um para outro nos links e é desagradável ver que há tantos desse tipo. :/ Vamos em frente selecionando as leituras!

  15. Anônimo 4 de janeiro de 2018 at 19:44 #

    Obrigado por mais um artigo inspirador. Renovou minha determinação ter finanças pessoais não so equilibradas mais superavitárias. Construir um patrimônio requer disciplina e suas dicas são preciosas neste caminho. Valeu

  16. Guilherme 5 de janeiro de 2018 at 14:18 #

    Grato pelos comentários, MJC! Vou revisar a seção de links.

  17. Pride 5 de janeiro de 2018 at 22:26 #

    Gostei do texto mas não foi esse em especial que me motivou a escrever aqui.

    Entrei nos outros textos linkados por você e também nos linkados dentro deles. Assim fui até 2010.

    É louvável a sua consistência nos “valores reais” defendidos no blog. Mesmo nos textos mais antigos as ideias são as mesmas assim como a qualidade do que foi escrito. Também é gosto do tratamento de choque que você proporciona aos leitores. Acredito que esse é o caminho. Há alguns que não aguentarão a pressão e continuarão na matrix, outros (poucos) terão suas vidas modificadas. C’est la vie…

    Mais um excelente para sua coleção.

    Feliz 2018 para nós !

    • Guilherme 6 de janeiro de 2018 at 14:46 #

      Grato, Pride!

      Gosto muito quando os leitores também leem os textos antigos, e notam essa coerência de conteúdo entre textos antigos e textos novos.

      O Renato C também havia comentado isso tempos atrás, e eu concordo plenamente com vocês!

      É como se, no coração do blog, eu tivesse desenvolvido um núcleo intangível de princípios e regras, que irradiasse sua influência de modo contínuo sobre todos os demais textos produzidos ao longo desses quase 9 anos de existência do Valores Reais.

      Abraços e Feliz 2018!!!!!

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