[Guest post] As lições financeiras que aprendi em 20 anos de vida profissional

O blog Valores Reais tem hoje o orgulho de apresentar mais um guest post vindo de um de seus qualificados leitores.

Trata-se do Lucas, que narra sua trajetória no mundo dos investimentos, que lhe permitiu construir uma vida financeira bem equilibrada e feliz, focada principalmente em muito estudo e disciplina.

Sabemos, através das teorias que nos são ensinadas em livros e cursos básicos de educação financeira, da importância do longo prazo para nossas vidas. O longo prazo também está presente no texto de hoje: são duas décadas investindo, de forma regular e consistente, e os resultados falam por si próprios. O texto também mostra que paciência é uma virtude fundamental para os investimentos frutificarem e darem os retornos almejados, e que o dinheiro é apenas um meio, um instrumento, para a conquista de objetivos de vida.

Na história de hoje o Lucas nos fornece lampejos e insights práticos e concretos, destinados a comprovar a eficácia desse objetivo, a fim de construir patrimônio duradouro e uma vida sem dívidas e com muitos objetivos não financeiros plenamente conquistados. Certamente muitos outros leitores do blog se identificarão com a história de sucesso do Lucas. Por quê?

Porque contar histórias é um meio bastante eficaz de inspirar pessoas a seguirem os mesmos passos, através da modelagem de comportamentos. Quer ter tanto sucesso quanto o Lucas? Então basta fazer o que ele fez. Replique em sua vida o que ele fez na dele. Como você lerá abaixo, os princípios básicos de comportamento financeiro são replicáveis: poupe, estude, invista. Não tem erro.

Confiram! 🙂

………………………………….

“Caro Guilherme,

Há muito acompanho seu blog. Não sou do tipo que fica fazendo comentários, mas semanalmente leio suas postagens, e sempre encontro ali reforço para comportamentos que há muito tempo adotei.

Após um pouco relutar, resolvi compartilhar um pouco da minha experiência de vida financeira, para que você possa usar como exemplo em seu blog.

A bolsa do estágio e a primeira meta financeira: poupar 50% da renda

Minha vida financeira começou no segundo ano da faculdade, nos idos de 1994. Consegui uma bolsa de estudos, em que recebia R$ 240,00 mensais. Desse valor, desde o primeiro recebimento, eu já separava uma parcela para poupar. Naquela época não havia muita informação sobre investimentos financeiros. A Internet na universidade estava chegando. No departamento em que eu estudava, apenas duas workstations Cisco tinham acesso à Internet, e mesmo assim quase ninguém as utilizava. Poucos sabiam do que se tratava. Eu era um dos curiosos. Navegava no saudoso Netscape, e o mecanismo de busca do momento era o Altavista.

Minha meta era economizar 50% da minha renda. Esse dinheiro ficou primeiramente na poupança. Era tudo o que eu sabia. Mas logo comecei a ver as publicações dos bancos propagandeando fundos de ações, e me atraiu aquela possibilidade de rendimentos maiores. Direcionei meu investimento para começar a diversificar. A brincadeira havia começado.

O começo da vida profissional. E a Internet da era discada: navegando a 2.400bps…

Em 1997 eu me graduei e comecei a vida profissional. Salário mais alto permitiu um “upgrade” na qualidade de vida, mas minha meta de economia de 50% se mantinha. Enquanto eu fazia um esforço para poupar, eu via novos profissionais como eu já entrando num financiamento para comprar seu primeiro carro zero km, pagando juros Deus sabe em que nível. Ao contrário deles, eu preferi continuar andando de ônibus.

Em 12 meses, eu já tinha guardado o suficiente para comprar meu primeiro carro. Não um carro zero km, mas um usado em bom estado, que atendeu minhas necessidades e, ao mesmo tempo, não drenou totalmente minhas economias.

O melhor de tudo: não paguei nenhum centavo de juros, e ainda barganhei por ter pago à vista. Lembro até hoje da expressão do vendedor, pois me parece que era novidade para ele uma pessoa jovem como eu (21 anos) pagar um carro à vista.

Tinha a convicção de que meus passos iam na direção correta. Nessa época, a Internet começava a despontar no país, mas era o tempo da Internet discada, com modems de 14,4kbps, 28,8kbps ou – o suprasumo da velocidade da época: 57,6kbps. Isso, claro, quando se conseguia conexão nessas velocidades. Na verdade meu primeiro modem era de 2.400bps… E eu morava no interior do Piauí, onde as dificuldades nesse sentido eram ainda maiores.

Aprendizado contínuo: a busca pelos melhores investimentos

Mesmo assim, essa expansão digital me permitiu o acesso à primeira corretora e home broker: a Investshop.com. Era um tempo de muitos fóruns de discussão, em que o Leandro e o Stormer (nicks do Leandro Ruschel e Alexandre Wolwacz) davam dicas de graça sobre o que eles achavam que ia ou não subir na Bolsa de Valores. O Investshop tinha o “desafio”, que constava em identificar quem conseguia os melhores retornos de um valor fictício a ser aplicado na bolsa. Era muito interessante para aprendizado.

Eu continuava minhas experiências, direcionando parte de minhas economias para fundos multimercado no Banco do Brasil, e comprando algumas ações. Não fui muito feliz nas escolhas das ações, mas sempre achei que era falta de conhecimento e não uma falha sistêmica. Assim, prossegui na minha missão, aprendendo e investindo.

Na época, o fundo Hedging-Griffo Verde era muito comentado nos fóruns, e eu me esforcei para conseguir aplicar nele. O mínimo era R$ 10.000,00, mas eu não queria colocar toda minha economia numa só cesta. Tive que fazer um verdadeiro malabarismo para conseguir aplicar esse valor, e manter um certo balanceamento dos meus investimentos.

O Verde é, até hoje, o fundo que mais me deu “alegrias”. Esse investimento inicial foi feito com a cota a R$ 6,10. Hoje sua cota vale cerca de R$ 150,00. 2.400% de valorização em 17 anos. Também é o fundo que me ensinou a importância do efeito do tempo, especialmente nesse tipo de investimento.

Isso porque no ano seguinte fiz um novo aporte no fundo. Porém, menos de 3 meses depois eu precisei de dinheiro e fiz a grande bobagem de resgatar uma parcela do que estava lá. Dois anos depois, novamente precisei e resgatei mais um pouco, convencido de que meu portfólio estava desbalanceado e precisava desse ajuste.

Ainda ficou a maior parte do que eu tinha guardado, mas esses resgates hoje valeriam uns dois carros zero km. Hoje eu sei que esse tipo de investimento é para a vida: deixa lá os juros compostos irem fazendo seu trabalho. Era para eu ter resgatado dos fundos DI ou de renda fixa. Mas é para isso que serve a vida: aprendizado.

Progredindo: diversificação de investimentos, estilo de vida simples, e objetivos conquistados.

Bem, de lá para cá a Internet mudou a cara dos investidores. Surgiram dezenas de corretoras. Passei por diversas delas, sempre em busca de menores corretagens e mais informações. Meu perfil sempre foi de buy and hold, portanto, análise técnica para fazer trades não era muito meu forte – na verdade não é até hoje.

Não sentia falta de gráficos. Fazia sempre análises fundamentalistas. Aos poucos, minha capacidade de investir ia aumentando, o acesso a produtos melhores ia surgindo. Hoje, meu portfólio é bastante diversificado. Meu nível de conhecimento excede em muito a maioria dos gerentes de banco e até mesmo alguns assessores de investimento de corretoras. Raramente me dou por satisfeito com as informações dadas por essas pessoas, pois minha experiência mostrou que muitas vezes eles estão errados ou te omitem informações para atingir as metas deles.

Minha vida também mudou muito nesse período. Casei, tive um filho, a segunda nasce em breve. Tive a felicidade de encontrar uma esposa que compartilha comigo esses ideais de economia. Só compramos o que realmente é necessário. Não costumamos estar “na moda”. Nos vestimos com simplicidade.

Só tive – até hoje – um carro zero km, ainda assim comprado com muita barganha – e sempre à vista. E fiquei com ele por 10 (dez) anos, permitindo ao tempo fazer sua tarefa: permitir que cada real utilizado na compra fosse bem aproveitado por mim. Já não conseguimos mais manter o nível de poupança em 50%, mas ainda assim estamos num nível bem acima dos 10% que costumam falar por aí.

Algumas coisas, porém, são importantes para nós – e é para elas que destinamos boa parte de nossas economias: uma casa própria, construída em 2016, depois de 19 anos de trabalho; e viagens. São as coisas que nos trazem prazer e de nada adiantaria economizar se não pudermos gozar um pouco dessa economia.

O restante está investido e rendendo. Como costumamos dizer: gostamos de receber juros, não de pagar juros.

Conclusão

As lições financeiras que aprendi nesses 20 anos de vida profissional foram:

– Economize, desde seu primeiro salário;

– Deixe o tempo fazer seu trabalho com os juros compostos;

– Não deixe de utilizar o dinheiro economizado para o que realmente é importante para você;

– Mas mantenha essas coisas importantes dentro dos seus limites financeiros;

– Aprenda sempre sobre todo tipo de investimento.

Obrigado por seu trabalho, Guilherme! Boa sorte e felicidades é o que lhe desejo!”

…………………

Eu é quem agradeço, Lucas, pela oportunidade ímpar de contar aos leitores o que você fez para ter uma vida financeira de sucesso, o que certamente servirá de fonte poderosa de inspiração para outros leitores fazerem o mesmo.

Ao mesmo tempo, parabenizo-o pelas brilhantes conquistas que acumulou ao longo de sua vida nessa jornada de duas décadas como investidor, certamente sabendo que o melhor para a sua vida ainda está por vir.

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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24 Responses to [Guest post] As lições financeiras que aprendi em 20 anos de vida profissional

  1. Simplicidade e Harmonia 5 de março de 2018 at 6:50 #

    Lucas,

    É muito bom ver exemplos inspiradores como o seu.

    “Deixe o tempo fazer seu trabalho com os juros compostos;”
    Ainda bem que hoje existem muitos sites sobre educação financeira que abordam o assunto. Espero que com o tempo, a população brasileira de forma geral entenda que o tempo nos investimentos (mesmo que seja poupança) faz muita diferença.

    “– Não deixe de utilizar o dinheiro economizado para o que realmente é importante para você;”
    Muito legal a sua dica. Gastar demais é ruim, mas gastar “de menos” também. Equilíbrio é fundamental.

    “Só compramos o que realmente é necessário. Não costumamos estar “na moda”. Nos vestimos com simplicidade.”
    Se nos deixarmos levar pelas “necessidades desnecessárias”, nossa lista de desejos não acabará nunca.
    Uma vida mais simples traz muitos benefícios tanto para a mente quanto para o bolso.

    Boa semana!
    Simplicidade e Harmonia

    • Guilherme 6 de março de 2018 at 15:12 #

      Oi Rosana, excelentes seus comentários!

      Um dos grandes destaques (dentre tantos) do texto do Lucas, ao menos para mim, foi o fato dele ter comprado apenas um carro zero em duas décadas de vida profissional. Um carro! Em 20 anos!

      Esse desprendimento pelos bens materiais foi, sem dúvida, um dos ingredientes-chave de sucesso financeiro na vida do Lucas.

      Imagino a pressão dos pares (peer pressure), dos colegas de trabalho, e de conhecidos, para a troca do veículo. Tem que ter uma fortaleza mental bem forte!

      Abraços!

  2. Termos Reais 5 de março de 2018 at 13:40 #

    Post muito bom, Valores Reais!

    Um compilado das lições aprendidas por quem tem anos de estrada sempre é bem vindo!

    Forte abraço meu caro.

    • Guilherme 6 de março de 2018 at 15:12 #

      Certamente, TR, aprender com a experiência de sucesso dos outros é sempre bem-vinda!

      Abraços!

  3. Anônimo 5 de março de 2018 at 15:52 #

    Adorei
    Parabéns Lucas e muito sucesso
    Obrigada por compartilhar conosco a sua experiencia!

  4. André 5 de março de 2018 at 16:35 #

    Parabéns ao Lucas pelas excelentes decisões desde os tempos universitários!

    Eu confesso que demorei alguns anos a mais para acender a luzinha da IF. Apesar de ter entrado na universidade em 1990, recebido bolsas de iniciação científica, trabalhado alguns anos no BB como concursado e depois mais 3 anos com um bom salário em uma indústria, meu patrimônio em 2000 era negativo (carro financiado). Só depois que as coisas mudaram.

    É como comentei outro dia aqui: hoje temos à disposição tantos exemplos como o Lucas e mesmo assim, vemos tantas pessoas em situações tão críticas por má escolhas na vida… Talvez o que ocorra é que, apesar da divulgação de exemplos positivos ter aumentado, o que aumenta mais é a pressão da mídia, o marketing das empresas e a ansiedade e insegurança de querer parecer mais através de futilidades…

    Excelente escolha de texto, Guilherme! Abraço!

  5. Nazinha das finanças 5 de março de 2018 at 17:36 #

    Parabéns para o Lucas,

    infelizmente não consegui realizar todas as minhas necessidades sem os juros mas admiro quem assim o fez. E ainda arrumou uma parceira que pensa da mesma forma.
    Tem tudo pra viver bem sob o aspecto financeiro.

    Uma boa lição pra todos nós!
    abs

    • Guilherme 6 de março de 2018 at 15:13 #

      Certamente, Nazinha, uma ótima lição!!!

  6. Astro 5 de março de 2018 at 19:30 #

    Bom texto, mas tenho alguns comentários.

    – Lucas “largou na frente” de muita gente. Uma bolsa de estudos em 1994 no valor de 240 reais era mais que 3 vezes o salario minimo da epoca (R$ 64.79). Isso daria hoje quase 3 mil reais e eu nem vou entrar no aspecto da inflação. Enfim, uma excelente bolsa.
    – “Na época, o fundo Hedging-Griffo Verde…” Época quando? 1997? Pois, se for, analisando novamente o salário minimo de 1997 que era de 120 reais, os R$10000 de Lucas eram 83 vezes o salário minimo. Considerando que ele guardava apenas 50% do salario, havia comprado um carro e a frase: “Tive que fazer um verdadeiro malabarismo para conseguir aplicar esse valor, e manter um certo balanceamento dos meus investimentos., posso assumir que o salário desse cara era COLOSSAL para um recem-formado.
    – “Isso porque no ano seguinte fiz um novo aporte no fundo”. De R$10000? Bizarro. Em 1998 o salario minimo era R$130
    – As dicas no final (Conclusão) até são boas, mas da próxima vez, esconda os valores, pois são surreais.

    • Lucas 6 de março de 2018 at 11:58 #

      Caro Astro,

      Seus comentários são por demais pertinentes. A perspectiva histórica às vezes traz distorções que precisam ser explicadas. E devemos aproveitar para aprender com essas explicações.

      Seus questionamentos me fizeram buscar dados… vamos a eles:

      Não consegui encontrar no site do CNPq o valor das bolsas em 1994. Mas encontrei referências indiretas:

      A FAPESP, na notícia contida em http://agencia.fapesp.br/cnpq_reajusta_bolsas/1206/, mostra que as bolsas de mestrado eram de R$ 725,00 em 1994.

      Minha bolsa de iniciação científica era de 1/3 da bolsa de mestrado, fator que continua até hoje, como demonstra o site do CNPq em http://cnpq.br/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/67896.

      Então era isso mesmo: eu recebia 1/3 de R$ 725,00, ou R$ 241,67.

      Essa perspectiva mostra como o incentivo à pesquisa tem sido negligenciado no país. Os estudantes de mestrado/doutorado hoje deveriam receber muito mais. Mas recebem R$ 1.500,00 e R$ 2.200,00 hoje, respectivamente. Fazendo sua comparação com o salário mínimo, deveriam receber R$ 10.675 e R$ 15.814 hoje.

      A pergunta que fica é: será que o salário mínimo era muito baixo ou as bolsas de estudo muito altas naquela época? Nossa política educacional e de desenvolvimento científico vão chegar onde dessa forma?

      Seguindo seus questionamentos e linha de raciocínio: Eu deixei a referência à época do meu primeiro aporte no Verde de forma indireta, pois estamos em 2018 e falei que estou nele há 17 anos… meu primeiro aporte no Verde foi em 03/08/2001. Essa data tenho registrada pois mantenho planilhas de todos os meus investimentos e de gastos desde aquela época. Um outro hábito salutar que recomendo a todos.

      Naquela época eu já tinha trabalhado 44 meses como profissional formado – vida essa que iniciou em janeiro de 1998.

      Minha profissão é regulamentada por lei federal e tem um piso de 8 salários mínimos por 40 horas semanais de trabalho. Eu economizava 50% disso, ou seja aproximadamente 4 salários mínimos mensais. Vou utilizar valores redondos apenas para facilitar.

      Não é difícil fazer a conta de 44×4 = 174 salários mínimos, que era minha “poupança” até aquele momento, desconsiderando os efeitos dos juros compostos.

      Em 2001 o salário mínimo era R$ 180,00, daí R$ 10.000 de investimento inicial era uns 60 salários mínimos. Aproximadamente 1/3 do que eu já havia poupado até aquele momento. Olhando assim lhe parece irreal?

      E em 2002 fiz novo aporte, mas dessa vez não mais de R$ 10.000,00, pois eu já havia cumprido o aporte inicial. Daí para frente a movimentação poderia ser em valores bem menores – o que me facilitou muito.

      Então, Astro… olhando ainda mais detalhadamente, os números não me parecem surreais. Nem meu salário é ou foi colossal. O fato é apenas que eu aproveitei minha juventude para fazer alguns sacrifícios e que hoje estão frutificando.

      Com todo respeito a você, acredito apenas que você utilizou o indexador errado para poder fazer a comparação, pois quase nada da nossa vida é atrelado ao salário mínimo. Isso vale muito especialmente para o mundo dos investimentos.

      Além disso, utilizou um período em que o salário mínimo ainda carregou um bocado da memória inflacionária da época.

      Um exemplo é que você utilizou o salário mínimo de R$ 64,79, de julho/1994. Porém, em maio/1995 – apenas 10 meses depois – o salário mínimo já era de R$ 100,00 – 54% de aumento.

      Boa sorte nos seus investimentos!

      • Guilherme 6 de março de 2018 at 15:15 #

        Excelentes comentários, Lucas!

        Agregam ainda mais valor ao rico conteúdo exposto no post!

        Abraços!

      • Astro 6 de março de 2018 at 17:58 #

        Ahhh, agora faz sentido!

        A conta de 44×4 = 174, o inicio do aporte no fundo em 2001 e não em 1997 e o novo aporte em 2002 com valor menor mataram a charada.

        Sobre a questão da bolsa, acredito que o salário minimo era e ainda é muito baixo.

        De qualquer forma, agradeço pelo esclarecimento.

        abs

        • Guilherme 7 de março de 2018 at 19:22 #

          A propósito, parabéns pelo blog, Astro! Não o conhecia.

          Abraços

      • Gulherme 3 de junho de 2018 at 14:25 #

        Olá Lucas,

        conheci o blog recentemente, acabei de ler seu post, ótimo relato…
        tinha uma grande curiosidade em saber se o fundo Verde era acessível a meros mortais na época de sua criação…
        procurei na internet mas so vi um relato pouco confiável, que o aporte inicial era de 1 milhão…

        os 10 mil reais em agosto de 2001, quando você aplicou, corrigido pela inflação atual daria uns 32 mil reais… um valor acessível a pequenos investidores…

        vc sabe dizer quando o fundo verde fechou para aplicações? por participar do fundo, vc pode fazer novas aplicações?
        abs

  7. Longe do Limite 5 de março de 2018 at 23:39 #

    Ótimo post, Guilherme! Obrigado por compartilhar sua história, Lucas!

    Como os exemplos, reais ou meras parábolas, têm por objetivo primário servir de reflexão, deixo aqui também a minha.

    Acredito que o segredo do sucesso financeiro – não só do Lucas, mas de qualquer pessoa – resida na soma de duas coisas: (1) possuir uma estratégia bem definida para o dinheiro e (2) manter o foco nos fatores que podem ser controlados (risco, custo, tempo e comportamento).

    Infelizmente, somos levados a dar importância exagerada no único fator de que não temos controle: o retorno. Queremos ganhar muito em pouco tempo, de preferência com pouco ou nenhum esforço. Se for algo ‘garantido’, então…

    Não à toa temos tantos golpes rolando por aí – e tanta gente caindo neles.

    Abraço!

    • Guilherme 6 de março de 2018 at 15:16 #

      Valeu, LL!

      Gostei dos dois ingredientes do sucesso financeiro mencionados por você: estratégia e foco. São chaves para ter uma vida financeira próspera.

      Abraços!

  8. Fernando Azevedo 6 de março de 2018 at 21:02 #

    Olá Guilherme,

    Boa noite. Este blog está cada dia melhor. Tão bom, que nem mesmo de férias consigo me “desligar”. Estou em Punta del Este (Uruguai) acompanhando este incrível relato do Lucas.

    Como educação financeira é uma lição diária, não é difícil separar 30 minutos de cada dia das férias para se enriquecer com tantos bons exemplos.

    Aliás, o Lucas tocou em um ponto tão interessante, porém pouco explorado. O interesse dos gerentes dos bancos e dos analistas de investimentos das corretoras em determinados investimentos para bater suas metas pessoais. Gostaria muito de aprender sobre este tema, pois de acordo com o ditado popular “quem engorda o boi, é o olho do dono”.
    Parabéns mais uma vez!

    • Guilherme 7 de março de 2018 at 19:25 #

      Olá, Fernando!

      Muito obrigado por nos acompanhar, inclusive nas férias!

      Você tem razão, não custa separar uma pequena parcela do dia para aprender mais sobre investimentos e educação financeira.

      Sobre a questão do conflito de interesses, isso é uma grande verdade – inclusive daria uma boa matéria de pauta. Nesse terreno, eu acho que um dos produtos mais polêmicos são os COEs – certificados de operações estruturadas, onde se especula que as corretoras ganham umas belas comissões para venderem, ou melhor, empurrarem, esse tipo de produto aos clientes. Não estou dizendo que todos os COEs são ruins, mas a forma como ele é comercializado é que às vezes acho muito “empurroterapia”.

      Abraços!

      • Lucas 9 de março de 2018 at 10:00 #

        Sobre os COEs, se o investidor analisar com um pouco de cuidado a estrutura dele, não é difícil replicá-lo sem o custo da corretora.

        Por exemplo, na maioria dos COEs com “capital garantido”, a corretora aplica uma grande parcela (90% ou mais) do valor simplesmente numa LFT ou LTN, assegurando o “capital” e o restante é comprado de opções daquelas empresas que ela informa “acompanhar”.

        Se as opções viram “pó”, sobrou o “capital garantido”. Se elas disparam, a corretora paga o que prometeu no COE e embolsa a diferença – que eventualmente pode ser MUITO maior que a promessa do COE. Ou seja, às vezes, a corretora pode estar usando o SEU dinheiro para ganhar MAIS do que você mesmo.

        Faço exceção para COEs baseados em ações estrangeiras. Essa estrutura pode ser bem mais complexa para um investidor comum replicar.

        • Guilherme 10 de março de 2018 at 11:06 #

          Excelente explicação, Lucas!

        • Vitorino 14 de março de 2018 at 9:14 #

          Eu entrei num COE em fevereiro 2016 na Easy. Fui com 5 mil (valor mínimo). Sei que nunca mais quero saber disso. Não consegui nem o valor da poupança de volta. O COE me devolveu 5268,12 em um ano. Foi meu pior investimento no ano que fecha pra mim em fevereiro. Ainda bem que não coloco todos os ovos debaixo da mesma galinha he he. Consegui 15,93 % bruto no primeiro ano. Estou muito feliz com os investimentos e aprendendo sempre um pouco mais. Agradeço a colaboração das opiniões de vocês.

          • Luiz F F 15 de março de 2018 at 22:28 #

            COEs em geral são o seguinte cenários: Corretora contrata os melhores especialistas do mercado para montar um cenário e fazem uma posta. Do outro lado, você, mero mortal, apostando contra ~~com “capital protegido”~~. Não tem como dar certo…

  9. krevak 7 de março de 2018 at 10:54 #

    valeu amigo, obrigado, volte sempre.

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