Segunda chance

Uma breve história de Pedro

Após concluir a graduação numa renomada faculdade de Administração, Pedro conseguiu engatar um MBA na Europa e, logo em seguida, obteve um emprego numa grande banco de investimentos, onde conseguiu uma meteórica ascensão profissional em menos de 3 anos. Aos 27 anos de idade, não só já tinha um invejável salário anual, de seis dígitos por ano (mais bônus), mas também reservas financeiras que, se quisesse, lhe poderia proporcionar uma vida de independência tranquila em poucos anos.

Só que a tentação da ostentação acabou falando mais alto e, apesar de ler alguns livros sobre educação financeira logo no início de sua vida profissional, Pedro resolveu, ao longo dos anos seguintes, esbanjar e gastar tudo o que recebia, em festas, viagens, relógios e principalmente… carros.

O problema surgiu quando ele foi demitido pela empresa, 4 anos mais tarde, aos 31, de forma repentina. Mesmo com enorme bagagem intelectual, e sólida experiência comprovada no mercado financeiro, ele demorou quase 1 ano para conseguir uma nova colocação. Pior: aceitou um trabalho que pagava metade do que ganhava na antiga empresa…

Uma breve história de Paulo

Ao contrário de Pedro, Paulo seguiu a cartilha das finanças pessoais de forma bastante metódica e racional. Tanto é assim que, aos 35 anos, já tinha um patrimônio que poderia lhe garantir uma boa renda passiva recorrente, apesar de os servidores do órgão em que ele trabalhava não terem conseguido obter os reajustes salariais que a categoria buscava.

O problema de Paulo era outro: fumante compulsivo desde os 16 anos, sedentário, com sobrepeso, e tomando litros de café para se manter acordado todas as manhãs, era óbvio que mais cedo ou mais tarde a conta iria chegar.

E chegou, numa manhã ensolarada do outono de 2017, quando, logo depois de tomar sua garrafa de 500ml de café, começou a sentir formigamento no braço direito, seguido de súbita perda de visão dos dois olhos, e uma forte dor no peito, que provocou um desmaio.

Quando acordou, viu que estava na UTI. Paulo acabara de ser operado em função de um infarto que quase fulminou com sua vida…

Não desperdice a segunda chance

O que as histórias de Pedro e Paulo têm em comum?

Simples: que na vida, muitas vezes não temos uma segunda chance de fazer diferente, mas, quando ela nos essa segunda chance, devemos agarrá-la com unhas e dentes, modificar nossos padrões de comportamento, e assim agir de outra forma, não só para não repetirmos os erros do passado, mas também para construirmos uma nova vida. Quantas vezes você já não se deparou com situações assim?

Quantas vezes a vida não estava lhe emitindo “sinais” de que você precisava mudar seus hábitos, mudar seus relacionamentos, mudar suas ações, mas você insistia em seguir na estrada errada? Quantas vezes você já não precisou sofrer um baque, um susto, para se dar conta de que precisava mudar de atitude?

Pedro teve a grande oportunidade de construir patrimônio de verdade, durante o primeiro ciclo de sua trajetória profissional. Estava ganhando um salário alto, bem acima de seus pares do mercado financeiro, empregado numa multinacional de respeito cuja filial no Brasil se destacava pelos polpudos ganhos atrelados aos resultados que estava obtendo – e Pedro havia sido fundamental para o sucesso da filial brasileira.

Contudo, a tentação da ostentação acabou falando mais alto. E Pedro, ao invés de construir um patrimônio de ativos (ou seja, de coisas que colocam dinheiro no seu bolso, como ações pagadoras de dividendos, fundos imobiliários, títulos do Tesouro pagadores de juros), preferiu construir um patrimônio de passivos (ou seja, de coisas que tiram dinheiro do seu bolso).

E no quê consistia esse patrimônio? Coleções de relógios, sapatos e ternos da moda – Calvin Klein, Brooks Brothers, Armanis. Coleções de carros importados, trocando de carro a cada virada de ano: começou com um Audi, continuou com um BMW, em seguida fez a troca por um Jeep, e no ano seguinte o trocou por um Jaguar. Antes de cair do topo, estava paquerando um Porsche Cayenne. E tudo foi por água abaixo quando veio o aviso prévio de demissão.

Agora, tendo que reconstruir a vida do zero no competitivo e acirrado mercado financeiro, em uma empresa disposta a pagar apenas metade do que ele ganhava anteriormente, ele está tendo uma chance de ouro, uma chance de finalmente largar a vida desregrada, irresponsável e ilusória dos vinte e poucos anos, e começar uma vida mais equilibrada e mais saudável financeiramente, agora na faixa dos 30.

O mesmo pode se dizer de Paulo. Como servidor ocupante de um dos cargos mais disputados em concursos públicos no Brasil, o problema de Paulo certamente não era a falta de capital intelectual.

Conhecimento ele tinha de sobra, incluindo o conhecimento para lidar bem com as finanças pessoais, dado a sua capacidade de lidar com números – Paulo era engenheiro de formação – e de montar, controlar e monitorar planilhas e mais planilhas de investimentos e orçamento doméstico.

O problema de Paulo era outro: a falta de habilidade de lidar com questões mais básicas, inerentes à sua própria saúde. Fumante inveterado desde adolescente, viciado em cafeína desde os tempos de cursinho preparatório para concursos públicos, com horas e mais horas passadas em frente ao computador, sem pausas e em situação de completo sedentarismo, e com uma alimentação completamente desbalanceada e regada com aditivos químicos, sódio, farinha branca e açúcares… tudo isso uma hora cobraria seu preço.

Agora, tendo que reconstruir sua vida após a reconstrução de uma das veias de seu coração, em que ficou numa mesa de cirurgia durante longas 5 horas, ele está tendo uma chance de ouro, uma chance de finalmente largar a vida desregrada e irresponsável com sua própria saúde, que vivia até então, e começar, a partir do leito da UTI, uma vida mais ponderada e mais cuidadosa com sua saúde.

Você pode estar na mesma situação de Pedro ou Paulo. Você.

Talvez você tenha começado a se interessar por finanças há 7, 10 anos, com todo o gás: lendo livros e blogs, participando de cursos e seminários, fazendo planilhas de controle de gastos, e avaliando continuamente a evolução de seu patrimônio de ativos, que, de fato, estava em constante crescimento.

aconteceu alguma coisa no meio do caminho que fez você abruptamente – ou gradualmente – parar de fazer tudo isso. Pode ter sido uma sucessão de aumentos salariais expressivos, que fizeram você perder as rédeas das finanças, gastar além da conta, assumir um estilo de vida cada vez mais inflacionado, e consumir todo o seu salário com viagens, carros, “experiências” e outros bens e serviços exibíveis em redes sociais. Tudo ia bem, tudo ia bom, até o governo – ou a empresa onde você trabalhava – enxugar os gastos com pessoal. Parar de dar aumentos. Parar de dar bônus. Pior: fazer você cumprir aviso prévio, ou aceitar uma drástica redução de seu salário.

E aí tudo isso acaba com a festa em sua vida: o dinheiro que antes dava para bancar as maiores extravagâncias, agora precisa ser contado centavo por centavo. As viagens precisam ser cortadas. Os cartões de crédito precisam ser cancelados. A barbearia gourmet precisava ser cancelada. O distrato do imóvel financiado precisava ser realizado. O carro precisava ser vendido. A festa, quem diria, a festa, precisava ser interrompida.

Talvez o problema não seja com o seu dinheiro. Sua vida financeira pode até estar indo muito bem, obrigado. O problema pode estar na forma como você vinha conduzindo sua saúde até então.

Você pode ter recebido um diagnóstico inesperado de diabetes mellitus tipo 2. Você pode ter recebido um diagnóstico inesperado – mas reversível – de tumor no intestino em estágio avançado ao fazer um exame de rotina (mas que de rotina não tinha nada, afinal, você nunca tinha feito uma colonoscopia antes, e só o fez por causa das dores terríveis de barriga que estava sentindo, e depois de muita insistência do terceiro médico ao qual você foi procurar ajuda).

Não se envergonhe

Enquanto há vida, há esperança.

Muitas pessoas não têm uma segunda chance, principalmente se o acontecido for na área da saúde.

Tem sido cada vez mais comum – e isso, quando acontece, é amplamente noticiado na mídia – casos de pessoas que morrem por doenças adquiridas – AVC, infartos, tumores malignos -, na faixa dos 30 e pouco aos 40 e pouco anos de idade. Casos de depressão também têm sido cada vez mais assustadores.

São profissionais muito bem sucedidos em suas respectivas áreas – médicos, advogados, engenheiros, analistas do mercado financeiro, servidores públicos em cargos de alta concorrência, empreendedores de negócios em expansão, executivos de grandes empresas multinacionais – que sucumbem diante das inevitáveis pressões que a vida moderna exerce sobre um número cada vez maior de indivíduos.

Sucesso na vida não ocorre apenas quando se tem êxito na vida financeira. O sucesso é medido também quando a pessoa redescobre que pode fortalecer sua saúde através de medidas simples e até prosaicas, que estimulam os diversos sistemas orgânicos do corpo (hormonal, pulmonar, cardíaco, neurológico, linfático etc.), a trabalharem de forma mais harmônica e não tanto prejudicial à saúde.

Sucesso nas finanças terá pouco – ou zero – valor se tiver sido construído à base da destruição da vida familiar e dos relacionamentos. Até nessa área – vida familiar e relacionamentos – é possível ter uma segunda chance, de fazer diferente.

No campo financeiro, o maior campo de batalha é aquele travado na mente, pois o mundo está repleto de oportunidades para fazer você perder dinheiro – e a cabeça, por via de consequência – com o consumo de coisas das quais você não precisa.

Você deve estar cansado de ler sobre isso aqui no blog, mas eu insisto na repetição da mensagem, pois se você não ler aqui que é importante controlar os gastos, você vai ler aonde? No intervalo comercial de uma partida de futebol? Numa contracapa de revista? Num outdoor? Num intervalo de rádio? Entre um tweet e outro? Entre uma mensagem e outra de sua timeline no Facebook?

Conclusão

Tenha a coragem de mudar enquanto é tempo. Reconheça a importância e o valor de aproveitar as oportunidades enquanto elas ainda estiverem disponíveis.

Se você só se deu conta agora, aos 47 anos de idade, que é importante ter uma reserva de emergências, de construir um plano particular de aposentadoria financeira, da necessidade de controlar os gastos através de uma planilha financeira, que ÓTIMO! Essa é a sua GRANDE chance de viver um futuro com menos dependência dos outros.

A sua segunda chance de ter uma virada financeira pode estar se dando nesse exato ano de 2018. Você pode ter conseguido (finalmente!) um novo emprego, após meses sem trabalho. Você pode estar vislumbrando a convocação para a posse em um cargo público, após uma aprovação que veio depois de muitos anos de dedicação, quando nem você mesmo acreditava ser possível retomar os estudos e competir com gente mais nova. Você pode estar em vias de ser chamado numa bolsa de estudos, que dará uma guinada em sua vida profissional e acadêmica após anos de ostracismo. Você pode estar em vias de conseguir aquela promoção que tanto desejava na empresa. Ou você pode ver seu negócio próprio finalmente decolar, após anos de dificuldades e de ter que lidar com todo tipo de problema com funcionários, com impostos e com o jeito certo de fazer sua empresa conquistar e manter clientes.

Se a chance é essa, trate de aproveitar as incríveis oportunidades que se descortinam bem diante de sua vista, com a segunda chance que a vida está lhe contemplando. Seja na saúde, seja nas finanças pessoais, seja ainda nos relacionamentos. Seja em qualquer outra área de sua vida, em que você tenha recebido uma segunda chance de fazer diferente, FAÇA! O seu futuro eu irá lhe agradecer pela nova tomada de decisão. 😉

Créditos da imagem: Free Digital Photos

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31 Responses to Segunda chance

  1. Gustavo 9 de abril de 2018 at 5:48 #

    Belo texto! Nunca é tarde para conseguirmos mudanças pessoais!

    • Guilherme 9 de abril de 2018 at 17:27 #

      Obrigado, Gustavo! Realmente, nunca é tarde!

  2. Anônimo 9 de abril de 2018 at 9:09 #

    Muito bom!

  3. ALEXSSANDRA 9 de abril de 2018 at 9:40 #

    Nossa, que mensagem !!
    Faz a gente repensar … as vezes segundas chances nao existem …
    Obrigada pela excelente mensagem nesse inicio de semana
    Precisava disso
    Tudo de bom para você, obrigada mais uma vez

  4. Jacy 9 de abril de 2018 at 9:50 #

    Bom dia! Que texto maravilhoso!

    Guilherme, obrigada por constantemente nos lembrar que ainda podemos promover mudanças positivas em nossas vidas.

    Abraços.

    • Guilherme 9 de abril de 2018 at 17:32 #

      Grato pelas palavras, Jacy!

      De fato, o poder para mudanças positivas ainda está em nossas mãos.

      Abraços!

  5. Michael 9 de abril de 2018 at 16:19 #

    Que texto inspirado – e inspirador! Obrigado por compartilhar conosco. Abraço!

  6. Rogério 9 de abril de 2018 at 16:33 #

    Reflexivo texto, com com bela cotação de história e argumentação clara e convincente. Serve para todos. Parabéns, Guilherme!

  7. André 9 de abril de 2018 at 17:19 #

    Esse final de semana também foi uma grande chance para os apoiadores do Lula aprenderem a pensar direito, de forma racional, mas olha… acho que nem esse maravilhoso texto os fariam mudar de atitude…

    Brincadeiras à parte, Guilherme, o texto foi fantástico! Espero que chegue na mente e no coração de muitas pessoas, disseminando humildade de que podemos reconhecer erros agindo de outras formas e retirando todo o orgulho em não aceitar que podemos estar fazendo coisas erradas por muito tempo.

    Grande abraço!

    • Guilherme 9 de abril de 2018 at 17:36 #

      rsrsrsr…. verdade, André!

      Grato pelas suas palavras. O texto é bem isso que você disse: que às vezes a vida nos dá uma chance grande de reconstrui-la com base em novas direções, absorvendo e aprendendo com os erros do passado.

      Abraços!

    • Márcio 18 de abril de 2018 at 16:01 #

      Uma grande oportunidade esses últimos dias para toda uma naçao colocar a mão na consciência e enxergar os problemas desse nosso país. É preciso união, é preciso admitir que tanto os eleitores de um lado quando do outro, Dilma e Aecio, estavam errados, e isso representa quase a totalidade de votos jogados no lixo para eleger canalhas da mesma espécie.
      É preciso União!!

      Guilherme, seu post é excelente, Obrigado!

  8. LopesAncelmo 10 de abril de 2018 at 3:23 #

    Obrigado por esse ótimo texto Guilherme. Deus abençoe.

  9. Isabela 10 de abril de 2018 at 13:33 #

    Texto bom para ler e reler! Guilherme, você já escreveu algo sobre as consequências financeiras de uma separação?
    Eu estou passando por isso. Estou me dando uma segunda chance de recomeçar novamente no campo da relação amorosa, depois de longos 20 anos.
    Não está sendo fácil assumir todas as despesas domésticas sozinha. Estou tentando ver onde posso cortar gastos e percebo que até nisso (no campo das relações) temos que fazer um planejamento financeiro antes de tomar a atitude de se separar.
    Não vejo a hora da vida me presentear com um companheiro de verdade, que me respeite, me compreenda e que também venha para dividir as despesas domésticas 🙂

    • Guilherme 10 de abril de 2018 at 16:58 #

      Olá, Isabela, obrigado!

      Sobre sua dúvida, ainda não escrevi, mas vou colher sua sugestão com carinho.

      Lamento pelo que ocorreu com você, e imagino o quão difícil esteja sendo essa etapa turbulenta de sua vida, não só sob o aspecto emocional, mas também financeiro e mental.

      Certamente a vida irá lhe presentear com um companheiro de verdade, e à altura daquilo que você precisa e merece. 🙂 Torço para que você fique logo bem, se recomponha, e passe pra frente, afinal de contas, a vida está aí, cheia de novas oportunidades, que talvez você não vislumbrasse devido à situação que vivenciou até há pouco tempo.

      Conte comigo para o que for necessário. E, sim, tratarei no futuro de um texto sobre os impactos financeiros de uma separação, e como lidar bem com os efeitos financeiros daí decorrentes.

      Abraços! 🙂

      • Pride 10 de abril de 2018 at 18:30 #

        Nesse futuro texto acredito que seja importante lembrar aos leitores que o dinheiro não pode e nem deve ser tabu num relacionamento.

        O regime de bens de um casamento não significa amar mais ou menos. Ninguém sabe o dia de amanhã e tudo começa com “meu bem” e termina com “meus bens”.

        O planejamento financeiro também passa pelo planejamento jurídico do casamento.

        Equilíbrio e ajuda mútua nos gastos é importantíssimo. Caso contrário, no momento da separação alguém vai ficar atolado em dívidas (ou ambos).

      • Isabela 11 de abril de 2018 at 9:23 #

        Obrigada, Guilherme! Sei que é uma fase e logo passará! O colega comentou embaixo sobre o regime de comunhão adotado pelo casal na hora do casamento. Sim! Essa escolha é fundamental e sempre fui a favor da separação total de bens, inclusive esse regime é que deveria ser adotado por todos automaticamente (e não o regime de comunhão parcial de bens).

        Tínhamos equilíbrio financeiro quando éramos casados: dividíamos todas as contas. Por isso estou sentindo tanto agora, que tenho de pagar tudo sozinha… condomínio, iptu, luz, internet, doméstica etc. Todos os meus gastos dobraram praticamente e não estou mais conseguindo poupar.

        Mas, como falei, acredito ser temporário. Estou estudando formas de diminuir os custos e sei que vou encontrar uma saída!

        • Guilherme 11 de abril de 2018 at 17:44 #

          O maior impacto financeiro de uma separação talvez seja esse citado por você: as despesas continuam, mas a renda para pagá-las cai pela metade (isso supondo que tenha havido até então uma divisão equitativa dos gastos).

          O sufoco é maior porque não dá pra simplesmente cortar os gastos também ortodoxamente pela metade, afinal de contas, a empregada continua sendo uma necessidade diária, a luz continua lá, a Internet também, o condomínio (principalmente) não cai pela metade, as crianças precisam continuar indo pra escola, e assim por diante.

          Alguns ajustes, contudo, são passíveis de serem realizados, e acho que você já deve ter ou estar fazendo isso, tais como: uma provável diminuição dos gastos com TV a cabo, menos gastos com mercados, medidas de economia em relação aos gastos com carros etc.

          Pense na possibilidade de enxugar os gastos quem podem ser cortados/substituídos/eliminados, ainda que temporariamente, pelo menos até você se ajustar a essa nova realidade. Por exemplo, os gastos cujas despesas são variáveis, como as citadas acima, e que podem ser fracionados mediante uma redução de consumo.

          Revisitar alguns artigos do blog (e você já deve ter lido todos eles!) também podem lhe ajudar a gerar ideias pra enfrentar essa fase:

          http://www.valoresreais.com/2017/04/10/um-tratamento-de-choque-para-quebrar-o-ciclo-endividamento/

          http://www.valoresreais.com/2015/07/13/a-crise-apertou-17-dicas-antipaticas-mas-eficazes-de-economizar-dinheiro/

          http://www.valoresreais.com/2017/10/09/economize-dinheiro-com-regra-dos-30-dias/

          http://www.valoresreais.com/2016/11/07/seis-dicas-para-economizar-mais-dinheiro-nas-suas-compras/

          O mais importante de tudo é você assumir uma mentalidade apropriada para o caso, ou seja, entender que se trata de um ajuste temporário, passageiro, episódico, até as coisas se normalizarem.

          Com o domínio da mente, os ajustes nas contas domésticas ficam mais fáceis de serem implementados.

          Abraços e sucesso nessa nova etapa da sua vida!

    • Rogério 14 de abril de 2018 at 15:36 #

      Oi Isabela, para fazer um bom planejamento financeiro pessoal, dê uma olhadinha no Librattum (http://www.librattum.com.br). Penso que ele pode te ajudar bastante. Boa sorte. Abs.

  10. Paul 11 de abril de 2018 at 16:55 #

    Belo texto! Especialmente o último parágrafo antes da conclusão. É isso aí. Tem que se bater na mesma tecla SIM, pois o outro trabalha incessantemente e são muito competentes!

  11. Sherpa 11 de abril de 2018 at 20:16 #

    Belíssimo texto. Morrer mais mortes de maneira a viver mais vidas.

    • Guilherme 11 de abril de 2018 at 21:29 #

      Obrigado, Sherpa! E bem interessante sua frase também.

  12. Marcos Arcanjo 14 de abril de 2018 at 18:19 #

    Muito obrigado pela reflexão e por estar sempre nos lembrando que a fórmula despesa sempre menor que receita quando desrespeitada pode gerar graves consequências

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