Resumão da semana: Bolsa caindo, fundos imobiliários caindo, Tesouro Direto (IPCA e prefixados) caindo, e mais!

As últimas semanas não têm sido nada fáceis para os investidores brasileiros, pois só temos tido notícias ruins no âmbito econômico e social, tais como a paralisação dos caminhoneiros e os riscos de desabastecimento, no cenário doméstico; e a guerra comercial entre EUA e China, além das tensões geopolíticas envolvendo a Coreia do Norte, no cenário internacional.

A Bolsa de Valores fechou sexta-feira aos 78.898 pontos, Somente nesse mês de maio, as perdas do Índice Bovespa já acumulam a impressionante marca de –8,38% – embora no acumulado do ano de 2018, o Índice ainda esteja positivo em +3,27%.

Os fundos imobiliários também têm patinado feio desde que o Banco Central resolveu parar o corte de juros. O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX), fechou a última semana em 2.207 pontos, acumulando desvalorização de -5,59% só nesse mês, o que fez o IFIX anular os ganhos que havia acumulado no ano. Em 2018, o IFIX está no negativo: -0,89%.

Na classe dos ativos de juros, até os investidores do Tesouro Direto estão sofrendo com seus investimentos, também por conta da decisão do BC de parar o corte de juros na taxa SELIC. Observem a rentabilidade bruta dos últimos 30 dias dos títulos atrelados ao IPCA:

Como se percebe, todos esses títulos estão com rentabilidade negativa nos últimos 30 dias, especialmente os de prazo mais longo, onde há títulos – como o Tesouro IPCA+ 2045 – com rentabilidade negativa, nos últimos 30 dias, de -9,59% (ganhando da Bolsa……rsrs).

Em contrapartida a tudo isso, no câmbio, o dólar comercial, que começou o ano valendo R$ 3,31, está sendo cotado a R$ 3,66, uma valorização que já ultrapassa os 10% em pouco mais de 5 meses.

O cenário em que vivemos, portanto, exige cautela, muito estudo, disciplina, controle das emoções, e uma estratégia de ação baseada em confiança e conhecimento, para saber o que fazer e o que não fazer. E o que fazer então, em meio a essa turbulência toda?

Quem é leitor antigo e assíduo do blog já viu o mesmo tipo de filme – Bolsa em baixa, dólar em alta, fundos imobiliários em baixa, Tesouro Direto em baixa – em outras épocas (vide esse artigo de 2013 ou esse texto de 2015).

Porém, como há toda uma nova safra de novos leitores querendo operar melhor seus investimentos, vou trazer aqui conceitos clássicos, já explanados em outros artigos, a fim de dar as orientações necessárias para que o investidor não perca a mão nessas horas de intensa volatilidade nos mercados.

A estratégia de investimentos em três tempos

Bom, em primeiro lugar, se você consegue fazer sobrar dinheiro no orçamento doméstico, gastando menos do que ganha, controlando bem os impulsos de consumo, e não se deixando levar pelas tentações consumistas do dia-a-dia, que insistem em aparecer a cada instante, parabéns, você já faz parte da elite da sociedade brasileira, que está mais preocupada em garantir um futuro melhor do que consumir sem responsabilidade.

Basicamente, o que você deve fazer é aproveitar a crise para escolher aqueles investimentos mais adequados ao seu horizonte de tempo, ou melhor, a cada fase de sua vida, tudo em consonância com os conhecimentos e habilidades financeiras que você já adquiriu até aqui. Como assim?

Simples.

Todos nós temos: (a) objetivos de curto prazo, ou seja, aqueles em que precisaremos usar o dinheiro para gastar num evento próximo; (b) objetivos de média duração, para aqueles eventos que irão ocorrer, por exemplo, num prazo de 2 a 5 anos; e (c) metas de longo prazo, ou seja, para aquelas situações que irão ocorrer bem mais pra frente, como a pós-faculdade, a futura faculdade das crianças, ou a sua própria aposentadoria.

O segredo consiste em “sincronizar” os investimentos financeiros com seus objetivos não financeiros, a fim de extrair o máximo de rentabilidade de cada real investido numa aplicação financeira, de modo que você consiga atingir aquelas metas não financeiras com segurança, baixo custo e solidez.

Assim, para aqueles objetivos de curto ou curtíssimo prazo, tais como pagar a viagem de férias de julho, quitar a conta do cartão de crédito da próxima fatura, ou mesmo assegurar um montante suficiente para cobrir a festa de aniversário de seu filho em setembro, o negócio é ser conservador: aqui, mais vale uma rentabilidade pífia na mão do que duas possibilidades de rentabilidade astronômica voando.

E por “conservador” entenda-se em investir em aplicações pós-fixadas ao CDI ou à SELIC, tais como CDBs pós-fixados, Tesouro SELIC, fundos referenciados DI com baixa taxa de administração etc.

Tá certo que, com o atual patamar da taxa SELIC (6,5% a.a.), a rentabilidade líquida mensal, já descontados impostos e taxas, será bem baixa, ficando ao redor de 0,3% a 0,4% a.m.

Contudo, o objetivo aqui não é extrair a máxima rentabilidade do dinheiro aplicado (o que implica em assumir altos riscos), mas sim ter dinheiro na mão para cumprir os objetivos de curto ou curtíssimo prazo. E, nesse contexto, as aplicações conservadoras são a solução mais apropriada.

Por outro lado, para pagar a compra do carro daqui a 4 anos, assegurar “aquela viagem” para assistir aos Jogos Olímpicos em 2024, ou a festa de formatura daqui a 5 anos, ou seja, para objetivos de médio prazo, você pode abrir mão da liquidez em troca de rendimentos melhores.

Assim, por exemplo, na renda fixa, você pode substituir o CDB pós-fixado a 100% do CDI com liquidez diária por um CDB pós-fixado ao DI com prazo de vencimento em 2021, que pague 120% do CDI. Da mesma forma, você pode substituir aquela LCA péssima do BB ou da Caixa que rende pouco (70% do CDI!? alguém sabe quanto eles estão pagando?) por uma LCI ou LCA com vencimento em 2022 que pague 99% do CDI líquido.

Nos investimentos de médio prazo, a liquidez diária deixa de ser um pré-requisito. Assim, você pode melhorar o desempenho de sua carteira de investimentos, optando por aplicações com prazos de carência maiores que, em contrapartida, lhe garantirão uma rentabilidade superior.

Entretanto, é de se analisar também o investimento em aplicações menos conservadoras, que tenham uma pitada (ainda que mínima) de risco, tais como títulos atrelados à inflação do Tesouro Direto – Tesouro IPCA – e em títulos privados de perfil semelhante – como CRIs ou CRAs -, desde que você conheça o tipo de produto em que está investindo.

Fundos de investimentos multimercados, ou seja, que apliquem seus recursos em diversos mercados, como ações, câmbio e juros, também são uma alternativa a se considerar, tendo em vista o prazo da aplicação (médio prazo), e os estudos sejam conduzidos considerando tanto o risco nesse tipo de aplicação, quanto o histórico dos gestores – sabendo que eles inevitavelmente oscilarão no curto prazo.

A ideia aqui é que, justamente por você não precisar sacar o dinheiro no curto prazo, poder assumir mais riscos para obter um “prêmio” pelo risco assumido, que é representado justamente pela rentabilidade extra oferecida, ou prometida.

E para os objetivos de longo prazo, logo pensamos na Bolsa de Valores, investindo em ações ou ETFs, através de corretoras que tenham baixo custo operacional, com aportes realizados de forma consistente e progressiva. O mais difícil, nos investimentos de longo prazo, é aceitar as eventuais perdas momentâneas do curto prazo, como os que estamos vivenciando no presente momento.

Por isso, é fundamental não ficar olhando o preço das ações, ou das cotas, todos os dias, a fim de você não ficar estimulado a vender as ações (ou cotas) no prejuízo. Saber ter paciência com esses ativos é fundamental para que a execução do plano seja coerente com sua estratégia de investimentos.

Além disso, os investimentos em ativos estrangeiros também devem ser considerados como opção a ser estudada, tendo em vista não só a possibilidade de melhorar a diversificação da carteira de investimentos, expondo-a a riscos diversos daqueles enfrentados pelos ativos locais (brasileiros), mas também pela construção de uma proteção da carteira em caso de depreciação da moeda brasileira frente ao dólar.

Na blogosfera de finanças pessoais, destaca-se o blog do Investidor Internacional como uma das melhores fontes para aprender mais sobre o assunto.

Não estou falando, aqui, do investimento em fundos cambiais, que são mais úteis para quem tem compromissos de gastos, no curto prazo, em moedas estrangeiras (viagem de lazer, intercâmbio etc.).

Estou falando em investimentos em ativos estrangeiros, ou seja, em investimentos que possam se valorizar com o tempo, tais como ações individuais, ETFs, fundos imobiliários (REITs, nos EUA), imóveis etc.

Conclusão

O mercado oferece diversas oportunidades, em praticamente todos os segmentos. No entanto, momentos de volatilidade, como os que estamos vivenciando atualmente, exigem cautela e serenidade por parte do investidor, principalmente para não seguir a manada, e começar a vender seus ativos na hora errada.

A decisão do BC de parar o corte de juros ainda está sendo “digerida” pelo mercado, que não sabe se a partir de agora estaremos vivenciando um início de ciclo de alta nos juros. O fato é que, se por um lado o câmbio sobrevalorizado pode pressionar a inflação, por outro, a atividade econômica no Brasil ainda não dá sinais de que esteja se recuperando num nível que justificasse a elevação dos preços.

E, como se tudo isso ainda não bastasse, a volatilidade promete se intensificar no segundo semestre, com as eleições.

Portanto, estudar bastante a fim de montar uma estratégia de investimentos alinhada e coerente com seu nível de conhecimentos financeiros e seus objetivos não financeiros é crucial para saber agir, e tomar as medidas mais apropriadas para a proteção e construção de seu patrimônio.

Bons investimentos!

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34 Responses to Resumão da semana: Bolsa caindo, fundos imobiliários caindo, Tesouro Direto (IPCA e prefixados) caindo, e mais!

  1. Simplicidade e Harmonia 28 de maio de 2018 at 8:01 #

    Guilherme,

    O momento exige muita cautela, para não tomarmos decisões precipitadas que podem causar arrependimento depois.

    Uma pergunta aos leitores do Valores Reais: GRND3 a 24,18.
    É uma boa oportunidade ou ainda está caro? Alguém sabe qual é o preço teto para essa ação?

    Boa semana à todos!

    • Luke 28 de maio de 2018 at 10:52 #

      Você acredita que a Grendene é uma boa empresa e que pode continuar crescendo nos próximos anos? Se sim, não importa o preço.

    • Longe do limite 29 de maio de 2018 at 9:41 #

      Se você leva em consideração apenas o preço da ação ele está caríssimo, porque mês que vem ele passará a ser 1/3 disso.

      Abraço!

    • Guilherme 29 de maio de 2018 at 16:26 #

      Oi Rosana, o momento exige bastante cautela e prudência, tal qual já vimos em outras épocas e anos – 2008, 2011, 2013, 2015, 2016 etc.

      Sobre a GRND3, eu não sei, pois não conheço a empresa, nem os fundamentos dela.

      Abraços, e boa semana!

  2. Guilherme 28 de maio de 2018 at 8:47 #

    A LCA do BB está rendendo 83,25% do CDI, com prazo de carência de 3 meses. É de chorar…

    • Guilherme 29 de maio de 2018 at 16:26 #

      De fato, xará, muito baixo esse rendimento….

    • sandro 2 de junho de 2018 at 12:54 #

      Pior é saber que já fiz isso uma vez, era 84%. Aí conheci o Valores Reais. Só alegria depois.

  3. Manoela Ferraz 28 de maio de 2018 at 11:10 #

    Guilherme,
    Tenho um tesouro IPCA-2024 em que só tenho perdido dinheiro. Sei que a recomendação é manter até o final do prazo. Mas há chances de, pelo menos, recuperar o investimento? E sendo otimista, posso ter algum lucro? O que faço?
    Obrigada

    • MJC 28 de maio de 2018 at 15:56 #

      O que você vê é só a marcação a mercado, ou seja, o preço que você leva se vender o título hoje.

      Se você segurar até o vencimento, será creditado na sua conta exatamente a rentabilidade contratada!

      • Guilherme 29 de maio de 2018 at 16:28 #

        Manoela, eu ratifico as palavras do MJC. Você terá lucro, sim, mantendo o título até o vencimento, lucro esse representado pela rentabilidade contratada no momento da compra do título.

        Em épocas de extrema volatilidade, como as que estamos vivenciando, é normal os títulos de prazo mais longo serem mais sensíveis aos humores de mercado.

        Portanto, mantenha a calma e o sangue frio em relação a esse investimento, que, no dia do vencimento, ele trará para você uma boa rentabilidade positiva!

        Abraços!

      • Manoela Ferraz 29 de maio de 2018 at 17:43 #

        Obrigada MJC

  4. ANDRE R AZEVEDO 28 de maio de 2018 at 16:35 #

    É Guilherme, a situação tá meio sombria… Já consegui ganhar muito dinheiro nesse nosso Brasil, mas parece que nunca uma eleição fará tanta diferença como agora.

    Essa greve dos caminhoneiros e patrões foi a gota d´água para que mais “categorias” sintam-se cada vez mais poderosas para colocar o governo contra a parede exigindo subsídios para si própria. Perigoso precedente…

    Abraço!

    • Guilherme 29 de maio de 2018 at 16:29 #

      Verdade, André, essa greve mostrou quão fracos são os atuais representantes que estão no governo.

      Abraços!

  5. Leandro 29 de maio de 2018 at 13:05 #

    Como sempre, uma rica leitura, cheia de dicas importantes.
    Parabéns e muito obrigado Guilheme.

  6. Curioso das Finanças 31 de maio de 2018 at 20:09 #

    Oi Guilherme, gostaria de tirar uma dúvida a respeito de renda fixa. Talvez ajude outros leitores do blog também. Queria avaliar o que vale mais a pena: comprar títulos públicos pelo Tesouro Direto ou pelo balcão via mesa de operações da corretora. No caso da mesa de operações, o título fica custodiado no SELIC e por isso não é paga a taxa de custódia da B3. Considerando zero taxa de custódia da corretora mas que ela cobra um spread na compra, qual o diferencial de spread que faria compensar a compra via balcão? Estou tentando fazer as contas mas estou com algumas dificuldades. Poderiam me ajudar? Imagine um cenário hipotético como esse:
    ntn-b balcão ipca + 5,5
    ntn-b tesouro direito ipca +5,8 taxa de custódia 0,3
    Assumindo inflação 5% a.a. e prazo de vencimento 2035.
    Qual dos 2 vale mais a pena?
    Grato!

  7. Olga Almeida 7 de junho de 2018 at 6:03 #

    Tenho uma aplicação em BB RF Pre LP Estilo que vem caindo constantemente nesse período em que segui a sugestão do gerente. Tenho conversado com ele que também tem o mesmo tipo de investimento e está mantendo lá. Estou tentando manter a calma, porém estou muito preocupada com a situação do Brasil. Será que terei chances de recuperar o que foi investido num prazo não muito longo? Tenho 70 anos… Hoje quase resgatei e apliquei em LCAs. Será uma boa ideia?
    Obrigada

    • Guilherme 7 de junho de 2018 at 7:48 #

      Olga, provavelmente você não precisará do dinheiro no curto/médio prazos, já que eu pressuponho que a sugestão do gerente tenha sido feita te orientando para investimentos de médio e longo prazos.

      Você terá, sim, chances de recuperar o investimento, mas isso depende muito do cenário macroeconômico do Brasil. Muitos especialistas preveem mais turbulência à frente, por conta das eleições.

      Minha sugestão é manter o sangue frio, e não resgatar no prejuízo.

      Além disso, evite confiar cegamente em sugestões de gerentes de bancos, cuja prioridade número 1 é arrecadar recursos mais lucrativos para o banco.

      Procure estudar e conhecer melhor sobre os diversos tipos de aplicação financeira, tendo em vista suas necessidades financeiras.

      Abraços!

    • sandro 7 de junho de 2018 at 9:11 #

      Não entendi a perda. Me parece que esse fundo é um fundo de renda fixa padrão. Logo, com a queda da SELIC ele está rendendo menos e não tendo prejuízo. Se for o caso, é interessante fazer o resgate e aplicar em opções mais rentáveis, naturalmente fora do Banco do Brasil.

      Segundo o site VERIOS, o fundo rende 109,59% do CDI desde 2007. Dependendo do objetivo da aplicação pode ser interessante mudar. Essa rentabilidade não contabiliza o IR.

      Segue o link para a VERIOS:
      https://verios.com.br/apps/comparacao/log/otimo/cdi/08080680000102

      • Guilherme 7 de junho de 2018 at 13:54 #

        Pois é, talvez a “perda” esteja no fato de estar rendendo menos que o CDI.

  8. Monica 7 de junho de 2018 at 19:56 #

    Tenho uma aplicação em CAIXA FIC Objetivo Pré Renda Fixa LP que vem caindo constantemente nesse período.
    O fundo tem o objetivo de alocar recursos em cotas de fundos de investimento com carteira composta preponderantemente de ativos financeiros atrelados a taxas prefixadas, estando também sujeitos ao risco das variações das taxas de juros pós-fixadas (SELIC/CDI) e/ou índices de preços.
    Estou tentando manter a calma, porém estou muito preocupada com a situação do Brasil. Será que terei chances de recuperar o que foi investido num prazo não muito longo?
    Obrigada

    • Guilherme 10 de junho de 2018 at 7:43 #

      Sim, Mônica, terá. Evite a todo custo resgatar o investimento no prejuízo.

  9. Wagner 16 de junho de 2018 at 18:55 #

    Guilherme, parabéns pelo site, muito bem escrito, numa linguagem simples e acessível para nós leigos. Minha dúvida é igual da Olga e da Mônica, tenho duas aplicações no Banco do Brasil que tiveram taxas negativas nesses últimos 40 dias. Hoje, vi que essa última semana essas aplicações continuaram com taxas negativas, então, não aguentei e programei o resgate total. Contudo, depois de ler suas respostas nas dúvidas das leitoras acima, cancelei esses resgates. Será que fiz certo? Qual o prazo ou prejuízo (%) que devo suportar? Essas perdas são realmente recuperáveis?? pois, praticamente essas aplicações zeraram todo o ganho registrado em 2018. Será que essas taxas param de cair nesse mês ainda? Desculpe-me o excesso de perguntas. Obrigado!!

    • Guilherme 17 de junho de 2018 at 7:36 #

      Olá, Wagner, obrigado pelas palavras!

      Quanto às suas dúvidas, apesar de não saber quais são os investimentos seus no BB que estão com rentabilidade negativa – eu suponho que sejam fundos prefixados ou atrelados à inflação – eu não resgataria, porque essas turbulências são normais em períodos de volatilidade na economia.

      As perdas são, sim, recuperáveis, DESDE QUE você tenha paciência. Evite ficar olhando o extrato dos investimentos todo dia, pois isso cria ansiedade, e um desejo incontrolável de apagar as perdas.

      No máximo, veja os extratos no dia 30 ou 31 de cada mês, pois isso diminui a ansiedade.

      Provavelmente os investimentos recuperarão as perdas no final do ano.

      Por fim, você fez certo em cancelar o resgate.

      Abraços!

  10. Douglas 17 de junho de 2018 at 1:05 #

    Será que alguém pode me esclarecer uma dúvida de principiante? Possuo um investimento no IPCA + 2024. Ao visualizar o gráfico aparecem duas curvas. Uma em verde, que representa a rentabilidade contratada, e outra em azul, que representa a marcação de mercado. Sei que mantendo o título até a data de vencimento receberei o rendimento contratado (linha verde), mesmo que a marcação de mercado (linha azul) tenha mostrado prejuízo. E se acontecer o contrário? Isto é, se na data de vencimento o valor de mercado (linha azul) for superior à rentabilidade contratada? Recebo o que foi contratado ou a marcação de mercado? Grato;.

  11. Guilherme 17 de junho de 2018 at 7:38 #

    Douglas, na data de vencimento, você receberá a rentabilidade contratada – a da linha verde. Na data de vencimento, as duas linhas se igualam.

    Abraços!

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