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Colhendo os Dividendos de Valores Reais: 21 de agosto

21, agosto, 2010 Guilherme Sem comentários

Colhendo os Dividendos é uma série publicada, aos sábados, que se destina a destacar os melhores textos publicados na mesma semana do ano(s) anterior(es). O objetivo é expor aos novos leitores conteúdos que foram publicados tempos atrás, mas que ainda podem ser úteis a eles. E serve também – por quê não? – para que leitores antigos releiam textos que gostaram.

Um ano atrás (15 a 21 de Agosto de 2009)

Arnaldo investia cerca de R$ 400 mensais em ações da VALE desde 1996. O seu patrimônio… Um dos textos de maior repercussão no blog, que demonstra que, com disciplina, paciência e emoções sob controle, é possível construir patrimônio usando a Bolsa de Valores como ferramenta.

7 maneiras de você tirar proveito máximo do Valores Reais

Essa é uma espécie de FAQ (respostas mais frequentes), útil sobretudo para que novos leitores explorem melhor o Valores Reais.

1. Assine por email ou RSS. Sabia que você pode saber das últimas novidades do site sem visitar o www.valoresreais.com ? Para isso, assine nosso conteúdo via email ou no seu leitor preferido de feeds.

2. Comente. Cada artigo publicado permite que você exponha suas ideias, debatendo-as com outros excelentes leitores, numa discussão viva e contínua. Basta clicar no botão de comentários, logo abaixo do título de cada artigo, para ter acesso às discussões. Também é possível assinar os feeds dos comentários.

3. Mande-me suas dúvidas e sugestões. Escreva um email no formulário de contato do site, caso tenha alguma dúvida, sugestão ou comentário. Seu comentário pode inclusive ser objeto de artigo no site!

4. Participe das enquetes. Na barra lateral direita, temos enquetes sempre atualizadas, onde você poderá  expressar sua opinião sobre temas relevantes de finanças pessoais, bem como sugerir temas para futuros artigos.

5. Passeie pela nossa seção de arquivos. Na barra lateral direita, existe um calendário onde, passando seu mouse em cima, você lerá o título do artigo que foi escrito naquele dia. E, na seção Arquivos, você encontrará os artigos listados em ordem cronológica, desde o nascimento do blog!

6. Faça uma busca. Caso queira saber se algum assunto, termo ou palavra em particular foi debatido ou apareceu em algum artigo, é só utilizar a nossa caixa de pesquisas, localizada no canto superior direito.

7. Navegue por categorias e assuntos. Se você tiver em busca de temas específicos abordados aqui no blog, navegue pelas categorias e assuntos, organizados na barra lateral direita.

Frase para reflexão

“Aqueles que fazem o pior uso do seu tempo são os primeiros a reclamar que o tempo é curto”.

- Jean de La Bruysre

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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Educação para a vida: um giro pelos blogs. Edição de hoje: Feliz Dia dos Pais!

8, agosto, 2010 Guilherme 2 comentários

Hoje, não teremos resenha de livros, por um nobre motivo: é o Dia dos Pais! :) E quero comemorar essa data fazendo um artigo diferente, com uma edição especial do já tradicional “giro pelos blogs” que o Valores Reais costuma realizar. Só que esse giro não vai tratar de educação financeira, mas sim de educação para a vida. Afinal, essa não é uma das funções mais importantes de qualquer pai que se preze!? :wink:

Esqueça por alguns momentos as preocupações com o dinheiro, e se delicie com os links que selecionamos especialmente para essa data.

O Igor postou uma série de artigos no seu blog Di Grávida, ou melhor Di (novo) Grávida, sobre a última viagem que ele, a Dri e a Beatriz realizaram ao exterior, com destaque para as aventuras na Cidade do México. Vale a pena acompanhar o relato!

Um dos esportes que mais gosto de assistir (e que cheguei a praticar durante alguns anos) foi o tênis. E o Fernando Meligeni era um dos jogadores que mais gostava de assistir, principalmente pela garra e pela dedicação total que demonstrava durante as partidas.

Pois bem, o Meligeni mantém um blog no UOL Esporte que sem dúvida é um dos meus prediletos – e é  realmente uma pena que o UOL Esporte não tenha um sistema de RSS para os blogs que por lá são hospedados. O legal é que ele não trata apenas dos assuntos “tenísticos”, mas também de aspectos de sua vida na “carreira” de pai. E esse post “Melhor momento pai. Quem quer sopinha????” é sensacional, pois mostra que ele, além de ter sido um grande jogador, também está se revelando um grande pai para o Gael.

Finalmente, encerramos esse giro especial pelos blogs com um artigo postado no blog Frugal Dad, intitulado “Raising a Frugal Dad: an open letter to my son“, que, como o próprio nome diz, contém uma espécie de carta do autor para seu filho, que contém, inclusive, dicas para seu filho se tornar também um pai frugal, tais como: não depender do governo para garantir seu bem-estar, e não depender de bancos para assegurar sua estabilidade financeira. Foi desse artigo que extraí a seguinte frase:

“The best credit line available is the one attached to your emergency savings fund”.

Numa tradução livre:

“A melhor linha de crédito disponível é aquela anexada à sua reserva de emergência”.

Esse artigo do Frugal Dad é fantástico. Ele se inclui fácil fácil na minha lista top ten. Se você tiver dificuldades com o inglês, uma ferramenta que lhe será muito útil é o Google Tradutor, também já comentado por aqui.

Coincidentemente, todos os três artigos listados acima contém vídeos sobre os temas abordados. Vale a pena assisti-los também.

Bônus: artigos do Valores Reais relacionados com o tema

Resenhas: O pé de meia mágico, e Zequinha e a porquinha Poupança, ambos de Álvaro Modernell Literatura infantil para presentear os filhos com educação financeira de qualidade. Já que estamos tratando de educação, nada melhor para um pai do que legar de herança conhecimento que possa ser útil à vida de seus filhos.

A relação com os filhos como fonte de energia positiva de impulso Que tipo de pai você quer ser? Aqui estão algumas reflexões a respeito.

Por que você diz às suas crianças que elas estão “fazendo arte”? Desenvolva o potencial criativo de seus filhos.

Resenha: Família acima de tudo, de Stephen Kanitz Um excelente livro demonstrando a importância da família como centro irradiador de valores reais.

A importância de ter amigos que entendam mais de finanças Que amigos seriam esses?

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe, sobretudo aos papais! :D

[via Nossa Vida, Nosso Bolso] Jornais de finanças pessoais para você ler

7, agosto, 2010 Guilherme 4 comentários

O Nossa Vida, Nosso Bolso é uma das gratas novidades em matéria de blogs de finanças pessoais que eu recentemente descobri. Escrito numa linguagem didática e, ao mesmo tempo, divertida e descontraída, o blog escrito pelo casal Naelyan e Julian se destina a compartilhar as suas aventuras , experiências e finanças. Como a própria descrição do blog sugere, trata-se de um casal “enfrentando os desafios e compartilhando as alegrias do dia-a-dia”.

Nessa semana, decidi compartilhar com vocês dicas de dois jornais de finanças, disponíveis na Internet, e também em papel, e que foram citados no Nossa Vida, Nosso Bolso. Jornais de finanças gerais já temos há algum tempo na praça, como o Valor Econômico, e, mais recentemente, o Brasil Econômico. A novidade consiste na existência de jornais de finanças pessoais, com assuntos que interessam mais diretamente ao público leigo e pessoa física.

O primeiro é o Money Jornal, um jornal mensal de educação financeira que, além de ser distribuído em papel, gratuitamente, nas ruas, semáforos e metrôs, também está disponível para download, sendo que a última edição foca no mercado de imóveis. Esse jornal é produzido pela Trade Network, a mesma empresa que organiza a feira Expo Money, que considero um importante evento para a difusão da educação financeira no Brasil. Como bem destaca a Naê:

“Todas as edições publicadas até hoje estão disponíveis para download. São jornais curtos – com cerca de 17 páginas. Mas vale a pena dar uma conferida, mesmo nas edições antigas.”

O segundo é o Jornal A Grana, sobre o qual, da mesma forma que a Naê, ainda não tenho opinião, mas me parece ser também uma publicação bastante interessante. De qualquer forma, fica aí a dica.

Jornais, assim como livros, blogs, revistas, cursos, palestras etc., são instrumentos, ou seja, ferramentas que você pode ou não utilizar, para o incremento de sua qualidade de vida no âmbito financeiro. Dessa forma, concordo com a Naê quando afirma:

“A questão é que só ter informação disponível não basta para mudar a vida de ninguém. Tem gente que não se preocupa, não se interessa e não busca mudar suas atitudes, aí não há milagres que aconteçam sem esforço”.

E você, quer melhorar sua vida financeira? Então mãos à obra! :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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Resenha: Everything You Ever Really Needed to Know About Personal Finance On Just One Page, de Trent Hamm (eBook em inglês)

25, julho, 2010 Guilherme 4 comentários

Nenhum outro site influenciou mais a produção de artigos e o estilo de Valores Reais quanto o The Simple Dollar. Hoje, passados quase quatro anos desde a primeira leitura daquele site, que conheci através de um link no Lifehacker, o blog fundado por Trent Hamm ainda continua sendo fonte de referência e de inspiração para diversos dos textos que por aqui são publicados.

Hoje, vamos mais uma vez inovar ao apresentar a resenha de um livro (eBook) escrito pelo Trent há algum tempo atrás, intitulado “Tudo o que você realmente precisa saber sobre finanças pessoais em apenas uma página”. Mas a inovação da resenha não está no formato do livro, mas sim no preço do livro: ele está disponível para download de forma gratuita. Isso mesmo. Indo na contramão do que muitos pensavam, Trent Hamm decidiu abrir mão de eventuais lucros comerciais, e disponibilizar o livro de forma gratuita para todos que queiram ter acesso às ideias contidas na obra.

Muito bem, vamos então aproveitar esse pequeno “lanchinho grátis” :D e destrinchar a obra do fundador do The Simple Dollar! :)

Informações técnicas

Título: Everything You Ever Really Needed to Know About Personal Finance On Just One Page

Autor: Trent Hamm

Número de páginas: 49

Preço: :D gratuito – baixe o seu exemplar aqui

1. The most important thing

A regra mais importante é gastar menos do que você ganha – aliás, escrevi um artigo sobre esse tema para o Dinheirama. Todo o sucesso de sua vida financeira começa a partir dessa regrinha básica, tão fácil de ser memorizada, mas às vezes tão difícil de ser implementada. Para conseguir ter um orçamento familiar positivo, um verdadeiro superávit em sua balança comercial familiar, você tem duas opções: ganhar mais e/ou (de preferência “e:D ) gastar menos. É o que mostram os dois capítulos seguintes.

2. Earn more!

Este capítulo está cheio de dicas úteis de como fazer aumentar os seus ganhos. Dentre eles se destacam: investir em sua educação, aumentar suas fontes de renda, começar um negócio próprio paralelo à sua atividade principal, mover-se em direção à sua paixão, e não “queimar pontes”, isto é, não criar inimizades com as pessoas – porque você pode precisar delas algum dia mais à frente.

Também se incluem dentre as dicas: construir relacionamentos positivos com todos em seu ambiente de trabalho, ignorar pessoas venenosas, nunca encarar suas faltas ao trabalho por motivo de doença como “férias extras”, aperfeiçoar-se em seu tempo livre, ser um líder quando isso for necessário, assumir a responsabilidade pelos seus erros etc. Todas essas são atitudes que favorecem e criam em você uma auto-imagem positiva que fará diferença mais à frente.

As dicas são entrelaçadas com diversos links para os artigos respectivos no TSD, onde o autor explora com profundidade os temas correlatos.

3. Live Frugal!

Aqui vai uma dica essencial: a pessoa precisa viver uma vida mais frugal para ter equilíbrio financeiro. A verdadeira frugalidade, em minha opinião, é aquela em que você não se priva das coisas que mais te proporcionam satisfação e prazer. Nada tem a ver, portanto, com privação ou pobreza, mas sim com a adoção de um estilo de vida mais simples, em que sua identidade não seja definida pelo seu consumo, mas sim pelos valores que você pratica em seu dia-a-dia.

Esse capítulo é o melhor do livro, pois contém 100 táticas para você reduzir seus gastos e economizar dinheiro. Não, eu não escrevi errado. São 100 macetes para você ter uma vida com mais dinheiro no bolso. E o mais impressionante é que cada dica contém links para o respectivo artigo no TSD, onde o autor aprofunda o tema (!).

As dicas são variadas: mude para uma conta num banco que te respeite, tenha olhos críticos para suas “coleções”, beba mais água, abandone vícios caros, como bebidas e cigarros, instale lâmpadas CFL ou LED, compre utensílios domésticos baseados na confiabilidade, e não porque são mais baratos; não gaste dinheiro apenas para tirar o estresse do trabalho; dê de presente um serviço ou uma experiência, ao invés de um objeto, e assim por diante.

Só essas 100 dicas já valeriam o preço do livro… êpa, mas o livro é grátis! :D

4. Manage your money

O dinheiro que sobra é o “ingresso” para sua liberdade financeira, e gerenciá-lo bem é o caminho para construir um futuro estável para você e sua família.

Gerenciar bem o dinheiro significa: quitar as dívidas de seus cartões de crédito e demais financiamentos; construir um sólido fundo de emergências, maximizar seu plano de independência financeira, garantir o dinheiro para custear a educação dos filhos, quitar todos os financiamentos e demais débitos, e investir, de preferência em fundos indexados de baixo custo.

5. Control your own destiny

Como diria Milton Leite, narrador esportivo do canal SporTV, “que beleza!”. Chegamos ao ponto final: conquistar uma saúde financeira equilibrada não tem como objetivo primário ser rico, mas sim ter liberdade. Liberdade das dívidas. Liberdade de patrões dizendo a você o que você deve ou não deve fazer. Liberdade para gastar o tempo fazendo coisas certas. Liberdade para se aventurar em novas experiências e seguir seus próprios interesses. É isso o que a maioria das pessoas quer – e aposto que é certamente o que você quer também.

A parte final do livro contém uma relação excepcional de blogs e sites sobre finanças pessoais e desenvolvimento pessoal, bem como dicas de livros para se aprofundar no assunto.

Conclusão

Esse livro tem a melhor relação custo/benefício de todos que já foram resenhados aqui no site – e olha que não foram poucos. Simplesmente porque não tem custo algum, é totalmente gratuito, e as lições ali contidas são muito, muito fáceis de serem entendidas e aplicadas, apesar de ter como público-alvo os leitores norte-americanos.

O livro do Trent faz uma abordagem de “princípios” das finanças pessoais, e não de complexas regras de “financês”, numa linguagem acessível e de fácil entendimento.

Portanto, eis aqui mais um livro com o selo de “fortemente recomendado”! :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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24 excelentes sites de finanças pessoais e desenvolvimento pessoal

11, junho, 2010 Guilherme 9 comentários

Para se manter bem informado, com conhecimento de qualidade superior, é preciso selecionar bem as fontes de leitura na Internet. Felizmente, diante de tantos sites disponíveis, é possível realizar uma boa leitura com escolhas seletivas. Eu não apenas visito os sites que gosto de ler: em alguns casos, eu chego a ter participação ativa, seja por meio de comentários no próprio site, seja em contatos via email com o seu autor. Essas atividades são muito proveitosas e fazem aumentar o valor do nosso tempo gasto online. Não são atividades meramente prazerosas: são, acima de tudo, atividades gratificantes,  que agregam valor ao nosso conhecimento e promovem nosso desenvolvimento pessoal.

Pois hoje o giro da educação financeira não vai abordar um tema em específico, mas apenas fazer a indicação de 24 excelentes sites de finanças pessoais e desenvolvimento pessoal. Não são apenas blogs, mas também fóruns, onde o espaço para conversas encontra outro ritmo, também bastante interessante. E também não se limitará a temas de educação financeira, mas também outros que envolvem diversas áreas de nosso conhecimento. Vamos a eles? Os sites estão em ordem alfabética.

Aquela Passagem. Destacamos muito aqui no site a necessidade de realizar planejamentos, e o AP, do Rodrigo Purisch, é o ponto de partida ideal para você que quer viajar de avião. Afinal, um dos itens que devem ser mais bem observados por parte dos leitores é o custo/benefício das passagens aéreas.  Mas o AP não se limita a passagens de avião. Milhas, cartões de crédito (escrevo uma série sobre eles lá no AP), direitos do consumidor também são tratados com a profundidade merecida. Além, é claro, das promoções e dos cuidados que o passageiro deve tomar para tirar proveito máximo delas.

Clube do Pai Rico. Um dos sites pioneiros no trato da educação financeira, o CPR se destaca não só pelo blog do Zé da Silva, atualizado diariamente com conteúdo instrutivo e técnico, mas também pelo Fórum, do qual sou moderador, e onde os participantes podem trocar ideias sobre os mais variados temas ligados à educação financeira e investimentos.

Dinheirama. Referência em matéria de educação financeira no Brasil, o Dinheirama, fundado pelo Conrado Navarro, se expandiu e hoje aborda assuntos como empreendedorismo, pedagogia econômica e vida sustentável. Esse é um dos raros sites de finanças pessoais, do qual mantenho uma leitura diária desde 2007. Recentemente, passei a atuar como colaborador, escrevendo artigos mensais.

Educação Financeira – Mais Ativos. É o melhor site de educação financeira focado para o público infanto-juvenil. Álvaro Modernell e sua equipe estão sempre atualizando o site com notícias e dicas sobre como ensinar as crianças e adolescentes a lidarem melhor com o dinheiro. Muitas ferramentas estão à disposição do leitor: testes, dicas, humor, livros, curiosidades e muito mais.

Efetividade. Desde que comecei a usar a Internet, poucos blogs foram tão úteis à minha vida quanto esse. Com dicas abordando uma grande variedade de temas, como produtividade pessoal, lifehacking, GTD, trabalho e carreira, Augusto Campos dá o tom trazendo novidades para tornar o dia-a-dia das pessoas mais organizado e produtivo.

Efetividade blog. Blog mantido por Jônatas R. Silva, com foco em mercado de trabalho, administração, finanças e marketing. Um site muito interessante com dicas variadas para quem está querendo crescer no mercado de trabalho e, paralelamente, desenvolver habilidades relacionadas às finanças pessoais. Site muito bom que prima pela praticidade com que as dicas são postadas.

Fórum Futuro Financeiro. Outra ótima alternativa para investir seu tempo com discussões de qualidade. Capitaneado por Maurício Katayama, o fórum oferece debates em diversos temas ligados a finanças pessoais, tais como investimentos, finanças pessoais, economia doméstica etc.

Fórum PDA Brasil. Minhas atividades em comunidades online começaram com esse excelente fórum sobre gadgets. Se você tem nesses equipamentos eletrônicos um grande hobby, esse é O fórum. Debates de alto nível, membros qualificados, posts sempre recheados de conteúdo para você ficar por dentro do que há de melhor no mundo da tecnologia. Atuo como moderador nesse fórum.

Frugal Dad. Se um dos objetivos centrais de sua vida, agora que já sabe mais sobre como organizar sua vida financeira, é ser frugal, então esse site do Papai Frugal pode lhe dar dicas bastante interessantes. O foco no público norte-americano não prejudica a maioria das mensagens que o autor pretende transmitir com seus artigos.

Fundo Imobiliário. Quando eu fui buscar informações sobre investimentos em FIIs, o primeiro site que consultei foi esse, mantido por Sérgio Belleza Filho. Desde então, venho visitando-o regularmente, a fim de tirar dúvidas, buscar esclarecimentos e obter mais informações sobre esse inovador investimento em imóveis, no Brasil.

Get Rich Slowly. Incrível site de finanças pessoais norte-americano, com artigos que convidam à reflexão profunda sobre a maneira como lidamos com o dinheiro. J.D. Roth e sua equipe de escritores colaboradores traz novidades com frequência diária, e, apesar de o site ser norte-americano, e dirigido ao público norte-americano, muito do que se escreve lá tem proveito para nossas reflexões aqui no Brasil.

HC Investimentos. Quer saber mais sobre alocação de ativos? Quer saciar sua fome de conhecimento em fundos de investimentos imobiliários? Então esse é o site. Henrique Carvalho produz material de excelência num blog que vale a sua visita.

Hoje eu não comprei. Não comprar é uma das dicas mais práticas para economizar dinheiro. Thaís Aux nos brinda com artigos descontraídos, e reflexivos, sobre os meandros da educação financeira na vida real. O destaque é a ênfase da autora em artigos voltados ao público feminino, como esse.

Índice Brasil – IBRX-50. Descoberta mais recente dessa safra de sites de qualidade, como o próprio nome diz, destina-se a estudar o múltiplo P/L do Índice IBRX-50. Traz também o estudo dos yields dos fundos imobiliários.

Investimentos e Finanças. Esse blog traz artigos muito oportunos sobre temas relativos a, como o próprio nome diz, investimentos, finanças pessoais e aposentadoria. Destaque especial para os artigos enfocando carteiras de ações, portfólio permanente, e aspectos importantes a serem levados em conta no planejamento da aposentadoria.

Lifehack. Outro site fenomenal com dicas de produtividade no trabalho e na vida pessoal. Enquanto o Lifehacker, comentado abaixo, é mais focado na tecnologia, o Lifehack baseia-se em outras fontes para o ganho de melhor qualidade de vida. Gosto bastante das dicas sobre como dormir melhor.

Lifehacker. Quer um site com milhões de dicas sobre como utilizar as ferramentas da tecnologia para ganhar produtividade no trabalho e na vida pessoal? Pois o Lifehacker é o cara, ou melhor, o site. Atualizado várias vezes ao dia, o LH reúne o que há de melhor em matéria de tecnologia a serviço do ser humano. É uma ótima fonte para softwares, macetes de serviços online, links, e muito mais. Foi por meio dele que cheguei ao The Simple Dollar.

Litemind. Estratégias para usar a nossa mente de um modo mais eficiente. O site é em inglês, mas o autor é brasileiro, Luciano Passuello, o que é mais uma prova de que brasileiros têm totais condições de produzir material de qualidade em nível mundial.

Pick The Brain. Motivação e auto-aperfeiçoamento são os temas centrais desse agradável blog. Com frequência diária, os artigos são um convite à reflexão, principalmente porque muito deles tratam dos aspectos psicológicos de nossas escolhas, tema esse que muito me atrai.

The alternaview. Descobri esse site por meio de um link disponível no Zen Habits, e desde então, marca presença firme no meu leitor de feeds. Artigos úteis porque nos oferecem uma nova perspectiva para obter uma vida melhor, a partir da descrição de um dado problema.

The Simple Dollar. Nenhum outro site inspira tanto a criação de artigos aqui no Valores Reais quanto o TSD. É uma fonte inesgotável para novas ideias e novos textos, sempre com atitudes positivas e voltadas para a promoção do crescimento pessoal. Há quatro anos leio diariamente os artigos escritos por Trent Hamm, e é um dos raríssimos blogs que se mantém nessa condição.

Viver de Renda. O VR tem duas peculiaridades que o tornam um caso atípico de qualidade no Brasil. Primeiro, a concretude, representada pela narração de sua jornada rumo à independência financeira aos 42 anos. E, segundo, pela novidade, representada pelos artigos que escreve, abordando temas avançados de investimentos pouco explorados no Brasil.

Zen Habits. Leo Babauta escreve artigos sobre produtividade pessoal de uma forma leve, didática, mas com muito conteúdo. Gosto tanto do site que resenhamos um livro do autor sobre o “poder do menos“.

Write To Done. Escritor que se preze tem a obrigação de tratar bem sua ferramenta de trabalho, qual seja, o idioma. Embora o WtD seja um blog norte-americano, contém dicas valiosas sobre como aperfeiçoar a arte da escrita.

Aproveite os passeios virtuais e… boas leituras! :-D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

[via Get Rich Slowly] Lições de um Baby-Boomer. E o que nós, brasileiros, podemos aprender com ele.

10, junho, 2010 Guilherme Sem comentários

A leitura de blogs norte-americanos de finanças pessoais promove um aprendizado triplo. Primeiro, o aperfeiçoamento do fluência no idioma inglês. Segundo, o aprendizado de finanças pessoais sob um ângulo diferente ao do que nós, brasileiros, estamos acostumados a enxergar, o que provoca reflexões novas. E, terceiro, o aprendizado desse tema sob o ponto-de-vista dos leitores, pessoas comuns, como eu e você, não profissionais da área, nem jornalistas, o que confere um toque de humanidade, simplicidade, autenticidade e aproximação com o leitor que, de outra forma, não seria possível.

O Get Rich Slowly é um desses blogs cuja leitura é obrigatória em meu “jornal de feeds“. E o tema de um dos artigos lá publicados chamou tanto a minha atenção, que resolvi converter no assunto que debaterei hoje com meus leitores, convidando-os à reflexão.

Trata-se das lições de um Baby-Boomer. Ou melhor, o que um Baby-Boomer pode nos ensinar. Para quem não sabe, os baby-boomers são as pessoas nascidas após a 2ª Guerra Mundial, ou seja, entre os anos 40 e 50, que, após trabalharem duro por várias e várias décadas, estão agora, de 2007/2008 para cá, chegando no momento da aposentadoria.

Nos Estados Unidos, o investimento em ações está massificado. Mais da metade da população usa as ações como instrumentos de financiamento de suas contas de aposentadoria.

É aí que está o problema. Depois de uma década extremamente generosa no mundo dos investimentos, que foi a década de 90, lá nos Estados Unidos, onde boa parte dos ativos se valorizou a taxas espantosas, como ações e imóveis, o pessoal viu suas contas de aposentadoria, antes recheadas e gordas, encolherem durante essa década, de 2001 a 2010, particularmente de 2007 para cá.

Ou seja, exatamente no momento de saque dos investimentos para usufruto, as pessoas perceberam que não podiam “pendurar as chuteiras”, pois tinham na conta muito menos dinheiro do que o previsto.

Resultado: muitas delas tiveram que adiar seus planos de aposentadoria. O que significava continuar no mercado de trabalho. Ou, pior ainda, retornar a ele, depois de tê-lo abandonado.

O problema da sociedade americana, nessas últimas décadas, foi o excessivo consumismo. Embora o consumo seja o motor do PIB americano, esse consumo passou dos limites com o uso exagerado do crédito. Do empréstimo.  Ou seja, da filosofia de consumir agora e pagar depois. Afinal, com os investimentos – igualmente alavancados (!) – indo de vento em popa, na década de 90, e com linhas de crédito cada vez mais facilitadas, a sociedade americana mergulhou no movimento do endividamento, quando se trata de consumo, e no movimento da alavancagem, quando se trata de investimento. O consumo foi aumentando em proporções gigantescas.

As pessoas se endividavam para ter tudo, de artigos domésticos a casas novas. E investiam sem ter dinheiro em conta, tomando emprestado. Formou-se uma bolha. E ela, como qualquer bolha que se preze, um dia estourou.

Neal Frankle, autor do mencionado artigo no GRS, postou quatro lições fundamentais, das quais faço aqui uma tradução livre, com os respectivos comentários:

1. Não presuma que sua casa irá financiar sua aposentadoria. É impressionante como algumas tolices são mesmo universais. No Brasil, muitos têm também esse pensamento. Ou seja, acham que a casa própria é um investimento. Não é. É um bem de consumo. Ponto.

2. Faça de tudo para quitar sua hipoteca até os 55 anos de idade. No Estados Unidos, o pagamento da casa própria é um dos grandes desafios financeiros que todo cidadão médio terá que resolver de forma satisfatória – os outros dois desafios são, basicamente, o pagamento dos empréstimos estudantis e os investimentos para custear a aposentadoria. A dica é eminentemente prática, e visa a evitar que a dívida se prolongue até chegar à aposentadoria.

3. Não envie seus filhos a escolas das quais você não pode pagar. Nunca assuma uma dívida para financiar a faculdade ou o ensino médio. De acordo com Neal, “partimos do princípio de que os nossos investimentos e ganhos continuarão a crescer indefinidamente. Assim, pensamos que não seria um problema gastar esse dinheiro. Nós aprendemos o quanto estávamos errados”. Seja prudente na assunção de dívidas.

4. Pense na atitude de economizar como se fosse qualquer outra despesa. Determine o quanto você precisa poupar mensalmente, e, em seguida, faça-o antes de gastar um centavo com qualquer outra coisa. Não tenha a mentalidade de poupar o que sobrar, porque não haverá sobras. Ou seja, “pague-se primeiro”.

O recado desse baby boomer é simples e direto. Vejam que frase reflexiva:

“I think the recent economic turmoil is a fantastic opportunity for everyone to really “wake up”, take notice of what’s working and what isn’t, and then do things a little differently.”

Numa tradução livre:

“Penso que a recente turbulência econômica foi uma oportunidade fantástica para que todos realmente “acordassem”, tomassem conhecimento do que está funcionando e o que não está, e, em seguida, fizessem as coisas de um modo pouco diferente”.

A última frase do artigo é provocativa:

Have you changed your financial behavior as a result of what you’ve seen others go through?

Traduzindo:

Você mudou o seu comportamento financeiro como resultado de ter visto o que os outros fizeram?

Na caixa de comentários, pude avaliar o quão importante têm sido essas questões na vida do cidadão americano médio. Com mais de 100 mensagens, escritas por leitores de diferentes níveis, idades e realidades sócio-econômicas,  eles funcionam como um bom termômetro de como a crise financeira impactou planos, sonhos e obrigou as pessoas a reverem suas metas, principalmente as de aposentadoria.

Quando o mercado está em baixa, muitos decidem vender ações. Ocorre isso no Brasil, ocorre isso nos Estados Unidos, ou em qualquer outro lugar do mundo. O que mais impressiona é ler o relato de pessoas que fizeram investimentos mensais durante 15 anos consecutivos na Bolsa, e dizerem que, após tanto tempo, tinham menos dinheiro na conta do que o total que investiram. Esse é o perigo de se fazer um plano de investimentos concentrado em ações, sem uma diversificação adequada, sem uma estratégia de alocação de ativos eficiente que controle os riscos.

Como resultado disso, dessa derrocada econômica sem igual na história recente da economia americana, muitos leitores que estavam perto de se aposentar relataram que foram obrigados a continuar trabalhando, ou a buscarem um novo trabalho. Eles estavam vivendo em um contexto que mais se assemelhava a um “conto de fadas moderno”, pois, apenas alguns anos antes, na década de 90, a economia estava prosperando, as ações subindo sem parar, e os imóveis também valorizando a galope.

Com tanto consumo e tanto apelo da mídia, eles foram seduzidos por esse estilo de vida ambicioso, tomando mais empréstimos para sustentar um padrão cada vez mais elevado de vida. Não valorizar aspectos de uma vida frugal foram pontos cruciais para determinar um “choque de realidade” quando o ciclo econômico de prosperidade começou a apresentar uma curva descendente no gráfico.

Até que ponto o Brasil dos anos 00 (2001/2010, particularmente 2003 a 2009), não se assemelha aos Estados Unidos dos anos 90? Estamos vivendo uma escalada monstruosa no crédito. A expansão imobiliária está provocando uma alta exagerada no preço dos imóveis em todas as regiões do País. A Bolsa saiu de 9 mil pontos para 70 mil pontos em menos de uma década. Há facilidades para empréstimos e financiamentos de todo tipo de bem que se possa imaginar. Manchetes de jornais e revistas alardeiam que a prosperidade econômica está batendo à porta do Brasil. Pessoas estão se endividando para anteciparem o consumo, uma vez que o vizinho está fazendo a mesma coisa. Mas até que ponto isso se sustenta no longo prazo? Que tipos de estouro de bolhas nosso País presenciará nos próximos anos? Você está se preparando caso o pior aconteça?

O objetivo desse artigo não é desencorajar ninguém a fazer o que quer que seja, mas apenas o de provocar reflexões para que vocês não se deixem iludir com a falsa idéia de que “agora o Brasil decola” e, portanto, “eu devo aproveitar a onda”. Só a título de exemplo, já comentamos aqui no site que, quando a economia decola, a Bolsa normalmente aterrissa.

A coisa não é tão simples quanto parece.

Na caixa de comentários ao artigo do GRS, muitos leitores escreveram que ainda não conseguiram se livrar das dívidas, mesmo na faixa dos 50 a 60 anos. Aliás, débito é uma coisa tão frequente na vida dos americanos que alguns deles chegam a afirmar que estão mais preocupados com a construção de um plano de eliminação das dívidas do que com um plano de construção de riqueza.

Isso faz todo sentido, porque investir estando atolado em dívidas é o mesmo que pisar no acelerador e no freio ao mesmo tempo. Ou seja, o carro não anda. O que, metaforicamente falando, é o mesmo que dizer que a vida não anda. Não vai para frente.

A solução passa, então, por um tríplice filtro. É preciso consumir melhor, sem dívidas. É preciso investir melhor, com consciência. E, finalmente, é preciso investir no desenvolvimento de suas habilidades. Concentrar-se naquilo que você tem de melhor. Antes de acumular um capital financeiro, preocupe-se em acumular um capital intelectual, porque é isso que irá fazer diferença em sua vida. Siga as 16 regras de ouro da segurança financeira, preconizadas por Harry Browne, consultor financeiro norte-americano já falecido, mas cujas lições se perpetuaram.

Acima de tudo, faça um planejamento do que você quer para sua vida, e procure meios para enfrentar tanto os bons quanto os maus momentos. Diversifique sua carteira de investimentos, tenha várias fontes de renda, capacite-se, enfim, prepara-se para o que der e vier. Porque, se você não pode controlar o que se passa no mundo, você, ao menos, pode controlar os seus próprios comportamentos.  :wink:

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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Colhendo os Dividendos de Valores Reais: 5 de Junho

5, junho, 2010 Guilherme Sem comentários

Colhendo os Dividendos é uma série publicada, aos sábados, que se destina a destacar os melhores textos publicados na mesma semana do ano(s) anterior(es). O objetivo é expor aos novos leitores conteúdos que foram publicados tempos atrás, mas que ainda podem ser úteis a eles. E serve também – por quê não? – para que leitores antigos releiam textos que gostaram.

Um ano atrás (30 de Maio a 5 de Junho de 2009)

Americanos investem em ações estrangeiras e acreditam que irão valorizar mais que suas próprias ações Comentários extraídos a partir da leitura de um artigo da revista norte-americana Kiplinger´s. Os investidores americanos também aplicam parte de seus recursos em ações estrangeiras.

Renda passiva versus renda ativa Essa é uma diferença que o investidor deve saber para alcançar a independência financeira.

Evite o excesso na sua vida! A importância de buscar o equilíbrio.

Informativos INI: educação financeira para investir na Bolsa Vários artigos do INI serviram de base para a publicação de textos aqui no blog. Considero-os um importante instrumento para a educação financeira dos investidores individuais.

Despesas positivas e despesas negativas Você sabe a diferença entre uma e outra?

7 maneiras de você tirar proveito máximo do Valores Reais

Essa é uma espécie de FAQ (respostas mais frequentes), útil sobretudo para que novos leitores explorem melhor o Valores Reais.

1. Assine por email ou RSS. Sabia que você pode saber das últimas novidades do site sem visitar o www.valoresreais.com ? Para isso, assine nosso conteúdo via email ou no seu leitor preferido de feeds.

2. Comente. Cada artigo publicado permite que você exponha suas ideias, debatendo-as com outros excelentes leitores, numa discussão viva e contínua. Basta clicar no botão de comentários, logo abaixo do título de cada artigo, para ter acesso às discussões. Também é possível assinar os feeds dos comentários.

3. Mande-me suas dúvidas e sugestões. Escreva um email no formulário de contato do site, caso tenha alguma dúvida, sugestão ou comentário. Seu comentário pode inclusive ser objeto de artigo no site!

4. Participe das enquetes. Na barra lateral direita, temos enquetes sempre atualizadas, onde você poderá  expressar sua opinião sobre temas relevantes de finanças pessoais, bem como sugerir temas para futuros artigos.

5. Passeie pela nossa seção de arquivos. Na barra lateral direita, existe um calendário onde, passando seu mouse em cima, você lerá o título do artigo que foi escrito naquele dia. E, na seção Arquivos, você encontrará os artigos listados em ordem cronológica, desde o nascimento do blog!

6. Faça uma busca. Caso queira saber se algum assunto, termo ou palavra em particular foi debatido ou apareceu em algum artigo, é só utilizar a nossa caixa de pesquisas, localizada no canto superior direito.

7. Navegue por categorias e assuntos. Se você tiver em busca de temas específicos abordados aqui no blog, navegue pelas categorias e assuntos, organizados na barra lateral direita.

Frase para reflexão

“A felicidade dos livros de história sempre envolve alguma forma de rodopio com os polegares; a verdadeira felicidade envolve o pleno uso das forças e dos talentos de cada um”.

- John Gardner, psicólogo e escritor norte-americano

Novidades!

Bem, além de uma frase para reflexão, que resolvi incluir para acrescentar novidades às leituras matinais, todo sábado tem um post extra publicado às 4 da tarde. Hoje a novidade é quente! :D

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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Educação financeira: um giro temático pelos blogs. Edição de hoje: aniversários e atualizações

4, junho, 2010 Guilherme 2 comentários

Os últimos dias foram bastante agitados no seleto e qualificado grupo de blogs de finanças pessoais que ocupam o tempo de minhas leituras. Em comum a todos eles, destaco celebrações festivas, recheadas de links de conteúdo superior, bem como reflexões sobre os verdadeiros valores que devem nortear nossas vidas. Por isso, é com grande satisfação que fazemos hoje uma nova rodada pelo que há de melhor em matéria de finanças pessoais, para promoção de seu conhecimento financeiro e também não financeiro.

A Thaís Aux fez aniversário no mês passado e publicou um ótimo, descontraído e reflexivo artigo. onde relata os gastos de sua celebração, com o sugestivo título “quanto custa fazer um aniversário“. O que mais me chamou a atenção no seu texto foram dois pontos que eu costumo defender aqui no site: primeiro, que haja uma conexão entre seus gastos e seus valores, e, segundo, que você priorize seus valores reais, que, no caso específico desse aniversário, foi o convívio com os amigos. Isso ficou muito evidente pela seguinte passagem:

“Fazendo as contas: R$ 30 do bar + R$ 15 do pub + R$ 20 do estacionamento = R$ 65. É o que eu gastei com o meu próprio aniversário. Isso porque esse mês eu já tinha gasto com algumas outras saidinhas.

E aí eu percebi um padrão: eu não sou consumista para itens de consumo, mas eu priorizo os momentos com os amigos. E São Paulo é uma cidade cara. Portanto, o que eu deixo de gastar em uma coisa, acabo gastando até mais em outras.

Eu não me arrependo. Foi meu aniversário, foram muitos amigos queridos, gente que eu não via há muito tempo. Foi ótimo, mesmo, de verdade. É algo que não se faz todo fim de semana. Talvez duas vezes por mês, dependendo do quanto se ganha”.

Para arrematar em grande estilo:

“Mas com certeza são momentos que eu vou lembrar muito mais do que um par de sapatos”. :)

Veja se isso não é a aplicação concreta da lei básica da frugalidade:

“Frugalidade é isso: decida aquilo que importa para você. Se dê essa permissão de gastar em coisas que lhe trazem satisfação. Para todo o resto, contente-se com o necessário”.

Eu, se estivesse no lugar dela, faria a mesma coisa. E você?

Outro ilustre escritor que comemorou seu aniversário no último mês foi o Henrique Carvalho, cuja data festiva, aliás, coincidiu com o do blog HC Investimentos. Para festejar essa data, foi publicado um artigo contendo um resumo de todos os artigos escritos até hoje no blog. Presentão para os leitores ávidos por informação de qualidade nos investimentos, principalmente porque ele foi um dos pioneiros no trato dos fundos de investimento imobiliários.

Por falar em pioneirismo, é impossível não fazer menção à nova fase do Dinheirama, agora transformada em uma startup,  ou seja, uma empresa de educação financeira e finanças pessoais, além claro de uma empresa ligada à tecnologia, Internet e a blogosfera. Parabéns a toda a equipe do Dinheirama, e sucesso nessa nova empreitada!

A interatividade com os leitores sempre uma marca do Dinheirama, que se refletia em muitos artigos escritos a partir de dúvidas dos internautas. Pois bem, conversas com internautas sempre rendem bons textos, e o Trent Hamm, do The Simple Dollar, aproveitou uma dessas conversas para atualizar o leitor acerca de alguns temas importantes num blog de finanças pessoais. O detalhe é que a conversa se deu num café. O Trent estava conferindo os últimos comentários em seu site, e uma mulher começou a olhar a tela do notebook dele. Então ela disse que gostava muito desse site. O Trent então disse que ele era o autor do site. Imagina o espanto da mulher…bom, o resto da conversar vocês conferem no site dele.

Só se pode conversar com alguém, normalmente, se você não estiver de férias. E o J.D. Roth, autor do ótimo Get Rich Slowly, voltou de uma temporada de férias no Alaska para escrever um artigo muito interessante sobre o valor do capital social: seria ele mais importante que o capital financeiro?

No mundo dos investimentos, é conveniente atualizar o patrimônio líquido acumulado de um mês para outro, para ver o progresso realizado, e refletir sobre ele. O Investimentos e Finanças faz a atualização do portfólio permanente aqui. E o Viver de Renda, de seu portfólio, aqui. Uma análise semanal do mercado de ações é feita pelo CHR Investor. E a última atualização dos vídeos vocês conferem clicando nesse artigo.

Um site muito bacana para acompanhar as atualizações de índices e fundos é o IBRX-50. Nele, vocês podem conferir não só a atualização do índice P/L desse índice, como também a atualização de yield de fundos de investimento imobiliários.

Tão importante quanto cuidar dos investimentos é se preocupar com os custos, principalmente os impostos. Uma atualização da questão, útil para reflexão, nos é dada pelo Zé da Silva, do Clube do Pai Rico, em seu artigo com o sugestivo título “adeus ano velho, feliz ano novo…3″.

Celebrações não se restringem a aniversários e festas. Podem também ser feitas em outras ocasiões especiais, como um domingo no sítio, que o blog Di Grávida relatou com maestria. Eu gosto muito desse tipo de relato, porque são essas coisas que nos fazem refletir o quão pouco a gente realmente precisa para viver e ser feliz.

Se o jovem começar a trabalhar, o que fazer com a renda extra? Essa é uma das questões abordadas no artigo “quando o filho começar a gerar renda, como organizar as finanças da família? publicada no portal Mais Ativo$, do competente Álvaro Modernell.

Finalmente, uma reflexão sobre a precariedade da infra-estrutura aeroportuária em nosso País pode ser lida no blog Aquela Passagem, do Rodrigo Purisch.

Com essa seleção de blogs, não há desculpas, seja para refletir ou se atualizar, seja para comemorar e festejar. Boas leituras!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

[via The Motley Fool] Uma breve história de um investidor estúpido

2, junho, 2010 Guilherme 6 comentários

Qual será o melhor investimento nos próximos 10 anos? Olhar para a rentabilidade dos diversos ativos na última década,  e escolher *justamente* aquele que apresentou o melhor desempenho, é certeza de retornos garantidos para os anos vindouros? É o que vamos responder nesse texto

O The Motley Fool é um dos sites de finanças pessoais mais descontraídos dos Estados Unidos. Com um amplo e variado repertório de artigos de boa qualidade, o site surpreende pelo alto nível de informações, e também pela boa organização geral de seu conteúdo.

Hoje, vamos abordar um assunto que é amplamente difundido no exterior, mas pouco discutido no Brasil (salvo algumas honrosas exceções), que é a alocação de ativos (asset allocation). E é oportuno trazer aqui o link do artigo do Motley, intitulado “uma breve história de um investidor estúpido”. Quando se trata de gerenciamento de carteira de investimentos, não se pode colocar todos os ovos numa cesta só, ou, o que é pior, apostar somente no ativo “mais quente” dos últimos anos, ou seja, daquele que rendeu mais. O texto do artigo do Motley, apesar de estar escrito em inglês, é curto e não é difícil de entender. Caso tenha dificuldades, você pode utilizar a ferramenta de tradução do Google, ferramenta essa que melhorou bastante de uns tempos pra cá (inclusive foi a matéria de capa da revista Veja de algumas semanas atrás), e sobre a qual fizemos um comentário no último sábado.

Robert Brokamp, o autor do artigo, fez uma pesquisa histórica abarcando os últimos 35 anos do mercado de investimentos local (1972 a 2007, ano em que o artigo foi publicado), abrangendo os principais ativos que podem compor a carteira de um investidor americano médio: ações blue chip/large caps, ações small caps, fundos de investimentos imobiliários (REITs, que captam a rentabilidade do setor imobiliário), fundos de ações estrangeiras, e commodities (ouro, petróleo etc.).

A situação é a seguinte: estamos no dia 1º de janeiro de 1980, e o investidor tem 10 mil dólares no bolso, querendo investir, para os dez anos seguintes. Qual ativo ele irá escolher, para segurar (buy and hold) até 1990? Olhando o retrospecto dos investimentos em diferentes classes de ativos nos últimos 8 anos, ou seja, do período que vai de 1972 até 1979, ele vê que as commodities renderam 22% a.a., obtendo a maior rentabilidade dentre os cinco ativos listados, durante os anos 70. Ele, então, resolve aplicar tudo em ativos tangíveis, ou seja, nas commodities.

Passada uma década, chegamos a 1990. E qual a constatação do nosso investidor? Que na década de 1980, as commodities, que na década anterior foram as campeãs de rentabilidade, tiveram o pior desempenho, rendendo apenas 10,7% a.a. Nos anos 80, quem brilhou foram as ações estrangeiras, com um retorno anualizado fabuloso de 22,8%.

Então, o nosso investidor resolve, em janeiro de 1990, aplicar em ações estrangeiras. Ele pensa consigo mesmo: “realmente, vejam só o que está ocorrendo, os japoneses estão comprando o Rockefeller Center”. Então, ele pega toda a grana e investe tudo em ações estrangeiras, esperando, com isso, multiplicar seu patrimônio durante os anos 90.

Passa-se uma década, e, no ano 2000, ele vê que as ações internacionais tiveram o segundo pior desempenho da década de 90, dentre as 5 classes de ativos passíveis de investimentos, só perdendo para a lanterninha das rentabilidades, as commodities (e isso explica, ao menos em parte, o porquê de a Petrobras e Vale terem se tornado as estrelas da Bolsa durante os últimos 10 anos, afinal, essas são empresas de commodities, que foram duramente castigadas durante os anos 90, sofrendo um brutal ciclo de desvalorização nesse período). Quem fez a festa, durante essa década – 1990 a 1999 -  foram as large caps da Bolsa norte-americana, ou seja, as blue chips, com um retorno fantástico de 18,2% a.a.

E esse jovem investidor pensou o seguinte:

“- Ah, sim, Mas é claro que vou investir tudo na Bolsa. Afinal, o livro do Jeremy Siegel diz que as ações são o melhor investimento a longo prazo. E que alocação de ativos que nada! Esse papo de diversificar só serve para controlar riscos, não serve para aumentar retornos. É conversa pra boi dormir. Assim, como sou jovem e não tenho nada a perder, vou é concentrar tudo em ações”.

Diante disso, em janeiro de 2000, ele resolve aportar todo o seu capital investido em ações de grandes empresas norte-americanas, num índice amplo.

Bom, não precisa nem dizer qual foi o resultado, em Wall Street, durante os 10 anos que vão de janeiro de 2000 a janeiro de 2010… basta dizer que essa foi uma das piores décadas de todos os tempos para as ações dos EUA, não obstante elas tivessem obtido o melhor desempenho na década anterior.

O curioso é que o artigo só vai até 2006 – ele foi publicado em 14.08.2007 – e, na última tabela apresentada, adivinha quem foram as estrelas? Sim, os imóveis, representados pelos fundos imobiliários, com um retorno anualizado de impressionantes 22% a.a. Bom, todos sabemos que foi com a crise das hipotecas subprime que deu o start para a bolha estourar…

Só um detalhe adicional: nos anos 90, as ações norte-americanas retornaram 18,2% a.a. E, nos anos 00, renderam… bota outro zero aí. Renderam 0. O Dow Jones começou e terminou próximo dos 10 mil pontos (estou desconsiderando os efeitos da inflação, que puxaram o rendimento para baixo, e dos dividendos, que puxam para cima). Coincidentemente, o IBovespa rendeu, nos últimos dez anos, sabe quanto? 20% a.a. em dólares. Ou seja, o crescimento foi tão forte quanto o verificado nas Bolsas americanas na década imediatamente anterior. Para essa década, o crescimento do IBovespa será de_______________ (em 2020, voltaremos ao tópico e completaremos a lacuna :D ).

Os efeitos de uma boa alocação de ativos

A conclusão do estudo é a parte mais interessante dessa breve história de um investidor estúpido: nesse ritmo de escolher o ativo “mais quente” da década anterior, os US$ 10 mil originais se transformaram em US$ 60.583. Nada mal.

Mas… e se ele tivesse repartido os 10 mil dólares iniciais em quantias iguais em cada um desses ativos – ações large caps, ações small caps, fundos de commodities, fundos imobiliários e, finalmente, ações estrangeiras – e fizesse o rebalanceamento do portfólio anualmente? Senhoras e senhores, pasmem: ele teria US$ 331.482. Ele teria mais do que quintuplicado seu patrimônio, em relação à estratégia anterior, de optar pelo melhor investimento da década passada.

A lição dessa história é muito simples: colocar toda a sua grana em apenas um tipo de investimento pode redundar em uma carteira significativamente menor. O que é “quente” numa década pode não sê-lo na posterior – aliás, quase sempre não é (nas últimas décadas, nunca foi). As palavras finais do artigo são muito boas:

“If you want to increase your wealth, if you want to protect your wealth, and if you want to parlay that wealth into a long retirement, an intelligently created and maintained asset allocation is the way to go”.

Numa tradução livre:

“Se você quiser aumentar sua riqueza, se você quiser proteger sua riqueza, e se você quiser aproveitar essa riqueza numa longa aposentadoria, uma alocação de ativos inteligentemente criada e administrada é o que há”.

Dessa forma, algumas dicas são sempre oportunas de serem dadas: não coloque todo seu patrimônio em Bolsa, mantenha uma permanente e boa reserva em renda fixa, ainda que você seja jovem, e, mesmo dentro da Bolsa, diversifique seus ativos. Além disso, saiba qual é a porcentagem que você possui, em seus investimentos, entre renda fixa e renda variável, fazendo os balanceamentos necessários quando ocorrer, num dado período de tempo, uma discrepância muito grande na proporção que você tiver estabelecido. Como diz Henrique Carvalho, em um artigo exemplar sobre alocação de ativos:

“O “segredo” da Alocação de Ativos está no rebalanceamento das classes. Ou seja, quando a porcentagem das classes se desviarem da sua porcentagem original devemos rebalancear nossa carteira, trazendo esta novamente para a alocação original.

Por exemplo: Tomemos uma carteira com 50% em Bolsa e 50% em Dólar. No final do 1º ano a Bolsa se valorizou 20% e o Dólar -10%.  Neste caso devemos vender os excedentes em Bolsa para compor a parte que falta em Dólar. Deste modo estamos trazendo a carteira novamente para sua alocação inicial”.

Outro excelente artigo sobre gestão de carteira, com exemplos extraídos do mercado brasileiro, está no Informativo INI de julho de 2008.

Um exemplo prático e atualizado mensalmente sobre os efeitos benéficos reais de um portfólio bem diversificado, é o fornecido pelo Investimentos & Finanças. Também não percam os artigos que o Henrique Carvalho escreveu no seu blog HC Investimentos, na categoria de alocação de ativos. Uma discussão atualizada, com mais de 37 páginas de informação, sobre asset allocation se encontra no Fórum Investidor Agressivo. Um estudo histórico comparativo IBovespa vs. CDI entre 1995 e 2008, simulando carteiras hipotéticas com diferentes níveis de balanceamento, pode ser encontrado num ótimo artigo escrito pelo Maurício Carvalho para o InfoMoney. Finalmente, um estudo acadêmico intitulado “alocação de longo prazo: um estudo empírico com ativos brasileiros”, de José Geraldo Maciel Júnior, pode ser lido aqui.

Vale dizer que a alocação de ativos não é o remédio para todos os males. Nem todos os investidores a utilizam em sua carteira de investimentos. É apenas um dentre vários possíveis métodos de investimentos.

A diversificação – e não só a diversificação entre ativos diferentes, mas também a diversificação dentro de uma mesma classe de ativos (investimento em ações por meio de um fundo diversificado, como o PIBB, por exemplo) – é importante na medida em que minimiza as chances de uma grande perda. E o monitoramento ativo da carteira, com a tática dos rebalanceamentos, permite um melhor controle do risco.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Comentários à matéria de capa da revista Veja: “O milionário mora ao lado”

19, maio, 2010 Guilherme 6 comentários

A revista Veja dessa semana (edição 2165) trouxe na reportagem de capa uma interessante matéria sobre o crescimento da quantidade de brasileiros que se tornaram milionários por meio de negócios próprios (como a versão online da revista é restrita para assinantes, um bom resumo da reportagem se encontra no blog Quero Ficar Rico).

Quem já está familiarizado com livros sobre educação financeira, investimentos e finanças pessoais não deve ter estranhado o título chamativo da capa, pois “O milionário mora ao lado” é também o título de uma importante obra que conta como vivem os milionários dos EUA. Fizemos a resenha do livro há alguns meses atrás – clique aqui para lê-la.

Em essência, a mensagem de ambos os escritos é a mesma: a de que a classe média é uma grande “fornecedora” de milionários, de pessoas que ascendem na pirâmide social, seja por meio de um estilo de vida frugal e sólida construção de patrimônio, como demonstrado no livro estrangeiro resenhado, seja por meio da realização de negócios próprios de sucesso, como mostrado na reportagem da revista brasileira.

A matéria diz que o Brasil vive condições econômicas favoráveis, o que é ilustrado por uma série de indicadores positivos, tais como aumento de renda, aumento de consumo, melhora dos níveis de empregos formais, crescimento do PIB etc. Esse ambiente  econômico favorável produz o contexto ideal para que floresçam empreendimentos realizados por brasileiros que saíram da classe média, expandindo os pequenos negócios e melhorando de forma substancial suas margens de lucros.

São mostrados, ao longo da reportagem, exemplos de empresas que conseguiram aproveitar a boa fase da economia para impulsionar seus negócios, em diversas regiões do País, em diferentes segmentos da economia, como óticas, cosméticos, utilidades domésticas, picolés etc.

De acordo com a matéria, o número total de milionários no Brasil superará o dos demais países integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) já em 2017, e que um brasileiro se torna milionário a cada 10 minutos.

Embora a reportagem tenha sido realizada em tom bastante otimista, é preciso destacar alguns fatores que tornam o empreendedorismo no Brasil uma coisa não tão fácil assim. Dentre esses fatores, vale citar a carga tributária elevada e as altas taxas de juros, as quais encarecem o financiamento das empresas, obrigando-as a ter uma margem de lucro mais alta para compensar os juros pagos no financiamento. Além disso, há também a excessiva dependência de dinheiro estrangeiro na capitalização das empresas que decidem abrir capital na Bolsa. Em épocas de crise internacional – como a ocorrida entre 2008 e 2009 – menos investidores estrangeiros se dispõem a aportar seu dinheiro em empresas localizadas em países emergentes. Isso diminui o fluxo de investimento estrangeiro e, portanto, dificulta os processos de abertura de capital, que muitas vezes precisam ser adiados em razão da falta de liquidez.

Ademais, vale citar ainda que a “taxa de mortalidade” das empresas é ainda muito alta no Brasil. Ou seja, a grande maioria fecha as portas nos primeiros meses e anos de sua existência. De fato, as maiores chances de conseguir rentabilidades superiores do dinheiro aplicado se concentram nos negócios próprios, porém, o risco também é proporcionalmente maior. Por isso, achei bastante oportuno o alerta da reportagem, no ponto em que afirma:

“Por mais que os ventos soprem a favor, fazer negócios no Brasil ainda é um tormento. Quem escolhe se lançar nessa aventura precisa saber que o seu empreendimento exigirá uma dedicação obsessiva, sobretudo nos estágios iniciais”.

Mas existe um atalho para tirar proveito de algumas das empresas de sucesso: é se tornando sócio delas, o que se faz por meio da compra de suas ações, na Bolsa. Nesse caso, você se torna um acionista da empresa, o que lhe dará direito a receber participação nos lucros, bem como se beneficiar da valorização do preço de suas ações. Nesse caso, também é necessário pesquisar as melhores empresas, que contam com administrações profissionais, pessoas competentes nos cargos de gestão, transparência na atuação e solidez nos fundamentos. Uma maneira inteligente de diluir os riscos, nesse caso, é optar pela compra de um pacote de ações, que representem empresas de setores bem diversificados da economia.

Seja qual for a sua escolha, é muito bom observar que, com esforço e dedicação, que contam muito mais do que talento, é possível prosperar e tirar proveito do crescimento da economia brasileira.

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

p.s.: e a Bolsa, hein, pessoal!? No mês, já acumula queda de quase 10% – o que impressiona, uma vez que acabamos de ultrapassar a primeira metade de maio. No ano, a perda já é de 11,30%, um quarto do tombo de 2008. De acordo com notícia publicada no portal iG, esta é a menor pontuação desde 28 de outubro de 2009. Ou seja, é o menor valor em quase 7 meses. Alguns ativos já começam a ficar com preços atrativos…